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terça-feira, outubro 20, 2015

[Resenha] A Estrada do Mar - Barbara Delinsky


“Após dez anos de casamento, Rachel Keats e Jack McGill se divorciaram e seguiram caminhos separados. Jack permaneceu em San Francisco. Já Rachel mudou-se com suas as filhas pequenas para Big Sur.
Seis anos mais tarde, um alarmante telefonema no meio da noite, faz Jack pôr de lado a sua vida ocupada e a carreira como arquiteto chefe, para correr à cama de hospital onde sua ex-esposa está. Enquanto ela permanece em coma, Jack mantém-se em vigília constante, o que o faz conhecer Rachel melhor do que em todos os anos em que estiveram juntos - por meio de suas filhas, seus amigos, e, ainda mais, por meio de sua arte.

Enquanto isso, a beleza e a graça de Redwood canyon, onde ela fez seu lar, também exerce sua própria alquimia especial sobre Jack. Ele começa a ver Rachel, suas filhas, e a história de seu casamento com novos olhos.”



Um favorito.

Eu leio (não com tanta frequência, é verdade) YAs. Eu adoro os New Adults, e tenho toda uma simpatia pelos chick-lits. Adoro os romances água com açúcar com seus personagens que ainda estão para descobrir o amor. É bom ler sobre pessoas jovens- sobre o amor jovem.Porém, também é muito bom sair um pouco deste panorama e ler sobre personagens adultos, com uma vida adulta.

Um romance adulto. Uma história sobre reencontro e segundas-chances.

A estrada do mar é justamente sobre isso. Segunda-chance, e compreensão do passado.

Rachel e Jack estão divorciados à mais de 10 anos. O casamento de 5 anos acabou quando ela partiu de São Francisco para morar em uma pequena cidade no litoral da Califórnia. Os dois não ficaram totalmente sem contato, afinal, eles tinham duas filhas, uma de 13 e outra de 15 anos, mas os seus reencontros se resumiam às visitas de domingo que ele fazia.

Cada um tem sua nova vida, com seus projetos e ambições. Porém, quando Jack recebe um telefonema dizendo que a ex-esposa sofreu uma acidente de carro e está em coma, ele sabe que precisa ir até lá e tomar providências. Afinal, como ele mesmo costuma dizer, o divórcio foi da esposa e não das filhas.

O problema é que quando ele chega lá, Jack percebe que não pode ir embora. Ele não quer ir embora. E é nesta estada, nesta espera, que ele acaba descobrindo coisas sobre Rachel. Sobre a vida dela e sobre os motivos que a levaram a ir embora de São Francisco. Além, é claro, de conhecer melhor as duas filhas.

Eu amei. Fiquei completamente apaixonada por esse livro. À primeira vista, parece ser uma história parada sobre um homem velando uma mulher em coma, mas é muito mais do que isso. A Estrada do Mar fala sobre relações humanas, sobre erros e acertos. Jack e Raquel não se separaram por que deixaram de se amar,e aos poucos ele vai percebendo isso. Á medida que o tempo passa, e ela não acorda, Jack começa a ter consciência daquilo que deixou escapar e, principalmente, de que ainda a ama.
Ao mesmo tempo, ele também vai aprendendo como é ser par em tempo integral; como lidar com uma filha adolescente temperamental, e a outra, extremamente sensível, com uma gatinha doente.

Alternando o presente com flashbacks, a autora constrói uma trama sólida e cheia de significados. As histórias paralelas fazem sentido, é como se complementassem com a trama principal. E até mesmo o ambiente externo, o lugar e suas peculiaridades tem a sua importância.

À medida que eu fui lendo, eu fui me envolvendo, até ficar totalmente encantada pela história e seus personagens. Adorei que a autora não tratou ninguém como herói ou vilão. Todos ali tinham a sua parcela de culpa, ou acerto.
No livro não tem muito romance exatamente, mas a história de amor está ali, forte, em cada palavra e gesto.

Eu gosto muito da escrita da Barbara Delinsky. Ela sabe falar sobre as pequenas delicadezas humanas, os dramas, sem parecer piegas ou cansativa. É uma pena que seus livros, aqui no Brasil, sejam tão caros. Ainda mais se pensarmos que, além de tudo, tem páginas brancas!

A minha única crítica é em relação ao fina. Achei muito abrupto e , com certeza, faltou um epílogo. Mas, sabe, eu gostei tanto da história que não consegui dar menos que 5 estrelinhas (e olha que isso é difícil, hein?!).

Se eu recomendo?Claro que sim!


Título Original: Slightly Scandalous
Autor: Barbara Delinsky
Editora: Bertrand
Gênero: Drama
Sub-Gênero/Assunto: Romance, Doenças, Reencontro, Segunda Chance
Período: Final dos Anos 90. Litoral da Califórnia, EUA.

Outra Capa:



5/5

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domingo, outubro 04, 2015

[Resenha] Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry



“Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings é enviada pela mãe descompensada para a casa do pai, com quem mal conviveu até então. Devastada, Ashlyn viaja de trem para Edgewood carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã. Na estação, Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil. A atração é imediata, e, depois de um encontro romântico, os dois descobrem que compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare, mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. O único problema é que, quando Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor, descobre que Daniel é o Sr. Daniels, seu professor de inglês, com quem não pode de jeito algum ter um relacionamento amoroso. Desorientados, os dois precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, ainda precisam tentar de todas as formas superar problemas do passado e sobreviver a alguns conflitos inesperados e dramáticos que a vida apresenta – e que poderiam separá-los para sempre. ”


Simplesmente lindo.

Uma das coisas que mais gosto de fazer é me perder nas Livrarias, me aventurar por pilhas e estantes sem muito rumo ou objetivos. Foi numa nessas “aventuras” que eu descobri Sr.Daniels. Até aquele momento não tinha lido nenhum comentário sobre o livro, mas simplesmente resolvi me arriscar.

Ainda bem que fiz isso.

Poucas vezes um livro me tocou tanto. Foi simplesmente uma leitura inesquecível.
Normalmente eu inicio uma resenha com uma espécie de resumo da história, uma breve sinopse, mas achei que aqui isso não faz necessário. A sinopse oficial já suficiente e, honestamente, isto não importa. Sim, Sr. Daniels é sobre um amor proibido entre professor e aluna, mas, ao mesmo tempo é sobre muito mais.
Sr. Daniels é sobre a morte- e sobre a vida. É sobre como convivemos com a perda, e como podemos seguir em frente.

Ashlyn, a aluna nova, e Daniel, o Sr. Daniels, professor de Inglês Avançado, são duas pessoas marcadas pela dor da perda. Da perda recente e sem sentido. Quando os dois se apaixonam é algo forte e inesperado. Avassalador. E mesmo sendo aquele tipo de amor proibido, improvável, é também uma forma de cura.
Eu não sou de chorar em livros ou filmes (posso contar nos dedos as vezes em que isso aconteceu) e, honestamente, eu não chorei aqui, mas em muitos momentos eu senti meu coração sangrar. O livro mosta, de forma extremamente tocante, que a vida não perfeita, que o ser humano não e perfeito. A dor da perda e a necessidade está presente, mas também está presente a necessidade de ser aceito.

Além de tocar na questão da perda e do amor proibido, a autora também nos brinda com a questão da aceitação- e do perdão. Nunca havia lido nada dela e me maravilhei com sua escrita. É meio clichê falar isso, mas a sua prosa é quase poética. Toca fundo.
Sr. Daniels mais do que simplesmente me emocionar, me fez pensar, refletir. O romance apresentado é daqueles fortes, viscerais , que fazem a gente sonhar, suspirar.


   "Tenho pensado que devíamos fazer algo,
Devíamos nos apaixonar lá pelas duas.
E assim que der quatro horas,
Infinitas vezes mais eu vou te amar. "



Não existem vilões nessa história, apenas circunstâncias- e incompreensão. Bullying, homossexualidade, incompreensão- está tudo presente, mas, em nenhum momento, a trama se transforma em uma miscelânea de temas polêmicos. Nem se resvala no melodrama barato e "feito pra chorar".

Eu achei o final um pouco corrido, mas isso não foi o suficiente para estragar a leitura.

Sr. Daniels foi uma leitura linda e especial.

Ah, e, sim, eu quero um Daniel Daniels pra mim. ^.^

Recomendo!


Título Original: Loving Mr. Daniels
Autor: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Gênero: Jovem Adulto (YA)
Sub-Gênero/Assunto: Doenças, Amor Proibido, Superação, Professores
Período: Atual. EUA.

Capa Original:



5/5

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terça-feira, setembro 01, 2015

[RESENHA] Um Sonho Perfeito, de Susan Fox


“Um Sonho Perfeito - Há dez anos, quando ficaram juntos, a única coisa que Jess queria era uma noite perfeita ao lado de Evan. No entanto, ela não esperava que essa noite de entrega pudesse deixar marcas tão profundas. Agora, quando os dois se reencontram, o sentimento que parecia estar adormecido é acordado com uma força maior do que imaginavam. E Jess, por mais que queira negar, fica sem fôlego perto do homem que Evan se tornou.
O que ele sequer imagina é que ela guarda um segredo que pode mudar a vida dele para sempre, e isso, somado ao turbilhão de lembranças, a deixa mais confusa do que nunca. E a intensa conexão que os liga poderá ser mais forte do que as resistências que sempre os separaram.
Será que Jess estará pronta para revelar toda a verdade a Evan? Estaria ele preparado para se entregar à nova vida que esse antigo amor lhe propõe? Afinal, o amor exige entrega, e só um salto de coragem pode fazer acontecer um sonho perfeito.”



Lindo!
Vou confessar, estou completamente apaixonada pela série Caribou Crossing! A Editora Única simplesmente tem que lançar os outros livros; é bom demais.

Um Sonho perfeito, segundo livro da série, conta a história de Evan e Jess, que ainda eram crianças no primeiro livro. Na infância, os dois tinham aquele tipo de amizade única e especial. Mesmo completamente diferentes um do outro, Jess e Evan viviam grudados; se completavam. Ele era a razão e determinação e Jess, uma amante dos cavalos cheia de sonhos. Com uma infância difícil com pai abusivo e mãe displicente, Jess e sua família eram um porto seguro para Evan.

Mas como todo mundo, os dois cresceram, e perceberam que não eram mais crianças. É neste momento que uma única noite de amor acaba por abalar a amizade.
O livro começa justamente 10 anos depois daquela noite, quando Evan está de volta à sua antiga cidade no interior do Canadá (ele mora agora em Nova Iorque) e reencontra Jess.

Era para ser uma simples viagem de negócios, mas acaba se tornando muito mais. Jess, nestes 10 anos, guardou um segredo que pode mudar a vida de todos, e ao mesmo tempo que ela tem medo e uma certa mágoa em relação a Evan, ela quer retomar aquela amizade perdida.

Evan, apesar de todas as dificuldades que teve quando pequeno, conseguiu se tornar alguém diferente de seus pais; estava vivendo a vida que sempre sonhou. Será mesmo?
Quando ele volta ao Canadá, é fácil perceber que algumas feridas ainda não foram totalmente cicatrizadas. Ele diz que está tudo bem, mas a verdade é que nunca conseguiu- verdadeiramente- seguir em frente.

Um Sonho Perfeito fala de reencontros e segundas-chances; mais ainda, fala da necessidade de confrontar-se com o próprio passado para seguir em frente. Em muitos momentos, é fácil condenar a dificuldade de Evan em fazer pazes, de falar com a mãe. Mas deve ser difícil esquecer uma infância de abandono. É uma situação difícil. E não existem soluções fáceis.

O livro tem momentos belíssimos, tanto no que se refere ao romance quanto ao drama. Algumas cenas me emocionaram. Além disso, os personagens foram muito bem desenvolvidos (com exceção de Cynthia, a namorada de Evan. Achei ela um pouco fora do tom.). A história não apresenta vilões, são todos seres humanos, passiveis de erros e acertos. Também foi ótimo ver que a autora não retratou Dave, o ex marido de Jess, como um idiota. Ele é, na verdade, um dos personagens mais amáveis do livro.

O ponto negativo, a meu ver, foi que o romance se estende um pouco em alguns momentos, principalmente no início, mas nada que prejudique a leitura. A escrita de Susan Fox é delicada e cheia de nuances. Uma delícia de se ler.

Um Sonho Perfeito não é um livro sobre grandes paixões, mas sim sobre pessoas comuns e como a vida nos oferece segundas-chances. E Recomeços.

Recomendo!

** A série deve ser lida na ordem correta**


Série (Ver No GoodReads)


Livro 1- Um Amor Perfeito
Livro 2- Um Sonho Perfeito
Livro 3- Um Estranho Perfeito
Livro 4- Love Me Tender
Livro 5- Love Someone Like You

Título Original: Home on the range
Autor: Susan Fox
Editora: Única
Série Caribou Crossing
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Segunda-Chance, Reencontro, Amizade
Período: Atual. Interior do Canadá-
Capa Original:

4.5/5

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quarta-feira, agosto 26, 2015

[Resenha] Corações Indômitos - Ruth Langan


“Kitty Conover era uma jovem bem diferente das que moravam em Misery. Sempre vestida com trajes masculinos de pele de gamo e com os cabelos loiros e encaracolados presos sob um chapéu de aba larga, ela era conhecida por sua tenacidade em perseguir, por semanas a fio, os rastros de cavalos selvagens.

Dormia tão bem ao relento, sob as estrelas, quanto no calor de uma cama. Distinguia as rochas pelo formato, conhecia os picos das montanhas um por um e cada curva das trilhas. Acima de tudo, ela aprendera a esperar o inesperado e a resolver qualquer contratempo.

Mas Bo Chandler foi uma surpresa que pegou Kitty desprevenida. Depois de salvar a vida de Bo, ela começou a sentir os primeiros e inegáveis sintomas do verdadeiro amor. E não ficou nem um pouco satisfeita com isso! Ela entendia de cavalos, mas os homens eram uma espécie bem mais complicada. Kitty não estava disposta a confiar seu coração a um desconhecido que acendia nela faíscas mais eletrizantes do que os relâmpagos de uma tempestade de verão!”



Fofo, fofo, fofo!

Ai que livrinho mais fofo e gostoso de ler. Por mais que eu goste de livros com pegada mais sensual, é muito bom ler uma história mais leve, tolamente romântica e ingênua.

Último livro da trilogia Badlands, Corações Indômitos fecha com chave de ouro um série muito especial (ao final da resenha tem os links com as resenhas dos livros anteriores).

O livro conta a história de Kitty Conover, a mais jovem de três irmãos que, após perderem a mãe quando eram ainda crianças, tiveram que sair pelo mundo...e sobreviver.

Como tantas outras mocinhas de romances água com açúcar, Kitty é uma jovem que não tem consciência da beleza que tem. Ela vive com o velho senhor que ajudou a ela e seus irmãos quando eram pequenos, e a sua vida se resume a domar cavalos selvagens. Aliás, os cavalos são a sua vida. Ela vive uma vida calma e sem muitas aspirações;

Porém tudo começa a mudar quando ela salva a vida de um estranho, Bo Chandler. Bo é um advogado da “cidade grande” que tem a vida totalmente mudada após uma tentativa de assalto- e ser salvo por uma jovem vestida em roupas masculinas.

Bo e Kitty são completamente diferentes; ela é simples, tacanha até, e ele é o refinamento em pessoa. Os dois logo se sentem atraídos um pelo outro, mas ao invés de se iniciar um caso de amor, o surgir, primeiramente é uma espécie de amizade e cumplicidade.

Bo é um herói romântico em sua plenitude; másculo, bondoso e honesto. Apesar da simplicidade, Kitty é inteligente e cheia de vontade de aprender, conhecer coisas novas, porém ela também é incrivelmente ingênua e ignorante quando se trata de “amor” e “coisas carnais”.
Ela é realmente uma graça, tola e forte- se isso faz sentido. Muitas vezes eu me irrito quando vejo uma mocinha absurdamente inocente quando se trata de sexo, mas aqui fez todo o sentido. O que poderia saber sobre sexo uma jovem no meio-oeste americano, em meados do século 19? E Bo é tão sensível e compreensível.

Sou suspeita, pois adoro livrinhos ambientados no velho Oeste americano, mas este aqui conquistou ainda mais meu coração. Me deixou mais leve. Contente.

Não é uma leitura de grandes emoções ou dramas; além disso, a história é curto e senti que, infelizmente, algumas “edições” devem ter sido feitas pela falecida Nova Cultural. Mesmo assim, é um livro adorável, que deixa a gente com aquele sorrisinho tolo no canto dos lábios.

** A série deve ser lida na ordem correta**


Recomendo!


A série:

A trilogia Badlands foi publicada no Brasil pela falecida editora Nova Cultural. Bem que alguma editora podia reeditá-la #FicaAdica

Livro 1- Direito à Esperança
Livro 2- Jogador Apaixonado
Livro 3- Corações Indômitos

Título Original: Badlands Heart
Autor: Ruth Langan
Editora: Nova Cultural
Coleção: Clássicos Histórico 258
Série Badlands
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Cowboys
Período: Velho Oeste Americano-

Capa original:




4.5/5

segunda-feira, agosto 17, 2015

[Resenha] Sempre Irresistível- Christina Lauren

“Depois de arrebentarem a noite de Nova York com seu apetite sexual insaciável, Sara Dillon e Max Stella, de Estranho Irresistível, estão de volta. Após a relação tomar novos rumos, o casal acostumou-se rapidamente a trocar fraldas e a acordar de madrugada para acalmar a pequena Annabel. Conseguir uma noite a sós parece impossível sem nenhuma ajuda, por isso Max e Sara confiarão aos seus melhores amigos a missão — aparentemente simples — de cuidar da bebê.”


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História curtinha mas muito romântica e extremamente divertida.

Já é de praxe Christina Lauren (que, na realidade, são duas autoras) fazerem pequenos livros (“short-stories) que fazem “companhia” a cada livro da série beautiful Bastard. Apesar de eu gostar muito da série, nenhum desses “livrinhos” me encantou completamente, mas eis que sempre surge uma exceção. E justamente aquele que faz companhia à um livro que nem tinha gostado muito. Aliás, Estranho Irresistível, o livro que conta o romance de Sara Dillon e Max Stella foi o que eu menos gostei da série.

Ainda bem que Sempre Irresistível apareceu para remediar isso.

Como já é de se esperar a história contada aqui é bem curtinha e simples, sem muitas reviravoltas, mas cheia de humor e delicadeza. O livro fala basicamente das tentativas de Max e Sara de conseguirem “namorar”. Isso seria simples e fácil, se não fosse um pequeno detalhe, um detalhe pequenininho e fofinho: a bebê recém-nascida deles.
Sempre Irresistível mostra, com muito bom humor, as mudanças que ocorrem na vida de um casal com a chegado de um filho. O amor, a paixão- o tesão!- ainda estão lá, mas também estão o medo, e uma certa insegurança.

Durante a leitura, eu me vi rindo, sorrindo e suspirando por eles. Simples Perfeição é aquele tipo de leitura que te deixa mais leve, de alto-astral. Eu ia dizer dizer que é uma pena ser tão curtinho, mas acho que o tamanho do livro também faz parte de seu charme. É do tamanho certo.

Ideal para esquecer um pouco da vida real.

Recomendo!

PS: Capa nacional, que é a mesma que a original americana nada a ver! A Sara NÃO está grávida no livro. O.o


Série
Livro 1 - Cretino Irresistivel -
Livro 1.5- Cretina Irresistível
Livro 2 - Estranho Irresistivel -
Livro 2.5- Paixão Irresistível
Livro 3 - Playboy Irrestível -
Livro 3.5-Noiva Irresistível -
Livro 3.6- Sempre Irresistível
Livro 4- Beautiful Secret-Expectativa de Publicacão em 2015
A série no Goodreads

Título Original: Beautiful Beloved
Autor: Christina Lauren
Editora: Universo dos Livros
Série Beautiful Bastard
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Hot, Casados, Crianças, Humor
Período: Atual. Nova Iorque, EUA.
Outra Capa:


5/5


quarta-feira, agosto 05, 2015

[Resenha] Um Amor Perfeito - Susan Fox

“Uma nova série de Susan Fox chega para aquecer os corações dos leitores. Conheça a cidade de Caribou Crossing em que um jovem casal planeja a vida que sempre sonhou... Wade Bly e Miriam são um casal perfeito: juntos desde a escola, ambos sonham com uma vida feliz juntos. Wade tem planos de se casar com Miriam e trabalhar no rancho de seu pai, e futuramente, com o dinheiro que irá guardar, aumentar sua família com quatro filhos. Miriam sabe que sua felicidade está ao lado de Wade. Ele é um homem carinhoso e sonhador e um amante quente e sensual. Suas vidas estão conectadas e felizes. Até que uma gravidez inesperada e algumas decepções irão desafiá-los. Eles estão prontos para encarar os desafios da vida? Um amor que está apenas começando... e provações que irão mostrar-lhes o caminho.”


Muito bom!

Fazia algum tempo que eu não lia um livro mais dramático, mas ainda assim cheio de romantismo e esperança.

Apesar do título nacional, Um Amor Perfeito fala justamente da imperfeição da vida, de como nada é uma certeza constante ou eterna.
Wade e Miriam são aqueles típicos namoradinhos de escola que acabam se casando jovens e cheios de planos. Estava tudo dentro de um “plano”, um planejamento preestabelecido. Porém, apesar de apaixonados um pelo outro, eles começam a perceber que, muitas vezes a vida toma outros rumos.

A começar por uma gravidez que veio antes do que eles esperavam- ou estavam preparados. Todavia, a pequena Jessica seria uma bênção, e outros desafios eles ainda teriam que enfrentar.

Wade e Miriam “entraram” no casamento pensando que tudo seria perfeito, porém as obrigações e os problemas que vão surgindo mostram que é preciso muito mais do que simplesmente amar o parceiro. Um Amor Perfeito começa justamente no depois do “e foram felizes para sempre”, de tantos outros livros- e é justamente neste aspecto que ele é especial.

Wade e Miriam são duas pessoas normais, humanas, cheias de falhas e incertezas. Quando algo realmente sério acontece (sem spoilers!), toda a paixão parece não ser suficiente.

Wade é uma pessoa extraordinária; honestamente, é admirável ver como ele consegue se manter firme. Ao mesmo tempo, este é o seu grande defeito, pois acaba passando uma ideia errada de não estar sentindo as dores do que aconteceu.

Eu sei que muita gente desgostou da Miriam neste momento, e penso que, num determinado momento, existe sim uma certa “falta de paciência” para com ela. Porém, colocando-se em seu lugar, eu senti dor pela personagem. Mais do que uma não aceitação do que aconteceu, Miriam está deprimida e afunda-se na própria escuridão- e muitas vezes é muito difícil conseguir se reerguer.

Eu comecei a ler a série Caribou Crossing pelo terceiro livro, Um Estranho Perfeito e como tinha gostado muito da leitura resolvi ler os volumes anteriores. Ainda bem! Assim como em Um Estranho Perfeito, a escrita aqui é delicada e envolvente. Aconchegante. E apesar de falar de assuntos como perda e depressão, em nenhum momento o livro é deprimente ou melodramático.

Em vez de um tom mais melodramático, a autora optou por uma tomada mais realista- porém não “crua”. Existe uma certa poesia em sua escrita.
Nem preciso dizer que eu adorei. Foi uma leitura realmente maravilhosa e envolvente, apesar de um pouco curta demais (este é o motivo para o qual eu não dei 5 estrelinhas;).

Eu gostei muito que apesar de toda a carga dramática, o livro tem belas passagens românticas. Afinal, é uma história de amor.

É uma história de comprovação do amor. Fortalecimento.

Claro que Recomendo!

Obs: Estou lendo o segundo livro da série e após ter lido este primeiro e o terceiro livro, aconselho a ler as histórias na ordem correta. Obviamente, é possível entender as histórias separadamente, já que cada livro fala de um casal, mas, para melhor “compreensão” dos personagens e acontecimentos, a leitura na ordem certa é o ideal!
OBS: Na Edição Nacional, da Editora Única, vem um marcador de página que é destacado da orelha. Adorei a ideia!


Série (Ver No GoodReads)


Livro 1- Um Amor Perfeito
Livro 2- Um Sonho Perfeito
Livro 3- Um Estranho Perfeito
Livro 4- Love Me Tender
Livro 5- Love Someone Like You

Título Original: Caribou Crossing
Autor: Susan Fox
Editora: Única
Série Caribou Crossing- livro 1
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Casados, Superação,
Período: Anos 90. Canadá.




Capa Original:



4.5/5

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domingo, agosto 02, 2015

A reprise de ER: Plantão Médico #PapoParalelo




O post de hoje será um pouco diferente. Não falarei sobre um livro, ou sobre um autor, mas sim sobre uma série de televisão. ER. Plantão Médico, que está sendo reprisada pelo canal Warner.

Ah, que bela surpresa. Que nostalgia me deu quando vi que Doug, Mark, Carter, Carol e tantos outros estavam de volta à minha telinha.

O Elenco Original


Para muita gente, especialmente os mais novos, ER pode ser mais uma série médica que passou pela tv. Ledo engano. ER foi “a” série médica- e muito do que vemos hoje na telinha deve-se à este drama médico de mais de 20 anos.

Sério, sté hoje me impressiono com o realismo de algumas cenas, e a caracterização dos personagens. Talvez hoje em dia seja comum encontrar, mocinhos e mocinhas “falíveis” mas epnse que estávamos em 1994 e os heróis deveriam ser perfeitos, sem falhas. Os finais felizes eram imprescindíveis. Com ER não era assim, e por isso era fantástico. E triste. E angustiante.

Morte, dependência química, abuso, AIDS, homosexualismo, adultério, racismo e dezenas de outros temas imporstantes e pertinentes foram tratados e discutidos na série. Hoje em dia, isso pode até parecer banal, mas pense em quão inovador era em meados dos anos 90. Assim como CSI revolucionou as séries policiais, penso que ER e Law & Order também fizeram história nesse quesito.



Muitos personagens e tramas e subtramas aconteceram em 15 temporadas (não era para menos!) mas acho que foi este primeiro grupo de médicos que “deu o tom”. Como não querer ser amigo de Mark, ou suspirar por Doug Ross, o pediatra bonitão e mulherengo (George Clooney novinho!), sentir raiva de Benton, o residente da cirurgia talentoso mas tremendamente arrogante, ou rir e querer abraçar Carter, o estudante de medicina atrapalhado mas adorável?

Carter, aliás, é o meu personagem preferido. Sem dúvidas. Está certo que adorei muitos outros como o Mark e o Luka e até mesmo a Abby (estes aparecerão em temporadas mais à frente), mas Carter sempre terá um lugarzinho em meu coração. Foi incrível assistir como o personagem cresceu, evoluiu, não só como médico, mas principalmente como ser humano. Olhando pra trás, penso que, na realidade, ER era sobre Carter. A história dele.


Carter, o meu queridinho.

Em compensação, se eu adorava o Carter, alguns personagens, eu odiava com todo o meu ser! Sendo Robert Romano e Kerry Weaver os primeiros da lista.

ER falava dos dramas médicos, dos médicos e também das enfermeiras, como Carol e sua paixão mal resolvida por Doug. Por falar em paixões, foi ER que me ensinou a não shippar em seriados. ER e Barrados no Baile, destruindo as esperanças e sonhos da adolescente Thaís , rs !

Foram episódios incríveis; muitos deles inesquecíveis.

Como (quase) toda série grande, ER também teve seus altos e baixos e, talvez, devesse ter terminado mais cedo; ou, não devesse ter ficado tão “melodramática”. A saída de Clooney foi um baque, mas acho que foi quando Mark Greene se despediu é que a série realmente se perdeu. Uma pena.

De qualquer forma, uma série que havia sido produzida por Steven Spielberg e escrita por Michael Crichton nunca poderia ser chamada de algo “qualquer”.
ER fez muito sucesso. Muito mesmo. As pessoas ansiavam pelo próximo episódio. Plantão Médico, domingo à noite depois do Fantástico. Era o assunto da segunda. E isso numa época em que TV Paga estava só começando. Internet, nem pensar.

Bem-Vinda de volta. ER.

Curiosidades:

* Foi o mais longo drama médico da TV americana;

* ER foi, primeiramente, planejado para ser um filme, mas Michael Crichton, o criador achou que daria uma série;

* O elenco original de atores : Anthony Edwards (Dr. Mark Greene), George Clooney (Dr. Doug Ross), Sherry Stringfield (Dra. Susan Lewis), Noah Wyle (o estudante de medicina John Carter) e Eriq La Salle (Dr. Peter Benton). Julianna Margulies fez uma participação especial no primeiro episódio como a Enfermeira Carol Hathaway e depois virou parte do elenco regular.

*ER foi a série mais indicada ao EMMY (mais de 120 vezes!), sendo que ganhou 22 estatuetas ao longo dos anos;

*Ganhou também o People's Choice Award por "Série de Televisão Dramática Favorita" todo ano, de 1995 até 2002.

Fonte: wikipedia

*** A Warner está no início da segunda temporada; para quem não pegou do começo a primeira temporada pode ser baixada na web. :)

*** Eu tenho muitos episódios favoritos, especialmente nas primeiras temporadas, como Love`s Labor Lost (fantástico!), Welcome Back, Carter (Tenso e muito divertido!) e o clássico episódio em que Doug salva um menino na chuva. Porém, meu favorito sem sombra de dúvidas é "All in the Family" (S06Ep14). Posso assistir quantas vezes quiser e sempre me emociono. Perfeito.

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terça-feira, julho 21, 2015

[Resenha] Lirio Vermelho - Nora Roberts

“Neste cativante último romance da trilogia NO JARDIM, da brilhante autora de sucesso de vendas Nora Roberts, três mulheres aprenderam que o coração da sua histórica casa é habitado por um mistério antigo.

Hayley WB Phillips procura em Memphis um novo começo para si e para a sua filha. Aí encontra um lar e grandes amizades, incluindo Harper, que se torna mais do que um amigo…
Mas Hayley receia ceder ao desejo, pois suspeita que os sentimentos que nutre não são só seus, mas copiados da wb. Imagens do passado e um comportamento imprevisível levam-na a acreditar que a Noiva Harper se introduziu na sua mente e no seu corpo. Está na altura de a Noiva descansar em paz; só assim Hayley poderá perceber de novo o seu coração e saber se está disposta a correr o risco…”



Bom demais.

Lírio Vermelho encerra com chave de ouro a Trilogia das Flores. Apesar de eu ter gostado do primeiro livro, A Dália Azul, achei a leitura um pouco devagar em alguns pontos; O segundo, Rosa Negra foi uma imensa e gratificante melhora. Se o terceiro livro ficasse no mesmo nível, já teria ficado feliz- mas, Lírio vermelho me conquistou ainda mais (não creio que a palavra “surpreendeu” seja a correta aqui.)

Tudo se encaixa perfeitamente e temos um final de trilogia prá lá de digno.
Penso que o ponto principal do livro ser tão especial é que os personagens são cativantes, interessantes. Mais do isso, nós aprendemos a conhecer (e gostar) de Hayley e Harper desde o primeiro livro. E isso fez toda a diferença.
A não ser em casos bem específicos, isso de “amor instantâneo” sempre me incomodou e quando a gente se depara com uma paixão, um amor que vai crescendo aos poucos é bom demais.

É óbvio para todos que Harley e Harper são feitos um para o outro; porém, como não poderia deixar de ser as coisas nunca são fáceis demais. Não é apenas uma questão de “cabeça-durice”. Harley tem medo. Ela finalmente se achou, tem uma bebê linda- e sente muito medo perder tudo por causa de uma paixão.

E Harper... ah, mil pontinhos para mocinho fofo!

Lírio vermelho apresenta uma romance incrível, apaixonante, e Nora ainda fecha muito bem o mistério da “fantasma”. Eu gostei que tudo se encaixa e as duas histórias/tramas se completam.

Muitos dizem que Nora Roberts se repete muito- eu mesmo digo isso- mas dentro de seus próprios “esquemas” ela sabe se inventar, reinventar... e ser ótima.

Recomendo.



A Série
1- Dália Azul
2- Rosa Negra
3- Lírio Vermelho-

Título Original: Red Lily
Autor: Nora Roberts
Editora: Bertrand
Série Trilogia das Flores- livro 3
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Paranormal, Fantasmas, Chick-Lit, Crianças,
Período: Atual. EUA.

Outras Capas


4.5/5

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quarta-feira, abril 08, 2015

[Resenha] Sangue Mágico - Ilona Andrews


“Se não fosse pela magia, Atlanta seria uma boa cidade para viver. No momento em que a magia domina, os carros param e as armas falham.
Quando a tecnologia assume, os feitiços de proteção já não protegem sua casa dos monstros. Aqui, os arranha-céus são derrubados pelo ataque da magia; homens-lobo e homens-hiena rondam as ruas arruinadas; e os Mestres dos Mortos, necromantes impulsionados pela fome de poder, comandam vampiros com suas mentes.
Neste mundo, vive Kate Daniels. Kate gosta um um pouco demais de usar a sua espada e tem dificuldade de ficar calada. A magia em seu sangue a torna um alvo, e ela passa a maior parte da vida se escondendo no meio da multidão.

Mas quando o guardião de Kate é assassinado, ela deve optar entre não fazer nada e manter-se segura… ou perseguir o assassino sobrenatural. Esconder-se é fácil, mas a escolha certa nunca o é...”


Muito bom!
Sangue Mágico é um Urban Fantasy que se passa em uma Atlanta pós-moderna, destruída pela magia. No mundo criado por Ilana Andrews (que na verdade são duas pessoas, um casal), em um futuro não definido, a magia “retornou” ao mundo, destruindo construções e inviabilizando a tecnologia. Além disso, a magia trouxe consigo seres fantásticos como monstros, metamorfos, vampiros e outros seres simpáticos. Porém a magia não tomou conta “por completo” deste novo mundo, ela vem em “ondas” e estas “ondas” acabam afetando tudo que é mecânico, tecnológico (como luz elétrica, carros).
São tempos perigosos.
E é nesse mundo perigoso que vive Katie Andrews, uma jovem mercenária. Katie é uma solitária, vivendo apenas de pequenos (ou não tão pequenos) serviços de combate,abate e proteção. Sua única companhia é A Matadora, sua espada. Katie não quer parceiros, nem chefes. Além disso, por ter magia no sangue, é mais prudente que ela se mantenha low profile. Sua vida está boa do jeito que está. Todavia, isso muda quando seu guardião, e pessoa mais próxima dela, é assassinado.

É neste momento que Katie percebe que precisa da ajuda do Sistema. Da Ordem
Encarregada de uma investigação oficial, Katie precisa aprender a não trabalhar sozinha- e contar com o apoio (será?) de outros seres, entre eles Curran, o Senhor das Feras, um metamorfo muito do metido!

Ah, Curran, Curran! O chefe das feras é o tipo de “homem” que não leva desaforo pra casa, nem mesmo de uma menina metida a guerreira como Katie. A relação dos dois beira o amor e ódio, mas no fundo, ambos se admiram muito. Curran transforma-se em um grande leão cinzento e um dos seres mais poderosos de sua espécie- além de ser o melhor do livro. Só por ele, Sangue Azul já vale a pena. É macho-alfa, sim!Mas sem ogrisses. Bem, não muitas, pelo menos! rs

Apesar de narrado em primeira pessoa, por katie, não sabemos muito sobre a personagem, e acho que isto incomoda um pouco. Senti falta de um background, saber mais sobre ela e seu passado. Eu gostei de Katie. Apesar de ter um jeito de meio “phodona”, ela não é aquele tipo de personagem que se acha demais, nem quer “mais um dos rapazes”. Ela é simpática, mas faltou algo com que eu pudesse me conectar melhor com a personagem. Penso eu que este é o maior problema do livro. Foi a única coisa que verdadeiramente me incomodou.

Fora isso, Sangue Mágico é uma aventura intensa, com um ótimo humor irônico. As interações entre Katie e Curran são deliciosas. Além disso, em nenhum momento a trama se mostra cansativa ou aborrecida. Os autores mostraram coerência no mundo criado por eles, sem apresentar elementos que parecessem saídos do nada.

Sangue Mágico, como já foi mencionado, é uma Urban Fantasy, porém, sua essência é de um romance de mistério, com direito a crime, investigações e suspeitos; é uma din|âmica diferente de apenas se ver o “mocinha” contra o ser que quer dominar/destruir o mundo. Ao mesmo tempo que a gente quer saber mais sobre este mundo diferente e fantástico, queremos também saber quem é o culpado. Fantasia e mistério não se anulam.

Sangue Mágico é um Urban Fantasy cheio de surpresas e muita emoção e que ainda conta com personagens cativantes e inesquecíveis. #VemNiMimCurran Para quem é fã do gênero, ou está o experimentando agora, é leitura mais do que recomendada!

Aventure-se!

Recomendo!



Título Original: Magic Bittes
Autor: Ilona Andrews
Editora: Saída de Emergência
Série: Kate Daniels – Livro 1
Gênero: Urban Fantasy
Sub-Gênero/Assunto: Fantasia, Magia, Metamorfos, Crime e Mistério, Paranormal
Período: Um futuro indefinido. Atlanta, EUA

Capa original:

4.5/5

terça-feira, março 17, 2015

[Resenha] Amante Renascido - J.R. Ward

Desde a morte de sua shellan, Tohrment tornou-se irreconhecível. Fisicamente abalado e com o coração partido, ele é levado de volta para a Irmandade pelo anjo Lassiter. Agora, lutando com uma fúria implacável, ele está preparado para enfrentar outra tragédia.
Ao descobrir que sua amada está presa em um submundo frio e isolado, Tohr procura o anjo na esperança de salvá-al. No entanto, quando Lassiter lhe diz que ele precisa aprender a amar outra fêmea para libertar sua antiga parceira, Tohr percebe que eles estão condenados. Mas ele não esperava que uma mulher intrigante e sexy começasse a mexer co seus instintos adormecidos. Em meio a uma guerra violenta contra os redutores e um novo clã de vampiros competindo pelo trono do Rei Cego, Tohr divide-se entre o amor antigo e um futuro arrebatador. Será que ele se entregará a essa nova paixão e conseguirá libertar a todos?



Já entrou para a minha lista de favoritos de IAN. Tá bom, eu ainda prefiro o livro do Z e tenho um carinho todo especial pelo livro do Rhage, mas Amante Renascido realmente me impactou. Me tocou.

É até difícil fazer uma resenha coerente, sem parecer uma dessas fangirls tolas. Ah, fazer o quê?!

Amante Renascido é a história de Tohrment; ou melhor dizendo, é a segunda parte de sua história. O livro fala da necessidade de seguir em frente, de se permitir viver. E ser feliz.

Depois que perdeu a companheira, Wellsie, Tohr deixou de existir. Ele simplesmente sobrevivia, na esperança de um dia poder fazer a passagem e finalmente reencontrar a amada. O que ele não podia imaginar é que justamente o seu amor, a sua dor, estavam impedindo Wellsie de seguir seu rumo.

Tohr precisa seguir em frente.

Mais do que isso, ele precisava se permitir amar de novo, encarar novas possibilidades. E estas novas possibilidades podiam ser traduzidas na figura de No’ One, uma fêmea com os próprios dramas e tragédias e que também precisava acreditar que poderia ser feliz.

Ah, existe tanta coisa para ser contada- as emoções que eu senti ai ler esta história ao mesmo tempo triste e poderosa. Porém, certas coisas cabem ao próprio leitor ir descobrindo lentamente.

Amante Renascido fala como é difícil seguir em frente, e se permitir ser feliz. Certas tragédias não tem solução e, por mais dura que seja a realidade, é preciso enfrentá-la.

Eu quis abraçar Tohr, mas também senti muita frustração. Ele diz palavras duras, cruéis, e naquele momento tive vontade de socá-lo.



A trama poderia muito bem se resvalar no melodrama, mas J.R. Ward apresenta uma trama emocionalmente forte e coerente. Os personagens são instigantes e fortes, mas também passíveis de erros.
 

Lassiter continuou a ser uma espécie de alívio cômico ao drama, mas o anjo caído mostrou-se ser muito mais que isso. Em determinado momento meu coração pareceu parar por ele.
Que final.

Aliás, falando em final, Amante renascido tem uma das melhores cenas finais dos livros da série. Simplesmente adorei.

É, acho que esta resenha não está fazendo muito sentido.

Tanto faz.

Amante Renascido é um livro maravilhoso, mais um prova do porquê esta série é tudo de bom.

Recomendo, é claro!

Só não esqueça de ler os livros na ordem certa!

A Série
Livro 1- Amante Sombrio (Dark Lover)
Livro 2- Amante Eterno (Lover Eternal )
Livro 3- Amante Desperto(Lover Awakened )
Livro 4- Amante Revelado(Lover Revealed )
Livro 5- Amante Liberto (Lover Unbound )
Livro 6- Amante Consagrado ( Lover Enshrined)
Livro 6.5- Father Mine: Zsadist and Bella's Story - Publicada no Guia Oficial como “faixa bônus” .
Livro 7- Amante Vingado (Lover Avenged )
Livro 8- Amante Meu (Lover Mine)
Livro 9- Amante Libertada Lover Unleashed
Livro 10- Amante Renascido (Lover Reborn) -
Livro 11- Amante Finalmente (Lover at Last)
Livro 12- O Rei (The King)
Livro 13- The Shadows

A série ainda conta com um Guia Oficial, escrito pela própria autora.


Título Original: Lover Reborn
Autor: J.R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Série: Irmandade da Adaga negra- Livro 10
Gênero: Fantasia
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Paranormal, Segunda-Chance , Superação, Viúvo, vampiros, Hot
Período: Atual. Caldwell, EUA.

Outras Capas


5/5

terça-feira, fevereiro 03, 2015

Paixão Ao Entardecer, de Lisa Kleypas

#resenha
"Mesmo sendo uma família nada tradicional, quase todos os irmãos Hathaways se casaram, até mesmo Leo, que era o mais avesso a essa ideia. Mas para a caçula Beatrix, parece não haver mais esperança.
Dona de um espírito livre, apaixonada por animais e pela natureza, Beatrix se sente muito mais à vontade ao ar livre do que em salões de baile. E, embora já tenha frequentado as temporadas londrinas e até feito algum sucesso entre os rapazes, nunca foi seriamente cortejada, tampouco se encantou por nenhum deles.
Mas tudo isso pode mudar quando ela se oferece para ajudar uma amiga.
A superficial Prudence recebe uma carta de seu pretendente, o capitão Christopher Phelan, que está na frente de batalha. Mas parece que a guerra teve um forte efeito sobre ele, e seu espírito, antes muito vivaz, se tornou bastante denso e sombrio.
Prudence não tem a menor intenção de responder, mas Beatrix acha que ele merece uma palavra de apoio – mesmo depois de tê-la chamado de estranha e dito que a jovem é mais adequada aos estábulos do que aos salões. Então começa a escrever para ele e assina com o nome da amiga. Beatrix só não imaginava o poder que as palavras trocadas teriam sobre eles.
De volta como um aclamado herói de guerra, Phelan está determinado a se casar com a mulher que ama. Mas antes disso vai ter que descobrir quem ela é. "






Estou triste. Eu sinto como estivesse me despedindo de amigos de longa data; esta certo os Hathaways sempre estarão esperando por mim na estante mas foi com um misto de tristeza e satisfação que eu terminei este último livro da série.

É engraçado, sabe. Quando eu estava lendo o primeiro livro, mal conseguia imaginar a pequena Beatrix como protagonista de sua prórpria história de amor mas eis que chegou a sua vez. E Beatrix não é mais a menina espevitada dos livros anteriores e sim uma jovem de 23 anos, porém, ao mesmo tempo que ela cresceu isso não quer dizer que seu carater e personalidade mudou radicalmente. Agradeço Lisa Kleypas por isso.

Paixão Ao Entardecer é uma releitura bem livre da história de Cyrano de Bergerac . Cartas trocadas e uma identidade falsa. A princípio, Beatrix estava apenas ajudando a fútil Prudence; esta não sabia ( e não queria) como se corresponder com seu pretendente, Christopher Phelan, que estava lutando na Guerra da Criméia. Phelan era um rapaz belo e divertido nos bailes mas as cartas mostravam uma outra realidade, uma realidade que Prudence não estava nem um pouco a fim de conhecer.

A correspondência entre Beatrix, passando-se por Prudence, e Phelan, deveria ser curta, apenas um par de cartas. Algo para lhe animar os ânimos e, pouco a pouco, foi se transformando em amizade e quando ela se deu por si, estava apaixonada. O problema é que ela não era a doce e bela Prudence, a pretendente dele, mas sim Beatrix Hathaway, a qual ele não tinha muita simpatia e que, certa vez, dissera, que pertencia mais aos estábulos do que aos salões de baile.
O que dizer quando ele finalmente voltasse?

E Christopher Phelan volta, mas ele não é mais o mesmo. Não é o belo e inconsequente rapaz dos salões e, até certo ponto, nem o amigo das cartas. A guerra havia acontecido. Embora ele não estivesse fisicamente ferido, sua alma estava.

Que história linda! Lisa Kleypas sabe das coisas. Ela construiu um romance envolvente e deliciosamente cativante. Eu adorei tudo. Senti raiva e dor por Christopher. Céus, ele podia ser realmente cruel com Beatrix, mas ao mesmo tempo meu coração sofria por ele. Uma guerra modifica uma pessoa- e nem todos conseguem conviver bem o fato de terem...sobrevivido.

E o que dizer de Beatrix? Ela é porreta! Sensível, sim, mas não é de deixar aquele que ame se destruir lentamente. O amor dela pelos animais é lindo, assim como o seu amor por Christopher. Até certo ponto, existe um paralelo, ela vê nele um animalzinho machucado que precisa ser cuidado.

O melhor de tudo é que enquanto estamos envolvidos pela história de Christopher e Beatrix, os outros Hathaways não são deixados de lado. Ah, como adoro suas aparições!

Pobre Christopher, só tenho isso a dizer.

Claro que não poderia deixar de mencionar Albert, o cão. Ele é grande parte desta adorável história de amor. E teve o epílogo praticamente todo dedicado à ele. Nada mais merecido.

Uma crítica? Bem, senti falta do Hodger. ;)

Paixão Ao Entardecer foi um final de série com chave ouro. Um livro leve, romântico e divertido.

Vou sentir saudades desta família.

*** E bem que autora podia fazer um spin-off contando a história de um outro certo casal! (não vou contar para não soltar spoiler!)

A Série
Apesar de ser o primeiro livro de uma série, Os Hathaways, Desejo à Meia-Noite faz parte do mesmo “universo” da série Wallflowers , uma série nunca publicada no Brasil (será publicada pela Arqueiro!!!)mas conhecida das meninas que compram na Wook. A Série Os Hathaways passa-se, mais ou menos, 4 anos após os eventos da outra série. Não é necessário ler a “pré-série” mas quem já leu, irá reconhecer alguns personagens.

Livro 1- Desejo à Meia-Noite [RESENHA]
Livro 2- Sedução ao Amanhecer – [Resenha]
Livro 2.5- A Hathaway Wedding-
Livro 3-Tentação ao Pôr-do –Sol –[Resenha]
Livro 4- Manhã de Núpcias [RESENHA]
Livro 5- Paixão ao Entardecer-



Este livro foi gentilmente cedido pela editora.



Título Original: Love in the afternoon
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Série: Os Hathaways- livro 5
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Romance Epistolar, Falsa Identidade, Imperfeições, Superação, Amor e Ódio , hot, Animais
Período: Era Vitoriana. Interior da Inglaterra.


Outras Capas

5/5