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terça-feira, maio 17, 2016

[Resenha] A Mancha de Sangue - Asa Larsson

Dezoito meses após os acontecimentos descritos em Aurora Boreal, a advogada Rebecka Martinson ainda sofre com o trauma causado pela última investigação de assassinato. Porém, o escritório no qual trabalha recebe a missão de investigar a morte de uma pastora de uma igreja local e ela e seu colega Thorsten Karlsson partem para a cidadezinha. Chegando lá, porém, eles logo percebem que a líder religiosa foi brutalmente assassinada e a polícia local não consegue encontrar o criminoso. Mistérios, segredos e religião em uma trama reveladora e capaz de prender o leitor até a última página.



Não sei ao certo se gostei do livro ou se fiquei decepcionada. Provavelmente os dois.

Bem, antes de mais nada, é preciso voltar no tempo. Melhor dizendo, voltar ao primeiro livro da série, Aurora Boreal. Não, não vou soltar spoilers aqui, mas é bom dizer que é imprescindível ler o primeiro livro antes deste aqui. Não que as duas histórias- ou os dois mistérios- sejam continuação, mas o estado psicológico de Rebecka Martinson é. Tudo o que ela é, ou tudo o que ela está sentindo, é uma consequência do que aconteceu no primeiro livro.

A questão é que Rebecka NÃO é a personagem principal de A Mancha de Sangue. Sim, ela tem um papel essencial, mas na maioria do tempo é apenas uma espectadora. Anna-Maria, a investigadora, é quem conduz a trama, porém, o livro é mesmo da vítima, a pastora Mildred Nilsson. É ela quem vai pautar as ações, pensamentos e acontecimentos do livro. Tudo gira em torno dela.

O livro já começa com a morte de Mildred e logo vamos descobrindo que, apesar de ser uma pastora, ela não era a mais amada das pessoas. Nem a mais fácil. Como todo romance policial que se preze, todos parecem que tinham algo contra ela. Até mesmo quem gostava dela.

Assim como no primeiro livro (tem o link da minha resenha no final do post), senti dificuldade em ter empatia pelos personagens. Eu gostei que Rebecka não foi retratada como aquele tipo de heroína que passa por um trauma e nada sente, mas a melancolia dela começou a me irritar- e a Mildred, affe! Até eu fiquei com vontade de dar uns tapas na mulher.

Ao contrário de muitos livros do gênero, A Mancha de Sangue evolui de modo lento, com vários pontos de vista-e até mesmo a história de uma loba, que apesar de ter sido interessante, me pareceu mal aproveitada.
O que mais me chamou a atenção mesmo foi o personagem Nalle, um deficiente mental que passa a ter uma espécie de relação de amizade com Rebecka. É ali que está a beleza do livro, onde, pouco a pouco, o rapaz consegue “curar” a moça. Isto aliado à temas controversos como homossexualidade, religião e perda tornaram a trama bem interessante- mas mais no sentido de literatura dramática do que policial.

Em relação ao mistério em si, não foi algo totalmente desprovido nem surpreendente, mas o resultado foi lógico e foi de encontro com o que foi apresentado. O problema- o GRANDE- problema foi o final. Ou a falta dele. Sério, WTF foi aquilo?!

Em suma, A Mancha de Sangue foi uma leitura interessante, mas sem grandes brilhantismos e um final decepcionante. Não é um livro para todos os gostos, porém quem está a fim de ler algo diferente dos romances policiais usais é uma boa pedida.




A Série
Rebecka Martinsson
Livro 1- Aurora Boreal - editado pela Planeta
Livro 2- A Mancha de Sangue - editado pela Planeta
Livro 3- Svart Stig (The Black Path)Inédito no Brasil
Livro 4-Till dess din vrede upphör (Until Thy Wrath Be Past ) -Inédito no Brasil
Livro 5-Till offer åt Molok Inédito no Brasil e sem tradução em Inglês


Título Original: Till dess din vrede upphör
Autor: Asa Larsson
Editora: Planeta
Gênero: Romance Policial
Série:- Rebecka Martinson
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Homossexualidade, Homens da Lei
Período: Contemporâneo. Suécia.


Outra Capa:


3.5/5
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terça-feira, março 29, 2016

[Resenha] A Garota Sem Passado - Michael Kardos



Num domingo de setembro de 1991, Ramsey Miller deu uma festa em casa para os vizinhos. Depois, assassinou a esposa e a filha de 3 anos. Todo mundo na pacata cidade de Silver Bay conhece a história.

Só que todos estão errados. A menina escapou. Sob o nome falso de Melanie Denison, ela passou os últimos quinze anos escondida com os tios numa cidadezinha remota. Nunca pôde viajar, ir a uma festa na escola ou ter internet em casa, porque Ramsey jamais foi encontrado e poderia ir atrás dela a qualquer momento.

Mas, apesar das rígidas regras de segurança impostas pelos tios, Melanie se envolve com um jovem professor da escola local e engravida. Ela decide que seu filho não terá a mesma vida clandestina que ela e, para isso, volta a Silver Bay para fazer o que nem os investigadores locais, nem a polícia federal, nem o FBI conseguiram: encontrar seu pai antes que ele a encontre.”



Um bom entretenimento.

Melanie Denison não é uma jovem comum. Aos 3 anos de idade, seu pai matou sua mãe e desde então ela vive com os tios no Programa de Proteção à Testemunhas. Todos pensam que ela também foi morto- menos seu pai, que nunca foi preso.

O fato de viver num mundo cheio de restrições e regras não a impediu de ficar grávida aos 17 anos- e é justamente essa gravidez não planejada que a impele a ir procurar o pai e saber mais sobre o que realmente aconteceu.
Interessante. Legalzinho.

Como fã de romances policias e/ou de suspense, a sinopse de A Garota Sem passado logo despertou meu interesse e, de certa maneira, devo dizer que não me decepcionou. Sem valer de uma clássica situação de história de detetive, o autor nos conduz por uma história de uma jovem virando adulta. Em determinados momentos, achei Melanie jovem demais para suas ações- mas foram justamente essas ações que me fizeram ver que o autor acertou na idade da personagem. Em muitos momentos, ela é uma jovem e decidida, mas noutros é terrivelmente tola, infantil. E quem, aos 17 anos não o é? Sim, o namoradinho era um pamonha, mas fazer o quê?

O fato de ser narrado em dois tempos distintos, o presente e no passado, faz com que consigamos ver a clara relação do que aconteceu há 14 anos com o presente. Eu gostei que o autor não despejou os fatos de uma só vez. Pouco a pouco, a gente vai percebendo o que realmente aconteceu- e que talvez aquela verdade absoluta do início não seja tão absoluta assim.

Não é exatamente um livro de final surpreendente, mas algumas revelações o são. O problema é como elas se apresentam. De modo geral, eu gostei do final (apesar de um detalhe que achei bem “nada a ver”) porém, não pude deixar de sentir uma sensação de que tudo terminou tolamente demais- e que por mais que as peças tenham se encaixado, beirou quase o inverossímil.

Eu gostei do livro. Como já havia mencionado, A Garota Sem passado é de um dos meus gêneros literários favoritos; além disso, a escrita é correta e a trama é desenvolvida de forma consistente e que prende a atenção até o final. Porém, apesar disso, ao final, fiquei com a sensação de que ler o livro foi como assistir à um desses filmes policiais feitos pra tv: eles prendem a atenção, fazem você ficar acordado até tarde para descobrir o mistério, mas que, no fundo não apresentam nada de novo. Esquecíveis.

De qualquer forma, A Garota Sem passado é um bom divertimento- sem grandes novidade, mas ótimo para uma leitura de final de semana.

Vale a pena a leitura!

**este livro foi gentilmente cedido pela editora**


Título Original: Before he finds her
Autor: Michael Kardos
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Suspense
Período: Tempo atual e início dos anos 90. EUA
capa original:

Eu gosto mais da capa e do título originais.

Cotação:

3.5/5

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segunda-feira, dezembro 28, 2015

[Resenha] Prontos Para o Amor - Robyn Grady


“Apesar de ser um bem-sucedido criador de ovelhas, Jack Prescott não estava pronto para ser pai em tempo integral. Ele cumpriria seu dever e cuidaria do sobrinho órfão, mas em seu coração não havia lugar para um bebê... ou para Madison Tyler, a outra tutora e a mulher que teimava em perturbar sua vida. Jack não podia ignorar a atração que sentia por ela, apesar de o caso entre eles ter sido curto, problemático e repleto de más lembranças. Agora, Madison estava de volta à fazenda de Jack, sendo que ele tinha de dar atenção ao menino. De que forma ambos poderiam desejar mais tempo juntos quando nenhum dos dois estava preparado para um compromisso?”


Bonitinho, mas esquecível.

Este é mais um daqueles livrinhos fofinhos, agradáveis de ler, mas que não acrescentam nada realmente; são bem esquecíveis.

A história é simples- e talvez a simplicidade dela é que seja seu grande triunfo- e fala sobre duas pessoas pessoas que se encontram (e passam a se relacionar) a partir do relacionamento com uma criança. Jack é, por assim dizer, um cowboy australiano, um daqueles heróis fortes e de bom coração mas que se recusam a se intregar a um amor. Madison é a mocinha determinada e sem meias palavras. Entre eles está Beau, um bebê, filho da irmã falecida de Jack e tutelado de Madison.

Nem é preciso dizer muito para se saber o que irá acontecer a seguir, né? Bebê fofo + cowboy lindo +...mocinha irritante! Pois é, a história até é bonitinha e tudo mais (adoro um bebê- e com um cowboy, então!) mas Madison era muito cheia de si demais. Chatinha mesmo.

E Jack... meu gódi! Ele podia ser um tudi bão, mas como sofreu o coitado! Só tragédia. Novela mexicana iria parecer comédia pastelão perto do acontece com o moço. É aquele personagem pra abraçar apertado e dizer que tudo vai acabar bem.

Não foi uma leitura espetacular mas, no geral, é agradável e prende a atenção. Se você gosta de histórias com crianças, essa com certeza poderá agradar.

Prontos Para o Amor é mais um daqueles livros sem grandes atributos mas que são ótimos para se passar em companhia numa tarde tediosa de domingo.

Título Original: Bargaining for the baby
Autor: Robyn Grady
Editora: Harlequin
Coleção: HQ Desejo
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Romance de banca, crianças
Período: Atual. Australia
Capa Original:


3.5/5

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quarta-feira, dezembro 09, 2015

[Resenha] O Céu Está Em Todo Lugar - Jandy Nelson

“Eu deveria estar de luto, não me apaixonando. Às vezes é preciso perder tudo, para encontrar a si mesmo... Lennie Walker, obcecada por livros e música, tocava clarinete e vivia de forma segura e feliz, à sombra de sua brilhante irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre de forma abrupta, Lennie é lançada ao centro de sua própria vida, e, apesar de não ter nenhum histórico com rapazes, ela se vê, subitamente, lutando para encontrar o equilíbrio entre dois: um deles a tira da tristeza, o outro a consola. O romance é uma celebração do amor, também um retrato da perda. A luta de Lennie, para encontrar sua própria melodia em meio ao ruído que a circunda, é sempre honesta, porém hilária e, sobretudo, inesquecível.”

Um bom YA,mas não um favorito.

Sabe aquele livro que todos falam bem, que tem uma capa linda e um ótimo trabalho gráfico mas que quando você finalmente o lê não se apaixona pela leitura como pensou que se apaixonaria?

Pois é, foi o meu caso com O Céu está em Todo Lugar. Eu ganhei o livro de presente há alguns anos e, honestamente, a única coisa que eu sabia (em termos de sinopse) é que falava sobre morte- ou a superação dela.
O primeiro grande problema que eu encontrei é que, sim, o livro fala sobre a tentativa de superar uma morte, mas também tem como tema um triângulo amoroso. Isso já me quebrou. Não curto o tema; pelo menos não desde que tinha uns 15, 16 anos de de idade. Mas tudo bem, resolvi seguir em frente. O fato é que, mesmo com uma história bonita, O Céu está em Todo Lugar não me conquistou.

Lennie Walker é uma adolescente de 17 anos que está tentando superar (não que isso seja totalmente possível) a morte inesperada da irmã mais velha. Ela quer apenas ficar em seu canto e lamber suas feridas, mas tudo muda com a chegada de um aluno novo, Joe Fontaine e a súbita atração que começa a sentir em relação ao namorado da irmã morta, Toby

Entããão... aí é que está o problema. A relação de Toby e Lennie foi, para dizer o mínimo, nada a ver. Tudo bem, os dois estavam de luto e tudo mais, porém não foi algo que me fizesse condoer da situação ou deles. E então tem esse Joe. Rapaz simpático, sem dúvida. Mas surgido do nada! As primeiras visitas dele à casa em que Lennie mora com o tio e a avó são, bem, bizarras. Pra mim, ele me pareceu mais uma cópia mal-feita do Ettiene St. Claire, de Anna e o Beijo Francês.

Mas sabe, mesmo assim, Toby e e Joe não são de todo mal. O grande problema foi mesmo Lennie. Não sei se era para sentir pena dela, porque se foi, não aconteceu comigo. Claro, a dor dela deve ter sido enorme, mas ela agia como se fosse a única a ter sofrido uma perda. Em um determinado momento, a avó a chama de egoísta. Nada mais justo. Ali, a personagem da avó excêntrica diz tudo o que eu, como leitora, estava sentindo.


Pode até estar parecendo que eu detestei o livro, mas não eu até que gostei. Bastante. Tirando Lennie, com quem eu realmente não me "conectei", eu gostei dos personagens. Até mesmo de Joe e de Toby. Além disso, a vovó e o tio são ótimos. Claro que eu não poderia deixar de mencionar- mais uma vez- a parte gráfica;mais do que simplesmente "embelezar" o livro, ela se mistura com a própria história. Cartas, mensagens, rabiscos, fazem com que a gente se conecte (nem que seja um pouco) com a protagonista. Acho que gostei mais- e entendi mais- Lennie nestes pequenos fragmentos no que no texto padrão do livro.


No geral, O Céu está em Todo Lugar é um belo livro; tem passagens lindíssimas e tocantes, mas me deixou com a impressão de que o mais bonito não era a história em si mas algumas cenas esparsas e os "recortes" presentes no livro.
Eu sei que muita gente ama- e vai amar o livro, por isso gosto sempre de salientar que o que eu escrevi aqui vem de uma opinião pessoal, gosto pessoal.


Mas, sabe, apesar de tudo, eu acho sim que vale a pena ler.

Sim, eu sou confusa. hehehe

Título Original: The Sky is Everywhere
Autor: Jandy Nelson
Editora: Novo Conceito
Gênero: Jovem Adulto (YA)
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Triângulo Amoroso
Período: Atual. EUA.
Outra capa:


3.5/5

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quarta-feira, dezembro 02, 2015

[Resenha] Sedutor - Christina Lauren


“Mia Holland, depois de comemorar sua formatura em um louco final de semana em Las Vegas, fica aterrorizada com as escolhas que terá de fazer nessa nova etapa da vida. Ela toma, então, uma decisão selvagem: partir para a França seguindo os passos de Ansel Guillaume, um homem envolvente e extremamente sedutor.

Por trás de todas as brincadeiras sensuais de Mia e Ansel, sentimentos começam a surgir. Nesse momento, ela precisa decidir se retorna para a vida que deixou ou se entra de cabeça nessa aventura ardente e arrebatadora que acabou de descobrir... ”



Sexy e divertido,mas eu esperava mais.

Dentre os livros eróticos lançados nos últimos tempos, a série Beautiful Bastard, da dupla de autoras Christina Lauren, é uma das minhas favoritas. Os livros não são somente sensuais mas abusam de um humor especial, o que acaba por fazer a diferença em relação à tantos outros livros do gênero. Um gênero assolado de clichês, diga-se de passagem. E foi justamente a possibilidade de (re)encontrar um história, antes de mais nada, divertida que me fez querer Sedutor.
Porém, apesar deste livro ter elementos similares ao da outra série não tem o mesmo “sabor”.

Sedutor é o primeiro livro da série Selvagem Irresistível (achei o nome péssimo pois confunde com os títulos da Beautiful Bastard- que também é de chamada no Brasil de Cretino Irresistível- e induz o leitor ao erro. Isso sem contar o "Selvagem Irresistível" gigante na capa. Na primeiro vez que vi achei que o nome do livo era Sedutor Selvagem Irresistível!) no qual o ponto de partida que três amigas fazem para comemorar o término da faculdade. As histórias são justamente sobre essa viagem- e suas consequências.

Neste primeiro livro, Mia Holland é a personagem principal. Das três amigas ela é a mais centralizada e a única com o destino certo após aquela viagem. Aliás, a viagem à Las Vegas era para ser um último suspiro de liberdade na vida de Mia. Toda sua vida ela quis ser bailarina, porém um grave acidente destruiu seus sonhos e mesmo ela tendo uma mente artística, irá fazer um MBA em Administração em uma faculdade de Boston. Afinal. É o que o pai espera dela.

É por isso que, naquele final de semana em Vegas ela resolve se permitir a beber e fazer o que lhe der na telha. É aí que ela conhece Ansel Guillaume, um charmoso advogado francês que está na cidade acompanhado de 2 amigos.

Como é a temporada de chutar o pau da barraca, Mia não simplesmente mete o pé na jaca, ela mergulha inteira! E o sex-fest trás algumas surpresas no dia seguinte, mas entre elas está o fato de que Ansel a convida para passar as férias de verão em Paris- com ele- até ela voltar e ir estudar em Boston.
Pára Tudo!

Tá certo, o Ansel era um tudo de bão-gostoso-hot E com sotaque (!) mas fala sério, quem iria para um país estranho, com uma língua estranha, com um homem que acabou de conhecer. Tudo bem que o sexo tenha sido fantástico, mas possibilidades de isso dar errado são ENORMES.

Mas, claro, não estamos falando de vida real e Mia parte para a França, alegre e contente.

Bem, o que dizer? O livro é legal, divertido até, porém,talvez pelo fato de ser narrado pela Mia, o humor não é tão incisivo, irônico. Parece um pouco estranho falar isso, principalmente por se tratar de um livro erótico mas achei que
Sedutor tinha sexo demais. Não me levem a mal, eu gosto de livros do Gênero (quando não são mal escritos) mas achei que as autoras se focaram muito no lado sexual da coisa e perderam a chance de desenvolver uma história bem interessante.

Por se tratar de um erótico, achei até que Ansel e Mia foram bem delineados, porém a vida dos dois em Paris poderia tersido muito mais trabalho. Ali tinha elementos incríveis para um romance ótimo. Sim, um pouco de drama é adicionado à equação (e sim, o teria feito mesmo que a Mia! Erro gravíssimo do Ansel!) mas foi pouco pelo que poderia ter sido. O sexo atrapalhou. Ou, pelo menos, não deveria ter sido o ponto principal.

No geral, Sedutor é um livro divertido e gostoso de se ler. O humor, mesmo que não tenha sido aquele que eu esperava, está presente e dá uma boa aliviada em todo o sexo. Além disso, o livro possui personagens interessantes e fáceis de se gostar. Apesar de ser um pessoa insegura em relação ao futuro e à relação com o próprio pai, Mia não é uma tola virgem e indefesa- e Ansel, bem Ansel é um charme só.

Sinceramente, Sedutor não foi como eu esperava, mas mesmo assim valeu a pena a leitura e, sim, eu quero ler os outros livros da série.

Fazer o quê? Fiquei curiosa! :D



Título Original: Sweet Filthy Boy
Autor: Christina Lauren
Editora: Universo dos Livros
Série Selvagem Irresistível
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Erótica, Hot, Humor
Período: Atual. Las Vegas e San Diego, EUA, e Paris, França.

Outra Capa:





3.5/5

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terça-feira, novembro 24, 2015

[Resenha] O resgate no mar: Parte 1 - Diana Gabaldon


“Há vinte anos Claire Randall voltou no tempo e encontrou o amor de sua vida – Jamie Fraser, um escocês do século XVIII. Mas, desde que retornou à sua própria época, ela sempre pensou que ele tinha sido morto na Batalha de Culloden.
Agora, em 1968, Claire descobre, com a ajuda de Roger Wakefield, evidências de que seu amado pode estar vivo. A lembrança do guerreiro escocês não a abandona… seu corpo e sua alma clamam por ele em seus sonhos. Claire terá que fazer uma escolha: voltar para Jamie ou ficar com Brianna, a filha dos dois.
Jamie, por sua vez, está perdido. Os ingleses se recusaram a matá-lo depois de sufocarem a revolta de que ele fazia parte. Longe de sua amada e em meio a um país devastado pela guerra e pela fome, o rapaz precisa retomar sua vida.
As intrigas ficam cada vez mais perigosas e, à medida que tempo e espaço se misturam, Claire e Jamie têm que encontrar a força e a coragem necessárias para enfrentar o desconhecido. Nesta viagem audaciosa, será que eles vão conseguir se reencontrar? ”



Ás vezes eu penso que devo ser uma espécie de masoquista literária. Veja por exemplo a minha relação de amor e ódio com a série Outlander: o primeiro livro eu gostei, mas não achei aquela coisa toda. O segundo, eu achei péssimo. Chato demais. Estava decidida a abandonar a série, mas o final me deixou curiosa. Ai, aí se iniciou aquela dúvida cruel: ler o não o terceiro livro? E tinha um agravante: o terceiro livro estava dividido em DUAS PARTES! E duas partes ENORMES!

Uma pessoa sensata talvez tivesse deixado pra lá.

Eu?
A curiosidade venceu.


E sabe? Até que valeu a pena eu ter insistido.

Sim, meus caros, eu gostei de O resgaste no mar. Pelo menos da primeira parte. Ainda não é um livro que eu possa dizer que seja um favorito, mas a história melhorou muito em relação ao segundo livro. Não só a história mas o jeito que ela foi contada.
Penso que o grande triunfo deste terceiro livro é o fato de que grande parte da história ser contada em terceira pessoa. Claire, a chata, estava lá, é claro, mas ela já não era mais tão presente. A maior parte desta “Parte 1” concentra-se em Jamie e, honestamente, ele é muito melhor personagem que ela.

A história é dividida em dois polos: Jamie, no séc 18, e as consequências da batalha e Claire, juntamente com sua filha Brianna e Roger, em 1968, tentando descobrir o que aconteceu com Jamie. Devido uma participação mais “diluída” da mocinha, achei que a ação se tornou mais palatável por assim dizer.

Este poderia até ser um livro 4 estrelas mas eis que vem aí o mas: a enrolação da autora. Analisando friamente, existe pouquíssima história. A maior parte da ação são situações esparsas e muita-MUITA- descrição. E muita coisa inútil. Esta primeira parte poderia muito bem ser contada em 200 páginas em vez das 587. A autora se aprofunda em situações e assuntos que não fazem a menor diferença e, pior, cansam o leitor.

Tem uma passagem em que se é comentado sobre livros “enormes” e há uma espécie de “defesa” deles; aquilo me pareceu como se a autora tivesse se justificando. Escrever por escrever não significa nada. Muitas vezes a concisão é uma arte!

No geral, eu gostei da história; Foi realmente um alento em relação ao livro anterior. Porém, ainda estou com aquela sensação de que o livro poderia ter sido muito melhor. O problema é a autora.

De qualquer forma, O resgaste no mar-parte 1. Me deu (bastante) ânimo para continuar nesta aventura.


**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**
A Série

Livro 1- A Viajante no Tempo- Resenha
Livro 2- A Libélula no Âmbar- [Resenha]
Livro 3-  Resgate no Mar- Parte 1-[Resenha]
Livro 3- Resgaste no Mar-Parte 2-
Saiba Mais AQUI


Título Original: Voyager
Autor: Diana Gabaldan
Editora: Saída de Emergência
Série Outlander- Livro 3- Parte 1
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Viagem no Tempo, Aventura, fantasia, reencontro
Período: 1968, Escócia e EUA. Séc. 18, Escócia.
Outra Capa:



3.5/5

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segunda-feira, novembro 23, 2015

[Resenha] O Coração do Leão - Mia Sheridan


“Evie e Leo se conheceram ainda crianças, em um lar adotivo, e logo se tornaram grandes amigos. Com o tempo, a amizade se transformou em uma paixão avassaladora, e eles juraram ficar juntos para sempre.

Quando Leo foi inesperadamente adotado na adolescência e teve que se mudar para outra cidade, prometeu a Evie que entraria em contato com ela assim que chegasse lá e que voltaria para buscá-la quando ela fizesse 18 anos. Mas ele nunca mais deu notícias.

Oito anos depois, apesar das circunstâncias, Evie conseguiu dar a volta por cima. Tem um emprego, amigos e está feliz. Então, de repente, um homem chamado Jake Madsen surge em sua vida, alegando ter sido enviado por Leo para saber como ela está.

Evie não consegue evitar a atração que sente por esse homem sensual e misterioso. Mas será que ela pode confiar em um estranho? Ou será que ele está guardando um segredo sobre sua real ligação com Leo e os motivos que o levaram a sumir de sua vida anos atrás?”



Quando eu li A Voz do Arqueiro eu logo me encantei não só com a história mas, principalmente, com a escrita de Mia Sheridan. Mesmo tendo lido apenas um livro dela, já sabia que era aquele tipo de autora que eu deveria ficar de olho. Por isso, olhei com bastante expectativa o lançamento de Coração do Leão.
Bem, vocês sabem sobre o que dizem sobre expectativas...

Pois é. Não que Coração do Leão tenha sido uma má leitura, pelo contrário, mas foi impossível não comparar com o outro livro- e nesta comparação, o livro do Leão sai perdendo.

Coração do Leão fala sobre o poder do amor e as segundas-chances que a vida nos dá. Evie é uma jovem que viveu a maior parte sua vida em lares adotivos e que, agora, aos 22 anos, tenta seguir com a vida. Não uma vida completamente feliz, mas satisfatória até certo ponto. Ela trabalha como arrumadeira em um Hotel de luxo além de fazer bico como garçonete em um bar.

Tudo o que ela mais quer é se distanciar do passado. Principalmente das lembranças. E por lembranças, leia-se Leo, o seu melhor amigo, companheiro do lar adotivo. Seu amor. Mas Leo foi adotado e mesmo tendo ir morar longe com os novos pais, lhe prometeu que manteria contato e estaria à espera dela quando ela completasse 18 anos. O problema é que Leo não cumpriu sua promessa- e mesmo que Evie soubesse (e quisesse) seguir em frente aquela mágoa ainda persistia. De alguma forma, Evie ainda estava esperando por ele.

É então que surge Jake, um jovem belo e rico- e com notícias de Leo. A atração entre os dois é quase que imediata e, apesar de suas reservas, Evie começa a perceber que talvez tenha chegado a hora de finalmente seguir em frente.

O mistério da história é facilmente deduzível, mas acho que isso não é o mais importante no livro. O ponto principal mesmo é o amor. E o perdão. E não somente perdoar o outro, mas principalmente a si mesmo. A autora toca em assuntos delicados e é impossível não se sentir anuseada com algumas coisas. Porém, essa sensação se desconforto é passada da maneira certa, sem maniqueísmos ou uma simples vontade de “chocar” o eleitor.

Além disso, Evie não é aquele tipo de mocinha virginal que só faz se lamuriar pelos cantos. Ela é um personagem mais real, com suas frustrações e ambições, é claro, mas também com os pés no chão. A vida dela não é fácil, mas vai vivendo. É interessante ver que mesmo que ela saiba que Leo ainda faz parte do que ela é, Evie tenta se desvincilhar dessa figura/lembrança. Claro que não é nada fácil. Pouco a pouco vamos percebendo que algumas ações e atitudes dela são influenciadas por ele.

Em determinado momento, começamos a perceber que tão importante quanto a relação de Evie com Jake, é o fato dela finalmente estar se libertando do passado. Das amarras.

A história narrada em Coração do Leão é muito bonita e contada corretamente. Os personagens são interessantes e tem um boa complexidade dramática. O ponto negativo é justamente o desenvolvimento da história em si. Mesmo que autora soubesse tratar com delicadeza certos assuntos e, principalmente, os sentimentos dos personagens, senti como se tivesse uma certa “preguiça” na escrita. Tudo foi rápido demais. E é justamente aí que a comparação com a A Voz do Arqueiro é inevitável. Lá, era uma história para se saborear. Aqui, apenas mais um New Adult. Bom, mas apenas mais um. Tá certo, talvez eu tenha sido um pouco rigorosa demais aqui.

Mas sabe, quando eu vi que *este* livro era, na realidade, o primeiro da série ( e provavelmente o primeiro livro que ela escreveu) fiquei mais animada. Coração do Leão é claramente um livro de principiante. O talento está lá, mas ainda falta lapidação.
De qualquer forma, Coração do Leão é um livro um bom livro, escrito de maneira correta e que faz com que a gente consiga se ligar com os personagens e torcer por um final feliz.

Não foi um favorito mas, digo e repito, Mia Sheridan é uma autora que deve-se ficar de olho.

vale a pena a leitura.




Série:

Livro 1-Coração do leão (Leão)
Livro 1.5- Leo’s Chance
Livro 3- Stinger (escorpião)
Livro 4- A Voz do Arqueiro (Sagitário)
Livro 5- Becoming Calder (Aquario)
Livro 5.5 Finding Eden <— parte 2/2 Livro 6- Kyland (Touro)


Título Original: Leo
Autor: Mia Sheridan
Editora: Arqueiro
Série signos do Amor
Gênero: New Adult
Sub-Gênero/Assunto: Abuso, reencontro, segunda chance
Período: Atual. EUA
Outra Capa:


Achei essa capa bem nada a ver!


3.5/5

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segunda-feira, novembro 16, 2015

[Resenha] De Repente, o Destino - Susan Fox

“A vida de Theresa Fallon sempre foi cercada de estudo e teses, afinal, ela é o gênio da família e se orgulha disso. Mas o destino... ah, o destino! Voltando da Austrália para o Canadá para o casamento de sua irmã mais nova, Theresa conhece Damien Black, um homem elegante e extremamente sedutor. Apesar de sua personalidade um tanto arrogante negar a atração, existe algo nele que faz com que ela queira se entregar totalmente.
Damien já está cansado de ser assediado por mulheres. Escritor de sucesso e incrivelmente sexy, ele não precisa se esforçar muito na área da conquista feminina. Quando conhece Theresa, o jogo da conquista se torna realmente tentador e ele usará seus dotes para conquistá-la.
Será um longo voo. E nessas horas eles terão tempo suficiente para aproveitar essa brincadeira do destino...".



A literatura erótica vem, normalmente, acompanhada de alguma polêmica ou discussão. Alguns detestam, outros adoram, vários acham que é tudo muito do mesmo. Gostos pessoais a parte, estes não deixam de ter certa razão. Se pensarmos bem, é difícil acharmos- em qualquer gênero literário- algo realmente original, mas nos livros eróticos e/ou sensuais, esta “mesmice” parece ser ainda maior. Quando se fala em um livro erótico/sensual já pensamos que vai ter aquele milionário de sempre e a mocinha inocente. Passa o tempo, mas cansa.

Por isso, é muito bom se deparar com um livro hot que consegue sair, nem que seja um pouco, da mesmice. De Repente, o destino é assim.
No livro não tem milionários, nem mocinhas virgens. E não, a ação não se passa em um escritório, ou empresa qualquer.

Theresa Fallon é uma socióloga/antropóloga canadense que mora na Austrália e vive para seus estudos e suas aulas na faculdade. Depois de ter sido traída (e não da forma como vocês devem estar pensando) por seu ex-marido, ela decidiu que não queria mais nenhum tipo de envolvimento romântico.

Damien Black, por sua vez, é um autor bestseller australiano que, após ter sido eleito um dos solteiros mais sexy da Australia não teve mais sossego.
Ao passo que Thereza quer ter tudo certo e sobre controle, Damien gosta de experimentar coisas novas.

Os dois não se conhecem ( aliás, Thereza é daquelas intelectuais que menosprezam o tipo de literatura que Damien faz: romance policial popular. ) mas acabam por ser companheiros de viagem, vizinhos de poltrona, em longo voo da Australia para o Canadá, com direito à conexão no Havaí.

Theresa está indo para o casamento da irmã mais nova e Damien está prestes a fazer a sua primeira turnê internacional.

Os dois não podiam ser mais diferentes, mas sabe-se lá o que pode acontecer num voo de várias horas, não é mesmo?
A primeira vista pode parecer estranho um livro romântico-sensual se passar, em sua maior parte, dentro de um avião, mas autora soube trabalhar muito bem a questão- e o ambiente.

Theresa ( e nem mesmo Damien) é daquele tipo de mulher que transaria com um estranho num banheiro de avião, mas a história é conduzida de uma forma, que isto se torna “acreditável”. Mais do que uma forte atração sexual, começa a surgir entre Damien e ela um certo companheirismo, empatia mesmo. Semelhanças, até então escondidas, vão surgindo.

O sexo está lá, claro, mas ele faz parte da história. E, além de excitante, não é nem um pouco constrangedor ou vulgar.

Susan Fox conseguiu transformar o que seria algo sem grande emoção ou novidade, em um livro dinâmico e gostos de se ler. Mesmo se tratando de um livro erótico- e que muitos poderiam torcer o nariz- o talento da autora fez muita diferença. Não vou mentir dizendo que os personagens são super profundos e enigmáticos, mas eles são sim desenvolvidos na medida certa. Damien é um descente de aborígenes que ainda não sabe direito como se enquadrar; ao mesmo tempo que ele quer descobrir e respeitar suas origens, existe sim um resquício de preconceito dentro dele. Theresa, por sua vez, é aquele tipo de pessoa que pode ser muito irritante. Incrivelmente controladora, ela não se deixa uma margem de erros. Com isso, ela acaba afastando as pessoas que amam.

É interessante ver que, além do sexo, os dois vão descobrindo coisas em comum- e planos de negócios (não só de vida) vão sendo feitos. Claro que é clichê dizer isso, mas eles vão mudando um ao outro.

Vale ressaltar também que além do romance, a autora nos brinda com um pouco da história dos indígenas/aborígenes da Austrália.

De repente, o destino é uma leitura despretensiosa mas muito interessante. É um livro incrivelmente romântico, com uma roupagem diferente das histórias sensuais de sempre.

Vale a Pena a Leitura!


A Série

De Repente, o Destino é uma série de quatro livros que tem como protagonistas as irmãs Fallon. O ponto em comum é o casamento da mais jovem delas. Cada um dos livros se passa em um meio de transporte.

Livro 1- De repente, O Destino
Livro 2- De repente, o Amor
Livro 3- De repente, o Desejo
Livro 4- De Repente, é ele

Título Original: Sexy Drive
Autor: Susan Fox
Editora: Única
Série De repente- Livro 1
Gênero: Romance Contemporâneo,
Sub-Gênero/Assunto: Erótica, Hot, Viagem , Escritores
Período: Atual. Austrália, Havaí e Canadá
Capa original:


3.5/5

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segunda-feira, agosto 24, 2015

[RESENHA] O Feitiço da Sombra - Nora Roberts

“Com as lendas e tradições da Irlanda correndo em seu sangue, Connor O’Dwyer se orgulha de chamar o Condado de Mayo de seu lar. É lá que Branna, sua irmã, mora e trabalha e onde Iona, sua prima, encontrou o verdadeiro amor. Foi nessa terra que seus parentes e amigos formaram um círculo de proteção que nunca poderá ser rompido...Até que um beijo põe em risco a segurança de todos. Depois de um breve encontro com a morte, Connor e a melhor amiga de sua irmã se entregam um ao outro. Muitas mulheres passaram pela cama de Connor, mas nenhuma havia descoberto o caminho para seu coração. Meara tem olhos escuros, pele morena – herança do lado cigano de sua família – e corpo de deusa. Os rumos dela e os de Connor se cruzam diariamente. Ele leva turistas em caminhadas para observar falcões. Ela os guia em cavalgadas pelo campo. Eles se dão bem desde a infância e, depois do tórrido encontro, o rapaz tem esperança de que esse relacionamento evolua. Para frustração dele, no entanto, Meara se contenta apenas com o prazer do momento, temendo se perder – e perder a amizade dele. Essa mudança em sua relação pode abalar o círculo e permitir que uma perigosa ameaça ressurja aos poucos, como uma névoa. Para detê-la, Connor precisará novamente da família e dos amigos para despertar a força e a fúria que correm em seu sangue. Quem sabe pela última vez”


Bom romance, porém esperava um pouco mais.
Quando se pega para ler um Romance de Nora Roberts, se sabe mais ou menos o que vai encontrar- e isto é bom, mas também pode ser ruim. O que é o caso de Feitiço da Sombra.

O segundo livro da série Primos O’Dwyer segue os caminhos traçados pelo primeiro livro, com o “círculo dos 6” tentando derrotar o “Bruxo do mal” Cabhan. O casal da vez é o extrovertido e amoroso Connor e sua amiga Meara, que acredita em qualquer coisa menos no amor.

Pois então, Nora Roberts é, sem sombra de dúvidas, uma mestre das palavras e do romantismo, mas a sua repetição de fórmulas por vezes cansa. A primeira vista, tem-se a impressão de que Feitiço da Sombra irá nos mostrar algo diferente, mas no decorrer da leitura, nada mais é do que mais do mesmo. Não só em relação ao livro anterior, mas à outros livros da própria autora. Apesar de várias cenas interessante, senti como se tivesse lendo momentos reciclados da própria Nora.

Por exemplo, tem uma determinada cena que me pareceu MUITO parecida com outra cena de A Cruz de Morrigan. Aliás, toda a ideia geral desta série é bem similar com a da Trilogia do Círculo. Além disso, a relação de Meara e Connor me lembrou muito a do casal de Albúm de Casamento, onde a mocinha TAMBÉM tinha receios em relação ao amor devido principalmente a (não) relação de seus pais.

Não estou dizendo com isso que Feitiço da Sombra é uma leitura ruim ou enfadonha; como já mencionei, Nora Roberts sabe trabalhar com as palavras, porém a sensação de falta de originalidade e de antever, de certa maneira, o que está por vir, ofusca um pouco a leitura.

O conceito da trama, na série como um todo, é bem interessante e divertido. A magia e fantasia sempre é um diferencial a mais, mas a magia por magia acaba tornando um pouco vazio. Eles são bruxos e tem poderes especiais, mas como de fato isto funciona? Cabhan é um espectro ou ele tem carne e osso?

No geral, eu gostei da história. Connor e Meara fazem um bom casal- até porque o fato deles sempre se conhecerem (e se amarem) faz da história de amor algo mais interessante e palpável. A química está lá e ela faz toda a diferença. Além disso, não posso negar que estou bem curiosa para saber como tudo irá terminar, e quero muito ler o livro do Fin (acho a Branna um pouco irritante, mas gosto dele).

Fãs ardorosos de Nora vão se deleitar com Feitiço da Sombra, os outros, como eu, irão gostar da leitura, mas gostariam que esta tivesse um temperinho a mais.

Vale a Pena a Leitura.


Título Original: Shadow Spell
Autor: Nora Roberts
Editora: Arqueiro
Série Primos O’Dwyer
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Fantasia, Paranormal, Bruxas, Amizade
Período: Atual. Irlanda. -

Série:

Livro 1- Bruxa da Noite
Livro 2- Feitiço da Sombra
Livro 3- Blood Magick


***Este Livro foi Gentilmente Cedido Pela Editora***


Outras Capas





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Cotação:
3.5/5

segunda-feira, julho 20, 2015

[Resenha] Escolhida Pelo Lobo - Flavia Cunha

“Depois de um período sombrio marcado pelo sangue de inocentes, uma nova liderança assume o clã dos lobos. Hunter Lonewolf constrói “Lone Wolf”, um lugar seguro e uma vida confortável para aqueles da matilha que desejaram seguir com ele em busca de um novo começo. Em Lone Wolf uma incrível descoberta renova as esperanças de um futuro promissor.
No momento em que encontra aquela que será sua companheira, Hunter se depara com um inimigo oculto que se infiltra no meio de seu povo. E quando as ameaças se voltam para a sua mulher, seu instinto de proteção prevalece e acaba por assustá-la.
Agora, ele precisa marcá-la como sua! E usar a atração entre eles para convencê-la de que o que eles possuem é real e que ela foi escolhida pelo lobo para ser a dona do seu coração!”



Quando eu fui escolhida pela Flávia para participar do BookTour Escolhida Pelo Lobo eu ficou feliz e...curiosa; até então não tinha lido nenhum livro da autora mas pelo o que eu sabia ela era conhecia pelos seus romances contemporâneos e, principalmente, seus cowboys. Como seria uma fantasia nacional? E com lobos?
Devo dizer que a palavra “lobos” foi a que primeiro me conquistou. Adoro lobos. Talvez porque “Wolf” seja um nome de família (era o nome do meu avô) ou talvez porque eu ache eles o máximo mesmo! :P

Mas deixemos de lero-lero e vamos ao que interessa, certo?!

Hunter LoneWolf vivia e chefiava uma reserva localizada nas proximidades da fictícia SpringVille. Mas mais do que um simples chefe, Hunter é também o “macho-alfa” de seu clã. Ele é o responsável pela segurança e pelo bem-estar de seus iguais. Eram homens-lobos e já haviam passado por muitas mortes e sofrimentos e, naquele momento passavam por uma aparente paz. Porém, a segurança dependia de que o seus segredos fossem guardados. O problema é que com o passar das gerações e algumas (muitas) decisões erradas, a raça estava morrendo. Não havia mulheres. Fêmeas. Companheiras.

Isto até aparecer uma certa escritora especialista em lobos chamada Alex L. Miller. Só tinha um problema; dois naverdade: Alex era humana, e não fazia a menor ideia da verdadeira natureza de Hunter.

Animal! (Sorry, não consegui me conter! rsrsrs)

Com personagens fascinantes, Flavia Cunha construiu um universo mitológico novo e plausível, além de muito interessante. Apesar das poucas páginas, eu já me vi gostando e torcendo pelas personagens. Hunter é um personagem forte, um típico macho-alfa, mas apesar de sua força e muitas vezes de sua rispidez, ele não é, de maneira nenhuma, um ogro, ou um cretino. A preocupação pelos seus é legítima e tocante.

Muitas vezes eu torço o nariz para as heroínas românticas, mas gostei muito que Alex não é uma tola qualquer. Ex-criança prodígio, ela sabe o que quer da vida; tem um foco e uma profissão. O livro também apresenta personagens secundários muito interessantes como Lucy, a irmã de Hunter, e, principalmente, Grace. Quero um livro só da Grace!

Quero Quero! Na verdade quero dois livros dela! Uma prequel e uma sequel! Hahaha

No início a paixão parece um pouco instantânea demais mas quando a gente leva em conta que se trata de um lobo isso passa a ser desculpado. Escolhida Pelo Lobo tem uma história de amor cativante e é impossível não se ver cativada por esse lobão tudi-bão.

O livro é bastante romântico e muito divertido, porém, deveria ter mais páginas- e um maior desenvolvimento na história. A autora tem um material incrível aqui, com um pouco mais de desenvolvimento ( e páginas) daria um livro incrivelmente fantástico. Flavinha tem talento de sobra pra isso.

Eu encontrei alguns errinhos de grafia/gramática mas nada que comprometa a leitura.
Gostaria de parabenizar quem fez a arte da capa. Está muito boa; tanto a escolha das imagens quanto da escolha da fonte do título.

Em suma, Escolhida Pelo Lobo é um livro leve, de leitura rápida e agradável. Romântico, não cai na mesmice de tantos romances sobrenaturais. Apesar de curtinho, é extremamente original. E delicioso de se ler.

Se eu recomendo? Claro que sim!

Livro 1- Escolhida Pelo lobo
Livro 2- Protegida pelo Lobo


Leia um trecho: AQUI
Para Adquirir Seu Exemplar: Clube de Autores | Amazon

Para Conhecer Mais a Autora: 
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Instagram: @escritoraflaviacunha
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Título Original: Escolhida pelo Lobo
Autor: Flavia Cunha
Editora: Clube de Autores
Série Os Lobos de Springville
Gênero: Fantasia
Sub-Gênero/Assunto: Romance, Paranormal, Animagos
Período: Atual. EUA.




3.5/5

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