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domingo, junho 22, 2014

O Pedido, de Katie Ashley

Durante as semanas seguintes à traição de Aidan, Emma fez o que pôde para seguir em frente. Ignorando as inúmeras mensagens de texto e voz e as flores, ela não tinha certeza se queria voltar para ele. Mas Aidan não desistiria fácil – principalmente não até que Emma o deixasse revelar o segredo de seu passado que o levou a ter fobia de assumir compromissos. Mas o destino intervém quando Emma entra em trabalho de parto prematuro e precisa repousar por duas semanas. Aidan aproveita para fazer uma proposta surpreendente. Para provar seu amor e comprometimento com ela e com seu futuro filho, ele pede uma licença do emprego para cuidar dela em tempo integral. Jurando proteger seu coração, Emma concorda com relutância. Enquanto fica comovida com a atenção e os cuidados de Aidan, Emma fica desconsertada com a aproximação do médico da emergência, Alpesh “Pesh” Nadeen. Pesh é tudo que Emma poderia querer – bem-sucedido, equilibrado e pronto para se casar, para ser marido e pai. Pesh só quer conquistar o coração de Emma, mas ela não tem certeza se será capaz de entregá-lo. O coração dela pode ainda pertencer ao mesmo homem que o partiu – aquele que está tão desesperado para tentar tê-la de volta.

O livro caça-níqueis.

Eu adorei A Proposta. Dentre os novos chamados “New Adults”, foi um dos meus favoritos. Adorei a história. Era sexy, divertida e, claro, bem romântica. Além disso, terminava de um jeito que deixava a gente doidapra ler a continuação.

Como aquela história ia continuar? Querendo ou não, as expectativas para O Pedido eram altas- e, no meu caso acabaram frustradas. O que eu senti que os dois livros poderiam ter sido um um só e, talvez por uma decisão editorial, de mercado, a autora resolveu dividir a história em duas partes. Com isso, todo o charme que havia em A proposta se perdeu na continuação e o livro não passou de uma encheção de linguiça. Simpática, em alguns momentos, é verdade, mas uma encheção de linguiça.

Até mesmos os personagens, que eu amei tanto no primeiro livro, perderam o vigor aqui. Eu adorei Emma e é claro que pude sentir o quanto ela sofreu mas precisava ficar tão CHATA?! E de repente me surge esse médico indiano-magya e começar a ter sentimentos do NADA? Pesh, o tal médico a qual me refiro, até que foi uma figura simpática mas, honestamente, a presença dele não contribuiu em nada para a história. Tá certo que mocinho com ciúmes é sempre ótimo, mas Aidan tava tão out of character que nem me animou.

Assim como morri de pena da Emma no final de A Proposta, queria que Aidan queimasse no mármore do inferno, mas ela ficou tão chatonilda aqui e ele tão abestalhado que eu tava quase ficando com pena...dele!

Claro que eu não achei o livro péssimo, até porque, como vocês podem notar, eu dei três estrelinhas né? O Pedido é uma leitura simpática e tem vários momentos divertidos. O toque sensual continua presente mas nada excessivo; bem dentro do padrão “romance sensual leve”.rs

O grande incômodo é a sensação de que tudo poderia ter sido feito em um livro só, apenas “aparando” alguns detalhes. A história ficaria muito melhor e sem esse cheiro de livro livro caça-níqueis.

No todo, a série (tem um terceiro livro- que ainda não li- contando a história de Pesh, mas estou me referindo aos dois primeiros títulos) é uma graça. Daquelas que valem a pena ler, especialmente se você gosta de romance.



A Série

Livro 0.5- A festa- conta sobre a festa que é mencionada no livro
Livro 1- A Proposta
Livro 2- O Pedido -
Livro 3- Par Perfeito


Título Original: The Proposal
Autor: Katie Ashley
Editora: Pandorga
Gênero: New Adult
Série:A Proposta- Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Segunda-Chance, Gravidez, Chick-Lit, Romance Contemporâneo
Período: Atual. Atlanta, EUA.




3/5

quinta-feira, junho 19, 2014

Os Três, de Sarah Lotz

Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo.

Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação.

A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente
para deixar um alerta em seu celular:

Eles estão aqui.

O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele...

Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.


O que dizer sobre os Três? O que dizer? É um livro diferente? Sim? Interessante? Sem dúvidas. Porém, acho que ele é um pouco mais além (ou seria, aquém?) de simplesmente “diferente e interessante”.
Quando tomei conhecimento da existência de os Três, já fiquei logo interessada. A história me parecia um misto de suspense e drama, talvez com uns toques de terror, quem sabe. Algo meio Stephen King, talvez. Além da capa incrível, a trama inicial tinha tudo para ser contagiante: num mesmo dia, quatro aviões caem, em diferentes locais no mundo. Apenas 3 crianças sobrevivem; uma quarta pessoa, uma dona de casa norte-americana, só sobrevive a tempo de deixar uma estranha mensagem. Essa mensagem irá desencadear mudanças no mundo inteiro. Aliás, O Mundo não será o mesmo depois dessa mensagem.

Parece incrível, né?

Pois é. Parece- é. Até o final.

Além de contar com essa premissa, no mínimo, diferente e original, Os três é narrado, na sua quase totalidade, através de relatos e depoimentos das pessoas de uma forma, ou outra envolvidas nos acidentes. É como se estivéssemos diante de um livro-reportagem que relatasse todos os lados de um dia extraordinário que mudou o mundo.
Pode parecer estranho no inicio- e é, mas este estilo de escrita prova-se eficaz para a história que é contada. De certa maneira, é como se estivéssemos diante de um documentário e de que tudo aquilo é verdade. Sem contar que os vários relatos dão uma visão muito mais ampla dos acontecimentos e dos personagens. Claro que esta acaba sendo uma percepção (que pode ser) equivocada, pois cada um apenas fala a própria verdade, não é mesmo?


A autora constrói uma trama tensa em que várias “teorias” vão sendo apresentadas e que, de certa forma, todas parecem ser plausíveis. É angustiante, sem dúvida, mas incrivelmente estimulante. Como leitor, a gente se vê temendo pelas três crianças, mas também com dúvidas: e se elas forem, realmente, “agentes do mal”? O livro fala sobre loucura, os limites da tecnologia e a histeria religiosa.

O livro tem um ritmo intenso e contagiante e cada página, cada “relato” é uma pequena peça de um grande quebra-cabeças.
É uma leitura realmente incrível...até chegar o final. Foi ali, nas últimas páginas que eu me decepcionei totalmente. Eu esperava algo UAU e encontrei...nada.

Obviamente, não posso falar muito sobre o que me incomodou neste final. Afinal, não quero estragar a leitura de ninguém.

*comentário Spoilado*
**O livro não tem conclusão! Tive a impressão que autora teve medo de se decidir por um caminho certo. Ficou tudo no terreno da suposição. Broxante. Pessoalmente, eu teria gostado se tudo não tivesse passado de um engano. Não tivesse nada de supernatural ou demoníaco com as crianças. Seria bem mais chocante. **De qualquer maneira, ficou um gosto de “foi mas não foi”, de tempo perdido. Uma pena.**.
*fim Comentário Spoilado*

De qualquer forma,Os Três é um livro muito interessante e bem escrito; talvez não agrade a todos mas é aquele tipo de leitura fora do comum que, de qualquer maneira, deve ser conhecida.




Título Original: The Three
Autor: Sarah Lotz
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Suspense
Período: 2012. EUA, Inglaterra, África do Sul e Japão


Capa Original:



3/5

terça-feira, maio 27, 2014

Todas as coisas visíveis e invisíveis, de Marcia Peltier


'Todas as coisas visíveis e invisíveis' fala sobre a dor da perda; os sentimentos de uma mulher que é mãe, filha e esposa; os insights espirituais; a morte; a fé; a própria identidade; a singela alegria de existir. São memórias que, costuradas por linhas visíveis e invisíveis, apresentam a mulher em sua totalidade. Surpreendente e corajoso, é um livro que desafia leitores a assumirem todas as facetas de suas vidas.

Um livro de- e sobre- emoções.
Todas as coisas visíveis e invisíveis é uma coletânea de pensamentos aleatórios que, de alguma maneira, fazem sentido. Existem livros que são difíceis de serem resenhados, ou comentados. Os de ensaios e crônicas estão entre eles, ao meu ver. Especialmente, quando estes ensaios são pensamentos e sentimentos muito íntimos da autora.

Para mim, o livro foi um paradoxo. De um lado, era impossível não se conectar com Márcia, com sua força, sentir a sua dor diante de uma dor que deve ser imensurável. Por outro, me vejo muito distante da Márcia religiosa, regida pela fé.
A autora transmite cada fragmento de texto- e vida- com a mesma intensidade; claro que algumas passagens são mais tocantes mas, de uma forma ou de outra a emoção está impregnada em todas elas.

"(...) Com minha mãe aprendi a coisa mais importante da vida. O valor do amor e de saber perdoar. Sempre."


Eu, particularmente, não sou uma pessoa muito religiosa por isso a conexão dela coma religião me tocou como talvez toque quem seja, mas isso não quer dizer que eu me senti indiferente ao que eu li.

Como eu disse anteriormente, este é um livro difícil de se explicar. É para se sentir.

Vale a pena a leitura.


Título Original: Todas as coisas Visíveis e Invisíveis
Autor: Marcia Peltier
Editora: Casa da Palavra
Gênero: Crônicas
Sub-Gênero/Assunto: Não-Ficção, Família, Religiosidade, Memórias
Período: Atual e Final do Séc. 20

3/5

segunda-feira, janeiro 27, 2014

A Dinastia dos Jarrod 1 - Maureen Child e Tessa Radley


Surpresa de uma herança - Maureen Child
Erica, a herdeira ilegítima, finalmente fora encontrada! A revelação virou seu mundo de cabeça para baixo. Por nascença, ela pertencia aos Jarrod, uma rica dinastia, e seu pai lhe deixara uma fortuna. O advogado da família, Christian, logo se apresentou para lhe mostrar como deveria proceder. Alto, moreno e lindo, ele a acompanhou até Aspen, onde outra surpresa aguardava. Ela fora dominada por uma atração fora de controle! Agora, teria de escolher entre preservar o nome de sua família… ou se entregar a um desejo irresistível!
O último toque - Tessa Radley

Fazia 49 dias - e noites - desde que Guy Jarrod tocara Avery Lancaster pela última vez. Ele tinha acreditado nos boatos sobre a falsidade dela. Mas não conseguia esquecê-la! Forçado a trabalhar com Avery novamente, sentiu-a ainda mais perto de seu alcance. E, uma vez que sua vingança estivesse completa, Guy a expulsaria de sua vida para sempre. Entretanto, permanecia uma dúvida: os boatos seriam falsos? Portanto, teria ele confundido a mulher que deveria ser sua esposa com uma simples amante?



A Dinastia dos Jarrod 1 é a copilação das duas primeiras histórias da série Jarrods. Como se pode deduzir, Jarrods é mais uma série sobre uma família milionária cheia de amores, dramas e trações. Tudo dentro do mesmo estilo, como os Fortune, os Daltons, os Crightons... É, parece tudo igual, mas cada “família” tem o seu charme particular. Como é de habito neste tipo de série, tudo se inicia com um acontecimento traumático, neste caso, a morte do Patriarca, Don Jarrod. E não só isso, além do choque da morte inesperada do pai, os herdeiros teriam que lidar com outra revelação: tinham uma meia-irmã, até então desconhecida, fruto de um caso amoroso do pai. A primeira história é justamente sobre a chegada desta irmã.
Surpresa de uma Herança
Literalmente, do dia pra noite, Erica Prentice descobre que não só é filha de seu, mas que seu pai verdadeiro é um milionário dono de um Resort em Aspen e que acabou de falecer. Não bastasse isso, Erica é “obrigada” pelo testamento deste pai desconhecido a ir à Aspen, conhecer a “família” ou perderá os direitos sobre a herança.

Não tanto, ou não somente, pelo dinheiro e mais pela curiosidade, Erica acaba indo.
E lá acaba se apaixonando. Por ,Christian Hanford, o advogado dos Jarrods. O problema é que o velho Don proibia terminantemente o relacionamento entre empregados e membros da família. Aliás, era uma clausula de trabalho.

O enredo do livro é justamente sobre essa tentativa de Erica em ser aceita pelos meios-irmãos e o amor proibido com o advogado da família. De modo geral, eu gostei do livro. Gostei que a família é mostrada pelos olhos de uma desconhecida e até mesmo a questão do “eu te amo, mas tenho que te proteger, então vou te afastar” , que é tão irritante, não é totalmente fora de propósito. Existe sim uma razão, para que os dois não possam ficar juntos.

Além disso, não posso negar que adoro ver um homem loucamente apaixonado, sofrendo de amor, rs. O problema foi que a paixão ocorreu rápido demais. É claro que eu acredito em amor à primeira vista, mas ter a consciência de estar amando logo de cara é algo muito irrealista pra mim. Mesmo se tratando de um romance cor-de-rosa.
Surpresa de Uma Herança não apresenta novidades em relação à estrutura e/ou enredo, mas é uma história rápida e gostosa de se ler. Quem curte o gênero, deve gostar.
3.5/5

O Último Toque
Segunda história da série, desta vez tendo como personagem principal, Guy Jarrod, o irmão Chef. A história poderia muito se chamar Com ser cretino!. Sério, este Guy vai pra lista dos personagens mais cretinos- e burros!- dos romances de banca.

Ele acha por que acha que Avery Lancaster, com que teve um breve caso, o traiu, e quando a reencontra em Aspen resolve... Adivinhem? Se vingar! Já vimos esta história antes, né? Gregos milionários, em versão Aspen. Só que nem os Gregos, Italianos, Espanhóis e Homens dos Texas conseguiram ser tão obtusos quanto Guy! Affe.

Não vou me mentir, apesar de achar esse tipo de trama muito previsível eu até que gostei do enredo do livro. O problema, a meu ver, foi a forma. O início é muito devagar e como acontece muitas vezes nesse tipo de romance, o final foi abrupto demais. Não houve uma constância. Porém, assim, como na primeira história, eu gostei do momento “mocinho sofrendo.” E com ciúmes. Só por isso já valeu 3 estrelinhas.

3/5


**
A propósito, que capa é essa?! Melhor dizendo, que cara é essa que o mocinho tá fazendo?! Sorry, mas um olhar muito baitola!

Título Original: Claiming Her Billion-Dollar Birth Right; Falli ng For His Proper Mistress
Autor: Maureen Child/Tessa Radley
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Contemporâneo
Coleção: Desejo Dueto 01
Série: -Jarrods- 1 e 2
Sub-Gênero/Assunto: Família, Milionários, Amor Impossível, Reencontro
Período: Atual. Aspen, EUA.





*** Este foi a minha leitura para o mês de Janeiro na Maratona de Banca. O tema é Maureen Child.
Minha Lista: AQUI

Capas Originais

terça-feira, janeiro 07, 2014

Fogo Eterno, de Lynne Graham


TEMPO DE AMAR
Quando sua assistente pessoal pediu uma licença prolongada, causou um enorme inconveniente ao bilionário grego Alexei Drakos. Ele contava com Billie Foster para tudo, desde administrar sua vida até se livrar de suas namoradas. Mal sabia Alexei que Billie se afastara para ter o bebê dele! Na verdade, ele sequer se lembrava da tórrida noite que tiveram e não fazia ideia de que ela estava grávida! Com Billie ausente, havia algo faltando para Alexei. Quando ela retorna, ele precisa lhe oferecer algo especial para fazê-la ficar... Quem sabe uma aliança de casamento... ainda que de conveniência?
TEMPO DE PERDOAR
O bebê de Billie nasceu, mas ela não contou a Alexei sobre o filho deles. No entanto, quando retorna à Grécia e ele lhe propõe um casamento de conveniência, ela sabe que precisa se arriscar para ficar com o homem que ama. Mas, na noite de núpcias, Alexei se surpreende ao descobrir que sua esposa não é virgem... e essa é apenas a primeira das revelações chocantes neste turbulento casamento.



Ai, o que eu vou fazer com você Lynne Graham? Você começou tão bem- a história estava ótima, linda, aí você decidiu ser...Lynne Graham e estragou tudo.

Fogo Eterno contém duas histórias, Tempo de Amar e sua sequência, Tempo de Perdoar. O livro também poderia se chamar “como estragar uma história de amor que estava indo tão bem.”

O livro inicia-se com Billie prestes a dar a luz. Sabemos que ela é jovem e o pai da criança é Alexei, seu patrão, um jovem trilhardário grego (obviamente, né?). Excetuando-se a presença de sua tia, Billie está sozinha e não sabe o que será de seu futuro, até porque Alexei não faz a mínima ideia de que está prestes a se tornar pai. A partir desta pequena introdução, somos levados ao passado e a história de como tudo aconteceu.

E é esta volta ao passado que mais me agradou no livro. Nem parecia Lynne Graham. Alexei e Billie se conhecem quando ela era ainda uma criança e ele um adolescente rico e metido. De início nasce uma camaradagem e um senso de proteção por parte do rapaz. Os anos passam e Billie vai trabalhar com Alexei como sua assistente pessoal e... eles se tornam amigos. Ou o mais próximo a isso. É claro que ela vai se apaixonando por ele, ou sempre foi apaixonada e dói vê-lo sempre cercado de belas mulheres, mas ela contenta-se de simplesmente estar por perto e ter a sua confiança (é, tem gente que gosta de sofrer!)

Esta primeira parte, eu gostei bastante. A primeira história, ou história inicial, como queiram é muito boa até quase o final. Senti que a autora saiu um pouco da zona de conforto de sempre e apresentou algo mais leve, romântico. Claro, o milionário grego está lá, mas em roupagem diferente. Alexei não é totalmente ogro e o fato do casal se conhecer desde a infância muda tudo. Não é uma paixão que aparece do nada e a relação deles não inicia apenas com desejo e sexo. É um belo começo até Lynne Graham resolver a voltar a ser...Lynne Graham.

Ela volta pra sua zona de conforto e, ao meu ver, estraga uma história ótima. Tempo de Perdoar, a segunda e última parte é ridícula. Tudo o que me irrita em “histórias de gregos milionários e ogros” está lá. Até mesmo uma ridícula discussão sobre virgindade. Sério, se estivéssemos falando de um romance histórico a questão da virgindade até faria sentido, mas num contemporâneo?! Quem é, é; Quem não é, não é. Ponto final.

Fogo Eterno foi uma típica história que começou bem mas que se perdeu no meio do caminho. A autora poderia ter feito algo diferente, mesmo que dentro do seu universo de frente, mas decidiu não se arriscar.
Uma pena.


Títulos Originais: The Pregnancy Shock/ A Stormy Greek Marriage
Autor: Lynne Graham
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Contemporâneo
Coleção: Harlequin Paixão 200
Sub-Gênero/Assunto: Gregos, Casamento por Conveniência, Gravidez, Romance de Banca
Período: Atual. Grécia.





*** Eu li este livro para a Maratona de Banca. Lynne Graham era um dos temas do mês de Dezembro. É, Dezembro. Eu até li em tempo mas não consegui postar antes do final do mês, então...aqui está!
Minha Lista

Capas Originais das Duas Histórias:

3/5
(esta nota é uma média das duas histórias: 4 estrelinhas para "Tempo de Amar" e 2 estrelinhas  para "Tempo de Perdoar".

quinta-feira, janeiro 02, 2014

O Livro do Porquê, de Nicholas Montemarano

Eric Newborn está acostumado a lidar com pessoas cujas vidas estão em crise.É um aclamado autor de diversos livros motivacionais e também um inspirado palestrante. No entanto, quando sua esposa morre, a angústia o toma de forma inescapável. Não existe cura fácil, nenhum clichê é capaz de consolá-lo, nada preenche o enorme vazio deixado pela perda. Ele se recolhe com sua cadela, Ralph, em sua isolada casa em Martha’s Vineyard. Cinco anos mais tarde, em uma noite agitada de tempestade, um carro sofre um acidente em frente a sua casa e uma mulher bate à porta, procurando ajuda. Sam é uma admiradora que estava a procura de Eric, convencida de que ele saberia dar sentido às coincidências que, simultaneamente, destruíram e deram nova cor à vida dela. À medida que Eric e Sam orbitam um em torno do outro, como constelações em um gigantesco universo, eles se põem a buscar respostas para suas perguntas, e encontram significados em sinais que às vezes ignoramos diariamente. Uma poderosa história de amor e um mergulho profundo no funcionamento da alma, O Livro do Porquê é um romance delicado e instigante, que nos faz refletir sobre a natureza da felicidade humana.



Não sei o que dizer sobre este livro.

Honestamente.

Talvez a primeira coisa a ser dita seja que eu não sou muito fã de autoajuda. Nunca acreditei, pra falar a verdade. Mas, também, O Livro do Porquê não é um livro de autoajuda. Talvez seja um livro sobre autoajuda. Não saberia dizer.

O fato é que não é o tipo de leitura que costume ler, mas ao mesmo tempo gostei da sinopse e... queria tentar algo novo. Acho que sempre é bom “sair da caixinha” de vez e quando. E não estou arrependida. Penso, apenas, que o livro foi um pouco diferente do que eu esperava.

O livro fala sobre o processo da perda, mas especificamente sobre como ficamos após a perda. As mudanças. Eric Newborn era um famoso escritor de livros de autoajuda que vive no ostracismo após uma grande perda. Ele perdeu o “dom” e não faz questão alguma de recuperá-lo. Morando sozinho com sua cadela, Ralph, o que Eric menos quer é ser “redescoberto” e isso é o que acontece quando uma jovem mulher chamada Sam vem a sua procura.

Narrado em primeira pessoa, O Livro do Porquê mostra o passado de Eric e o que aconteceu para que o Eric de “antigamente” desse lugar ao Eric “atual”, tão diferente e solitário. Tão diferentes que nem parecem ser a mesma pessoa.
O livro nós faz pesar em nós mesmos, nas mudanças em nossas vidas.

Ainda somos os mesmos?

É um livro de leitura relativamente rápida, mas que por muitos momentos fez o meu pensamento voar, divagar mesmo. Eu apenas não gostei da forma como a história é narrada, em primeira pessoa, no tempo presente. Sempre me incomoda livros no tempo presente. Acho estranho e, por vezes, confuso.
Além disso, senti falta de um final mais consistente. Faltou algo, a meu ver. O autor deixou muitas pontas soltas; talvez, tenha sido intencional, mas eu gosto de ver “todos os pingos nos i’s”, sabe? E acontece algo no livro, que embora, eu tenha entendido, me chateou. Fiquei triste.

Não acho que este seja um livro para todos os gostos, porém acredito que todos deveriam lê-lo. Parece estranho dizer isso, eu sei. Contraditório. Mas, para mim, O Livro do Porquê é aquele tipo de leitura que cada um, individualmente deve fazer a própria análise. Para alguns, será apenas mais livro “inspiracional” sem grandes novidades, para outros... será algo para se pensar.


O Livro do Porquê é uma experiência.


Que vale a pena.



Título Original: The Book of Why
Autor: Nicholas Montemarano
Editora: Leya
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Viúvo , Segunda Chance, Animais, AutoAjuda, Espiritualidade
Período: Atual. EUA.
Capa Original:



3/5

sábado, novembro 09, 2013

52 weeks de fotografia: Semanas 43 e 44


Imagem by Fabiana Corrêa

E estamos de volta. Os últimos dias-semanas, na realidade- tem sido...movimentados, para se dizer o mínimo. Muita coisa acontecendo. Coisas boas, mas que demandaram tempo. Além disso, semana passada, eu viajei para o Rio de Janeiro a fim de prestar um concurso. Ancine. Prova DIFICÍLIMA. Meu Gódi! Mas, pelo menos deu pra aproveitar um tiquinho da praia de Copacabana. Bora unir o útil ao agradável, né?

O fato é que, com viagem e mais um tanto mais de compromissos, me vi sem a menor inspiração pra postar no blog essa semana. Tô com várias livros "lidos" ao lado do computador, esperando para serem resenhados e... cadê inspiração? Cadê a vontade?

Pois é.

O fato é, estou cansada. Espero aproveitar esse findi para dormir. Simplesmente dormir e fazer NADA, rs.


Porém, como eu já estava atrasada uma semana com 52 weeks, resolvi postar assim. As fotos, na verdade, foram já publicadas no meu Instagram maaaas eu dei umas "mexidinhas" ^.^ Vale, né?







O que postei  cliquei até agora.

***************

Projeto originalmente criado pelo blog A series of serendipity,

quarta-feira, outubro 30, 2013

Desperte Comigo, de Linda Howard



O acidente que deixou Blake temporariamente sem sentir as pernas também havia roubado sua vontade de viver. Seria necessário uma mulher cuja alma estivesse tão paralisada quanto a dele para trazê-lo de volta à vida. Dione Kelley era sua última chance... Ela sabia disso, e entendia o desafio que o caso dele apresentava.No entanto, o que ela não imaginava era que, ajudando Blake a superar a desilusão e recuperar as forças, ela pudesse expor as próprias dores e despertar a cura de si mesma…




Depois da bomba que foi o último livro que li de Linda Howard, eu precisava de algo que me deixasse passar a má impressão. E este Desperte Comigo cumpriu bem o seu papel. Não achei o livro maravilhoso, mas achei a história, num todo, bonita e sensível.

Dione Kelley é uma fisioterapeuta contratada para cuidar de Blake Remington, um homem até então cheio de vida e ativo que perdeu os movimentos das pernas após um grave acidente. A condição de Blake não é definitiva mas é preciso muita fisioterapia e, principalmente, força de vontade, para que ele volta a andar. O problema é Blake desistiu de tudo e não acredita que possa haver uma recuperação. Para ele, a vida simplesmente acabou e não é uma “simples” terapeuta que irá mudar isso.

Porém, assim como Blake parece ter desistido de si mesmo, Dione luta com unhas e dentes por seu paciente.

O livro é basicamente sobre a relação de Dione e Blake, uma relação que começa aos trancos e barrancos. Ele é um homem difícil, desesperançado; ela é uma mulher que fez da profissão a sua vida. Dione vive em função de seus clientes/pacientes. Porém, aos poucos, aquela conflituosa relação terapeuta-paciente vai se transformando em algo a mais.

Desperte Comigo fala sobre duas pessoas que sofreram traumas fortíssimos; é sobre processo de cura, não apenas físico como psicológico. Assim como Dione trata dos danos físicos sofridos por Blake, ele, pouco a pouco a ajuda curar velhas feridas e traumas.

Eu achei o livro muito bonito, com belíssimas passagens, porém, confesso que eu o achei chato em algumas partes. A autora se alongou muito em algumas descrições e pensamentos. Além disso, senti falta de algo “a mais” na trama. O fato de ser praticamente todo centrado na relação entre Blake e Dione (tirando breves momentos com a irmã dele e o marido desta) deixou a trama monótona.

De qualquer forma, é uma história sobre superação e recomeço. Bem escrita e delicada, provavelmente arrancará lágrimas de muitos.

Vale a Pena a Leitura.

Título Original: Come lie with me
Autor: Linda Howard
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Contemporâneo
Coleção: Rainhas do Romance 67
Série: -
Sub-Gênero/Assunto: Romance de Banca, Imperfeições, Amor e Ódio, Segunda Chance
Período: Anos 80. EUA.


                         Como o livro também fala sobre Superação, inclui ele no Desafio Literário deste mês.

Outras Capas:

A capa da edição espanhola parece ser de livro Espírita/Espiritualista; a capa francesa é típica das capas breguinhas dos anos 80. Ainda assim, é melhor que a brasileira. O beijo tá todo errado e o homem tem um nariz que parece uma batata gigante! 



3/5

segunda-feira, outubro 07, 2013

As Regras da Sedução, de Madeline Hunter

Lorde Hayden Rothwell chega à casa de Alexia Welbourne sem aviso e sem ser convidado – um homem poderoso e sedutor, movido por interesses obscuros. Sua visita anuncia a ruína financeira da família de Alexia e o fim das esperanças da jovem de um dia conseguir um bom casamento. Para se sustentar, a moça recebe a proposta de ser dama de companhia de Lady Henrietta Wallingford e preceptora de sua filha. O problema é que a oferta vem do sobrinho de Henrietta, ninguém menos que lorde Hayden.
Morando na casa da tia de Rothwell, Alexia descobre que a proximidade com o homem que destruiu sua família pode ser perigosamente irresistível. Num gesto impensado, ela se entrega a ele, e ambos se veem obrigados a se casar. O que Alexia não sabe é que os atos aparentemente arrogantes de seu belo e sensual marido são motivados por uma dívida de honra que pode levá-lo a sacrificar tudo.
Com tantas mágoas e segredos entre eles, o casal tem tudo para se manter afastado. Mas Hayden é um homem apaixonante e Alexia, a tentação que o faz perder a cabeça. Morando sob o mesmo teto, eles acabam se aproximando e, juntos, vão descobrir um jogo de sedução em que cada um faz as próprias regras.




Engraçado como são as coisas. Se em A Dama da Ilha (ver minha resenha aqui  ), eu me apaixonei pela leitura, apesar do livro não ser tão bom (tecnicamente falando), aqui ocorreu exatamente o contrário.

As regras da Sedução é um livro extremamente bem escrito, com boa trama e personagens bem estruturados mas, simplesmente, não me conquistou.

AlexiaWelbourne acredita que Lorde Hayden Rothwell é o responsável pela ruína financeira de sua família e com isso acaba criando mistura de mágoa e ódio pelo nobre. Porém, tendo que se sustentar, Alexia aceita trabalhar como dama de companhia de uma senhora da sociedade. O detalhe é que esta senhora é tia de Hayden. De início, Alexia pensa em não aceitar o emprego , mas a necessidade fala mais alto.

E mesmo com todo o suposto desprezo que sente por Hayden, Alexia, num momento de “loucura” acaba se entregando à ele e... Hayden assume seu dever e casa-se com ela, mesmo sabendo que a jovem o despreza.

É um casamento difícil, cheio de mágoas e verdades não ditas. À cada dia que passa Alexia parece gostar cada dia mais do marido, mas não consegue esquecer o que ele fez (a ruína de sua família); Hayden, por sua vez, apesar de cada vez mais apaixonado, por conta de uma (tola!) promessa não conta à sua esposa a verdade sobre a derrocada financeira da família dela.

Em termos gerais, As Regras da Sedução é uma bela história de amor, mas a leitura me cansou. Não consegui me envolver. Primeiramente, me irritei com Alexia que parecia não queria ver a verdade e depois Hayden que fazia questão de não esclarecê-la! Eu até gostei dele, mas nesse aspecto o moçoilo me irritou; e a relação dos dois, apesar de bonita, simplesmente não me provocou nenhum tipo de emoção.

Aliás, foi a essa a “sensação” que eu tive durante toda a leitura: falta de “emoção”. Achei tudo muito bem feito, bem escrito, mas moroso. Além, disso senti falta de um pouco de humor. Não de piadas ou nada do tipo, mas de alguns “momentos de leveza” no texto.

De todo, não achei o livro ruim, é verdade. Afinal a história *é* interessante e prende a atenção e me deixou com vontade de ler o segundo da série (sim, sou dessas, rs ), sem contar que que é bem escrita, mas, com certeza, não figura entre os meus favoritos.


A Edição
O detalhe da marca d’água na capa é muito bonito e só. Achei o resto muito estranho. A cabeça da modelo (que parece ter um pescoço de girafa) está apoiada no ombro de alguém? Ou é o ar? Ar bege? E Alexia tem CABELO CASTANHO!!!! CASTANHO. Sério, esse povo que faz capa ao menos não pergunta as características da personagem antes de fazer uma capa?! Me irrita tanto isso...

“Com seu cabelo CASTANHO e rosto comum, ela não causava grande impressão.”
-pág. 10



Título Original: The Rules of Seduction
Autor: Madeline Hunter
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Série: Os Rothwells- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Casamento de Conveniência, Amor e Ódio
Período: Regência. Inglaterra


Série

Livro 1-As Regras da Sedução
Livro 2-As Lições do Desejo
Livro 3- Jogos do Prazer
Livro 4- Sins of Lord Easterbrook- ainda inédito no Brasil


Outras Capas:



3/5

Eu ponderei muito antes de dar esta nota. Pensei em dar "2,5" porém, apesar do livro não ter me encantado, ele está num patamar acimar de "regular" e eu fiquei com vontade de ler o volume seguinte da série. Sem contar, que é bem escrito.

sábado, agosto 31, 2013

52 weeks de fotografia: Semana 34


Imagem by Fabiana Corrêa

Semana 34.

Mais uma vez, quase eu não consigo postar. Quase. Semana estou indo pro Rio, e apesar de não ser uma viagem "pras Europa"sempre tem os preparativos. Sem contar a vida normal que continua acontecendo. E não sei se isso acontecendo com a família de vocês mas a minha SEMPRE inventa coisas antes de alguma viagem ou compromisso importante. PQP, viu. Ah, mas o que importa é que a semana tá acabando e não vejo a hora de chegar logo na Cidade Maravilhosa! :P




O que postei  cliquei até agora.

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Projeto originalmente criado pelo blog A series of serendipity,


terça-feira, agosto 20, 2013

Obsessão, de Erica Spindler (Thriller)



Kate e Richard formam o casal perfeito, a não ser pelo fato de não poderem ter filhos. A adoção é considerada a solução ideal para a realização do sonho. Mas eles acabam abrindo caminho para o pior pesadelo de suas vidas. Julianna, a mãe biológica do bebê adotado, está decidida a eliminar Kate e se tomar a esposa de Richard. E isso não é tudo: no rastro de Julianna há um assassino profissional, e ele deseja acertar contas do passado com ela a qualquer custo.

Eu não sei se amei ou odiei esse livro. Tudo bem, eu não odiei- mas também não amei. Honestamente, não sei o que pensar. Eu adorei a agilidade da trama, a escrita e, de certa forma, gostei da história, ou deveria dizer, da trama de modo geral. Porém, foram exatamente aspectos dessa “trama” que me fizeram não gostar do livro.

Ai, confusão!

Confusão. A preimeira confusão à respeito de Obsessão vem justamente da editora que o publicou aqui no Brasil, a Harlequin. Quando vimos que um livro é lançado pela Harlequin, logo pensamos que se trata de um romance romântico, não? Ou neste caso, de um Suspense Romântico. Pois é. Obsessão não é um romance romântico e muito menos um suspense romântico. Este livro é um policial, um thriller. Eu leio muitos livros policiais sem romance e esse detalhe não me desagradou mas não há como negar que, ao pegar um livro da Harlequin para ler a gente meio que espera uma história de amor.

Obsessão é tudo menos uma história de amor. Tudo bem, se você forçar beeeem a barra tem uma vírgula de romance mas,... nah.

Eu gosto bastante da autora, Erica Spindler. Ou ao menos eu gostei bastante dos dois livros que li dela, Vertigem e Amigas Inseparáveis. Foram duas leituras incríveis, porém, Obsessão não me caiu tão bem. A força da escrita continua, fazendo com que a gente não consiga parar de ler (eu xingava e continua lendo!) mas certos aspectos da história me incomodavam. É algo extremamente pessoal, mas essa é a palavra. Incômodo.

Obsessão é dividido basicamente em três partes e como todo livro policial, quanto menos se falar melhor. No início temos esse casal perfeito, Kate e Richard que resolve adotar uma criança recém-nascida. O que eles não sabem é que a mãe biológica da criança, Julianna criou uma obsessão doentia por Richard e quer tornar-se sua mulher. Por sua vez, John Powers, o pai biológico, está disposto a acertar as contas com Julianna . John não queria que Julianna tivesse a criança e sua primeira meta é eliminar o bebê e acertar as contas com quem o traiu.

A primeira parte do livro é bem envolvente, intercalando os mundos de Richard e Kate, Julianna e John. É quase uma preparação para a história e digo isso de maneira bem positiva. A parte final do livro também é ótima; é onde a ação realmente acontece- e todas as ações começam a ter consequências. Sabe quando você simplesmente não consegue parar de ler até chegar a linha final? Foi assim comigo.

Se o livro fosse apenas com a primeira e última parte, eu não teria dúvida em dizer: nossa, que livro! Amei. O problema é o meio. Odiei o meio do livro. E o pior é u nem poder dizer aqui porque odiei. Odiei por questões pessoais e porque eu teria dado um fim diferente à certo personagem. Tudo bem que isso iria mudar totalmente a dinâmica do livro. Vamos dizer assim, eu gostaria muito que certa pessoa percebesse a idiotice que fez.

Outro problema que eu tive com o livro foi a minha "não concordância" com os personagens. Eu não queria dizer que odiei todos eles, mas tá difícil. Odiei Julianna por ser uma vaca. Tá certo, ela sofreu muito e com certezava precisa de apoio e de um bom psiquiatra, mas não deixou de ser uma vaca. Muita gente sofreu tramas e não se transformou numa vaca; Odiei Richard por ser um bocó, infantil e idiota; e odiei Kate por ter sido tão passiva, tão acomodada. Ela sabia que algo estava errado, mas simplesmente estava “cansada demais” para lutar. Não a estou culpando, longe disso, mas ela poderia ter sido mais incisiva.

O personagem que eu mais gostei foi Luke Dallas, o amigo escritor. É um personagem que começa pequeno mas que vai crescendo com o decorrer da trama. Foi o único que eu senti que não era acomodado.

O fato é, Obsessão foi um livro que me deixou sem saber o que pensar. Racionalmente, eu achei o livro ótimo. Ele possui uma trama consistente e tem o que eu gosto de chamar de “equilíbrio perfeito” entre ação e descrição. Porém, quando *eu* leio um livro, eu não leio apenas com olhos racionais- as emoções que o livro me provoca também são fundamentais para o meu gostar ou não. E esse livro mexeu com conceitos morais particulares meus. Foi uma leitura que eu simplesmente não posso dizerNão Leia porque eu não concordei com isso ou aquilo.

Em suma, Obsessão é um bom livro. Bem escrito. Só não sei se foi o *meu* número.


Título Original: In bed with the Devil
Autor: Erica Spindler
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Policial / Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Adultério, Crianças, Suspense
Período: Contemporâneo. EUA.


***

                         Como o livro também fala sobre vingança, inclui ele no Desafio Literário deste mês.

Outras Capas:


3/5

(mas poderiam ter sido 3,5. Ou 4)