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quarta-feira, setembro 14, 2016

[Resenha] Nunca Julgue uma dama pela aparência- Sarah Maclean


“Duncan West, assim como todos os homens, enxerga apenas o que quer…
Mas ele estava prestes a ver o que não queria.

Para a aristocracia, Lady Georgiana é a pobre irmã de um duque, rejeitada pela família após ter sido arruinada no pior tipo de escândalo possível: uma mulher que fez escolhas infelizes ao entregar-se de corpo e alma para um rapaz que todos desconhecem.

Mas a verdade é sempre muito mais chocante! 

 Brilhante, inteligente e bonito como o pecado, o jornalista Duncan West está intrigado com a linda mulher – que de alguma forma está ligada a um mundo de trevas e perdição. Ele sabe que Georgiana é muito mais do que parece e promete desvendar todos os seus segredos, expondo seu passado, ameaçando seu presente e arriscando tudo o que ela tem de mais precioso. Inclusive seu coração.


Esta resenha não tem spoilers deste ou dos livros anteriores, MAS se você ainda não leu a série, NÃO leia sinopse!

Ah, não dá uma tristezinha quando uma série que a gente gosta chega ao fim? Tudo bem que tem a spin-off, Irmãs Talbot, mas não é a mesma coisa. O Clube dos Canalhas foi uma leitura que eu comecei sem grandes expectativas mas que acabou se tornando uma grata e deliciosa surpresa.

Em Nunca Julgue uma dama pela aparência, o último livro da série, temos a história de Lady Giorgiana que, apesar de ser irmã de um duque, é uma pária na rígida sociedade inglesa do séc. 19: ela é mãe solteira . Um escândalo! Giorgiana, apesar de sentir falta de bailes e festas, não vê muito problema de viver à margem, porém, ela começa perceber que precisa voltar aos bons olhos da sociedade e arrumar um bom partido, pois só assim sua filha terá alguma chance na sociedade. Sangue nobre ou não, a menina é uma bastarda. E ser mulher e bastarda não era algo muito positivo.

Para alcançar seu intento, Giorgiana recebe a ajuda de Duncan West, o mais importante jornalista da cidade. O problema é que tanto ela quanto ele tem segredos inconfessáveis e que pode por tudo a perder. E a paixão que vai surgindo entre os dois não irá ajudar em nada.

Ah, que delícia de livro! Claro que o ponto principal eu não posso comentar aqui, mas a autora soube conduzir muito bem os livros anteriores até este momento. Tudo se encaixa muito bem- e Giorgiana é uma personagem fantástica. Não somente original, se formos pensar em outras mocinhas de romances de época, mas corajosa e cheia de atitude. Ela e Duncan são perfeitos juntos. Apesar, claro, de termos vontade, em alguns momentos, de chacoalhar a cabeça dos dois para deixarem de ser tão obtusos. O vilão talvez deixe um pouco a desejar, um pouco caricato demais, mas a filhinha dela e o pessoal do Clube, são coadjuvantes fantásticos; dão um tom todo especial à história.

Nunca Julgue uma dama pela aparência e uma ótima mistura de tudo que agrada num bom romance: drama, humor, mistério e, claro, uma bela história de amor.

Série fechada com chave de ouro. E se você ainda não começou a ler, o que está esperando?!

Recomendo.





Título Original: Never Judge a Lady by Her Cover
Autor: Sarah MacLean
Editora: Gutenberg
Gênero: Romance Histórico
Série: Clube dos Canalhas – Livro 4
Sub-Gênero/Assunto: Falsa Identidade, Jornalistas
Período: Regência. Inglaterra

Série:

O Clube dos Canalhas é um spin-off da série "Números do Amor"(que está sendo publicada pela Arqueiro). Por sua vez, a série Irmãs Talbot é um spin-off do Clube', e está sendo publicada pela Gutenberg.

Livro 1-Entre o Amor e a Vingança
Livro 2-Entre a Culpa e o Desejo
Livro 3-Entre a Ruína e a Paixão
Livro 4-Nunca Julgue uma Dama pela aparência




4.5/5



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sexta-feira, julho 29, 2016

[Resenha] O Bicho da Seda - Robert Galbraith


“Quando o escritor Owen Quine desaparece, a sua mulher contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike. De início pensa que o marido se ausentou por uns dias - como já acontecera anteriormente - e recorre a Strike para o encontrar e trazer de volta a casa.
No decorrer da investigação, torna-se claro que o desaparecimento do escritor esconde algo mais. Quine tinha acabado de escrever um romance onde caracterizava de forma perversa quase todas as pessoas que conhecia. Se o livro fosse publicado iria certamente arruinar algumas vidas - pelo que haveria várias pessoas interessadas em silenciá-lo.
E quando Quine é encontrado, brutalmente assassinado em circunstâncias estranhas, começa uma corrida contra o tempo para tentar perceber a motivação do cruel assassino, um assassino diferente de todos aqueles com quem Strike se tinha cruzado...
Um policial de leitura compulsiva com um enredo que não dá tréguas ao leitor, O Bicho-da-Seda é o segundo livro desta aclamada série protagonizada por Cormoran Strike e pela sua jovem e determinada assistente Robin Ellacott.”



Uma série cada vez melhor.

Eu já tinha gostado de O Chamado do Cuco, mas foi somente com O Bicho da Seda que eu posso dizer, com absoluta convicção, que a série com certeza me fisgou. Se o primeiro livro me deixou com algumas dúvidas, este foi paixão na certa.

Em O Bicho da Seda, o autor soube narrar e tecer os fatos muito bem, mesclando com maestria os dramas dos personagens, os horrores dos fatos e aquela pitada de mistério com ares de livros de outrora. Impossível não se lembrar dos grandes detetives da literatura como Poirot e Sherlock, enquanto testemunhamos as desventuras de Cormoran Strike pelo mundo dos editores, livros e escritores.

Sim, porque é o mundo literário um dos grandes protagonistas de O Bicho da Seda. E um protagonista que não foi pintado com cores muito favoráveis. A partir do desaparecimento de um escrito excêntrico porém medíocre, com mais inimigos do que amigos, somos apresentados ao universo cheio de rancores e futilidades, aonde o talento nem sempre é o mais importante, e amizades são facilmente desfeitas. Com a ajuda cada vez mais sagaz de assistente, Robin, Cormoran pouco a pouco vai descobrindo como um simples caso de desaparecimento se torna algo muito mais complexo.

O Bicho da Seda é narrado de forma linear, mas nada simplista ou óbvio. É uma trama de tensão crescente, no qual o mistério vai surgindo no decorrer das páginas. Apesar de uma forte inspiração na literatura de detive mais clássica, o autor não se deteve apenas no lado “detetivesco” da história; assim, também podemos descobrir um pouco mais de Cormoran como pessoa e, claro, a presença cada vez mais atuante de Robin. Foi ótimo ver como ela cresceu como personagem e não é apenas mais uma coadjuvante à sombra do patrão.

Apesar de ser mais pautado no trabalho de detetive, o livro apresentada algumas cenas bem grotescas, mas apesar de causarem ojeriza, elas são partes cabais da história e não estão ali somente para “chocar”o leitor. É essa percepção que faz a diferença.

O Bicho da Seda é um livro de diálogos e a descrições precisas mas bem desenvolvidas; não é um thriller de consumo rápido. Muito pelo contrário, é um livro de leitura densa mas mesmo assim altamente envolvente. Assim que a gente começa não consegue parar de ler.

Eu só não dei 5 estrelinhas devido à alguns errinhos de grafia e ortografia/gramática.

Recomendo.


Série:

Livro 1- O Chamado do Cuco
Livro 2- O Bicho da Seda
Livro 3- Vocação para o mal

Título Original: The Silkworm
Autor: Robert Galbraith, J.K. Rowling
Editora: Rocco
Gênero: Romance Policial
Série: Cormoran Strike- Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Imperfeições, Crime e Mistério, Detetives, Escritores
Período: Atual. Londres, Inglaterra.

Outra Capa:



4.5/5

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quarta-feira, julho 27, 2016

[Resenha] A Dama da Meia-Noite - Tessa Dare


“Pode um amor avassalador apagar as marcas de um passado sombrio?

Após anos lutando por sua vida, a doce professora de piano, Srta. Kate Taylor, encontrou um lar e amizades eternas em Spindle Cove. Mas seu coração nunca parou de buscar desesperadamente a verdade sobre o seu passado. Em seu rosto, uma mancha cor-de-vinho é a única marca que ela possui de seu nascimento. Não há documentos, pistas, e nem ao menos lembranças…

Depois de uma visita desanimadora para sua ex-professora, que se recusa a dizer qualquer coisa para Kate, ela conta apenas com a bondade de um morador de Spindle Cove, o misterioso, frio e brutalmente lindo, Cabo Thorne, para voltar para casa em segurança. Embora Kate inicialmente sinta-se intimidada por sua escolta, uma atração mútua faísca entre os dois durante a viagem. Ao chegar de volta à pensão onde mora, Kate fica surpresa ao encontrar um grupo de aristocratas que afirma ser sua família.

Extremamente desconfiado, Thorne propõe um noivado fictício à Kate, permitindo-lhe ficar ao seu lado para protegê-la e descobrir as reais intenções daquela família. Mas o noivado falso traz à tona sentimentos genuínos, assim como respostas às perguntas de Kate.

Acostumado com combates e campos de batalhas, Thorne se vê na pior guerra que poderia imaginar. Ele guarda um segredo sobre Kate e fará de tudo para protegê-la de qualquer mal que se atreva atravessar seu caminho, seja uma suposta família oportunista… ou até ele mesmo.”




Uma linda história de amor.

Spindle Cove é uma daquelas séries que vão te conquistando aos poucos. O primeiro livro foi bom mas não espetacular, o segundo eu amei, apesar da história não apresentar muitas surpresas e este...este tem um casal e uma história de amor incríveis. Particularmente, acho que Uma Semana Para se perder o meu favorito, mas foi impossível não se emocionar com a história de A Dama da Meia-Noite.

A Srta Kate Taylor é uma das residentes e a professora de música de Spindle Cove. Kate morou desde os 5 anos de idade em um orfanato e nunca soube (nem conseguiu) se lembrar de sua vida anterior. Com uma marca de nascença no rosto, ela vive uma vida contente na pequena comunidade de mulheres, porém espera mais. Ela quer saber sobre seu passado. Ter uma família. E isso pode finalmente se tornar realidade quando uma excêntrica família aristocrática surge afirmando ser aquilo que ela mais deseja.

Para Kate aquilo era um sonho se tornando realidade, quase que como um conto-de-fadas, porém nem todos estão contentes. Principalmente Cabo Thorne, o frio soldado da milícia do lugar. Ao contrário o que se poderia parecer, através da aparente indiferença dele, existe ali um sentimento de adoração e zelo. Mas mais do isso, ele sabe muito mais do passado de Kate do que ela poderia imaginar.

Awww, tão lindo! Sei que existem milhares de histórias sobre pessoas machucadas, traumatizas mas que encontram a redenção através do amor, mas A Dama da Meia-Noite trata de desses valores por vezes tão clichês de forma sensível e adorável. Kate e Thorne tiveram uma vida de sofrimento e percalços. Thorne não é nem nunca será um homem elegante, da sociedade. Ele não é da aristocracia, mas é nobre. No sentido mais amplo da palavra. O que ele faz- fez- por Kate faz o coração da gente “borbulhar”. É lindo.

Mas também doloroso, porque, assim como tantos outros romances de amor, esses dois sofrem. Ah, como sofrem. Tudo parece ir contra. Até eles mesmos. Eu gostei que Kate não é uma mocinha frágil, que vive se lamentando. Claro que ela
quer uma mudança na vida, mas ela não deixa de viver por causa disso.

O livro fala como o passado não pode ser apagado ou reescrito. De uma forma ou de outra ele continua lá, presente, assim como a mancha que Kate tenta tanto esconder. A questão é enfrentá-lo. E saber conviver com ele.

A Dama da Meia-Noite é uma história de amor em sua plenitude e essência. Bela e forte.

Impossível não se apaixonar.

Recomendo.


Título Original: A Lady By Midnight
Autor: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
Gênero: Romance Histórico
Série: Spindle Cove- Livro 3
Sub-Gênero/Assunto: Thriller, Suspense, Homens da Lei, Médicos
Período: Regência, Inglaterra

Série:
Livro 1- Uma Noite Para se entregar
Livro 1,5- Once Upon a Winter's Eve (short Story)- pode ser baixada grátis (em inglês) na Amazon.BR
Livro 2- Uma Semana Para se perder
Livro 3- A Dama da Noite
Livro 3.5-A bela e o ferreiro
Livro 4-Any Duchess Will Do
Livro 4.5-Lord Dashwood Missed
Livro 5-Do You Want to Start a Scandal


Outra Capa:



4.5/5
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quinta-feira, julho 21, 2016

[Resenha] The Year We Fell Down - Sarina Bowen

“Ela deveria começar na faculdade Harkness como uma jogadora de hóquei no gelo do colégio. Mas um grave acidente, levou Corey Callahan a começar na escola em uma cadeira de rodas em vez disso. No final do corredor, no outro dormitório acessível a pessoas com deficiência, vive o também delicioso Adam Hartley, outra estrela do hóquei que tinha a perna quebrada em dois lugares. Ele é muita areia pro caminhão de Corey. No entanto, uma improvável amizade floresce entre Corey e Hartley no "gueto gimp" de McHerrin Hall. Sobre tequila, perigosamente equilibrada bandejas de sala de jantar e jogos de vídeo, os dois lidam com decepções que ninguém mais entende. Eles são só amigos, é claro, até que uma noite, quando as coisas caem distante. Ou, caiem juntos. Tudo que Corey sabe é que ela está caindo. Difícil. Mas será que Hartley deixará sua garota troféu, para amar alguém tão quebrada quanto Corey? ” (Peguei a sinopse em PT no blog Leituras e Devaneios.com ;)



Uma adorável surpresa.

Eu já comentei por aqui como eu adoro ficar fuçando na Amazon em busca de novidades e livros interessantes, e foi numa dessas “buscas” que eu encontrei The Year We Fell Down. Vi que tinha boas notas no Goodreads, mas fora isso sabia muito pouco, porém a história me chamou a atenção e resolvi arriscar. Ainda bem.

Que história linda! É um New Adult com elementos conhecidos como a garota nova se apaixonando pelo garoto popular mas com detalhes novos que fizeram toda a diferença.

Casey é uma jogadora de Hockey que tinha todo o seu futuro programado: iria entrar para a faculdade e seguir uma carreira de esportista. Porém, um grave acidente em quadra interrompe tudo isso. Ela vai sim à Universidade, mas agora em uma cadeira de rodas. Hockey, nunca mais.

Na universidade, na ala dos dormitórios “acessíveis” e especiais para pessoas com necessidades, ela conhece Hartley, também jogador de Hockey e que quebrou a perna. A empatia entre os dois é quase que imediata. Com o Hockey como primeiro interesse em comum, os dois vão criando uma amizade das mais fortes.

Hartley tem uma namorada; uma dessas garotas lindas, ricas e...intragáveis. Porém, ela está longe, fazendo um intercâmbio na Europa e a sua ausência acaba por unir ainda mais os dois amigos.

Amizade. Foi isso que mais me chamou a atenção no livro. Claro, é óbvio que um romance iria acontecer, mas a forma como eles realmente ficam amigos foi o que eu mais gostei. Hartley vê em Casey alguém muito além de uma garota em uma cadeira de rodas. Contudo, a deficiência dela não é em momento algum deixada de lado. É o que ela é e precisará conviver para o resto da vida. Gostei muito que a autora não faz com que a gente sinta pena da personagem, mas orgulho.

Mais do que a impossibilidade de jogar, Casey teme também ter perdido a sensibilidade como mulher. E com quem conversar sobre algo tão íntimo? A autora soube tratar com profunda delicadeza essa questão. Hartley provavelmente foi um dos mocinhos mais delicados e amorosos que eu já encontrei. Sim, teve um momento *ódio ao mocinho* mas eu superei!

The Year We Fell Down é uma história bonita e tocante que fala sobre amor, amizade e diferenças. As dificuldade de Casey são diárias mas elas não a impedem de seguir em frente. Claro, o livro tem alguns defeitinhos mas nada muito grave e o romance entre os dois e realmente lindo. Vai muito além das aparências.

Fica a dica para alguma editora lançar por aqui.


Recomendo.


Título Original: The Year We Fell Down
Autor: Sarina Bowen
Editora: Importado
Gênero: New Adult
Série: The Ivy Years
Sub-Gênero/Assunto: Esportistas, Amizade, Imperfeições
Período: Contemporâneo. EUA.


A Série 
Livro 1 - The Year We Fell Down
Livro 2 - The Year We Hid Away
Livro 2,5 - Blonde Date
Livro 3 - The Understatement of the Year
Livro 4 - The Shameless Hour
Livro 5 - The Fifteenth Minute


Outra Capa:

4.5/5

terça-feira, julho 05, 2016

[Resenha] Os Tambores do Outono: Parte 1 - Diana Gabaldon


“Será possível alterar o passado?

Após tomar a difícil decisão de deixar a filha no século XX e viajar no tempo novamente para reencontrar seu grande amor, Claire Randall tem mais um desafio: criar raízes na América colonial do século XVIII ao lado de Jamie Fraser. Eles partem rumo à Carolina do Norte para encontrar um novo lar e contam com a ajuda de Jocasta Cameron, tia de Jamie e dona de uma propriedade na região.

Enquanto isso, em 1969, Brianna Randall se une a Roger Wakefield, professor de história e descendente do clã dos MacKenzie, para encontrar as respostas sobre as próprias origens e sobre Jamie, o pai biológico que nunca conheceu.

Em meio às buscas, ambos encontram indícios de um incêndio fatal envolvendo os pais de Brianna. Mas Roger não pode lhe contar isso, porque sabe que a namorada tentaria voltar no tempo e salvá-los. Por outro lado, Brianna também não compartilha sua descoberta, pois tem certeza de que Roger tentaria impedi-la.”




E eu finalmente me rendi à Outlander.

Pois é, após alguns percalços e uma quase desistência posso dizer que a série me pegou de jeito. Finalmente. Ainda tenho alguns senões a serem considerados mas com esse quarto livro (ou melhor dizendo, primeira parte do quarto livro) consegui ficar suficientemente fascinada com a história.

Eu já tinha gostado do livro anterior, mas Os Tambores do Outono foi uma leitura que verdadeiramente apreciei. Devo já ter dito isso na resenha anterior (preguiça de ir lá conferir, rs) mas a partir do momento em que desencanei de considerar a série como um romance de amor e encará-la puramente como aventura, tudo mudou. Diferentemente de muitos, o casal não me interessa, mas sim o quê acontece com eles. A jornada.

E a jornada aqui é intensa e cheia de pequenas e deliciosas surpresas. Em vez da Escócia em guerra, Jamie e Claire estão na América pré revolução, tentando iniciar uma nova vida. Ao mesmo tempo, no tempo presente (bem, no final dos anos 60 do séc. 20), Brianna, a filha dos dois tenta seguir em frente, com Roger sempre ao seu lado.

Eu adoro Jamie e Roger. Apesar de diferentes em suas ações e características físicas, são dois homens honrados e, mais do que tudo, apaixonados. E acho que foi justamente essa última característica que me faz desgostar ainda mais de Claire. E Brianna. Não consigo enxergar em Claire uma mulher apaixonada. Ela sempre me dá a impressão de soberba, de sempre saber mais que Jamie. Até mesmo a volta dela ao passado me pareceu mais algo de curiosidade científica do que amor a Jamie. #polêmica O mesmo vale para Brianna. Chatinha demais. Se eu fosse o Roger partia pra outra.

O que me encantou mesmo foi o aspecto de aventura da trama; a questão dos escravos e dos índios. A dureza da nova terra. Infelizmente, a autora não deixou de lado sua verborragia, o que torna a leitura um pouco longa demais mas sem causar aquela monotonia dos livros anteriores. O que me causou estranheza, contudo, foi o destino de Fergus. Não, isso não é um spoiler, mas quem leu o livro pode me explicar o que aconteceu com ele? Sumiu o rapaz! O.o

De qualquer forma, apesar de tudo, Os Tambores do Outono:Parte 1 foi uma leitura que me tomou de assalto, me cativando completamente. Jamie, Ian e Roger são personagens favoritos a partir de agora.

E que venha a parte 2!


Recomendo.


**Este Livro foi gentilmente cedido pela editora**


A Série

Livro 1- A Viajante no Tempo- Resenha
Livro 2- A Libélula no Âmbar- [Resenha]
Livro 3-  Resgate no Mar- Parte 1-[Resenha]
Livro 3- Resgate no Mar-Parte 2-[Resenha]
Livro 4- Os Tambores do Outono- Parte 1
Livro 4- Os Tambores do Outono- Parte 2
Livro 5- A Cruz de Fogo- Parte 1
Livro 5- A Cruz de Fogo- Parte 2
Saiba Mais AQUI


Título Original: Drums of Autumn
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Série: Outlander– Livro 4: Parte 1
Sub-Gênero/Assunto: Viagem no Tempo, Aventura
Período: Anos 60/70 e séc. 18. EUA e Grã-Bretanha.
Outra Capa:


4.5/5

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quinta-feira, junho 23, 2016

[Resenha] Trilogia Breathing - Rebbeca Donovan


“Na cidade de Weslyn, Connecticut, onda a maioria das pessoas se preocupa em ver e ser vista, Emma Thomas preferia não ser percebida de forma alguma. Ela está mais preocupada em fingir perfeição enquanto puxa as mangas da blusa para baixo para esconder as marcas roxas, não querendo que ninguém perceba quão longe da perfeição ela realmente está. Sem esperar, ela encontra o amor. O amor a desafia a reconhecer seu valor, mas correndo o risco de revelar o terrível segredo que esconde.”


Hoje a resenha será um pouco diferente. Em vez de postar separadamente as resenhas dos três livros da série Breathing, resolvi colocar tudo numa resenha só. Por ser tratarem de sequências e estarem inteiramente interligados, não fazia sentido três posts separados- até porque o terceiro livro (e resenha) acabaria por revelar spoilers dos livros anteriores, né?

Mas deixemos de enrolação! O fato é que eu não saberia escrever três textos diferentes sobre Breathing. A história contada é forte, triste mas esperançosa. Iniciando como um Young Adult e concluindo tudo como um New Adult, a série fala sobre dor, abuso e a dificuldade de seguir em frente.

Emily “Emma” Thomas vive uma vida de horror e sofrimento. Aos dezesseis anos, tudo o que ela quer é terminar o ensino médio e sair de casa. Sofrendo abuso e humilhações quase diárias, ela sabe que a faculdade é a única chance de saída. Emma não quer ser ‘salva’, quer apenas escapar. Existe muito em jogo e para isso ela tem que se passar como invisível. Porém, claro, nem sempre é fácil. Ou possível.

Apesar do esforço que faz para esconder seu inferno pessoal, Emma não consegue esconder totalmente a verdade. Principalmente de sua única e melhor amiga, Sara. O problema é que Sara também é uma adolescente e não sabe lidar direito com aquele. É somente com a chegada de Evan, um novo aluno, que Emma começa a perceber que tem o direito a viver.

O que dizer? O que dizer? A violência doméstica é um assunto difícil, forte e delicado. Não existem concessões- e a autora não as faz. Ao mostrar tanto a violência física quanto a psicológica, o livro nos faz perceber como a violência acaba destruindo não só o físico como o psicológico da vítima. Pouco a pouco, Emma vai se anulando. Não vou mentir, no início, achei a personagem um pouco chata. Entendo (e sofri) com o que ela passava mas a forma como ela vai afastando aqueles que a amam é tão...argh! Além disso, Sara, por ser a melhor amiga (e filha de um juiz!) deveria ter contado tudo pra um adulto né?!

Ah, mas são detalhes. O trio principal é ótimo. Existe uma verdadeira amizade entre os três- sem contar que Sean é quase uma encarnação da perfeição. Que garoto fofo! Tá bom, algumas vezes ele é perfeito demais e parecia ser um pouco adulto demais para idade, mas quem liga?!

Obviamente a trilogia não é só sobre esse mar de sofrimento. Bem, quase. Se o primeiro livro é bem específico sobre o tema, as continuações são sobre as consequências e como é difícil a “vida que segue”. Não entrarei em detalhes, pois acho que é preciso ir descobrindo, desvendando, a história aos poucos, mas no decorrer da trama nos deparamos com outros personagens. Personagens fortes mas também caídos, além de quê fica perceptível que todos podem errar.

Usando uma linguagem precisa mas altamente emotiva, a autora constrói uma bela história de altos e baixos, no qual o final feliz nunca será certo nem garantido- assim como qualquer forma de abuso é inaceitável.

Nos dois primeiros livros, o texto é narrado em primeira pessoa por Emma. Normalmente não gosto deste tipo de narrativa, mas para este caso específico foi uma escolha bem acertada pois assim deu para sentir de perto a angústia e dor da personagem. Já no terceiro livro, essa narrativa em primeira pessoa é intercalada entre Emma e Evan e, apesar de gostar de múltiplos pontos de vista, achei que ficou confuso, com vários narradores numa mesma página.

A trilogia Breathing me tocou profundamente. Me emocionou e me fez pensar. Uma história forte e com personagens fortes. O única ponto realmente negativo foi que a autora pareceu se esquecer de alguns personagens que apareceram- e desapareceram- pelo caminho.

De todo modo, mesmo se você não seja fã de YAs e NAs- e, principalmente, se você for- Breathing é aquela série que precisa ser lida.


OBS: Eu coloquei apenas a sinopse do LIVRO UM. Se você quer evitar spoiler, NÃO LEIA as sinopses dos outros livros!

Recomendo.


A Trilogia


Livro 1- Uma Razão Para Respirar
Livro 2- Quase sem respirar
Livro 3- Eu escolhi respirar


Título Original: Reason to breath/ Barely breathing / Out of Breath
Autor: Rebbeca Donavan
Editora: Pandorga
Gênero: YA / New Adult
Série: Breathing
Sub-Gênero/Assunto: Abuso, Alccol e Drogas
Período: Atual. EUA.
Capas Originais:



4.5/5

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segunda-feira, maio 30, 2016

[Resenha] Paixão Libertadora - Sophie Jackson


Max O’Hare já passou por muitos momentos difíceis na vida. Depois de perder um grande amor e ter que se internar numa clínica para se livrar das drogas, ele decide que é hora de trocar Nova York por uma cidade do interior, na tentativa de se reerguer ao lado da família.

É lá que ele conhece a deslumbrante Grace Brooks. Amante da arte e da fotografia, ela parece a mulher perfeita. Mas o que Max não sabe é que ela guarda a sete chaves a verdade sobre o próprio passado.

Atraídos um pelo outro, mas com medo das consequências que um relacionamento sério pode trazer a suas vidas já complicadas, eles fazem um pacto para que a relação seja apenas sexual, sem sentimentos envolvidos. Até que as coisas começam a mudar entre os dois...

Presos a grandes medos e a segredos profundos, Max e Grace precisam aprender a confiar de novo e se entregar um ao outro não apenas de corpo, mas também de alma.



Uma bela história sobre fraquezas,superação e amor.

Max O’Hare sempre foi um homem que viveu no limite. Alcool e drogas. Cocaína principalmente. Como todo viciado ele sempre achou que estava no controle, porém, quando algo extremamente doloroso acontece, justamente no momento em que ele poderia começar a “endireitar”, Max perde todo o controle sobre o seu vício e, principalmente sobre si mesmo. É quando seu melhor amigo Carter (o protagonista do primeiro livro da série, Desejo Proibido) resolve interná-lo em uma clínica de recuperação. Era uma questão de vida ou morte.

E Max sabia que aquela era a sua última chance-e que não seria fácil.

Neste primeiro momento, o meu favorito do livro, vemos um Max ainda alquebrado mas tentando com todas as forças vencer os próprios demônios, encarando os erros e as tragédias. É algo lindo e comovente como ele vai pouco a pouco se libertando, as suas conversas com o terapeuta e o padrinho são fortes e doloridas.

Quando Max sai da clínica nada se resolve automaticamente. Muito pelo contrário: a vida “real” é muito mais complicada e o medo de falhar está mais do que presente. Por isso, ele resolve passar um tempo no interior na casa de um tio. É lá que ele conhece Grace Brooks, uma jovem fotógrafa amadora que também está em busca da derrota dos próprios demônios.

Cada um fragilizado a sua maneira, Max e Grace começam uma relação baseada amizade que pouco a pouco vai se tornando mais sexual. Max não quer compromissos e Grace quer apenas poder confiar em um homem novamente. Grace e Max são ótimos juntos a química é inegável, mas o beco do livro não é o romance mas sim o processo de cura de duas pessoas extremamente machucadas. Cada uma a sua maneira.

Em nenhum momento a autora glamouriza ou justifica o fato de Max ser um viciado. Não existe um paternalismo em relação à isso. Apesar de tudo, ele *é* um viciado. E já o era antes de tudo acontecer. Eu adorei ver um protagonista verdadeiramente “caído”, sem falsos ,moralismos ou soluções falsas.

Apenas dois detalhes me impediram de não dar 5 estrelinhas para o livro. O primeiro é o fato de Grace ficar bêbada várias vezes na presença de Max. Achei insensato e insensível. O segundo e, a meu ver, o principal defeito de livro, é o excesso de sexo. Way too Much. Nada contra cenas de sexo, muito pelo contrário, mas achei que, aqui, elas foram excessivas e, não diria grosseiras, mas tolas. A primeira interação sexual deles que, a meu ver deveria ter sido sensível e delicada, mais pareceu um sexo abatalhoado entre dois adolescentes. Na realidade, em toda a questão sexual, os dois se comportaram como adolescentes, o que não combinou em nada com a personalidade dos personagens. A autora fez cenas lindas e o texto, no geral, é sensível e emocionante, mas ela errou feio neste quesito.

De qualquer forma, Paixão Libertadora é um lindo livro, sensível e tocante, que faz a gente se emocionar. Sem lições de moral, ou soluções fáceis, mostra que é possível os traumas e ter um final feliz.


Recomendo.


A Série.

Livro 1- Desejo Proibido
Livro 1.5- Você Eternamente
Livro 2-Paixão Libertadora
Livro 2.5- Fate and Forever


Título Original: An Ounce of hope
Autor: Sophie Jackson
Editora: Arqueiro
Gênero: New Adult
Série:Pound of Flesh – Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Alcool e Drogas, Superação, Segunda-Chance
Período: Atual. EUA

Outra Capa:

Achei essa capa muito bonita~!

4.5/5

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terça-feira, abril 19, 2016

[resenha] Um Novo Amanhã- Nora Roberts

“A tradicional pousada da cidade de Boonsboro já viveu tempos de guerra e paz, teve diversos donos e até sofreu com rumores de assombrações. Agora ela está sendo totalmente reformada, sob direção dos Montgomerys, que correm para realizar a grande reinauguração dentro do prazo. 

Beckett, o arquiteto da família, é um charmoso conquistador que passa a maior parte do tempo falando sobre obras, comendo pizza e bebendo cerveja com seus irmãos Ryder e Owen. Atarefado com a pousada, ultimamente nem tem desfrutado de uma vida social decente, mas pretende mudar logo isso para atrair a mulher por quem é apaixonado desde a adolescência.

Depois de perder o marido na guerra e retornar para Boonsboro, Clare Brewster leva uma vida tranquila cuidando de sua livraria e dos três filhos. Velha amiga de Beckett, ela volta a se reaproximar dele ao ajudar nos preparativos da pousada.

Em meio a essa apaixonante reconstrução, rodeados de amigos, Beckett e Clare passam a se conhecer melhor e começam a vislumbrar um futuro novo e promissor juntos.

Neste primeiro livro da trilogia A Pousada, Nora Roberts apresenta o romântico Beckett Montgomery, que, ao buscar realizar o sonho de sua família, acaba deparando com um amor que pensava estar esquecido. ”


Adorável romance.

Ah, estava sentindo falta de um bom romance de Dona Nora Roberts. Os últimos livros puramente “românticos” da autora estiveram longe de ser favoritos meus. Tá certo, eu não detestei, mas passei longe de amá-los. Eram fraquinhos, sem noividades, pra dizer o mínimo. Foi por isso que comecei a ler Um Novo Amanhã sem grandes expectativas e... ah! Que leitura gostosinha.

O livro não traz grandes novidades; é um romance simples, sem grandes dramas ou revelações, mas a autora soube muito bem desenvolver os dramas e as paixões. Tudo é conduzido de forma suave e de modo com a gente fique com aquela sensação gostosa dentro do peito.

Tomando como ponto de partida a reforma de uma antiga Pousada, Um Novo Começo fala sobre novos amores e novas oportunidades na vida. Beckett, o arquiteto responsável pela reconstrução da Pousada, sempre foi apaixonado por Claire. É uma paixão de adolescência que ele sempre tentou manter em (relativo) segredo.
Especialmente depois que ela se casou com um de seus amigos. Quando o marido de Claire morre em combate, deixando-a sozinha e com três filhos, ela resolve voltar para a cidade natal , comprar uma livraria e assim tentar recomeçar a vida. E deste recomeçar, Beckett pode fazer parte.

A relação de amor e amizade dos dois é ótima. É algo que vai muito além de apenas romance. Eles se entendem; sem contar que Beckett com os filhos de Claire é uma coisinha extremamente fofa. Eu adoro quando o casal já se conhece e já existe um sentimento entre eles, porém, achei que, em termos de duração de livro, o relacionamento começou um pouco rápido demais. Faltou um pouco de “paquera”.

O livro é muito gostoso de se ler; daquelas leituras leves e descompromissadas. Todavia, como em muitos romances dela, Nora abusa dos detalhes técnicos (neste caso, sobre Arquitetura e Decoração). Isso, em determinados momentos tornou a leitura desinteressante. Além disso, a inclusão de um detalhe “fantasmagórico” totalmente sem noção.

Sim, esses detalhes fizeram com que eu tirasse meia estrelinha do livro, mas não atrapalharam a leitura como um todo. Além disso,o livro conta com personagens interessantes e carismáticos- com direito a crianças simpáticas e vira-latas fofos.

Um Novo Começo me deixou feliz- e, nos dias de hoje, isso é muito importante.
Recomendo!

Série:

Livro 1- Um Novo Começo
Livro 2- O Eterno Namorado
Livro 3- O Par Perfeito
Vale muito a pena a leitura!

**este livro foi gentilmente cedido pela editora**


Título Original: The Next Always
Autor: Nora Roberts
Editora: Arqueiro
Série A Pousada- livro 1
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Viúva, Crianças,Fantasma, Família
Período: Atual. EUA.
Outra Capa:


4.5/5

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quinta-feira, janeiro 28, 2016

[Resenha] Mais uma chance - Abbi Glines


Grant Carter encontrou na doce e linda Harlow algo que não esperava ter: uma mulher com quem desejasse passar toda a sua vida. Para ficar com ela, precisou provar que não era apenas um playboy sedutor.

Mas quando ela lhe contou um doloroso segredo, ele se deixou levar por seus medos mais profundos e pode ter destruído sua única chance de viver um amor verdadeiro.

Desesperado por ter perdido sua paixão, Grant busca seu paradeiro, sem saber que ela se prepara para arriscar a própria vida por um sonho. Agora ele terá que conquistar a confiança de Harlow e decidir o que é mais importante: a segurança ou os sonhos da mulher da sua vida.”



Gostei bastante.

Abbi Glines é um caso a ser estudado. Se analisarmos friamente, suas histórias não tem nada demais, porém, quando começamos a ler ficamos completamente viciados. É praticamente impossível largar.

Leitura rápida, descompromissada e altamente viciante.

Isso é Abbi Glines. E Mais uma Chance não foge à regra.

Não vou falar sobre a história em si. Me perdoem por isso, mas, mesmo que o desdobramento da história de Carter e Harlow seja meio óbvio, acho legal cada um descobrir por si mesmo. Bem, o que eu posso dizer? Acho que o mais importante seja que eu REALMENTE gostei do livro. Na verdade, ele configura entre os meus favoritos da série.

Primeiramente tem a questão do tem em si (tema que vou me abster de contar. Spoilers, minha gente!) mas também tem o fato da autora nem ter tomado “desvios melodramáticos” para conduzir sua história. Mais uma chance tem uma única linha de fatos, um só tema principal- e isto foi ótimo; fez com que a história se tornasse muito mais impactante. E bela.

Claro, Abbi é Abbi. Ou seja, o melodrama está fortemente presente mas não é que ele faz sentido? E a romântica dentro de mim amou!


Sem contar é claro que Carter e Harlow são um ótimo casal. No livro anterior eu fiquei com um pouco de birra dele, mas aqui...preparem seus coraçõezinhos! O livro tem passagens realmente lindas (as cartas... #QuemLeuEntenderá )

Infelizmente, nem tudo são flores. Por mais que eu tenha amado o livro, teve uma coisa que me incomodou bastante: o sexo. Ou melhor dizendo, o excesso dele. Não tenho nada contra histórias mais “apimentadas”. Muito pelo contrário. Todavia, achei que,aqui, a autora forçou um pouco a barra. Mais uma chance, em termos gerais, fala sobre amor e abnegação e o excesso de sexo vulgarizou um belo enredo. Algumas cenas realmente tocantes foram comprometidas por uma “finalização” sexual. Desnecessário.


De qualquer modo, de maneira geral, eu adorei o livro. Mais uma chance foi uma leitura envolvente, emocional e muito romântica.
Recomendo!

**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**


A Série
Mais uma chance faz parte da duologia Chance que, por sua vez,  faz parte do universo "Rosemary Beach", da qual a Trilogia Sem Limites também faz parte.

Trilogia Sem Limites
Livro 1- Paixão Sem Limites
Livro 2- Tentação Sem Limites
Livro 3-Amor Sem Limites
Livro 4- Rush Sem Limites

Perfeição
Livro 1 (Livro 5)-Estranha Perfeição
Livro 2-(Livro 6) Simples Perfeição

Chance
Livro 1 (Livro 7)- A primeira Chance
Livro 2 (Livro 8)- Mais uma chance

Livro 9- Pra Sempre Minha
Livro 10- Kiro's Emily (short Story)
Livro 11- When I am Gone.

Livro 12- When You are bak
Livro 13-The Best GoodBye.
Livro 14 - Up in flames

Todos os livros da série e a ordem cronológica correta: AQUI

Título Original: One More Chance
Autor: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Série Rosemary beach
Gênero: New Adult
Sub-Gênero/Assunto: hot, gravidez
Período: Atual. Flórida, EUA.
Capa Original:


Gostei bem mais dessa capa. Achei que o moço da capa original não tinha nada a ver com Grant!


4.5/5

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sexta-feira, dezembro 18, 2015

[Resenha] Isla e o Final Feliz - Stephanie Perkins


“Tímida e romântica, Isla tem uma queda pelo introspectivo Josh desde o primeiro ano na SOAP, uma escola americana em Paris. Mas sua timidez nunca permitiu que ela trocasse mais do que uma ou duas palavras com ele, quando muito.Depois de um encontro inesperado em Nova York durante as férias, envolvendo sisos retirados e uma quantidade considerável de analgésicos, os dois se aproximam, e o sonho de Isla finalmente se torna realidade. Prestes a se formarem no ensino médio, agora eles terão que enfrentar muitos desafios se quiserem continuar juntos, incluindo dramas familiares, dúvidas quanto ao futuro e a possibilidade cada vez maior de seguirem caminhos diferentes.Com participações de Anna, Étienne, Lola e Cricket, personagens mais do que queridos pelo público apresentados em livros anteriores da autora, Isla e o final feliz é uma história de amor delicada, apaixonante e sedutora, um desfecho que vai fazer os fãs de Stephanie Perkins suspirarem ainda mais”



Lindinho!

Ai, genten, eu amei Isla e o Final Feliz! Tá certo eu já tinha amado os dois livros anteriores, mas sempre ocorre aquele medinho de o último livro não ser tão bom,né? Ah, mas Stephanie Perkins sabe o que faz! Dentre as autoras de YA, eu acho ela uma das melhores, com histórias sem muitas firulas e personagens carismáticos, nem um pouco irritantes.


Confesso que nem lembrava da Isla e o Josh, pra mim, era aquele melhor amigo do St. Clair e que tinha uma namorada chatinha (sim, eu não gostava da Sashimi, ou sei lá como era o nome! :P )... ah, mas isso pouco importa pois em apenas alguns parágrafos de Isla e o Final Feliz Josh e Isla já tinham me conquistado completamente.

Isla e o Final Feliz é uma história de amor adolescente, mas também é sobre amadurecimento e descobertas; não existem grandes dramas ou uma enorme tragédia. Tudo bem, Josh e Isla não são exatamente pobres- muito pelo contrário- e estudar em Paris não é como fazer supletivo à noite numa escola pública, mas os dois são duas pessoas normais, que estão em uma idade difícil e que precisam fazer escolhas. O amor é lindo, claro, mas existe ainda o resto da vida para considerar.

Apesar de todos os problemas que Josh possa ter com os pais, ele tem um foco, um rumo; sabe o que quer. Isla é o contrário. É estranho dizer isso, mas é possível se identificar com os dois.

Isla é incrível, não tem nada daquelas mimimizices de tantas mocinhas de YA. Não, ela não sabe tudo mas existe um carisma na personagem que é difícil de se ignorar. Josh, algumas vezes, me deu vontade de chamá-lo para uma conversa. Aliás, os dois precisariam de uma boa conversa. Quantos erros tolos!

A história tem um ritmo dinâmico e suave e a autora ainda nos brinda com participações especiais dos casais dos livros anteriores -Ah,St. Clair, você tem a minha altura mas ainda assim te amo! :D- além de um ótimo passeio por Paris, Barcelona e, claro, Nova Iorque.

Além disso, nunca é demais repetir como é bom ver um romance sem amor instantâneo. Isla e Josh poderiam não ser próximos antes, mas ela sempre gostou dele.

Dos três livros, eu não saberia dizer qual eu gostei mais. Acho que o primeiro pois, bem, foi o primeiro e, claro!, tinha o St. Claire, mas eu também a adorei a Lola. E agora, a Isla e... ah, difícil isso!

Isla e o Final Feliz foi uma leitura rápida e descompromissada; este é literalmente um daqueles livros que deixam a gente feliz mas também um pouquinho triste quando se chega à última página. Queremos mais!

Este é um daqueles livros que poderia considerar quase perfeitos (não acho que exista algum livro realmente “perfeito”) mas, como sempre (vocês me conhecem!) teve um detalhezinho que faltou: UM EPÍLOGO! Era o último livro, como a autora fez isso?! Eu precisava de um epílogo! Fez tanta falta...

Ah,tanto faz! Isla e o Final Feliz é incrível e todos deveriam ler. Até mesmo quem não curte muito YA (o/) .

Bom demais!

Recomendo!



Título Original: Isla and the happy end
Autor: Stephanie Perkins
Editora: Intrinseca
Série Anna e o beijo francês
Gênero: Jovem Adulto (YA)
Sub-Gênero/Assunto: Romance
Período: Atual. Nova Iorque e Paris
Outra Capa:


4.5/5

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terça-feira, dezembro 15, 2015

[Resenha] Uma Semana Para Se Perder - Tessa Dare


“A bela e inteligente geóloga Minerva Highwood, uma das solteiras convictas de Spindle Cove, precisa ir à Escócia para apresentar uma grande descoberta em um importante simpósio. Mas para que isso aconteça, ela precisará encontrar alguém que a leve.
Colin Sandhurst Payne, o Lorde Payne, um libertino de primeira, quer estar em qualquer lugar – menos em Spindle Cove. Minerva decide, então, que ele é a pessoa ideal para embarcar com ela em sua aventura. Mas como uma mulher solteira poderia viajar acompanhada por um homem sem reputação?
Esses parceiros improváveis têm uma semana para convencer suas famílias de que estão apaixonados, forjar uma fuga, correr de bandidos armados, sobreviver aos seus piores pesadelos e viajar 400 milhas sem se matar. Tudo isso dividindo uma pequena carruagem de dia e compartilhando uma cama menor ainda à noite. Mas durante essa conturbada convivência, Colin revela um caráter muito mais profundo que seu exterior jovial, e Minerva prova que a concha em que vive esconde uma bela e brilhante alma.
Talvez uma semana seja tempo suficiente para encontrarem um mundo de problemas. Ou, quem sabe, um amor eterno. ”



Um histórico delicioso!

Eu já tinha gostado do primeiro livro da série Spindle Cove, Uma Noite Para Se Entregar, mas este Uma Semana Para Se perder realmente me conquistou. Completamente.

O livro fala de duas pessoas completamente diferentes mas que,por meio das circunstâncias,acabam se aliando e partindo em uma viagem que tem tudo para dar errado.

Minerva não é exatamente tímida, ela simplesmente gosta mais de pedras e livros do que ficar perdendo tempo com conversa inúteis. Geologia é a sua paixão, e mesmo que o mundo (dos homens) não aceite, é também sua profissão;é por isso que ela quer- precisa- ir à Simpósio sobre o tema na Escócia. O problema é que uma dama respeitável não pode viajar sozinha. Ainda para a Escócia! Seria isso um motivo para desistência? Não para Minerva! Sem outra alternativa, ela decide fazer acordo com Colin, Lorde Payne. Os dois devem fingir que são apaixonados e que decidiram fugir para se casar. Assim,ele a acompanharia até a Escócia. Uma pessoa sensata iria recusar esse plano estapafúrdio como esse. Mas nem Colin nem Minerva são exatamente pessoas sensatas. Além do mais,era uma chance dele sair daquele lugar, sem contar é claro que ele seria pago. E dinheiro era algo que Colin estava precisando.E muito.
È então que a estudiosa e o libertino caem na estrada.


E a aventura começa; e quando eu digo aventura,é aventura mesmo.

Uma Semana Para Se Perder poderia ter se transformado em um livro chato, sem muito ação.Afinal de contas,grande parte do livro é sobre a viagem dos dois. Mas aí é que estão diferencial: em nenhum momento a história se torna cansativa ou repetitiva.

   "Opai de Minerva disse uma vez que, quando ela se perdia em um livro, eram necessários cães farejadores e uma equipe de resgaste para trazê-la de volta. "


Colin e Minerva podem até parecer com tantos outros casais de romances de época (afinal, quantas vezes já não vimos o casal formado pelo libertino e a solteirona?) mas a forma como se relacionam é que faz a diferença. De início, Colin e Minerva são simplesmente companheiros de viagem. O meio para um fim. Porém,´é claro, a convivência acaba por trazer os seus percalços.

Colin, além de um malandro safado,é um ótimo contador de lorotas. Mentiroso mesmo. É uma mais rocambolesca que a outra- e à Minerva só resta fazer o seu papel nas histórias criadas por ele. Por mais estapafúrdias que sejam, essas histórias são como passes para que eles possam continuar a viagem. Afinal, se existe a chance de algo dar errado, dará.

Porque,meus queridos,aparece di um tudo nessa viagem!

Tendo como protagonista,um casal com personalidades totalmente distintas,a autora poderia cair naquela mesmice de “gato e rato”, um só sabia irritar o outro e os dois irritam o eleitor,mas felizmente isso não acontece. Colin e Minerva fazem não só dos atos mas das palavras um verdadeiro duelo.os diálogos são incríveis e espirituosos.

Eu ri e me emocionei com os dois.Ainda mais que,com o decorrer da história ( e da viagem) vamos conhecendo mais de cada um- e descobrimos que cada um,a seu modo,veste uma máscara. Para Colin, é muito mais fácil se passar por um libertino do que encarar os seus medos. O mesmo vale para Minerva.

É aí que percebemos o quão parecidos os dois são,na verdade.

Ah,poderia ficar escrevendo,escrevendo...mas achoque aí iria tirar um pouco da graça da leitura. mesmo que,de certa forma,saibamos como tudo termina,é primordial saber a forma como isso acontece.

Uma Semana Para Se Perder foi uma leitura leve,despretensiosa e cativante. Tendo como base praticamente dois personagens e uma longa estrada, a história prende a atenção desde as primeiras páginas.
Não dá pra não ler!


Série:
Livro 1- Uma Noite Para se entregar
Livro 1,5- Once Upon a Winter's Eve (short Story)- pode ser baixada grátis (em inglês) na Amazon.BR
Livro 2- Uma Semana Para se perder
Livro 3- A Dama da Noite
Livro 3.5-A bela e o ferreiro
Livro 4-Any Duchess Will Do
Livro 4.5-Lord Dashwood Missed - expectativa de publicação 2016
Livro 5-Do You Want to Start a Scandal- expectativa de publicação 2016

Título Original: A week to be wicked
Autor: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
Série Spindle Cove
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Viagem, Amor e Ódio, Humor
Período: Regência. Inglaterra.
Capa Original:





4.5/5

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