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terça-feira, outubro 06, 2015

[Resenha] Countermeasure - Chris Almeida & Cecilia Aubrey


“Cassandra James, uma ex-agente da CIA, foi ferida no cumprimento do dever e sobre a recuperação aceitou um emprego na empresa de segurança do pai. Ela nunca esperava se apaixonar por seu suspeito em um caso de espionagem industrial de dados, no entanto, quando ela conheceu Trevor Bauer, ele balançou seu mundo e virou de cabeça para baixo tudo o que ela tinha se convencido sobre o amor.

Trevor Bauer, um analista da NSA, tem lutado com o desaparecimento e possível morte de seus pais. Ele reabre o caso de seus pais procurando respostas para o mistério do seu desaparecimento. Quando a primeira pista real, se manifesta, ele não esperava que sua pequena intrusão levaria seu sonho de encontrar uma alma gêmea para sua porta e muito menos que esse alguém que iria assumir o manto de sua busca e abraçá-lo seria Cassandra. Eles embarcam em uma aventura emocionante.

Sua busca irá levá-los para um mundo misterioso e violento de espionagem de dados e vai testar o seu amor enquanto eles varrem o mundo com romance, sexo, amor e intriga para encontrar suas respostas.”



Sexy e envolvente.

Suspense Romântico está entre os meus gêneros literários favoritos, até porque é a junção de dois estilos que eu amo: o suspense e o romance. Infelizmente não é um gênero muito difundido no Brasil e quando eu tenho a chance de ler, não perco a oportunidade. Quando a querida Cinthia, do Blog Fotos e Livros, me convidou para participar do booktour Brasileira da Série Countermeasure, eu li a sinopse do primeiro livro e já me interessei. Afinal, além de eu ter a oportunidade de ler um suspense romântico que não conhecia, iria ajudar a divulgar a série no Brasil- e quem sabe, chamar a atenção de alguma editora brasileira!

Eu diria que Countermeasure é um thriller romântico repleto de ação e muito romance.

Cassandra James é uma ex-agente da CIA que trabalha na empresa de segurança tecnológica do pai, um militar reformado. Apesar do parentesco, a sua vida na empresa não é nenhum pouco facilitada e, quando acontece um vazamento (de dados) e uma importante formula farmacêutica é roubada, ela resolve investigar e recuperar a fórmula.

É neste momento que o caminho dela se cruza com o de Trevor Bauer, um analista da NSA. Trevor mora à quilômetros de distância de Cassandra, porém, numa conversa interceptada pela NSA ele entrouve um possível link entre a tal fórmula e o desaparecimento de seus pais. E, assim como Cassandra, Trevor resolve ir atrás da tal fórmula e tentar saber qual a relação desta com seus pais.

No princípio, a relação dos dois é praticamente de oficial e suspeito, mas aos poucos eles vão descobrindo como são úteis um ao outro e como suas expertises são muito bem-vindas.

A primeira coisa a se notar no livro é que, ao contrário de tantas outras do gênero, aqui alguns valores são invertidos. Cassandra, apesar de ex-agente, é uma mulher de ação, de armas e luta; Trevor, por outro lado, é um perfeito geek, muito mais à vontade com um console na mão do que uma arma.
São justamente essa diferença e singularidade de cada um que acabam por tornar a dupla, a princípio improvável, em praticamente perfeita. Cada um, a seu jeito, completa o outro.

Trevor é um irlandês brincalhão e amoroso, mas que nunca conseguiu lidar com o desaparecimento dos pais. Ele faz do seu trabalho, ao mesmo tempo uma válvula de escape e um meio de tentar saber mais. Por outro lado, Cassandra é uma jovem fechada, ainda se recuperando psicologicamente de um ferimento em serviço. Trabalhar com pai, mais do que uma tentativa de provar seu valor e competência, é uma forma de tentar se aproximar da figura paterna. Criada sob um rígido regime militar, Cassandra viu, desde pequena, o pai se distanciar emocionalmente desde a morte da esposa.

No princípio, a relação com Trevor é um pouco conturbada, porém, a confiança logo se faz presente. É bom frisara palavra confiança, pois, apesar da forte atração física que logo se estabelece, a confiança é algo de muito mais valor.
O bom é que os personagens são construídos nas cores certas, sem muito histrionismo. Trevor é um boa-praça, sem dúvida, mas em nenhum momento seu bom-humor se torna inconveniente. Ao mesmo tempo, Cassandra, apesar do jeito mais fechado, não é uma figura chata e rancorosa.
Os autores constroem em Countermeasure um trama precisa e cheia de reviravoltas. Apesar do alto teor de romance, o lado policial nunca é deixado de lado. A trama é, em sua essência, um thriller de tirar o fôlego. A medida em que o enredo se desenrola, somos envolvidos por uma trama repleta de ação- e mais, uma trama coerente e com um ótimo desenvolvimento. Em nenhum momento, o caso apresentado é deixado em segundo plano- ele *é* o fator principal da história. O ritmo é gradual, intensificando à medida que as coisas vão acontecendo e surpresas vão sendo reveladas. Foi muito bom ver que, apesar da já citada atração sexual, o relacionamento entre Trevor e Cassie não acontece de um momento para o outro e nem se torna mais importante que o lado policial do livro. Em determinado momento, romance e ação se fundem. Os dois são importantes.

A escrita, extremamente segura, me fez sentir na pele dos personagens- e torcer por eles. O único senão do livro, a meu ver, foi a solução final. As motivações, melhor dizendo. Achei um pouco sem graça, mas, apesar disso, ela fizeram sentido.

Honestamente eu nunca havia ouvido falar desta dupla de autores mas fiquei positivamente supresa com a qualidade literária que encontrei. Countermeasure é um thriller sem tirar nem por, extremamente envolvente e muito divertido.

Trevor já se tornou um queridinho meu.

Recomendo!



A Série, No Goodreads: veja Aqui.




Título Original: Countermeasure
Autor: Chris Almeida & Cecilia Aubrey
Editora: Importado
Série Countermeasure –Livro 1
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Thriller, Crime e Mistério, Humor, Suspense, Aventura
Período: Atual. EUA, França e Mônaco

4.5/5



SOBRE O BOOKTOUR:



SOBRE A SÉRIE

  1. Countermeasure (Countermeasure Series)
  2. Uncharted (Bytes of Life Series) Uncharted is only available via the Countermeasure Bonus Edition or subscription to authors newsletter.
  3. Ecstasy by the Sea (Bytes of Life Series)
  4. Cuffed at Midnight (Bytes of Life Series)
  5. Take Me (Bits of Life Series)
  6. Passion at Dawn (Bytes of Life Series)
  7. Something Crazy (Bits of Life Series)
  8. To Russia With Love (Countermeasure Series) 
  9. Blindsided (Bytes of Life Series)
  10. Roaming Pleasure (Bits of Life Series - July 2015)
  11. Payback (Bits of Life Series - September 2015)
  12. Lost to Rapture (Bytes of Life Series)
  13. A Geek's Dream (Bits of Life Series - TBA) - a ser lançado
  14. In From the Cold (Bits of Life Series - TBA)- a ser lançado
  15. Christmas Wish (Bytes of Life Series)
  16. Alternate Connection (Countermeasure Series - 2015) - LANÇAMENTO EM 06 de outubro 2015
  17. London by Moonlight (Bytes of Life Series - TBA) - a ser lançado
  18. Locked and Reloaded (Countermeasure Series - TBA) - a ser lançado
Se você quiser acompanhar mais sobre os autores e esta série, e interagir, curtam a página especial de Chris Almeida & Cecilia Aubrey para o Brasil, clique na imagem abaixo para curtir a página.



Conheçam o site dos autores.


Quem está participando do Booktour:

Participando, comentando em qualquer um dos blogs ou mesmo em todos você pode ganhar os três livros (em e-book) autografados (em inglês).


a Rafflecopter giveaway





Este Booktour Brasileiro foi organizado por Lucky Reader Assistance em parceria com os autores Chris Almeida e Cecilia Aubrey.




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quarta-feira, junho 10, 2015

[Resenha] O sangue do Cordeiro - Sam Cabot

“Este documento, querida amiga, vai abalar a Igreja.”

Ao ler essas palavras em uma carta encontrada em um arquivo empoeirado, Thomas Kelly fica cético. O documento citado na correspondência está desaparecido, mas Thomas, padre da ordem dos
jesuítas, duvida que exista algo com tal poder – até ser convocado ao Vaticano para iniciar uma busca desesperada por ele.

Enquanto isso, diante de um conselho formado por seus superiores, Livia Pietro recebe instruções claras: encontrar um padre jesuíta recém-chegado a Roma e juntar-se a ele na procura da Concordata, um tratado que contém um segredo tão chocante que poderá destruir para sempre todo o povo de Livia.

Enquanto pistas cifradas do passado lançam os dois em um universo traiçoeiro repleto de obras de arte, maquinações religiosas e conspirações, eles são caçados por pessoas capazes de tudo para achar o documento primeiro. Thomas e Livia, então, precisam correr para montar o quebra-cabeça capaz de redefinir os rumos da história e evitar o caos e a destruição que a revelação da Concordata poderá causar. Livia, porém, tem um segredo: ela e seu povo são vampiros.”



Uma cidade histórica, um misterioso documento que, se revelado, pode abalar não só a Igreja Católica mas o mundo inteiro. Parece Dan Brown, não? Mas não é.
O sangue do cordeiro é um thriller que segue a mesma cartilha dos livros mais famosos de Dan Brown mas com um toque sobrenatural.

O Padre Thomas Kelly é encarregado de encontrar a Concordata, um documento secular há muito tempo desaparecido. Ao mesmo tempo, a professora e especialista em História da Arte, Livia Pietro também é “intimada” a encontrar este documento e , para isso, deve se aproximar do Pe. Kelly. O problema é que Livia não é uma pessoa comum e a divulgação desse da Concordata pode trazer tenebrosas consequências.
Eu particularmente gosto muito desse tipo de Thriller “ao estilo Dan Brown”; é normalmente um exercício de tensão e aprendizado histórico e turístico.

O Sangue do Cordeiro tem uma ideia inicial bem interessante e o aspecto paranormal realmente o diferencia de tantos outros livros que seguem esta temática, porém com Thriller em si, achei a leitura um pouco falha.
Um dos melhores prazeres em se ler um livro de mistério/thriller é a “dificuldade” em se resolver os mistérios; todavia, isso não acontece aqui. Apesar de apresentar enigmas interessantes, tudo é resolvido fácil demais, praticamente sem tentativa e erro. A ação, num todo, fica muito pasteurizada.

A escrita de Sam Cabot (na verdade são dois autores) é bastante linear e, por vezes, isso também me pareceu ser um problema. Apesar das “ondulações” nas personalidades dos personagens, senti como se não houvesse acontecido uma mudança consistente no modo de agir e/ou pensar. Nem mesmo no Pe. Thomas. Está certo que ele passa a ver as coisas um pouco diferentes ao final do livro, mas esperava uma mudança mais profunda no personagem.

Além disso, senti falta de uma maior interação com o “povo” de Livia. Honestamente, me incomoda um pouco quando autores ficam mudando uma mitologia clássica.

Apesar de algumas falhas, O sangue do cordeiro é uma leitura interessante que prende a atenção. Os autores não deixam a desejar na questão do ritmo e as soluções finais fazem sentido. Não gostei da final dado à um certo personagem e a grande “revelação” me pareceu um pouquinho forçada, como se os autores quisessem “causar”.

De qualquer, O sangue do cordeiro é um bom entretenimento, uma boa leitura gosta de livros do gênero.

Vale a Pena a Leitura.



Título Original: Blood of the lamb
Autor: Sam Cabot
Editora: Arqueiro
Série: Novel of Secrets– livro 1
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Suspense, Vampiros, paranormal, fantasia , aventura
Período: Atual. Roma, Itália.
Capa Original:

3/5

terça-feira, fevereiro 10, 2015

[Resenha] A Libélula No Âmbar- Diana Gabaldon

"Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo… e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII.
O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Com tudo o que conhece sobre o futuro, será que ela conseguirá salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?"


Não foi uma questão de expectativas, até porque eu não tinha me encantando com a leitura de A Viajante No tempo, o primeiro livro da série Outlander, porém, não posso negar que esperava mais. Bem mais.

O começo até que me agradou, talvez (talvez, não, com certeza) por ser narrado em terceira pessoa e estamos diante de uma Claire Randall vinte anos mais velha, mãe de um uma jovem, Brianna. Este inicio não apresenta muito de novo mas de não tê-la como foco único da narrativa já me agradou.
Porém, nada dura para sempre e voltamos ao século XVIII e à narração em primeira pessoa.

E uma enrolação sem fim. A primeira coisa a ser dita é que A Libélula no Âmbar não é um romance e sim uma aventura, tendo isso em mente, a leitura torna-se um pouco mais fácil. Um pouco. Não vou mentir, desgosto do personagem da Claire desde o primeiro livro, mas nutria uma certa simpatia por Jamie, porém, aqui, até ele conseguiu ficar enfadonho. Tudo é enfadonho.

A autora tem um sério problema de falta de coesão e uma necessidade quase patológica de mostrar que conhece História (conhece mesmo?); assuntos completamente sem importância são esmiuçados e outros, importantíssimos para trama passam quase despercebidos. Qual foi o critério? As descrições são longas e chatas, assim como os diálogos.

Eu me via simplesmente querendo terminar o livro. Outro fato que me incomodou profundamente foi a “relação” de Claire com Frank, seu marido. No primeiro livro, o coitado foi praticamente esquecido. Em A Libélula no Âmbar, a autora parece que “se lembrou” do cidadão e de repente Claire passa a ter consciência da existência do ser.

Obviamente nem tudo foi péssimo, algumas passagens foram sim interessantes (particularmente gosto bastante da irmã e cunhado de Jamie) foram muito poucas e muito rápidas. Assim como em A Viajante no Tempo, o livro melhora um pouco no final, mas foi muito pouco e muito tarde. E este final me deixou curiosa em relação ao terceiro livro. Eu sei, é estranho, mas é a verdade. Acho que este é o maior elogio que posso dar à A Libélula no Âmbar

Esta foi a minha opinião. Leia e me diga o você achou.




A Série

Livro 1- A Viajante no Tempo- Resenha
Livro 2- A Libélula no Âmbar- [Resenha]
Livro 3-  Resgate no Mar- Parte 1-
Livro 3- Resgaste no Mar-Parte 2-
Saiba Mais AQUI


Título Original: Dragonfly in amber
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Saída de Emergência
Série: Outlander- Livro 2
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Aventura, Viagem no Tempo, guerra,
Período: 1968 e 1745. Escócia.
Capa original:

2.5/5

segunda-feira, outubro 13, 2014

[Resenha] Outlander- A Viajante do Tempo, de Diana Gabaldon


Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?(less)


Um bom livro.
Porém eu esperava mais, bem mais.
Outlander foi aquele tipo de livro cercado de apreensão e expectativas. Algumas entrevistas infelizes da autoras e os preços praticados pela antiga editora, a Rocco, sempre me afastaram da leitura, mas eis que finalmente resolvi me aventurar na leitura.
Não me arrependi, mas também não me apaixonei. Para mim, foi uma leitura regular.
A história é bem conhecida: no ano de 1945, logo após o final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira inglesa Claire acaba fazendo uma viagem no tempo e sendo “transportada” para a Escócia de 1743, onde conhece um mundo de guerra e clãs e, principalmente um jovem e galante escocês chamado Jamie.

Pois bem. A ideia inicial do livro não é das mais originais mas é bem interessante e se podemos fazer um elogia à obra é a qualidade da escrita. Tecnicamente, o livro é bem escrito; a autora tem um ótimo domínio da palavras. Todavia, ter domínio das palavras não é tudo.

Faltou um editor. Menos é mais, isso é algo a ser aprendido e respeitado. Por mais que a escrita fosse precisa, ela era tremendamente enfadonha. Como a autora enrola! Até a metade do livro, eu tive a impressão que nada acontecia. A não ser, é clara, as menções de que Jamie tinha sido surrado. Ou seria surrado. Ou era surrado. Serio, não tem UM capítulo que uma surra não tenha sido mencionada! È algum fetiche da Dona Gabaldon, porque né...?

Demorar até a metade para o livro “engrenar” pode não parecer muito, mas quando se trata de um livro de 800 páginas, é! Honestamente, por várias eu quase abandonei a leitura.

Porém, não foi a “chatice” que mais me incomodou mas sim a personagem principal, Claire. Senti uma total falta de empatia pela personagem. Aliás, o grande problema foi que *ela* não tinha empatia nenhuma. Coisas horríveis ocorrem, coisas extraordinárias também, e ela nem se abala.

Ela já casada, mas parece se esquecer totalmente do marido, como num passe de mágica! Sério mesmo? Sei que muitos suspiram pelo romance dela com Jamie, mas não senti nada ali. Ele é realmente o melhor do livro, mas muitas vezes me pareceu mais um adolescente inquieto do que um herói romântico. Sem contar, que merecia algo muito melhor que uma mosca morta como ela.

Não posso negar que o livro melhora MUITO depois da metade; a trama fica mais interessante e até mesmo a relação entre Jamie e Claire não é mais tão enfadonha, apesar de não ter sido algo que me fez suspirar.

O que mais me prendeu nesta segunda parte do livro, ou até mesmo no livro inteiro, foi o lado aventuresco da história e , principalmente, a relação de Jamie com a família (adorei a irmã dele!)

Esta foi uma leitura interessante, que me deixou curiosa pelo o que está por vir. Eu apenas não elevarei as minhas expectativas.

De quaqluer forma, vale a pena a leitura.

Título Original: Outlander
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Saída de Emergência
Gênero: Romance Histórico
Série: Outlander-Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Viagem no Tempo, Aventura, Adultério
Período: Escócia. 1945 e 1793.

Outras Capas:



3.5/5

domingo, junho 29, 2014

Roleta Russa, de Jason Matthews


Desde pequena, o sonho de Dominika Egorova era fazer parte do Bolshoi, o balé mais importante da Rússia. Após ser vítima de uma sabotagem, porém, ela vê sua promissora carreira se encerrar de forma abrupta. Logo em seguida, mais um golpe: a morte inesperada do pai, seu melhor amigo.
Desnorteada, Dominika cede à pressão do tio, vice-diretor do serviço secreto da Rússia, o SVR, e entra para a organização. Pouco tempo depois, é mandada à Escola de Pardais, um instituto onde homens e mulheres aprendem técnicas de sedução para fins de espionagem.
Em seus primeiros meses como pardal, ela recebe uma importante missão: conquistar o americano Nathaniel Nash, um jovem agente da CIA, responsável por um dos mais influentes informantes russos que a agência já teve. O objetivo é fazê-lo revelar a identidade do traidor, que pertence ao alto escalão do SVR.
Logo Dominika e Nate entram num duelo de inteligência e táticas operacionais, apimentado pela atração irresistível que sentem um pelo outro.



Muito bom thriller de espionagem.
Ah, a Guerra Fria... parecia esquecida nos livros de História, mas que ultimamente parece estar mais quente do que nunca. Quem acompanha os noticiários internacionais já deve pelo menos ter ouvido falar da tensão no “relacionamento” entre EUA e Russia. Claro, a Guerra Fria faz parte do passado mas...

E é justamente desse mas que Roleta Russa fala. Uma tensão diplomática entre dois países. Bem, muitas vezes a “diplomacia” passa bem longe.
Dominika é uma jovem russa que vê seu sonho de se tornar uma bailarina profissional acabar devido à uma sabotagem. Além da perda do sonho de uma vida, o pai da jovem morre em seguida e ela , de repente, ela se vê diante de um futuro inesperado: o da espionagem.

Nate é outro jovem; americano, vindo de uma família rica, que, a despeito do que seus pais planejavam para seu futuro, vê na carreira de Agente da Cia, a realização de uma vida de aventura- e mais importante, independência.
Como se era de se esperar, Dominika e Nate acabam se cruzando. Eles tem uma missão: o outro.
Eu poderia dizer que Roleta Russa é sobre um jogo de gato e rato, mas o livro vai muito além disso. Assim como a relação de Nate e Dominika. O livro fala de atração, reviravoltas e segredos.

Existo um resquício de romance, sim, mas não pense que este seja o ponto principal da história apesar de ser muito importante para o desenvolvimento da mesma.
É um thriller- e dos bons. E o livro tem tantos pequenos detalhes, sutis surpresas, que qualquer coisa eu diga sobre a trama em si pode acabar atrapalhando a leitura. O bom é ir lendo e se surpreendendo a cada página.

Normalmente eu prefiro assistir thrillers de espionagem do que lê-los. Penso que certas situações ficam melhores na tela do cinema do que na página de um livro. Muitos desses thrillers me cansam com toda a explicação sobre atos de espionagem e afins. Isso não ocorreu com Roleta Russa. O autor, ele mesmo um ex-agente da CIA, descreve tudo de maneira contínua e em rítmo bastante envolvente. Penso que o livro poderia ter sido um pouco menor, mais enxuto em algumas partes, mas em nenhum momento a leitura se mostrou enfadonha.

Roleta Russa tem personagens interessantes e fortes (apesar d’ eu ter me confundido algumas vezes com aquele monte de nome russo!rs) . Não sei ao certo o que pensar sobre Dominika. Ela é forte e determinada, segura de si. Porém eu não consegui me envolver (totalmente) com a personagem e acho que, talvez, esse distanciamento entre personagem e leitor tenha sido proposital. Ela não faz questão de ser amada- ou assim parece. Dominika é filha das circunstâncias.

Em compensação, gostei de Nate “logo de cara”. Ao contrário de Domininka, ele é espírito livre. Bem, “livre” dentro dos contornos de um agente da Cia.
Pode-se dizer que o livro tem como mocinhos os americanos e os russos, os bandidos. Bem, pode-se, mas em Roleta Russa nada é assim tão simples. Apesar da clara “preferência” do autor pelo lado estadunidense, os russos não são tratados como simples brucutus sedentos pelo poder.

Eu apenas me decepcionei um pouco com o final. Eu entendi a intenção do autor- e de certa forma, foi uma bom final. Esteticamente falando. Porém *eu* não gostei e me pergunto se o autor pensa em escrever uma continuação. Não que esta seja realmente necessária.

De qualquer forma, Roleta Russa é o tipo de livro que deve agradar aqueles que gostam de histórias com bastante ação e intriga. Já quem não está acostumado a ler thrillers e livros de aventura, este pode ser um bom livro para se iniciar no gênero.


Título Original: Red Sparrow
Autor: Jason Matthews
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Espionagem, Aventura,
Período: Atual. EUA, Finlândia, Grécia e Russia.



Outras Capas:

4/5

quinta-feira, agosto 29, 2013

Cativa do Coração, de Sandra Marton

Além de quente, o sangue do ex -agente Matthew Knight tem um traço que o toma ainda mais irresistível: ele é descendente dos índios Comanches!

Rude, firme e especialista no campo do gerencia-mento de risco, Matthew aceita o caso de Mia Palmieri, uma mulher comum que se encontra em uma situação extraordinária.Para revelar a verdade sobre essa mulher, a única opção é sequestrá-la!

Mas enquanto é mantida prisioneira no esconderijo de luxo de Knight, Mia não consegue resistir à beleza viril e musculosa desse homem. Embora os momentos de amor dos dois sejam quentes e selvagens, Mia ainda tem uma missão secreta para cumprir...


FALA. SÉRIO. Que livro é esse? Tá certo que a gente sempre deixa a mente aberta quando se trata de romances, mas tudo tem limites, né?!
Eu já disso algumas vezes, não sou fã da série Paixão, mas esta foi uma leitura para a Maratona de Banca. Eu comprei esse livrinho por apenas 1 real (graças aos céus! Se tivesse pagado mais, acho teria me enforcado num pé de couve!) e, honestamente, até tinha esperanças em relação à história.

Era um Paixão sem Sheiks, Italianos, Gregos ou afins e sem grávidas ou crianças! Eu adoro uma história com grávidas e bebês mas quando é sempre a mesma coisa cansa, né? E Cativa do Coração parecia ser diferente.
E foi.
Históriazinha nada a ver.

Pra ninguém ficar perdido nessa resenha/desabafo, rs, vamos ao básico: Matthew Knight é o nosso mocinho que tem como missão encontrar Mia Palmieri a noiva de um alto comandante das forças armadas. Supostamente Mia está envolvida com tráfego de drogas. Matthew até que encontra Mia com certa facilidade mas em vez de “entregá-la”ao noivo ele revolve sequestrá-la para... sei lá bem o quê. Entregá-la mais tarde? É, deve ser isso. Afinal, ele tem certeza que ela está envolvida com os tóxicos!! Mia, por sua vez, acha que Matthew é um assassino profissional contratado para matá-la.

Até aí tudo bem, vocês podem pensar. Um pouco clichê, é claro. Com o tempo e o convívio, a atração entre os dois fica insustentável e eles acabam se rendendo à paixão...blá blá blá Ah! Mas não teve isso de “tempo e convívio”não! A mulher já deu logo de cara!

Pausa.

Não sou moralista, longe disso, mas me diga quem- QUEM- dá pro próprio sequestrador no primeiro dia de sequestro? Ou em qualquer dia, pra falar a verdade. Se ainda tivesse sido uma situação em que a moçoila quisesse usar o sexo para seduzir o seu algoz, até teria sido interessante. Mas não foi nada disso. Foi fogo na Xana mesmo! Sabe quando o problema não é o sexo em si mas a situação? aliás me pergunto se a autora andou conversando com a Sara Fawkes mas isso é tema pra outra resenha.

E o pior de tudo é que nem foi sexy! Ou romântico. Aliás, de romântico, esse livro não teve nada. Só a lenga-lenga de “aquela vaca, traficante sem-vergonha. Odeio ela”. Cinco minutos depois. “Oh! Eu a amo! Ela é uma santa, a futura mulher de meus filhos!” #sono

Eu tive a impressão que a autora quis fazer uma “aventura sexy” mas não foi muito bem sucedida. As cenas de ação são risíveis e o romance, sofrível. Não existe um desenvolvimento, uma conexão maior entre os personagens. É tudo muito rápido, corrido. Eu até nem teria ligado pro fogo na periquita da mocinha se tivesse havido um maior envolvimento entre os dois.

Acho que o único ponto positivo fica por conta do fato da autora ter saído da mesmice dos sheiks e milionários de plantão e é por isso eu atribuí 2 estrelinhas e não só 1, de resto achei o livro muito fraquinho.
Contudo, quero salientar que gosto e gosto e cabe a cada um formar a sua própria opinião.

Título Original: Captive in his Bed
Autor: Sandra Marton
Editora: Harlequin
Coleção: Harlequin Paixão 60
Série: Irmãos Knight 2/3
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Romance de Banca, Sequestro, Aventura, Imperfeições
Período: Dias Atuais. Colômbia.




Minha Lista: AQUI



Série:
Livro 1-Ao Sabor da Sedução
Livro 2-Cativa do Coração
Livro 3-Prisioneira do Amor



Capa Original:



2.0/5

segunda-feira, junho 24, 2013

Toda a Verdade, de David Baldacci



Shaw trabalha para uma agência secreta de inteligência e sua vida se resume a viajar pelo mundo à caça de bandidos perigosos. Abandonado ainda bebê, sem laços afetivos e nem mesmo um nome próprio, ele nunca se importou com o fato de não saber se chegaria vivo ao fim do dia. Até agora. 

Ao ver seus lucros diminuírem a cada mês, Nicholas Creel, dono da maior fornecedora de armamento militar do mundo, decide que é hora de provocar uma guerra. Para isso, contrata um especialista em manipular fatos e “criar a verdade”. Juntos, eles lançam uma campanha de difamação contra o governo russo, cujos efeitos são bombásticos. 

Em meio a tudo isso, Katie James, uma jornalista premiada que caiu em desgraça por causa do alcoolismo, tem acesso ao único sobrevivente do Massacre de Londres que pode lhe dar o furo capaz de mudar sua vida.


Enquanto as peças desse quebra-cabeça se juntam, Shaw parece ter pouco tempo para desarticular essa rede de intrigas e impedir que tenha início um conflito capaz de acabar com o mundo como o conhecemos.




Alguns livros parecem que foram feitos para serem transformados em filmes. Toda a Verdade é um desses livros e, ironicamente, até aonde eu sei, nunca fui adaptado para o cinema. O problema é que Toda a Verdade é o tipo da história, ou narrativa, que ficaria melhor somente nas telas do cinema.

Não foi um livro que me desagradou por completo, mas, sim, esperava muito mais.

A questão central do livro é muito boa; a ideia de simplesmente criar uma guerra para se tirar proveitos mercantis causa não só asco, mas um também um pouco de medo. Toda a Verdade mostra como todos nós podemos ser facilmente manipulados. As pessoas muitas vezes tendem a acusar as mídias “tradicionais” de serem manipuladas (vide os últimos acontecimentos em nosso país), mas não parecem perceber o quão fáceis podem ser manipuladas/manipuláveis pela internet.

O grande problema é a demora em “iniciar” a ação. A história mesmo só começa quase na metade do livro e até ali, apesar dos parágrafos curtos e de uma falsa sensação de “coisas acontecendo” , eu já estava me sentindo cansada da leitura.

Nesta primeira parte, o autor apresenta os fatos, um falso vídeo na internet que acaba causando uma crise internacional que pode culminar na terceira guerra mundial, e três personagens centrais Shaw, uma espécie de agente secreto, Nicholas Creel, dono de uma fornecedora de armamento militar e Katie James, uma repórter alcoólatra e em decadência.

É uma primeira parte que parece não terminar nunca; afinal esse era um thriller, um livro de ação... e aonde estava a ação? As colocações iniciais eram pertinentes mas se estenderam muito. Quando o *fato* acontece, confesso que parte de mim até ficou feliz. O livro finalmente tinha começado!
E quando começa, começa mesmo! A história parada do começo toma outros contornos. O ritmo fica completamente frenético e impossível de largar a leitura. É o típico caso do “fim que salva o começo.”

David Baldacci cria uma história bem amarrada e com personagens interessantes mas não inesquecíveis. Senti que ele resvalou um pouco em personagens clichês de thrillers. Nicholas Creel é o clichê ambulante de um super vilão de filmes do James Bond. Ou de qualquer desenho ou quadrinho do Batman. Ricão e Mauzão. Tinha até um submarino! Só faltava um dente de ouro! É uma da daquelas situações em que no somente no cinema, aquilo ficaria minimamente plausível. Ou menos risível. Na tela grande, com os efeitos e tudo mais, a gente muitas vezes passar passar a absurdidade da situação, mas lendo... o vilão torna-se ridículo.

Shaw, o herói, é um personagem interessante, sem nome, praticamente “programado para matar” e “preparado para morrer”. Eu me simpatizei com ele, sim, mas o achei muuuito parecido com o G. Callen do seriado NCIS-LA.

Os melhores personagens, sem dúvida, foram Katie e Frank, o chefe de Shaw. Katie foi ,a meu ver, a personagem que mais cresce na trama. Ela não é uma super-heroína, mas apesar de todas as falhas consegue lutar, apesar de algumas- muitas- quedas no caminho. Frank, eu ainda não sei se odiei muito ou só um pouco.

Em Suma, Toda a Verdade , apesar do começo morno e de algumas imperfeições da trama, é uma leitura que entretém, e de certa maneira, faz pensar. Só por isso, acho que já vale a pena. Fãs do gênero devem gostar.

Acima da média.


A Edição
Infelizmente, a edição deixou bastante a desejar. Além de vários problemas de grafia e concordância verbal, em algumas passagens os nomes dos personagens eram trocados, causando confusão. Além disso, eu não aconselho a ler a sinopse oficial (quarta capa e, principalmente, a orelha do livro). Achei que a editora revela DEMAIS. Na sinopse que coloquei nesta resenha, eu fiz alguns *cortes*.


Título Original: The Whole Truth
Autor: David Baldacci
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller
Série: Shaw- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Espionagem, Jornalistas
Período: Nova York EUA, dias atuais.
A Série

Livro 1- Toda a Verdade
Livro 2- Deliver Us From Evil- honestamente, não sei se já foi lançado no Brasil

Outras Capas:






Este livro foi minha leitura para o tema 2 do Desafio Realmente Desafiante-
Indicação de um amigo. 


3.5/5

terça-feira, outubro 30, 2012

Isaac, o pirata, de Christophe Blain [Graphic Novel]


Batalhas. Intrigas. Amores. Traições. Um pintor que toma parte da tripulação em um navio pirata. Uma bela noiva esperando em terra firme. Uma história de piratas diferente, vencedora do prêmio de melhor álbum no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, em Portugal, e no Salão de Angoulême, o mais importante dos quadrinhos franceses, em 2002. Sucesso de público e crítica na Europa, "Isaac o Pirata" é uma obra indispensável tanto para quem quer ficar a par do que há de mais novo no quadrinho europeu como para aqueles que apreciam o gênero das grandes aventuras..


O livro que eu escolhi para o Desafio Literário desse mês, cujo tema era Graphic Novel, na verdade eram três. Isaac, o pirata , editado pela Editora Conrad, contém as três primeiras estórias de uma série, pelo que sei, de 5 livros. O sexto e último livro, ainda não lançado.

Eu comprei o livro bem por acaso em uma Feira do Livro em Santos, atraída pela arte mas sinceramente nunca pensei muito no livro. Qual não foi a minha surpresa, ao escolher o livro para o tema do Desafio desse mês, que Jacob, o Pirata é uma super bem conhecida e premiada série de quadrinhos francesa. É vencedor de vários prêmios, inclusive o do Salão de Angoulême, o mais importante dos quadrinhos franceses .

Infelizmente, aqui não teve a divulgação que merecia. Uma pena, pois é um graphic novel deveras bem feito e muito interessante. Uma verdadeira estória de aventura.

E piratas, é claro!

Isaac, o pirata se passa por volta do séc. XVI, onde o pintor judeu Isaac tenta conseguir sucesso na carreira (em baixa!) e sua noiva Isabel. Por obra do destino, ele acaba embarcando em um navio pirata, enquanto Isabel o espera na capital francesa. O livro abrange esses dois pontos de vista- o das aventuras de Isaac no navio pirata e de Isabel, em sua espera e luta pela sobrevivência. Na realidade, o dois estão lutando pela sobrevivência, mas de maneiras diferentes.

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Eu serei sincera, não tenho conhecimento suficiente em quadrinhos ou graphic novels para fazer uma resenha super bem apurada. Falta-me conhecimento tanto quantitativo quanto técnico. Todavia,mesmo assim, eu posso dizer que , ao todo, Isaac, o pirata é uma leitura bem divertida e que prende a atenção.

Como eu mencionei, a estória se passa sobre dois ângulos- e se a parte de Isaac, com suas aventuras e desventuras pelo oceano, é mais interessante como estória, em termos de desenvolvimento de personagem, eu achei a seção com Alice mais instigante. Não que a aventura de Isaac não tenha aspectos psicológicos mas eles estão mais “dispersos” no meio da situação.

Isaac é um personagem interessante e sui generis, um judeu que não acredita em Deus, um pirata por acaso, cuja única “função” no navio é desenhar. Desenhar, desenhar e desenhar. Eu achei interessante saber que o próprio autor também foi marinheiro e desenhava para a Marinha Francesa.

Em termos artísticos, à primeira vista, o traço de Blain pode parecer simples . E talvez seja mesmo, mas isso não tira a força dos traços, achei que até agrega mais. Achei interessante como esse traço “simples” está mais presente nas figuras humanas do que nos cenários e cenas de ação. Blian apresenta belíssimas cenas marítimas, verdadeiros quadros.


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Apesar do tema, piratas , parecer infantil, este é um livro adulto, voltado para o público adulto. Isaac, o pirata mostra cenas de sexo e nudez e linguagem “colorida” (eles são piratas, né?!) .

A leitura é bem prazerosa e descontraída, porém, ao final do livro, somos apresentados a um problema: a estória não tem fim. Isaac, o Pirata agrupa os três primeiros livros da série, As Américas , As geleiras e Olga . Isso até não seria um problema se a editora tivesse explicitado o fato na capa, contra-capa ou qualquer outra parte do livro. E pior, o resto da série (de cinco livros) nunca foi lançado no Brasil e não há nenhuma indicação de que o será.

Para um leitor incauto, a edição está muito bonita, num papel de maior gramatura e tom bege-claro/off-white que não cansa a leitura dos quadrinhos em preto e branco. Ao final do livro, existe até uma seção com os esboços do artista. Interessantíssimo, especialmente se você gostar de arte.

Ótimo, né?

Qual não foi a minha surpresa, ao pesquisar mais sobre esse título na Internet que Isaac, o Pirata é uma graphic novel COLORIDA. Sim, você não errado. Originalmente, é uma estória em CORES e por alguma razão (econômica, talvez?) , a editora brasileira resolveu publicá-la em PRETO E BRANCO. Sim, o preto e branco adere-se perfeitamente à estória e aos traços do autor, mas o fato é que a editora simplesmente MUDOU totalmente a estética na obra. E não, não existe nenhuma informação no livro de que o livro tenha sido “adaptado ou modificado”.

Uma pena. Perdeu meia estrelinha.

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Imagem do quadrinho "original"

De qualquer forma, Isaac, o pirata , é um livro bem interessante e que vale a pena ser conhecido.

Recomendo.

Título Original: Isaac le pirate
Autor: Christophe Blain
Editora: Conrad
Gênero: Quadrinhos (Graphic Novel)
Série: Isaac, o Pirata- 3 primeiros livros
Sub-Gênero/Assunto: Aventura, piratas, viagem
Período: Cerca do séc. XVII.



Capa Original:



Capas dos volumes, separadamente:






Cotação:

3.5/5