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quarta-feira, maio 20, 2015

[RESENHA] Ligeiramente Maliciosos - Mary Balogh


“Após sofrer um acidente com a diligência em que viajava, Judith Law fica presa à beira da estrada no que parece ser o pior dia de sua vida. No entanto, sua sorte muda quando é resgatada por Ralf Bedard, um atraente cavaleiro de sorriso zombeteiro que se prontifica a levá-la até a estalagem mais próxima.

Filha de um rigoroso pastor, Judith vê no convite do Sr. Bedard a chance de experimentar uma aventura e se apresenta como Claire Campbell, uma atriz independente e confiante, a caminho de York para interpretar um novo papel. A atração entre o casal é instantânea e, num jogo de sedução e mentiras, a jovem dama se entrega a uma tórrida e inesquecível noite de amor.
Quando os dois se reencontram e as máscaras caem, eles precisam tomar uma decisão: seguir com seus papéis de acordo com o que todos consideram socialmente aceitável ou se entregar a uma paixão avassaladora?”



ADOREI.

Não é segredo pra ninguém que eu adoro romances históricos românticos mas alguns acabam se tornando queridinhos, como é o caso da série Bedwyns.

Claro alguns podem até dizer que é mais do mesmo; mais um romance óbvio entre uma mocinha encantadora e um herói romântico galanteador. Porém, mais do que os clichês, o importante é a forma como eles são conduzidos- a história é conduzida. E é nisso que Mary Balogh tem um diferencial. Ela pega um cenário aparentemente “comum” à tantos romances de época e dá um toque à mais, um tempero.

A gente pensa que está para ler “mais um romance” de época quando se depara com algo novo, original. Foi assim com o primeiro livro e é assim com o segundo volume da série.
Judith está prestes a iniciar um novo momento em sua vida quando, por um capricho do destino (ah, que frase mais piegas, né? :D ) ela acaba conhecendo Ralf Bedard . Aquele é o único (e último) momento para Judith ser alguém diferente do que é, fazer o impensável. Assim sendo, ela se entrega em uma noite de amor.
Os dois acabam se separando e Judith começa sua nova vida, mas sabemos como são as coisas, não? Os dois acabam se reencontrando e...

Não, não vou falar mais, pois acredito que isso atrapalharia a leitura (e recomendo a não ler a sinopse oficial inteira).

Ligeiramente Maliciosos é um romance delicioso. Leve e divertido, ele tem um trama ágil e personagens cativantes. Os elementos do conto-de-fada estão lá, mas com aquela pimentinha especial. Por alguns momentos eu tive sim vontade de ter uma conversinha com Judith- mas nada muito sério! No geral, a personagem é ótima, assim com sua química com Ralf.

Penso que tão importante quanto uma boa história sendo contada, é se ela cativa, emociona. Faz sorrir. E Ligeiramente Maliciosos me fez sorrir muito, como uma tola. Não é maravilhoso.

Este é um daqueles livros para se esquecer dos problemas da vida- e aguardar com ansiedade pelo final feliz.

Recomendo!

***Este livro foi gentilmente cedido pela editora***

Título Original: Slightly Wicked
Autor: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Série: Irmãos Bedwyn – Livro 2
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Falsa Identidade
Período: Inglaterra. Era Vitoriana.

Outras Capas


4.5/5

terça-feira, maio 19, 2015

[RESENHA] Um Estranho Perfeito - Susan Fox


“Caribou Crossing é uma cidade de recomeços. E assim o era para Brooke Kincaid que, há cinco anos, tenta reparar os erros de seu passado. Quando, porém, uma moto Harley-Davidson destrói sua cerca e um estranho perigoso e irresistível literalmente invade sua vida, ela mal imagina as ameaças que a chegada desse fugitivo traria. Jake Brannon sabe que Brooke é vulnerável, mas também forte, gentil e mais quente que o próprio inferno. A personalidade forte dessa mulher intrigante e seu charme perturbador são capazes de fazer até o maior aventureiro sossegar... Apenas para ter o gosto daquele delicioso romance. Agora ela precisa ajudar esse homem misterioso a continuar vivo ou as pessoas que ama estarão em perigo. Brooke precisa fazer as escolhas certas dessa vez. Pode ser sua última chance.”


Um Estranho Perfeito poderia até ser considerado mais um livro de romance sobre uma mulher solitária que, pelo acaso do destino, encontra seu grande amor. Sim, resumindo, bem resumindo, é basicamente isso, mas Um Estranho Perfeito é muito mais que isso. Esta foi uma leitura que foi além das primeiras impressões, ou aparências. O livro fala sobre amor, é claro, mas também sobre aceitação, segunda-chance, recomeços e aceitação.

Brooke Kincaid não é uma mocinha jovem e inocente. Longe disso. Mãe adolescente, viveu um casamento de abusos e negligências. Aos 43 anos, ela está disposta a recomeçar. Alcoólica em tratamento (porque quem é alcoólico o é para o resto da vida), e controlando sua bipolaridade, ela vê na reaproximação do único filho (e o nascimento de um neto) uma chance de se redimir.

Não é fácil. Cada dia é um dia, mas ela vai seguindo.Contente. Porém Brooke percebe que, apesar de estar feliz como não estava há tampos, ela não estava completa. Esta sensação de querer algo mais aparece quando um estranho em uma moto derruba sua cerca- e a faz refém em sua própria casa.

O que Brooke não sabe, a princípio, é que este estranho, Jake Brannon é na verdade um policial disfarçado tentando desvendar um assassinato.

Que livro lindo. Me conquistou desde as primeiras linhas. Eu não conhecia o trabalho dessa autora e fiquei muito bem impressionada; Susan Fox trata com delicadeza um amor na maturidade (mas, hei! 43 anos nem é tão velho assim né?!) e as dificuldades de ser feliz e “entrar nos eixos”. Brooke está há quase 5 anos sóbria e nem por isso é fácil. Em alguns momentos, existe sim aquela vontade de uma bebida. Eu gostei que ela tinha consciência dos próprios erros e não coloca toda a culpa na doença ou nas pessoas à sua volta.Em nenhum momento ela sente pena de si mesma ou se deixa afundar num poço de auto-piedade. O livro, apesar do tema proposto, não descamba para o sentimentalismo barato ou o melodrama. A autora não quer fazer o leitor chorar, mas sim se emocionar.

Claro que, pensando friamente, não sei se consigo aceitar (até Brooke saber a verdade) ela estar relativamente okay ( e normal) em ter em caso um suposto bandido, mas penso que é para isso que serve a fantasia, não? E a autora também deve ter pensado que Brooke não era o tipo de personagem que ficaria ajudando um bandido , por mais sexy que ele fosse, e logo fez Jake contar toda a verdade.

Para mim, a parte policial foi o ponto fraco da trama. Talvez por eu ser fã de livros do gênero, achei tudo simplório demais, fácil demais. Contudo, este foi apenas um detalhe em livro que vai muito além de uma simples história de romance com subtrama policial.

Um Estranho Perfeito tem personagens fortes e carismáticos, mas mais do que isso, tem personagens passíveis de erros, reais, tangíveis. A relação de Brooke e Jake começa como algo puramente sexual, uma atração, porém é nítido aos olhos do leitor como é muito mais do que isso.

Além disso, mostrar uma mocinha longe dos estereótipos de sempre, e ainda por cima mas velha que o mocinho (ele tem 35 anos) foi um diferencial muito bem vindo. Romances YA e New Adult são ótimos, mas não são só as jovenzinhas de 20 e pouco anos, magrinhas e loirinhas que merecem uma chance no amor, né?

O fato de ser o terceiro livro de uma série não prejudica o entendimento da história em si,mas fiquei com a sensação de que alguns detalhes (backgroundes) seriam melhor apreciados e compreendidos se eu tivesse lido os livros anteriores- pelo menos o segundo livro que conta a história de Evan, o filho de Brooke. Nem preciso deizer que já quero pra ontem, né? Ainda bem que a editora já lançou os 3 primeiros!

Recomendo!

***este livro foi gentilmente cedido pela editora***

Série (Ver No GoodReads)

Livro 1- Um Amor Perfeito
Livro 2- Um Sonho Perfeito
Livro 3- Um Estranho Perfeito
Livro 4- Love Me Tender
Livro 5- Love Someone Like You



Título Original: Gentle on My Mind
Autor: Susan Fox
Editora: Única
Série: Caribou Crossing – Livro 3
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Segunda-chance, Drogas e Álcool, Superação, Falsa Identidade, doenças
Período: Atual. Canadá.
Capa Original:

4.5/5

terça-feira, fevereiro 17, 2015

[Resenha] O Beijo Encantado - Eloisa James

"Forçada pela madrasta a ir a um baile, Kate conhece um príncipe… E decide que ele é tudo menos encantado. Segue-se um esgrimir de vontades, mas ambos sabem que a atracão irresistível que sentem um pelo outro não os levará a lado nenhum. Gabriel está prometido a outra mulher - uma princesa que o ajudará a alcançar as suas ambições implacáveis.
Gabriel gosta da noiva, o que é uma surpresa agradável, mas não a ama. Obviamente, deve cortejar a sua futura princesa, e não a beldade espirituosa e pobre que se recusa a mostrar-se embevecida.

Apesar das madrinhas e dos sapatinhos de cristal, este é um conto de fadas em que o destino conspira para destruir qualquer oportunidade de Kate e Gabriel poderem ser felizes para sempre.
A menos que um príncipe abdique de tudo o que o torna nobre…
A menos que o dote de um coração indisciplinado triunfe sobre uma fortuna…
A menos que um beijo encantado ao bater da meia-noite mude tudo. "




Um simpático conto de fadas.

A mocinha de O Beijo Encantado não se chama Cinderela e sim Kate mas é órfã e vive como uma empregada sob os mandos e desmandos de uma madrasta má.
Obrigada a ir à um Baile e se passar por sua meia-irmã, ela acaba por conhecer um príncipe e...
...Muita coisa acontece!

Eloisa James usou os elementos principais do conto de Cinderela e criou uma história, se não totalmente original, muito divertida e cheia de peripécias. Claro, os elementos do clássico estão lá: a órfã, a madrasta má, o principie e até um madrinha (das mais animadas) mas como já se era possível supor, O beijo Encantado tem um temperinho a mais, que o faz não ser uma simples cópia de um conto de fadas clássico.

Kate e seu príncipe se apaixonam, é claro. Mas não desses amores a primeira vista, um gostar amigo, companheiro. Pelo contrário. Um pouquinho de implicância inicial foi necessária e, vejam bem, Gabriel não é exatamente aquele tipo simpático e galante. Finesse não faz parte do vocabulário do rapaz e, bem, Kate, também não é a mais quietinha e cordata das mocinhas.

E ela usa perucas. Coloridas. Pois é.

Obviamente, como um príncipe, Gabriel poderia ter o poder de casar com ele quisesse, porém nem sempre tudo é como desejamos- e até os príncipes podem precisar de dinheiro. Infelizmente, Kate não tinha nada para oferecer. Nem mesmo um nome- e ele já estava comprometido com outra.

O livro conta com algumas situações (como a questão das perucas de Kate, o Zoológico de Gabriel e o trio de cães neurastênicos) que contribuem para que o livro fique acima da média; são situações quase surreais que dão uma leveza bem-vinda à história.

Esta foi uma história bem graciosa em que situações e personagens fizeram toda a diferença, mais até do que o casal principal (mesmo que eu tenha gostado dos dois). Honestamente, não foi um livro que eu tenha amado. Acho que faltou aquele *it* que me fizesse apaixonar, encantar. Porém, não há como negar que a escrita de Eloisa James é muito cuidadosa e elegante. É perceptível o cuidado dela com o desenvolvimento da história e caracterização dos personagens.

O Beijo Encantado foi o primeiro livro histórico de Eloisa James que eu li e, com certeza, não será o último. Ele não me conquistou por completo, mas tenho certeza que vai agradar à muitos fãs do gênero.

Vale a Pena a Leitura.


A Série

A Série "Contos de fadas" que, como o nome já diz tem suas histórias inspiradas nos contos de fadas. Infelizmente, não foi lançada (ainda!) no Brasil, mas sim em Portugal.

Livro 1- O beijo Encantado*
Livro 2- Milagre de Amor*
Livro 3- Duas Irmãs, Um Duque*
Livro 4- The Ugly Duchess
Livro 5- Once Upon a Tower

*Títulos das edições Portuguesas
A série ainda conta com short-stories.Veja a lista completa dos livros AQUI.


Título Original: A Kiss At Midnight
Autor: Eloisa James
Editora: Quinta Essência (PT)
Série: Contos de Fadas- Livro 1
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Contos de Fadas, Humor, Amor Proibido, Falsa Identidade
Período: Regência. Inglaterra.


Outras Capas

4/5

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

[Resenha] Mensageiro do Destino- Justine Davis


"Sem poder conter o intenso desejo que o atormenta, Michael beija com volúpia os estupendos seios de Alexandra e acaricia, com as mãos fortes, cada centímetro do corpo escultural... tudo conspira para uma incrível noite de amor. O fogo crepita na lareira, a chuva cai lá fora. Mas isso não pode estar acontecendo, pensa Michael, cada vez mais desesperado. Sabe que se ele se envolver com Alexandra, perderá para sempre os poderes que nenhum outro ser humano possui ou conhece. E não será mais capaz de protegê-la dos perigos que a ameaçam..."

Ignore a sinopse da falecida Nova Cultural. Este livro é uma graça; simples e singelo. Um típico romance de sessão da Tarde.

Alexandra é uma rancheira que está passando por várias dificuldades, tanto financeiras quanto em relação à seus vizinhos. Eles não aceitam que ela resolveu fazer de sua propriedade uma espécie de abrigo para veteranos de Guerra (no caso, a do Vietnã). Acham que os homens que ali se encontram são desequilibrados, quase loucos.
Ela está num momento bem difícil, beirando ao desespero- e é quando chega uma ajuda inesperada. Um estranho, de nome Michael , que começa a ajudá-la. Michael parecia ter caído do céu.

O fato é que ele realmente caiu do céu. Bem, não exatamente. Mas veio de lá, com a missão de ajudar Alexandra e lhe restaurar a esperança. O problema é que ele deveria apenas ajudar e não se apaixonar por sua missão.

Mensageiro do Destino é uma história bem curtinha, mas muito agradável de se ler e, apesar do que possa parecer pela sinopse, tem uma inocência gostosa dos livrinhos mais antigos. Não é o tipo de leitura que se deva esperar demais, mas pelo que propõe, proporciona um ótimo momento de lazer- e esquecimento dos problemas.
A minha crítica vai para a explicação sobre a origem de Michael, o que ele era. Achei confuso, mas nada que comprometa.

Vale a pena a leitura.

Título Original: Angel for Hire
Autor: Justine Davis
Editora: Nova Cultural
Coleção: Desejo
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Romance de Banca, Anjos, Falsa Identidade, Amor Proibido
Período: Anos 90. EUA
Capa Original:



3.5/5

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Ultrajante - Lori Foster

"Judd era um homem que deixava qualquer pessoa enervada! Primeiro, salvara Emily de um bando de arruaceiros bêbados. Cinco minutos depois, arrancava as próprias roupas na frente de mulheres vorazes. Que tipo de homem era Judd Saunders? Bonito como o pecado, sem dúvida. Emily mal conseguia manter as próprias mãos afastadas dele. Judd também estava encantado pelos mistérios daquela mulher pequena e abelhuda, que havia atrapalhado sua investigação em um momento crucial."


Decepcionante.

A resenha até está curtinha, porque não há muito o que falar.

Eu gosto muito da Lori Foster. Acredito que é uma daquelas autoras que poderia muito bem sair “das bancas de jornal ” e ir para as livrarias. Sua escrita é elegante e suas tramas geralmente são muito boas, movimentadas e interessantes. Infelizmente, não foi o caso aqui. Talvez por ser um livrinho mais antigo (de 1997), mas o fato é que Ultrajante foi uma leitura que ficou bem aquém das expectativas.

Primeiramente, a história não me atraiu. Judd Saunders é um detetive que trabalha disfarçado como Streaper e assim conseguir provas contra um perigoso traficante. Sua missão vai relativamente bem até ele topar com Emily Cooper, uma garota sem noção que resolve tirar satisfações do homem que vendeu uma arma defeituosa a seu irmão mais novo.

Fala sério, que mocinha é essa?! Até as virgens da Titia Palmeirão são mais espertas e tem mais noção do perigo. Emily é tão tola que beirava o ridículo. Além disso, a história em si, não se sustentava. Faltou algo de especial. E nem mesmo as cenas calientes me despertaram interesse.

Não é um livro totalmente ruim, mas penso que faltou desenvolvimento da trama e personagens mais críveis.

Um dos livros mais fracos da autora.

Título Original: Outrageous
Autor: Lori Foster
Editora: Harlequin
Coleção: Rainhas do Romance 71
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Romance de Banca, Homens da Lei,
Período: Anos 90. EUA
Capa Original:

2/5

terça-feira, fevereiro 03, 2015

Paixão Ao Entardecer, de Lisa Kleypas

#resenha
"Mesmo sendo uma família nada tradicional, quase todos os irmãos Hathaways se casaram, até mesmo Leo, que era o mais avesso a essa ideia. Mas para a caçula Beatrix, parece não haver mais esperança.
Dona de um espírito livre, apaixonada por animais e pela natureza, Beatrix se sente muito mais à vontade ao ar livre do que em salões de baile. E, embora já tenha frequentado as temporadas londrinas e até feito algum sucesso entre os rapazes, nunca foi seriamente cortejada, tampouco se encantou por nenhum deles.
Mas tudo isso pode mudar quando ela se oferece para ajudar uma amiga.
A superficial Prudence recebe uma carta de seu pretendente, o capitão Christopher Phelan, que está na frente de batalha. Mas parece que a guerra teve um forte efeito sobre ele, e seu espírito, antes muito vivaz, se tornou bastante denso e sombrio.
Prudence não tem a menor intenção de responder, mas Beatrix acha que ele merece uma palavra de apoio – mesmo depois de tê-la chamado de estranha e dito que a jovem é mais adequada aos estábulos do que aos salões. Então começa a escrever para ele e assina com o nome da amiga. Beatrix só não imaginava o poder que as palavras trocadas teriam sobre eles.
De volta como um aclamado herói de guerra, Phelan está determinado a se casar com a mulher que ama. Mas antes disso vai ter que descobrir quem ela é. "






Estou triste. Eu sinto como estivesse me despedindo de amigos de longa data; esta certo os Hathaways sempre estarão esperando por mim na estante mas foi com um misto de tristeza e satisfação que eu terminei este último livro da série.

É engraçado, sabe. Quando eu estava lendo o primeiro livro, mal conseguia imaginar a pequena Beatrix como protagonista de sua prórpria história de amor mas eis que chegou a sua vez. E Beatrix não é mais a menina espevitada dos livros anteriores e sim uma jovem de 23 anos, porém, ao mesmo tempo que ela cresceu isso não quer dizer que seu carater e personalidade mudou radicalmente. Agradeço Lisa Kleypas por isso.

Paixão Ao Entardecer é uma releitura bem livre da história de Cyrano de Bergerac . Cartas trocadas e uma identidade falsa. A princípio, Beatrix estava apenas ajudando a fútil Prudence; esta não sabia ( e não queria) como se corresponder com seu pretendente, Christopher Phelan, que estava lutando na Guerra da Criméia. Phelan era um rapaz belo e divertido nos bailes mas as cartas mostravam uma outra realidade, uma realidade que Prudence não estava nem um pouco a fim de conhecer.

A correspondência entre Beatrix, passando-se por Prudence, e Phelan, deveria ser curta, apenas um par de cartas. Algo para lhe animar os ânimos e, pouco a pouco, foi se transformando em amizade e quando ela se deu por si, estava apaixonada. O problema é que ela não era a doce e bela Prudence, a pretendente dele, mas sim Beatrix Hathaway, a qual ele não tinha muita simpatia e que, certa vez, dissera, que pertencia mais aos estábulos do que aos salões de baile.
O que dizer quando ele finalmente voltasse?

E Christopher Phelan volta, mas ele não é mais o mesmo. Não é o belo e inconsequente rapaz dos salões e, até certo ponto, nem o amigo das cartas. A guerra havia acontecido. Embora ele não estivesse fisicamente ferido, sua alma estava.

Que história linda! Lisa Kleypas sabe das coisas. Ela construiu um romance envolvente e deliciosamente cativante. Eu adorei tudo. Senti raiva e dor por Christopher. Céus, ele podia ser realmente cruel com Beatrix, mas ao mesmo tempo meu coração sofria por ele. Uma guerra modifica uma pessoa- e nem todos conseguem conviver bem o fato de terem...sobrevivido.

E o que dizer de Beatrix? Ela é porreta! Sensível, sim, mas não é de deixar aquele que ame se destruir lentamente. O amor dela pelos animais é lindo, assim como o seu amor por Christopher. Até certo ponto, existe um paralelo, ela vê nele um animalzinho machucado que precisa ser cuidado.

O melhor de tudo é que enquanto estamos envolvidos pela história de Christopher e Beatrix, os outros Hathaways não são deixados de lado. Ah, como adoro suas aparições!

Pobre Christopher, só tenho isso a dizer.

Claro que não poderia deixar de mencionar Albert, o cão. Ele é grande parte desta adorável história de amor. E teve o epílogo praticamente todo dedicado à ele. Nada mais merecido.

Uma crítica? Bem, senti falta do Hodger. ;)

Paixão Ao Entardecer foi um final de série com chave ouro. Um livro leve, romântico e divertido.

Vou sentir saudades desta família.

*** E bem que autora podia fazer um spin-off contando a história de um outro certo casal! (não vou contar para não soltar spoiler!)

A Série
Apesar de ser o primeiro livro de uma série, Os Hathaways, Desejo à Meia-Noite faz parte do mesmo “universo” da série Wallflowers , uma série nunca publicada no Brasil (será publicada pela Arqueiro!!!)mas conhecida das meninas que compram na Wook. A Série Os Hathaways passa-se, mais ou menos, 4 anos após os eventos da outra série. Não é necessário ler a “pré-série” mas quem já leu, irá reconhecer alguns personagens.

Livro 1- Desejo à Meia-Noite [RESENHA]
Livro 2- Sedução ao Amanhecer – [Resenha]
Livro 2.5- A Hathaway Wedding-
Livro 3-Tentação ao Pôr-do –Sol –[Resenha]
Livro 4- Manhã de Núpcias [RESENHA]
Livro 5- Paixão ao Entardecer-



Este livro foi gentilmente cedido pela editora.



Título Original: Love in the afternoon
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Série: Os Hathaways- livro 5
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Romance Epistolar, Falsa Identidade, Imperfeições, Superação, Amor e Ódio , hot, Animais
Período: Era Vitoriana. Interior da Inglaterra.


Outras Capas

5/5

sábado, dezembro 20, 2014

Missão: conquistar, de Maureen Child


Homem do mês: Hunter Cabot, SEAL da Marinha.

Informações importantes: Alto, rico e… casado? .

Missão: Descobrir quem está dormindo em sua cama.

Robusto e de ombros largos, Hunter não tinha paciência para jogos amorosos. Por
isso, Margie tinha somente uma opção: partir. Ela vinha se passando por
esposa de Hunter há aproximadamente um ano, vivendo na casa dele enquanto ele
servia no exterior. Agora, Hunter direcionaria todos os seus esforços para obter sua doce, rápida e sensual recompensa. Mas antes precisava garantir a noite de núpcias!


**


Uma graça!
Missão: Conquistar é um daqueles livrinhos curtinhos mas super divertidos e que cumprem muito bem a função de entreter.

A história é simples e um pouco fantasiosa; mas é aquela fantasia admissível nos contos-de-fada em que até os maiores absurdos parecem plausíveis, dependendo da forma como é contado.

Hunter Cabot, nosso garboso mocinho, é um SEAL que, ao voltar para casar após servir no exterior, descobre que tem uma mulher (completamente desconhecida!) morando em sua casa e não só isso, fingindo ser sua esposa! O pior é que, no papel, aquela estranha, uma jovem chamada Margie era realmente sua esposa! Mas como assim? Ele não se lembrava de ter casado com ninguém...

É claro que a convivência deles não será fácil- afinal ela era uma caça-fortunas. Ou não? Hunter não é o tipo de homem mais fácil de se conviver e Margie simplesmente não era do tipo que levava desaforo pra casa. Em uma verdadeira guerra de vontades, quem está mais do que disposto a vê-los juntos é justamente o pai de Hunter. O Senhor Cabot é um verdadeiro cupido, mesmo que um pouco atrapalhado.

Eu adorei que ele, apesar de achar que ela não é confiável, a defende de todas a vagaranhas que aparecem e melhor, aos olhos de todos, nunca a deixa se sentir diminuída. Esta certo que algumas vezes ele age como um ogro, mas nunca a humilha. Ah, um fofo!

Este é um daqueles pequenos romances que te fazem esquecer da vida e dos problemas por algumas horas. A escrita de Maureen Child faz toda a diferença; ela conseguiu transformar uma trama simples e até um pouco estapafúrdia em um delicioso e divertido conto de fada.

Missão: Conquistar é o típico livro para se ler “de uma sentada só” e a gente fica até com pena quando termina.
Leve e despretensioso, o livro é uma ótima pedida!

Recomendo!


***

Infelizmente, apesar do livro ser ótimo não posso dizer o mesmo da revisão e da tradução do livro. Erros crassos de ortografia e gramática, além de traduções estapafúrdias. Uma pena.


Título Original: An Officer and a Millionaire
Autor: Maureen Child
Editora: Harlequin
Coleção: Desejo 170 (Homem do Mês)
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Falsa identidade, Romance de Banca, Homens de Uniforme
Período: Atual. Springville, California, EUA.



Outra Capa:


4.5/5

terça-feira, setembro 02, 2014

Provocante, de Madeline Hunter

OS TRISTES DIAS DE UMA JOVEM FORÇADA A SE CASAR.
Verity Thompson desapareceu no dia do seu casamento. Seu paradeiro ficou em segredo por anos, um longo período no qual seu marido, o conde de Hawkeswell, viveu na penúria e na incerteza. Verity deixou para trás uma fortuna imensa, porém, inacessível à família, pois sua morte não havia sido oficialmente declarada. Nem poderia, já que ela estava bem viva. Ao ser obrigada a se casar, ela foge de Londres e refugia-se no campo. Abandonou sua fortuna em troca da liberdade. Mas o destino tem os seus próprios desígnios e a jovem se vê obrigada a regressar à cidade e a um casamento sem amor. Seu arrogante marido, porém, está disposto a chegar a um acordo: se Verity lhe der três beijos por dia, ele não a obrigará a cumprir os deveres conjugais. Mas, claro, há beijos e beijos… e Verity vai perceber até que ponto foi realmente um erro se entregar nas mãos de um hábil mestre.



Ótimo!
Sim, vocês não viram errado: eu realmente dei 5 estrelinhas para Provocante. Só por esse detalhe já dá para deduzir que eu gostei do livro. E muito.

Engraçado como as coisas são, o primeiro livro que li de Madeline Hunter foi Regras da Sedução, série Os Rothwells e não vou dizer que desgostei, mas tampouco amei. Achei a escrita enfadonha, parada. Quando eu comecei a ler Deslumbrante, primeiro volume da série As flores mais raras minhas expectativas, portanto, não eram as mais altas e não é que eu amei o livro?! E o mesmo aconteceu com este segundo da série. Assim como Deslumbrante, Provocante me conquistou de imediato.

Usando um linguajar romântico, eu diria que fui “arrebatada”.

Provocante começa com Grayson, Lorde Hawkeswell, amigo de Sebastian, o mocinho do livro anterior, reencontrando sua esposa. Sua esposa até então desaparecida e considerada morta por muitos.
Apesar de possuir um título, Hawkeswell está a beira da ruína e somente um casamento “vantajoso” seria a solução. A pretendente escolhida é Verity Thompson, uma jovem órfã e recatada, filha de um industrial. Apesar de comerciantes e afins serem considerados cidadãos de segundo classe, Hawkeswell vê nesse casamento a chance de se reerguer financeiramente. E, Verity, claro, se casaria com um nobre, algo muito bem quisto por seu tutor e primo. Obviamente, não perguntaram a opinião dela.

Eis que, logo após a cerimônia de casamento, Verity desaparece e Hawkeswell fica preso em um espécie de limbo: não pode se casar novamente, nem receber o dote.
Os anos passam e Hawkeswell finalmente a encontra. Ironicamente, Verity estava mais próximo do que ele podia imaginar. Aquele reencontro seria finalmente a solução dos problemas, porém ela já não é a mesma jovem tola e submissa de anos atrás- e mais importante, não quer estar casada com Hawkeswell.

O reencontro- e finalmente, casamento (como instituição)- acaba se tornando uma batalha de vontades e não resta nada ao jovem lorde a não ser conquistar a esposa. Ele sabe que tem direitos sobre ela, por lei, porém não quer que o casamento fique ainda mais insustentável do que já está. Hawkeswell não pede nada, nenhuma obrigação “matrimonial”. Apenas beijos diários.

E a cada beijo... bem , já dá pra saber aonde isso vai dar, né?
Que leitura encantadora! Além de uma trama bem interessante que usa o clichê “Casamento de Conveniência” de forma não tão óbvia, a construção dos personagens e situações me fizeram sentir completamente envolvida pela história.

Em meio a uma história de amor à segunda vista, a autora tece uma apropriada crítica social da época retratada. Assim como mostrado em outros livros dela, a condição da mulher naquele período era difícil e por vezes até mesmo intolerável. Além de questões de confiança que a fizeram fugir (não entrarei em detalhes) Verity sabe que, uma vez casada nada será como antes. Tudo que é seu será do marido. Ela será do marido.

Hawkeswell é, de certa maneira, um homem de boa paz, mas para ele é difícil compreender a situação que a jovem esposa se encontra. E por mais que os dois sejam casados no papel há anos, eles não passam de dois estranhos.

Eu gostei que os dois vão se conhecendo e, aos poucos, compreendendo a natureza de cada um. É claro que o livro fala da atração entre os dois, mas, principalmente, fala da amizade que começa a surgir. Verity não confia no marido, mas Hawkeswell vai provando que ele não é mais um “lorde libertino”.

Como todo romance, o casal precisa ter “química” para a história de amor funcionar e aqui funcionou- e muito! À princípio, Hawkeswell parece ser mais um desses nobres despreocupados e farristas, mas vamos percebendo nele uma força incrível.

Verity também me conquistou por não ser uma mocinha tola e cheia de vontades.

O livros é cheio de desentendimentos e desencontros e isso, não posso negar, causa uma certa frustração. O que uma boa- e definitiva- conversa não faria, hein meus caros? Se eu devo falar sobre um defeito do livro é justamente isso: em determinado momento, eu tive a sensação de que tudo já poderia ter sido concluído, acertado.

Mas sabe, mesmo assim, Provocante me encantou. Um livro 5 estrelas, pra mim, é aquele cuja história “bate” comigo; quando existe uma conexão. É difícil explicar.

Com uma boa trama, romance, drama e personagens cativantes , Provocante é uma ótima leitura. Deixa a a gente com gostinho de quero mais.

Recomendo.





Este Livro foi gentilmente cedido pela Editora. 

Série:

Livro 1- Deslumbrante [Resenha]
Livro 2- Provocante
Livro 3-Sinful in Satin
Livro 4- Dangerous in Diamonds


Título Original: Provacative in Pearls
Autor: Madeline Hunter
Editora: Quinta Essência
Gênero: Romance Histórico
Série: As Fores Mais Raras
Sub-Gênero/Assunto: Casamento de Conveniência, Falsa Identidade, Casados
Período: Regência


Outras Capas:

5/5

quarta-feira, agosto 20, 2014

Irresistível, de Susan Mallery

O bem-sucedido executivo Ryan Bennett concordou em fingir ser seu primo rico para comparecer a um encontro às cegas. Desde o instante em que viu Julie Nelson até o momento que devia ter se despedido, ficou cativado a ponto de não resistir e aceitar o convite para passar a noite na cama dela. Após fazerem amor, Ryan confessa sua verdadeira identidade, alegando que a paixão despertada era verdadeira, apesar do disfarce. Mas Julie não aceita suas explicações. Ele havia se tornado um inimigo. E agora ela está grávida dele…


Bonitinho. E só.
Irresistível é mais um daqueles livros que apresentam uma história agradável, romântica, mas que carecem de algo mais.

Por mais que eu tenha gostado do livro, eu fiquei com a impressão que tudo ficou muito cru, muito simples. A ideia central do livro é bem simpática e interessante: Ryan Bennet, se faz passar por seu primo em um encontro ás cegas. O encontro acaba não ficando apenas na mesa do restaurante e o resultado é uma gravidez. O problema é que quando a mocinha, Julie Nelson descobre que Ryan mentiu sobre quem ele era, não quer nem mais saber dele!

E...

E o livro fica girando em torno disso. O moço tentando pedir perdão; uma avó casamenteira (que eu achei meio nada a ver) e uma mocinha que não sabe se casa ou se compra uma bicicleta. A história não se sustenta, o que é uma pena, por que os elementos estão lá e os personagens são simpáticos e cativantes.

Não estou dizendo que o livro é ruim; ele cumpre o seu papel de entreter, porém, como um Rainhas do Romance eu esperava mais, uma trama mais apurada, com mais drama e ação. Se este livro fizesse parte da Coleção Paixão, por exemplo, talvez a resenha tivesse sido diferente.

De qualquer forma, Irresistível é uma boa opção de romance de banca, água-com-açucar. Ideal para passar o tempo, num sábado à tarde.


Série The Million Dollar Catch

Livro 1 – Irresistível - Julie Nelson e Ryan Bennett
Livro 2 - Inesperado - Willow Nelson e Kane Dennison
Livro 3 – Oferta Tentadora - Marina Nelson e Todd Aston III



Título Original: The Substitute Millionaire
Autor: Susan Mallery
Editora: Halerquin
Gênero: Romance de Banca
Coleção: Rainhas do Romance 86
Série: The Million Dollar Catch- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Gravidez, Falsa Identidade
Período:

Outras Capas:



3.5/5

quinta-feira, agosto 14, 2014

Manhã de Núpcias, de Lisa Kleypas

Quando herdou o título de lorde Ramsay, Leo Hathaway e sua família passavam por um dos momentos mais difíceis de sua vida. Mas agora as coisas vão bem. Três de suas quatro irmãs já estão casadas, uma preocupação que Leo nunca teve consigo mesmo. Solteiro inveterado, ele tem uma certeza na vida: nunca se casará. 

Mas então a família recebe uma carta que pode pôr tudo isso em risco: se Leo não arrumar uma esposa e gerar um herdeiro dentro de um ano, ele perderá o título e a propriedade onde todos vivem.

Solteira e sem pretendentes, a governanta Catherine Marks talvez seja a única salvação da família que a acolheu com tanto carinho. O único problema é que Leo não compartilha do mesmo afeto que suas irmãs têm pela moça.

Para ele, Catherine é uma megerazinha cheia de opinião que fala demais. Apesar de irritá-lo e quase o levar à loucura, ela é a primeira – e única – mulher com quem ele considera se casar.

Catherine, por sua vez, tem uma opinião igualmente negativa a respeito do patrão. Além disso, ela esconde alguns segredos do passado e um deles pode destruir a vida que tão cuidadosamente construiu para si.

Agora Leo e Catherine precisam um do outro, mas para vencer as dificuldades e consertar as coisas eles terão que superar as turras e as diferenças, num romance intenso e sensual que só Lisa Kleypas poderia ter escrito.



Adorável!

Sendo fã da série Os Hathaways, eu tinha altas expectativas com este quarto livro e não me decepcionei! Se no livro anterior, a meu ver o mocinho deixou bem a desejar, neste aqui, tanto mocinho quanto mocinha foram tudo de bom!

Manhã de Núpcias foi uma leitura leitura envolvente e leve desde as primeiras páginas e que ao final me deixou com um gostinho de quero mais. Isso não é ótimo?

Eu aprendi a gostar de Leo e Catherine no decorrer da série. Leo Hathaway, a meu ver, foi o personagem que mais cresceu com o decorrer dos livros.

De atormentado e inconsequente no primeiro livro, ele se torna um homem seguro de si e capaz de tudo pelo amor de sua família. Leo perdeu o grande amor de sua vida e por muito tempo achou que a vida não valia mais a pena. Ele estava se matando em vida, com bebedeiras e noitadas. Nos livros anteriores nós vimos a retomada de Leo pela vida, sua renovada vontade de viver e até mesmo a volta do interesse pela arquitetura.
Ele apenas não pensa em se apaixonar novamente. É claro que essas coisas não podem ser planejadas, né?

Catherine Marks, ou simplesmente, Srta Marks, é a dama de companhia das irmãs mais novas de Leo e... a retidão em pessoa! Ela e Leo parecem ser como água e vinho! Claro que alguns beijinhos podem- e vão mudar isso...

Que delícia de livro! Divertido e super romântico. Leo não nega que quer um nheco nheco com Catherine mas ela é bem reticente e tem seus próprios demônios para lutar, além disso será tão difícil admitir que se está apaixonado?! E digo isso em relação aos dois! Ah, a eterna disputa para ver quem é mais cabeça dura!
Palavras (mal)ditas e interpretadas de forma incorreta acabam dando margem à atitudes impensadas.

Em Manhã de Núpcias, além do óbvio amadurecimento de Leo, sabemos mais do passado de Catherine. No início eu a achava um pouco irritante, mas ao conhecer seus motivos, me solidarizei coma personagem. Ela fez da dama de companhia feia, sem graça e severa mais do que um disfarce, um escudo. De certa forma, Leo havia feito o mesmo com seu modo devasso de levar a vida até pouco tempo.

No decorrer do livro, percebemos que Catherine é, na realidade, extremamente romântica, e espera por uma declaração de amor. Ela viveu só e sem amor a vida inteira e viu nos Hathaways a família que nunca teve.

O livro tem ótimas cenas de romance e o casal tem uma boa dinâmica de erotismo e relação do estilo “amor & ódio”. Além disso, não posso deixar de mencionar que adoro o fato que autora não deixa os outros personagens esquecidos.

Porém, a grande sensação do livro não é Leo, Catherine, os Ciganos, os Hathaways, ou sei lá mais quem! Não! A grande sensação, “O” personagem de Manhã de Núpcias é Dodger, o furão de Beatrix! Ele é o melhor! Muito amor para esse pequeno encrenqueiro.

Se você gosta de um bom romance, bem escrito com uma pitada de humor, doses de drama e personagens cativantes, Manhã de Núpcias é mais do recomendável. Mas não se esqueça de ler os primeiros livros da série antes, hein! rs




A Série
Apesar de ser o primeiro livro de uma série, Os Hathaways, Desejo à Meia-Noite faz parte do mesmo “universo” da série Wallflowers , uma série nunca publicada no Brasil (será publicada pela Arqueiro!!!)mas conhecida das meninas que compram na Wook. A Série Os Hathaways passa-se, mais ou menos, 4 anos após os eventos da outra série. Não é necessário ler a “pré-série” mas quem já leu, irá reconhecer alguns personagens.

Livro 1- Desejo à Meia-Noite [RESENHA]
Livro 2- Sedução ao Amanhecer – [Resenha]
Livro 2.5- A Hathaway Wedding-
Livro 3-Tentação ao Pôr-do –Sol –[Resenha]
Livro 4- Manhã de Núpcias [RESENHA]
Livro 5- Paixão ao Entardecer-

Título Original: Married by Morning
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Série: Hathaways-Livro 4
Sub-Gênero/Assunto: Amor e Ódio, Falas Identidade
Período: Era Vitoriana

Outras Capas:


4.5/5

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Paixão, de Nicole Jordan [Notorious 2]


A bela e sensual Aurora Demming acaba de perder o seu prometido e para garantir seu futuro, seu autoritário pai arranja-lhe um casamento de conveniência com um homem bem mais velho que ela. Com o fim de espantar a tristeza da sua vida, viaja às Ilhas Britânicas Ocidentais onde conhece Nicholas Sabine, um perigoso e sedutor americano condenado à forca por assassinato e pirataria com quem faz um estranho pacto. Aurora aceita se casar com o enigmático estrangeiro e tornar-se tutora de sua meia-irmã para fugir do acordo paterno. Há porém outra condição essencial, é preciso legitimar a união dos dois e para isso, a angelical donzela deverá realmente consumar a noite de núpcias, um breve espaço de tempo no qual o encantador Nicholas mostrará a Aurora parte dos segredos voluptuosos de dois corpos em um mesmo leito. Viúva, de volta à sociedade inglesa e com a irmã de Nicholas sob a sua responsabilidade, ela inicia uma uma nova vida, independente mas desprovida de amor.



Um livro que começa muito bem, mas se perde no meio do caminho.

Eu sou uma das poucas pessoas que não se apaixonaram pelo primeiro livro da série Notorius, Sedução. Não que eu tenha desgostado do livro, eu apenas não me apaixonei pela história. Isso fez com que eu não tivesse muitas expectativas em relação à este segundo livro, Paixão. E foi justamente essa “falta”de expectativas que fez com que eu não me decepcionasse ainda mais.

O livro começa com uma trama bem improvável, pra não dizer novelesca, mas ainda assim intrigante e, de certa forma, irresistível.

Por uma série de circunstâncias, a bela Aurora se vê prestes a casar com um condenado a forca, Nicholas Sabine. É para ser apenas um casamento de conveniência. Enquanto o casamento ( e futura viuvez) a livra de um pretendente indesejável e , mais importante, a livra do pai tirano, Aurora deve tutelar a irmã mais jovem de Nicholas em sua “estreia” em Londres.

O casamento ocorre, é consumado, e tudo acontece dentro do previsto. Ou pelo menos, assim aparenta. Aurora é agora uma respeitável viúva. O problema é que Nicholas volta “dos mortos” querendo reatar o casamento, algo que Aurora não quer nem pensar na possibilidade.

O retorno de Nicholas é a grande virada história- e é também quando a autora começa a se perder. O início de Paixão é ótimo. Diferente e com um toque aventuresco. A situação pode ser um pouco difícil de acreditar, mas isto se torna irrelevante diante da forma como é mostrada. É uma sequência que prende a atenção do leitor, faz com que a gente queira saber mais sobre aquela situação, aquele negócio, insólito. Além disso, os personagens são dinâmicos e bem representados. Nicholas tem o toque ideal de mistério e charme, e Aurora é ao mesmo tempo ingênua e lutadora.

O problema é que a partir do momento em que a trama vai sendo conduzida, essa Aurora “interessante” simplesmente desaparece! E dá lugar à uma mocinha simplesmente chatérrima. Mas a culpa não é só dela. O texto acaba se tornando tão chato quanto.

São páginas e mais páginas discutindo as mesmas questões, o mesmo assunto. Até mesmo os diálogos pareciam iguais, uma espécie de festival de Ctrl+C/Ctrl+V. Eu gosto de histórias em que os protagonistas já são casados e muitas vezes estas histórias envolvem o mesmo assunto, mas se esse for o caso é preciso ser muito cuidadoso para que o texto seja interessante e não enfadonho.

Em Paixão, infelizmente, até mesmo as inúmeras cenas sensuais acabaram se tornando enfadonhas e repetitivas.

Eu senti que a autora tinha até uma boa intenção. Há no livro uma crítica sobre a condição da mulher, de como ela passa de “propriedade”do pai a “propriedade”do marido e isso ;é muito interessante de ver sendo explorado quando é bem explorado, o que infelizmente não aconteceu aqui. Depois de certo tempo de leitura, eu simplesmente não dava mais à mínima para os anseios de Aurora e toda a sua necessidade de ser “ independente”.

É claro que o livro todo não foi uma tortura, além do ótimo início, perto do final, ocorre uma pequena reviravolta que dá um ânimo na trama- um pouco de ação acontece e eu senti como se tivesse despertado de um estado de monotonia.

Paixão não é um livro de todo ruim, mas não vou negar que tem problemas de ritmo e condução da trama. Pensando friamente, acho o que –ou quem- se salvou ali foi Nicholas. Ele sim o único personagem verdadeiramente interessante. Sexy, misterioso e com um irresistível toque de malícia, ele trouxe interesse e leveza ao texto. Assim como Lorde Sin, de Sedução, Nicholas merecia uma mocinha melhor.

Ou uma história mais bem desenvolvida.


Título Original: The Passion
Autor: Nicole Jordan
Editora: Planeta
Gênero: Romance Histórico
Coleção:---
Série: Notorius–Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Casamento de Conveniência, Falsa Identidade, Casados
Período: Regência.

A Série

Livro 1 – Sedução ( The Seduction )
Livro 2- Paixão -
Livro 3- Desejo-
Livro 4- Êxtase -
Livro 5- The Prince of Pleasure - inédito no Brasil.


Outras Capas:

Cotação:

2.5/5
Eu tive certa dificuldade me dar uma nota para o livro. Por um lado, o livro é monótono e repetitivo. Por outro, o início é ótimo e o final é bem interessante, além de possuir um protagonista charmoso e interessante. Mereceria ele 3 estrelinhas em vez de 2.5?