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quinta-feira, julho 07, 2016

[Resenha] O Sobrevivente - Gregg Hurwitz


“No parapeito de uma janela de banheiro no 11º andar do First Union Bank, Nate só tem mais um objetivo na vida - reunir a coragem necessária para saltar e acabar com os seus problemas.De repente, ele ouve tiros dentro do banco e, ao espiar o que está acontecendo, vê uma cena terrível - criminosos mascarados disparando cruelmente em qualquer um que se coloque em seu caminho. Enquanto sustenta o olhar de uma mulher agonizante, Nate toma uma decisão. Lançando mão de seu treinamento militar, ele consegue render e matar todo o grupo, exceto o seu líder. Antes de escapar, o homem deixa claro que ele se arrependerá de seu ato heroico. Ele está certo. Em poucos dias, Nate é sequestrado pela mafia ucraniana e recebe uma ameaça - precisa voltar ao banco e concluir a tarefa que os bandidos não puderam cumprir. Do contrário, sua ex-mulher - pela qual ainda é apaixonado - e a filha adolescente, que não o reconhece mais como pai, serão brutalmente assassinadas. Enquanto o tempo corre de maneira implacável e o prazo de Nate se aproxima do fim, ele luta não só para salvar as duas da morte, mas também para recuperar sua confiança e seu amor.”

Quando eu vi a capa de O Sobrevivente pela primeira vez não fiquei muito empolgada. Sei lá, mas me parecia ser um romance sci-fi. Contudo, comecei a ler alguns comentários empolgados ( de pessoas nas quais eu confio) e então o bichinho da curiosidade me pegou. Na última Bienal ele estava com um bom preço e pensei, por que não?.

Quase um ano se passou e só agora consegui ler o bendito e... gostei, mas não me empolguei.

Tudo começa com uma tentativa frustrada de suicídio. Aos 36 anos, diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotráfica, sofrendo de transtorno pós-traumático após ver o melhor amigo morrer em batalha e longe da mulher e da filha, Nate Overbay não vê outra alternativa a não ser se jogar 11 andar de um edifício bancário. Era um plano perfeito, o problema é justamente naquele momento escolhido por Nate, o banco foi assaltado-e ele, num último ato de heroísmo, resolve intervir.

O problema é que não era um roubo comum, assim como não eram comuns aqueles por trás do crime e, claro (não precisamos ser muito espertos para adivinhar) Nate iria pagar. Nem que fosse com a vida da filha. Ele só teria que “terminar” o serviço.

O que eu mais gostei em O Sobrevivente foi o seu enredo, o seu pontapé inicial. O autor começa sua história sem meias palavras, entrando com a ação já de supetão. Equilibrando muitíssimo bem a adrenalina do assalto com o drama e tragédia iminente do suicídio. É um começo diferente e espetacular e embora o ritmo de “thriller” não diminua durante todo o livro, senti que a história em si começa a deixar a desejar.

Ao mesmo tempo que eu gostei da forma como Nate vai voltando à vida da filha e da ex-mulher, achei o “lado do bandido” um pouco forçado demais, me fazendo lembrar daqueles filmes “B” de ação que passam depois do Fantástico. Muita adrenalina, mas bem forçado no que diz respeito às relações humanas. Sem contar que ter um herói que só pensa em se suicidar é bem deprimente.
Apesar disso, O Sobrevivente é daqueles livros que te pegam de jeito. Como eu já mencionei, o início é espetacular e depois dele é impossível sossegar antes de terminar a leitura. Sem contar que o autor usou de alguns elementos interessantes na obra, como as “conversas” entre Nate e o “fantasma” de seu amigo. A meu ver, são os momentos mais humanos no livro, onde podemos ver, enxergar, como a guerra realmente afetou nosso herói. O clima sombrio é quebrado pelo namorado sem noção da filha de Nate.

Dentro de seu gênero, O Sobrevivente é um livro interessante e movimentado, com uma narrativa segura e muito bem desenvolvida. O problema é que “eu” não consegui me empolgar, me apaixonar pela história e seu protagonista. É onde entra a velha questão do gosto pessoal. O final é maior exemplo disso: não gostei, mas achei perfeito.

Para quem gosta de thrillers de ação, com bastante movimento e uma pitada de drama, O Sobrevivente é uma leitura interessante, bem acima da média.



Título Original: The Survivor
Autor: Gregg Hurwitz
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Doenças, Suspense
Período: Atual. Califórnia, EUA.
Outra Capa:


3.5/5

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quarta-feira, novembro 25, 2015

[Resenha] Você é o Próximo - Gregg Hurwitz

“Mike Wingate teve uma infância difícil: aos 4 anos, foi abandonado em um parque e mandado para um lar adotivo. Ninguém nunca apareceu para buscá-lo e ele tem apenas algumas lembranças esparsas e fragmentadas de seus pais.

Agora, já adulto, ele leva a vida que sempre sonhou: é casado com uma mulher maravilhosa, tem uma linda filha de 8 anos e sua empresa de construção civil está prestes a terminar um condomínio de casas ecologicamente sustentáveis que garantirá um futuro sólido para todos eles.

Então o inimaginável acontece: Mike depara com demônios de um passado do qual nem mesmo se lembra. Dois sujeitos cruéis surgem do nada e começam a ameaçar não somente a ele, mas também sua família.

Quando as intimidações se transformam em ataques violentos, o instinto de sobrevivência passa a ser o único combustível de Mike e ele recorre a um aliado dos velhos tempos, um sujeito muito perigoso – e seu único amigo verdadeiro. Juntos, os dois farão o que for preciso para manter Mike, a esposa e a filha a salvo de seus inimigos implacáveis. ”



Eu adoro Romances Policiais. Claro que eu também amo os romances românticos, mas os policias tem um lugarzinho especial no meu coração. É por isso que me pergunto por que demorei tanto para ler algum livro de Gregg Hurwitz. Tudo bem, ele não é exatamente o romancista policial mais conhecido do mundo, mas seus livros sempre me chamaram a atenção- e eu ainda tinha dois deles em casa sem nunca ter lido!
Ainda bem que eu acabei com isso.

Você é o Próximo foi o primeiro livro que eu li do autor e, com certeza, não será o último. Talvez não tenha sido o melhor livro policial que eu já li, mas Gregg consegue fazer uma história envolvente e coerente, com personagens interessantes e ação na medida certa.

No centro de toda a trama está Mike Wingate, um homem de trinta e poucos anos, casado e com uma filha, que vive o que se poderia se chamar o melhor momento de sua vida. Seu casamento está bem, sua filha é uma alegre e esperta menina de 8 anos e ele está prestes a concluir o projeto que irá mudar sua vida.

Tudo parecia perfeito até... que não somente ele, mas também sua família passam a sofrer ameaças. É neste momento que Mike precisa olhar para o passado e resgatar fatos que há muito ele queria esquecer. Mike foi abandonado pelos pais aos 4 anos de idade e morou desde então em um lar adotivo. Porém, se o Mike de hoje dia é praticamente o cidadão perfeito, o Mike de anos atrás era muito diferente. Mas aquele Mike tinha um amigo, Shep, um único amigo verdadeiro que ele teria que reencontrar se quisesse descobrir o que estava acontecendo e, principalmente, proteger sua mulher e filha.

A primeira coisa que me chamou a atenção no livro foi o senso de família que é apresentado na história. A esposa e a filha não são somente elementos soltos numa trama maior, elas fazem parte do enredo. O estado civil do protagonista é mais do que meramente um fato. (É interessante ver como acontecimentos prosaicos, como o problema de piolho na filha, e se mesclam perfeitamente ao lado mais “suspense” do livro) Assim, como Shep é muito mais do que um simples amigo de infância. Existe entre eles uma cumplicidade enorme, apesar dos dois terem tomado caminhos diferentes na vida.

Mike não é um super-heroí, nem um gatão musculoso mas ele tem os seus trucos e, em alguns momentos, as habilidades de “ex-trombadinha”. É ótimo ver um personagem que não é um herói inabalável, sem erros ou medos. Apesar de Você é o próximo ter um mistério que acompanha a hist´roia desde o início, não diria que este é o ponto principal do livro. Antes de qualquer coisa, este é um romance de ação, um Thriller. O modo como as coisas vão se sucedendo acaba até por ser mais importante do que a resposta final em si. Pelo menos, foi o que eu achei. Até porque foi justamente o “por quê” de tudo o que menos me agradou. Tudo fez sentido e se encaixou perfeitamente, mas não foi algo que tenha me agradado particularmente. Questão de gosto.

Você é o próximo tem um ritmo constante e fluido. A escrita de Gregg Hurwitz é detalhada na medida certa. Ele vai despejando pequenos pitacos informações no decorrer da leitura, o que torna tudo bem interessante. Narrado em terceira pessoa, mas sob o ponto de vista de Mike, Você é o próximo apresenta dos momentos da vida do protagonista:> sua infância e adolescência e a sua vida atual, adulta. E a partir do que é mostrado, pouco a pouco, de seu passado podemos compreender mais o personagem no dias atuais.

Apesar de minha curiosidade em relação ao autor, eu não sabia muito o que esperar e devo dizer que gostei muito. Não é um tipo de romance policial muito profundo ou cheio de psicologia, porém também não é somente uma aventura policial só com ação. É entretenimento, mas tem a sua “sustância”. Eu diria que Você é o próximo é aquele tipo de leitura ideal para quem nunca leu uma história policial e não sabe por onde começar.

Recomendo!


Título Original: You’re next
Autor: Greg Hurwitz
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Suspense, Thriller, Crime e Mistério
Período: Atual. California, EUA.
Capa Original:





4/5


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