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terça-feira, agosto 12, 2014

Fissura, de Karin Slaughter

Uma mãe aterrorizada diante de uma triste e chocante tragédia. Em uma importante mansão de Ansley Park, um dos endereços mais tradicionais e sofisticados de Atlanta, uma adolescente é brutalmente assassinada a facadas, e seu rosto está irreconhecível. Os vestígios de um estupro são evidentes. Ao lado do corpo ensanguentado, há um homem com uma faca na mão. Esta é a cena com a qual Abigail Campano se depara ao chegar a casa. Seria possível alguém ter matado sua doce filha? Dominada pelo ódio, ele estrangula o sujeito com as próprias mãos. Como julgar uma mãe desesperada cuja única intenção é vingar a morte da filha? Cabe ao agente Will Trent lidar com esse caso peculiar e cheio de reviravoltas. Mas nem o detetive nem a família Campano imaginaram ser apenas o início de seus maias terríveis dias.



Karin Slaughter surpreende novamente.

Com este Fissura, posso afirmar, com segurança, que a autora e sua série Will Trent esta entre os meus favoritos na literatura policial. E olha que eu sou chata...

Tudo começa com Abigail Campano chegando em casa, uma mansão localizada na parte mais privelegiada de Atlanta e se deparando com uma cena de inferno: sua filha morta e o assassino ao lado dela. Fora de si, Abigail acaba lutando com o desconhecido e o matando com as próprias mãos. É este cenário que a polícia de Atlanta encontra- e mais tarde se depara o agente especial Will Trent.
E é somente isso que pode ser revelado sobre o livro. Sério. Não tente saber NADA ALÉM DISSO.

Karin Slaughter nos apresenta uma trama que surpreende desde as primeiras páginas- e cuja as surpresas e reviravoltas já ocorrem desde as primeiras páginas.

A autora mescla como poucas a questão psicológica e o thriller e o mistério. Seu “homem da lei”, seu personagem principal, o que dá nome à série, Will Trent, não é um agente da lei comum. Extremamente inteligente, ele tem que lutar contra as próprias limitações (leia o primeiro, Tríptico para saber mais) e ainda lidar com uma nova parceira, Faith Mitchell que, por questões pessoais, não é sua grande fã. Na verdade, ela o detesta. Porém, apesar da animosidade, Faith admite que Will é muito bom naquilo que faz.

É complicado opinar sobre um livro sem poder falar muito sobre ele, até mesmo um tema central da trama eu tive que deixar de fora dessa resenha para não estragar a leitura de ninguém.

Fissura é uma leitura que envolve desde a primeira página, deixando a gente tensa, ávida por saber mais. A autora nos apresenta camadas que vão, pouco a pouco, sendo descobertas.

Karin Slaughter não dá concessões aos temas que apresenta. Sexo, abuso, distúrbios. Tudo é apresentado sem filtros. Por vezes, é como um tapa na cara. Como leitor, espectador de drama, você não sabe se sente raiva, pena ou ódio de terminado personagem.

O livro termina com um epílogo que me lembrou, muito, Dennis Lehane. É um “depois do fim”, o que acontece quando tudo acaba que faz a gente pensar. Como fica quem sobrou?
Agridoce.

Comparando com Tríptico, confesso que gostei mais do primeiro livro da série, mas este não deixa nada a desejar. Penso que é mais uma questão de gosto mesmo, ou talvez por que o ritmo de Fissura seja um pouco mais lento se comparado com o do outro livro e apresente uma linguagem mais tradicional. De qualquer forma, para quem gosta de literatura policial é leitura obrigatória.

Recomendo!

Em termos de investigação, Fissura e Tríptico tem histórias independentes, porém é bom ler o primeiro livro antes para poder conhecer melhor o personagem principal, Will, sua "condição" e sua relação coma noiva, Angie.

(Sem entrar em detalhes mas eu senti muita raiva de uma “vítima” da trama. Pronto falei. )
Série:
Infelizmente só o primeiro livro foi lançado no Brasil (pelo menos foi o primeiro!). Espero que a Record lance os outros.
Livro 1- Tríptico
Livro 2- Fissura
Livro 3- Undone
Livro 4- Broken
Livro 5- Fallen
Livro 5.5- Snatched
Livro 6- Criminal
Livro 7- Unseen )



Título Original: Fracture
Autor: Karin Slaughter
Editora: Record
Gênero: Romance Policial
Série:Will Trent- Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Imperfeições, Abuso, Suspense, Homens da Lei
Período: Atual. Atlanta, EUA.
Outras Capas:


4.5/5

quinta-feira, março 13, 2014

O Coração de Devin MacKade, de Nora Roberts


Há muito tempo o xerife devin mackade anseia pelo dia em que terá em seus braços o único amor de sua vida: cassie connor. Mas ela acabou de se libertar de um casamento doloroso, que traumatizou a ela e aos dois filhos. Quando cassie aceita o convite de rafe mackade para ser a gerente de sua pousada, uma mansão restaurada e assombrada por fantasmas da época da guerra de secessão, devin se preocupa ainda mais com ela e as crianças. Para piorar a situação, o ex-marido de cassie foge da prisão. Agora, devin terá de tomar uma decisão, e sua escolha deverá ser regida pela voz do coração.





O meu favorito da série- e um dos meus preferidos da autora.

O Coração de Devin MacKade conta finalmente a história do Mackade Xerife e sofrida Cassie, por quem ele foi apaixonado desde os tempos da adolescência.

Desde o primeiro livro, acompanhamos o sofrimento de Cassie em um casamento de cheio de abusos e uma mãe intolerante. Agora, divorciada, e com um novo emprego, ela só quer esquecer o passado e ser feliz ao lado dos dois filhos.

Devin esteve ao lado de Cassie em todos os momentos, sempre a amando em silêncio. Quando ela finalmente se vê livre do marido abusivo, Devin vê ali uma chance de se aproximar não como amigo, mas como homem. Porém, não é algo fácil. Cassie está profundamente machucada. Foram anos e a anos de abusos, físicos e psicológicos. Ela tem medo de se envolver novamente e se machucar.

Um belo livro. O Coração de Devin MacKade mostra como a violência e o abuso deixam marcas profundas- e como é difícil seguir adiante. Nora não só mostra o lado de Cassie como mulher que quer se entregar a um novo amor mas também seu lado materno que põe seus filhos sempre em primeiro lugar. O medo e a vergonha do pequeno Connor por não ter “defendido” a mãe da violência do pai é de partir o coração.

O Coração de Devin MacKade apresenta não só um romance entre duas pessoas que já tem um passado, que já se conhecem, como nada acontece de forma apressada demais.

Obviamente o livro não é perfeito, achei que a autoras estende em algumas partes e o subtema paranormal que acompanha a série é um pouco desnecessário. Além disso, senti que faltou “a” conversa entre Cassie e a mãe. Penso que muito coisa poderia ter sido dita.

De qualquer forma, nenhum destes pontos diminuiu o prazer da leitura. Devin e Cassie formam um casal lindo; um casal pelo qual eu torcia desde o primeiro livro, pra falar a verdade.

Uma linda história.

Recomendo!



Série
Livro 1. - O Retorno de Rafe MacKade.( The Return of Rafe MacKade)
Livro 2. - O Orgulho de Jared MacKade. The Pride of Jared MacKade)
Livro 3. - O Coração de Devin MacKade. ( The Heart of Devin MacKade)
Livro 4. - O Despertar de Shane MacKade. (The Fall of Shane MacKade)

Título Original: The Heart of DEvin MacKade
Autor: Nora Roberts
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Contemporâneo
Série:-Irmãos MacKade-Livro 3
Sub-Gênero/Assunto: Segunda Chance, Homens da Lei, Abuso, Crianças
Período: Anos 90. Antietam, Maryland, EUA.



Outras Capas:
5/5



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quarta-feira, janeiro 08, 2014

Gritos do Passado, de Camilla Läckberg

Em uma manhã do início do verão, um garoto sai para brincar na praia, na cidade de Fjällbacka. Porém, suas brincadeiras são interrompidas de maneira abrupta quando ele encontra o cadáver de uma jovem nua. A polícia é chamada à cena e não demora muito para concluir que a mulher fora assassinada. O mistério aumenta quando os policiais descobrem que embaixo do corpo da mulher foram colocados esqueletos de outras duas jovens dadas como desaparecidas desde o final dos anos 1970. Para juntar as peças desse quebra-cabeça, o policial Patrik Hedström é designado como chefe da investigação, o que o obriga a abandonar suas férias e sua esposa, Erica Falck, grávida de seu primeiro filho. Erica, porém, não consegue ficar sem se envolver e, mesmo nas últimas semanas de gravidez, decide ajudar Patrik pesquisando informações na biblioteca local. A partir daí, novas revelações começam a dar forma à investigação: os esqueletos podem ser de duas jovens desaparecidas há mais de vinte anos. 



Sempre achei difícil, complicado, resenhar romances policiais. Tenho medo de , ao tentar passar minhas impressões sobre a leitura, acabar “soltando”algum spoiler. Penso que, em livro de mistério/suspense qualquer spoiler é crucial e é por isso que quanto menos se souber da história, melhor. Até a sinopse oficial, eu dou umas “editadas”. Sério, acho que elas contam DEMAIS sobre o livro.

E por que eu estou dizendo isso? Porque uma resenha de livro policial é mais sobre as minhas sensações, impressões, sobre a leitura do quê uma discussão sobre a obra em si.

Gritos do Passado é o segundo livro protagonizado pelo investigador Patrik Hedström. Patrik está de férias quando o chamam para investigar o aparecimento de um corpo. Seria mais um caso comum, ideal para Patrik melhorar seu tédio naquele quentíssimo verão Sueco (sim, eu sei que “quente”, “verão” e “Suécia” não combinam mas a história se passa em um período de extremo calor) se não tivessem descoberto, embaixo do corpo encontrado, duas outras ossadas, que podem ser de duas garotas desaperecidas há 20 anos. Além disso, neste ínterim, uma adolescente de 17 anos desaparece.

É aí que começa a corrida contra o tempo.

Como o título nacional já sugere, os crimes do presente estão intimamente ligados com questões do passado. E assim como em seu livro anterior, A Princesa de Gelo, mais uma vez, muitas gente tem algo a esconder.

Gritos do Passado é um suspense “quem matou?” com algumas peculiaridades. Não é centrado numa mansão no interior da Inglaterra, nem num trem de luxo, mas os personagens circulam como se estivessem em um grande tabuleiro de xadrez. Claro, alguns desses personagens são apenas “âncoras” mas eles servem para contrabalancear e, sim, afetar, a vida dos protagonistas.

E falando em protagonistas, Patrik continua do meu agrado. Gosto do seu jeito mais verdadeiro e não idealizado como herói sem falhas ou lindo de morrer. Ele é uma pessoa real, com problemas reais. Ao mesmo tempo em que fica cada vez mais obcecado com o caso, preocupa-se com Erica, sua esposa grávida de 8 meses e que não pode sair de casa. Aliás, se teve algo, no enredo, que eu não gostei, foi o pouco aproveitamento de Erica na trama. No livro anterior, ela era praticamente a personagem principal, aqui, transformou-se em mais um coadjuvante de luxo ( e falando em coadjuvantes, tô pegando muita birra da irmã dela!). Ela passa praticamente o livro todo tentando se livrar de visitas indesejáveis (sério, sueco é povo meio mal educado hein?) Outro ponto que eu também não me agradou foi a solução dada a... bem, não posso falar, obviamente, mas devo dizer que não gostei!

Em A Princesa de Gelo me incomodou o fato de quê algumas pistas só eram descobertas pelos personagens, deixando os leitores no escuro. Aqui, ocorre o contrário. Achei a tática bem interessante, apesar de dar uma certa agonia em saber mais do quem está “no livro”.

Não vou dizer que Gritos do Passado foi o melhor romance policial que eu já li, porque obviamente não foi, mas ele cumpre com louvor o seu papel de entreter e prender a atenção. Eu gosto da escrita de Camilla Lackberg; é um estilo direto, porém não desprovido das descrições necessárias para nos ambientarmos melhor na história. Ela mescla cenas do passado e do presente, nunca tornando a leitura confusa ou cansativo. Além disso, a trama faz sentido e as peças se encaixam no final. E mesmo que a gente chegue a pensar que algumas pontas ficaram soltas, a resposta aparece.

Eu gostei muito do fato de quê a trama não foi totalmente focada na investigação policial; ao decorrer da trama, assuntos pertinentes vão surgindo. A autora fala de morte e sequestro, mas também de fanatismo religioso e relações familiares. Os personagens são humanos, dignos de pena, raiva e , também, admiração.

Para quem gosta de um bom romance policial, Gritos do Passado é uma ótima pedida.


*
Só devo lembrar que a série deve ser lida na ordem. Apesar d’os casos policiais terem começo, meio e fim, os acontecimentos nas vidas pessoais dos personagens tem uma sequência- e consequências (além disso, vale lembrar, toda vez que alguém diz “não ligo em ler fora da ordem” está dando carta branca para que as editoras publiquem séries fora da ordem e/ou com livros faltando. Pense nisso.)
*


Recomendo!

Título Original:
Autor: Camilla Läckberg
Editora: Planeta
Gênero: Romance Policial
Série: Patrik Hedström- Livro 1/8 -Livro 2/8
Sub-Gênero/Assunto: Serial Killer, Crime e Mistério
Período: Atual. Fjällbacka, Suécia.

A Série


Livro 1-A Princesa de Gelo [RESENHA]
Livro 2-Gritos do Passado
Livro 3-O Cortador de Pedras
Livro 4-O estranho
Livro 5- The Hidden Child- Inédito no Brasil
Livro 6- Sjöjungfrun -Inédito no Brasil
Livro 7- Fyrvaktaren -Inédito no Brasil
Livro 8- Änglamakerskan- Inédito no Brasil
* Mord og mandelduft (livro paralelo, faz parte do mesmo universo, pelo o que eu entendi. )- Inédito no Brasil

Mais Informações no Goodreads

Outras Capas:
.
Gostei bastante da capa espanhola.

4/5

quarta-feira, dezembro 18, 2013

Conspiração Mortal, de J.D. Robb (Nora Roberts)


Com a precisão de um cirurgião, um serial killer escolhe as pessoas mais vulneráveis pelas ruas das grandes cidades do mundo. Os crimes não deixam sinais de luta – apenas um buraco feito a laser, com bordas perfeitas e o tamanho de um punho, no lugar do coração da vítima. Quem recebe a missão de investigar o caso é a detetive Eve Dallas, que se vê obrigada a colocar a ética profissional acima de qualquer relação emocional. Porém, em pleno jogo de gato e rato com o assassino, o trabalho da detetive Dallas subitamente a coloca em perigo mortal.



Oitavo livro da Série Mortal e, na minha opinião, bem melhor que o seu antecessor.

Eve, aqui, está um pouco menos chata. E isso, meus caros, faz toda a diferença.

Nora Roberts soube conciliar muito bem uma interessante trama de mistério e morte com a vida pessoal da Tenente Dallas. Mais do que tudo, senti, aqui, que Dallas estava mais humana. Quase agradável.

O fio condutor do livro é uma série de assassinatos, envolvendo roubo de órgãos e poderosas sociedades médicas. É um caso difícil, não só porque as vítimas eram o que se pode chamar “escória”, sem-tetos, prostitutas, como os principais suspeitos são renomados nomes da medicina. Além disso, durante as investigações, Eve acaba “batendo de frente” com uma outra policial e , digamos assim, a situação começa se complicar. Ao mesmo tempo, nossa brava tenente começa a ter flashes de seu passado.

Conspiração Mortal é quase como se fossem três histórias que se cruzassem. Não que essas “histórias”sejam separadas, não. Elas estão interligadas, numa cadeia de quase cause e efeito. Eu sei que parece estranho falando assim, mas garanto que o livro todo faz muito sentido. Eve, aqui, precisa passar por uma “provação”- e neste momento difícil, ela mostra que é humana, não somente uma chata insuportável que só reclama.

Não vou dizer que passei a amar a personagem, mas gostei de conhecê-la melhor, de saber mais sobre o seu passado. E, principalmente, de saber que ela tem sentimentos. Em certos momentos, cheguei a sentir pena de Eve, apesar de achar que ela forçou bastante a barra em determinados momentos.

Se tivesse sido mais diplomática...

Mais uma vez conseguimos ver como Roarke faz toda a diferença na vida de Eve- e como ele é o melhor personagem dessa série. Ele é o seu porto seguro e quem a impede de desabar. Por mais que eu tenha críticas em relação à ela, a interação entre eles é fantástica.

Conspiração Mortal é um bom Suspense Romântico. A trama é interessante e é coerente, mantendo o interesse desde o início. Eu apenas achei que a história se alongou um pouco demais. A meu ver poderia ter sido mais curta. Mas isso é apenas um detalhe que não estraga em nada a leitura. Afinal, temos muito Roarke neste oitavo livro. Já estava sentindo falta dele (afinal Natal Mortal foi uma pobreza em termos de Irlandês TBD, né? :D)

Recomendo!

Título Original: Conspiracy In Death
Autor: J.D. Robb (Nora Roberts)
Editora: Bertrand/BestBolso
Gênero: Suspense Romântico
Série: Sério Mortal- Livro 8
Sub-Gênero/Assunto: Serial Killer, Crime e Mistério, Sci-Fi
Período: Nova York, 2059Futuro.


A Série
Conspiração Mortal faz parte da série Mortal, a qual Nora Roberts escreve sob o pseudônimo de J.D. Robb.

A série tem como personagens principais a detetive Eva Dallas e o milionário Roarke. A ação se passa em uma Nova York futurista, no ano de 2058. É imprescindível que os livros sejam lidos na ordem.

No Brasil, já foram lançados 21 livros, todos editados pela Editora Bertrand e  que estão sendo, pouco a pouco,  reeditados pela BestBolso na Colação Vira-Vira Saraiva. infelizmente parece que não vão ser reeditados mais. UMA PENA!!

Livro 1- Nudez Mortal [RESENHA]
Livro 2- Glória Mortal [RESENHA]
Livro 3- Eternidade Mortal [RESENHA]
Livro 4- Êxtase Mortal [RESENHA]
Livro 5- Cerimônia Mortal -[RESENHA]
Livro 6-Vingança Mortal [Resenha]
Livro 7-Natal Mortal [RESENHA]
Livro 7.5- Midnight in Death
Livro 8-Conspiração Mortal[RESENHA]
Livro 9-Lealdade Mortal
Livro 10-Testemunha Mortal
Livro 11-Julgamento Mortal
Livro 12-Traição Mortal
Livro 12.5- Interlude in Death
Livro 13-Sedução Mortal
Livro 14-Reencontro Mortal
Livro 15-Pureza Mortal
Livro 16- Retrato Mortal
Livro 17- Imitação Mortal
Livro 17.5- Naquele Tempo (Remember When)- Lançado em Portugal*
Livro 17.5- Big Jack
Livro 18- Dilema Mortal
Livro 19- Visão Mortal
Livro 20- Sobrevivente Mortal
Livro 21- Origem Mortal
Livro 22- Memory in Death
Livro 22.5- Haunted in Death
Livro 23- Born in Death
Livro 24- Innocent in Death
Livro 24.5 Eternity in Death
Livro 25- Creation in Death
Livro 26- Strangers in Death
Livro 27- Salvation in Death
Livro 27.5- Ritual in Death
Livro 28- Promises in Death
Livro 29-Kindred in Death
Livro 29.5- Missing in Death (está no Livro The Lost)
Livro 30-Fantasy in Death
Livro 31- Indulgence in Death
Livro 31.5- Possession in Death – está no livro The Other Side ( livro com várias estórias, de autoras diversas)
Livro 32- Treachery in Death
Livro 33- New York to Dallas
Livro 33.5- The Unquiet-
Livro 34: Celebrity in Death –
Livro 35-Delusion in Death
Livro 36-Calculated in Death
Livro 37- Thankless In Death

Atente para o fato de que alguns livros são considerados .5 São estórias menores (novellas). Algumas dessas estórias aparecem em livros com diversas histórias.


Minha segunda resenha para a Maratona Nora Roberts- Série Mortal (Minha Lista)

Outras Capas:
4/5

quarta-feira, outubro 16, 2013

A Princesa de Gelo, de Camilla Läckberg


De regresso à cidadezinha onde nasceu depois da morte dos pais, a escritora Erica Falk encontra uma comunidade à beira da tragédia. A morte da sua amiga de infância, Alex, é só o princípio do que está para vir. Com os pulsos cortados e o corpo mergulhado na água congelada da banheira, tudo leva a crer que Alex se suicidou. Erica, que não a via desde a infância, vê-se de repente no centro dos acontecimentos e ao mesmo tempo, Patrik Hedström, que investiga o caso, começa a perceber que as coisas nem sempre são o que parecem. Mas só quando ambos começam a trabalhar juntos é que vem a verdade sobre aquela cidadezinha com um passado profundamente perturbador.




Primeiro livro que leio da autora sueca Camilla Läckberg e não me arrependi.

Com um estilo que mistura dramas pessoais, suspense e um toque de romance, A Princesa de Gelo é um exemplar mais light da literatura policial nórdica, mas nem por isso menos interessante ou contundente.

O livro já começa com a descoberta de um corpo. A bela Alexandra “Alex” Wijkner é encontrada morta em sua banheira por sua ex-melhor amiga de infância, a biógrafa Erica Falck. À principio, suspeita-se de suicídio mas logo fica provado que Alex foi assassinada.
Erica, num misto de curiosidade quase profissional de escritora e uma vontade de , alguma forma, tentar se reconectar com a amiga de infância, vai atrás de peças para solucionar o mistério. É claro que, ela, uma simples civil, não tem nenhum poder oficial. É aí que entra a figura de Patrik Hedström, instigador de polícia, divorciado, que já foi apaixonado por Erica quando eles eram adolescentes.

A Princesa de Gelo entra naquela categoria de romances policias que se passam em pequenas cidades e um crime brutal acaba trazendo à tona diversas questões dos habitantes locais. É a velha questão dos segredos sendo desenterrados. Sim, eu digo “velha questão” porque isso é algo que já foi vista em vários outros romances do gênero, mas não quer dizer que é mal empregado aqui. Muito pelo contrário.

A autora vai formando, desde o primeiro capítulo, uma espécie de networking, uma rede de pessoas, que, de uma forma ou de outra, estão- ou estavam- envolvidas com Alex.

Na capa do livro está escrito “Rainha do Crime” e o título “a nova Agatha Christie” é por muitas vezes mencionado na imprensa para descrever Camilla Läckberg. Não é preciso forçar a amizade, porém eu gostei muito como ela juntou a investigação policial em si com os dramas pessoais dos personagens; são pequenas cenas do cotidiano que vão formando um cenário maior e muitas vezes dão pistas sobre o caráter dessas pessoas e principalmente a forma como elas lidam com a adversidade.

Além do tema morte em si, A Princesa de Gelo fala também sobre abuso, vício e erros. Porém, eu não achei o livro uma leitura pesada, apesar de tudo. Penso que o principal motivo para isso é o “alívio romântico” da relação de Erica e Patrick. Erica pode até ser um pouco parecida com algumas protagonistas de romances policias americanos: bela, jovem e enxerida. Porém Patrik não é nada como os “galãs” que estamos acostumados. Ele é inteligente, corajoso, sim. Mas está longe de ser um deus grego, sexy e atlético e cheio de si.

Gostei dele.

[O livro tem este “lado romântico”, porém o foco dele é a investigação policial.]

A Princesa de Gelo foi uma leitura de ritmo agradável, como um romance policial deve ser. Eu gostei que a autora não tentou fazer tudo uma corrida contra o tempo, mas também não ficou se demorando em descrições infinitas. Eu gosto de equilíbrio, o ponto onde há ação mas onde também eu possa "sentir" os personagens. Não devo negar que, porém, por muitas vezes senti uma sensação de angústia como se por medo que algo de ruim pudesse acontecer. Vá entender.

O ponto que mais deixou a desejar na leitura foi a investigação em si. Ou como os personagens chegavam às conclusões de certos fatos. Eles descobriam algo, mas esta descoberta não era compartilhada com o leitor. Eu gosto de participar do processo de investigação. Da pista deduzida, encontrada. Senão, ao final, parece que a solução apareceu do nada.

De qualquer maneira, A Princesa de Gelo é uma é uma ótima leitura. Não vejo a hora de ler os outros livros da série.

Recomendo.

A Edição

A Princesa de Gelo é um livro que teve muitos problemas com a edição. Diversas pessoas reclamaram da péssima qualidade da revisão e da quantidade enorme de erros que havia no livro. Por esse motivo, pelo que me consta, a Planeta chegou a fazer um recall dos livros “danificados” nas livrarias e publicando/lançando uma segundo edição revisada. Foi esta segunda edição que eu li. Ainda pude encontrar alguns pequenos errinhos, mas nada gritante. Por isso, se vocês forem comprar esse livro, verifiquem se o mesmo tem na capa um pequeno selo avisando que é a Segunda Edição Revisada.



Título Original: The Ice Princess
Autor: Camilla Läckberg
Editora: Planeta
Gênero: Romance Policial
Série: Patrik Hedström- Livro 1/8
Sub-Gênero/Assunto: Suspense Romântico, Crime e Mistério, Abuso,
Período: Contemporâneo. Suécia.

A Série
Livro 1-A Princesa de Gelo
Livro 2-Gritos do Passado
Livro 3-O Cortador de Pedras
Livro 4-O estranho
Livro 5- The Hidden Child- Inédito no Brasil
Livro 6- Sjöjungfrun -Inédito no Brasil
Livro 7- Fyrvaktaren -Inédito no Brasil
Livro 8- Änglamakerskan- Inédito no Brasil
* Mord og mandelduft (livro paralelo, faz parte do mesmo universo, pelo o que eu entendi. )- Inédito no Brasil

https://www.goodreads.com/series/44263-fj-llbacka

Outras Capas:


4/5

***
Qualquer erro, favor avisar para que eu possa corrigir! :)

quarta-feira, agosto 07, 2013

Desaparecidas, de Chris Mooney


Quando Darby McCormick era jovem, conseguiu escapar de um assassino, mas duas de suas amigas não tiveram a mesma sorte. Agora, ela trabalha como investigadora no Departamento de Polícia de Boston, vasculhando cenas de crimes em busca de detalhes sutis que possam ajudar na captura dos assassinos mais procurados. Talvez um trabalho na retaguarda fosse mais seguro, mas Darby não consegue controlar seu desejo de ir a campo….
Em Desaparecidas, o primeiro livro da série policial protagonizada por Darby McCormick, a investigação do sequestro de uma moça leva a pistas sobre o paradeiro de outras mulheres, de quem nunca mais se soubera. Tudo parece ser obra de um mesmo psicopata, apelidado de O Viajante. E Darby, ainda com pesadelos do passado vivos na memória, poderá ter um papel decisivo na captura do Viajante e, 25 anos depois, pôr uma pedra sobre o trauma de sua juventude.

- esta é a sinopse que está na contra-capa do livro. NÃO LEIA a que está na orelha- e que é a mesma do Skoob e em diversos outros sites (como Submarino).



Uma da minhas leituras para a Maratona Literária (e um dos temas para o Desafio Realmente Desafiante), Desaparecidas foi uma boa surpresa.

Eu nunca havia lido nada desse autor e, de forma geral, gostei bastante de seu estilo. Digo “de forma geral”, pois, por muitas vezes, tudo me pareceu esquematizado demais, como se fosse um script de cinema. Ou melhor dizendo um script para um episódio de CSI ou Criminal Minds. Eu adoro essas séries, mas quando estou lendo gosto de me deparar com algo diferente. Mas, se por um lado esse aspecto quase que “comercial” me incomodou um pouco, por outro, a escrita de Chris Mooney é bem envolvente e tem aquela combinação (quase!) perfeita de dinamismo e descrição.

Uma das coisas que mais detesto em James Paterson, por exemplo, é como os capítulos são ridiculamente curtos. Porém, sei que quando os capítulos e parágrafos se alongam demais acabam por tornar a história morosa, o que é péssimo para um livro, principalmente um livro policial. E isso não acontece com Desaparecidas.

Chris Mooney tem uma escrita segura que segura o leitor até o fim. Não é o tipo de suspenso do “quem matou” , pelo menos não totalmente, mas do “quando e se o vilão será pego”. Sim, nós, os leitores conhecemos o lado do assassino. Ou quase todo o lado- e confesso que dá uma agonia ver “os mocinhos” atrás de tanta pista falsa!

Desaparecidas é o primeiro livro da série Darby McCormick (três vivas pra Suma por ter publicado este primeiro livro!) e tem como personagem principal uma CSI que dá nome à série. Em 1984, aos 15 anos de idade, Darby conseguiu escapar de um assassino brutal, sorte que não teve suas duas melhores amigas. O tempo passa mas Darby mas não consegui “seguir em frente”totalmente. Um sentimento de culpa sem a ronda. Somente 25 anos, quando uma jovem é sequestrada é que Darby vê-se diante da chance de fazer as pazes com seu passado.

Em termos de mistério e suspense, Desaparecidas é um livro cativante e que prende a atenção, porém não é nada de extraordinário- até por quê não existem grandes surpresas. Tudo bem, tem uma revelação no final que me pegou desprevenida, mas foi isso. A “outra” revelação era beeeem óbvia!
O que mais me cativou no livro foi justamente a parte dramática da trama; a relação de Darby com seu passado e , principalmente, sua relação com a mãe com câncer terminal. As cenas dela com a mãe foram simples mas extremamente belas e tocantes. Sem contar a sua angústia em perceber que o tempo da matriarca estava se esvaecendo.

Como um todo, Desaparecidas foi uma leitura que eu gostei bastante. Não digo que foi perfeita, extraordinária, mas muito boa- apenas um pequeno detalhe no final me desagradou. Não a ponto de estragar a leitura ou algo assim, mas... gosto de todos os pingos nos is, sabe? Confesso que fiquei um pouco irritada com o autor por causa disso, rs

De qualquer forma, Desaparecidas é uma leitura que vale a pena e deve agradar quem gosta de livros do gênero.

Recomendo!


Título Original: The Missing
Autor: Chris Mooney
Editora: Suma de Letras
Gênero: Romance Policial
Série: Darby McCormick- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Sequestro, Serial Killer, Segunda Chance, Homens da Lei
Período: Dias Atuais. Região de Boston, EUA



Este livro foi minha leitura para o tema 10 do Desafio Realmente Desafiante-
10. Ler um livro que tenha entre 300 e 350 páginas.
Desaparecidas tem 308 páginas.


A Série
Livro 1- Desaparecidas- publicado pela Suma de Letras
Livro 2- O Amigo Secreto - publicado pela Mill Books (confesso que nunca ouvi falar dessa editora)
Livro 3- The Dead Room - inédito no Brasil
Livro 4- The Soul Collectors - inédito no Brasil

Outras Capas:

4/5

quarta-feira, junho 05, 2013

Impiedoso, de Diana Palmer


Alto, moreno e bom partido? Era tudo o que importava para as mulheres de Jacobsville quando se tratava do belíssimo e distante agente do FBI Jon Blackhawk.Mas se dependesse dele, jamais constituiria família. Por sorte, Jon tinha uma guardiã: Joceline Perry, sua assistente eficiente e confiável. Sem sua ajuda, ele poderia ficar à mercê de uma caçadora de marido qualquer. No entanto, quanto mais Jon confiava nela, mais percebia o quanto Joceline era importante de verdade... Ela também não conseguia negar como se sentia atraída pelo chefe, mas, como mãe solteira, tinha o dever de ser profissional. Contudo, quando Jon ficou na mira de uma vingança, ela estava ao seu lado para socorrê-lo, alimentando ainda mais a chama da paixão entre eles. À medida que o perigo aumentava, Joceline se tornava mais presente. Porém, quando a poeira abaixasse, será que o homem que sempre havia evitado o amor aceitaria que tudo de que precisava sempre estivera ao seu lado?


Nossa fazia tempo que eu não publicava nada da Titia Palmeirão, hein? Eu li este livro no final do ano passado ( ou foi no início desse ano?) e simplesmente o tempo foi passando e sei lá porque eu não escrevia a resenha!

A primeira coisa a ser dita sobre Impiedoso é que é a sequência de Perigososo, não só pelos protagonistas serem irmãos, mas pela conclusão do mistério em si. Lembrando que a leitura de O Rebelde (Maverick, que infelizmente- e erroneamente-não foi lançado no Brasil, é também bastante importante para a compreensão da trama de fundo. Nem vou falara aqui sobre séries fora de ordem ou com volumes faltando. Vocês já sabem o que eu penso.

Bem, mas vamos falar sobre o que interessa. Impiedoso é um pouco mais do mesmo da Titia Palmeirão (não que isso seja uma coisa ruim!). Mas com algumas pequenas diferenças. Como assim? O mocinho ogro-cavalgadura não é tão ogro –cavalgadura assim. Bem, quem nunca leu Diana Palmer, vai achar Jon Blackhawk , um grossonildo, mas quem já está acostumada com as cavalgaduras... o rapaz é praticamente um gentleman!

Bem, nem tanto. Afinal estamos falando da Sra. Palmer, né? Mas não deixa de ser um pouco estranho ter um mocinho palmeriano quase...bonzinho. Fã da DP é um povo engraçado, sabe, e eu me incluo nessa lista. A gente vive reclamando dos ogros mas quando vem um mais gentil , a gente reclama também! rs

Jon Blackhawk é o mocinho da vez. Quem leu Perigoso deve lembrar que ele é o irmão de Kilraven e que é agente do FBI. Joceline Perry é a mocinha espevitada, secretária de Jon que não tem papas na língua e- oh! Horror!- apesar de ser solteira tem um filho. Um escândalo, não? :P

Hum, contei que Joceline é apaixonada pelo patrão? Pois é! E eles vivem que nem gato e rato. Ah, e tem uma trama de assassinato também. Mocinhas em perigo. Essas coisas, vocês sabem.
Jon e Joceline são um ótimo casal e isso torna mais fácil para que torçamos por um final feliz para eles. E o filhinho dela é uma graça!

Impiedoso é um bem livro legal, de leitura rápida, com bastante romance e um pouco de aventura. Particularmente, acho que quem segue fielmente a série Homens do Texas irá curtir mais ( a autora faz várias referências a acontecimentos e personagens passados); quem é um leitor ocasional da autora irá achar o livro okay mas nada demais, apesar de Jon Blackhwak ser um mocinho beeeem interessante.

Recomendo!

Título Original: Merciless
Autor(a): Diana Palmer
Editora: Harlequin
Série: Homens do Texas 37
Coleção: Rainhas do Romance 65
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Romance de Banca, Homens da Lei, Crime e Mistério, Crianças, Amor de Escritório
Período: Contemporâneo. Texas, EUA.
(para saber mais sobre a ordem de leitura: veja este post  ).

Menções, Inter- Relações e Outros ’detalhezinhos’ :
A trama deste livro é uma continuação direta das tramas de Rebelde (Maverick, ainda inédito no Brasil) e Perigoso, respectivamente.
 Kilraven . Irmão de Jon Blackhwk Perigoso [HT 36 ]
 Rick Marquez : Detetive. Filho de Bárbara, dona da lanchonete/restaurante de Jacobsville. True Blue
 Rodrigo Ramirez e Gloryanne Barnes: ela é irmã de criação de Jason e Gracie. Coragem
Blake Kemp: Promotor distrital de Jacobsville. Gloryanne é sua promotora assistente (A Tentação do Desejo)
Cash Grier : Chefe de Polícia Renegado
 Alice Jones Fowley, esposa de Harley Fowley: investigadora forense. Maverick [O Rebelde, inédito]
Garon Grier Homem da Lei : irmão de Cash

Outros:


Gail Sinclair: detetive
Roarke: segurança




Capa Original:

Cotação:
(4/5)

quarta-feira, abril 10, 2013

Anjos da Neve, de James Thompson


Em uma pequena cidade do extremo norte da Finlândia, uma jovem somali é encontrada morta e mutilada. Decidido a encontrar o culpado pelo crime horrendo antes que o caos e a indignação tomem conta do país, o inspetor Kari Vaara precisa investigar a vida de cada morador local para chegar ao cerne do crime. Porém, a busca pela verdade no gélido clima ártico envolve pessoas que ele conhece muito bem, e o culpado pode estar mais perto do que ele imagina.



Assim como Tríptico, descobri Anjos da Neve “sem querer”, olhando as prateleiras de uma livraria. A sinopse e a capa me conquistaram logo de cara. Por isso que eu gosto tanto das livrarias físicas, para se ter essa oportunidade de descobrir coisas novas, por acaso. No caso, Anjos da Neve é até um lançamento da editora Record, porém, por ser um policial não é aquele lançamento “com alarde” como tantos outros.
Comprei por impulso (tem desconto pra quem tem Saraiva Plus #dica) e não me arrependi. Muito pelo contrário.

A história começa, há poucas semanas do Natal, quando o corpo de uma bela Somali, uma atriz de segundo escalão é encontrado brutalmente assassino. O policial encarregado de conduzir as investigações é o Inspetor Kari Vaara, que à princípio pensa estar frente a um caso de rápida solução. Porém, obviamente, nada será tão fácil assim. E o suspeito “óbvio” pode não ser tão óbvio assim. Como é sempre bom salientar, em se tratando de livros de suspense/policiais , quanto menos se souber , melhor.

Situado na Finlândia, mais especificamente ao norte do país, em uma pequena cidade da Lapônia (sim, aterra de papai Noel), Anjos da Neve tem a geografia e o clima um elemento marcante na condução da trama. Tudo, pelo menos à primeira vista parece inóspito e extremamente frio (40 graus abaixo de zero! Não consigo nem imaginar. Aliás, imagino e minha imaginação congela de frio, rs)

Americano de nascimento, mas radicado há anos na Finlândia, o autor faz uma descrição crua e, ao mesmo tempo, pitoresca da vida naquele país e de seus habitantes. Ou pelo menos, na vida na região da Lapônia. Honestamente, não me deixou com vontade de conhecer o país- apesar de querer, um dia, presenciar a Aurora Boreal. Eu lembrei de quando li, há muito tempo, nos idos da minha adolescência, Os Pássaros Feridos. Amei o livro mas criei certa “relutância” por assim dizer, em relação à Austrália. Claro que essa percepção mudou com o passar dos anos e hoje o país dos cangurus está na minha lista de “desejados”. Talvez um dia isso aconteça em relação à Finlândia.


“Não falamos sobre ódio; odiamos em silêncio. É assim que somos. Fazemos tudo na surdina.”


Narrado em primeira pessoa, o livro mostra a ponto de vista do finlandês Kari em contrapartida da visão “estrangeira” de sua esposa americana daquela sociedade fechada e fria. O autor apresenta uma Finlândia que tenta parecer simpática e amigável, mas que aos poucos vamos percebendo um forte sentimento xenólito e racista. Sufia, a vítima, logo passa a ser vista como a “negra estrangeira”, como se ela deixasse de ser “gente”. Até certo ponto, as ações dos personagens advêm da aquela máxima de “o meio faz o homem” e neste caso, não só a frieza e o jeito taciturno como reflexos de um clima inóspito mas também a religião. Não é um conceito de religiosidade ferrenha como é muitas vezes apresentado em livros com cristãos neopetencostais mas uma religiosidade quase “histórica” e diversas vezes, castradora. Eu fui batizada na igreja luterana e confesso que nunca havia lido nenhum livro em que o luteranismo e suas ramificações fossem tão presentes em uma trama. Foi bem interessante.

Eu gostei muito do modo como Kari Vaara, o protagonista, é construído. A sua visão crítica de seus conterrâneos mas ao mesmo tempo, possuidor dos mesmos “defeitos”. O interessante é que Kari não é o típico herói genial e infalível. Muito contrário. Sua opinião muitas vezes “estreita” pode por tudo a perder. Ele acha que tudo será fácil demais e ali está seu primeiro erro. No decorrer das investigações, a situação vai tomando proporções maiores e inesperadas.

Gostaria de poder dizer mais, não só da trama, mas também dos outros personagens, porém qualquer coisa que eu diga poderá estragar a leitura. Na surpresa e na formação de teorias estão uma das maiores graças na leitura.


Uma das poucas coisas que eu não gostei no livro foi a forma como este é narrado, em primeira pessoa e no tempo presente. Nunca gostei de livros narrados no tempo presente; causam-me estranheza. Porém, apesar disso, a leitura flui tão bem que este “pequeno desconforto” acabou sendo deixado de lado.

Apesar de não ser especificamente gráfica, a linguagem empregada é bem direta e por vezes crua. Não vou negar que algumas passagens causam desconforto mas estão dentro de um contexto.

Anjos da Neve não está entre os meus livros policias favoritos, porém, foi sim uma leitura interessante e instigante, que me prendeu até a última linha e me deixou com vontade imensa de ler os outros livros da série.

Recomendo.

Título Original: Snow Angels
Autor: James Thompson
Editora: Record
Gênero: Romance Policial
Série: Inspetor Kari Vaara
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Racismo e Preconceito
Período: Atual. Lapônia, Finlândia.


Edição:

Com uma capa que eu , particularmente, acho belíssima, Anjos da Neve tem uma edição bem acabada. O único erro mais  perceptível que eu encontrei foi com o nome Sufia, grafado como Sofia, em algumas passagens. Além disso, senti falta de Notas do Tradutor em algumas passagens. Santo Google!


A Série

Livro 1-Anjos da Neve
Livro 2- Lucifer’s Tears –ainda inédito no Brasil
Livro 3-Helsinki White-ainda inédito no Brasil
Livro 4- Helsinki Blood-ainda inédito no Brasil

Outras Capas:

Além de extremo mal gosto, a capa da edição turca é "nada a ver". Sufia era negra, além de outros detalhes que estão errados. Affe.

4/5