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segunda-feira, fevereiro 10, 2014

The Perfect Poison, de Amanda Quick [Arcane Society]


Atormentada por los rumores de que ella enveneno a su prometido, Lucinda Bromley consigue vivir al margen de la buena sociedad del Londres victoriano cuidando sus queridas plantas -y de vez en cuando se embarca en una investigacion por asesinato. Pues la conocida botanica tiene una cualidad excepcional: es capaz de detectar casi cualquier tipo de veneno, sobre todo los que tienen su origen en el reino vegetal. Sin embargo, la muerte de un lord ha afectado a Lucinda en lo mas hondo. En la escena del crimen, recoge restos de un veneno derivado de una rara especie de helecho. Tan raro, en realidad, que solo existe un ejemplar en toda Inglaterra -que fue robado de su invernadero precisamente el mes pasado. Para mantener su nombre al margen de la investigacion y descubrir al asesino, Lucinda solicita los servicios de un companero miembro de la Sociedad de Arcanos. Caleb Jones dirige una agencia de investigacion psiquica. Descendiente del fundador de la Sociedad, es muy eficiente protegiendo los secretos de la misma -y buenisimo descubriendo la verdad. Lucinda percibe en el imponente hombre un poder en estado puro y a la vez una intensidad innegable. A medida que surge un abrumador deseo entre Caleb y Lucinda, los dos se ven arrastrados al sombrio nucleo de una funesta conspiracion cuyos origenes se remontan a los primeros tiempos de la Sociedad de Arcanos y a un legado de locura que puede hundir a Caleb en las profundidades de su alma torturada...



Romântico e divertido. Um dos livros de Amanda Quick que eu mais gostei.

Como de costume, a mistura de suspense romântico, humor e drama foi praticamente perfeita (hey, eu não acredito em perfeição, tá? Perfeição é chato ^.^)

The Perfect Poison (O veneno perfeito, em português) é os sexto livro da série Arcane Society e o terceiro histórico desta mesma série (saiba mais no final do post).

Lucinda Bromley não é uma mulher comum. Solteira, ela é uma especialista em venenos; ela é capaz de identificar qualquer veneno e apenas pelo cheiro! Quando é chamada para ajudar a polícia em uma caso de morte suspeita, Lucinda Vê-se numa difícil situação: não só o morto fora envenenado, como o veneno usado era raríssimo e era derivado de uma planta muito defícl de encontrar. Aliás, dificílima. Não só isso, a única pessoa que possuía essa planta era a própria Lucinda. Assustada, ela resolve pedir ajuda à um membro da Arcane Society, uma sociedade (mais ou menos) secreta que trata de assuntos “paranormais” e do qual faz parte. Caleb Jones não só gerencia uma agencia de investigação de atividades paranormais como é um dos fundadores da mesma.

Juntos, os dois irão investigar uma série de acontecimentos estranhos envolvendo Lucinda, venenos e plantas raras.

Falando assim, a história até parece complicada e fantástica demais. Ledo engano. The Perfect Poison é uma deliciosa mistura de Suspense Romântico e Romance Histórico. Amanda Quick tem um jeito único de escrever suas histórias, nelas você sempre vai encontrar uma mocinha intrépida, um mistério, romance e bastante humor. Alguns dizem que a autora se repete, eu não deixo de lhes dar razão ( e talvez por isso, o ideal é ler seus livros com um certo intervalo de tempo entre eles) porém esta “semelhança” de roteiro também é um dos seus melhores trunfos. A autora tem um estilo único que cativa desde a primeira página. Suas mocinha são sempre mulheres decididas, mas isto não quer dizer que não tenham questionamentos e dramas interiores, o mesmo vale para seus mocinhos. E com Lucinda e Caleb isto não é diferente.

Lucinda sob o estigma de ser uma mulher solteira na Inglaterra Vitoriana e fato de desconfiarem de um possível envolvimento seu na morte de seu noivo não ajuda nada. Ela é uma personagem cheia de vida, mas também muito sozinha. A solidão também é companheira de Caleb, mas por vontade própria. Ele tem medo da própria natureza. Seus “habilidades”psíquicas são seu dom- e sua maldição ( e não, não vou entrar em detalhes, tá? rs)


Os dois juntos são nitroglicerina pura mas, ao mesmo tempo, são uma dupla perfeita. A relação dos dois envolve paixão e confiança. Isso regado à muito humor. Um humor sutil, quase irônico mas que é um grande diferencial à obra. Os diálogos travados entre os dois são um destaque à parte. Por muitas vezes me vi sorrindo, rindo sozinha- e este absolutamente não é um livro cômico. O humor está lá para aliviar e não mudar o foco.

Eu gostei muito do fato d’o livro ter o que eu chamo um equilíbrio ideal. A parte romântica não se sobrepõe ao mistério e vice-versa. Ao mesmo tempo que eu torcia pelo amor de Lucinda e Caleb, eu estava louca para saber a solução do mistério. E falando em Lucinda e Caleb, eu ADOREI os dois. Sério. Porém, eita cabeça-durice!

The Perfect Poison, assim como toda a série Arcane Society, está calcado em fenômenos e enigmas paranormais, porém o assunto é tratado com tanta leveza que, por vezes, nem percebemos que se trata de uma fantasia.
Eu queria falar mais sobre a história e tudo o que acontece, mas como todo o livro que envolve mistério e suspense, quanto menos se souber melhor.

Uma ótima pedida para quem já é fã da autora ou quer conhecer a sua obra.



Recomendo!


O P.S: Infelizmente, como puderam perceber, este livro é inédito no Brasil. Amanda Quick é uma autorafantástica e costumava ser publicada pela editora Rocco. Porém, como tantos outros autore(a)s ela foi "esquecida". Editoras, #ficaAdica !

Título Original: The Perfect Poison
Autor: Amanda Quick
Editora: Importado
Gênero: Romance Histórico
Série: Arcane Society 6
Sub-Gênero/Assunto: Suspense Romântico, Paranormal,
Período: Era Vitoriana


Série Arcane Society
Arcane Society é uma série sobre os membros de uma sociedade secreta especializada em investigar e estudar objetos - e pessoas- com poderes paranormais. Os livros se passam na Era Vitoriana, nos tempos atuais e no futuro.
manda Quick são os livros passados na Era Vitoriana, Jayne Anne Krentz, nos tempos atuais e Jayne Castle, no Futuro.
Eu recomendo ler os livros em sequência de acordo com o período em que a história se passa. Ou você poder somente os livros do período que mais gosta. É uma série bem democrática! rs

Livro 1-Second Sight- Amanda Quick
Livro 2- White Lies- Jayne Ann Krentz
Livro 3- Sizzle e Burn- Jayne Ann Krentz
Livro 4- Third Circle Amanda Quick- Inédito no Brasil
Livro 5- Running Hot- Jayne Ann Krentz
Livro 6- The Perfect Poison – Amanda Quick
Livro 7- Fired Up - (Este livro também é o primeiro livro da trilogia Dreamlight)- Jayne Ann Krentz
Livro 8- Burning Lump- (Dreamlight #2) – Amanda Quick
Livro 9- Mignight Crystal (Dreamlight #3)- Jayne Castle
Livro 9.5 The Scargill Cove (Looking Glass o.5)- Jayne Ann Krentz
Livro 10- Intoo Deep(Looking Glass 1)- Jayne Ann Krentz
Livro 11- QuickSilver (Looking Glass 2)– Amanda Quick
Livro 12- Canyon of Night (Looking Glass 3)– Jayne Castle

Outras Capas:




4.5/5

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Tentação ao Pôr do Sol, de Lisa Kleypas [Hathaways 3]


Poppy Hathaway está em Londres para sua terceira temporada de eventos sociais. Como nos dois anos anteriores, ela se hospedou com a família no hotel Rutledge. E, como nos dois anos anteriores, tudo indica que retornará a Hampshire sem ter encontrado um pretendente com quem se casar.
Apesar de ser extremamente bonita e gentil, Poppy tem duas grandes desvantagens em relação às outras moças: sua inteligência deixa muitos homens acuados e o fato de vir de uma família tão pouco convencional faz com que os melhores partidos nem sequer a abordem.
Mas o destino a coloca no caminho de Harry Rutledge, um homem de passado triste, que venceu na vida por conta própria e aprendeu a encarar tudo como um negócio. O dono do hotel não ama ninguém, confia em poucos e manipula todos. Porém, mesmo sendo tudo o que Poppy nunca almejou, ela não pode negar o fascínio que sente por ele.
Quando Harry conhece Poppy, é tomado pelo desejo. Ele imediatamente tem a certeza de que a jovem será sua – e, para o bem ou para o mal, não mede esforços para que isso aconteça.
Mas fascínio e desejo não serão suficientes para construir sua história, sobretudo quando uma traição põe em jogo as bases do relacionamento. Agora, é entre quatro paredes que eles tentarão resolver problemas e anular diferenças, num romance sensual em que seu futuro juntos pode mudar a cada toque, cada encontro, cada descoberta.




Um livro adorável mas com considerações.

Eu não vou negar que tenho um certo “problema” com mocinhas. Muitas delas me irritam e acabam prejudicando minha visão dos livros as quais são protagonistas. É já encontrei por aí muitas mocinha chata e irritante. Tentação ao Pôr do Sol não tem uma mocinha chata nem irritante, pelo contrário. Agora, o mocinho...

Pois é. Harry Rutledge ainda está em “condicional”, mesmo após ter melhorado BASTANTE no decorrer da leitura. Não, ele não foi chato nem irritante; Não, ele cometeu um dos maiores pecados que um “mocinho”pode cometer contra a mocinha. Ou contra qualquer um, se quer saber.

Ele foi cafajeste e não cafajeste no sentido de “bad boy”. Oh, não! Foi cafajeste mesmo! E, pior, demorei muito para ver amor verdadeiro por Poppy nas ações dele. E, sabe, em um livro romântico, penso que o “amor” é um dos ingredientes principais. Se não, O principal.

Poppy é a irmã Hathaway sensata e calma. Por mais que ela ame a família e suas excentricidades., o que ela mais quer é casar e ter uma vida, calma, mundana mesmo. Ela tem até um pretendente, porém, as coisas não acontecem como ela gostaria e acaba tendo que se casar com Harry Rudledge, o misterioso dono do Hotel em que Poppy e a família estão hospedados em Londres.

Rutledge a queria- e a conseguiu. O problema foi como. Sério, me deu tanta raiva! Não só pelo o quê ele fez para ficar com ela, mas pelo fato de quê nada daquilo pareceu ser “por amor”. Ele a queria para si. Era uma questão de posse. Amor não teve nada a ver com isso. Ele age como um verdadeiro vilão, se querem saber.

Tentação ao Pôr do Sol me lembrou vagamente de um livrinho de banca que li há algum tempo, Não é Preciso Ser Bela. Porém, naquele livro, eu gostei do mocinho. Aqui... Assim, como acontece em Não é Preciso ser bela, o casamento transforma-se em um inferno particular, uma guerra fria.

Poppy sente-se traída e desesperadamente sozinha. Nem em uma casa “de verdade” eles moram, já que os dois passam a viver no Hotel. As cenas de sexo, neste início de casamento, são quase melancólicas. Belas e tristes. A consumação do casamento era uma obrigação. E era isso.


Eu gostei de Tentação ao Pôr do Sol mais pelo drama do quê para o romance em si. A história é muito bonita e me tocou de verdade, porém, muitas vezes me vi torcendo contra o casal.

Simplesmente, durante a leitura, eu não conseguia perdoar Rutledge e enxergar nele uma boa pessoa. Meu coração doía por Poppy. Obviamente, existe o momento da redenção. Afinal, é um romance! Mas, achei rápido demais. Ele tinha que sofrer um pouco (muito!) mais.

Sim, eu gosto de ver mocinhos sofrendo! :D

Tentação ao Pôr do Sol foi um livro que me tocou de maneira diferente. Como já mencionei antes, eu me apaixonei pelo drama e também por Poppy. Ela foi um daqueles tipos de personagem que parecem ser graça, apagadas, mas que, aos poucos, provam que são muito mais fortes do que aparentam.

Lisa Kleypas nos apresenta uma bela história sobre solidão “acompanhada”  e sobre o amor incondicional da família. A situação da mulher na sociedade de então (e, infelizmente, em alguns lugares, até hoje) não era fácil, muito menos confortável. Qualquer “deslize” era motivo para julgamentos e condenações. O casamento era o destino que muitas almejavam, mas nem sempre a felicidade era encontrada. Poppy não teve exatamente destino que queria nem o final feliz "imediato", mas o amor e apoio dos irmãos e cunhados estavam sempre presentes. 
Não posso deixar de mencionar os empregados do hotel que fazem um pouco o papel de cupido, tentando juntar Harry e Poppy. "Juntar" duas pessoas que já estão casadas. É um toque simpático à trama.  

Uma das coisas que eu mais gosto nas séries de Lisa Kleypas é que ela não esquece os protagonistas dos livros anteriores. Ah, todos fazem uma aparição e ela me deixou SUPER curiosa para saber o que vai acontecer no quarto livro da série. Eu não era muito fã do Leo, mas aqui ele verdadeiramente já me conquistou!

Tentação ao Pôr do Sol, ao meu ver, foi inferior aos dois livros anteriores da série, mas mesmo assim foi uma leitura maravilhosa. Me fez sorrir, emocionar e, éclaro, também me fez sentir raiva.


Assim é a vida.

Recomendo! 


Título Original: Tempt at Twilight
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Série: Hathaways- Livro 3/5
Sub-Gênero/Assunto: Casamento de Conveniência, Amor e Ódio, Casados
Período: Inglaterra. Era Vitoriana

A Série
Apesar de ser o primeiro livro de uma série, Os Hathaways, Desejo à Meia-Noite faz parte do mesmo “universo” da série Wallflowers , uma série nunca publicada no Brasil mas conhecida das meninas que compram na Wook. Desejo à Meia Noite passa-se, mais ou menos, 4 anos após os eventos da outra série. Não é necessário ler a “pré-série” mas quem já leu, irá reconhecer alguns personagens.

Livro 1- Desejo à Meia-Noite [RESENHA]
Livro 2- Sedução ao Amanhecer – [Resenha]
Livro 2.5- A Hathaway Wedding- não sei se a editora pretende lançar essa pequena história/conto
Livro 3-Tentação ao Pôr-do –Sol –[Resenha]
Livro 4- Manhã de Núpcias
Livro 5- Paixão ao Entardecer- ainda inédito no Brasil

Outras Capas:


4/5

Estou pensando em fazer um sorteio/promo deste livro. O que acham? Sorteio para ganhar um exemplar do livro AQUI!


segunda-feira, novembro 11, 2013

Sedução ao Amanhecer, de Lisa Kleypas

O cigano Kev Merripen é apaixonado pela bela e bem-educada Win Hathaway desde que a família dela o salvou da morte e o acolheu, quando era apenas um menino. Com o tempo, Kev se tornou um homem forte e atraente, mas ainda se recusa a assumir seus sentimentos por medo de que sua origem obscura e seus instintos selvagens prejudiquem a delicada Win. Ela tem a saúde fragilizada desde que contraiu escarlatina, num surto que varreu a cidade. Sua única chance de recuperação é ir à Franca, para um tratamento com o famoso e bem-sucedido Dr. Harrow. Enquanto Win está fora, Kev se dedica a coordenar os trabalhos de reconstrução da propriedade da família, em Hampshire, transformando-se num respeitável administrador, mas também num homem ainda mais contido e severo. Anos depois, Win retorna, restabelecida, mais bonita do que nunca... e acompanhada por seu médico, um cavalheiro sedutor que demonstra um óbvio interesse por ela e desperta o ciúme arrebatado de Kev. Será que Win conseguirá enxergar por baixo da couraça de Kev o homem que um dia conheceu e tanto admirou? E será que o teimoso cigano terá coragem de confrontar um perigoso segredo do passado para não perder a mulher da sua vida?



Lindo, Lindo, Lindo.

Um Segundo livro de uma série ser melhor que o primeiro não é algo muito raro. Porém, quando o tal primeiro livro é uma leitura 5 estrelas, isso já é muita coisa. E foi o caso de Sedução ao Amanhecer. Por incrível que pareça, o livro consegue ser ainda melhor que o seu antecessor.

A história começa quase que imediatamente ao final do primeiro livro ( o que ressalta ainda mais a necessidade de ler os livros na sequência!), quando a mais doce e sensível Hathaway é enviada a França para tratar da saúde. É a única chance dela de tentar se curar e, quem sabe, ter uma vida normal. Apesar da saudade, todos concordam com a partida. Bem, todos menos Kev, o cigano que mora com a família Hathaway desde que era criança. Ele não quer ver o grande amor de sua vida partir. Ele sabe que quando ela voltar, nada será mais o mesmo.

E ele estava certo.

Quando Win retorna, além de saudável, ela está mais forte como pessoa e disposta a amar- e ser amada. Ela ama Kev e sabe que ele a ama, porém as reticências dele são fortes demais e a jovem simplesmente se sente cansada por esperar por um amor que talvez nunca se concretize.

Talvez fosse a hora de seguir em frente.


“Kev a amava. Não como descreviam os romancistas e poetas. Nada tão domesticado.”

Sedução ao Amanhecer é uma linda história de amor; um amor forte, intenso. E proibido. O amor de Kev e Win não é só impossível devido as questões morais e éticas da sociedade de então- afinal ele é um cigano e ela uma jovem branca e de boa família- mas, também as barreiras que o próprio Kev impõe. Ele não se sente digno dela. Normalmente, este é um tipo de atitude que me incomoda em heróis românticos, mas é tudo tão bem arquitetado e descrito que me vi impossibilitada de não sofrer junto com Kev.

Ele é forte, bruto, incrivelmente mal humorado, mas no fundo é um sofredor. Kev é capaz de acabar com a própria vida em nome a felicidade e segurança de Win. Ele vive por ela.

“-Todos os fogos do inferno poderiam arder por mil anos e não se igualariam ao ardor do que sinto por você em um minuto do dia. Eu a amo tanto que não há prazer nisso. Nada além de tormento. Porque se eu pudesse diluir o que sinto por você a uma milionésima parte, o resultado ainda seria suficiente para matá-la. E, mesmo que me leve a loucura, prefiro vê-la viva nos braços daquele canalha frio e sem alma d que morta em meus braços.”

Dizer que eu gostei de Sedução ao Amanhecer seria pouco. Eu simplesmente me apaixonei pela história e seus personagens. Muitas vezes uma história de amor forte, carregada de emoções, corre o risco de parecer um pouco “brega” ou “intensa” demais, resvalando no ridículo. Porém, isso não ocorre aqui. E o grande mérito é de Lisa Kleypas. Ela consegue fazer uma história incrivelmente romântica sem abusar de mais do açúcar. Junto com a história de amor, temos também a leve crítica social, o que torna tudo muito mais interessante.

Honestamente, não sei muito mais o que dizer. Acho que vocês já perceberam o quanto gostei do livro, não? Acho que a única coisa que me resta a falar é: Leiam!

Se você gosta de uma bela história de amor, com personagens fortes e cativantes, Sedução ao Amanhecer é leitura obrigatória.

Recomendo!

Título Original: Seduce me At Sunrise
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Série: -Os Hathaways- Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Ciganos, Família, Amor Proibido, Reencontro
Período: Era Vitoriana. Inglaterra.

A Série
Apesar de ser o primeiro livro de uma série, Os Hathaways, Desejo à Meia-Noite faz parte do mesmo “universo” da série Wallflowers , uma série nunca publicada no Brasil mas conhecida das meninas que compram na Wook. Desejo à Meia Noite passa-se, mais ou menos, 4 anos após os eventos da outra série. Não é necessário ler a “pré-série” mas quem já leu, irá reconhecer alguns personagens.

Livro 1- Desejo à Meia-Noite [RESENHA]
Livro 2- Sedução ao Amanhecer – [Resenha]
Livro 2.5- A Hathaway Wedding- não sei se a editora pretende lançar essa pequena história/conto
Livro 3-Tentação ao Pôr-do –Sol –
Livro 4- Married by Morning – sem título em Português
Livro 5- Love in the Afternoon- sem título em Português

Outras Capas:
Reparem como nas duas capas, as modelos são LOIRAS. A capa brasileira é linda, mas a moça é RUIVA! E Win é LOIRA! LOIRA! O povo que faz capa poderia prestar mais atenção, né?!


5/5

quarta-feira, outubro 09, 2013

Paixão Sublime, de Lisa Kleypas

Quatro jovens damas da sociedade londrina procuram um bom partido. Chega a vez de Evangeline Jenner, a mais tímida, mas também a mais rica, logo que cobre a sua herança.
Para escapar às garras da família, Evie pede ajuda a Sebastian, Lord St. Vincent, um conhecido libertino, fazendo-lhe uma proposta irrecusável: que se case com ela, trocando riqueza por proteção.
Mas a proposta impõe uma condição: depois da noite de núpcias, os dois não voltarão a encontrar-se na intimidade, pois Evie não quer ser mais um coração partido na longa lista de conquistas de Sebastian.
A Sebastian resta esforçar-se mais para a seduzir… ou entregar finalmente o coração, em nome do verdadeiro amor.




Favorito, favorito, favorito. O terceiro livro da série Wallflower (ou À Flor da Pele, como em conhecida em Portugal) é o meu favorito absoluto da série, como vocês já devem ter percebido. Para quem leu a minha resenha sobre o segundo livro (link ao final deste post) sabe que eu gostei daquele livro mas não “me apaixonei”por ele, porém, o final o final havia me deixado em “polvorosa”: como assim o vilão ia ser o mocinho do livro seguinte?! E o mocinho da personagem mais doce e tímida da série?

Como assim?

Após ter “pintado e bordado” no livro anterior- e se dado mal (é claro que eu não vou contar o que aconteceu, né? Vocês tem que ler o livro!rs), Sebastian, Lorde St. Vicent se vê diante de uma proposta , no mínimo, espantosa: a tímida e sem graça Evangeline Jenner o pede em casamento! Ela não é uma jovem especialmente bonita e ainda por cima, é gaga. Porém, Evie, como é chamada, possui algo que St. Vicent está precisando muito: dinheiro. E casando-se com ele, ela pode conseguir aquilo que não tem, liberdade. Mesmo que seja uma liberdade “em termos”, já que naquela época, uma mulher tornava-se “propriedade” do marido.

Era um acordo com o demônio- e ela sabia disso. Porém, qualquer coisa era melhor do que os anos de abusos e privações nos quais vivia até então.

Paixão Sublime fala sobre esse casamento que vai contra todas as probabilidades. St. Vicente e Evie são como água e vinho, não só no que diz respeito às características físicas, ele o belo príncipe, ela, a menina sem-graça, mas também ao temperamento. St. Vicente é expansivo, alegre. Evie é retraída, cautelosa. Todavia eles também são parecidos na vontade de mudança; de provar que podem mudar seus destinos.

St. Vicente pode parecer, à princípio, mais um janota da sociedade londrina, mas, na hora de levantar as mangas e enfiar a mão na massa, ele vai em frente! O mesmo com Evie. Pouco a pouco, vamos percebendo as mudanças naquela menina tímida e de voz cambaleante. Mais do que uma paixão inevitável que vai surgindo entre eles, o que aparece também é um misto de confiança e amizade.

Eles se tornam amigos. Amigos que se apaixonam. Apenas tiveram que se casar primeiro.

Eu simplesmente adorei Paixão Sublime . Adorei como tudo foi ocorrendo de maneira suave, a relação entre St. Vicente e Evie, o desenvolvimento dos personagens. Eles crescem, evoluem. Uma das coisas que mais gosta na escrita de Lisa Kleypas, é justamente isso, o desenvolvimento de tramas e personagens. Ela consegue detalhar sem se tornar enfadonha. É tudo na medida certa. O Romance, o amor, é motor do livro, obviamente, mas os dramas e a crítica social permea toda a história, tornando tudo mais interessante e rico.
Este é o livro mais caliente da série e as cenas de sexo estão na medida certa, eróticas e delicadas. Dentro de um propósito.

O livro é deleite, daqueles que você lê “numa sentada” e depois se recrimina por ter lido tão rápido. Sem contar que o Rohan, o cigano tudo de bom de Desejo à meia-Noite aparece aqui.

Para quem gosta de um bom romance histórico, Paixão Sublime é uma leitura mais do que recomendada.



A Edição
Este livro, infelizmente, nunca foi publicado no Brasil, apenas em Portugal. A edição que eu li foi a original, em inglês. A série está sendo publicada no Brasil pela Arqueiro!


Título Original: The Devil in The Winter
Autor: Lisa Kleypas
Editora: 5 Sentidos (Wook)
Gênero: Romance Histórico
Série: Wallflowers - Livro 3/5
Sub-Gênero/Assunto: Casamento por Conveniência, Hot, Abuso
Período: Era Vitoriana. Inglaterra


A Série*
A Série Wallflowers faz parte do mesmo universo que a série Hathaways. As histórias de Hathaways passam-se cerca de 4 anos depois das de Wallflowers.

Livro 0.5- Again the Magic- conta a história da irmã de Marcus, Aline.
Livro 1- Desejo Subtil
Livro 2- Sedução Intensa (It Happened One Autumn)
Livro 3- Devil in Winter
Livro 4- Scandal in Spring
Livro 5- A Wallflower Christmas

*os títulos em Português referem-se à edições portuguesas.


Outras Capas:



5/5

quarta-feira, agosto 14, 2013

In Bed With The Devil, de Lorraine Heath


Conhecido como o Conde Diabo, Lucian Langdon é um canalha com uma reputação de assassino que cresceu nas ruas violentas de Londres. Lady Catherine Mabry, uma verdadeira dama está disposta a negociar com ele para proteger seus entes queridos, mas ao fazê-lo arriscando mais do que sua reputação. Lucian quer o respeito da sociedade e, acima de tudo, uma esposa. No entanto, a mulher que escolheu, Frannie, nunca será aceita pela aristocracia. Catherine pode ajudá-lo a obter o seu caminho, mas o que pede o que irá mudar suas vidas em perigo ...


Mais uma das minhas leituras da Maratona Literária.

Na maioria das vezes, eu não me incomodo com clichês. Se pensarmos, bem, é difícil encontrarmos um livro, um filme sem um clichê. Qualquer que seja o gênero. O que importa é como o autor (ou do diretor) trabalha aquele clichê. Contudo, não posso negar que também é ótimo se deparar com uma história original, diferente.
In Bed With The Devil é assim; um desses casos. À primeira vista, parece um romance de época comum com o nobre “sombrio” e uma mocinha “espevitada” e que por, por forças do destino, acabam se unindo. Até a premissa de a mocinha precisar de um favor do temido “Conde Diabo” já foi vista antes. Então, o que há de tão “diferente” em In Bed with the Devil?

Primeiramente, o título (Na Cama com o Diabo, em tradução literal) é péssimo e dá uma idéia errada sobre o livro.

Lady Catherine Mabry, uma respeitada dama da sociedade procura Lucian Langdon, o maldito, o “Lorde Diabo” para que ele mate uma pessoa para ela. Em troca, ela lhe retribuiria com qualquer favor.

Lucian “Luke”Langdon não é chamado de maldito, de “diabo”, por acaso. Ele viveu nas ruas Londres, praticando pequenos furtos, junto com um grupo de crianças órfãs até a adolescência e somente escapou da forca porque no último momento foi descoberto ser ele o neto desaparecido do Conde de Greystone.

Mas seria mesmo? Luke estava sendo condenado à forca justamente por matar seu tio, o filho mais novo do velho Conde. Poderia um assassino ser um membro da nobreza? Para o velho pouco importava, Luke era seu neto. Mesmo se o próprio menino não acreditasse nisso. Mas o que era uma mentira diante de salvar a própria vida?

De mudar a própria vida?

Luke cresceu, herdou o título do avô mas nunca se sentiu verdadeiramente pertencente à nobreza. Talvez não fosse mesmo. E os seus “pares” no reino não faziam questão de esconder que achavam que ele não era um “deles”. Os únicos amigos verdadeiros de Luke eram aqueles da sua vida pregressa, os que viveram nas ruas com ele, que passaram fome e frio com ele. Os únicos com quem ele podia confiar. Entre esses amigos estava Frannie, a doce amiga por quem ele sempre fora apaixonado e com quem queria se casar. Porém, Frannie não quer viver na “nova” vida de Luke. Ela não está preparada para “enfrentar” a nobreza.

E é aí que entra Lady Catherine. O favor. Em troca de um assassinato, ela deve ensinar Frannie a se tornar uma dama.

Lindo. Eu achei In Bed With The Devil lindo. Tocante e romântico. Para não dizer, em alguns momentos, triste. Sim, triste. O livro é uma história de amor à segunda vista mas também fala de abandono e abuso.

A obra de Charles Dickens é muito citada, especialmente Oliver Twist e o livro mostra que a vida nas ruas de Londres não é apenas alegria e romance. Existe fome, desespero e violência. Contudo, o abuso não está restrito apenas às camadas mais pobres da população. Ele também acontece entre quatro paredes das mais ricas mansões. Nem sempre o marido é o príncipe encantado. Ele pode ser violento, abusivo- e a esposa não pode fazer nada. Naquela sociedade, a mulher era uma propriedade do marido. Ela pertencia à ele.

In Bed With The Devil prende a atenção não só pela história interessante como também pela escrita de Lorraine Heath; é uma escrita segura mas suave. Eu gostei que, apesar de ter muitos momentos dramáticos, o livro não é desprovido de humor, o que sempre dá um alívio ao andamento da história.

Eu também gostei muitos dos personagens. Frannie, Jack Dodger, o melhor de Luke. Catherine é uma mocinha admirável. Sim, ela tem pensamentos próprios e muitas vezes “modernos” para época mas conhece o peso das convenções sociais. A cena com o pai no jardim é belíssima e melancólica. Além disso, a relação dela e Luke não é daquela que acontece de um dia pra noite, onde ele a olha e já quer levá-la pra cama. Uma amizade é criada; um companheirismo.


Esta foi uma leitura que me encantou profundamente e que eu recomendo a todos que gostam de um bom romance.

Edição

Infelizmente este livro não foi lançado em Português, apenas em Espanhol e Inglês, obviamente.

Título Original: In bed with the Devil
Autor: Lorraine Heath
Editora: Avon (Importado)
Gênero: Romance Histórico
Série: Scoundrels of St. James Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Abuso
Período: Era Vitoriana. Londres, Inglaterra.



A Série

In Bed With The Devil é o primeiro livro de uma série Scoundrels of St. James . Cada livro tem começo, meio e fim, porém devido à subtramas e mistérios envolvendo o passado de diversos personagens, a série deve ser lida na ordem correta.

Livro 1-In bed with the Devil
Livro 2-Between the devil and desire
Livro 3- O Nobre e a Plebeia (Surrender to the devil)- sim, este livro foi lançado, totalmente fora de ordem pela Falecida Nova Cultural.
Livro 4- Midnights pleasures with a scoundrel


Outra Capa:



5/5


***
Qualquer erro na postagem, por favor avisar para que eu possa corrigir, okay? :)
***

quarta-feira, julho 31, 2013

Sedução Intensa, de Lisa Kleypas



Quatro jovens da sociedade elegante de Londres partilham um objetivo comum: usar os seus encantos femininos para arranjarem marido. E assim nasce um ousado esquema de sedução e conquista. Num refinado baile londrino, Lilian Bowman depressa descobre que a sua educação tipicamente americana não está propriamente na moda. E encontra no insuportável Marcus, Lord Westcliff, o seu crítico mais implacável. Pena seja um excelente partido... Quando Lilian cai acidentalmente nos braços de Marcus, vê-se consumida e chocada por uma súbita paixão por um homem que julgava detestar. O tempo parece parar e o corpo da jovem cede ao erotismo do momento, descobrindo sensações que nem sonhava existirem... Marcus conhecido pela sua constância, também se vê perdido num turbilhão sensual. Cada toque de Lilian é pura tortura, cada beijo o faz gemer por mais. Mas como pode ele pesar aceitar uma mulher tão pouco adequada para sua noiva?

Normalmente, em toda série, seja literária, cinematográfica ou que for, sempre tem a aquele livro que a gente menos gosta. A série, como um todo, pode ser fantástica, inesquecível, mas (quase) sempre tem aquele título que não caiu tão bem ao nosso gosto. Claro que isso não é uma regra imutável, mas se pensarmos bem, acontece várias vezes.

Sedução Intensa foi, para mim, um desses casos. Uma baixa numa série maravilhosa. Sim, eu já li todos os quatro livros da série Wallflowers (aguardam resenhas) e posso dizer com convicção que este foi, de longe, o que eu menos gostei. O livro não é ruim, até por que eu gosto muito da escrita e estilo de Lisa Kleypas, mas ficou bem aquém do eu esperava.

Eu sento falta de uma trama, de uma história melhor envolvendo os personagens de Marcus, Lord Westcliff e Lilian Bowman. Em grande parte do tempo, sentia como se nada tivesse acontecendo, além do jogo de “amo e odeio”dos dois. A coisa toda só começa a movimentar mesmo lá pro final e o livro acaba com um gancho pro livro seguinte que... OH MEU GÓDI! Ainda bem que eu tinha o terceiro livro por que senão ia ter uma síncope de curiosidade! Ah, não tenham medo! Esse livro tem começo, meio e final.

Pois bem, eu senti a falta de uma trama mais forte no livro, é fato. Porém, acho que isso não seria de grande problema se eu gostasse da protagonista. E eu detestei Lilian Bowman. Não gostava dela no primeiro livro, Desejo Subtil , não gostei dela nesse livro- e continuei achando-a insuportável nos livros seguintes. Tenho certeza que muitas devem adorar a personagem, com seu jeito desbocado. Eu achei insuportável, metida e chata.

O mais interessante é que ela e Marcus fazem sim um casal incrível. É vai entender, mas os dois combinam. A tão importante química está lá.

Já sei o que vocês devem estar pensando, Hiii, pelo visto esse livro não vale a pena! Não! Sedução Intensa, apesar de tudo, vale sim a pena a leitura. Primeiro por que faz parte dessa série incrível, Wallflowers e o livro seguinte é ÓTIMO; Segundo, mesmo que a história não seja tão maravilhosa assim (bem, pelo menos eu não achei), a escrita de Lisa Kleypas é leve e divertida; mas, principalmente, o livro vale a pena nem que seja só pelo Marcus. Se a Lilian é uma chatonga, Marcus é tudo! Eu gostei muito de todos os personagens masculinos da série, mas, ele, com certeza é o meu favorito. Seu jeitão super sério mas cativou demais.

Em suma, Sedução Intensa não figura entre os meus favoritos, porém está acima da média e vale a leitura.

Edição: Vale lembrar que este livro não foi lançado no Brasil. O título em Português refere-se à Edição Portuguesa. A edição que eu li foi a original, em Inglês.
Título Original: It Happened one Autumn
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Importado
Gênero: Romance Histórico
Série: Wallflowers- Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Amor e Ódio
Período: Era Vitoriana. Inglaterra.


A Série*
A Série Wallflowers faz parte do mesmo universo que a série Hathaways. As histórias de Hathaways passam-se cerca de 4 anos depois das de Wallflowers.

Livro 0.5- Again the Magic- conta a história da irmã de Marcus, Aline.
Livro 1- Desejo Subtil
Livro 2- Sedução Intensa (It Happened One Autumn)
Livro 3- Devil in Winter
Livro 4- Scandal in Spring
Livro 5- A Wallflower Christmas

*os títulos em Português referem-se à edições portuguesas.

Outras Capas:
Não achei nenhuma capa maravilhosa, mas a pior é a Portuguesa. Além de estranha, dá a impressão de que se trata de um livro erótico, o que este Sedução Intensa não é!


3.5/5

terça-feira, julho 02, 2013

The Third Circle, de Amanda Quick


Leona Hewitt, disfarçada de homem, entrou secretamente no museu privado do Senhor Delbridge para recuperar uma relíquia roubada de sua família anos atrás. Mas alguém está lá na galeria mal iluminada, na mesma missão: um homem alto, de manto negro cuja voz é suficiente para colocá-la em um transe. Thaddeus Ware, um hipnotizador com a poderosa energia psíquica, está acostumado a reações de medo dos outros - mulheres, em particular. Afinal de contas, um homem que pode controlar as mentes e ações dos outros poderia roubar uma senhora de sua virtude - sem ela nunca saber! Mas Leona não mostra nenhum traço de histeria em sua presença. Uma força a ser reconhecida tanto como um trabalhador de dotado de cristal e uma mulher, ela exerce um poder bastante hipnótico sobre o próprio hipnotizador. E ela está determinada a manter o cristal se recuperaram, dando-lhe o deslize em um run-down Londres pousada. Tadeu, em missão para a Sociedade Arcane secreto, sabe a ameaça Leona está cortejando por fuga com o cristal. É uma fonte de energia notável, e tem o potencial de grande destruição. Senhor Delbridge já matou dois homens para adquiri-lo, pois é a chave para a participação no grupo de elite, sombrio conhecido como o Terceiro Círculo. E com a ajuda de um caçador sedutor de habilidade sobrenatural, apelidado de "The Midnight Monster" pela imprensa, Delbridge pretende encontrá-la. Com o cristal roubado em suas mãos, o perigo está apenas começando.

(Google Tradutor, tá? A sinopse original em inglês pode ser lida AQUI)




Apesar de ser o quarto livro da série Arcano Society , The Third Circle, na verdade, é sequência do primeiro livro da série, Second Sight (leia mais sobre a série ao final da resenha). Aqui, temos como personagem principal, Thadeus Ware, primo de Gabriel Jones, protagonista do outro livro. Assim, como Gabriel, Thaddeus faz parte da “Arcane Society”, uma sociedade “mais ou menos” secreta que estuda poderes e objetos paranormais; e assim como Gabriel e outros membros da Sociedade, Thadeus também possui “poderes”.

Como em todo romance da Amanda Quick- e isto é uma das coisas que eu mais gosto nos livros dela- The Thrid Circle tem uma mocinha irrequieta e sem papas na línguas. Leo Hewitt não foge a regra. Talentosíssima leitora de cristais, Leo odeia a Arcane Society e tudo o que ela representa. Porém, quando Thaddeus a salva de uma morte certa e, de certa foram, ela também o salva, as coisas começam a mudar.

Mocinha em perigo, loucos assassinos e sociedades secretas.

The Third Circle é um suspense romântico histórico com toques sobrenaturais (ufa!) bem ao estilo da autora; temos a mocinha espevitada, o herói cabeça dura, a busca por um objeto valioso, no caso um cristal com poderes quase mágicos e um assino serial à solta. Dito assim parece uma grande salada. E é. Mas é uma salada que combina e que, no final, tudo faz sentido.


A trama é bem interessante, apesar de similar com outros livros da série- mas o que chama mesmo a atenção é o casal protagonista. Thaddeus e Leo dominam a história. E não apenas no aspecto romântico, aonde a química faz toda a diferença; Os dois são interessantes. Imperfeitos, por vezes irritantes. Apaixonantes.

Eu gostei do livro, porém, não ele não está entre os meus favoritos da autora. Aliás, analisando friamente, se não fizesse parte da série Arcane Society , provavelmente seria um título logo esquecido. Não tenha tido um motivo certo para isso. Nada realmente me desagradou. Nem me encantou totalmente. Penso que foi pura e simplesmente uma questão de gosto pessoal.

De qualquer forma, é uma leitura agradável. O estilo da autora está presente, com seus toques de mistério, romance e humor- e isso faz toda a diferença. The Third Circle é o tipo de livro que você gostar muito ou mais ou menos, mas nunca se sentirá entediado durante a leitura.

Um ótimo passatempo.

Recomendo.


Título Original: The Third Circle
Autor: Amanda Quick
Editora: Piatkus (Importado)
Gênero: Romance Histórico
Série: Arcane Society- Livro 4
Sub-Gênero/Assunto: Suspense Romântico, Paranormal, Serial Killer, Crime e Mistério
Período: Período Vitoriano. Inglaterra.


Série Arcane Society
Arcane Society é uma série sobre os membros de uma sociedade secreta especializada em investigar e estudar objetos - e pessoas- com poderes paranormais. Os livros se passam na Era Vitoriana, nos tempos atuais e no futuro.
manda Quick são os livros passados na Era Vitoriana, Jayne Anne Krentz, nos tempos atuais e Jayne Castle, no Futuro.
Eu recomendo ler os livros em sequência de acordo com o período em que a história se passa. Ou você poder somente os livros do período que mais gosta. É uma série bem democrática! rs

Livro 1-Second Sight- Amanda Quick
Livro 2- White Lies- Jayne Ann Krentz
Livro 3- Sizzle e Burn- Jayne Ann Krentz
Livro 4- Third Circle Amanda Quick- Inédito no Brasil
Livro 5- Running Hot- Jayne Ann Krentz
Livro 6- The Perfect Poison – Amanda Quick
Livro 7- Fired Up - (Este livro também é o primeiro livro da trilogia Dreamlight)- Jayne Ann Krentz
Livro 8- Burning Lump- (Dreamlight #2) – Amanda Quick
Livro 9- Mignight Crystal (Dreamlight #3)- Jayne Castle
Livro 9.5 The Scargill Cove (Looking Glass o.5)- Jayne Ann Krentz
Livro 10- Intoo Deep(Looking Glass 1)- Jayne Ann Krentz
Livro 11- QuickSilver (Looking Glass 2)– Amanda Quick
Livro 12- Canyon of Night (Looking Glass 3)– Jayne Castle


Outra Capa:


3.5/5

quinta-feira, junho 27, 2013

Desejo à Meia-Noite, de Lisa Kleypas


Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos – uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos.
Quando se muda com a família para a propriedade recém-herdada em Hampshire, Amelia acredita que esse pode ser o início de uma vida melhor para os Hathaways. Mas não faz ideia de quantas dificuldades estão a sua espera. E a maior delas é o reencontro com o sedutor Rohan, que parece determinado a ajudá-la a resolver seus problemas. Agora a independente Amelia se verá dividida entre o orgulho e seus sentimentos.
Será que Rohan, um cigano que preza sua liberdade acima de tudo, estará disposto a abrir mão de suas raízes e se curvar à maior instituição de todos os tempos: o casamento?




Eu simplesmente amei Desejo à Meia-Noite. Histórias com ciganos não estão entre as minhas favoritas, mas foi simplesmente impossível não se sentir completamente enfeitiçada pelo mestiço Rohan e querer ter um cigano daqueles em casa. E não somente isso, a história, apesar de simples, prende a atenção e me deixou leve, feliz.

Amelia Hathaway , é uma jovem responsável por manter a família unida e minimamente funcional. Ela não é a filha mais velha, mas o irmão e detentor de um título de nobreza que deveria ser o responsável por ela e por mais três irmãs menores, parece ter caído num vale de depressão e autodestruição. Amelia é uma mulher prática, objetiva e que há muito já deixou de acreditar em romance e “bobagens” do tipo.
Ela vive para a família.

E é guiada pela razão, acima de tudo. Todavia, seu mundo, não tão certo, irá ser abalado quando conhece Rohan, um homem encantador e enigmático, filho de mãe cigana e pai Irlandês. Se Amelia é a razão, Rohan é a pura emoção. Ele vive entre os gadjes, os não ciganos, mas a sua alma é livre, sempre atenta às impossibilidades.

Rohan e Amelia são dois opostos. Ele acredita em destino. Ela nem admite tal possibilidade.

O amor dos dois é forte e intenso mas a verdade é que nunca veriam com bons olhos uma jovem dama se envolvendo com um cigano. A presença de Rohan na sociedade era “aceitável” mas só até um determinado ponto. Amélia não se importa dele ser quem é. Não o compreende totalmente, mas o ama. Porém, ela sabe que qualquer envolvimento com ele pode estar colocando em risco não só a própria reputação como a de suas irmãs.

E a família sempre vinha em primeiro lugar.

Aliado à uma bela história de amor e paixão, o livro ainda conta com leves toques de fantasia/paranormalidade. Nada que possa classificar o livro como tal, mas que dão um sabor especial à trama e condizem com a natureza livre de nosso herói.

Com uma escrita segura, mas descontraída, a autora nos leva por uma trama leve e romântica, mas sempre levando em conta toque de crítica social, o preconceito e a difícil tarefa de aceitar o diferente.

Eu poderia ficar falando mais e mais sobre Desejo à Meia-Noite! Acho que um dos grandes valores de um livro é o quanto ele nos agradou, quanto fez daquelas horas de leituras serem especiais. Às vezes nem é tanto, ou somente, a qualidade “literária” que torna, para mim, um livro favorito, mas se- e como- ele conseguiu me tocar.

Um livro realmente encantador.

Recomendo!

A Edição
Eu gostei bastante da capa, apesar de achar que a modelo parece ser um pouco velha. No geral, a edição está boa. Porém, não pude deixar de notar alguns erros de grafia (espero que não tenha sido concordância verbal!) . Nada que atrapalhasse a leitura, mas ...

Título Original: Mine Till Midnight
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Série: Os Hathaways- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Ciganos, Amor Proibido
Período: Período Vitoriano. Inglaterra.



A Série
Apesar de ser o primeiro livro de uma série, Os Hathaways, Desejo à Meia-Noite faz parte do mesmo “universo” da série Wallflowers , uma série nunca publicada no Brasil mas conhecida das meninas que compram na Wook. Desejo à Meia Noite passa-se, mais ou menos, 4 anos após os eventos da outra série. Não é necessário ler a “pré-série” mas quem já leu, irá reconhecer alguns personagens.

Livro 1- Desejo à Meia-Noite [RESENHA]
Livro 2- Sedução ao Amanhecer – a ser lançado pela Arqueiro
Livro 2.5- A Hathaway Wedding- não sei se a editora pretende lançar essa pequena história/conto
Livro 3-Tentação ao Pôr-do –Sol – a ser lançado pela Arqueiro
Livro 4- Married by Morning – sem título em Português
Livro 5- Love in the Afternoon- sem título em Português

Outras Capas:


5/5

quarta-feira, maio 01, 2013

Alma?, de Gail Carriger



Alexia Tarabotti enfrenta uma série de atribulações sociais, quiproquós e saias justas (embora compridíssimas) em plena sociedade vitoriana. Em primeiro lugar, ela não tem alma. Em segundo, é solteirona e filha de italiano. Em terceiro, acaba sendo atacada sem a menor educação por um vampiro, o que foge a todas as regras de etiqueta.
E agora? Pelo visto, tudo vai de mal a pior, pois a srta. Tarabotti mata sem querer o vampiro ― ocasião em que a Rainha Vitória envia o assustador Lorde Maccon (temperamental, bagunceiro, lindo de morrer e lobisomem) para investigar o ocorrido.
Com vampiros inesperados aparecendo e os esperados desaparecendo, todos parecem achar que a srta. Tarabotti é a responsável. Será que ela conseguirá descobrir o que realmente está acontecendo na alta sociedade londrina? Será que seu dom de sem alma para anular poderes sobrenaturais acabará se revelando útil ou apenas constrangedor? No fim das contas, quem é o verdadeiro inimigo, e... será que vai ter torta de melado?





Que livro delicioso! Fazia tempo que eu não me divertia tanto com uma leitura. Não que minhas últimas leituras tenham sido ruins, pelo contrário, estou passando por uma boa fase nesse sentido. Eu estou falando de livro divertido, engraçado. Leve.
Daqueles que fazem rir e a gente fica com pena quando acaba.

Alma? é um Steampunk, um sub-genêro literário que está voltando a moda. Em poucas palavras, Steampuk é uma mistura de Romance Histórico, geralmente situado na era Vitoriana, com Ficção Cientifica e, por vezes, alguns toques de fantasia (como é o caso de Alma?). Para saber mais é só dar uma olhadinha aqui na Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/Steampunk

A primeira coisa antes de começar a ler um livro com Ama? é embarcar na fantasia. Acreditar que aquele mundo fantástico em que vampiros e lobisomens convivem junto a seres humanos é algo totalmente plausível. Se você já partir do pressuposto que isso é tudo muito irreal é melhor nem ler. Seria como começar a leitura de Harry Potter falando que isso de “bruxaria e feitiçaria é tudo como besteira.”

Embarque na Fantasia.

Mas vamos falar sobre Alma?.

Alexia Tarabotti é uma mocinha diferente. Aos 26 anos e solteira, ela é considerada uma solteirona. Não bastasse isso, tem a pele mais escura, gosta de livros e ciência e oh! o pai, já falecido, era italiano! Isso sem contar o nariz um pouco grande (ou talvez apenas “não delicado”). Mas isso são apenas detalhes. O que realmente diferencia Alexia é que ela é uma preternatural. Ou seja, ela não tem alma. Isso mesmo, sem alma. E por não ter alma, Alexia tem o poder de “neutralizar” os poderes de seres sobrenaturais (isto é, quando ela toca num vampiro ou lobisomem, eles voltam a ser “normais”).

O livro começa justamente com Alexia sendo atacada por vampiro e acabando por matá-lo, meio que sem querer. Como ela é conhecida no meio dos vampiros e lobisomens, fica a pergunta: que vampiro seria tão tolo em tentar atacá-la?

É aí que entra Lorde Maccon, o tudo de bão lobo alfa (sim, você leu certo!) da matilha de Londres. Ele é encarregado de investigar estranhar ocorrências como o ataque a Alexia e o desaparecimento de vampiros e lobisomens.
Escocês, bonitão e um tanto mal humorado, Maccon tem uma relação de amor e ódio com Alexia. Ele diz que ela só lhe dá dor de cabeça, mas adoraria dar uma mordidinha na moçoila!

( e ela também é louca pra dar uma mordidinha nele!rs)

Sério, o casal é ótimo. Não apenas pela ótima química dos dois mas também pelo humor das cenas. É justamente o humor o grande do diferencial da escrita de Gail Carriger. Alexia e Maccon são incríveis. Ela, realmente, é uma mocinha que sai dos padrões “normais”. Inteligente e divertida, tem “presença”.

Além de uma história interessante e bem amarrada, o humor desempenha um grande papel. Não sou uma pessoa de riso frouxo, mas confesso que me peguei rindo em vários momentos.


Alma? conta ainda com ótimos coadjuvantes como o Professor Lyall, um lobisomem Beta e Lorde Akeldama, um vampiro um tanto afetado, amigo de Alexia.

Eu sempre gostei mais de lobisomens do que vampiros (Lupin, saudades! #HPFeelings) e isso foi mais um motivo para o livro me agradar em cheio. E para quem prefere os sugadores de sangue, Alma? também tem um montão deles. Mas vou dizer: é bem difícil não se encantar por aquele lobo alfa escocês!

E, sabe, tenho achado difícil encontrar, nessa nova leva de Steampunks, histórias sem a presença de Zumbis (não muito fã dos mortos-Vivos...)


O único senão do livro, a meu ver, foi justamente a questão do ser “sem alma” de Alexia. Senti falta não só de uma explicação maior sobre esta condição, mas também como ela afeta o senso da moral e da ética. Alexia tem sentimentos e ela não é uma má pessoa. Então, além do poder de “neutralizar” seres sobrenaturais, o que mais representa ser “sem alma?”

De qualquer, Alma? foi uma agradabilíssima surpresa para mim. Leitura leve, divertida e com gostinho de quero mais. Uma mistura muito boa de aventura, humor e romance. Mal posso esperar para ler a sequência.

Recomendo!

Ah, em tempo: Alma? é um livro adulto, não um YA. ^.^

A Edição

A Ediçao da jovem editora Valentina está muito bem cuidada e acabada. Se teve algum errinho de revisão ou grafia, honestamente, passou despercebido por mim. Apenas a capa que eu não gostei muito (é a mesma da edição original). Essa moça da capa não é a "minha" Alexia, sem contar que a pose que ela está...sei lá, estranha!

Título Original: Soulless
Autor: Gail Carriger
Editora: Valentina
Gênero: Steampunk
Série: Protetorado da Sombrinha-Livro 1/5
Sub-Gênero/Assunto: Vampiros, Lobisomens, Sci-Fi, Romance Histórico, Fantasia, Amor e Ódio
Período: Londres. Era Vitoriana.

A Série- Protetorado da Sombrinha

Livro 1-Alma?
Livro 2- Changeless- Inédito no Brasil
Livro 3- Blameless- Inédito no Brasil
Livro 4- Heartless- Inédito no Brasil
Livro 5- Timeless- Inédito no Brasil

Capa Original:




4.5/5

segunda-feira, março 25, 2013

Um Amor Quase Perfeito, de Sherry Thomas


O amor tem desígnios próprios. Para toda a sociedade de Londres, Lorde e Lady Tremaine tinham a situação ideal: um casamento assente na educação, cortesia e liberdade¿ sob todos os pontos de vista, um casamento perfeito. A razão? Durante os últimos dez anos, marido e mulher residiram em continentes separados. Mas por uma vez, as coisas para os Tremaine alteraram-se. Quando Gigi Rowland pôs pela primeira vez os olhos em Camden Saybrook, a atracção foi imediata e avassaladora. Mas o que começou com uma faísca de paixão terminou em traição na manhã a seguir ao casamento, e agora, Gigi quer ser livre para casar de novo. Quando Camden regressa da América com uma exigência chocante em troca da sua liberdade, a decisão de Gigi terá consequências que ela nunca imaginara, à medida que os segredos se revelam e o desejo se reacende, um dos casais mais admirados de Londres terá de se apaixonar de novo, ou separar-se para sempre.



“A vida já é suficientemente difícil por si só. Não se atormente mais com ses.”


Não sei ao certo o que escrever. Juro. Eu amei o livro. Odiei a protagonista. Geralmente, quando eu não gosto de uma protagonista, a leitura, para mim, perde um pouco do valor. Uma boa mocinha, heroína, dá um gás especial à (quase) qualquer trama.

Eu não gostei de Gigi, Lady Tremaine. Porém, devo explicar, não gostei dela como pessoa e não como personagem. Se isso faz algum sentido.

Um Amor Quase Perfeito , apesar de ser o primeiro livro escrito por Sherry Thomas, foi o segundo dela que eu li e a semelhança da trama com a de Not Quite a Husband me causaram sentimentos contraditórios. As histórias não são iguais mas têm os mesmos elementos: o casal que se separa logo após a noite de núpcias e que se reencontra depois de anos, quando um divórcio é solicitado.

“E, quando já estivessem casados, ela observaria o seu corpo adormecido, deslumbrar-se-ia coma sua boa fortuna imensa e ignoraria a permanente intromissão do medo que manchava a sua alma."”

Esta semelhança, não negar, causou-me um certo incomodo no início. Eu já não li isso antes?, mas foi algo que lentamente foi se dissipando com o decorrer da leitura. E que leitura.

Um Amor Quase Perfeito não é uma história de amor. Okay, talvez seja também uma história de amor, mas é mais um drama romântico sobre duas pessoas em busca de redenção, amor e perdão.


É uma história agridoce que fala sobre pessoas humanas e, por isso, imperfeitas. Houve um erro, sim, mas também ocorreu um excesso de orgulho que simplesmente impediu Tremaine de perdoar a mulher que amava e, assim, não só a fazer infeliz como a si próprio.

No passado, as atitudes de Gigi seriam muito bem cabíveis à vilãs de livros do gênero. O que ela faz é infantil e errado. Porém, apesar de ter desaprovado muito o que ela fez, não foi isso – ou somente isso- que me fez desgostar da personagem. O que me incomodou foram as atitudes de Gigi no presente. Apesar de tudo, senti que ela não cresceu. E o modo como ela “prendia” e, sim, enganava o jovem Lorde Frederick não foi certo. A omissão, muitas vezes, pode ser tão grave quanto uma mentira. Como todo ser humano (ou quase todo, pelo menos), ela também tem seu lado bom e caridoso mas este lado não conseguiu suplantar o seu lado infantil e egoísta. Eu simplesmente não consegui gostar de Gigi.

“(...) amar alguém não te dá a mínima desculpa para seres menos do que honrada.”


Lorde Frederick, por outro lado, foi um personagem que me surpreendeu. Ele é aquele “tolo” que de repende, percebemos é muito mais do que aparenta.

A proposta de Tremaine de só aceitar o divórcio após o nascimento de um herdeiro é insultante. E mostras-se algo difícil para os dois. Debaixo de toda a mágoa, rancor, decepção, ainda existe um sentimento forte que os une- e também os afasta.
É complicado se permitir uma segunda chance. Perdoar.

As relações- amorosas ou não- são algo complexo e Sherry Thomas fala sobre isso muito bem. É fácil demais culpar Gigi por tudo às vezes a gente precisa dar o primeiro passo, conversar.

Um Amor Quase Perfeito é uma história de heróis imperfeitos e pode parecer estranho que tenha gostado tanto do livro apesar do meu desgostar pela protagonista. Ou talvez tenha sido justamente por isso. A autora constrói uma trama segura e emotiva na medida certa, sem se deixar descambar para o dramalhão barato.

“Mas o seu bom senso não era adversário à altura da lancinante dor no seu coração, da esmagadora necessidade que sentia dele.”


Até mesmo a trama paralela da mãe de Gigi, Victória, é muito bem inserida e conduzida.

Um Amor Quase Perfeito é uma história que toca e nos faz pensar em nossas próprias atitudes, de como muitas vezes podemos ser os vilões de nossa própria vida.

Um livro maravilhoso. Para se ler com calma, saboreando cada palavra e mergulhar lentamente numa linda história.


Mais que Recomendo!
****



Título Original: Private Arrangements
Autor: Sherry Thomas
Editora: Quinta Essência (Portugal- Wook)
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Casados, Segunda-Chance, Reencontro, Drama
Período: Era Vitoriana. Inglaterra.


A Edição
A Edição que eu li foi a Portuguesa, comprada na Wook. Eu continuo achando o Português de Portugal estranho , não somente no vocabulário mas principalmente na “ordem”das palavras nas orações e o uso de alguns pronomes como o si/se em vez de ti/te.

A edição está bonita, com uma bela capa porém a modelo da capa está usando uma roupa moderna (é uma saia longa, sim, mas contemporânea). Esse tipo de “erro” me incomoda um pouco. Sou chata, eu sei. rs
Todavia, o que mais me incomodou foram algumas frases e palavras apagadas e/ou borradas. Pelo preço do livro, a impressão deveria estar perfeita.

O fato é, apesar das capas caprichadas e dos ótimos títulos, pra mim, o custo-benefício de importar da Wook não vale. À não ser com frete grátis e olhe lá. O outro livro que eu tenho da Sherry Thomas é uma edição americana, que tem brilhinho na capa e que eu li sem problemas e custou metade do preço.
Mas, se , para mim, não vale a pena, sou super a favor das pessoas continuarem a importar da Wook. Quem sabe as editoras brasileiras não percebem o que estão perdendo?


Outras Capas:


4.5/5