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segunda-feira, novembro 09, 2015

[Resenha] Inveja - Sandra Brown


“Uma editora resolve ler o prólogo de um manuscrito retirado de uma pilha imensa de textos enviados por autores esperançosos. O título é Inveja e o que a editora lê a interessa tanto que ela resolve partir em busca do tal autor, que assina apenas as iniciais e não deixa endereço ou telefone. "Estava fisgada, ansiosa para saber mais, queria ler o resto da história." O problema é que ele vive isolado numa ilha, não quer contato com ninguém e parece arrependido de ter enviado o prólogo. Pelo menos, é isso o que parece.

Sandra Brown constrói uma história em dois planos. Num deles, narra seu romance Inveja e em outro o livro homônimo de Parker, o autor recluso, que começa a ser escrito. A editora, Maris, uma mulher bonita, independente e ambiciosa, resolve encarar como um desafio a recusa inicial de Parker, ao mesmo tempo em que seu marido e a amante libidinosa dele preparam uma surpresa desagradável para Maris, que é completamente apaixonada por ele, mas... "declarações de amor não significavam nada para ele. Eram seqüências de palavras sem qualquer relevância".



Sandra Brown é uma das minhas autoras favoritas. Quando um livro dela é lançado eu já quero logo ler, comprar. Infelizmente, aqui no Brasil, ela é publicada pela Rocco. E, bem, vocês sabem como a Rocco é. O que me resta são os importados, mas às vezes nem sempre é fácil comprar. Quando eu ganhar um capa-dura com o autógrafo dela num Giveaway do GoodReads mal pude acreditar!

Isso foi à quase 2 anos. Li outros livros dela, mas sempre deixava Inveja (Envy) pra depois. Até agora.

Inveja fala sobre vingança e...livros.

Herdeira de uma das mais importantes editoras de Nova Iorque, Maris Matherly também é uma excelente editora. Seu talento em conhecer ( e reconhecer) sucessos é inegável. Ela tem, por assim dizer, “faro”. Por isso, quando ela encontra “perdido” o prólogo de uma romance chamado Inveja, Maris sabe que precisa encontrar o autor e apresentar logo um contrato à ele. Aquelas poucas páginas eram boas demais para ficarem incompletas. O problema é que o rascunho estava apenas assinado com uma inicial.

Depois de muita procura, Maris descobre que o misterioso escritor é Parker Evans, que mora numa remota ilha da Georgia. É aí que aparece outro problema: Parker não quer ser achado. Nem que seu livro seja editado. Ele diz que o envio daquele manuscrito havia sido um erro- e que ela o esquecesse.

Claaaaro que Maris não faz isso: ela parte para Georgia atrás dele.
Para Maris, os livros são mais que o “negócio da família” ou o seu emprego. Ela os ama apaixonadamente. Até mesmo seu casamento aconteceu devido à literatura; antes de conhecer e se apaixonar por seu futuro marido, ela já havia sido totalmente “fisgada” por suas palavras, através do único (e enorme sucesso) livro que ele escreveu.
Bem, a base da história é isso. A busca por um autor e um manuscrito inacabado. Mas, é claro, não é somente, mas também pode ser que isso seja tudo.
Inveja é narrado em duas “frentes”: a “real” com Maris, e de “Inveja”, o livro inacabado. Porém, a partir que os capítulos de inveja vão sendo “escritos”, a gente começa a perceber que as duas histórias podem estar interligadas. Falando assim, parece até algo complicado, mas a autora soube trabalhar muito bem essa quase metalinguagem.

O livro não é necessariamente um livro de mistério; pelo menos, não de forma óbvia. É um suspense tenso no qual a gente começa logo a perceber que não pode confiar em ninguém. O único personagem que tem um papel definido como “mocinha” é mesmo Maris, porém, apesar do que possa parecer à princípio, a trama (ou as motivações, melhor dizendo) não ocorrem por causa dela. Maris é uma heroína romântica, não há dúvidas. Todavia, eu gostei muito que a autora fez dela um ser pensante, inteligente. Tirando um pequeno deslize na trama, Maris é aquele tipo de mulher que sabe o que quer.
Analisando friamente, a trama de Inveja não apresenta muitas novidades, mas o que realmente faz a diferença é a forma como a história é construída- e como vai sendo revelada. São duas histórias que, pouco a pouco, vão se fundindo.

Os personagens são um destaque à parte. Ouso dizer que são o melhor do livro- eles fazem o livro. A Dissimulação é um elemento muito presente- tanto para o bem quanto para o mal. Eu achei ótimo poder me surpreender. No início, tudo parece ser muito banal, quase sem graça, mas daí que vem o charme da sutileza. São pequenos detalhes, palavras e gestos que vão aparecendo aleatoriamente mas que começam a formar toda uma situação.

Inveja é um livro envolvente, aquele tipo de leitura viciante. Não sei se seria certo chamar o livro de “suspense romântico”. Claro, existe um pouco de romance na história- e este romance é um ponto importantíssimo, mas ao mesmo tempo, o romance não é o mais importante. É apenas um aspecto de um todo.

O que eu gosto nos livros da Sandra Brown é que ela não se deixa prender por esse lado totalmente romântico; o principal *é* o suspense e, mais do que isso, seus personagens são humanos, terrivelmente humanos e...falíveis.

Eu posso dizer que adorei a leitura de Inveja...até quase o final. Aí, veio a decepção. Sim, o final foi totalmente coerente mas achei tudo muito corrido e sem um devido clímax. Foi uma penas, pois a história havia sido muito bem construída até então.

De qualquer forma, Inveja foi uma leitura intensa, que me despertou sentimentos. Como odiei um certo personagem! Só por me depertar tantas emoções já valeu a pena.

Se você gosta de um bom suspense, com uma pitada de romance, Inveja é mais do que recomendado.

Claro que eu recomendo!

**Resenha enorme e não sei se fiz algum sentido, rs! **

Título Original: Envy
Autor: Sandra Brown
Editora: Rocco
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Vingança, Suspense Romântico, Escritores
Período: Atual. EUA.


Outras Capas


4/5

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quarta-feira, outubro 28, 2015

[Resenha] Detalhe Final - Harlan Coben

“O agente esportivo – e detetive ocasional – Myron Bolitar está num verdadeiro paraíso. Divide uma praia caribenha com Terese, uma mulher deslumbrante que acabou de conhecer – uma forma perfeita de se recuperar da perda recente de uma amiga querida.
Seu retiro é interrompido por Win, seu amigo e parceiro em inúmeras investigações. Ele não traz boas notícias: um dos clientes mais antigos de Myron, o problemático Clu Haid, arremessador dos Yankees, foi assassinado e a principal suspeita é Esperanza, melhor amiga e sócia de Myron.

De volta a Nova York, Myron está determinado a provar a inocência de Esperanza, mas os obstáculos são maiores do que imaginava. Para desvendar o crime, Myron terá de encarar o submundo nova-iorquino e abrir feridas antigas que podem ser o seu fim.

Com reviravoltas, cenas e diálogos inesquecíveis, temperados com um delicioso humor, Detalhe final tem tudo o que fez de Harlan Coben um fenômeno literário e vai surpreender o leitor até a última página.”




Que livro!

Detalhe Final foi um daqueles livros que, mesmo após o término da leitura, eu ainda fiquei pensando sobre ele.

A série protagonizada por Myron Bolitar não precisa ser, necessariamente, lida na ordem (se bem que eu estou fazendo isso!) porém este livro deve ser lido após Um passo em falso; não que seja impossível compreender a trama principal sem ter lido o anterior, mas, de certa forma os dois livros se completam.

O livro começa com Myron em uma ilha paradisíaca, acompanhado por uma linda mulher. Ele quer apenas se isolar do mundo, tentar esquecer de tudo o que aconteceu. Seu refúgio é invadido por Win que vem lhe dizer que Esperanza, melhor amiga e agora sócia de Myron, está sendo acusada de matar um dos clientes dele.

Myron precisa provar a inocência dela e, para isso, será necessário descobrir o verdadeiro assassino. Mas será que as duas coisas não podem ser excludentes. Por mais que confie nela, Myron realmente não sabe o que aconteceu.

Detalhe Final é, em sua essência, um romance policial, uma história de mistério. Porém, no decorrer da leitura, comecei a perceber que o crime-o mistério- em si não era o mais importante, mas sim o que ele representa. O que o causou. É difícil falar sobre um livro sem poder revelar muito, mas é preciso. Detalhe Final fala de morte, mas principalmente de escolhas- e consequências.

No livro, Myron está ainda mais humano e conhecemos um pouco mais sobre ele e também sua família. Até mesmo Win tem sua cota de humanidade. Temos até a oportunidade de conhecer melhor Big Cindi- e quer saber? Virei fã dela.

Eu achei que o livro demorou um pouco para se desenvolver. Não sei explicar direito mas foi como se história para realmente começar. Além disso, achei a história da Ilha um pouco nada a ver.Todavia, apesar disso, foi uma leitura que me tomou totalmente de surpresa. É estranho dizer isso, afinal os livros protagonizados por Myron são repletos de bom humor, mas ao final da leitura eu me senti um pouco triste, quase deprimida. É como se o personagem estivesse tomando um caminho sem volta.

Talves Myron esteja somente (finalmente) crescendo.

Acho que quem ler somente este livro, sem nunca ter lido nenhum outro da série, talvez não o ache nada demais. Porém, para quem é fã e acompanha Myron e Win, Detalhe Final deixará um gostinho agridoce. Pelo menos foi o que aconteceu comigo.

Um livro incrível.

Recomendo!

*** Este Livro foi gentilmente cedido pela editora***

A Série

Livro 1- Quebra de Confiança [RESENHA]
Livro 2- Jogada Mortal [RESENHA]
Livro 3- Sem Deixar Traços [RESENHA]
Livro 4- O Preço da Vitória (Back Spin)[RESENHA]
Livro 5- Um Passo em falso[RESENHA]
Livro 6- Detalhe Final[RESENHA]
Livro 7 O Medo Mais Profundo
Livro 8- A Promessa – lançado pela editora ARX
Livro 9- Quando ela se foi
Livro 10- Alta Tensão
Livro 11- Home


Título Original: Final Detail
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Série Myron Bolitar – Livro 7
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Esportes
Período: 1999. EUA.


Outras Capas


4.5/5



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segunda-feira, outubro 26, 2015

[Resenha] Um Passo Em Falso - Harlan Coben

“Ainda jovem, Myron Bolitar contou com a ajuda do treinador Horace Slaughter para começar a jogar basquete. O relacionamento dos dois era como o de pai e filho, mas com o tempo eles perderam contato e Myron abandonou o esporte. Dez anos depois de ver Horace pela última vez, Myron conhece Brenda, filha do antigo amigo e uma bela estrela do basquete. Trabalhando como agente de atletas, ele poderá fechar um contrato valioso com a jogadora se descobrir o paradeiro de Horace, que sumiu repentinamente após agredi-la. Desde então, Brenda começou a receber ameaças por telefone e a ser seguida. Myron não acredita na culpa do amigo e resiste a ser guarda-costas da moça, mas acaba cedendo. Determinada a não fazer papel de donzela indefesa, Brenda provoca uma atração irresistível em Myron, que vive um relacionamento amoroso debilitado. Porém, existe entre eles um abismo de corrupção e mentiras, além de segredos pelos quais muitos arriscariam a vida. Mesmo contra o bom senso, Myron segue investigando o caso. Disposto a conquistar o coração de Brenda, ele está ciente de que um passo em falso pode acabar matando os dois.”


Harlan Coben surpreende novamente.

Quando peguei este livro para ler, confesso que não esperava muita coisa. Claro, eu sabia que iria encontrar um bom divertimento, afinal, Myron e Win nunca deixam a desejar, né? E se a parte policial fosse meia-boca, eu ainda teria o humor sem noção do protagonista. A verdade é que a sinopse não tinha me empolgado muito. Myron iria se fazer de guarda-costas/babá de uma jovem promessa do basquete e filha de um antigo mentor dele, dos tempos da adolescência.

Sim, pode-se dizer que a história, em sua essência, é sobre isso, mas o autor nos presenteia com muito mais.

Assim como no livro anterior, o mistério e o suspense fazem um equilíbrio perfeito com o drama presente nas entrelinhas. Mais do que um caso que se torna terrivelmente particular, Myron Bolitar se apresenta aqui como um personagem incrivelmente humano.
O humor dele ainda está presente, afinal, esta é a essência do personagem, mas também é possível ver um crescimento nele. Uma maior maturidade.

A trama policial, de inicio aparentemente insipido, vai se moldando – se transformando no desenvolver da trama. Um Passo em Falso é daquele tipo de trama que vai te surpreendendo lentamente, tornando sua leitura totalmente viciante. Harlan Coben não é exatamente o melhor autor de romances policias- seus mistérios apresentam uma certa obviedade- mas a forma como ele conduz as histórias e, principalmente, como os fatos afetam seus personagens fazem toda a diferença.

O principal defeito de Um passo Em falso é justamente esse: a obviedade da solução do mistério central da trama. Eu percebo que existe sempre uma semelhança com os outros livros do autor (pelo menos da série Myron Bolitar). Porém, neste caso, a solução do mistério é apenas mais um detalhe de todo um contexto. Eu acabei de ler o próximo livro da série , Detalhe Final e percebi como este livro aqui é quase que um divisor de águas na vida de Myron.

Eu queria poder dizer mais, mas até meus sentimentos ao finalizar a leitura poderiam contar demais sobre a história.

Um Passo Em falso é um livro incrível. Literatura de entretenimento, sim, mas de ótima qualidade.


Claro que eu recomendo!

A Série

Livro 1- Quebra de Confiança [RESENHA]
Livro 2- Jogada Mortal [RESENHA]
Livro 3- Sem Deixar Traços [RESENHA]
Livro 4- O Preço da Vitória (Back Spin)[RESENHA]
Livro 5- Um Passo em falso
Livro 6- Detalhe Final
Livro 7 Darkest Fear(Inédito no Brasil)
Livro 8- A Promessa – lançado pela editora ARX
Livro 9- Quando ela se foi
Livro 10- Alta Tensão


Título Original: One False Move
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Série Myron Bolitar – Livro 6
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Esportes
Período: Anos 90. EUA.

Outras Capas

5/5
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quarta-feira, maio 27, 2015

[Resenha] O Chamado do Cuco - Robert Galbraith


“Quando uma perturbada modelo despenca para a morte de uma varanda coberta de neve, fica assumido que ela cometera suicídio. Entretanto, seu irmão tem suas dúvidas e telefona um detetive particular, Cormoran Strike, para investigar o caso.

Strike é um veterano de guerra – ferido física e psicologicamente – e sua vida está uma bagunça. O caso lhe fornece uma salvação financeira, porém com um custo pessoal: quanto mais ele se aprofunda no complexo mundo da jovem modelo, mais sombrias as coisas vão se tornando – e mais perto ele fica do terrível perigo...
Um elegante e dominante mistério mergulhado na atmosfera de Londres – desde as silenciosas ruas de Mayfair aos bares clandestinos de East End até a agitação de Soho .”



Muito bom.
Sejamos sinceros, a primeira coisa que se falou- ou se pensa- a respeito de O Chamado do Cuco é que é um romance policial escrito pela autora da série Harry Potter. Mesmo que J.K. Rowling use um pseudônimo desta vez, a curiosidade (e associação) é quase que imediata.

Talvez por isso seja bom ir logo avisando que, neste livro, não serão encontrados bruxos, duendes ou animagos. O Chamado do Cuco é um romance policial em estilo clássico, bastante semelhante (em estilo) com autores como Agatha Christie. Mas se no conteúdo, o livro não tem nada a ver com Harry Potter, pude perceber algumas similaridades em relação à forma.

Longas descrições e uso corrente de adjetivações parecem ser marca da autora.
Como (quase) todo romance policial, O Chamado do Cuco começa com uma morte. Suspeita. Uma topmodel comete um aparente suicídio, porém seu irmão de criação não estando convencido disso, contrata um antigo colega de infância, e agora detetive particular, para investigar o caso.

Cormoran Strike é um deleite para fãs de histórias de detetives; assim com Poirot ou Sherlock, ele tem características bem específicas e inconfundíveis. Ex-militar, Strike perdeu uma perna no Afeganistão e acaba de ser “convidado a se retirar” de casa pela companheira. Não bastasse isso, sua situação financeira não está nada bem, e o fato de ser filho bastardo de um astro do rock não contribui em nada.
Quando ele recebe o caso da morte da modelo, seu primeiro pensamento é não aceitar. A hipótese de suicídio era a mais plausível, porém o dinheiro a ser ganho era muito bom para ser ignorado e, de uma forma ou outra, ele conhecia a parte envolvida.
Auxiliado por Robin, a nova secretária temporária, ele parte para a investigação- sem muitas esperanças de descobrir algo. O que Strike não contava era que ele acaba descobrindo detalhes muito importantes e que Robin, a temporária, iria ser uma ótima companheira de investigação.

A jovem secretária, para desespero do noivo, acaba ficando empolgadíssima com o fato de estar ajudando a investigar um crime.

Como eu havia mencionado no início, O Chamado do Cuco segue a linha do romance policial clássico, linear, aonde os detalhes vão sendo descobertos aos poucos e os personagens vão criando importância atráves do desenvolver da trama. É um livro mais pausado, bastante centrado na figura de Strike, o detetive. Eu particularmente, aprecio bastante o estilo, mas é uma questão de gosto. O leitor mais acostumado com romances policiais mais rápidos, ligeiros, como os de James Patterson, ou até mesmo Harlan Coben podem estranhar. Especialmente no início. Apesar de ter gostado bastante do livro, achei que a autora se estendeu um pouco demais no começo. A leitura ficou um pouco maçante.

Porém, se o início tem alguns tropeços, a partir da segunda parte, o livro toma um novo folêgo, se transformando rapidamente naquele tipo de leitura que é quase impossível largar. A autora soube equilibrar o caso policial e as questões psicológicas e pessoais dos personagens. Cormoran é um personagem único, cheio de nuances, imperfeito. A interação dele com Robin é ótima, dá uma dinâmica ótima à história.

Além disso, é apresentado um lado mais nebuloso da vida das modelos e celebridades.

O final não é totalmente inesperado, mas é plausível e faz sentido. Ao final da leitura as revelações fazem sentido e os não são deixados pontos soltos.

Para quem gosta de um bom romance policial, é uma ótima leitura.

Recomendo!

Série:

Livro 1- O Chamado do Cuco
Livro 2- O Bicho da Seda
Livro 3- Vocação para o mal


Título Original: The Cucko´s calling
Autor: Robert Galbraith, J.K. Rowling
Editora: Rocco
Série: Cormoran Strike – Livro 1
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Detetives,
Período: Atual. Londres, Inglaterra.

Capa Original:


4/5

terça-feira, março 03, 2015

[Resenha] Garota Exemplar - Gillian Flynn

"Na manhã do quinto aniversário de casamento, Amy desaparece da nova casa, às margens do Rio Mississippi. Tudo indica se tratar de um sequestro, e Nick imediatamente chama a polícia, mas logo as suspeitas recaem sobre ele. Exibindo uma estranha calma e contando uma história bem diferente da relatada por Amy em seu diário, ele parece cada dia mais culpado, embora continue a alegar inocência. À medida que as revelações sobre o caso se desenrolam, porém, fica claro que a verdade não é o forte do casal."


Não gostei.

Sim, o livro aclamado por público e crítica só me fez pensar no meu precioso tempo perdido. Que não volta mais.

Eu ganhei Garota Exemplar logo que foi lançado e as primeiras reportagens e resenhas à respeito, dizendo que era “o livro” começaram a pipocar. Não sei porque mas não quis ler naquele momento, mas me restringi de ler resenhas, afinal eu sabia que se tratava de um romance com um mistério, e a única coisa que eu sabia a respeito da história (que é a única coisa que se deve saber, realmente) é que o livro falava sobre o desaparecimento de uma mulher no dia do seu 5 aniversário de casamento, e que a história era narrada pelo marido e pelo diário da esposa desaparecida.
Isso.
Com o surgimento do filme, senti um novo interesse pelo livro, e para não ser “spoilada”, me neguei a ver o trailer ou qualquer reportagem sobre o longa. Afinal, muitas pessoas, diziam que a história era “surpreendente”.
Pois bem, surpreendente ONDE? Antes da página 30, eu já sabia todo o mistério. Uma parte de mim, queria estar errada, mas era tudo TÂO óbvio na narrativa que, sim, eu acertei a “grande” reviravolta, ou mistério, como queiram chamar. E até mesmo as pequenas surpresas que acontecem no decorrer da história foram facilmente identificadas com antecedência.

Era tudo MUITO óbvio.

Mas tudo bem, eu já li ótimos livros em que a identidade do vilão é revelada logo na primeira página; a surpresa, obviamente, é um diferencial, mas não é o que define um livro, a sua qualidade. Garota Exemplar não havia me ganhado no fator “ser surpreendente” mas a narrativa poderia ser incrível.

Ledo engano. Poucas vezes me deparei com narrativa mais lenta e enfadonha que esta; uma total falta de ritmo e dinamismo. Honestamente, pensar que abandonar a leitura várias vezes- só continuei porque sou teimosa. As cenas se arrastavam e para piorar os personagens careciam totalmente de carisma. É perceptível que a autora queria fazer uma crítica com essa obra, mas deveria ao mesmo ter construído protagonistas mais simpáticos- e menos unidimensionais.

A chatice reina.

Além disso, a parte investigativa da trama é tão pífia que chega a ser ridícula. Simplesmente não existe uma investigação propriamente dita, é apenas um amontado de frases e ações. Talvez houvesse a intenção de se focar na parte mais psicológica da história, mas o fato é que ficou tudo pelo caminho. Um romance psicológico te faz se sentir instigada, perturba até. Este não me instigou em nada- e se perturbou foi porque não acabava nunca.

Se existe algo positivo a dizer sobre Garota Exemplar é o final. Foi a única coisa que se salvou (e o motivo por eu ter dado 2 estrelinhas em vez de 1 só). O diálogo final é perfeito, com uma ironia apurada. Pena que o resto do livro não tenha sido assim. Este final me lembrou muito Stephen King e me fez pensar que, com um outro autor, Garota Exemplar poderia ter sido um livro incrível.

Como podem ter percebido, EU não gostei do livro, mas e você, o quê achou? Leia e forme a sua própria opinião!


Título Original: Gone Girl
Autor: Gillian Flynn
Editora: Intrinsica
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Casados, Crime e Mistério, Suspense, Família
Período: Atual. EUA.
Outra Capa:



2/5

terça-feira, janeiro 27, 2015

Herança de Sangue, de Mark Billingham


 #resenha
"Enquanto cumpria pena por ter matado sete mulheres, o assassino em série Raymond Garvey foi diagnosticado com um tumor cerebral e morreu na prisão. Quinze anos depois de ele ter aterrorizado a Inglaterra com seus crimes bárbaros, os filhos de suas vítimas começam a ser assassinados. As mortes estão conectadas por uma pista: uma série de fragmentos de radiografia ensanguentados, encontrados na palma da mão de cada um dos cadáveres.

O inspetor Tom Thorne precisa agir rápido e proteger os que ainda estão na lista do criminoso, mas nada e ninguém são o que parecem ser. Não quando se está lidando com um dos assassinos mais desequilibrados que já existiu."


**


Inspiração zero para resenha, mas lá vamos nós! O livro é bom, viu!

Romances policiais, de mistério e/ou suspense estão entre os meus favoritos e não posso negar que gosto muito quando me deparo com tramas diferentes, aspectos psicológicos intrincados e novidades linguísticas mas também é muito bom ler um romance policial à moda antiga. É o caso de Herança de Sangue, um romance policial procedual que comparado com alguns thrillers poderia até ser considerado um “simples” livro de investigação mas que de “simples” não tem nada- e que prende a atenção da primeira até a última página.

Tom Thorne é um investigador de polícia que está no meio de uma crise pessoal quando se vê diante de um novo um novo crime, aparentemente banal: uma mulher é encontrada morta, segurando o parece ser um pedaço de radiografia. No início parece ser um crime isolado, mas logo Tom decobre que outra equipe de polícia havia se deparado com outro crime semelhante. As mortes, a primeira vista estão associadas à estes pedaços de radiografia, mas não só isso, os mortos, descobre-se são filhos de vítimas de um serial killer chamado Raymond Garvey. O problema é que Garvey foi condenado , preso e, diagnosticado com um tumor cerebral, morreu na prisão.
Herança de sangue é uma corrida contra o tempo para encontrar os filhos (ainda vivos) das vítimas de Garvey e, ao mesmo tempo, tentar descobrir, o que realmente estaria acontecendo.

O livro segue uma mais tradição do romance policial, com uma trama, em sua grande parte, linear. Eu diria que é um romance procedual apesar de não se aprofundar totalmente nos aspectos técnicos da investigação e não deixar deixar de lado a questão psicológica. É estranho, pois, à primeira vista, eu não diria que este é um romance psicológico, mas ao final da leitura, a gente percebe como ela estava presente.
Muito da história é contado sob o ponto de vista de Tom, o investigador, mas o autor nos deixa algumas surpresas bem interessantes. E por falar em interessantes, a caracterizantes dos personagens é muitos boa. Obviamente, não posso entrar em detalhes, mas muita coisa é simplesmente uma questão de... prestar atenção.

A trama se passa na Londres atual e eu adorei isso. Não sei quanto à vocês, mas faz bastante tempo que eu não leio um livro passado na Inglaterra nos dias de hoje! :D
O grande problema, a meu ver, é o fato do livro ser o oitavo de uma série. Sim, você não leu errado. OITAVO. Claro, dá para ler e entender perfeitamente, a história POLICIAL, porém eu senti que ficou muita coisa faltando em relação à tom Thorne, como pessoa, personagem. Muita coisa referente à vida pessoal dele e a casos antigos são mencionados e isto acaba se “perdendo”.

De qualquer forma, Herança de Sangue é um livro muito bom, com um trama ágil e inteligente, muito bem desenvolvida e amarrada.

Recomendo.

Para saber mais sobre a série Tom Thorne : AQUI
Título Original: Bloodline
Autor: Mark Billingham
Editora: Record
Série: Tom Thorne- livro 8
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Serial Killer, Thriller, Suspense
Período: Atual. Londres, Inglaterra.


4/5

terça-feira, janeiro 20, 2015

O Preço da Vitória, de Harlan Coben


" Myron Bolitar não é fã de golfe, mas, ao ser convidado por seu amigo Win para assistir ao Aberto dos Estados Unidos, aproveita a oportunidade para tentar conquistar novos clientes.

E é o que acontece quando ele é procurado pelo pai de Linda Coldren, a golfista número 1 do ranking. Antes que perceba, Myron está novamente atuando como detetive, em busca de Chad, o filho de Linda que sumiu há dois dias.
O desaparecimento é mais um peso sobre os ombros do pai do garoto, o também golfista Jack Coldren, que lidera o torneio e luta para não repetir seu inexplicável fracasso de anos atrás.
Win se recusa a ajudar no caso ao ser informado de que foi sua mãe, com quem não fala há anos, que recomendou Myron à família Coldren. Mesmo sabendo que ela está à beira da morte, prefere manter distância.
Nesta trama repleta de suspense e reviravoltas, Harlan Coben nos leva a mansões monumentais e motéis de quinta categoria junto com Myron Bolitar, um herói complexo, de cabeça quente e coração de ouro, mais fascinante e imprevisível a cada página. "


**


A-D-O-R-E-I.

Eu gostei da série Myron Bolitar desde o primeiro livro, mas confesso que o terceiro e último que li, Sem Deixar Traços não havia me empolgado muito. Não que não gostei mas achei muito mais do mesmo e até a solução do mistério achei meio óbvio e bem parecido com os anteriores. Quando iniciei O Preço da Vitória e vi que era mais uma vez sobre o desaparecimento de um jovem esportista, esperava encontrar diversão mas nada muito além que isso.

Ainda bem que eu me enganei. Muito.

O Preço da Vitória foi uma maravilhosa surpresa. Pode até ter começado de forma similar aos outros da série mas, ah, Harlan Coben, sabe surpreender. O desaparecimento do único filho de um jogador de golfe durante o Aberto dos Estados Unidos é quase um pano de fundo para uma série de descobertas e mistérios de família há muito enterrados.
Myron, ao contrário dos casos anteriores, não conta desta vez com a ajuda de Win. O melhor amigo do agente esportivo, simplesmente se recusa a ajudar. É neste momento que passamos a conhecer um pouco mais do aparente “doido”. É muito fácil simplesmente enxergar em Win um doidivanas, louco por sexo e violência, mas se existem tendências existem também moldes e circunstâncias.

Nos livros anteriores eu ri com ele, neste eu quis abraçá-lo.

Mas o livro não fica somente na seara psicológica. O mistério é bom, ainda que, quando a gente pensa que já descobriu tudo, o autor “enfia” uma surpresa na nossa cara, rs.
Além disso, para não deixar o texto carregado, o humor totalmente sem noção de Myron está mais do que presente. Talvez alguns podem achá-lo um pouco infantil demais para um homem de 30 e poucos anos mas muitas vezes a realidade é dura demais para ser sério o tempo todo, não? E eu adoro ele!

Este é um daqueles livros cheio de tiradas fantásticas, pequenas e grandes reviravoltas; eu fiquei completamente “grudada” na leitura desde a primeira página. O ritmo é ágil e a trama muito bem desenvolvida, sem pontas soltas. É incrível como o autor conseguiu amarrar tudo perfeitamente- e quando você acha que ele esqueceu de um detalhe, lá está a última página para fechar tudo com chave de mestre.

Um livro incrível.

Recomendo à todos.

Ah, e só para avisar, estou lendo a série na ordem!
*** E o único defeito é essa capa brasileira! Feia demais!


A Série

Livro 1- Quebra de Confiança [RESENHA]
Livro 2- Jogada Mortal [RESENHA]
Livro 3- Sem Deixar Traços [RESENHA]
Livro 4- O Preço da Vitória (Back Spin)[RESENHA]
Livro 5- Um Passo em falso
Livro 6- Detalhe Final
Livro 7 Darkest Fear(Inédito no Brasil)
Livro 8- A Promessa – lançado pela editora ARX
Livro 9- Quando ela se foi
Livro 10- Alta Tensão


Título Original: Back Spin
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Série: Myron Bolitar- livro 4
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Esportes, Suspense, Sequestro, Humor
Período: Anos 90. EUA

Outras Capas

5/5

quarta-feira, novembro 26, 2014

Suspeitos, de Robert Crais


Scott não está bem desde a aterrorizante noite em que homens não identificados assassinaram sua parceira Stephanie e quase o mataram também, deixando-o cheio de ódio, humilhado e sempre à beira de um ataque de nervos. Maggie também não está bem. A pastora-alemã sobreviveu a três temporadas no Iraque e Afeganistão farejando explosivos até perder seu tratador no ataque de um homem-bomba. Seu estresse pós-traumático é tão grave quanto o de Scott.
Eles são a última chance um do outro. Ele era um jovem policial em ascensão, ela foi criada para cuidar e proteger. Juntos, vão começar a investigar o caso que ninguém quer que investiguem: a identidade dos homens que assassinaram Stephanie. O que os dois descobrem é que nada é o que parece ser. Eles seguirão por um caminho que os levará através das obscuras lembranças de seus infernos pessoais. Será que conseguirão sair dessa e encontrar os culpados? Ninguém pode prever..


Você gosta de cachorros? E de Romances Policiais?
Se sim, esse livro é pra você.

Quando eu terminei de ler Suspeitos, fiquei pensando em como seria essa resenha. Claro, eu poderia simplesmente falar sobre o aspecto “policial” do livro, o que seria válido, sem dúvida, mas esta não é simplesmente uma história sobre um jovem policial que tenta descobrir quem matou sua parceira. O livro fala sobre a busca pela verdade mas também sobre companheirismo, amizade e recomeços.

Quase 1 ano se passou desde que a parceira do jovem policial Scott James foi assassinada e ele também quase perdeu a vida. Foi uma noite que trouxe sequelas tanto físicas quanto emocionais. O certo seria que Scott fosse aposentado por invalidez mas sua teimosia a necessidade de tentar descobrir o que acontecer o impelem a conseguir, nem que seja em um outro departamento: o K-9, a divisão canina da polícia.
É no K-9 que Scott vai conhecer sua nova parceira, Maggie. Maggie também veio de um trauma, assim como Scott, ela perdeu seu parceiro em ação e ainda não conseguiu se recuperar do trauma.

Maggie é uma cachorra pastora-alemã.

Eu me apaixonei completamente por Maggie. E por Scott também. Por diversas vezes, eu tinha vontade de entrar dentro do livro e abraçá-los, dizer que as coisas a iriam melhorar, que tudo iria acabar bem. Ao passo em que Scott vai tentando descobrir o que verdadeiramente na fatídica noite em que sua parceira morreu, o autor nos mostra que a superação dos traumas- físicos e emocionais- não é nada fácil; é preciso muito mais que simplesmente “força de vontade”, mas também dedicação.

“Ela estava tão feliz em vê-lo que pousou a cabeça em seu colo. Ele coçou as orelhas dela e afagou e Maggie se agitou de alegria.
Ela farejou o chão, virou-se até encontrar a exata posição e deitou-se ao lado dele.
Alfa seguro.
Caixote seguro.
Matilha segura.”


E assim como a superação não é fácil, desvendar o crime também não é. Scott não é um detetive renomado ou algo do tipo; ele é apenas um jovem policial comum, daqueles que andam de viatura e vestem uniforme. Suas pistas são pedaços de informações e muitas vezes estas mesmas informações não parecem ser de todo válida. Sei que estou me repetindo aqui, mas quanto menos se souber sobre o “aspecto policial” do livro melhor. Não que o mistério seja muito grande, ou difícil de ser decifrado, mas é interessante de se ir descobrindo aos poucos. O lado policial, aliás, é a parte mais fraca do livro. Não que seja ruim, mas comparado com a relação entre Maggie e Scott, ele sai perdendo. A trama é bem articulada e o autor não deixa pontas soltas nem se utiliza de soluções miraculosas mas quem é fã do gênero irá sentir uma certa falta de “refinamento” , uma simplicidade linguística.

Simplicidade essa que não se aplica à, como eu já mencionei, amizade de Maggie e Scott. É simplesmente arrebatador. Eles simplesmente se completam. Suspeitos é narrado sob dois pontos de vista: o de Scott e... o de Maggie. Sim, o de Maggie. O autor soube capturar como poucos o amor de um cão pelo seu dono, a necessidade de fazer parte da matilha, a dor da perda. Lindo.

Suspeitos é um livro especial, belo e tocante.

Queria poder- conseguir- falar mais.

Recomendo.


Título Original: Suspect
Autor: Robert Crais
Editora: Companhia Editora Nacional
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Homens da Lei, Crime e Mistério, Animais
Período: Atual. Los Angeles, EUA

Outras Capas:


4.5/5

terça-feira, novembro 04, 2014

O Sexto Homem, de David Baldacci


Sean King e Michelle Maxwell estão no Maine. Mais precisamente, na pequena cidade de Machias, onde fica Cutter’s Rock, um presídio de segurança máxima que abriga os criminosos mais abomináveis dos Estados Unidos. É ali que está Edgar Roy, o homem que precisa da ajuda deles.
Sean e Michelle foram contratados por Ted Bergin, o advogado de Roy, que pede que os investigadores descubram evidências em que ele possa basear a defesa de seu cliente. Ted, no entanto, não tem chance de lhes dar mais detalhes sobre o caso. A caminho de seu primeiro encontro com os investigadores, ele é morto na estrada, com um tiro à queima-roupa.
Ex-professor de Sean, Ted o ajudou em um momento difícil de sua vida. Sean não vai deixar que sua morte fique impune.
Só que nada na vida de Ted parece motivar um assassinato – a não ser que haja algo obscuro no caso de Edgar Roy. E, ao investigá-lo, Sean e Michelle podem incomodar os altos escalões do governo dos Estados Unidos.
Numa trama em que a vida e a morte se enfrentam em cada página, David Baldacci expõe segredos por trás da CIA, do FBI e da NSA.



De tirar o fôlego!

O Sexto Homem é um romance policial que mistura muito bem ação, suspense e pitadinha de drama. A história já começa em alta voltagem e vai deixando a gente cada vez mais “presa” à leitura.

Sean King e Michelle Maxwell são dois investigadores particulares, ex-agentes do governo, que são contratados para auxiliar na defesa de um Serial Killer. Edgar Roy é um homem extremamente inteligente (e “extremamente” ainda é pouco para descrever a inteligência do cidadão) e que se vê acusado de ter matado seis pessoas e as enterrado em sua fazenda.

Quando Sean e Michelle vão se encontrar com o advogado de Roy, eles o encontram morto- e mais, o que parecia ser um “simples” caso de Serial Killer, acaba por se mostrar sendo algo muito além. De repente, Sean e Michele se veem envolvidos com a CIA, o FBI, NSA, o próprio presidente dos EUA.

Por que Edgar Roy era tão importante?

Infelizmente o próprio acusado não podia responder esta pergunta, pois desde que fora preso, entrou em estado catatônico.

Sabe quando um livro te prende, de verdade? Foi esse o caso de O Sexto Homem. Eu já havia lido outro livro deste, Toda a Verdade, e apesar de, no geral, ter gostado, não foi uma leitura que tenha me impressionado. Muitas vezes, nestes thrillers de ação, em que segredos de Estado, Inteligência, Espionagem e Contra-Espionagem, fazem parte do jogo, eu acaba achado a leitura um pouco enfadonha com o montante de informações a respeito do Governo dos EUA e tals. Isso não aconteceu aqui.
David Baldacci conduziu a trama de forma precisa, utilizando da explicações e descrições quando estas eram necessárias, mas sem nunca deixar de fora a ação. Os capítulos são curtos, mas nada que me incomodasse ou que parecessem cenas aleatórias, entrecortadas. O melhor é que os personagens, especialmente Sean e Michelle, e a trama se completam. Um serve ao outro. A interação dos dois é fantástica. Apesar de ser uma história estritamente policial, um thriller, não podemos sentir a humanidade nos personagens, mesmo naqueles que nem pareciam tão humanos assim.

Eu passei a leitura inteira fazendo teorias na minha cabeça; quando você pensa que a história iria seguir um caminho...PAM! ...o autor metia uma reviravolta, uma “surpresinha”! Eu até adivinhei a “grande” surpresa do final, mas fiquei bem surpresa com outras coisinhas. Gosto quando isso acontece!

O Sexto Homem é o quinto (sim, você leu certo! QUINTO!)livro da série Sean King & Michelle Maxwell e o segundo lançado pela editora Arqueiro ( o primeiro foi o quarto livro, Traição em Família). Os dois primeiros livros foram lançados aqui pela Rocco (ver a listinha ao final da resenha). Pois bem, em termos de trama, história mesmo, este livro pode ser lido separadamente. O mistério tem começo, meio e fim. Porém (vocês sabiam que tinha um “porém” vindo, né?!) eu senti falta de saber mais sobre o passado de Sean e Michelle; muitas coisas do “passado” são mencionadas e eu me senti um pouco no “ar”.

De qualquer forma, se você gosta de um bom thriller policial, com bastante ação e reviravoltas, O Sexto Homem é mais do que indicado. . Como eu já mencionei, a trama é muito bem conduzida e pontas soltas não são deixadas pra trás. Por mais confuso que tudo possa parecer em determinado momento, ao final tudo se encaixa. Sean e Michelle são demais e, com certeza, quero ler mais aventuras protagonizadas por eles!

***
A capa nacional é triste, né? Feia demais! Parece capa de livro dos anos 90. Sem contar esse olho azul! Que olho azul é esse, alguém me fala?! É explicitado que os olhos de Roy são “negros e vazios”! Curti não.


A Série:

Livro 1-Por uma Fração de Segundo (Split Second)- Editado pela Rocco
Livro 2- O Jogo das Horas- editado pela Rocco
Livro 3- Simple Genius
Livro 4- Traição em Família
Livro 5- O Sexto Homem
Livro 6- King & Maxwell

Título Original: The Sixth Man
Autor: David Baldacci
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Policial
Série:Sean King & Michelle Maxwell - Livro 05
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Thriller, Suspense
Período: Atual. EUA.
Este livro foi gentilmente cedido pela editora.

Outras Capas:


4/5

terça-feira, agosto 12, 2014

Fissura, de Karin Slaughter

Uma mãe aterrorizada diante de uma triste e chocante tragédia. Em uma importante mansão de Ansley Park, um dos endereços mais tradicionais e sofisticados de Atlanta, uma adolescente é brutalmente assassinada a facadas, e seu rosto está irreconhecível. Os vestígios de um estupro são evidentes. Ao lado do corpo ensanguentado, há um homem com uma faca na mão. Esta é a cena com a qual Abigail Campano se depara ao chegar a casa. Seria possível alguém ter matado sua doce filha? Dominada pelo ódio, ele estrangula o sujeito com as próprias mãos. Como julgar uma mãe desesperada cuja única intenção é vingar a morte da filha? Cabe ao agente Will Trent lidar com esse caso peculiar e cheio de reviravoltas. Mas nem o detetive nem a família Campano imaginaram ser apenas o início de seus maias terríveis dias.



Karin Slaughter surpreende novamente.

Com este Fissura, posso afirmar, com segurança, que a autora e sua série Will Trent esta entre os meus favoritos na literatura policial. E olha que eu sou chata...

Tudo começa com Abigail Campano chegando em casa, uma mansão localizada na parte mais privelegiada de Atlanta e se deparando com uma cena de inferno: sua filha morta e o assassino ao lado dela. Fora de si, Abigail acaba lutando com o desconhecido e o matando com as próprias mãos. É este cenário que a polícia de Atlanta encontra- e mais tarde se depara o agente especial Will Trent.
E é somente isso que pode ser revelado sobre o livro. Sério. Não tente saber NADA ALÉM DISSO.

Karin Slaughter nos apresenta uma trama que surpreende desde as primeiras páginas- e cuja as surpresas e reviravoltas já ocorrem desde as primeiras páginas.

A autora mescla como poucas a questão psicológica e o thriller e o mistério. Seu “homem da lei”, seu personagem principal, o que dá nome à série, Will Trent, não é um agente da lei comum. Extremamente inteligente, ele tem que lutar contra as próprias limitações (leia o primeiro, Tríptico para saber mais) e ainda lidar com uma nova parceira, Faith Mitchell que, por questões pessoais, não é sua grande fã. Na verdade, ela o detesta. Porém, apesar da animosidade, Faith admite que Will é muito bom naquilo que faz.

É complicado opinar sobre um livro sem poder falar muito sobre ele, até mesmo um tema central da trama eu tive que deixar de fora dessa resenha para não estragar a leitura de ninguém.

Fissura é uma leitura que envolve desde a primeira página, deixando a gente tensa, ávida por saber mais. A autora nos apresenta camadas que vão, pouco a pouco, sendo descobertas.

Karin Slaughter não dá concessões aos temas que apresenta. Sexo, abuso, distúrbios. Tudo é apresentado sem filtros. Por vezes, é como um tapa na cara. Como leitor, espectador de drama, você não sabe se sente raiva, pena ou ódio de terminado personagem.

O livro termina com um epílogo que me lembrou, muito, Dennis Lehane. É um “depois do fim”, o que acontece quando tudo acaba que faz a gente pensar. Como fica quem sobrou?
Agridoce.

Comparando com Tríptico, confesso que gostei mais do primeiro livro da série, mas este não deixa nada a desejar. Penso que é mais uma questão de gosto mesmo, ou talvez por que o ritmo de Fissura seja um pouco mais lento se comparado com o do outro livro e apresente uma linguagem mais tradicional. De qualquer forma, para quem gosta de literatura policial é leitura obrigatória.

Recomendo!

Em termos de investigação, Fissura e Tríptico tem histórias independentes, porém é bom ler o primeiro livro antes para poder conhecer melhor o personagem principal, Will, sua "condição" e sua relação coma noiva, Angie.

(Sem entrar em detalhes mas eu senti muita raiva de uma “vítima” da trama. Pronto falei. )
Série:
Infelizmente só o primeiro livro foi lançado no Brasil (pelo menos foi o primeiro!). Espero que a Record lance os outros.
Livro 1- Tríptico
Livro 2- Fissura
Livro 3- Undone
Livro 4- Broken
Livro 5- Fallen
Livro 5.5- Snatched
Livro 6- Criminal
Livro 7- Unseen )



Título Original: Fracture
Autor: Karin Slaughter
Editora: Record
Gênero: Romance Policial
Série:Will Trent- Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Imperfeições, Abuso, Suspense, Homens da Lei
Período: Atual. Atlanta, EUA.
Outras Capas:


4.5/5