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quarta-feira, janeiro 13, 2016

[Resenha] O Conde Enfeitiçado - Julia Quinn


“Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton.

Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele.

Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite.

Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz.”



Maravilhoso.

Quem já leu Julia Quinn consegue reconhecer, com uma certa facilidade, o estilo da autora; principalmente, consegue reconhecer o seu senso de humor. Seus livros são, em sua maioria, leves e cheios de ironia. Eu digo “maioria” pois este O Conde Enfeitiçado é uma das exceções.

Este é um livro mais “fechado” do que outros, quase mais triste. Se bem que “triste ” não seria a palavra adequada. Mas é justamente por ele ser deste modo que muita gente não gosta tanto dele quanto dos outros; para mim, ocorre justamente o contrário.

O Conde Enfeitiçado é sobre segundas-chances e como alguém pode verdadeiramente encontrar o amor duas vezes na vida.

Com a ação passada durante os acontecimentos dos livros 4 e 5, O Conde Enfeitiçado apresenta a historia de Francesca, a Bridgerton que pouco havia aparecido até então. Apesar de não ter muitas cenas dos outros membros da família, ela se faz presente- especialmente nas figuras de Violet e Colin (ótimas cenas, aliás!)

Francesca quer ter filhos. Viúva aos 22 anos, ela passou 4 anos de luto pelo marido que amava, porém, agora, ela percebe que precisa arrumar um marido se quiser conquistar o sonho de ser mãe.

Michael nunca quis ter um título de nobreza ecom certeza ele nunca desejou a morte de seu primo John. Aliás, a relação dos dois era muito mais do que simplesmente primos ou amigos. Michael apenas desejou uma coisa em sua vida: justamente Francesca, a esposa do primo.

Aos 26 anos, Francesca está naquele momento da vida em precisa fazer uma decisão. Não que ela seja muito velha, ou que deixará de amar John, mas, se quiser ter filhos terá que, de alguma maneira, seguir em frente.

Ao mesmo tempo, Michael sabe que esta talvez seja a única chance dele de estar ao lado da mulher que ama, porém, ao mesmo tempo, existe aquela consciência chata lhe dizendo que ele está traindo a alma do amigo.


A primeira coisa que se chama atenção no livro é que John, o falecido, não é um vilão. Muito pelo contrário. Ele foi amado por todos- e isto torna muito mais difícil. Francesca o amava profundamente e é muito difícil dar-se a chance de seguir em frente.
Por outro lado, temos o amor de Michael por Francesca. Ele está lá forte mas escondido, represado. O problema é que chega um momento em que Michael não consegue mais esconder o que sente.

Claro que eu me solidarizei com Francesca, mas eu sofri mesmo foi com Michael. Sim, ela gostava dele- só que ele a amava. E aí é que está a grande diferença. Não nos é apresentado uma solução fácil com Francesca magicamente se apaixonando loucamente por Michael. Existe um desejo, uma atração, é claro- mas também a culpa.
O Conce Enfeitiçado fala sobre emoções e, por que não,escolhas. O amor é lindo, não? Mas nem sempre é fácil.

Com um ritmo um pouco mais lento do que seus outros livros, Julia Quinn mostra o amor de várias maneiras: o forte, impetuoso, e o que vai surgindo aos poucos. Claro, gosto é gosto, mas acho esta história linda e apesar de ser um pouco mais caliente do que outros livros dela, é também singela.

Ao mesmo tempo, seus personagens são humanos, falíveis. Não existem vilões na história e isso que eu achei ótimo. O que separam Michael e Francesca são as circunstâncias- e eles próprios.


Francesca e Michael se completam.

Claro que eu recomendo!



Série:
Livro 1- O Duque e Eu
Livro 2- O Visconde Que me Amava
Livro 3- Um Perfeito Cavalheiro
Livro 4- Os Segredos de Colin Bridgerton
Livro 5- Para Sir Phillip, com Amor
Livro 6- O Conde Enfeitiçado
Livro 7- Um Beijo Inesquecível
Livro 8- On The Way to The Wedding

A série ainda tem "Segundos Epílogos". (Ver a lista completa AQUI)


Título Original: When he was wicked
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Série Os Bridgertons- Livro 6
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Viúva, Segunda-Chance, Amizade
Período: Regência. Inglaterra.

Outras Capas


5/5

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terça-feira, dezembro 01, 2015

[Resenha] Apenas Respire - Susan Wiggs



“A cartunista Sarah Moon procura driblar os problemas da vida em sua tirinha 'Apenas Respire'. Enquanto Shirl, personagem principal e alter ego de Sarah, se submete ao tratamento de inseminação artificial, a situação por ela vivida começa a refletir as dificuldades de sua criadora para conceber um bebê. Nesta obra, Susan Wiggs apresenta uma narrativa sobre os sonhos despedaçados de uma mulher e a descoberta de novas esperanças. ”


Um bom livro.

Segundas-chances e reencontros estão entre os meus temas (literários) favoritos. Eu adoro ler sobre pessoas que reinventam, que conseguem encontrar uma forma de dar a volta por, de serem felizes.

Apenas Respire é justamente sobre isso. Se reinventar. Começar de novo- e por que não rencontrar a paixonite da adolescência?

Sarah Moon é uma cartunista que está em tratamento de inseminação artificial após o marido ter passado por intenso tratamento contra um câncer nos testículos. Enquanto o marido esteve doente, Sarah deixou praticamente de existir par cuidar do marido. Um dia, após uma sessão na clínica de fertilidade, ela resolve ir ao trabalho dele e fazer uma surpresa- mas quem é surpreendida é ela: o safado estava no nheco-nheco com outra.

Ultrajada e ferida, Sarah larga tudo e resolve voltar para sua cidade natal, uma cidadezinha na costa da Califórnia. Ela não sabe o que vai fazer, mas simplesmente não pode mais ficar na mesma casa, na mesma cidade que aquele homem.

Obviamente, se apaixonar (ou simplesmente se envolver) por outro homem está completamente fora dos planos. Mas sabemos que não podemos controlar essas coisas, né? Sarah não pode. Ainda mais quando reencontra Will Bonner (só agora reparei no nome! O.o ), a paixão da adolescência. Anos atrás, Will é o garoto mais popular e Sarah, a esquisita. Hoje, ele é o chefe dos bombeiros e mora com a filha adolescente de sua ex-mulher.
É justamente Aurora, a filha de Will, quem acaba tendo um primeiro contato com Sarah. Amante das artes, a menina vê na mulher mais velha uma inspiração. Essa espécie de amizade acaba por juntar Sarah e Will. É justamente quando Sarah acha que sua vida está entrando nos eixos que ela tem um enorme surpresa.

Gostei bastante. Susan Wiggs consegue fazer de uma história que poderia ser triste e pesada e algo prazeroso e, em alguns momentos, até divertido. Sarah é uma mulher que deixou pensar em si mesma para cuidar do marido (o que acho não se pode estranhar, afinal ele estava com câncer) mas quando a traição aparece ela não dá ouvidos para discução. Ela sabe que precisa ir embora e, após muito tempo, pensar em si mesma. É á partir daí que ela começa a perceber que o casamento já estava no fim a muito tempo. A traição, por mais dura que tenha sido, foi apenas a cereja do bolo.

É bom ver uma mulher que quer seguir em frente, mas ao mesmo tempo tem os seus momentos de fraqueza e melancolia. Sarah não é uma super-heroína e Will tampouco é o herói perfeito, apesar de aparentar ser.

Eles nunca haviam sido amigos no passado mas é interessante ver como os anos e a maturidade podem mudar as pessoas. Will tinha um destino traçado quando era adolescente mas as coisas não saíram exatamente como planejado. O reencontro- e consequente amizade entre eles é mostrada de forma sensível.É um relacionamento que primeiro se estabelece atrás da confiança.

Vale também ressaltar que a história é intercalada por tirinhas de Shirl, a personagem alter-ego de Sarah e em cujas situações se espelham no que está acontecendo no livro.

Apenas Respire é um livro de ritmo constante, com uma escrita agradável. Muitas coisas acontecem no decorrer da trama e se, por um lado, isso enriqueceu a história, por outro, também foi o seu maior defeito. Achei que muitas situações passaram rápidas demais e faltou também profundidade em alguns momentos. Por mais de vez eu quis que a autora tivesse “demorado” um pouco mais em determinada situação.

De qualquer forma, Apenas Respireé aquele tipo de livro que faz a gente pensar um pouco e, mais importante, deixa o leitor satisfeito, feliz. É uma história sobre pessoas comuns mas especiais, a sua maneira. Se éque isso faz sentido.

Recomendo!

PS: detestei a capa!



Título Original: Just Breath
Autor: Susan Wiggs
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Gravidez, Segunda-Chance, Drama
Período: Atual. EUA.
Outra Capa:



4/5

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segunda-feira, novembro 23, 2015

[Resenha] O Coração do Leão - Mia Sheridan


“Evie e Leo se conheceram ainda crianças, em um lar adotivo, e logo se tornaram grandes amigos. Com o tempo, a amizade se transformou em uma paixão avassaladora, e eles juraram ficar juntos para sempre.

Quando Leo foi inesperadamente adotado na adolescência e teve que se mudar para outra cidade, prometeu a Evie que entraria em contato com ela assim que chegasse lá e que voltaria para buscá-la quando ela fizesse 18 anos. Mas ele nunca mais deu notícias.

Oito anos depois, apesar das circunstâncias, Evie conseguiu dar a volta por cima. Tem um emprego, amigos e está feliz. Então, de repente, um homem chamado Jake Madsen surge em sua vida, alegando ter sido enviado por Leo para saber como ela está.

Evie não consegue evitar a atração que sente por esse homem sensual e misterioso. Mas será que ela pode confiar em um estranho? Ou será que ele está guardando um segredo sobre sua real ligação com Leo e os motivos que o levaram a sumir de sua vida anos atrás?”



Quando eu li A Voz do Arqueiro eu logo me encantei não só com a história mas, principalmente, com a escrita de Mia Sheridan. Mesmo tendo lido apenas um livro dela, já sabia que era aquele tipo de autora que eu deveria ficar de olho. Por isso, olhei com bastante expectativa o lançamento de Coração do Leão.
Bem, vocês sabem sobre o que dizem sobre expectativas...

Pois é. Não que Coração do Leão tenha sido uma má leitura, pelo contrário, mas foi impossível não comparar com o outro livro- e nesta comparação, o livro do Leão sai perdendo.

Coração do Leão fala sobre o poder do amor e as segundas-chances que a vida nos dá. Evie é uma jovem que viveu a maior parte sua vida em lares adotivos e que, agora, aos 22 anos, tenta seguir com a vida. Não uma vida completamente feliz, mas satisfatória até certo ponto. Ela trabalha como arrumadeira em um Hotel de luxo além de fazer bico como garçonete em um bar.

Tudo o que ela mais quer é se distanciar do passado. Principalmente das lembranças. E por lembranças, leia-se Leo, o seu melhor amigo, companheiro do lar adotivo. Seu amor. Mas Leo foi adotado e mesmo tendo ir morar longe com os novos pais, lhe prometeu que manteria contato e estaria à espera dela quando ela completasse 18 anos. O problema é que Leo não cumpriu sua promessa- e mesmo que Evie soubesse (e quisesse) seguir em frente aquela mágoa ainda persistia. De alguma forma, Evie ainda estava esperando por ele.

É então que surge Jake, um jovem belo e rico- e com notícias de Leo. A atração entre os dois é quase que imediata e, apesar de suas reservas, Evie começa a perceber que talvez tenha chegado a hora de finalmente seguir em frente.

O mistério da história é facilmente deduzível, mas acho que isso não é o mais importante no livro. O ponto principal mesmo é o amor. E o perdão. E não somente perdoar o outro, mas principalmente a si mesmo. A autora toca em assuntos delicados e é impossível não se sentir anuseada com algumas coisas. Porém, essa sensação se desconforto é passada da maneira certa, sem maniqueísmos ou uma simples vontade de “chocar” o eleitor.

Além disso, Evie não é aquele tipo de mocinha virginal que só faz se lamuriar pelos cantos. Ela é um personagem mais real, com suas frustrações e ambições, é claro, mas também com os pés no chão. A vida dela não é fácil, mas vai vivendo. É interessante ver que mesmo que ela saiba que Leo ainda faz parte do que ela é, Evie tenta se desvincilhar dessa figura/lembrança. Claro que não é nada fácil. Pouco a pouco vamos percebendo que algumas ações e atitudes dela são influenciadas por ele.

Em determinado momento, começamos a perceber que tão importante quanto a relação de Evie com Jake, é o fato dela finalmente estar se libertando do passado. Das amarras.

A história narrada em Coração do Leão é muito bonita e contada corretamente. Os personagens são interessantes e tem um boa complexidade dramática. O ponto negativo é justamente o desenvolvimento da história em si. Mesmo que autora soubesse tratar com delicadeza certos assuntos e, principalmente, os sentimentos dos personagens, senti como se tivesse uma certa “preguiça” na escrita. Tudo foi rápido demais. E é justamente aí que a comparação com a A Voz do Arqueiro é inevitável. Lá, era uma história para se saborear. Aqui, apenas mais um New Adult. Bom, mas apenas mais um. Tá certo, talvez eu tenha sido um pouco rigorosa demais aqui.

Mas sabe, quando eu vi que *este* livro era, na realidade, o primeiro da série ( e provavelmente o primeiro livro que ela escreveu) fiquei mais animada. Coração do Leão é claramente um livro de principiante. O talento está lá, mas ainda falta lapidação.
De qualquer forma, Coração do Leão é um livro um bom livro, escrito de maneira correta e que faz com que a gente consiga se ligar com os personagens e torcer por um final feliz.

Não foi um favorito mas, digo e repito, Mia Sheridan é uma autora que deve-se ficar de olho.

vale a pena a leitura.




Série:

Livro 1-Coração do leão (Leão)
Livro 1.5- Leo’s Chance
Livro 3- Stinger (escorpião)
Livro 4- A Voz do Arqueiro (Sagitário)
Livro 5- Becoming Calder (Aquario)
Livro 5.5 Finding Eden <— parte 2/2 Livro 6- Kyland (Touro)


Título Original: Leo
Autor: Mia Sheridan
Editora: Arqueiro
Série signos do Amor
Gênero: New Adult
Sub-Gênero/Assunto: Abuso, reencontro, segunda chance
Período: Atual. EUA
Outra Capa:


Achei essa capa bem nada a ver!


3.5/5

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terça-feira, outubro 20, 2015

[Resenha] A Estrada do Mar - Barbara Delinsky


“Após dez anos de casamento, Rachel Keats e Jack McGill se divorciaram e seguiram caminhos separados. Jack permaneceu em San Francisco. Já Rachel mudou-se com suas as filhas pequenas para Big Sur.
Seis anos mais tarde, um alarmante telefonema no meio da noite, faz Jack pôr de lado a sua vida ocupada e a carreira como arquiteto chefe, para correr à cama de hospital onde sua ex-esposa está. Enquanto ela permanece em coma, Jack mantém-se em vigília constante, o que o faz conhecer Rachel melhor do que em todos os anos em que estiveram juntos - por meio de suas filhas, seus amigos, e, ainda mais, por meio de sua arte.

Enquanto isso, a beleza e a graça de Redwood canyon, onde ela fez seu lar, também exerce sua própria alquimia especial sobre Jack. Ele começa a ver Rachel, suas filhas, e a história de seu casamento com novos olhos.”



Um favorito.

Eu leio (não com tanta frequência, é verdade) YAs. Eu adoro os New Adults, e tenho toda uma simpatia pelos chick-lits. Adoro os romances água com açúcar com seus personagens que ainda estão para descobrir o amor. É bom ler sobre pessoas jovens- sobre o amor jovem.Porém, também é muito bom sair um pouco deste panorama e ler sobre personagens adultos, com uma vida adulta.

Um romance adulto. Uma história sobre reencontro e segundas-chances.

A estrada do mar é justamente sobre isso. Segunda-chance, e compreensão do passado.

Rachel e Jack estão divorciados à mais de 10 anos. O casamento de 5 anos acabou quando ela partiu de São Francisco para morar em uma pequena cidade no litoral da Califórnia. Os dois não ficaram totalmente sem contato, afinal, eles tinham duas filhas, uma de 13 e outra de 15 anos, mas os seus reencontros se resumiam às visitas de domingo que ele fazia.

Cada um tem sua nova vida, com seus projetos e ambições. Porém, quando Jack recebe um telefonema dizendo que a ex-esposa sofreu uma acidente de carro e está em coma, ele sabe que precisa ir até lá e tomar providências. Afinal, como ele mesmo costuma dizer, o divórcio foi da esposa e não das filhas.

O problema é que quando ele chega lá, Jack percebe que não pode ir embora. Ele não quer ir embora. E é nesta estada, nesta espera, que ele acaba descobrindo coisas sobre Rachel. Sobre a vida dela e sobre os motivos que a levaram a ir embora de São Francisco. Além, é claro, de conhecer melhor as duas filhas.

Eu amei. Fiquei completamente apaixonada por esse livro. À primeira vista, parece ser uma história parada sobre um homem velando uma mulher em coma, mas é muito mais do que isso. A Estrada do Mar fala sobre relações humanas, sobre erros e acertos. Jack e Raquel não se separaram por que deixaram de se amar,e aos poucos ele vai percebendo isso. Á medida que o tempo passa, e ela não acorda, Jack começa a ter consciência daquilo que deixou escapar e, principalmente, de que ainda a ama.
Ao mesmo tempo, ele também vai aprendendo como é ser par em tempo integral; como lidar com uma filha adolescente temperamental, e a outra, extremamente sensível, com uma gatinha doente.

Alternando o presente com flashbacks, a autora constrói uma trama sólida e cheia de significados. As histórias paralelas fazem sentido, é como se complementassem com a trama principal. E até mesmo o ambiente externo, o lugar e suas peculiaridades tem a sua importância.

À medida que eu fui lendo, eu fui me envolvendo, até ficar totalmente encantada pela história e seus personagens. Adorei que a autora não tratou ninguém como herói ou vilão. Todos ali tinham a sua parcela de culpa, ou acerto.
No livro não tem muito romance exatamente, mas a história de amor está ali, forte, em cada palavra e gesto.

Eu gosto muito da escrita da Barbara Delinsky. Ela sabe falar sobre as pequenas delicadezas humanas, os dramas, sem parecer piegas ou cansativa. É uma pena que seus livros, aqui no Brasil, sejam tão caros. Ainda mais se pensarmos que, além de tudo, tem páginas brancas!

A minha única crítica é em relação ao fina. Achei muito abrupto e , com certeza, faltou um epílogo. Mas, sabe, eu gostei tanto da história que não consegui dar menos que 5 estrelinhas (e olha que isso é difícil, hein?!).

Se eu recomendo?Claro que sim!


Título Original: Slightly Scandalous
Autor: Barbara Delinsky
Editora: Bertrand
Gênero: Drama
Sub-Gênero/Assunto: Romance, Doenças, Reencontro, Segunda Chance
Período: Final dos Anos 90. Litoral da Califórnia, EUA.

Outra Capa:



5/5

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terça-feira, setembro 29, 2015

[Resenha] A Voz do Arqueiro - Mia Sheridan


“Bree Prescott quer deixar para trás seu passado de sofrimentos e precisa de um lugar para recomeçar. Quando chega à pequena Pelion, no estado do Maine, ela se encanta pela cidade e decide ficar.

Logo seu caminho se cruza com o de Archer Hale, um rapaz mudo, de olhos profundos e músculos bem definidos, que se esconde atrás de uma aparência selvagem e parece invisível para todos do lugar. Intrigada pelo jovem, Bree se empenha em romper seu mundo de silêncio para descobrir quem ele é e que mistérios esconde.

Alternando o ponto de vista dos dois personagens, Mia Sheridan fala de um amor que incendeia e transforma vidas. De um lado, a história de uma
mulher presa à lembrança de uma noite terrível. Do outro, a trajetória de
um homem que convive silenciosamente com uma ferida profunda.

Archer pode ser a chave para a libertação de Bree e ela, a mulher que o ajudará a encontrar a própria voz. Juntos, os dois lutam para esquecer as marcas da violência e compreender muito mais do que as palavras poderiam expressar. ”



Uma bela história.
A Voz do Arqueiro fala sobre ir além das aparências e se permitir uma segunda-chance.

Após sofrer uma tragédia pessoal, Bree , uma jovem de 21 anos, resolve sair de sua cidade...e cair na estrada. Ela precisa de ar, de tentar seguir em frente. Quando ela chega à pequena Pelion, sua intenção é apenas ficar algumas semanas, nada muito mais do que isso. Uma casinha alugada e um emprego temporário. Aquilo parecia ser o suficiente.

Porém, Bree não esperava conhecer Archer, um jovem solitário e mudo. Vestindo roupas velhas, com cabelos um pouco longo demais e uma barba mal-ajambrada, Archer não era aquele tipo de pessoa que alguém olharia duas vezes. Ou se importasse. Mas Bree olha e mais importante...se importa.

Tanto Bree quanto Archer tem seus segredos, sua barreiras e, mais importante seus medos. A vontade de mudar o outro é enorme, torná-lo mais “sociável”, mas Bree começa a perceber que algumas mudanças vão muito além das aparências ou do uso da linguagem de sinais. Desde os sete anos, Archer vivia em um mundo á parte, isolado- e encarar a vida fora das cercas nunca é fácil.

Como quase todo conto romântico, A Voz do Arqueiro também fala sobre o poder transformador do amor, como esse sentimento pode mudar vidas, mas também fala como pode ser sufocante e difícil de se controlar.

Desde o princípio sabemos que tanto Bree quanto Archer são imperfeitos, humanos, mas além disso, eles tem medo. Principalmente Archer.
Ele é um personagem lindo- e não estou falando de sua forma física. Existe uma delicadeza, uma ternura em seus gestos e palavras, que fazem a gente sorrir. Me fez querer abraçá-lo, confortá-lo.

Ele e Bree se completam, precisam um do outro. É uma cura mutua.

Narrado em primeira pessoa, sob os pontos de vista de Bree e Archer, A Voz do Arqueiro é um livro intenso e arrebatador. Com uma linguagem simples e precisa, autora conduz com perfeição um história cheia de sutilezas e significados. Em nenhum momento ela abusa do melodrama ou das palavras de impacto. È tudo na medida certa. Até mesmo as cenas sexo são um complemento à trama, nunca se fazem desnecessárias ou vulgares.

Eu quase dei 5 estrelinhas para o livro, mas (vocês já sabiam que vinha um “mas” por aí, né? ;), apesar de ter achado a história linda e muito bem escrita, achei as soluções finais muito simplistas e apressadas. Me pareceu que, de repente, tudo ficou bem rápido demais- e honestamente, teria mudado (um pouco) o fim/destino de alguns personagens.

De qualquer forma, A Voz do Arqueiro é um livro belíssimo, que aborda com delicadeza os assuntos tratados; é que aquele tipo de leitura que faz a gente pensar, se sentir mais leve. Mostra que a vida não é fácil, mas, apesar de tudo, vale a pena e, mais importante de tudo, devemos ir além das aparências. Ou Dificuldades.

Recomendo!

*** O Livro faz parte da Série “Signos Do Amor”, mas é um stand-alone. Cada livro da série é baseado em um signo do Zoodiaco.

***Este Livro foi gentilmente cedido pela Editora***


Título Original: Arche’s Voice
Autor: Mia Sheridan
Editora: Arqueiro
Série Signos do Amor -
Gênero: New Adult
Sub-Gênero/Assunto: Imperfeições, Segunda-Chance, hot
Período: Atual. EUA.



4.5/5

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terça-feira, setembro 01, 2015

[RESENHA] Um Sonho Perfeito, de Susan Fox


“Um Sonho Perfeito - Há dez anos, quando ficaram juntos, a única coisa que Jess queria era uma noite perfeita ao lado de Evan. No entanto, ela não esperava que essa noite de entrega pudesse deixar marcas tão profundas. Agora, quando os dois se reencontram, o sentimento que parecia estar adormecido é acordado com uma força maior do que imaginavam. E Jess, por mais que queira negar, fica sem fôlego perto do homem que Evan se tornou.
O que ele sequer imagina é que ela guarda um segredo que pode mudar a vida dele para sempre, e isso, somado ao turbilhão de lembranças, a deixa mais confusa do que nunca. E a intensa conexão que os liga poderá ser mais forte do que as resistências que sempre os separaram.
Será que Jess estará pronta para revelar toda a verdade a Evan? Estaria ele preparado para se entregar à nova vida que esse antigo amor lhe propõe? Afinal, o amor exige entrega, e só um salto de coragem pode fazer acontecer um sonho perfeito.”



Lindo!
Vou confessar, estou completamente apaixonada pela série Caribou Crossing! A Editora Única simplesmente tem que lançar os outros livros; é bom demais.

Um Sonho perfeito, segundo livro da série, conta a história de Evan e Jess, que ainda eram crianças no primeiro livro. Na infância, os dois tinham aquele tipo de amizade única e especial. Mesmo completamente diferentes um do outro, Jess e Evan viviam grudados; se completavam. Ele era a razão e determinação e Jess, uma amante dos cavalos cheia de sonhos. Com uma infância difícil com pai abusivo e mãe displicente, Jess e sua família eram um porto seguro para Evan.

Mas como todo mundo, os dois cresceram, e perceberam que não eram mais crianças. É neste momento que uma única noite de amor acaba por abalar a amizade.
O livro começa justamente 10 anos depois daquela noite, quando Evan está de volta à sua antiga cidade no interior do Canadá (ele mora agora em Nova Iorque) e reencontra Jess.

Era para ser uma simples viagem de negócios, mas acaba se tornando muito mais. Jess, nestes 10 anos, guardou um segredo que pode mudar a vida de todos, e ao mesmo tempo que ela tem medo e uma certa mágoa em relação a Evan, ela quer retomar aquela amizade perdida.

Evan, apesar de todas as dificuldades que teve quando pequeno, conseguiu se tornar alguém diferente de seus pais; estava vivendo a vida que sempre sonhou. Será mesmo?
Quando ele volta ao Canadá, é fácil perceber que algumas feridas ainda não foram totalmente cicatrizadas. Ele diz que está tudo bem, mas a verdade é que nunca conseguiu- verdadeiramente- seguir em frente.

Um Sonho Perfeito fala de reencontros e segundas-chances; mais ainda, fala da necessidade de confrontar-se com o próprio passado para seguir em frente. Em muitos momentos, é fácil condenar a dificuldade de Evan em fazer pazes, de falar com a mãe. Mas deve ser difícil esquecer uma infância de abandono. É uma situação difícil. E não existem soluções fáceis.

O livro tem momentos belíssimos, tanto no que se refere ao romance quanto ao drama. Algumas cenas me emocionaram. Além disso, os personagens foram muito bem desenvolvidos (com exceção de Cynthia, a namorada de Evan. Achei ela um pouco fora do tom.). A história não apresenta vilões, são todos seres humanos, passiveis de erros e acertos. Também foi ótimo ver que a autora não retratou Dave, o ex marido de Jess, como um idiota. Ele é, na verdade, um dos personagens mais amáveis do livro.

O ponto negativo, a meu ver, foi que o romance se estende um pouco em alguns momentos, principalmente no início, mas nada que prejudique a leitura. A escrita de Susan Fox é delicada e cheia de nuances. Uma delícia de se ler.

Um Sonho Perfeito não é um livro sobre grandes paixões, mas sim sobre pessoas comuns e como a vida nos oferece segundas-chances. E Recomeços.

Recomendo!

** A série deve ser lida na ordem correta**


Série (Ver No GoodReads)


Livro 1- Um Amor Perfeito
Livro 2- Um Sonho Perfeito
Livro 3- Um Estranho Perfeito
Livro 4- Love Me Tender
Livro 5- Love Someone Like You

Título Original: Home on the range
Autor: Susan Fox
Editora: Única
Série Caribou Crossing
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Segunda-Chance, Reencontro, Amizade
Período: Atual. Interior do Canadá-
Capa Original:

4.5/5

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sexta-feira, agosto 14, 2015

[Resenha] Pulsação - Gail McHugh


“Emily Cooper sempre pensou que iria se casar e viver ao lado de Dillon Parker. Porém, após conhecer Gavin Blake, toda essa certeza foi por água abaixo. Arrebatada pelo sexy empresário, ela se entregou a uma paixão avassaladora, mas que logo foi abalada por uma dolorosa revelação.

Mesmo com o fim do tórrido relacionamento, Emily percebe que está disposta a arriscar tudo para ficar com o homem que domina seus pensamentos e sonhos desde o dia em que se conheceram. Agora ela só pode se apegar à esperança de que Gavin ainda a deseje, apesar de todos os seus erros e defeitos.

Com o coração partido, Gavin se isola da sociedade e se fecha em um mundo autodestrutivo. Emily não está acostumada a ser forte, mas terá que encontrar dentro de si a coragem e a confiança necessárias para lutar por seu amor e trazer Gavin de volta.

Neste desfecho da série, os leitores ficarão ainda mais apaixonados por Emily e Gavin, envolvidos em uma jornada de perder o fôlego e acelerar a pulsação.”



Não foi uma leitura perfeita, mas foi bem divertida e agradável- e, melhor, ajudou a redimir a mocinha.

Tensão foi um New Adult simpático, com um mocinho tudi-bão ótimo, mas que tinha uma das piores mocinhas que eu já tive o desprazer de encontrar. Emily era uma chata, sonsa lesa dos infernos. Quando o livro não termina exatamente do modo “e fomos felizes para sempre” eu até fiquei meio feliz. O Gavin, boy-magia, merecia MUITO mais.

Eu considerei até deixar a série pra lá, mas ah! Eram só dois livros- e a romântica em mim ( e a escorpiana também) queriam saber como tudo iria terminar.
Ainda bem que deu uma segunda chance! Que melhora! Emily parece até outra pessoa; bem, nem tanto, ela ainda tem umas “recaídas” de chororô, mas melhorou TANTO- e melhor! Ela sofre, ah, ela sofre. E eu achei bem feito! Sim, sou ruim! rs Mas o Gavin era o amor em pessoa e ela sempre de fiofó doce, tinha que sofrer mesmo.

Todavia, nessa sofrência toda, a história começou a ficar com um quê de novela mexicana, ou talvez Gloria Perez. Dá-lhe drama! Afinal, não podemos esquecer o ex-noivo mau-caráter, né? Mau como o Pica-Pau! Além disso, o Gavin parecia que tinha tomado uma superdose de Viagra com Catuaba Selvagem. O rapaz tava praticamente no cio! Eu não tenho nada contra romances “sensuais”, muito pelo contrário, mas acho que a autora exagerou um pouco aqui. Ficou tudo muito sexualizado. Acima do tom.

O que é uma pena, pois, as cenas de romance “romântico” são extremamente belas; existe uma delicadeza no texto.

No geral, a história é bem simpática, e a gente se vê verdadeiramente envolvido pelos personagens, mesmo que torçamos o nariz em alguns momentos. Algo que eu gostei muito é que a autora não parece ter medo ou “preguiça” de escrever. Muitas vezes me incomoda alguns textos (especialmente nos romances) são muito corridos, sem desenvolvimentos, ou descrições. Isto ajuda a gente a se situar melhor na história, a conhecer mais a fundo os personagens.

Pulsação é uma leitura sem grandes surpresas, mas essencialmente romântica e divertida. E Gavin...bem, Gavin é sempre Gavin. E deixa a gente com aquele sorrisinho no rosto.
Vale a Pena a Leitura.


Série:

Livro 1-Tensão
Livro 2- Pulsação

Este livro foi gentilmente cedido pela editora.




Título Original: Pulse
Autor: Gail McHugh
Editora: Arqueiro
Série Collide
Gênero: New Adult
Sub-Gênero/Assunto: Hot, Segunda-Chance, Gravidez
Período: Atual. Nova Iorque, EUA.
Capa original:


4/5

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quinta-feira, julho 16, 2015

[Resenha] Pequenos Cupidos - Debbie Macomber

“Desde que ficara viúva, Dori Robertson criava seu filho sozinha. Agora, o menino de 11 anos começou a pressioná-la para encontrar um marido. E ele até já escolheu o pretendente: o ex-jogador Gavin Parker. A filha de Gavin também quer que ele se case de novo. Quando as crianças unem forças, Gavin sugere que ele e Dori comecem a sair juntos, apenas com o intuito de deixar os pequenos cupidos felizes. Ela não vê problema algum nisso, até sentir o calor do beijo dele...”


Esperava mais.
Eu geralmente adoro histórias com crianças; é bem simples: tem criança, grávida e/ou animais, a Thaís já logo se interessa. É por isso que quando li a sinopse de Pequenos Cupidos já sabia que queria ler o livro, ainda mais que a autora é muito bem recomendada.

Ah, a frustração. Tão grande quanto a expectativa. Não que o livro seja ruim, ou algo do tipo, mas simplesmente não me cativou. O principal motivo? Justamente as crianças! Insuportáveis demais. Em determinado momento eu estava torcendo CONTRA o casal só por ser o oposto do que esses pirralhos queriam.

A história em si é bem bonitinha, lembrando muito aqueles filmes da Disney de uns 15, 20 anos atrás ( hoje em dia é tudo sobre adolescentes cantantes!). Doris é uma viúva mãe de um garoto de 11 que vive pressionando-a para que se case novamente. O candidato “perfeito” é o ex-jogador de futebol Gavin, pai de uma menina que também quer ele se case. As crianças então resolvem unir forças para juntar os pais.

Bonitinho, né? Pois eu também achei. Que pena que tudo é chaaaato demais. O casal até que é legalzinho mas nada muito digno de nota- e as crianças...! Meu Gódi, infanticídio ainda é crime? Claro que eu não esperava ver crianças perfeitas e lindinhas (até porque isso também é chato) mas dois pirralhos se metendo na vida dos outros foi muito pra mim. O que era pra ser “bonitinho” acabou me irritando demais.
É, acho que “irritar” é o verbo adequado para descrever esse livro.

Obviamente, cada um tem seu gosto, e penso que muitos podem até acabar gostando da obra. Afinal, apesar de tudo, a escrita da autora *é* interessante e fluida.

Pra mim, não valeu meu tempo perdido e os 9,50 reais gastos.


Título Original: Matchmakers
Autor: Debbie Macomber
Editora: Harlequin
Coleção: HQ Special 80
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Romance de banca, crianças, segunda chance
Período: Anos 80. EUA.

Outras Capas


2/5

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quinta-feira, julho 09, 2015

[Resenha] Um Jogador Apaixonado - Ruth Langan


“Yale adorava as emoções do jogo. Apesr disso, nunca se considerara um proscrito, embora zombasse da lei dos homens. Preferia rotular-se como um indivíduo que vivia segundo as próprias leis.

Quis o destino que Yale, movido por seu alto senso de justiça, decidisse ajudar uma viúva e seus dois filhos a escapar de um bando de criminosos. E, para sua surpresa ela era Caroline McKinnon, a jovem que fora obrigado a abandonar. Caroline, que se tornara uma mulher cativante e corajosa, o fez ansiar por um lar e pelo amor de uma boa esposa, objetivos que ele sempre descartara. Mas o amor reacendido sobreviveria a uma escalada de perigos?”



Adorável.

Um Jogador Apaixonado é a continuação de Direito à Esperança e conta a história de Yale , o irmão rebelde dos Connover; aquele que nunca gostou muito de regras ou de obrigações.

Yale é um homem que diz menosprezar as regras e os ditames sociais, mas no fundo não deixa de ser um calheiro. Um herói em cavalo branco. Como acontece com tantos heróis romãnticos, uma decepção no passado acabou por moldar seu caráter, fazendo com que ele se afastasse da família- e mesmo se não tivesse entrado para a vida do crime, o jogo virou seu trabalho.

Mas quem nasceu para ser heroi...

Apésar de todo o seu desprezo pelas regras, Yale não consegue deixar de ajudar uma jovem viùva e seus filhos em apuros. Seria algo sem consequencias; apenas uma boa ação. Todavia, Caroline McKinnon não é uma estranha. Muito pelo contrário. Eles sabem que tem muita coisa para ser dita, ser passada a limpo- e Yale percebe que talvez seja a hora de voltar para casa.

Um Jogador Apaixonado é basicamente um “road-book” sobre as surpresas que a vida preserva, sobre segundas-chances. Tanto Caroline quanto Yale são sobreviventes à suas maneiras; ele sempre lutou contra tudo, ela sempre foi a favor das regras. Nenhum dos dois foi verdadeiramente feliz.

O livro mostra que nem sempre as escolhas são erradas ou certas para aquele determinado momento: são as únicas possíveis. Em determinado momento senti um pouco de raiva de Caroline, mas depois, pensando bem, o que ela poderia dizer? Fazer? Uma mulher, no interior dos EUA, em meados do século 19.

Ruth Langan tem um jeito muito especial de escrever, quase poético. A história em si não apresenta muitas novidades mas o que chama a atenção é o desenvolvimento dos personagens. Yale é interessante e complexo, cheio de pequenas nuances. Particularmente eu gostei mais do primeiro livro, mas acho que os personagens deste segundo são mais bem acabados.

Badlands é um série antiguinha da falecida Nova Cultural que merece ser descoberta ou redescoberta por todos aqueles que gostam de romances doces e bem escritos.

Um Jogador Apaixonado é um romance leve e ligeiro, daqueles que deixam a gente com um sorriso tolo no rosto.

Recomendo.


A série:

A trilogia Badlands foi publicada no Brasil pela falecida editora Nova Cultural. Bem que alguma editora podia reeditá-la #FicaAdica

Livro 1- Direito à Esperança
Livro 2- Jogador Apaixonado
Livro 3- Corações Indômitos

Título Original: Badlands Legend
Autor: Ruth Langan
Editora: Nova Cultural
Coleção: CHE 169
Série Badlands- Livro 2
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Velho Oeste, Cowboys, reencontro, Segunda-Chance, Viúva, Crianças
Período: Século 19. Dakota, EUA.

Capa original:


4/5

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segunda-feira, julho 06, 2015

[Resenha] O Assassino - Carlie Ferrer


“Maria é obrigada a se mudar para a pacata cidade de Passaredo. Ao encontrar uma rua abandonada da qual todos parecem ter medo, descobre sobre o brutal assassinato de uma jovem morta pelo próprio marido, que hoje vive trancado em um castelo na misteriosa Rua Londrina. Maria acaba se aproximando do possível assassino, Inácio Edenhal, e a partir daí, todos à sua volta começam a ser atacados, ela passa a ser perseguida, ter pesadelos com uma mulher que pede que a liberte do castelo, e sua família começa a receber bilhetes insinuando a aproximação dela com o assassino. Ignorando tudo o que acontece a sua volta, e o risco que passa a correr, ao se apaixonar por ele, decide ir até o fim e provar para todos e para ela mesma que ele é inocente.”

Uma ótima surpresa!

Não sou uma grande conhecedora da nova literatura nacional, mas eu considero raros os suspenses românticos publicados por autores ou autoras brasileiras, e foi com surpresa que me deparei com este aqui. É um dos meus gêneros favoritos.

Maria é uma jovem de 20 anos, órfã de pai e mãe, que muda-se para a pequena cidade de Pasaredo. Ela precisa morar com uma tia até completar 21 anos e assim receber sua herança. Na pequena e estranha cidade, ela faz amizade com os jovens Jessica e Moisés e tenta com todas as forças não morrer de tédio. Numa andança pela cidade, Maria acaba por encontrar uma rua praticamente abandonada, a Rua Londrina, aonde existe um castelo. Intrigada, ela quer saber mais a respeito daquele lugar, porém todos na cidade se esquivam e não respondem as suas dúvidas. Tudo o que ela sabe é que, há alguns anos, uma jovem mulher morreu assassinada. O marido, Inácio foi o único acusado pelo crime, mas como tinha um álibi nunca foi preso. Desde então, ele vive sozinho no castelo. Até aparecer Maria- e mudar tudo.

Com uma trama “básica” bem interessante, O Assassino prende a atenção do leitor desde as primeiras páginas. Maria, apesar da pouca idade, é uma personagem forte e que sabe ( ou pensa que sabe, rs) o que quer. Pensando em vida real, podem até parecer temerárias as atitudes que ela toma, mas a jovem acredita na inocência de Inácio e passa a fazer tudo o que estiver em seu alcance para provar que ele é inocente. Porém isto não é uma tarefa fácil, pois até mesmo ele duvida de si mesmo.

A relação entre Maria e Inácio é o que move toda a trama do livro, mas isto não quer dizer que o suspense é deixado de lado. Pelo contrário, essa mesma relação dá força à ele. Inácio é um tipo enigmático, não se sabe muito o que pensar dele. Como herói romântico, queremos que ele seja apenas um injustiçado, inocente. Porém, no decorrer da leitura, passamos a ter dúvidas, ao mesmo tempo em que torcemos muito por um final feliz com Maria.

Eu gostei muito que o amor e a paixão não acontecem de uma hora pra outra. Existe um desenvolvimento dos sentimentos; Maria e Inácio, de certa forma se tornam amigos. Mais do que isso, a presença de um, faz muito bem ao outro.

Além desta questão romântica, o lado suspense do livro, como já mencionei, também é muito bom. A autora soube muito bem manter o mistério e o suspense. Sem contar que a trama e as suas soluções foram plausíveis e tiveram um ótimo “encaixe” dos elementos. A escrita é bem segura, com bons diálogos e descrições. Talvez seria melhor um texto um pouco mais curto, enxuto, mas isto não atrapalha a leitura como um todo. Eu gostei de que, apesar de um pouco longo, o ritmo é constante e sempre foram surgindo novos aspectos, novos meandros da história.

Em vários momentos, eu me vi completamente envolvida pelos acontecimentos e personagens. [Sim, este é aquele momento no qual eu gostaria muito de poder falar mais, mas não posso! Sem Spoilers!]

Apenas alguns detalhes da história me pareceram desnecessários, como a relação com uma nobreza europeia e o fato de Inácio morar em um palácio. Acho que em vez de “palácio”, poderia ter sido usada a apalavra mansão, ou até mesmo palacete. “Palácio” me pareceu fora de propósito. Além disso, não sei porque Maria tinha que morar com a tia até completar 21 anos. A maioridade civil no Brasil não é mais aos 21, mas sim aos 18.
De qualquer forma, O Assassino foi uma leitura estimulante e cheia de surpresas. A tensão e o romance foram muito bem delineados e eu terminei o livro com um sentimento de satisfação. Não conhecia a autora, mas pretendo ler outros livros dela.

Carlie Ferrer é uma moça de talento.

Recomendo!

--> O livro pode ser adquirido na Amazon.

Título Original: O Assassino- O quanto você se arriscaria por amor?
Autor: Carlie Ferrer
Editora: Independente
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Suspense, Literatura Nacional, Crime e Mistério, Amor Proibido, Viúvos, Segunda Chance
Período: Atual. Brasil

4/5

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