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terça-feira, outubro 06, 2015

[Resenha] Countermeasure - Chris Almeida & Cecilia Aubrey


“Cassandra James, uma ex-agente da CIA, foi ferida no cumprimento do dever e sobre a recuperação aceitou um emprego na empresa de segurança do pai. Ela nunca esperava se apaixonar por seu suspeito em um caso de espionagem industrial de dados, no entanto, quando ela conheceu Trevor Bauer, ele balançou seu mundo e virou de cabeça para baixo tudo o que ela tinha se convencido sobre o amor.

Trevor Bauer, um analista da NSA, tem lutado com o desaparecimento e possível morte de seus pais. Ele reabre o caso de seus pais procurando respostas para o mistério do seu desaparecimento. Quando a primeira pista real, se manifesta, ele não esperava que sua pequena intrusão levaria seu sonho de encontrar uma alma gêmea para sua porta e muito menos que esse alguém que iria assumir o manto de sua busca e abraçá-lo seria Cassandra. Eles embarcam em uma aventura emocionante.

Sua busca irá levá-los para um mundo misterioso e violento de espionagem de dados e vai testar o seu amor enquanto eles varrem o mundo com romance, sexo, amor e intriga para encontrar suas respostas.”



Sexy e envolvente.

Suspense Romântico está entre os meus gêneros literários favoritos, até porque é a junção de dois estilos que eu amo: o suspense e o romance. Infelizmente não é um gênero muito difundido no Brasil e quando eu tenho a chance de ler, não perco a oportunidade. Quando a querida Cinthia, do Blog Fotos e Livros, me convidou para participar do booktour Brasileira da Série Countermeasure, eu li a sinopse do primeiro livro e já me interessei. Afinal, além de eu ter a oportunidade de ler um suspense romântico que não conhecia, iria ajudar a divulgar a série no Brasil- e quem sabe, chamar a atenção de alguma editora brasileira!

Eu diria que Countermeasure é um thriller romântico repleto de ação e muito romance.

Cassandra James é uma ex-agente da CIA que trabalha na empresa de segurança tecnológica do pai, um militar reformado. Apesar do parentesco, a sua vida na empresa não é nenhum pouco facilitada e, quando acontece um vazamento (de dados) e uma importante formula farmacêutica é roubada, ela resolve investigar e recuperar a fórmula.

É neste momento que o caminho dela se cruza com o de Trevor Bauer, um analista da NSA. Trevor mora à quilômetros de distância de Cassandra, porém, numa conversa interceptada pela NSA ele entrouve um possível link entre a tal fórmula e o desaparecimento de seus pais. E, assim como Cassandra, Trevor resolve ir atrás da tal fórmula e tentar saber qual a relação desta com seus pais.

No princípio, a relação dos dois é praticamente de oficial e suspeito, mas aos poucos eles vão descobrindo como são úteis um ao outro e como suas expertises são muito bem-vindas.

A primeira coisa a se notar no livro é que, ao contrário de tantas outras do gênero, aqui alguns valores são invertidos. Cassandra, apesar de ex-agente, é uma mulher de ação, de armas e luta; Trevor, por outro lado, é um perfeito geek, muito mais à vontade com um console na mão do que uma arma.
São justamente essa diferença e singularidade de cada um que acabam por tornar a dupla, a princípio improvável, em praticamente perfeita. Cada um, a seu jeito, completa o outro.

Trevor é um irlandês brincalhão e amoroso, mas que nunca conseguiu lidar com o desaparecimento dos pais. Ele faz do seu trabalho, ao mesmo tempo uma válvula de escape e um meio de tentar saber mais. Por outro lado, Cassandra é uma jovem fechada, ainda se recuperando psicologicamente de um ferimento em serviço. Trabalhar com pai, mais do que uma tentativa de provar seu valor e competência, é uma forma de tentar se aproximar da figura paterna. Criada sob um rígido regime militar, Cassandra viu, desde pequena, o pai se distanciar emocionalmente desde a morte da esposa.

No princípio, a relação com Trevor é um pouco conturbada, porém, a confiança logo se faz presente. É bom frisara palavra confiança, pois, apesar da forte atração física que logo se estabelece, a confiança é algo de muito mais valor.
O bom é que os personagens são construídos nas cores certas, sem muito histrionismo. Trevor é um boa-praça, sem dúvida, mas em nenhum momento seu bom-humor se torna inconveniente. Ao mesmo tempo, Cassandra, apesar do jeito mais fechado, não é uma figura chata e rancorosa.
Os autores constroem em Countermeasure um trama precisa e cheia de reviravoltas. Apesar do alto teor de romance, o lado policial nunca é deixado de lado. A trama é, em sua essência, um thriller de tirar o fôlego. A medida em que o enredo se desenrola, somos envolvidos por uma trama repleta de ação- e mais, uma trama coerente e com um ótimo desenvolvimento. Em nenhum momento, o caso apresentado é deixado em segundo plano- ele *é* o fator principal da história. O ritmo é gradual, intensificando à medida que as coisas vão acontecendo e surpresas vão sendo reveladas. Foi muito bom ver que, apesar da já citada atração sexual, o relacionamento entre Trevor e Cassie não acontece de um momento para o outro e nem se torna mais importante que o lado policial do livro. Em determinado momento, romance e ação se fundem. Os dois são importantes.

A escrita, extremamente segura, me fez sentir na pele dos personagens- e torcer por eles. O único senão do livro, a meu ver, foi a solução final. As motivações, melhor dizendo. Achei um pouco sem graça, mas, apesar disso, ela fizeram sentido.

Honestamente eu nunca havia ouvido falar desta dupla de autores mas fiquei positivamente supresa com a qualidade literária que encontrei. Countermeasure é um thriller sem tirar nem por, extremamente envolvente e muito divertido.

Trevor já se tornou um queridinho meu.

Recomendo!



A Série, No Goodreads: veja Aqui.




Título Original: Countermeasure
Autor: Chris Almeida & Cecilia Aubrey
Editora: Importado
Série Countermeasure –Livro 1
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Thriller, Crime e Mistério, Humor, Suspense, Aventura
Período: Atual. EUA, França e Mônaco

4.5/5



SOBRE O BOOKTOUR:



SOBRE A SÉRIE

  1. Countermeasure (Countermeasure Series)
  2. Uncharted (Bytes of Life Series) Uncharted is only available via the Countermeasure Bonus Edition or subscription to authors newsletter.
  3. Ecstasy by the Sea (Bytes of Life Series)
  4. Cuffed at Midnight (Bytes of Life Series)
  5. Take Me (Bits of Life Series)
  6. Passion at Dawn (Bytes of Life Series)
  7. Something Crazy (Bits of Life Series)
  8. To Russia With Love (Countermeasure Series) 
  9. Blindsided (Bytes of Life Series)
  10. Roaming Pleasure (Bits of Life Series - July 2015)
  11. Payback (Bits of Life Series - September 2015)
  12. Lost to Rapture (Bytes of Life Series)
  13. A Geek's Dream (Bits of Life Series - TBA) - a ser lançado
  14. In From the Cold (Bits of Life Series - TBA)- a ser lançado
  15. Christmas Wish (Bytes of Life Series)
  16. Alternate Connection (Countermeasure Series - 2015) - LANÇAMENTO EM 06 de outubro 2015
  17. London by Moonlight (Bytes of Life Series - TBA) - a ser lançado
  18. Locked and Reloaded (Countermeasure Series - TBA) - a ser lançado
Se você quiser acompanhar mais sobre os autores e esta série, e interagir, curtam a página especial de Chris Almeida & Cecilia Aubrey para o Brasil, clique na imagem abaixo para curtir a página.



Conheçam o site dos autores.


Quem está participando do Booktour:

Participando, comentando em qualquer um dos blogs ou mesmo em todos você pode ganhar os três livros (em e-book) autografados (em inglês).


a Rafflecopter giveaway





Este Booktour Brasileiro foi organizado por Lucky Reader Assistance em parceria com os autores Chris Almeida e Cecilia Aubrey.




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quarta-feira, junho 10, 2015

[Resenha] O sangue do Cordeiro - Sam Cabot

“Este documento, querida amiga, vai abalar a Igreja.”

Ao ler essas palavras em uma carta encontrada em um arquivo empoeirado, Thomas Kelly fica cético. O documento citado na correspondência está desaparecido, mas Thomas, padre da ordem dos
jesuítas, duvida que exista algo com tal poder – até ser convocado ao Vaticano para iniciar uma busca desesperada por ele.

Enquanto isso, diante de um conselho formado por seus superiores, Livia Pietro recebe instruções claras: encontrar um padre jesuíta recém-chegado a Roma e juntar-se a ele na procura da Concordata, um tratado que contém um segredo tão chocante que poderá destruir para sempre todo o povo de Livia.

Enquanto pistas cifradas do passado lançam os dois em um universo traiçoeiro repleto de obras de arte, maquinações religiosas e conspirações, eles são caçados por pessoas capazes de tudo para achar o documento primeiro. Thomas e Livia, então, precisam correr para montar o quebra-cabeça capaz de redefinir os rumos da história e evitar o caos e a destruição que a revelação da Concordata poderá causar. Livia, porém, tem um segredo: ela e seu povo são vampiros.”



Uma cidade histórica, um misterioso documento que, se revelado, pode abalar não só a Igreja Católica mas o mundo inteiro. Parece Dan Brown, não? Mas não é.
O sangue do cordeiro é um thriller que segue a mesma cartilha dos livros mais famosos de Dan Brown mas com um toque sobrenatural.

O Padre Thomas Kelly é encarregado de encontrar a Concordata, um documento secular há muito tempo desaparecido. Ao mesmo tempo, a professora e especialista em História da Arte, Livia Pietro também é “intimada” a encontrar este documento e , para isso, deve se aproximar do Pe. Kelly. O problema é que Livia não é uma pessoa comum e a divulgação desse da Concordata pode trazer tenebrosas consequências.
Eu particularmente gosto muito desse tipo de Thriller “ao estilo Dan Brown”; é normalmente um exercício de tensão e aprendizado histórico e turístico.

O Sangue do Cordeiro tem uma ideia inicial bem interessante e o aspecto paranormal realmente o diferencia de tantos outros livros que seguem esta temática, porém com Thriller em si, achei a leitura um pouco falha.
Um dos melhores prazeres em se ler um livro de mistério/thriller é a “dificuldade” em se resolver os mistérios; todavia, isso não acontece aqui. Apesar de apresentar enigmas interessantes, tudo é resolvido fácil demais, praticamente sem tentativa e erro. A ação, num todo, fica muito pasteurizada.

A escrita de Sam Cabot (na verdade são dois autores) é bastante linear e, por vezes, isso também me pareceu ser um problema. Apesar das “ondulações” nas personalidades dos personagens, senti como se não houvesse acontecido uma mudança consistente no modo de agir e/ou pensar. Nem mesmo no Pe. Thomas. Está certo que ele passa a ver as coisas um pouco diferentes ao final do livro, mas esperava uma mudança mais profunda no personagem.

Além disso, senti falta de uma maior interação com o “povo” de Livia. Honestamente, me incomoda um pouco quando autores ficam mudando uma mitologia clássica.

Apesar de algumas falhas, O sangue do cordeiro é uma leitura interessante que prende a atenção. Os autores não deixam a desejar na questão do ritmo e as soluções finais fazem sentido. Não gostei da final dado à um certo personagem e a grande “revelação” me pareceu um pouquinho forçada, como se os autores quisessem “causar”.

De qualquer, O sangue do cordeiro é um bom entretenimento, uma boa leitura gosta de livros do gênero.

Vale a Pena a Leitura.



Título Original: Blood of the lamb
Autor: Sam Cabot
Editora: Arqueiro
Série: Novel of Secrets– livro 1
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Suspense, Vampiros, paranormal, fantasia , aventura
Período: Atual. Roma, Itália.
Capa Original:

3/5

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

[Resenha] O Símbolo Perdido - Dan Brown

" Em O Símbolo Perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma. Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo.

Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo.

Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian.

Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico.

O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está. "






Dan Brown suscita paixões e discussões acaloradas. Uns adoraram, outras o consideram praticamente um ser com a alma vendida pro demo. Estou no meio termo. Eu acho suas obras interessantes, divertidas. E só.

Entretenimento.
Apenas isso. Obviamente ele sabe colocar a pulga atrás da orelha do leitor, afinal suas obras sempre falam sobre sociedades secretas, misticismo e religião, mas, sinceramente, aí e que está o poder da escrita.
O Símbolo Secreto é mais uma aventura do professor Robert Langdon envolvendo uma vez sobre seita “secreta” (no caso, a Maçonaria) e a eminência da revelação de um segredo secular. Sim, se você leu O Código Da Vinci, ou só assistiu ao filme, vai encontrar uma grande similaridade nas duas tramas.

De fato, O Símbolo Secreto começa muito parecido com o Código. Alguns planos sequencias nesse início são realmente similares e é com certa frustração que eu podia até me antecipar à trama. Não é um começo de livro muito auspicioso, sendo um pouco parado quase monótono, com muitas explicações sobre as construções de Washington e a maçonaria. Eram explicações essenciais para a história, mas que naquele momento se mostraram cansativas.

Todavia, em determinado ponto, o livro de todas as amarras e finalmente encontrou um ritmo adequado. A ação entrou em jogo e o suspense se fez mais presente na trama. Por mais que as questões de símbolos e códigos a serem decifrados fosse deveras importante, havia muito mais sobre a superfície. E quando a gente, como leitor, começa a perceber isso, o livro fica muito mais interessante.

O Símbolo Secreto é o que os americanos chamam de “leitura de verão”; um ótimo livro para desestressar e quem sabe, discutir “as teorias” com os amigos no barzinho depois da praia. Não se deve levar muito a sério, mas que diverte, diverte.

Vale a Pena a Leitura.

A Série:
Apesar de serem histórias independentes, é recomendado ler os livros na ordem certa!

Livro 1- Anjos e Demônios
Livro 2- Código Da Vinci
Livro 3- O Símbolo Perdido
Livro 4- Inferno


Título Original: The Lost Symbol
Autor: Dan Brown
Editora: Sextante
Série: Robert Langdon- Livro 3
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Suspense, Crime e Mistério
Período: Atual. Washington, EUA.
Outra Capa:



3.5/5

terça-feira, janeiro 27, 2015

Herança de Sangue, de Mark Billingham


 #resenha
"Enquanto cumpria pena por ter matado sete mulheres, o assassino em série Raymond Garvey foi diagnosticado com um tumor cerebral e morreu na prisão. Quinze anos depois de ele ter aterrorizado a Inglaterra com seus crimes bárbaros, os filhos de suas vítimas começam a ser assassinados. As mortes estão conectadas por uma pista: uma série de fragmentos de radiografia ensanguentados, encontrados na palma da mão de cada um dos cadáveres.

O inspetor Tom Thorne precisa agir rápido e proteger os que ainda estão na lista do criminoso, mas nada e ninguém são o que parecem ser. Não quando se está lidando com um dos assassinos mais desequilibrados que já existiu."


**


Inspiração zero para resenha, mas lá vamos nós! O livro é bom, viu!

Romances policiais, de mistério e/ou suspense estão entre os meus favoritos e não posso negar que gosto muito quando me deparo com tramas diferentes, aspectos psicológicos intrincados e novidades linguísticas mas também é muito bom ler um romance policial à moda antiga. É o caso de Herança de Sangue, um romance policial procedual que comparado com alguns thrillers poderia até ser considerado um “simples” livro de investigação mas que de “simples” não tem nada- e que prende a atenção da primeira até a última página.

Tom Thorne é um investigador de polícia que está no meio de uma crise pessoal quando se vê diante de um novo um novo crime, aparentemente banal: uma mulher é encontrada morta, segurando o parece ser um pedaço de radiografia. No início parece ser um crime isolado, mas logo Tom decobre que outra equipe de polícia havia se deparado com outro crime semelhante. As mortes, a primeira vista estão associadas à estes pedaços de radiografia, mas não só isso, os mortos, descobre-se são filhos de vítimas de um serial killer chamado Raymond Garvey. O problema é que Garvey foi condenado , preso e, diagnosticado com um tumor cerebral, morreu na prisão.
Herança de sangue é uma corrida contra o tempo para encontrar os filhos (ainda vivos) das vítimas de Garvey e, ao mesmo tempo, tentar descobrir, o que realmente estaria acontecendo.

O livro segue uma mais tradição do romance policial, com uma trama, em sua grande parte, linear. Eu diria que é um romance procedual apesar de não se aprofundar totalmente nos aspectos técnicos da investigação e não deixar deixar de lado a questão psicológica. É estranho, pois, à primeira vista, eu não diria que este é um romance psicológico, mas ao final da leitura, a gente percebe como ela estava presente.
Muito da história é contado sob o ponto de vista de Tom, o investigador, mas o autor nos deixa algumas surpresas bem interessantes. E por falar em interessantes, a caracterizantes dos personagens é muitos boa. Obviamente, não posso entrar em detalhes, mas muita coisa é simplesmente uma questão de... prestar atenção.

A trama se passa na Londres atual e eu adorei isso. Não sei quanto à vocês, mas faz bastante tempo que eu não leio um livro passado na Inglaterra nos dias de hoje! :D
O grande problema, a meu ver, é o fato do livro ser o oitavo de uma série. Sim, você não leu errado. OITAVO. Claro, dá para ler e entender perfeitamente, a história POLICIAL, porém eu senti que ficou muita coisa faltando em relação à tom Thorne, como pessoa, personagem. Muita coisa referente à vida pessoal dele e a casos antigos são mencionados e isto acaba se “perdendo”.

De qualquer forma, Herança de Sangue é um livro muito bom, com um trama ágil e inteligente, muito bem desenvolvida e amarrada.

Recomendo.

Para saber mais sobre a série Tom Thorne : AQUI
Título Original: Bloodline
Autor: Mark Billingham
Editora: Record
Série: Tom Thorne- livro 8
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Serial Killer, Thriller, Suspense
Período: Atual. Londres, Inglaterra.


4/5

terça-feira, novembro 04, 2014

O Sexto Homem, de David Baldacci


Sean King e Michelle Maxwell estão no Maine. Mais precisamente, na pequena cidade de Machias, onde fica Cutter’s Rock, um presídio de segurança máxima que abriga os criminosos mais abomináveis dos Estados Unidos. É ali que está Edgar Roy, o homem que precisa da ajuda deles.
Sean e Michelle foram contratados por Ted Bergin, o advogado de Roy, que pede que os investigadores descubram evidências em que ele possa basear a defesa de seu cliente. Ted, no entanto, não tem chance de lhes dar mais detalhes sobre o caso. A caminho de seu primeiro encontro com os investigadores, ele é morto na estrada, com um tiro à queima-roupa.
Ex-professor de Sean, Ted o ajudou em um momento difícil de sua vida. Sean não vai deixar que sua morte fique impune.
Só que nada na vida de Ted parece motivar um assassinato – a não ser que haja algo obscuro no caso de Edgar Roy. E, ao investigá-lo, Sean e Michelle podem incomodar os altos escalões do governo dos Estados Unidos.
Numa trama em que a vida e a morte se enfrentam em cada página, David Baldacci expõe segredos por trás da CIA, do FBI e da NSA.



De tirar o fôlego!

O Sexto Homem é um romance policial que mistura muito bem ação, suspense e pitadinha de drama. A história já começa em alta voltagem e vai deixando a gente cada vez mais “presa” à leitura.

Sean King e Michelle Maxwell são dois investigadores particulares, ex-agentes do governo, que são contratados para auxiliar na defesa de um Serial Killer. Edgar Roy é um homem extremamente inteligente (e “extremamente” ainda é pouco para descrever a inteligência do cidadão) e que se vê acusado de ter matado seis pessoas e as enterrado em sua fazenda.

Quando Sean e Michelle vão se encontrar com o advogado de Roy, eles o encontram morto- e mais, o que parecia ser um “simples” caso de Serial Killer, acaba por se mostrar sendo algo muito além. De repente, Sean e Michele se veem envolvidos com a CIA, o FBI, NSA, o próprio presidente dos EUA.

Por que Edgar Roy era tão importante?

Infelizmente o próprio acusado não podia responder esta pergunta, pois desde que fora preso, entrou em estado catatônico.

Sabe quando um livro te prende, de verdade? Foi esse o caso de O Sexto Homem. Eu já havia lido outro livro deste, Toda a Verdade, e apesar de, no geral, ter gostado, não foi uma leitura que tenha me impressionado. Muitas vezes, nestes thrillers de ação, em que segredos de Estado, Inteligência, Espionagem e Contra-Espionagem, fazem parte do jogo, eu acaba achado a leitura um pouco enfadonha com o montante de informações a respeito do Governo dos EUA e tals. Isso não aconteceu aqui.
David Baldacci conduziu a trama de forma precisa, utilizando da explicações e descrições quando estas eram necessárias, mas sem nunca deixar de fora a ação. Os capítulos são curtos, mas nada que me incomodasse ou que parecessem cenas aleatórias, entrecortadas. O melhor é que os personagens, especialmente Sean e Michelle, e a trama se completam. Um serve ao outro. A interação dos dois é fantástica. Apesar de ser uma história estritamente policial, um thriller, não podemos sentir a humanidade nos personagens, mesmo naqueles que nem pareciam tão humanos assim.

Eu passei a leitura inteira fazendo teorias na minha cabeça; quando você pensa que a história iria seguir um caminho...PAM! ...o autor metia uma reviravolta, uma “surpresinha”! Eu até adivinhei a “grande” surpresa do final, mas fiquei bem surpresa com outras coisinhas. Gosto quando isso acontece!

O Sexto Homem é o quinto (sim, você leu certo! QUINTO!)livro da série Sean King & Michelle Maxwell e o segundo lançado pela editora Arqueiro ( o primeiro foi o quarto livro, Traição em Família). Os dois primeiros livros foram lançados aqui pela Rocco (ver a listinha ao final da resenha). Pois bem, em termos de trama, história mesmo, este livro pode ser lido separadamente. O mistério tem começo, meio e fim. Porém (vocês sabiam que tinha um “porém” vindo, né?!) eu senti falta de saber mais sobre o passado de Sean e Michelle; muitas coisas do “passado” são mencionadas e eu me senti um pouco no “ar”.

De qualquer forma, se você gosta de um bom thriller policial, com bastante ação e reviravoltas, O Sexto Homem é mais do que indicado. . Como eu já mencionei, a trama é muito bem conduzida e pontas soltas não são deixadas pra trás. Por mais confuso que tudo possa parecer em determinado momento, ao final tudo se encaixa. Sean e Michelle são demais e, com certeza, quero ler mais aventuras protagonizadas por eles!

***
A capa nacional é triste, né? Feia demais! Parece capa de livro dos anos 90. Sem contar esse olho azul! Que olho azul é esse, alguém me fala?! É explicitado que os olhos de Roy são “negros e vazios”! Curti não.


A Série:

Livro 1-Por uma Fração de Segundo (Split Second)- Editado pela Rocco
Livro 2- O Jogo das Horas- editado pela Rocco
Livro 3- Simple Genius
Livro 4- Traição em Família
Livro 5- O Sexto Homem
Livro 6- King & Maxwell

Título Original: The Sixth Man
Autor: David Baldacci
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Policial
Série:Sean King & Michelle Maxwell - Livro 05
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Thriller, Suspense
Período: Atual. EUA.
Este livro foi gentilmente cedido pela editora.

Outras Capas:


4/5

quinta-feira, julho 10, 2014

Reconstruindo Amelia, de Kimberly McGreight


Kate Baron, uma bem-sucedida advogada, está no meio de uma das reuniões mais importantes de sua carreira quando recebe um telefonema. Sua filha, Amelia, foi suspensa por três dias do Grace Hall, o exclusivo colégio particular onde estuda. Como isso foi acontecer? O que sua sensata e inteligente filha de 15 anos poderia ter feito de errado para merecer a punição? Sua incredulidade, no entanto, vai aos poucos se transformando em pavor ao deparar, no caminho para o colégio, com um carro de bombeiros, uma dúzia de policiais e uma ambulância com as luzes desligadas e portas fechadas. Amelia está morta. Aparentemente incapaz de lidar com a suspensão, a garota subiu no telhado e se jogou. O atraso de Kate para chegar a Grace Hall foi tempo suficiente para o suicídio. Pelo menos essa é a versão do colégio e da polícia. Em choque, Kate tenta compreender por que Amelia decidiu pôr fim à própria vida. Por tantos anos, as duas sempre estiveram unidas para enfrentar qualquer problema. Por que aquele ato impulsivo agora? Suas convicções sobre a tragédia e a própria filha estão prestes a mudar quando, pouco tempo depois do funeral, ela recebe uma mensagem de texto no celular: Amelia não pulou. Alternando a história de Kate com registros do blog, e-mails e posts no Facebook da filha, Reconstruindo Amelia é um thriller empolgante que vai surpreender o leitor até a última página.



Surpreendente.

Eu não ao certo como classificar Reconstruindo Amelia. De modo simplista podemos dizer que é um suspense sobre uma mãe que tenta descobrir a verdade sobre a morte da filha. Porém, o livro é muito mais do que isso.
Sim, Reconstruindo Amelia *é* um suspense, ou um thriller, mas o drama está intrincado em suas páginas que é impossível dissocia-lo.

O mote principal já é entregue pela sinopse oficial e eu mencionei vagamente aqui. Kate Baron é uma advogada bem-sucedida que vê seu mundo desabar quando sua única filha, Amelia, de 15 anos, morre de forma trágica. As autoridades apontam como suicídio. Seria mesmo? Após uma estranha mensagem no celular, Kate resolve ir atrás da verdade e para isso ela precisa descobrir mais sobre a própria filha. Como diz a mensagem na capa do livro, ”Você realmente Sabe o que se passa na cabeça de sua filha?”
A resposta é não. Através de posts no Facebook e mensagens no celular, Kate descobre uma Amelia totalmente diferente daquela que ela pensava conhecer.

Ah, a mente de uma adolescente!

A história de Reconstruindo Amelia nos é mostrada sob dois pontos-de-vista. De um lado temos Kate e sua determinação de descobrir a verdade; do outro, temos a própria Amélia contando sua história, em uma espécie de diário póstumo. A cada página desse “diário” me vi sentindo raiva e pena da jovem. Amélia é uma jovem comum, com seus medos e anseios- e se descobrindo. Ao mesmo tempo que constrói uma trama de mistério instigante, onde a mocinha não se torna uma simples detetive amadora mas uma mãe em busca de verdades e que conta, sim, com a ajuda da polícia, Kimberly McGreight escreve com muita delicada sobre o universo adolescente. Ah, como esses jovens (adultos?) podem ser tolos e cruéis.

A trama de Reconstruindo Amelia é construída de forma clara e direta; página a página vamos sendo surpreendidos, seja através de Amelia ou da investigação de Kate. É como se fossem duas histórias que se convergissem. A escrita é firma e sem preciosismos , mas carregada de delicadeza em diversos momentos. Se eu tive pena de Amelia, meu coração sangrou por Kate. Poucas vezes vi a dor da perda de um filho descrita tão crua e tocante.

O final é surpreendente e, de certa forma, triste. Impactante. Porém, apesar de ter um final coerente e que “se encaixa” perfeitamente, senti que algumas pontas ficaram soltas. Não em relação ao mistério, mas sim a certos personagens e situações que permeiam a história. O livro tem sim um epílogo, mas não achei suficiente.

De qualquer forma, Reconstruindo Amelia é um daqueles livros que valem a pena ler. Ele instiga e emociona e deve agradar tanto os ávidos leitores da literatura policial como os leitores de histórias mais humanas e dramáticas.

Recomendo!

Título Original: Reconstructing Amelia
Autor: Kimberly McGreight
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Drama, Pais e Filhos
Período: Atual. Nova Iorque, EUA.

Outras Capas:

4/5

domingo, junho 29, 2014

Roleta Russa, de Jason Matthews


Desde pequena, o sonho de Dominika Egorova era fazer parte do Bolshoi, o balé mais importante da Rússia. Após ser vítima de uma sabotagem, porém, ela vê sua promissora carreira se encerrar de forma abrupta. Logo em seguida, mais um golpe: a morte inesperada do pai, seu melhor amigo.
Desnorteada, Dominika cede à pressão do tio, vice-diretor do serviço secreto da Rússia, o SVR, e entra para a organização. Pouco tempo depois, é mandada à Escola de Pardais, um instituto onde homens e mulheres aprendem técnicas de sedução para fins de espionagem.
Em seus primeiros meses como pardal, ela recebe uma importante missão: conquistar o americano Nathaniel Nash, um jovem agente da CIA, responsável por um dos mais influentes informantes russos que a agência já teve. O objetivo é fazê-lo revelar a identidade do traidor, que pertence ao alto escalão do SVR.
Logo Dominika e Nate entram num duelo de inteligência e táticas operacionais, apimentado pela atração irresistível que sentem um pelo outro.



Muito bom thriller de espionagem.
Ah, a Guerra Fria... parecia esquecida nos livros de História, mas que ultimamente parece estar mais quente do que nunca. Quem acompanha os noticiários internacionais já deve pelo menos ter ouvido falar da tensão no “relacionamento” entre EUA e Russia. Claro, a Guerra Fria faz parte do passado mas...

E é justamente desse mas que Roleta Russa fala. Uma tensão diplomática entre dois países. Bem, muitas vezes a “diplomacia” passa bem longe.
Dominika é uma jovem russa que vê seu sonho de se tornar uma bailarina profissional acabar devido à uma sabotagem. Além da perda do sonho de uma vida, o pai da jovem morre em seguida e ela , de repente, ela se vê diante de um futuro inesperado: o da espionagem.

Nate é outro jovem; americano, vindo de uma família rica, que, a despeito do que seus pais planejavam para seu futuro, vê na carreira de Agente da Cia, a realização de uma vida de aventura- e mais importante, independência.
Como se era de se esperar, Dominika e Nate acabam se cruzando. Eles tem uma missão: o outro.
Eu poderia dizer que Roleta Russa é sobre um jogo de gato e rato, mas o livro vai muito além disso. Assim como a relação de Nate e Dominika. O livro fala de atração, reviravoltas e segredos.

Existo um resquício de romance, sim, mas não pense que este seja o ponto principal da história apesar de ser muito importante para o desenvolvimento da mesma.
É um thriller- e dos bons. E o livro tem tantos pequenos detalhes, sutis surpresas, que qualquer coisa eu diga sobre a trama em si pode acabar atrapalhando a leitura. O bom é ir lendo e se surpreendendo a cada página.

Normalmente eu prefiro assistir thrillers de espionagem do que lê-los. Penso que certas situações ficam melhores na tela do cinema do que na página de um livro. Muitos desses thrillers me cansam com toda a explicação sobre atos de espionagem e afins. Isso não ocorreu com Roleta Russa. O autor, ele mesmo um ex-agente da CIA, descreve tudo de maneira contínua e em rítmo bastante envolvente. Penso que o livro poderia ter sido um pouco menor, mais enxuto em algumas partes, mas em nenhum momento a leitura se mostrou enfadonha.

Roleta Russa tem personagens interessantes e fortes (apesar d’ eu ter me confundido algumas vezes com aquele monte de nome russo!rs) . Não sei ao certo o que pensar sobre Dominika. Ela é forte e determinada, segura de si. Porém eu não consegui me envolver (totalmente) com a personagem e acho que, talvez, esse distanciamento entre personagem e leitor tenha sido proposital. Ela não faz questão de ser amada- ou assim parece. Dominika é filha das circunstâncias.

Em compensação, gostei de Nate “logo de cara”. Ao contrário de Domininka, ele é espírito livre. Bem, “livre” dentro dos contornos de um agente da Cia.
Pode-se dizer que o livro tem como mocinhos os americanos e os russos, os bandidos. Bem, pode-se, mas em Roleta Russa nada é assim tão simples. Apesar da clara “preferência” do autor pelo lado estadunidense, os russos não são tratados como simples brucutus sedentos pelo poder.

Eu apenas me decepcionei um pouco com o final. Eu entendi a intenção do autor- e de certa forma, foi uma bom final. Esteticamente falando. Porém *eu* não gostei e me pergunto se o autor pensa em escrever uma continuação. Não que esta seja realmente necessária.

De qualquer forma, Roleta Russa é o tipo de livro que deve agradar aqueles que gostam de histórias com bastante ação e intriga. Já quem não está acostumado a ler thrillers e livros de aventura, este pode ser um bom livro para se iniciar no gênero.


Título Original: Red Sparrow
Autor: Jason Matthews
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Espionagem, Aventura,
Período: Atual. EUA, Finlândia, Grécia e Russia.



Outras Capas:

4/5

quinta-feira, junho 19, 2014

Os Três, de Sarah Lotz

Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo.

Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação.

A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente
para deixar um alerta em seu celular:

Eles estão aqui.

O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele...

Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.


O que dizer sobre os Três? O que dizer? É um livro diferente? Sim? Interessante? Sem dúvidas. Porém, acho que ele é um pouco mais além (ou seria, aquém?) de simplesmente “diferente e interessante”.
Quando tomei conhecimento da existência de os Três, já fiquei logo interessada. A história me parecia um misto de suspense e drama, talvez com uns toques de terror, quem sabe. Algo meio Stephen King, talvez. Além da capa incrível, a trama inicial tinha tudo para ser contagiante: num mesmo dia, quatro aviões caem, em diferentes locais no mundo. Apenas 3 crianças sobrevivem; uma quarta pessoa, uma dona de casa norte-americana, só sobrevive a tempo de deixar uma estranha mensagem. Essa mensagem irá desencadear mudanças no mundo inteiro. Aliás, O Mundo não será o mesmo depois dessa mensagem.

Parece incrível, né?

Pois é. Parece- é. Até o final.

Além de contar com essa premissa, no mínimo, diferente e original, Os três é narrado, na sua quase totalidade, através de relatos e depoimentos das pessoas de uma forma, ou outra envolvidas nos acidentes. É como se estivéssemos diante de um livro-reportagem que relatasse todos os lados de um dia extraordinário que mudou o mundo.
Pode parecer estranho no inicio- e é, mas este estilo de escrita prova-se eficaz para a história que é contada. De certa maneira, é como se estivéssemos diante de um documentário e de que tudo aquilo é verdade. Sem contar que os vários relatos dão uma visão muito mais ampla dos acontecimentos e dos personagens. Claro que esta acaba sendo uma percepção (que pode ser) equivocada, pois cada um apenas fala a própria verdade, não é mesmo?


A autora constrói uma trama tensa em que várias “teorias” vão sendo apresentadas e que, de certa forma, todas parecem ser plausíveis. É angustiante, sem dúvida, mas incrivelmente estimulante. Como leitor, a gente se vê temendo pelas três crianças, mas também com dúvidas: e se elas forem, realmente, “agentes do mal”? O livro fala sobre loucura, os limites da tecnologia e a histeria religiosa.

O livro tem um ritmo intenso e contagiante e cada página, cada “relato” é uma pequena peça de um grande quebra-cabeças.
É uma leitura realmente incrível...até chegar o final. Foi ali, nas últimas páginas que eu me decepcionei totalmente. Eu esperava algo UAU e encontrei...nada.

Obviamente, não posso falar muito sobre o que me incomodou neste final. Afinal, não quero estragar a leitura de ninguém.

*comentário Spoilado*
**O livro não tem conclusão! Tive a impressão que autora teve medo de se decidir por um caminho certo. Ficou tudo no terreno da suposição. Broxante. Pessoalmente, eu teria gostado se tudo não tivesse passado de um engano. Não tivesse nada de supernatural ou demoníaco com as crianças. Seria bem mais chocante. **De qualquer maneira, ficou um gosto de “foi mas não foi”, de tempo perdido. Uma pena.**.
*fim Comentário Spoilado*

De qualquer forma,Os Três é um livro muito interessante e bem escrito; talvez não agrade a todos mas é aquele tipo de leitura fora do comum que, de qualquer maneira, deve ser conhecida.




Título Original: The Three
Autor: Sarah Lotz
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Suspense
Período: 2012. EUA, Inglaterra, África do Sul e Japão


Capa Original:



3/5

terça-feira, março 18, 2014

Calafrio, de Sandra Brown.


A bem-sucedida jornalista Lilly Martin queria apenas vender seu chalé nas montanhas e se livrar do último vínculo que mantinha com seu ex-marido, o delegado Dutch Burton. Mas uma violenta tempestade de neve adia um pouco mais sua saída da gélida e afastada Clearly, na Carolina do Norte: ao deixar a cidade, Lilly perde o controle do carro e atropela acidentalmente Ben Tierney. Sem outra escolha, os dois são obrigados a esperar juntos, em um chalé, o mau tempo passar. Com a estrada interditada, celulares sem sinal, linhas telefônicas inoperantes, pouca comida, nenhuma lenha e a água congelando nos canos, Lilly descobre que sua maior ameaça não é o clima, mas o homem misterioso com quem divide a casa.




Um ótimo thriller de suspense.

Eu fiquei pensando em como começar essa resenha e realmente não cheguei a uma conclusão a contento. Acho extremamente difícil conseguir falar de um livro cuja leitura me prendeu completamente mas sobre cuja história muito pouco posso falar.

Calafrio é um thriller de suspense em sua excelência. onde, de um lado, temos a nossa jornalista Lilly Martin presa em cabana no meio nada

Eu fiquei pensando em como começar essa resenha e realmente não cheguei a uma conclusão a contento. Acho extremamente difícil conseguir falar de um livro cuja leitura me prendeu completamente mas sobre cuja história muito pouco posso falar.

Calafrio é um thriller de suspense em sua excelência. Tudo se passe durante uma tempestade, em uma pequena cidade do interior dos EUA. A trama vai se estabelecendo de forma devagar, com a autora nos mostrando os moradores daquela comunidade. Parece um lugar perfeito, com pessoas perfeitas, mas que de repente se veem diante da possibilidade de um serial killer estar por perto.

Não muito longe dali, presa numa cabana (devido ao tempo) está Lilly Martin, uma jornalista, cuja única missão naquela pequena comunidade era encerrar uma parte de sua vida. O problema é que ela não está sozinha. Ben Thierney é um jornalista de “aventura” e... seria ele um suspeito?

Tensão. Como este livro me deixou tensa! As coisas não acontecem rapidamente nem de maneira intensa, mas tudo meticulosamente calculado para que a gente, leitor, não confie em ninguém. Absolutamente ninguém. Não sei se estou conseguindo me exprimir direito mas sabe aquela angustia (literária) quando a gente não quer pensar mal de determinado personagem mas os fatos não ajudam? Pois é!

E vou dizer, Sandra Brown é uma mulher muito má! rs

Uma das coisas que eu mais gosto nos livros de suspense da Sandra Brown é que ela não abre concessões. Claro, sua obra é essencialmente “romântica” ou de “suspense romântico” mas o lado amoroso não se sobrepõe ao investigativo ou criminal- e como em muitos romances policiais, nem todos os personagens são puros e heroicos. Muito pelo contrário. Em Calafrio existe uma sordidez e mesquinhez humana que bem além do desvio de caráter. Senti verdadeira ojeriza por alguns tipos apresentados, não vou negar. O livro ainda apresenta um ponto que me fez pensar sobre moral e ética. Eticamente, acredito que aquilo que ocorre não era certo, mas, e moralmente? Alguns podem achar que sim.

Ah, vontade de falar mais! Falar da relação da relação de Lilly e Thierney na cabana e de tudo mais que envolve a trama, mas eu simplesmente não posso. Juro que não! Quanto menos se souber, melhor. Aliás, nem leiam a orelha do livro: informações DEMAIS!

Para quem gosta de um bom suspense, daqueles que a gente lê “de uma sentada só”, Calafrio é mais do que recomendado!


Resenha fraquinha, eu sei. Total falta de inspiração. Sorry! :(
Título Original: Chill Factor
Autor: Sandra Brown
Editora: Rocco
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Thriller, Serial Killer, Crime e Mistério
Período: Anos 2000.Carolina do Norte,EUA.


Outras Capas:




4/5


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sábado, janeiro 25, 2014

Lealdade Mortal, de J.D. Robb [Série Mortal 9]

Um desconhecido grupo terrorista usa poderosas bombas para tentar colocar Nova York sob o domínio do medo. Envia mensagens terríveis à tenente Eve Dallas, nas quais promete derramar sangue, espalhar o terror e produzir uma destruição em massa para acabar com o “governo corrupto”. E, quando a cruel teia de mentiras e terrorismo ameaça as pessoas que Eve mais ama, ela reage com garra e determinação. É a sua cidade, o seu trabalho, e os alvos estão cada vez mais perto dela. Agora, numa eletrizante corrida contra o relógio, ela precisa fazer com que todas das peças se encaixem... antes que a cidade seja destruída. Em Lealdade mortal, a destemida tenente enfrenta um grupo radical que planeja transformar Nova York num cenário de horror. Os mistérios e as emoções não cessam.



Muito Bom! Depois de Vingança Mortal, este é o meu favorito da série até agora. Ainda gostei mais de Vingança mas este vem logo atrás. Até a Eve não está tão insuportável. Tá certo ela continua sendo chata, arrogante e incapaz de respeitar o gosto dos outros, mas aqui ela está bem calminha. Quase não me irritou.

Tá certo, eu tenho que confessar que ADORO uma história com ameaça terrorista, ou algum louco de plantão querendo acabar com o mundo com uma bomba ou supervírus. E se ainda tem algo misterioso por trás, ainda melhor.


Em Lealdade Mortal, Eve Dallas está as voltas com um caso de assassinato aparentemente banal quando começa a receber uma série de cartas ameaçadoras. O problemas é que as ameaças provam não ser vazias quando a primeira bomba explode.
Eu realmente gostei de Lealdade Mortal e seu ritmo, ao meu tempo alucinante e cadenciado. É todo um frenesi de “correr contra o tempo” que deixa a gente super tenso.

Além da trama extremamente interessante- trama essa sobre a qual eu não posso falar muito, é claro!- o livro também apresenta ótimas tomadas dos personagens estão ao redor de Eve. Peadoby, por exemplo é muito evidenciada e tenho a impressão que aqui ocorre um fato importantíssimo para o futuro da personagem.

Roarke está...mais Roarke do que nunca! Se eu tenho várias ressalvas à respeito de Eve, Roarke está o mais irresistível possível. Humano.

De todos os livros da Série Mortal que li até agora, Lealdade Mortal foi o que apresentou a história mais dinâmica. Existem várias pistas e acontecimentos, pequenos ou não, que vão ocorrendo no decorrer da trama. E o melhor é que tudo se encaixa perfeitamente; não existem furos.

Apesar de ter gostado muito, Lealdade Mortal não foi um favorito. Não sei explicar exatamente o porquê, mas faltou o *it* que faz um livro ser favorito. Mas ele chegou quase lá.
Mais que recomendo!

Edição
A Edição, de modo geral está boa, apesar da capa pavorosa. Eu apenas não gostei muito da tradução. Não que tivesse erros, mas ela me pareceu datada, como se fosse um romance dos anos 80.


Título Original: Loyalty In Death
Autor: J.D.Robb/Nora Roberts
Editora: Bertrand
Gênero: Suspense Romântico
Série: Série Mortal-Livro 9
Sub-Gênero/Assunto: Suspense, Crime e Mistério, Terrorismo, Sci-Fi
Período: Futuro. 2059. Nova Iorque, EUA.



Minha terceira resenha para a Maratona Nora Roberts- Série Mortal (Minha Lista)

A Série
Lealdade Mortal Mortal faz parte da série Mortal, a qual Nora Roberts escreve sob o pseudônimo de J.D. Robb.

A série tem como personagens principais a detetive Eva Dallas e o milionário Roarke. A ação se passa em uma Nova York futurista, no anos 2050/60. É imprescindível que os livros sejam lidos na ordem.

No Brasil, já foram lançados 21 livros, todos editados pela Editora Bertrand e  que estão sendo, pouco a pouco,  reeditados pela BestBolso na Colação Vira-Vira Saraiva. infelizmente parece que não vão ser reeditados mais. UMA PENA!!

Livro 1- Nudez Mortal [RESENHA]
Livro 2- Glória Mortal [RESENHA]
Livro 3- Eternidade Mortal [RESENHA]
Livro 4- Êxtase Mortal [RESENHA]
Livro 5- Cerimônia Mortal -[RESENHA]
Livro 6-Vingança Mortal [Resenha]
Livro 7-Natal Mortal [RESENHA]
Livro 7.5- Midnight in Death
Livro 8-Conspiração Mortal[RESENHA]
Livro 9-Lealdade Mortal
Livro 10-Testemunha Mortal
Livro 11-Julgamento Mortal
Livro 12-Traição Mortal
Livro 12.5- Interlude in Death
Livro 13-Sedução Mortal
Livro 14-Reencontro Mortal
Livro 15-Pureza Mortal
Livro 16- Retrato Mortal
Livro 17- Imitação Mortal
Livro 17.5- Naquele Tempo (Remember When)- Lançado em Portugal*
Livro 17.5- Big Jack
Livro 18- Dilema Mortal
Livro 19- Visão Mortal
Livro 20- Sobrevivente Mortal
Livro 21- Origem Mortal
Livro 22- Memory in Death
Livro 22.5- Haunted in Death
Livro 23- Born in Death
Livro 24- Innocent in Death
Livro 24.5 Eternity in Death
Livro 25- Creation in Death
Livro 26- Strangers in Death
Livro 27- Salvation in Death
Livro 27.5- Ritual in Death
Livro 28- Promises in Death
Livro 29-Kindred in Death
Livro 29.5- Missing in Death (está no Livro The Lost)
Livro 30-Fantasy in Death
Livro 31- Indulgence in Death
Livro 31.5- Possession in Death – está no livro The Other Side ( livro com várias estórias, de autoras diversas)
Livro 32- Treachery in Death
Livro 33- New York to Dallas
Livro 33.5- The Unquiet-
Livro 34: Celebrity in Death –
Livro 35-Delusion in Death
Livro 36-Calculated in Death
Livro 37- Thankless In Death

Atente para o fato de que alguns livros são considerados .5 São estórias menores (novellas). Algumas dessas estórias aparecem em livros com diversas histórias.

Outras Capas:
Gostei da capa Portuguesa, apesar de não ter NADA a ver com a história. 


4.5/5