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terça-feira, julho 21, 2015

[Resenha] Lirio Vermelho - Nora Roberts

“Neste cativante último romance da trilogia NO JARDIM, da brilhante autora de sucesso de vendas Nora Roberts, três mulheres aprenderam que o coração da sua histórica casa é habitado por um mistério antigo.

Hayley WB Phillips procura em Memphis um novo começo para si e para a sua filha. Aí encontra um lar e grandes amizades, incluindo Harper, que se torna mais do que um amigo…
Mas Hayley receia ceder ao desejo, pois suspeita que os sentimentos que nutre não são só seus, mas copiados da wb. Imagens do passado e um comportamento imprevisível levam-na a acreditar que a Noiva Harper se introduziu na sua mente e no seu corpo. Está na altura de a Noiva descansar em paz; só assim Hayley poderá perceber de novo o seu coração e saber se está disposta a correr o risco…”



Bom demais.

Lírio Vermelho encerra com chave de ouro a Trilogia das Flores. Apesar de eu ter gostado do primeiro livro, A Dália Azul, achei a leitura um pouco devagar em alguns pontos; O segundo, Rosa Negra foi uma imensa e gratificante melhora. Se o terceiro livro ficasse no mesmo nível, já teria ficado feliz- mas, Lírio vermelho me conquistou ainda mais (não creio que a palavra “surpreendeu” seja a correta aqui.)

Tudo se encaixa perfeitamente e temos um final de trilogia prá lá de digno.
Penso que o ponto principal do livro ser tão especial é que os personagens são cativantes, interessantes. Mais do isso, nós aprendemos a conhecer (e gostar) de Hayley e Harper desde o primeiro livro. E isso fez toda a diferença.
A não ser em casos bem específicos, isso de “amor instantâneo” sempre me incomodou e quando a gente se depara com uma paixão, um amor que vai crescendo aos poucos é bom demais.

É óbvio para todos que Harley e Harper são feitos um para o outro; porém, como não poderia deixar de ser as coisas nunca são fáceis demais. Não é apenas uma questão de “cabeça-durice”. Harley tem medo. Ela finalmente se achou, tem uma bebê linda- e sente muito medo perder tudo por causa de uma paixão.

E Harper... ah, mil pontinhos para mocinho fofo!

Lírio vermelho apresenta uma romance incrível, apaixonante, e Nora ainda fecha muito bem o mistério da “fantasma”. Eu gostei que tudo se encaixa e as duas histórias/tramas se completam.

Muitos dizem que Nora Roberts se repete muito- eu mesmo digo isso- mas dentro de seus próprios “esquemas” ela sabe se inventar, reinventar... e ser ótima.

Recomendo.



A Série
1- Dália Azul
2- Rosa Negra
3- Lírio Vermelho-

Título Original: Red Lily
Autor: Nora Roberts
Editora: Bertrand
Série Trilogia das Flores- livro 3
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Paranormal, Fantasmas, Chick-Lit, Crianças,
Período: Atual. EUA.

Outras Capas


4.5/5

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segunda-feira, janeiro 28, 2013

Rosa Negra, de Nora Roberts


Aos 47 anos, Rosalind Harper (Roz) é uma mulher capaz de passar pelas maiores provações sem esmorecer. Com três filhos, ela sobreviveu a dois casamentos e construiu um viveiro, de onde tira seu sustento. Ao longo dos anos, o viveiro deixou de ser apenas um ganha-pão e se tornou muito mais que isso: um símbolo da esperança e da independência dela, que divide o negócio com mais duas mulheres, Hayley e Stella, suas companheiras para todas as horas. As três são o futuro do viveiro.
Contudo, esse futuro corre perigo, e Rosalind sabe que elas não podem lutar sozinhas contra o fantasma da Noiva Harper. Contratado para descobrir os ancestrais da família Harper, o Dr. Mitchell Carnegie se vê intrigado com a própria protagonista. E, conforme o mistério por trás da identidade da Noiva Harper começa a se desfazer, ela percebe com espanto que se vê atraída pelo genealogista.
Três mulheres se encontram em momentos fundamentais em suas vidas — todas em busca de novas formas de crescer — e descobrem umas nas outras a coragem de arriscar e encarar o futuro.




Segundo livro da Trilogia das Flores, Rosa Negra, superou com louvor o primeiro livro, Dália Azul. Apesar de eu ter gostado bastante de Dália, o livro demorou um pouco a me “conquistar”. Prólogo e início de trama ótimos mas depois senti como se a trama não chegasse a lugar nenhum, melhorando no final. Isso não aconteceu com Rosa Negra.

Eu já me senti “mergulhada” na estória de Roz desde a primeira página. Em momento algum tive a sensação de tédio.  Muito pelo contrário.

A primeira coisa a ser dita sobre o livro, que continua de onde Dália Azul parou, é que o casal de mocinhos é um pouco diferente do que estamos acostumados a ler em romances românticos. Eles são pessoas vividas, tem 40 e tantos anos e vivem uma fase diferente da vida das “virgenzinhas” pós-adolescentes e também dos jovens senhores e senhoras de trinta e poucos anos.

Eu achei essa, vamos dizer, tomada de decisão da Nora em apresentar uma mocinha e seu interesse romântico fora dos padrões muito interessante e ótima de acompanhar.

Rosalind ‘Roz’ Harper é uma mulher de 47 anos, independente e mãe de três filhos já crescidos. Ela enviuvou muito cedo do homem que amava e teve um desastroso segundo casamento que acabou com o ex-marido sendo expulso de casa com um pé na bunda. Nessa etapa da vida, Roz dispõe grande parte de seu tempo a cuidar de sua empresa de floricultura.

O doutor Mitchell Carnegie  é um especialista em genealogia que tenta descobrir as origens da Noiva Harper,  um fantasma que assombra a Mansão Harper há décadas.
Nem Roz nem Mitchell estão procurando novos amores, mas os dois também não estão fechados para essa possibilidade. Sim, Roz não pensa em se casar novamente,  principalmente após o desastroso segundo enlace, mas isso não se configura em um “trauma”, tão presente em obras românticas. Quando os dois, Mitchell e Roz, começam a se envolver romanticamente,  é uma decisão tomada de forma adulta e sem grandes dramas.

Eles são adultos e agem com tal. É claro que, como todo drama romântico, irão aparecer percalços. Afinal, nada teria graça sem um pouco de drama, não?

Outro aspecto que gostei na estória é que Nora não perdeu tempo com maus entendidos ou segredos obscuros . Roz e Mitchell são honestos um com o outro desde o início. Até uma desconfiança que eu tinha a respeito de Mitchell no primeiro livro é confirmada aqui. É um ponto interessante que é mostrado sem dramas ou pieguismos. É apenas um fato que faz parte da vida dele.

Elemento de ligação entre as três estórias, a Noiva Harper tem uma presença muito mais marcante neste segundo livro.  Eu não diria que ela está mais “assustadora”, mas sim feroz e em até certo ponto, humana. Em muitos momentos, apesar de não concordar com seus “arroubos”, senti pena do fantasma.


Com uma trama interessante e personagens reais e cativantes, Rosa Negra foi uma leitura que me prendeu da primeira a última e deixou um delicioso gostinho de quero mais. Mal posso esperar pela terceira e última parte dessa trilogia.

Recomendo!

****


Rosa Negra foi a minha primeira leitura para o Desafio Realmente Desafiante 2013 . Foi o tema n. 6
 Peça para alguém olhar na sua estante e escolher um livro a muito esquecido.
Tudo bem, o livro não estava “esquecido” na estante mas foi o escolhido pela minha mãe. Fazer o quê? ^.^


Título Original: Black Rose
Autor: Nora Roberts
Editora: Bertrand
Gênero: Romance Contemporâneo.
Série: Trilogia das Flores- Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Viúva, Fantasmas
Período: Contemporâneo. Memphis, EUA.

A Edição
O senão do livro fica por parte da edição. Infelizmente o trabalho de tradução e revisão deixou muito a desejar. Palavras "estranhamente" traduzidas e frases confusas. Como já muito foi dito sobre os problemas na obra, não vou me alongar.
Ao que parece a editora Bertrand irá lançar uma segunda edição com os erros corrigidos.


A Série
1- Dália Azul
2- Rosa Negra
3- Lírio Vermelho-

Outras Capas:
Que parte de "Negra" (ou Black), esse povo que faz capa não entendeu? Affe.

4.5/5

sexta-feira, novembro 09, 2012

Dália Azul, de Nora Roberts [Trilogia das Flores 1]



Stella Rothchild tem compulsão por planejar tudo em sua vida, o que, segundo ela própria, a mantém longe de imprevistos. Quando se apaixona perdidamente, o leitor verá a luta dela para evitar ir contra tudo que sempre defendeu. O livro começa com a morte repentina do marido da protagonista e sua mudança, com os dois filhos, de Michigan para Memphis. Ela vai morar na misteriosa Harper House onde trabalhará como responsável pelo famoso e enorme viveiro de plantas. Na mansão centenária, mora a severa Roz Harper e também a assombração da Noiva Harper, que anda pelos corredores cantando canções de ninar. Depois de um período de luto, Stella reencontra a felicidade em sua nova casa e seu trabalho, e descobre em Roz uma ótima amiga. Quem também fará parte de sua vida é o designer Logan Kitridge, que ela odeia no primeiro momento, pois é a sua antítese: vive no caos, é impulsivo e não planeja o futuro. Com o tempo, a tensão torna-se admiração e amor. O único problema: a Noiva Harper não suporta a felicidade alheia. Dália Azul traz um mistério bem-elaborado, aliado a personagens que agradarão demais os leitores. Ao longo da trama, apenas pequenos detalhes da Noiva Harper são divulgados, deixando a história ainda mais instigante.


Quando eu digo que não sou fã de Nora Roberts, isso não quer dizer que eu não goste da autora. Eu apenas não sou aquela leitora costumas que tem por hábito comprar e ler todos os livros que ela lança. Eu compro aqueles cujas tramas/ sinopses me pareceram interessantes. Alguns eu gostei. Outros, nem tanto.

Por muitas vezes, devo confessar, acho a escrita dela um pouco enfadonha (*desviando das pedradas*) mas também, já li alguns livros da autora que me deixaram acordada a noite inteira, lendo. Eu descobri que o meu principal problema com Nora são os livros puramente Românticos, sem nenhum tipo de trama paralela de suspense ou o que seja. Acho-os chatos.

Dalia Azul, primeiro livro da Trilogia das Flores, quase entrou para essa categoria. A dos chatos.

Eu disse quase.

O livro tem um bom começo, com um prólogo instigante e um primeiro capítulo triste e comovente. Sim, eu estava gostando bastante das primeiras páginas do livro até que me pareceu que a autora caiu numa espécie de mesmice. Nada realmente acontecia e apesar d’eu gostar das personagens estava achando tudo meio blé. Até mesmo o suposto “atrito romântico” entre Stella e Logan parecia não me animar. Aliás, não estava animando nem à eles, na boa.

Mas ei que , de repente, não mais que repente, tudo começou a mudar para melhor. Não sei a autora começou a perceber que estava muito parado (chato mesmo!) e principiou a adicionar fatos à tramas, como “apimentar” os já existentes. A relação de Stella e Logan ficou bem mais interessante e a questão da Noiva Harper tornou-se mais pertinente à estória, construindo uma interessante trama paralela.

Com seus erros e acertos, uma das coisas que mais me agradaram em Dalia Azul foi que os personagens são pessoas maduras, vividas. Gostei muito de Roz Harper, a chefe de Stella eprotagonista do segundo livr a série, Rosa Negra. Será bem interessante ler um romance protagonizado por “maiores de 40” .

O livro fala principalmente de segundas-chances e da oportunidade de encontrar a felicidade. Novamente.

Stella sofreu sim com a morte repentina do marido, porém, agora, anos depois, ela percebe que está viva. Que existe a possibilidade de recomeços. Eu gostei muito por ser dito que Stella amava o marido e que ele era um bom marido e ótimo pai. Acho que seria muito fácil fazer dele um calhorda, como acontece em muitos romances. Ele era apenas um bom homem que morreu cedo demais.
Stella não é uma mulher fácil. Ela é controladora a sua maneira e tem suas “manias” mas desde o início podemos ver nela a disposição por mudança. A sua atração por Logan é imediata, sexual. Porém, ela deixa claro que os filhos sempre ficariam em primeiro lugar.

Logan é o típico adorável irritadiço. Se Stella é organizada e controladora, poderia dizer que ele é “puro relaxamento”. É uma relação de contrastes. E esse jeitão meio relaxado de Logan pode dar uma impressão errônea sobre o seu caráter.

Ah, não posso deixar de dizer que ele é tudi bão. ^.^

Como eu comentei anteriormente, o livro melhora consideravelmente quando a questão da Noiva Harper, um misterioso fantasma, que assombra a casa torna-se mais evidente. Algumas pessoas podem torcer o nariz para o fato de aparecer um fantasma num livro de romance, mas garanto que até mesmo quem não gosta de estórias paranormais não irá se importar. A ideia do fantasma não é forçada nem adicionada de maneira caricata. Ela dá uma pimenta, um suspense, um toque especial à trama.

Como um todo, eu gostei bastante do livro. Se o começo me foi difícil, os últimos capítulos passaram rápido demais (no bom sentido). Senti, ao final da leitura, aquela melancolia agridoce do querer mais.


Recomendo.

E o P.S: A questão que não quer calar, o filho de Roz chama-se Harper Harper?! O.o

Título Original: Blue Dahlia
Autor: Nora Roberts
Editora: Bertrand
Gênero: Romance Contemporâneo
Série: Trilogia das Flores- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Romance, Fantasmas, Viúva, Segunda Chance, Amor e Ódio
Período: Atual. EUA.


A Edição

A capa é realmente linda, porém dois pontos na edição me incomodaram bastante. Um diz respeito à cor das páginas e a font empregada. O branco total agride e cansa os olhos. Além disso, em relação à font, algumas letras , como os a’s e os e’s pareciam “borrados”, como se tivessem sido “batidos” em uma antiga máquina de escrever.

O outro ponto que me incomodou foi em relação à tradução. Por muitas vezes, os personagens se tratavam de maneira muito formal, inclusive utilizando-se de pronomes oblíquos. Tal tratamento me pareceu não condizente com o livro e a trama. Por exemplo, acho irreal um personagem jovem e contemporâneo dizer, “Vemo-nos às sete.” .


Outras Capas:

Site da Autora: http://www.noraroberts.com/
Facebook FanPage (Oficial ) http://www.facebook.com/noraroberts

Cotação:

4/5