segunda-feira, dezembro 09, 2013

Se você fosse minha, de Bella Andre [+18]


Zach, o mais arredio dos Sullivan, é mecânico e corredor de pistas de alta velocidade. Suas únicas preocupações são: como gastar seu dinheiro e com que mulher passar a próxima noite… Até que ele recebe a difícil tarefa de cuidar do filhote de yorkshire de seu irmão por duas semanas — um total contratempo para um homem como ele. Mas Zach não tem como negar este favor a Gabe e, muito a contragosto, acaba aceitando cuidar de Ternurinha, a cachorrinha que, para piorar, é um terror e certamente precisa de treinamento. Heather Linsey não acreditava que teria de treinar o fi lhote do arrogante Zach Sullivan. De todos os homens que já conhecera, Zach era o mais atrevido. Palavras como arrogante, esnobe, pretensioso cabiam especialmente bem no mecânico da família Sullivan. Além disso, a beleza e o charme de Zach eram desconcertantes e a atração entre eles, inevitável… Heather estava francamente disposta a negar esse trabalho, mas teve que pensar duas vezes antes de recusar, pois fora indicada por uma grande amiga. De qualquer forma, ela sabia que podia controlar as investidas de Zach Sullivan, caso ele se mostrasse desrespeitoso. O que ela não sabia é que sua rejeição ia despertar os mais profundos e obstinados desejos no mecânico…




Valeu pelos cachorros.

Mas não pelos cachorros, vejam bem. Apesar de eles serem a melhor parte do livro. Sim, o “estranho” casal formado pelo Dogue Alemão grandalhão e a pequena Yorkshire é simplesmente encantador.

A série Sullivan, de Bella Andre é uma das minhas favoritas dentre os livros “sensuais”(está à anos-luz de ser “erótica”, sejamos honestos, né?), apesar de não a achar um primor de literatura. Os Sullivans é um bom passatempo e é isso que importa. Quem espera mais, algo mais elaborado, deve procurar outro tipo de leitura, honestamente.

Como os outros livros da série, Se Você fosse Minha parte de uma premissa simples e um desenvolvimento bem básico: o do casal que se apaixona e... bem, e demora um pouquinho pra aceitar que foram feitos um para o outro. É algo conhecido, funciona, mas confesso que cansa um pouco, apesar de eu ter gostado de Zach.

A questão aqui é que os chamados “traumas” que os personagens tinham e que o faziam ser “alérgicos” a amor e compromissos foram apresentados de maneira muito superficiais e fez com que parecessem ser banais, o que de fato não eram. Eu li numa crítica que Zach e Heather pareciam mais adolescentes do que dois adultos e tenho que concordar; achei que faltou força nos personagens.

Bella Andre certa vez disse que que se inspirou nos Bridgertons, da Julia Quinn, para escrever Os Sullivans e quem leu “Visconde Que Me Amava” vai encontrar algumas semelhanças entre as questões íntimas de Anthony e Zach, porém se naquele livro eu senti por Anthony, aqui o trauma de Zach pareceu-me quase “banal”.

Além disso, tem a eterna questão do “fast Love”. Ou “Como se apaixonar loucamente em 30 segundos”. Eu entendo atração. Entendo fazer sexo sem nem saber o nome da outra pessoa, mas se apaixonar “do nada” pra mim, não dá! Meu senso de fantasia não vai a tanto.

É, tá parecendo que eu odiei o livro, mas não é verdade. Juro que não. Bella Andre tem uma escrita envolvente e a história em si é interessante. Além disso, apesar dos pesares, eu gostei do casal. Achei que os dois tinham química-(apenas, eram um tanto imaturos para a idade.)

E não só a química entre o casal mas também entre Heather e Zach e os cães, principalmente entre o forte e sexy Zach e pequena Ternurinha. Sério, impossível não se apaixonar.

Sinceramente? Ternurinha e Atlas valem qualquer defeito que o livro tenha! #fofosDemais


Para quem gosta de um romance leve, divertido e descompromissado, Se Você Fosse Minha é uma boa pedida.


Vale a pena a leitura.



Título Original: If You Were Mine
Autor: Bella Andre
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance Contemporâneo
Série: Sullivans- Livro 5
Sub-Gênero/Assunto: Hot, Animais
Período: Atual. Chicago, EUA.

Série:
Livro 1- Um Olhar de Amor
Livro 2- Por um Momento Apenas
Livro 3- Não Posso Me Apaixonar
Livro 4- Só Tenho Olhos Pra Você
Livro 5- Se Você Fosse Minha
Livro 6- Quero Ser Seu
Livro 7- Come a little bit closer
Livro 8- Always on my mind-
Livro 8.5- One Perfect Night
Livro 9- The Way You Look Tonight
Livro 10-Kissing Under the Mistletoe
Livro 11- It Must Be Your Love- expectativa de publicação: 2013
Honestamente, acho que essa série nao deve ter mais fim não , viu!

Capa Original:


3.5/5

quarta-feira, dezembro 04, 2013

Herdeiros do desejo, de Chantelle Shaw


Um homem com coração de ferro...
O duque Javier Herrera é um impiedoso bilionário espanhol. Ele aprendeu da forma mais difícil a jamais se apaixonar. Agora, precisa se casar se quiser herdar o banco da família.

... e uma chance de realizar sua vingança...
Grace Beresford é a filha de um homem que lhe deu um prejuízo de milhões. É a oportunidade perfeita para Javier se vingar e conseguir uma esposa que lhe convenha.

Vingança, paixão... e um casamento de conveniência!
Não importa que Grace o odeie. Tudo que ele quer é seu corpo. Ainda que o rejeite, conseguirá ela resistir a seus instintos e se contentar em ser sua esposa apenas no papel?




Fraco, pra dizer o mínimo.

Eu não sou propriamente uma fã da série Paixão e isso com certeza afetou na minha “avaliação”do livro, mas de qualquer modo, achei o livro fraco. Não sofrível. Fraco. Principalmente, porque senti que havia ali material para mais- material que não foi desenvolvido. Essa falta de desenvolvimento, aliás, penso eu, é um dos grandes defeitos de livrinhos de banca feito Paixão e Jessica, por exemplo. É tudo muito rápido, corrido.

A história é o clichê de sempre: um milionário “exótico” (por exótico leia-se grego, árabe, italiano... No caso, é um espanhol. Me pergunto se essas autoras leem jornal porque gregos e espanhóis não estão propriamente nadando em dinheiro.), uma jovem virginal, vingança e um casamento arranjado. Sim, já vimos essa história milhares de vezes. E sim,o tal milionário não confia em mulheres, principalmente aquela com quem se casou.

O fato é que apesar da trama clichê, eu até estava achando a história de amor de Grace Beresford e o Duque Espanhol Javier Herrera. Eu particularmente gosto de histórias com casamento s de conveni^ncia e o amor que vai nascendo da convivência. O problema é que a “convivência” não aparece aqui. Aliás, nada aparece. Tudo simplesmente acontece. Rápido demais. E o que deveria ser uma, pelo menos, graciosa história de amor à segunda vista, se tornou uma sucessão de acontecimentos.

O livro todo me pareceu um grande resumo, uma ideia preliminar para o que seria uma história que a autora ainda iria escrever. Um projeto.

Infelizmente, eu simplesmente não consegui me envolver.

***
Esta história tem uma versão em Mangá

Título Original: The Spanish Duke's Virgin Bride
Autor: Chantelle Shaw
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Contemporâneo
Coleção: Paixão 117 -
Sub-Gênero/Assunto: Vingança, Amor e Ódio, Espanhóis, Casamento de Conveniência.
Período: Atual. Espanha.



*** Este era para ser a minha leitura reserva para o mês de mês na Maratona de Banca- . O tema era Chantelle Shaw. Infelizmente, apesar de ter lido o livro no tempo certo, não tive tempo de fazer a resenha em tempo hábil. Mas aqui está de qualquer forma.
Minha Lista: http://umaconversasobrelivros.blogspot.com.br/2013/04/maratona-de-banca-2013-minha-lista.html

Capa Original:


2.5/5

segunda-feira, dezembro 02, 2013

Victoria e o Charlatão, de Meg Cabot



Lady Victoria Arbuthnot, jovem bonita e rica, cresceu na Índia. Ao completar 16 anos, os seus tutores decidiram que deveria viajar para Londres e debutar a alta sociedade. No entanto, na viagem de navio, a jovem conhece Hugo Rothschild e a sua vida mudará para sempre. Hugo Rothschild, nono conde de Malfrey, é tudo o que uma jovem pode desejar - lindo de morrer, romântico e rico! 




Um romance histórico YA. Sim, apesar da capa “nada a ver” da edição Portuguesa (infelizmente, o livro não foi lançado no Brasil), o livro se passa na Inglaterra dos tempos da Regência e não nos tempos atuais.

Meg Cabot escreveu muitos romances históricos adultos sob o pseudônimo de Patricia Cabot e eu li e gostei muito desses livros. Não é a minha autora favorita do gênero mas, no geral, os livros dela são sempre uma boa diversão. Este livro foi o primeiro histórico dela que sob seu nome real e apesar de não ser um livro extraordinário, foi uma leitura agradável.

O livro começa com a volta de Lady Victoria Arbuthnot para a Inglaterra, após viver a maior parte de sua vida na índia com tutores. Com 16 anos , órfã e muito rica, ela deve morar com seus tios em Londres e arrumar um marido. Um marido “aceitável”, é claro. Na viagem de navio, entre Índia e Inglaterra, Victoria pensa ter conhecido este homem: Hugo Rothschild, conde de Malfrey. Ele parece ser o homem perfeito e Victoria não hesita em aceitar sua proposta de casamento. O problema é Jacob Carstairs. o charmoso capitão do navio, que parece querer tirar Victoria do sério. E pior, quando Victoria chega a Londres, descobre que Jacob não só é muito amigo de seus tios (que o tem em alta estima) como também que ele detesta Malfrey e faz questão de mostrar que acha que ela está fazendo um grande erro.

Não é preciso ser um gênio para saber aonde isso irá acabar, né? Típica história de amor e ódio.

Lady Victoria gosta das coisas do seu jeito, criada como a “senhora da casa” na India, ela se vê em uma situação diferente quando vai morar com os tios e primos. Não que a tratem mal, longe disso. Mas ela não é mas a “senhora”. Confesso que a personagem me irritou um pouco com sua mania de querer sempre “consertar” o que achava ser errado. Victoria é extremamente infantil e suas ações acabam trazendo problemas. Ela não é uma má pessoa, nem exatamente mimada, mas sim inconsequente. E muitas vezes suas ações, por mais irritantes tenham sido os meios, acabam resultando em algo bom. Victoria tem 16, ou seja, é ainda uma adolescente e quando *eu* me dei conta disso, comecei a entender mais a personagem. Na verdade, ela me lembrou um pouco a protagonista de Casamento de Conveniência, de Georgette Heyer.

O grande defeito de Victoria, entretanto, era a incapacidade de admitir um erro. E ela sabia que o noivado com o Conde Malfrey era um erro. Pior, a felicidade e amor estavam bem ali ao lado, na figura do Capitão Jacob.

Ah, Jacob Carstairs, esse sim o melhor personagem do livro! De início, ele dá a entender que Victoria simplesmente o irrita mas aos poucos vamos percebendo que ele simplesmente adora viver tirando-a das confusões em que ela se mete. E também percebemos que animosidade com Malfrey não é motivada somente pelo ciúme. É algo da trama que lembra um pouco Orgulho e Preconceito. Aliás, é bem visível que Meg Cabot se inspirou no clássico de Jane Austen. E não, as histórias não se assemelham, mas alguns elementos estão lá.

E Jacob, levando em conta as devidas e óbvias diferenças, é o Mr. Darcy de Victoria. Eu adorei Jacob e seu jeito irritadiço mas ao mesmo tempo extremamente gentil e amável. Ele é o contraponto, a razão, à intempestividade de Victoria.

Ou seja, eles são perfeitos um para o outro.

De um modo geral, eu gostei do livro, apesar de em alguns momentos o achar um pouco “tolo” demais. Porém, talvez tenha sido a intenção da autora. As emoções e desenvolvimento dos personagens são um pouco superficiais, mas não chegam a comprometer totalmente a leitura, desde que você não seja extremamente exigente. Mas também, se for, este não é o seu tipo certo de leitura, né?

O importante, acho, neste tipo de leitura é o leitor se envolver com a leitura- e eu me envolvi. Ri e suspirei. Muitas vezes isso é o que importa.

Victória e o Charlatão é uma leitura leve, sem grandes elementos dramáticos, mas que diverte e faz sorrir.

Vale a pena a leitura.



***


A Edição

Eu li a edição em Inglês, por isso não saberia dizer sobre a “condição”da edição portuguesa. Além da capa, é claro, que é totalmente equivocada. Além disso, o título português não me agradou muito. O título está absolutamente correto, mas sei lá, acostumei-me a “traduzir” rogue como libertino ou algo do gênero. Porém, devo admitir que, neste livro, Charlatão faz mais sentido. Só não gosto da palavra.




Título Original: Victoria and the Rogue
Autor: Meg Cabot
Editora: Importado
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Jovem Adulto , Amor e Ódio
Período: Regência. Inglaterra.


Outras Capas:


3.5/5

--> E já sabem, né? Qualquer erro favor avisar para que eu possa corrigir!<--

domingo, dezembro 01, 2013

Resumo da Conversa: Novembro/2013





Um Resumo Mensal das Postagens e Atividades do Blog:)


quinta-feira, novembro 28, 2013

52 weeks de fotografia: Semana 46


Imagem by Fabiana Corrêa


E já chegamos à semana 46! :O




O que postei  cliquei até agora.

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Projeto originalmente criado pelo blog A series of serendipity,

terça-feira, novembro 26, 2013

Coração Selvagem, de Diana Palmer



Tess Meredith e Matt Davis cresceram nas belas planícies de Montana. Mas uma ameaça pairava sobre a forte amizade que os unia: o preconceito pelo sangue Sioux de Matt. Ao buscar a sorte em Chicago, com muito esforço ele conseguiu construir uma nova vida, ainda que atormentado pelo remorso de ter abandonado o amor de uma encantadora menina. Até que um dia Tess tem questões a resolver em Chicago. E mais uma vez ela fará parte do mundo de Matt, trazendo de volta o passado que ele tentara por diversas vezes enterrar. Assim como Matt, ela carregava as marcas do tempo. Tornara-se uma mulher madura, decidida a lutar por seus direitos na sociedade. Mas, acima de tudo, disposta a enfrentar qualquer tipo de hostilidade para ficar ao lado do homem cujo coração selvagem a conquistara…


Um Titia Palmeirão que nem parece Titia Palmeirão.

Tá certo que temos um mocinho alpha e mocinha jovem e ingênua que o ama desde sempre – e só isso é “básico” em romances Palmerianos. E fala isso com certo conhecimento de causa, pois eu *gosto* da Titia, apesar de muuuitas vezes sentir muita raivinha. A diferença aqui é que se trata de um romance histórico.
E um romance histórico muito bom, por sinal.

Eu já tinha lido alguns outros romances históricos da autora e, honestamente, não havia ficado impressionada. Com Coração Selvagem foi diferente. Em vários sentidos. Primeiro, a história é bem escrita e, segundo, é ambientada em um período pouco explorado nos romances de época: o início do século XX.

Tendo como pano de fundo as mudanças do início do século e o movimento sufragista , Diana Palmer apresenta uma bela história de amor entre uma jovem branca idealista e um índio que faz de tudo para esconder suas origens a fim de ser aceito na sociedade de então.

O que mais me chamou a atenção no livro, o que eu mais gostei, não foi a relação de amor de Tess e Matt- que sim, é linda- mas a questão do preconceito. Não só o preconceito externo mas o preconceito interior. Matt, muitas vezes dava a entender que tinha vergonha das próprias origens. Será?
Coração Selvagem poderia muito bem ser um daqueles romances de banca que se dariam muito bem em uma versão “livraria”. Poderia. O problema é que apesar da história ser bem conduzida e narrada, o final é muito corrido e algumas soluções são muito rápidas. Eu achei que seria necessário um pouco mais de “verniz” para uma versão “livraria” mas a base está ali e ela é ótima.

Um belo livro, que vale apena leitura. Até para quem não é muito fã da autora.

Recomendo!
**
Apesar de este livro ser um stand alone, ou seja, não fazer parte de nenhuma série, parece que tem ligação com o livro Magnolia, pois Matt aparece naquele livro.

Título Original: The Savage Heart
Autor: Diana Palmer
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Histórico
Coleção: Rainhas do Romance 72
Sub-Gênero/Assunto: Romance de Banca, Índios , Amor Impossível, Racismo e Preconceito, Falsa Identidade
Período: Início do Séc XX. EUA.





*** Este foi a minha leitura para o mês de mês na Maratona de Banca. O tema é Diana Palmer.

Outra Capa:


4/5

segunda-feira, novembro 25, 2013

Natal Mortal, de J.D. Robb (Nora Roberts) (Série Mortal 7)




Em meio às festividades de fim de ano, um criminoso fantasiado de Papai Noel transforma o Natal em pretexto de seus jogos de terror e morte. Cabe a tenente Eve Dallas, fiel defensora da lei e da justiça, procurar as respostas e desvendar o mistério. Para isso, ela deverá evitar o envolvimento pessoal, conviver com suas fraquezas e superar os próprios traumas. Ao lado do marido Roarke, ela se envolve em uma investigação que se mostrará um verdadeiro desafio e que pode ter consequências devastadoras.




Nova Iorque, 2058. Época de natal; época de alegria, amor e... assassinatos. Sim, Papai Noel está matando pessoas. Ou pelo menos uma pessoa vestida de Papai Noel e a destemida tenente Eve Dallas é incumbida de investigar esse caso, no mínimo, sui generis.

Natal Mortal , sétimo livro da Série Mortal tinha todos os elementos para ser um livro fantástico: um bom conceito inicial e uma trama policial bem desenvolvida mas (vocês já sabiam que vinha um “mas”, não?) a protagonista, Eve Dallas, estragou um pouco a alegria da leitura. Pelo menos, para mim.

Eve está INSUPORTÁVEL.

Eu gosto de dizer que eu gosto muito da Série Mortal apesar da Eve. Como assim?, vocês podem perguntar. Afinal, Eve é a principal da série. Sim, ela é a principal mas não é a única. Os coadjuvantes são incríveis e... tem o Roarke, né? Sem contar que a cada livro, venho percebendo que a autora vem melhorando na “questão policial”: os casos estão melhor elaborados e desenvolvidos.

Para falar a verdade, eu até tinha gostado da Eve no livro anterior, Vinaça Mortal; Ingenuamente achei que começaria a gostar dela. Afinal, eu achei aquele livro ótimo. Ledo engano. Eve voltou neste sétimo livro com a chatice no último grau.

Honestamente, acho que Nora Roberts errou a mão com a personagem (e antes que digam algo, gostar de um autor não significa não ser crítico em relação a seu trabalho). Tudo bem que Eve é uma mulher sofrida, com um passado pavoroso e tudo mais ,mas, ela precisa ser INSUPORTÁVEL? Em Natal Mortal ela age como uma dessas pessoas miseráveis que querem que tudo e todos a sua volta também seja miserável.

E para piorar aquele que sempre faz o contraponta a ela, atua aqui quase como um coadjuvante de luxo. Senti sua falta, Roarke!

Oh, então isso quer dizer que eu odiei o livro e estamos conversados? Não. Eu gostei de Natal Mortal.

Apesar de Eve Dallas.

Em termos de literatura policial, Natal Mortal é uma ótima diversão. Nora Roberts nos conduz por uma história inusitada e bem amarrada aonde o lado bucólico e festivo do Natal é contraponteado com uma história de assassinatos e perversões. O livro não é imune de clichês, mas até mesmo eles são bem “dissolvidos”durante a história e tem razão de ser. Existe coerência no desenrolar dos fatos, o que é primordial. Além disso, assuntos tabus (que não vou nomear) são postos de maneira racional e sem julgamentos- ou com aquele jeito de querer “causar” que acometem muitos autores. É algo sóbrio- e eu gostei disso.

E gostei que a autora não teve medo de se arriscar em relação à esse assunto em particular, tornando o fato algo simplesmente asqueroso.

Natal Mortal ainda apresenta personagens interessantes, além do já citado Roarke (que, sim, aparece muito pouco, mas mesmo assim faz um bom contraponto à chatice excessiva de Eve), como os habitués da série, Peabody e McNab que tem aqui tem uma participação essencial. Estou bem no começo no que se refere à série como um tudo, mas já percebo como esses dois personagens estão crescendo. Gosto disso.

Natal Mortal é uma leitura rápida e intrigante, que prende a nossa atenção desde o início e não apresenta soluções fáceis ou óbvias demais. Eu poderia ter adorado o livro se não fosse a protagonista. De qualquer forma, é uma boa história.

Recomendo.



Título Original: Holiday In Death
Autor: J.D. Robb (Nora Roberts)
Editora: Bertrand
Gênero: Suspense Romântico
Série: Série Mortal- Livro 7 de só Deus sabe quantos!
Sub-Gênero/Assunto: Sci-Fi, Crime e Mistério, Serial Killer
Período: Futuro. 2058. Nova Iorque, EUA.


A Série
Natal Mortal faz parte da série Mortal, a qual Nora Roberts escreve sob o pseudônimo de J.D. Robb.

A série tem como personagens principais a detetive Eva Dallas e o milionário Roarke. A ação se passa em uma Nova York futurista, no ano de 2058. É imprescindível que os livros sejam lidos na ordem.

No Brasil, já foram lançados 21 livros, todos editados pela Editora Bertrand e  que estão sendo, pouco a pouco,  reeditados pela BestBolso na Colação Vira-Vira Saraiva. infelizmente parece que não vão ser reeditados mais. UMA PENA!!

Livro 1- Nudez Mortal [RESENHA]
Livro 2- Glória Mortal [RESENHA]
Livro 3- Eternidade Mortal [RESENHA]
Livro 4- Êxtase Mortal [RESENHA]
Livro 5- Cerimônia Mortal -[RESENHA]
Livro 6-Vingança Mortal [Resenha]
Livro 7-Natal Mortal [RESENHA]
Livro 7.5- Midnight in Death
Livro 8-Conspiração Mortal
Livro 9-Lealdade Mortal
Livro 10-Testemunha Mortal
Livro 11-Julgamento Mortal
Livro 12-Traição Mortal
Livro 12.5- Interlude in Death
Livro 13-Sedução Mortal
Livro 14-Reencontro Mortal
Livro 15-Pureza Mortal
Livro 16- Retrato Mortal
Livro 17- Imitação Mortal
Livro 17.5- Naquele Tempo (Remember When)- Lançado em Portugal*
Livro 17.5- Big Jack
Livro 18- Dilema Mortal
Livro 19- Visão Mortal
Livro 20- Sobrevivente Mortal
Livro 21- Origem Mortal
Livro 22- Memory in Death
Livro 22.5- Haunted in Death
Livro 23- Born in Death
Livro 24- Innocent in Death
Livro 24.5 Eternity in Death
Livro 25- Creation in Death
Livro 26- Strangers in Death
Livro 27- Salvation in Death
Livro 27.5- Ritual in Death
Livro 28- Promises in Death
Livro 29-Kindred in Death
Livro 29.5- Missing in Death (está no Livro The Lost)
Livro 30-Fantasy in Death
Livro 31- Indulgence in Death
Livro 31.5- Possession in Death – está no livro The Other Side ( livro com várias estórias, de autoras diversas)
Livro 32- Treachery in Death
Livro 33- New York to Dallas
Livro 33.5- The Unquiet-
Livro 34: Celebrity in Death –
Livro 35-Delusion in Death
Livro 36-Calculated in Death
Livro 37- Thankless In Death

Atente para o fato de que alguns livros são considerados .5 São estórias menores (novellas). Algumas dessas estórias aparecem em livros com diversas estórias.


Minha primeira resenha para a Maratona Nora Roberts- Série Mortal (Minha Lista)


Outras Capas:



Cotação:
3.5/5
(mais para 3,75)