quinta-feira, dezembro 10, 2015

[Resenha] Magia do Sangue - Nora Roberts


“Há muitos anos, Branna O’Dwyer entregou seu amor a Finbar Burke. No entanto, o romance durou pouco. Uma maldição ligada ao sangue de suas famílias os proibiu de ficar juntos. Branna tentou preencher esse vazio com amigos e familiares, mas sabe que, sem Fin, sua vida nunca estará completa. Ele, por sua vez, passou os últimos doze anos viajando pelo mundo, focado exclusivamente no trabalho. Atormentados pela forte atração que nem a distância pôde aplacar, nenhum dos dois acha que um dia se entregará de novo ao amor. Entretanto, em meio às sombras que ameaçam destruir tudo o que eles consideram mais precioso, esse relacionamento sem futuro pode ser também a última esperança que lhes resta. ”

Blé.

Serei sincera, os dois primeiros livros da Trilogia Primos O’Dwyer não tinham me empolgado, mas tampouco havia achado eles ruins. Apenas sem graça, ou mais do mesmo. Todavia, eu estava curiosa em saber como a história iria terminar e o livro de Fin e Branna tinha tudo para ser o mais intenso, dramático. Enfim, mais interessante mesmo. Tá certo que eu achava a Branna Control Freak ao extremo mas a trajetória dela e de Fin, sem dúvidas, era a mais interessante de todas.

Os dois tinham um passado- e um amor mal resolvido. Quase que um Romeu e Julieta Paranormal, onde ele tem o sangue (e a marca!) daquele que Branna deve derrotar. Sem contar que Fin era um dos personagens favoritos da trilogia. Fin é um mocinho, sem dúvidas, mas desde o primeiro livro havia esse toque meio trágico nele, um desespero por amor quem não pode, mas principalmente por temer sucumbir ao mal.

Pois bem.

Magia do Sangue tinha tudo para ser *o* livro, certo? Fechar com chave de ouro. Derrotar o mal e ter um belo felizes para sempre. Ah, foi tudo menos isso. Na verdade, nem tenho muito o que contar- e sabe por que? Porque NÃO ACONTECE NADA durante o livro inteiro!

Magia do Sangue se resumiu à: Branna Cozinha. Branna Conversa. Branna Limpa. Pausa para Cahban espreitando. ,i>Então... Branna Cozinha. Branna Conversa. Branna Limpa. Pausa para Cahban espreitando. Então... Branna Coz....

O livro é um louping tedioso e sem fim. É tanta repetição que até as supostas cenas de romance ficam perdidas. Em determinado momento eu estava fazendo leitura dinâmica para terminar logo. Honestamente, estava beirando o insuportável de tão chato.
Tudo era tão monótono e repetitivo que nem o grande climax foi emocionante. Blé. Blé é a palavra.

Não há dúvidas que Nora Roberts é uma escritora de grande talento, mas por vezes eu percebo que ela se repete demais; usando e abusando da mesma fórmula incontáveis vezes. Aqui eu tive a nítida impressão de que ela simplesmente não sabia o que escrever. Uma pena pois, ao contrário dos livros anteriores, este último livro tinha um material vastíssimo para ser desenvolvido.

Eu recomendaria a série para quem gosta da autora, à titulo de curiosidade. Para quem nunca leu Nora Roberts, existem livros muito melhores.

Uma pena.

E aí, alguém já leu? O que achou?

Título Original: Blood Magik
Autor: Nora Roberts
Editora: Arqueiro
Série Primos O'Dwyer
Gênero: Fantasia
Sub-Gênero/Assunto: Amor Proibido, Bruxas, Paranormal,
Período: Atual e Séc 13. Irlanda.
Outra Capa:




2/5

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quarta-feira, dezembro 09, 2015

[Resenha] O Céu Está Em Todo Lugar - Jandy Nelson

“Eu deveria estar de luto, não me apaixonando. Às vezes é preciso perder tudo, para encontrar a si mesmo... Lennie Walker, obcecada por livros e música, tocava clarinete e vivia de forma segura e feliz, à sombra de sua brilhante irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre de forma abrupta, Lennie é lançada ao centro de sua própria vida, e, apesar de não ter nenhum histórico com rapazes, ela se vê, subitamente, lutando para encontrar o equilíbrio entre dois: um deles a tira da tristeza, o outro a consola. O romance é uma celebração do amor, também um retrato da perda. A luta de Lennie, para encontrar sua própria melodia em meio ao ruído que a circunda, é sempre honesta, porém hilária e, sobretudo, inesquecível.”

Um bom YA,mas não um favorito.

Sabe aquele livro que todos falam bem, que tem uma capa linda e um ótimo trabalho gráfico mas que quando você finalmente o lê não se apaixona pela leitura como pensou que se apaixonaria?

Pois é, foi o meu caso com O Céu está em Todo Lugar. Eu ganhei o livro de presente há alguns anos e, honestamente, a única coisa que eu sabia (em termos de sinopse) é que falava sobre morte- ou a superação dela.
O primeiro grande problema que eu encontrei é que, sim, o livro fala sobre a tentativa de superar uma morte, mas também tem como tema um triângulo amoroso. Isso já me quebrou. Não curto o tema; pelo menos não desde que tinha uns 15, 16 anos de de idade. Mas tudo bem, resolvi seguir em frente. O fato é que, mesmo com uma história bonita, O Céu está em Todo Lugar não me conquistou.

Lennie Walker é uma adolescente de 17 anos que está tentando superar (não que isso seja totalmente possível) a morte inesperada da irmã mais velha. Ela quer apenas ficar em seu canto e lamber suas feridas, mas tudo muda com a chegada de um aluno novo, Joe Fontaine e a súbita atração que começa a sentir em relação ao namorado da irmã morta, Toby

Entããão... aí é que está o problema. A relação de Toby e Lennie foi, para dizer o mínimo, nada a ver. Tudo bem, os dois estavam de luto e tudo mais, porém não foi algo que me fizesse condoer da situação ou deles. E então tem esse Joe. Rapaz simpático, sem dúvida. Mas surgido do nada! As primeiras visitas dele à casa em que Lennie mora com o tio e a avó são, bem, bizarras. Pra mim, ele me pareceu mais uma cópia mal-feita do Ettiene St. Claire, de Anna e o Beijo Francês.

Mas sabe, mesmo assim, Toby e e Joe não são de todo mal. O grande problema foi mesmo Lennie. Não sei se era para sentir pena dela, porque se foi, não aconteceu comigo. Claro, a dor dela deve ter sido enorme, mas ela agia como se fosse a única a ter sofrido uma perda. Em um determinado momento, a avó a chama de egoísta. Nada mais justo. Ali, a personagem da avó excêntrica diz tudo o que eu, como leitora, estava sentindo.


Pode até estar parecendo que eu detestei o livro, mas não eu até que gostei. Bastante. Tirando Lennie, com quem eu realmente não me "conectei", eu gostei dos personagens. Até mesmo de Joe e de Toby. Além disso, a vovó e o tio são ótimos. Claro que eu não poderia deixar de mencionar- mais uma vez- a parte gráfica;mais do que simplesmente "embelezar" o livro, ela se mistura com a própria história. Cartas, mensagens, rabiscos, fazem com que a gente se conecte (nem que seja um pouco) com a protagonista. Acho que gostei mais- e entendi mais- Lennie nestes pequenos fragmentos no que no texto padrão do livro.


No geral, O Céu está em Todo Lugar é um belo livro; tem passagens lindíssimas e tocantes, mas me deixou com a impressão de que o mais bonito não era a história em si mas algumas cenas esparsas e os "recortes" presentes no livro.
Eu sei que muita gente ama- e vai amar o livro, por isso gosto sempre de salientar que o que eu escrevi aqui vem de uma opinião pessoal, gosto pessoal.


Mas, sabe, apesar de tudo, eu acho sim que vale a pena ler.

Sim, eu sou confusa. hehehe

Título Original: The Sky is Everywhere
Autor: Jandy Nelson
Editora: Novo Conceito
Gênero: Jovem Adulto (YA)
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Triângulo Amoroso
Período: Atual. EUA.
Outra capa:


3.5/5

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segunda-feira, dezembro 07, 2015

[Resenha] O Último dos Canalhas - Loretta Chase


“O devasso Vere Mallory, duque de Ainswood, está pronto para sua próxima conquista e já escolheu o alvo: a jornalista Lydia Grenville. Só que desta vez, além de seduzir uma bela mulher, ele deseja também se vingar dela.
Ao se envolver numa discussão numa taverna, Vere foi nocauteado por Lydia e se tornou alvo de chacota de toda a sociedade. Agora ele quer dar o troco manchando a reputação da moça.
Mas Lydia não está interessada em romance, principalmente com um homem pervertido feito Mallory. Em seus artigos, ela ataca nobres insen- satos como ele, a quem considera a principal causa dos problemas sociais.
Nesse duelo de vontades, Vere e Lydia se esforçam para provocar a der- rota mais humilhante ao mesmo tempo que lutam contra a atração que o adversário lhe desperta. E, nessa divertida batalha de sedução e malícia, resta saber quem será o primeiro a ceder à tentação.”




A-D-O-R-E-I!!!
Eu tinha gostado do outro livro da autora, O Príncipe dos Canalhas, mas não foi uma leitura que tenha me encantando completamente. Por isso, quando peguei para ler este O Último dos Canalhas estava sem grandes expectativas. Esperava gostar- e só.

Ah, como eu me enganei! O Último dos Canalhas entrou na lista dos TOP 10 deste ano.

Primeiramente, vamos esquecer esta sinopse. O livro não se trata de vingança, pelo menos eu não entendi desse modo. O livro é sobre sedução e, devo dizer, formas de irritar o outro.

Vere Mallory, o duque de Ainswood, é um devasso. Após sucessivas perdas, uma em especial que definiu seu destino, ele simplesmente resolveu viver para o prazer. O aqui e agora. Para ele o título pouca importa e se o ducado morrer com ele, tanto melhor. Seu modo de vida é motivo de comentários e especulações de toda a sociedade londrina. Ele pouco se importa. Nem mesmo se aborrece quando vê suas “aventuras” ilustradas nos jornais.

Em um desses jornais trabalha a jornalista, ou escrevinhadora, Lydia Grenville. Órfã filha de um ator fracassado e uma dama deserdada pela família, Lydia, aos 28 anos, não tem pretensões quanto a se casar. O que ela quer mesmo é continuar o seu trabalho como jornalista e, assim, alertar a sociedade para os problemas como a exploração de menores.

Lydia e Vere não se conhecem a não ser pelos artigos pouco elogiosos que ela faz a respeito do nobre. Bem isso, obviamente, muda. E não do jeito que Vere poderia imaginar. Durante uma discussão na rua, o duque acaba sendo nocauteado por Lydia!

E como era de se imaginar, vira a chacota da vez em toda a Londres.
É então que...

Pára! Pára!

O Último dos Canalhas é uma história tão cheia de momentos e emoções que dizer mais alguma coisa seria uma pena. A autora conseguiu fazer o que poderia se tornar um verdadeiro samba do criolo doido em em algo dinâmico, romântico e, principalmente, coerente.

Eu não poderia dizer que Vere e Lydia são inimigos declarados, mas eles tem um talento todo especial de mexer com outro; mexer no limiar da irritação. O fato é que, por mais irritação que possam sentir, existe também uma certa curiosidade. Lydia poderia muito bem acreditar em todas as fofocas que dizem à respeito de Vere- e muitas delas são verdadeira- mas aos poucos ela começa a perceber uma outra faceta do “canalha”; faceta essa que Vere não quer que os outros descubram. Para ele, é muito melhor que achem que seja um devasso sem coração.

Sem dúvidas Lydia é uma personagem interessante, original. É bom ver uma mocinha que vai além das moçoilas inocentes. Ao contrário de muitas mulheres da época, ela tem uma profissão e é dona de seu próprio corpo. Em alguns momentos eu achei a personagem um pouco chata, orgulhosa demais. Era algo que fazia parte de sua persona mas mesmo assim me incomodou um pouco.

È por isso que, para mim, Vere é o grande personagem. A autora se vale do tradicional “mocinho traumatizado” de uma forma que não fica forçado nem com aquele gosto de clichê requentado. Claro que os acontecimentos moldaram a vida dele, mas a essência de sua personalidade continuou a mesma- e é disso que ele tem medo.

Eu não poderia deixar de destacar os coadjuvantes que ajudam a tornar a história muito mais deliciosa e interessante. Além disso, não posso não mencionar Susan, a mastim temperamental de Lydia. Aquele “monstro” era realmente da pá virada. :P

Como tantos romances românticos, os primeiros encontros de Lydia e Vere são carregados de tensão sexual. Porém, por mais que esse calor seja óbvio, o que é mais interessante de observar é a forma como os dois se relacionam. Meio que sem querer eles acabam se tornando amigos.

Os dois tem química e isso faz com que o desenvolver do relacionamento tenha sido muito mais real- e gostoso- de acompanhar. De uma forma ou outra, sabemos o que irá acontecer no final mas mesmo assim torcemos loucamente por um final feliz.

Lançado originalmente em 1998, o livro não apresenta mais aquele tipo de mocinho típico dos anos 80 e 90 em que beiravam a cafajestada, mas mesmo assim é possível alguns elementos datados daquela época; o principal foi a figura da vilã. Não acho que tenha sido algo necessário e, mesmo que fosse, o tom dado à ela foi inadequado. Por mais que uma determinada cena tenha sido emocionante, a vilã careceu daquela força dramática tão presente em antagonistas. Pra mim, esse foi o único ponto verdadeiramente negativo do livro.

O livro apresentou alguns outros probleminhas pontuais (sim, eles existem)mas em nenhum momento isso atrapalhou o livro como um todo- ou a forma como eu o vi. pensei até em dar 4,5 estrelinhas, mas achei que este canalha merecia nota máxima!

O Último dos canalhas é daqueles livros que a gente lê de uma sentada; com um início bem despretensioso ele vai pouco a pouco tomando toda a nossa atenção. A história de amor é muito bem intercalada por momentos de humor e, principalmente, por críticas à sociedade da época. A autora mostra com clareza, e também delicadeza, que nem tudo era belo e romântico.

Com personagens interessantes e uma história encantadora, O Último dos canalhas me conquistou completamente.

Nem preciso dizer que recomendo,né?

Genten, a resenha ficou enorme! O.o

PS: infelizmente o livro apresenta alguns errinhos de ortografia e gramática. Nada muito escandaloso, mas eles estão lá.

PS 2: Amei a capa!


**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**

Série:
Scoundrels não é exatamente uma série, mas sim o conjunto de livros cujas histórias se passam no mesmo período. Contudo, O Último dos canalhas e O príncipe dos Canalhas devem ser lidos na ordem,pois um é (uma espécie de) sequência do outro.

Livro 1- The Lion's Daughter
Livro 2- Captives of the night
Livro 3- O Príncipe dos Canalhas
Livro 3.5-The Mad Earl's Bride
Three Times a Bride
Livro 4-O último dos Canalhas

Título Original: The last hellion
Autor: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
Série Scoundrels
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Amor e ódio, jornalistas, humor
Período: Regência. Inglaterra.



Outras Capas


5/5

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sábado, dezembro 05, 2015

[Resenha] Um Lar para Amar - Barbara McMahon

“Quando Zack Morgan descobre que é pai e que seu filho foi encaminhado para a adoção, decide encontrá-lo a todo custo, pois precisa ter certeza de que ele está bem. Para Susan Johnson, sobreviver é uma batalha, mas nem por isso deixa de amar ser a mãe do pequeno Danny. O mundo deles se ilumina quando Zack entra inesperadamente em suas vidas. No entanto, Zack pretende manter-se a distância, pois sabe que encontrou a família de seus sonhos. E Susan, por sua vez, não faz ideia de quem ele realmente é…


Das Coleções da Harlequin, a Baby On Board é (ou era, já que faz algum tempo que não compro nada da editora. Tenho andado decepcionada. Anyways...) uma da minhas favoritas. Tirando raras exceções adoro histórias com crianças e/ou bebês. Bem, Um Lar Para Amar é uma dessas exceções.

A história é simples: Zac Morgan, um milionário (não poderia deixar de ser, né?) descobre que tem um filho, mas que o menino foi encaminhado para a adoção. Susan Johnson é a jovem mulher com problemas financeiros que adotou a criança. O que Zac faz então? Se você disse se aproximou da mãe para alcançar o filho acertou!

Tá, tá. Bem clichê, eu sei. Mas a graça dos livros da baby On Board é que apesar dos clichês faziam a gente suspirar, se emocionar mesmo. Infelizmente isso não acontece aqui. A história é bonitinha e mas apesar da autora ter um modo simpático de escrever, faltou uma lapidação melhor dos personagens. Susan é a “moça pobre batalhadora” de sempre. Não atrapalha mas também não contribui. Zac...bem, pra mim, Zac é o grande problema. Primeiramente acho que foi um erro fazê-lo ser um milionário. Ficou algo muito parecido com todos os Paixões e Jessicas da vida. Porém, o maior problema é que eu não não “senti” que ele a amava. Queria ter sabido mais dos sentimentos dele. Para mim, deu a impressão de que ele apenas gostava não a amava realmente. Isso acabou por deixar o casal sem química, sem aquele “tempero” de emoção que faz a gente torcer pelo final feliz.

No geral, não é um livro ruim, tem alguns momentos fofos , mas deixou um gosto de que poderia ter sido melhor.

Alguém já leu? O que achou?

Título Original: Adopted: Family in a million
Autor: Barbara McMahon
Editora: Harlequin
Coleção: Baby on Board
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Crianças, Milionários
Período: Atual. EUA.
Capa Original:


 
2.5/5

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sexta-feira, dezembro 04, 2015

Sorteio A Cruz de Morrigan: resultado!

Olá!
E a promoção "A Cruz de Morrigan" chegou ao fim! Muito obrigado à todos que participaram!



PARABÉNS, RUDYNALVA! 
Mande seus dados para sweet.lemmon@yahoo.com.br em até 3 dias. Eu enviarei o livro em até 60 dias. Se você não ganhou, não fique triste! Fiquem de blog que vem mais coisa boa por aí!

 bjs!




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quarta-feira, dezembro 02, 2015

[Resenha] Sedutor - Christina Lauren


“Mia Holland, depois de comemorar sua formatura em um louco final de semana em Las Vegas, fica aterrorizada com as escolhas que terá de fazer nessa nova etapa da vida. Ela toma, então, uma decisão selvagem: partir para a França seguindo os passos de Ansel Guillaume, um homem envolvente e extremamente sedutor.

Por trás de todas as brincadeiras sensuais de Mia e Ansel, sentimentos começam a surgir. Nesse momento, ela precisa decidir se retorna para a vida que deixou ou se entra de cabeça nessa aventura ardente e arrebatadora que acabou de descobrir... ”



Sexy e divertido,mas eu esperava mais.

Dentre os livros eróticos lançados nos últimos tempos, a série Beautiful Bastard, da dupla de autoras Christina Lauren, é uma das minhas favoritas. Os livros não são somente sensuais mas abusam de um humor especial, o que acaba por fazer a diferença em relação à tantos outros livros do gênero. Um gênero assolado de clichês, diga-se de passagem. E foi justamente a possibilidade de (re)encontrar um história, antes de mais nada, divertida que me fez querer Sedutor.
Porém, apesar deste livro ter elementos similares ao da outra série não tem o mesmo “sabor”.

Sedutor é o primeiro livro da série Selvagem Irresistível (achei o nome péssimo pois confunde com os títulos da Beautiful Bastard- que também é de chamada no Brasil de Cretino Irresistível- e induz o leitor ao erro. Isso sem contar o "Selvagem Irresistível" gigante na capa. Na primeiro vez que vi achei que o nome do livo era Sedutor Selvagem Irresistível!) no qual o ponto de partida que três amigas fazem para comemorar o término da faculdade. As histórias são justamente sobre essa viagem- e suas consequências.

Neste primeiro livro, Mia Holland é a personagem principal. Das três amigas ela é a mais centralizada e a única com o destino certo após aquela viagem. Aliás, a viagem à Las Vegas era para ser um último suspiro de liberdade na vida de Mia. Toda sua vida ela quis ser bailarina, porém um grave acidente destruiu seus sonhos e mesmo ela tendo uma mente artística, irá fazer um MBA em Administração em uma faculdade de Boston. Afinal. É o que o pai espera dela.

É por isso que, naquele final de semana em Vegas ela resolve se permitir a beber e fazer o que lhe der na telha. É aí que ela conhece Ansel Guillaume, um charmoso advogado francês que está na cidade acompanhado de 2 amigos.

Como é a temporada de chutar o pau da barraca, Mia não simplesmente mete o pé na jaca, ela mergulha inteira! E o sex-fest trás algumas surpresas no dia seguinte, mas entre elas está o fato de que Ansel a convida para passar as férias de verão em Paris- com ele- até ela voltar e ir estudar em Boston.
Pára Tudo!

Tá certo, o Ansel era um tudo de bão-gostoso-hot E com sotaque (!) mas fala sério, quem iria para um país estranho, com uma língua estranha, com um homem que acabou de conhecer. Tudo bem que o sexo tenha sido fantástico, mas possibilidades de isso dar errado são ENORMES.

Mas, claro, não estamos falando de vida real e Mia parte para a França, alegre e contente.

Bem, o que dizer? O livro é legal, divertido até, porém,talvez pelo fato de ser narrado pela Mia, o humor não é tão incisivo, irônico. Parece um pouco estranho falar isso, principalmente por se tratar de um livro erótico mas achei que
Sedutor tinha sexo demais. Não me levem a mal, eu gosto de livros do Gênero (quando não são mal escritos) mas achei que as autoras se focaram muito no lado sexual da coisa e perderam a chance de desenvolver uma história bem interessante.

Por se tratar de um erótico, achei até que Ansel e Mia foram bem delineados, porém a vida dos dois em Paris poderia tersido muito mais trabalho. Ali tinha elementos incríveis para um romance ótimo. Sim, um pouco de drama é adicionado à equação (e sim, o teria feito mesmo que a Mia! Erro gravíssimo do Ansel!) mas foi pouco pelo que poderia ter sido. O sexo atrapalhou. Ou, pelo menos, não deveria ter sido o ponto principal.

No geral, Sedutor é um livro divertido e gostoso de se ler. O humor, mesmo que não tenha sido aquele que eu esperava, está presente e dá uma boa aliviada em todo o sexo. Além disso, o livro possui personagens interessantes e fáceis de se gostar. Apesar de ser um pessoa insegura em relação ao futuro e à relação com o próprio pai, Mia não é uma tola virgem e indefesa- e Ansel, bem Ansel é um charme só.

Sinceramente, Sedutor não foi como eu esperava, mas mesmo assim valeu a pena a leitura e, sim, eu quero ler os outros livros da série.

Fazer o quê? Fiquei curiosa! :D



Título Original: Sweet Filthy Boy
Autor: Christina Lauren
Editora: Universo dos Livros
Série Selvagem Irresistível
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Erótica, Hot, Humor
Período: Atual. Las Vegas e San Diego, EUA, e Paris, França.

Outra Capa:





3.5/5

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terça-feira, dezembro 01, 2015

[Resenha] Apenas Respire - Susan Wiggs



“A cartunista Sarah Moon procura driblar os problemas da vida em sua tirinha 'Apenas Respire'. Enquanto Shirl, personagem principal e alter ego de Sarah, se submete ao tratamento de inseminação artificial, a situação por ela vivida começa a refletir as dificuldades de sua criadora para conceber um bebê. Nesta obra, Susan Wiggs apresenta uma narrativa sobre os sonhos despedaçados de uma mulher e a descoberta de novas esperanças. ”


Um bom livro.

Segundas-chances e reencontros estão entre os meus temas (literários) favoritos. Eu adoro ler sobre pessoas que reinventam, que conseguem encontrar uma forma de dar a volta por, de serem felizes.

Apenas Respire é justamente sobre isso. Se reinventar. Começar de novo- e por que não rencontrar a paixonite da adolescência?

Sarah Moon é uma cartunista que está em tratamento de inseminação artificial após o marido ter passado por intenso tratamento contra um câncer nos testículos. Enquanto o marido esteve doente, Sarah deixou praticamente de existir par cuidar do marido. Um dia, após uma sessão na clínica de fertilidade, ela resolve ir ao trabalho dele e fazer uma surpresa- mas quem é surpreendida é ela: o safado estava no nheco-nheco com outra.

Ultrajada e ferida, Sarah larga tudo e resolve voltar para sua cidade natal, uma cidadezinha na costa da Califórnia. Ela não sabe o que vai fazer, mas simplesmente não pode mais ficar na mesma casa, na mesma cidade que aquele homem.

Obviamente, se apaixonar (ou simplesmente se envolver) por outro homem está completamente fora dos planos. Mas sabemos que não podemos controlar essas coisas, né? Sarah não pode. Ainda mais quando reencontra Will Bonner (só agora reparei no nome! O.o ), a paixão da adolescência. Anos atrás, Will é o garoto mais popular e Sarah, a esquisita. Hoje, ele é o chefe dos bombeiros e mora com a filha adolescente de sua ex-mulher.
É justamente Aurora, a filha de Will, quem acaba tendo um primeiro contato com Sarah. Amante das artes, a menina vê na mulher mais velha uma inspiração. Essa espécie de amizade acaba por juntar Sarah e Will. É justamente quando Sarah acha que sua vida está entrando nos eixos que ela tem um enorme surpresa.

Gostei bastante. Susan Wiggs consegue fazer de uma história que poderia ser triste e pesada e algo prazeroso e, em alguns momentos, até divertido. Sarah é uma mulher que deixou pensar em si mesma para cuidar do marido (o que acho não se pode estranhar, afinal ele estava com câncer) mas quando a traição aparece ela não dá ouvidos para discução. Ela sabe que precisa ir embora e, após muito tempo, pensar em si mesma. É á partir daí que ela começa a perceber que o casamento já estava no fim a muito tempo. A traição, por mais dura que tenha sido, foi apenas a cereja do bolo.

É bom ver uma mulher que quer seguir em frente, mas ao mesmo tempo tem os seus momentos de fraqueza e melancolia. Sarah não é uma super-heroína e Will tampouco é o herói perfeito, apesar de aparentar ser.

Eles nunca haviam sido amigos no passado mas é interessante ver como os anos e a maturidade podem mudar as pessoas. Will tinha um destino traçado quando era adolescente mas as coisas não saíram exatamente como planejado. O reencontro- e consequente amizade entre eles é mostrada de forma sensível.É um relacionamento que primeiro se estabelece atrás da confiança.

Vale também ressaltar que a história é intercalada por tirinhas de Shirl, a personagem alter-ego de Sarah e em cujas situações se espelham no que está acontecendo no livro.

Apenas Respire é um livro de ritmo constante, com uma escrita agradável. Muitas coisas acontecem no decorrer da trama e se, por um lado, isso enriqueceu a história, por outro, também foi o seu maior defeito. Achei que muitas situações passaram rápidas demais e faltou também profundidade em alguns momentos. Por mais de vez eu quis que a autora tivesse “demorado” um pouco mais em determinada situação.

De qualquer forma, Apenas Respireé aquele tipo de livro que faz a gente pensar um pouco e, mais importante, deixa o leitor satisfeito, feliz. É uma história sobre pessoas comuns mas especiais, a sua maneira. Se éque isso faz sentido.

Recomendo!

PS: detestei a capa!



Título Original: Just Breath
Autor: Susan Wiggs
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Gravidez, Segunda-Chance, Drama
Período: Atual. EUA.
Outra Capa:



4/5

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