quarta-feira, junho 29, 2016

Promoção de 7 anos do Blog: Outlander!


Oi, pessoas! Hoje é aniversário do Blog. 7 aninhos- e claro que vai ter uma promoção especial, né? Para comemorar resolvi sortear, com o apoio luxuoso da Editora Arqueiro, os dois primeiros livros da série OUTLANDER!



Não dá pra perder né?

Para participar é fácil, é só seguir os passos no Rafflecopter. Lembrando que,
VISITAR A PÁGINA NO FACEBOOK = CURTIR.

A única opção obrigatória é ser seguidor do blog via GFC, okay?

Regrinhas básicas:

1) Ser seguidor do Uma Conversa Sobre Livros
2) Ter um endereço de entrega no Brasil.
3) O período de inscrição irá até o dia 31/07.
4) O ganhador terá 3 dias para enviar um email para sweet.lemmon@yahoo.com.br
fornecendo seus dados completos para envio.
5) O blog não se responsabiliza por problemas dos Correios.


*** O ganhador irá receber 1 (um) exemplar do livro A Viajante do Tempo e 1 (um) exemplar do livro A Libélula no âmbar.

***O Livro Outlander 1- A Viajante do Tempo será enviado pela editora Arqueiro

*** O livro Outlander 2- A Libélula no âmbar será enviado por mim em até 60 dias***




a Rafflecopter giveaway








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Aniversário do Blog!



Hoje é o aniversário do blog. 7 anos. SETE anos. Nem acredito. Passei por altos e baixos, mas o Conversa sempre esteve de pé, ao meu lado. Parece até clichê falar isso, mas este meu “pedacinho” faz parte da minha vida e, apesar de alguns momentos de stress, me faz muito feliz. É como um refúgio da vida real.

Gosto demais.

Comecei sem grandes pretenções- e sete anos depois ainda estou aqui.

Tenho muito coisa para falar, mas, pra ser sincera, neste momento, só quero agradecer. Agradecer à todos que leem meus posts, que comentam. Através do blog conheci pessoas incríveis e só por isso ele já valeu a pena.

Que venham mais aniversários por aí.



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Ah! Claro que vai ter sorteio. *cof* Outlander*cof*. Fiquem de olho! :D
É só dar uma olhadinha AQUI!!

terça-feira, junho 28, 2016

[Resenha] Because Miss of Bridgerton - Julia Quinn


“Sometimes you find love in the most unexpected of places...
This is not one of those times.
Everyone expects Billie Bridgerton to marry one of the Rokesby brothers. The two families have been neighbors for centuries, and as a child the tomboyish Billie ran wild with Edward and Andrew. Either one would make a perfect husband... someday.
Sometimes you fall in love with exactly the person you think you should...
Or not.
There is only one Rokesby Billie absolutely cannot tolerate, and that is George. He may be the eldest and heir to the earldom, but he's arrogant, annoying, and she's absolutely certain he detests her. Which is perfectly convenient, as she can't stand the sight of him, either.
But sometimes fate has a wicked sense of humor...
Because when Billie and George are quite literally thrown together, a whole new sort of sparks begins to fly. And when these lifelong adversaries finally kiss, they just might discover that the one person they can't abide is the one person they can't live without...”




Se tem uma coisa que me incomoda é aquele tipo de fã que não enxerga nada além de perfeição em seu ídolo. Isso vale para fãs de atores e atrizes, cantores...e escritores. É como se o fato de você ser crítico à alguma obra de seu autor(a) favorito significasse que você não é tão fã assim. Vejo muito isso em grupos da Nora Roberts- e me irrita. Bastante.

Por que eu estou dizendo isso? Eu sou fã da Julia Quinn. Muito antes dela ser publicada aqui no Brasil. E por mais que eu adore os livros isso não significa que eu acho eles todos maravilhosos e sem falhas. Ninguém- e nada- é completamente perfeito.

Because of Miss Bridgerton é um caso assim. Gostei bastante, mas esperava beeeem mais.

Para quem é fã de romances históricos e gosta da autora, a simples menção de um livro protagonizado por um Bridgerton já causa siricuticos. Tudo bem que a história se passa antes dos acontecimentos dos livros que a gente tanto ama, mas Bridgerton é Bridgerton, né?

E Billie Bridgerton é uma Bridgerton sem tirar nem por. Irmã mais velha de Edmund (o pai da prole que amamos!), Billie vive com os pais e a irmã mais nova na propriedade da família em Kent, interior da Inglaterra. Ela sabe que tudo será herdado pelo irmão mais novo, que é apenas um menino, mas mesmo assim ajuda seu pai na administração do local. Billie sabe que tem talento para o trabalho mas também sabe que é apenas algo passageiro- nunca uma mulher poderia administrar. Assim como ela também sabe que seu destino é se casar ( o que precisa ser logo, pois já é uma “velha” de 23 anos!) e provavelmente seu futuro marido será um dos irmãos Rokesbys, vizinhos e amigos de longa data. Bem, os irmãos Rokesbys menos George, o irritante irmão mais velho.

Nem preciso dizer com quem ela irá se envolver, né?

Sim, Because of Miss Bridgerton é mas um daqueles romances de “amor e ódio” onde o casal finge que se odeia, passa metade da história se azucrinando pra depois se jogarem nos braços um do outro. Claro, tem o estilo e humor irônico da autora, mas mesmo assim não traz muitas novidades.

Billie e George são ótimos personagens, e os dois tem aquela força que faz a gente torcer por eles. Gostei particularmente de George e pude senti a dor e peso da responsabilidade que ele carrega nas costas. Ele é um homem quase triste, preso pelo destino de ser o filho mais velho. Billie é quase seu oposto, aparentemente livre sem preocupações, mas com o tempo é possível perceber que não é bem assim. Apesar de tudo, é uma moça de família e mais dia, menos dia terá que fazer oq eu é esperado dela: um bom casamento e feliz.

Eu não sou muito fã (em romances) do séc. 18, mas a história aqui foi bem ambientada, com a Revolução Americana como pano de fundo. Parece estranho criticar um livro, que no geral, eu gostei. A história é leve, divertida, com os tons dramáticos nos momentos certos mas falta algo. E, no meu ponto de vista, faltou uma trama melhor. Por mais que os protagonistas (e os outros personagens) sejam ótimos e o pano de fundo da guerra seja de imensa importância para o resto da série, senti que isso não bastou.

Because of Miss Bridgerton é um livro bem divertido. Eu mesma me peguei rindo sozinha em vários momentos, mas não pude deixar de sentir uma pontada de decepção no final da leitura. (E olha que o final deixa a gente morrendo de curiosidade em relação ao próximo livro. ) Uma decepção de fã.

Porém, mesmo com todos os defeitos, quem gosta de romances de época- quem adora Julia Quinn- obviamente não deve deixar de ler. Afinal, Bridgerton é Bridgerton. E sempre vale a pena.


Título Original: Because Miss Bridgerton
Autor: Julia Quinn
Editora: Avon
Gênero: Romance Histórico
Série: Rokesbys – Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Amor e Ódio, Humor
Período: Séc. 18, Inglaterra
Outra Capa:
Adoro as capas das edições britânicas.

4/5
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quinta-feira, junho 23, 2016

[Resenha] Trilogia Breathing - Rebbeca Donovan


“Na cidade de Weslyn, Connecticut, onda a maioria das pessoas se preocupa em ver e ser vista, Emma Thomas preferia não ser percebida de forma alguma. Ela está mais preocupada em fingir perfeição enquanto puxa as mangas da blusa para baixo para esconder as marcas roxas, não querendo que ninguém perceba quão longe da perfeição ela realmente está. Sem esperar, ela encontra o amor. O amor a desafia a reconhecer seu valor, mas correndo o risco de revelar o terrível segredo que esconde.”


Hoje a resenha será um pouco diferente. Em vez de postar separadamente as resenhas dos três livros da série Breathing, resolvi colocar tudo numa resenha só. Por ser tratarem de sequências e estarem inteiramente interligados, não fazia sentido três posts separados- até porque o terceiro livro (e resenha) acabaria por revelar spoilers dos livros anteriores, né?

Mas deixemos de enrolação! O fato é que eu não saberia escrever três textos diferentes sobre Breathing. A história contada é forte, triste mas esperançosa. Iniciando como um Young Adult e concluindo tudo como um New Adult, a série fala sobre dor, abuso e a dificuldade de seguir em frente.

Emily “Emma” Thomas vive uma vida de horror e sofrimento. Aos dezesseis anos, tudo o que ela quer é terminar o ensino médio e sair de casa. Sofrendo abuso e humilhações quase diárias, ela sabe que a faculdade é a única chance de saída. Emma não quer ser ‘salva’, quer apenas escapar. Existe muito em jogo e para isso ela tem que se passar como invisível. Porém, claro, nem sempre é fácil. Ou possível.

Apesar do esforço que faz para esconder seu inferno pessoal, Emma não consegue esconder totalmente a verdade. Principalmente de sua única e melhor amiga, Sara. O problema é que Sara também é uma adolescente e não sabe lidar direito com aquele. É somente com a chegada de Evan, um novo aluno, que Emma começa a perceber que tem o direito a viver.

O que dizer? O que dizer? A violência doméstica é um assunto difícil, forte e delicado. Não existem concessões- e a autora não as faz. Ao mostrar tanto a violência física quanto a psicológica, o livro nos faz perceber como a violência acaba destruindo não só o físico como o psicológico da vítima. Pouco a pouco, Emma vai se anulando. Não vou mentir, no início, achei a personagem um pouco chata. Entendo (e sofri) com o que ela passava mas a forma como ela vai afastando aqueles que a amam é tão...argh! Além disso, Sara, por ser a melhor amiga (e filha de um juiz!) deveria ter contado tudo pra um adulto né?!

Ah, mas são detalhes. O trio principal é ótimo. Existe uma verdadeira amizade entre os três- sem contar que Sean é quase uma encarnação da perfeição. Que garoto fofo! Tá bom, algumas vezes ele é perfeito demais e parecia ser um pouco adulto demais para idade, mas quem liga?!

Obviamente a trilogia não é só sobre esse mar de sofrimento. Bem, quase. Se o primeiro livro é bem específico sobre o tema, as continuações são sobre as consequências e como é difícil a “vida que segue”. Não entrarei em detalhes, pois acho que é preciso ir descobrindo, desvendando, a história aos poucos, mas no decorrer da trama nos deparamos com outros personagens. Personagens fortes mas também caídos, além de quê fica perceptível que todos podem errar.

Usando uma linguagem precisa mas altamente emotiva, a autora constrói uma bela história de altos e baixos, no qual o final feliz nunca será certo nem garantido- assim como qualquer forma de abuso é inaceitável.

Nos dois primeiros livros, o texto é narrado em primeira pessoa por Emma. Normalmente não gosto deste tipo de narrativa, mas para este caso específico foi uma escolha bem acertada pois assim deu para sentir de perto a angústia e dor da personagem. Já no terceiro livro, essa narrativa em primeira pessoa é intercalada entre Emma e Evan e, apesar de gostar de múltiplos pontos de vista, achei que ficou confuso, com vários narradores numa mesma página.

A trilogia Breathing me tocou profundamente. Me emocionou e me fez pensar. Uma história forte e com personagens fortes. O única ponto realmente negativo foi que a autora pareceu se esquecer de alguns personagens que apareceram- e desapareceram- pelo caminho.

De todo modo, mesmo se você não seja fã de YAs e NAs- e, principalmente, se você for- Breathing é aquela série que precisa ser lida.


OBS: Eu coloquei apenas a sinopse do LIVRO UM. Se você quer evitar spoiler, NÃO LEIA as sinopses dos outros livros!

Recomendo.


A Trilogia


Livro 1- Uma Razão Para Respirar
Livro 2- Quase sem respirar
Livro 3- Eu escolhi respirar


Título Original: Reason to breath/ Barely breathing / Out of Breath
Autor: Rebbeca Donavan
Editora: Pandorga
Gênero: YA / New Adult
Série: Breathing
Sub-Gênero/Assunto: Abuso, Alccol e Drogas
Período: Atual. EUA.
Capas Originais:



4.5/5

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terça-feira, junho 21, 2016

[Resenha] Sedução da Seda - Loretta Chase


Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon.

Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna.
O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas.
Primeiro livro da série As Modistas, Sedução da seda é como um vestido minuciosamente desenhado por Loretta Chase: de cores suaves e românticas em alguns trechos, mas adornado com os detalhes perfeitos para seduzir.



Romântico, sexy, e com toques de originalidade.

Esqueça a mocinha virginal e pura. Marcelline Noirot pode ser várias coisas, menos isso. Dona, junto com suas duas irmãs, de ateliê de moda, Marcelline sabe que tem bom gosto e talento. O que lhe falta apenas é o reconhecimento público; mais especificamente falta aquela cliente especial que lhe trará fama e prestígio. Além de dinheiro, é claro. Numa sociedade onde é muito difícil as damas da sociedade mudarem seus hábitos, a única chance dela parece ser a jovem- e mal vestida- Lady Clara. O problema é que para isso, a modista precisa convencer Cleverdon,o prometido da moça , a transformá-la em sua cliente. E para esse “lobby”vale, digamos, praticamente tudo.

Marcelline não é nenhuma mocinha indefesa e Cleverdon não é nenhum santo- e um pouco de charme e tensão sexual nunca fizeram mal a ninguém, né?

A primeira vista podemos ter uma visão errada de Marcelline, como se ela fosse aquele tipo de mulher capaz de “tudo” por dinheiro, mas aos poucos vamos percebendo que não é bem assim. Ela sabe que é talentosa e o fato de ter tido uma vida difícil, quase miserável, a faz ter uma relação com o dinheiro, com o material, muito diferente dos nobres como Cleverdon. Ela sabe como o dinheiro, principalmente a falta dele, faz diferença. Porém, para ela, ele não é tudo. A família virá sempre em primeiro lugar. Ela é capaz de qualquer coisa pelas irmãs e pela pequena Lucie, sua filhinha de 6 anos. Eu acho que é o modo como ela encara as dificuldades que a faz uma personagem fascinante. Cleverdon é um típico herói romântico: aparentemente calhorda mas no fundo um herói de bom coração. Não existem grandes novidades em relação ao seu caráter- o que torna o casal “singular” é o fato dela ser uma burguesa.

Por que é isso que Marcelinne é: uma comerciante, uma burguesa. E naquela época, para a classe dominante ser burguês era ser de uma categoria inferior. Todavia, ela não se importa com isso. Ela não quer se casar com um príncipe. O que ela quer é que seu ateliê seja um sucesso. Ela quer trabalhar. Quanta diferença de tantas outras mocinhas!

E é esta diferença, essa “originalidade” que esta a grande sacada do livro, a sua grande diferença. Foi isso que me fisgou na história porque, devo confessar, o casal não me cativou. Não. Eu simplesmente não me apaixonei por eles. Nada exatamente contra, mas achei todo o resto, toda a ambientação muito melhor que a história de amor em si.

De qualquer forma, Sedução da Seda é uma leitura envolvente e cheia de pequenos nuances. A autora soube pontuar a história com crítica social sem parecer panfletária ou professoral. Com personagens fascinantes (a filhinha de Marcelline é uma fofura só!) e originais, é um livro que captura nossa atenção da primeira à última página.

E deixa a gente morrendo de vontade para ler os próximos livros da série.


Recomendo.

A Série:

Livro 1- Sedução da Seda
Livro 2- Escândalo de Cetim
Livro 3- Volúpia de veludo
Livro 4- Romance entre rendas

Capa da Edição Portuguesa:




Título Original: Silk is for seduction
Autor: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Série: As Modistas- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Crianças, Amor Proibido, Viúva
Período: Regência. Paris e Londres.


4/5

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quarta-feira, junho 15, 2016

[Resenha] Fique Comigo - Harlan Coben

A vida de Megan Pierce nem sempre foi um mar de rosas. Houve uma época em que ela nunca sabia como seria o dia seguinte. Mas hoje é mãe de dois filhos, tem um marido perfeito e a casa dos sonhos de qualquer mulher – e, apesar disso, se sente cada vez mais insatisfeita.

Ray Levine já foi um fotógrafo respeitado, mas agora, aos 40 anos, tem um emprego em que finge ser paparazzo para massagear o ego de jovens endinheirados obcecados em se tornar celebridades.

Broome é um detetive incapaz de esquecer um caso que nunca conseguiu resolver: há 17 anos, um pai de família desapareceu sem deixar rastro. Todos os anos ele visita a casa em que a mulher e os filhos do homem esperam seu retorno.

Essas pessoas levam vidas que nunca desejaram. Agora, um misterioso acontecimento fará com que seus caminhos se cruzem, obrigando-as a lidar com as terríveis consequências de fatos que pareciam enterrados havia muito tempo.

E, à medida que se deparam com a faceta sombria do sonho americano – o tédio dos subúrbios, a angústia da tentação, o desespero e os anseios que podem se esconder nas mais belas fachadas –, elas chegarão à chocante conclusão de que talvez não queiram deixar o passado para trás.




Primeiro livro de Harlan Coben, fora os da Myron Bolitar, que eu leio, Fique Comigo é uma leitura envolvente e interessante. Apesar d’eu ainda preferir Myron, Win e sua turma, esta foi uma boa leitura.


Ao meu ver, o livro não é exatamente m romance policial mas um romance de mistério com algumas tintas dramáticas. Sei que já disse isso várias vezes, mas quando se trata de um romance de mistério/suspense, quanto menos se souber melhor- e o básico aqui pode ser descoberto através da sinopse.

O que temos são três personagens, três pessoas, diferentes ligadas por um fato e um passado. Um desaparecimento no presente que parece ter resquícios com um caso do passado. Eu gostei bastante de como o autor mostrou os personagens principais, como cada um mudou mas ainda assim está, de alguma forma preso ao que fora antes. Apenas achei que um maior desenvolvido psicológico teria sido bom, principalmente no caso de Ray. Por ais que o livro seja de suspense, acho que seria sido bom se nós, os leitores, soubéssemos mais sobre o personagem.

Confesso que no inicio, o livro não estava me cativando. Não que fosse uma leitura chata ou algo do tipo, mas por se tratar deste gênero específico, esperava algo mais empolgante. Mas não é que, de repente, tudo mudou? É aí que entra o talento do autor. A partir de uma história sem grandes surpresas ou inovações, ele conseguiu transformar Fique Comigo numa leitura altamente envolvente.

Mesclando violência, drama e pitadas de um humor irônico, Fique Comigo torna-se impossível de se largar. E o livro se torna bom não somente porque fica mais “eletrizante”, mas sim porque, apesar de todo aparente caos e dissintonia, tudo faz sentido e se encaixa. Até mesmo aquelas peças que parecem “soltas” demais.

O que me incomodou, no entanto, foi o final. Mais respectivamente, como o final foi apresentado. Gostei bastante da ideia do motivo, mas a forma como ele é revelado ficou parecendo fala de vilão em desenho animado. Foi bastante forçado.

De qualquer forma, para quem é fã de histórias de suspense e mistério, Harlan Coben é sempre um nome a ser considerado e Fique Comigo é uma leitura mais do que indicada. Com um escrita leve (apesar do gênero e de algumas passagens), fluida e precisa, este livro é para deixar o leitor incapaz de dormir antes de saber o final.




Recomendo.


Título Original: Stay Close
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Gênero: Suspense
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Serial Killer, Falsa Identidade
Período: Atual. Atlantic City, EUA.
Outra Capa:

Achei essa capa MUITO melhor que a nacional.


4/5

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terça-feira, junho 07, 2016

[Resenha] Uma Chance Para Recomeçar - Lisa Kleypas


Victoria morreu em um trágico acidente, deixando sua filha Holly sob a responsabilidade do seu irmão, o solteiro convicto Mark. O tio Mark não se sentia muito preparado para cuidar da menina, mas assumiu o compromisso de devolver o sorriso aos seus lábios. No entanto, ele descon fia de que não esteja fazendo um bom trabalho, uma vez que Holly nunca mais falou desde que ficou órfã. Uma cartinha para o Papai Noel revela um desejo que pode ser a chave da felicidade de Holly: ela só quer ter uma mãe. Maggie perdeu o marido em uma batalha contra o câncer e não quer jamais - passar por tudo isso de novo. Por isso, ela fechou seu coração e prometeu a si mesma dedicar-se somente a sua nova loja de brinquedos em Friday Harbor, que permite às crianças viajar um pouco nas asas da imaginação. A amizade entre Maggie e Holly (que até passou a acreditar em fadas!) ao mesmo tempo comove e preocupa o tio Mark. Ele tem certeza de que a nova amiga fará bem a sua sobrinha, mas precisa decidir se a deixará entrar em sua própria vida... Nós também torcemos, do fundo do coração, para que Holly tenha uma linda noite de Natal.


Típico livro “fofinho”.

Uma Chance Para Recomeçar foi um daqueles raros casos no qual eu conheci (e assisti) primeiro ao filme e só depois fiquei sabendo do livro. O filme (cujo título me esqueci totalmente neste momento!) eu assisti por acaso, numa dessas zapeadas pela TV. Lembro que achei bonitinho, mas nada demais. Típico sessão da tarde. Contudo, quando vi que Novo Conceito estava lançando o livro fiquei curiosa pra ler- e, apesar dos dois (livro e filme) serem bem diferentes, a conclusão é a mesma: bonitinho, mas nada demais.

A primeira coisa que chama a atenção em Uma Chance Para Recomeçar é sua autora, Lisa Kleypas. Quem é fã de romances de época, obviamente sabe quem ela é: uma das melhores do gênero. Por isso, é sempre bom avisar que a Lisa dos romances históricos não é mesma Lisa deste romance contemporâneo. Aquela Lisa é bem melhor.

Como o próprio título já diz, Uma Chance Para Recomeçar fala sobre recomeços e, claro, segundas-chances. Novas expectativas. Maggie é uma jovem viúva que resolve recomeçar a vida abrindo uma loja de brinquedos numa pequena cidade litorânea. Tudo o que ela menos quer é se envolver com o outro homem. Obviamente, nem sempre as coisas acontecem conforme os planos. Mark é um solteirão que recebeu a guarda da sobrinha após a morte da irmã. Ele não sabe nada sobre crianças, muito menos meninas e, para complicar, a pequena não fala desde a morte da mãe. No ínicio, o rapaz não sabe o que fazer, mas ele começa logo a perceber a ligação da sobrinha com a jovem dona da loja de brinquedos local. Bem, bem, bem, já sabemos no que isso vai dar, né?

Cliquê? Com certeza, mas fofo também. Sabe aquela frase lugar comum “história de aquecer o coração”? Ela poderia facilmente ser uma descrição do livro. Uma Chance Para Recomeçar é daquelas histórias que fazem a gente se sentir melhor, mais otimista. Mark e Maggie são ótimos e Holly é uma graça de menina. O problema é que o livro, no geral, é muito fraquinho. A ideia está lá, os personagens também, mas falta algo. Por mais que seja tudo muito fofo, a falta de desenvolvimento da trama e dos personagens incomoda. Além disso, fiquei com a impressão de que estava lendo sobre uma historia e não a história em si. Por se tratar de Lisa Kleypas, é um pouco decepcionante.

De qualquer forma, é uma leitura agradável e simpática; ótima para levantar o astral.

Vale a pena a leitura.

PS:

Uma Chance Pra Recomeçar é o primeiro livro da série FRiday Harbor. Saiba mais sobre a série AQUI.

Título Original: Friday Harbor
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance Contemporâneo
Série:Christmas at Friday Harbor – Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Imperfeições, Viúva, Crianças, Segunda Chance
Período: Atual. EUA
Capa Original:



3.5/5

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