domingo, outubro 30, 2016

[Resenha] O Medo mais Profundo - Harlan Coben



“Na época da faculdade, Myron Bolitar teve seu primeiro relacionamento sério, que terminou de forma dolorosa quando a namorada o trocou por seu maior adversário no basquete. Por isso, a última pessoa no mundo que Myron deseja rever é Emily Downing.

Assim, ele tem uma grande surpresa quando, anos depois, ela aparece suplicando ajuda. Seu filho de 13 anos, Jeremy, está morrendo e precisa de um transplante de medula óssea – de um doador que sumiu sem deixar vestígios. E a revelação seguinte é ainda mais impactante: Myron é o pai do garoto.

Aturdido com a notícia, Myron dá início a uma busca pelo doador. Encontrá-lo, contudo, significa desvendar um mistério sombrio que envolve uma família inescrupulosa, uma série de sequestros e um jornalista em desgraça.

Nesse jogo de verdades dolorosas, Myron terá que descobrir uma forma de não perder o filho com quem sequer teve a chance de conviver.”



Um livro para se ler “de uma sentada só”.

Após os acontecimentos do livro anterior (Detalhe Final) , Myron Bolitar está morando com Win em Nova Iorque e mais do que disposto a reerguer sua empresa. Tudo o que ele menos quer é se envolver em mais uma investigação. Obviamente, querer não é poder. Quando sua ex-namorada, Emily reaparece pedindo a ajuda de Myron, o mais fácil seria negar. Infelizmente, o mais fácil não é possível. O filho dela, Jeremy, está sofrendo de uma terrível doença e precisa urgentemente de um transplante de medula. Um doador compatível foi encontrado- o que seria ótimo se ele não tivesse sumido da face da Terra. Emily quer que Myron o encontre.

Bem, Myron poderia até dizer que sente muito por ela, mas não faz mais este tipo de serviço, mas Emily lhe conta mais: Myron é o pai biológico do garoto.
Com seu habitual senso de dever e sem ao menos ter um tempo mais para “digerir” a nova informação, Myron sai em busca do doador desaparecido. E se depara com uma história que envolve segredos de família, jornalista em desgraça e um serial killer.
Como já se era de esperar, nada com Myron pode ser fácil, né?

Ai, que livro incrível. Você começa pensando que vai ser sobre determinada coisa e de repente o autor te leve para um lugar completamente diferente, onde a gente não sabe o que pensar. Não é uma questão de surpresas fácil e maniqueístas com o afã de mexer com o leitor. São desdobramentos na trama que me deixaram de queixo caído e doida para saber o que mais o Sr. Coben me reservava.

O O humor, tão presente nos livros da série, aparece de forma mais tímida em O medo Mais Profundo Assim como no livro anterior, existe aqui um certa melancolia.
Os personagens continuam incríveis, com um Myron mais introspectivo e finalmente ciente da finitude das coisas- e como tudo pode mudar. Win, ah, Win! Este continua sendo meu personagem favorito, uma alma aparentemente fria mas que sabe como ninguém avaliar situações e pessoas.
Ele é o ponto de equilíbrio.

O medo Mais Profundo é um livro emocionante, com uma trama bem escrita e desenvolvida. O melhor de tudo é que quando você pensa que está tudo solucionado, algo novo aparece e muda tudo. O livro provoca um sentimento meio paradoxal no qual ao mesmo tempo em que queremos saber logo o que aconteceu, não queremos que a história termine.

Recomendo!

**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**


A Série

Livro 1- Quebra de Confiança [RESENHA]
Livro 2- Jogada Mortal [RESENHA]
Livro 3- Sem Deixar Traços [RESENHA]
Livro 4- O Preço da Vitória (Back Spin)[RESENHA]
Livro 5- Um Passo em falso[RESENHA]
Livro 6- Detalhe Final[RESENHA]
Livro 7 O Medo Mais Profundo [RESENHA]
Livro 8- A Promessa – lançado pela editora ARX
Livro 9- Quando ela se foi
Livro 10- Alta Tensão
Livro 11- Home ---> Sim, você não leu errado TEM LIVRO NOVO DA SÉRIE!!!!



Título Original: Darkest fear
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Série Myron Bolitar-Livro 7
Gênero: Suspense
Sub-Gênero/Assunto: Serial Killer, Crime e Mistério
Período: Anos 200. Nova Iorque e Nova Jersey, EUA.



5/5
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quinta-feira, outubro 27, 2016

[Resenha] O Coração da Esfinge - Colleen Houck


“Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.

Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.

Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.

Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.

Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas..”



Um livro de transição.
O Coração de Esfinge é daqueles livros que podem parecer um pouco frustrantes para quem os lê- como se nada fosse efetivamente solucionado ou respondido- mas que possuem extrema importância para a série. Não sobre fatos em si, mas sim sobre o caminho que a protagonista Lily tem que percorrer para alcançar o seu objeto e, bem, ter um final feliz. Oremos.

A história se inicia praticamente do ponto onde O Despertar do Príncipe terminar. Lily está tentando seguir em frente. Fazer o que se espera dela. O que os pais dela esperam e preparam para ela. Porém, como já se era de imaginar, as coisas mudam. Anúbis reaparece e Lily precisa voltar ao Egito. O Egito dos deuses e deusas. Amon precisa de ajuda e, não só ele. A ligação entre os dois pode ser a chave para salvar o Cosmo. O problema é onde Amon está. E aí se inicia a jornada de Lily.

E como toda jornada, a jovem não iria terminá-la do jeito começou.
Antes do início da “caminhada” algo (que eu não vou dizer o que é, tá?) acontece que muda tudo. Lily não é mais Lily. Ou não somente ela. E essa mudança trará dádivas e problemas.

Lily é uma personagem interessante e carismática. Ao mesmo tempo que é forte e guerreira, tem dúvidas e medos. Ela enfrenta os desafios de cabeça erguida, mas em determinado momento, os sentimentos começam a ficar confusos. É aí que a autora sobre muito bem mexer com as emoções de não só seus personagens mas seus leitores.

O mundo criado, apesar de fantástico (no sentido de fantasia), consegue ser absurdamente real. É algo difícil de ser descrito,mas a sensação que tive ao ler O Coração da Esfinge era como se aquela terra e aquele mundo realmente existissem.
Como não poderia deixar de ser, Lily é o destaque da trama, assim como Amon é o fio-condutor, mas, existe uma personagem, que fez toda a diferença. É o ponto de desequilíbrio e, bem, um certo alívio cômico. Tia, a leoa. Infelizmente não posso dizer muito sobre ela, mas que personagem fantástico!

Apesar do amor ser algo extremamente importante para todo o andamento da história, não espere um livro sobre beijos e fortes emoções. Como eu disse, este é um livro de transição- e antes de tudo, é um livro de aventura. Todo o ritmo e desenvolvimento é de de um livro de aventura e, por isso, achei que os capítulos um tanto longo demais, acabaram tornando a leitura um pouco cansativa em alguns momentos.

O fato de ser narrado em primeira pessoa não me incomodou, mas, pessoalmente, em função a alguns aspectos da trama, penso que teria sido melhor um narrador em terceira voz.

O Coração da Esfinge é uma história vibrante, inquieta e cheia de energia. É impossível não se deixar seduzir pela mitologia egípcia e pelo mundo criado (e forjado) por Colleen Houck Com um enredo criativo e bem desenvolvido deixa um gostinho de quero mais. Muito mais.

Recomendo!

**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**



Série:
Livro 1: O Despertar do príncipe [Resenha]
Livro 2: O Coração da Esfinge
Livro 3: Reunited : expectativa de publicação em 2017.


Título Original:Recreated
Autor: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Série Deuses do Egito-Livro 2
Gênero: Fantasia
Sub-Gênero/Assunto: YA, Aventura
Período: Atual. Egito.


Capa Original:


4/5

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sábado, outubro 22, 2016

Promoção Aumentando a Estante! #Sorteio

Promo nova no ar, galerinha! o/




Oi, gente,



sabe aquele espaçozinho que ainda tem na sua estante? Sim, aquele! Nós resolvemos ocupá-lo.



Então, o Minha Velha Estante e seus blogs amigos se reuniram para te dar livros!!!



São três chances de ganhar. Participe e torça bastante!!!





Kit 1




Kit 2



Kit 3



REGRAS:

- Cada kit terá apenas 1 ganhador.

- Entraremos em contato com o ganhador que terá 48h para retornar o email com os seus dados para entrega.

- Os blogs tem 30 dias para o envio dos prêmios, após a confirmação do e-mail pelo vencedor. 

- Nas opções onde diz "Visit .... on Facebook", é obrigatório curtir a página correspondente.

- Cada participante só poderá ser sorteado em apenas 1 kit.

- Os sorteado deverá ter um endereço de entrega no Brasil.

- Nenhum blog será responsável por extravio ocasionado pelos Correios, bem como pelo custo de reenvio em caso de endereço incorreto.

- Os livros chegarão em datas diferentes pois serão enviados por blogs diferentes.

- O prazo para qualquer tipo de reclamação por parte de sorteados em relação à não entrega dos prêmios será até o dia 20/12/2016.

Qualquer dúvida deixe um comentário mande um email para minhavelhaestante@gmail.com.


BOA SORTE!!!
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quarta-feira, outubro 19, 2016

[Resenha] Inferno - Dan Brown

“Neste fascinante thriller, Dan Brown retoma a mistura magistral de história, arte, códigos e símbolos que o consagrou em "O Código Da Vinci", "Anjos e Demônios" e "O Símbolo Perdido" e faz de Inferno sua aposta mais alta até o momento.

No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado numa das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri.

Numa corrida contra o tempo, ele luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o leva para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo poema de Dante, e mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.”



Robert Langdon é o cara!

Depois de uma aventura um tanto sem graça em O Símbolo Perdido, o professor de História e simbologista mais querido está de volta em um thriller de suspense de tirar o fôlego. Anjos e Demônios continua sendo o meu favorito da série, mas Inferno não está muito atrás.

Este é daqueles livros de aventura e suspense que te prendem desde a primeira até a última linha. O que poderia ser algo cansativo e modorrento, nas m!aos de Dan Brown faz a gente roer as unhas. Assim como Indiana Jones, Langdon (ou seria Dan?) faz da História algo vivo e empolgante. Nada de lições maçantes. Florença está tão viva em Inferno que podemos praticamente sentir seus cheiros e ouvir seus ruídos. Impossível não ficar morrendo de vontade de voar para a Itália!

Quanto a trama, quanto se menos souber melhor. Até porque nem Langdon sabe. Sim, ele perdeu a memória dos dois anteriores. Isso já seria um problema, mas o que dizer quando você se encontra desmemoriado e com pessoas tentando te matar e você nem sabe o por quê. Ah, e você está em Florença.

Ao mesmo tempo, o perigo de uma nova Peste parece cada vez mais perto. Parece confuso, mais não é. Narrado sob vários pontos de vista, o autor nos dá as pistas nos momentos certos, revelando sim, mas não demais. E nem sempre as coisas são como parecem ser. E o fato de Langdon não lembrar de nada dá um nervosinho!

Inferno é uma aventura de primeira, com personagens fascinantes e uma trama que, aparentemente fantasiosa, faz pensar.


Não posso deixar de citar a tradução, muito boa. Langdon me pareceu mais jovial aqui e as frases tinham um ar mais descontraído e coloquial do que nos livros anteriores.

Claro que recomendo!

(PS: Ainda não vi o filme)


Título Original: Inferno
Editora: Arqueiro
Série Robert Langdon-Livro 4
Gênero: Suspense
Sub-Gênero/Assunto: Thriller, Aventura
Período: Atual. Itália e Turquia.

Outra Capa:



4/5

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terça-feira, outubro 18, 2016

[Lançamento] O Código Da Vinci: Versão Para Jovens - Dan Brown

Com o filme "Inferno" nos cinemas, nada mais apropriado do que o (re)lançamento de O Código Da Vinci em uma versão para jovens.








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segunda-feira, outubro 10, 2016

[Resenha] Quando o amor bater à sua porta - Samanta Holtz



“Malu Rocha é uma escritora de 29 anos independente, confiante e bem-sucedida. Mora sozinha em São José dos Pinhais, perto de Curitiba, onde mantém uma rotina regrada de pedalar todas as manhãs, escrever e, semanalmente, visitar o avô de 98 anos em uma casa de repouso.

Porém sua vida toda controlada sai do eixo quando um homem bate à sua porta e se apresenta como Luiz Otávio Veronezzi, dizendo ter perdido uma reunião marcada com ela. Malu não se lembra do compromisso e sua primeira reação é dispensá-lo. Mas o belo desconhecido insiste, explicando que sofreu um acidente de carro, ficou em coma e perdeu a memória, assim como seus documentos. As únicas coisas que restaram foram um pouco de dinheiro e um papel com o nome e o endereço de Malu, o nome dele e a data da reunião. Luiz confessa que a escritora era sua última esperança para descobrir a própria identidade.

O problema é que ela não tem a menor ideia de quem ele seja.

Desconfiada, mas sentindo-se responsável pelo acontecido, Malu decide ajudá-lo e embarca em uma jornada para descobrir quem ele é – o que acaba trazendo à tona muitos fatos sobre si mesma, seus medos e segredos mais bem guardados, além de um passado que preferia esquecer.

A bela narrativa e a trama que prende do começo ao fim nos convidam a acompanhar Malu e Luiz nessa busca que se transforma em uma história de amor de tirar o fôlego.”



Uma história de amor.

Quando eu solicitei Quando o amor bater à sua porta à editora, eu não sabia muito bem o que esperar. Tinha lido ótimos comentários a respeito da autora, mas nunca tinha lido nada dela. A sinopse tinha chamado minha atenção e isto era o que bastava.

De forma bem direta, posso dizer que gostei bastante da leitura. Quando o amor bater à sua porta é uma bela história de amor e autoconhecimento- bem desenvolvida e , principalmente, muito bem escrita. E isso fez toda a diferença. A autora se valeu de alguns elementos clichês da literatura romântica (exemplo, o mocinho, Luiz Otávio, é perfeito demais) e soube conduzir uma história simples e delicada sem afetações ou melodramas. Não existe um vilão, mas as próprias angústias e dúvidas dos personagens, o que, a meu ver tornou tudo muito mais interessante.

Tá certo, eu nunca deixaria um homem estranho (por mais lindo e sexy que fosse) entrar na minha casa. Ainda mais se eu morasse sozinha. Por outro lado, adorei a forma como a relação entre a jovem escrita Malu Rocha e o desmemoriado Luiz Otávio se desenvolve. Claro, desde o início existe uma atração mas os dois já não começam o livro mal se olhando e arrancando as roupas um do outro. É algo que vai se construindo aos poucos.

Quando o amor bater à sua porta seria um daqueles romances favoritos e "praticamente"perfeitos se não fossem alguns detalhes como, a mocinha. Malu é uma chata. Chatilda chatona. Descrita como uma jovem de 29 anos, ela age como se fosse uma solteirona ranzinza de 50. Luiz Otávio é puro sol, Malu é cinza. Talvez se ela tivesse 30 e poucos anos até eu poderia ter compreendido ela melhor, mas uma pessoa de 29 com a alma velha daquele jeito? Não deu para aguentar. Eu amei a forma como ela cresce como pessoa e me apaixonei pela relação dela com o avô. Lindo. Mas foi isso; no geral, ela era insuportável.

Outro ponto que eu não gostei foi o tom muito "auto-ajuda" de algumas passagens. Já mencionei o quanto gostei da escrita de Samanta Holtz e justamente por isso, achei que alguns momentos de "lição de vida" me soaram destoantes com a qualidade da obra. Ficou algo meio professoral demais. Desnecessário.

Por fim, o fato de não ser mostrado o momento em que Luiz Otávio recobra a memória foi altamente frustrante. Sério mesmo, Samanta?! Esperei o livro inteiro por essa cena.

Nossa, até tá parecendo que eu só vi defeitos no livro! Muito pelo contrário. Apesar de tudo, Quando o amor bater à sua porta é daqueles romances envolventes que fazem a gente se sentir bem, mais leves. Não é uma história de paixões arrebatadoras, mas sobre pessoas que se encontram fora de seus eixos, de seus portos-seguros. Até mesmo o clichê de algumas situações foi muito bem explorado.Além disso, adorei o fato do livro se passar no Brasil, com personagens brasileiros- e nomes brasileiros!

Por fim, Quando o amor bater à sua porta é um romance altamente recomendável. Uma história de amor que vale muito a pena ler.Já posso dizer que vou ficar de olho nessa autora.


Recomendo.



Título Original: Quando o amor bater à sua porta
Autor: Samanta Holtz
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance
Sub-Gênero/Assunto: Escritores, Romance Contemporâneo
Período: Atual. Paraná e São Paulo, Brasil.

4/5



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quarta-feira, outubro 05, 2016

[Resenha] A Farsa - Christopher Reich @editoraarqueiro


“Durante uma escalada nos Alpes suíços, o cirurgião Jonathan Ransom e sua bela esposa, Emma, são surpreendidos por uma avalanche. Na tentativa de buscar abrigo contra uma tempestade iminente, ela fratura a perna, cai em uma greta e morre.
Vinte e quatro horas depois, Jonathan recebe um misterioso envelope endereçado à mulher contendo dois recibos de bagagem de uma longínqua estação de trem. Ao resgatar as malas, ele é surpreendido por dois homens que tentam tirá-las de suas mãos. Durante a briga, o médico acaba matando um deles e deixando o outro gravemente ferido - e só então descobre que eram policiais.
No meio desse turbilhão de acontecimentos, ele jamais poderia imaginar que a situação ficaria ainda pior. Ao abrir as malas, Jonathan descobre estranhos objetos que revelam a verdadeira identidade de Emma: uma agente secreta envolvida em atos terroristas e espionagem internacional.
Procurando desesperadamente compreender os fatos e salvar a própria vida, ele se torna alvo de uma perseguição implacável, tomando parte em uma conspiração que coloca em risco a humanidade.
Sua chance de sobreviver é descobrir a realidade por trás da enigmática Emma, que, sob a fachada de enfermeira da ONG Médicos Sem Fronteiras, tinha ligações com terrorismo, manipulação de urânio e tentativas de destruição de Israel.
Aclamado pelos críticos como um novo mestre do suspense, Christopher Reich mescla personagens e fatos surpreendentes nesta trama de espionagem cheia de reviravoltas, aventuras e intrigas.”


EU VOLTEEEI!!!!

Após um longo e tenebroso inverno, estou de volta! Setembro foi um mês de muito trabalho, sem finais de semana e feriados, mas agora as coisas estão voltando ao normal.

Vamos então falar de livros? Não li muito; simplesmente não tive tempo e o único livro que consegui finalizar (que vergonha!) foi... bem, vamos dizer assim, O livro Errado Na Hora Errada. Sim, A Farsa, primeiro livro de uma série de thrillers, foi aquele tipo de livro “legal” mas que demandava mais atenção do que aquela que eu estava propícia a dar.

Jonathan Ransom é um médico da Médicos Sem Fronteiras que após perder a esposa em um trágico acidente durante a escalada descobre que nada era o que parecia; principalmente sua esposa. Jonathan parte então em busca de respostas, ao mesmo tempo em que uma trama de morte e espionagem acontece e ele se vê completamente envolvido- e perseguido.

Para quem gosta de livros de ação e suspense, A Farsa é um prato cheio. Desde as primeiras frases, o autor nos envolve em uma trama de ritmo frenético, com muitos acontecimentos e desdobramentos. Este é o grande trunfo do livro, mas, para mim, também o grande problema.

 A farsa é daqueles livros em que não podemos desviar a atenção um só segundo, qualquer semi-informação é importante para trama e, honestamente, eu não estava no clima para um livro assim. O fato é, eu não consegui aproveitar a leitura. Eu sabia que o livro era interessante e queria muito saber como tudo iria se resolver, mas a leitura simplesmente não conseguiu me prender. O interessante é que eu realmente gostei do protagonista, um homem “quase” comum, sem a pretensão de ser um super-herói ou algo do tipo. Ao mesmo tempo em que Jonathan é muita emoção, ele sabe ser frio quando é necessário. Além disso, gostei também do fato da narrativa ser feita sob vários pontos-de-vista; o autor nos dá pistas e respostas durante toda a leitura, mas sem entregar totalmente as surpresas.


É por isso que eu não pude dar uma nota para o livro: não seria justo. Eu teria aproveitado muito mais a leitura se tivesse lido em outro momento.

A Farsa é uma leitura interessante, que demanda atenção- e que deve agradar muito aos fãs do gênero.


Título Original: Rules of Deception
Autor: Christopher Reich
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller
Série: Jonathan Ransom – Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Falsa Identidade, Médicos, Suspense
Período: Atual. Suiça.
Outra Capa:


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