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segunda-feira, dezembro 09, 2019

[Resenha] O Jardim de Elisabeth- Flavia Cunha


“Elisabeth Venice teve sua vida transformada após a morte de sua mãe. Sofreu nas mãos de um pai violento e o medo a transformou em uma criatura apática, sem vida, de emoções controladas. A única forma de penetrar nos sentimentos de Lisa, era ao conhecer o seu jardim cheio de vida, cor e um profundo sentimento de paz.

Raymond Venice sente-se culpado por todo o sofrimento que a irmã passou e para tentar ajudá-la conta com a ajuda de Richard Talbot um velho amigo que lhe deve um grande favor. Richard se apaixona por Lisa e tenta fazê-la desabrochar para a vida... mas será Lisa capaz de amá-lo?”




O chamado “romance de banca” sempre foi olhado com certa desconfiança por muita gente. Eu, inclusive.


“Tolo demais.”

“Açucarado demais.”

“Bobinho.”

Sim, o romance “de mulherzinha” é tudo isso. E muito mais. Ainda bem. Com a falência da Nova Cultural e os novos rumos da Halerquin acabamos perdendo um pouco daquele habito de procurar toda semana/quinzena uma nova história de amor nas bancas de jornal. É um tempo que não volta mais- e que eu tenho saudades. Isso quer dizer que o romance água com açúcar acabou? Muito pelo contrário! Só mudou a mídia.

E nessas novas mídias, Flavia Cunha é uma das rainhas do “novo” romance de banca. Não acredita? O Jardim de Elisabeth é a prova disso.

Herdeiro direto dos mais deliciosos romances água com açúcar, o primeiro livro da série Amor Eterno é um deleite para quem adora um bom romance com direito a mocinha sofredora, macho alfa, abuso e amor tórrido.

A história de amor entre Elisabeth, a jovem atormentada por um passado cheio de abusos, e Richard, um rico e alegre bom-vivand é cheia de altos e baixos que nos fazem ficar grudados na leitura, sempre ansiosos por um final feliz. Apesar de ser um romance contemporâneo, a trama poderia se passar tranquilamente num romance de época qualquer. Sabe aqueles romances atemporais? Pois é.

Além disso, apesar de toda a carga de drama, em nenhum momento o livro se torna enfadonho ou a mocinha mimizenta demais. A gente sofre por ela; quer dar um abraço bem forte. O abuso é um tema sempre complicado, e sempre existe o risco de se resvalar na pieguice ou no melodrama. Por isso foi muito bom ver a delicadeza com a qual a autora tratou o tema.

Bem, já viram que eu adorei o livro né?

Para dias tão difíceis como os que estamos vivendo, O Jardim de Elisabeth é o escape perfeito.

Claro que recomendo!

NA AMAZON

Título Original: O Jardim de Elisabeth
Autor: Flavia Cunha
Editora: Amazon
Série Amor Eterno- Livro 1
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Abuso
Período: Atual. Inglaterra.

5/5
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sexta-feira, junho 28, 2019

[Resenha] A Força que nos atrai - Brittainy C. Cherry


“Romance da mesma autora de Sr. Daniels. Graham e Lucy não foram feitos um para o outro, mas é impossível resistir à atração que os une. Graham é um escritor atormentado, com o coração fechado para o mundo. Casado com Jane, em um relacionamento sem amor, ele vê sua vida virar de cabeça para baixo quando Talon, sua filha, nasce prematura e corre risco de morte. Abandonado pela esposa, ele agora precisa abrir seu frio coração para o desafio de ser pai solteiro. A única pessoa que se oferece para ajudá-lo é Lucy, a irmã quase desconhecida de Jane. Apaixonada pela vida, falante e intensa, ela é o completo oposto de Graham. Os cuidados com a bebê acabam aproximando os dois, e Lucy aos poucos consegue derreter o gelo no coração de Graham. Juntos, eles descobrirão o amor, mas os fantasmas do passado podem pôr tudo a perder. ”



Melodrama na medida certa.

Nos últimos tempos, Brittainy C. Cherry tem sido uma das minhas autoras favoritas no que se referem a histórias carregadas de drama; sem medo de carregar nas tintas, ela sempre conta histórias poderosas e dramáticas mas sempre no ponto certo. Drama sim, dramalhão jamais.
A premissa é conhecida dos leitores da autora: duas almas sofridas complicadas se encontram, mas o que pode parecer mais do mesmo, ela sempre consegue fazer algo diferente.

Por uma série de circunstâncias (que eu não vou falar, tá? A surpresa é bem melhor!) as vidas de Lucy, uma florista sonhadora e de bem com a vida e de Graham, um escritor famoso e desiludido, acabam se entrelaçando.

Mais do que uma simples situação de “opostos que se atraem” , A força que nos atrai é um romance sobre cumplicidade, aceitação das próprias fraquezas, mas, principalmente, sobre se deixar ter uma segunda chance.

Eu adoro romances sensuais, onde o sexo tem um grande papel na trama, mas a autora fez uma escolha acertada de colocar a relação física em segundo plano. Eu já mencionei a palavra cumplicidade, mas ela é realmente a força motriz desta história. Lucy e Graham se tornam verdadeiros companheiros, melhores amigos, mesmo que eles mesmos não consigam perceber.

Graham é um homem de personalidade forte. Beirando a “ogrice”, ele não é uma pessoa de meias palavras e pode muita vezes ser de uma sinceridade e secura quase cruel, mas em nenhum momento Graham menospreza Lucy ou exala machismo. Ele é o personagem mais interessante de toda a história- e apesar de, de modo geral, A força que nos atrai girar em torno de Lucy, é Graham que faz se tornar interessante e irresistível.

Aliás, o grande ponto fraco do livro é justamente sua protagonista. Lucy é simplesmente “solar” demais e isso acaba incomodando. Em determinado momento, me perguntei se ela gostava de ser feita de trouxa. Não estou dizendo que devemos guardar rancores, mas um pouco de autoestima é bom! Bem, talvez seja meu lado escorpiano falando mais alto.

Apesar de não ser o meu livro favorito da autora, A força que nos atrai me encantou profundamente. Com uma escrita precisa, mas leve e cheia de sentimentos, o livro nos mostra que sempre existe a oportunidade para uma segunda chance.





Claro que recomendo!


Título Original: The Gravity of Us
Autor: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Coleção: Elemments
Gênero: Romance
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Família
Período: Atual. EUA.


4/5

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sábado, janeiro 05, 2019

[RESENHA] Os Imortalistas, de Chloe Benjamin


“Se você soubesse a data de sua morte, como viveria sua vida? É 1969 no Lower East Side de Nova York e os rumores na vizinhança são sobre a chegada de uma mulher mística, uma vidente que se diz ser capaz de dizer a qualquer um qual será o dia de sua morte. As crianças Gold – quatro adolescentes que estão começando a conhecer a si mesmos – saem de casa sorrateiramente para saber sua sorte. As profecias informam as próximas cinco décadas de sua vida. Simon, o menino de ouro, escapa para a costa oeste, procurando por amor na São Francisco dos anos 80; a sonhadora Klara se torna uma ilusionista em Las Vegas, obcecada em misturar realidade e fantasia; Daniel, o filho mais velho, luta para se manter seguro como um médico do exército após o 9 de setembro; e Varya, a amante dos livros, se dedica a pesquisas sobre longevidade, nas quais ela testa os limites entre ciência e imortalidade. Um romance notavelmente ambicioso e profundo com uma brilhante história de amor familiar, Os imortalistas explora a linha tênue entre destino e escolha, realidade e ilusão, este mundo e o próximo. É uma prova emocionante do poder da literatura, da essência da fé e da força implacável dos laços familiares.”


Estou de volta!!!

Sim, vocês devem ter percebido que o blog ficou numa espécie de hiatus, né? Pois é, eu tive alguns probleminhas pessoais que , somados a uma terrível ressaca literária e ao fato do meu computador ter morrido, fizeram com que eu deixasse o Conversa um pouco de lado.

Mas é bom estar de volta!

Bem, agora vamos ao que interessa. A primeira resenha de 2019 é de um livro que li no final do ano passado e, sinceramente, ainda não tenho uma opinião totalmente formada sobre ele.
Os Imortalistas é um livro diferente; talvez essa seja a única certeza.

Tudo se basea na questão: “O que você faria se soubesse o dia de sua morte?”
Na Nova Iorque de 1969, quatro irmãos de origem judaica, no que seria uma aventura aparentemente inconsequente, acaba por mudar a vida deles para sempre.

A partir desse momento, Os Imortalistas é divido em quatro partes. Cada uma mostrando o que acontece com cada irmão, como cada umresolveu “viver” a vida, sabendo exatmente o dia em que ela terminaria.

O jovem que vai viver o amor livre na San Francisco dos anos 80; a sonhadora que revolve ser mágica; o médico que viveu as consequencias do 11 de setembro, e aquela que busca a eternidade.
O ponto em comum entre eles é a vida em si; como vivê-la (ou não) em sua plenitude. O problema, a meu ver, é forma como isso foi conduzido. Tirando a história de Simon, e sua vida de excessos e descoberta da própria sexualidade, achei tudo pasteurizado demais. Sem emoção.

Eu achei interessante como a autora coloca a fé e tradições judaicas no contexto do livro, mas nada é muito aprofundado. Nem mesmo questões pertinentes como o suicídio e o transtorno pós-traumático.
Os Imortalista me deixou a impressão de ser uma ideia ambiciosa, mas que morreu na praia. Não consegui me conectar com os personagens, nem com os seus dramas. Uma pena.

E vocês, já leram o livro? Se sim, me contem o que acharam.

Ah, e o que vocês fariam se soubessem o dia de sua morte?

***

O livro foi gentilmente cedido pela editora. E a edição é linda, viu. Capa dura e aveludada. Magnífico trabalho de arte.
Título Original: The Immortalists
Autor: Chloe Benjamin
Editora: Harper Collins Brasil
Gênero: Drama
Sub-Gênero/Assunto: Família
Período: 1969-2017. Nova York, Las Vegas e São Francisco, EUA.


2.5/5




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segunda-feira, abril 10, 2017

[Resenha] O Ar Que Ele Respira - Brittainy C. Cherry


“Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás daquele ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth procura se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.”



Que história triste.

Que livro lindo!

Um ano após a trágica morte do marido,Elizabeth deixa a casa da mãe, onde ficou para “lamber as feridas” e, com a filha pequena, volta para sua cidade. Ela quer finalmente seguir em frente. Ou pelo menos, tentar.

É nesta tentativa de recomeço que ela conhece Tristan, um homem amargurado, odiado pela cidade e que parece ter sentimentos somente para o seu cachorro, Zeus.

(Pausa para dizer que o Zeus é um fofo! E a filhinha da Elizabeth também.)

Elizabeth e Tristan são duas almas quebradas que acabam encontrando um no outro, uma espécie de conforto.

O Ar Que Ele Respira fala sobre perda, dor e a dificuldade de seguir em frente. Estranhos no início, Elizabeth e Tristan passam a usar o sexo como fórmula de escape e uma tentativa de esquecimento- porém a dor continua lá, forte. É claro que a partir de um certo momneto, a relação entre eles deixa de ser somente sexual.

Eu gostei muito como a autora desenvolveu o casal e o relacionamento entre eles. Os dois são sentimentais e ao mesmo tempo que muitas vezes o sexo é quase raivoso, é impossível não perceber a amizade nascendo. Foi interessante ver um herói que não esconde sentimentos.

O livro é lindo, cheio de passagens lindas e muitas vezes dolorosas. O problema, a meu ver, a inclusão de um vilão na trama. Foi desnecessário;um elemento que não acrescentou em nada (apesar do final ter sido emocionante, eu admito!) Particularmente, preferiria que os únicos vilões a serem combatidos tivessem sido eles mesmos.

De qualquer forma, O Ar Que Ele Respira foi uma leitura maravilhosa, que me fez rir e me emocionar. Com uma escrita fluida, a autora soube muito bem mexer com os sentimentos.

Ah,como soube!

Claro que recomendo!

***O livro faz parte da série Elements. São livros independentes que tem em comum um Elemento da natureza.***


Título Original: The air he breathes
Autor: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Série Elements-Livro 1
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Drama, viúva, crianças, segunda chance
Período: Atual. EUA
Outra Capa:


4.5/5
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quinta-feira, março 16, 2017

[Resenha] A Promessa - Richard Paul Evans


“Ela havia perdido todas as esperanças... e encontrou um homem que cumpre suas promessas...

Beth Cardall tem um segredo. Durante dezoito anos, ela não teve escolha senão guardá-lo para si, mas, na véspera do Natal de 2008, tudo isso está prestes a mudar.

Para Beth, 1989 foi um ano marcado pela tragédia. Sua vida estava desmoronando: sua filha de seis anos, Charlotte, sofria de uma doença misteriosa; seu casamento transformou-se de uma relação aparentemente feliz e carinhosa em algo repleto de traição e sofrimento; seu trabalho estava por um fio e ela perdera totalmente a capacidade para confiar, ter esperanças e acreditar em si mesma.

Até que, um dia extremamente frio, após atravessar uma nevasca até a loja de conveniência mais próxima, Beth encontra Matthew, um homem misterioso e encantador, que mudaria de uma só vez o curso de sua vida”



Agridoce.
A Promessa é um daqueles livros que emocionam, mas deixam a gente com uma sensação meio estranha. É um livro feliz, mas ao mesmo tempo não é.

Narrado em forma de memórias, conta como o ano de 1989 foi especial para a jovem Beth Cardall. Recém-separada e mãe de uma menina de 6 anos, ela encontra na figura de um desconhecido, Matthew a força para seguir em frente.

Ao mesmo tempo em que é misterioso e avesso a se envolver romanticamente, ele parece saber muito sobre ela e a filha e, mais, acaba por se tornar um amigo imprescindível.

A Promessa fala de amor, mas não necessariamente do amor romântico ao qual estamos muito acostumados. Aqui é algo mais. Não há muito como definir, e é por isso que a leitura deixa um certo sabor de estranheza.

É um belo livro, emocional e diria até profundo. O bom é que o autor não se deixou levar pelo drama barato ou por soluções extremamente melodramáticas. Apenas achei que faltou uma explicação maior sobre o que acontece entre o presente (2008) e o ano da visita de Matthew.
De qualquer forma, é um livro que faz pensar e onde o final feliz talvez não seja aquele que esperamos.

Vale a Pena a Leitura!

E essa música é parte importantíssima da história. Linda.



Título Original: Promise me
Autor: Richard Paul Evans
Editora: Leya/Lua de Papel
Gênero: Romance
Sub-Gênero/Assunto: Viagem no Tempo, Drama, Família, Crianças
Período: 1989 e 2008. EUA.

4/5

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terça-feira, junho 07, 2016

[Resenha] Uma Chance Para Recomeçar - Lisa Kleypas


Victoria morreu em um trágico acidente, deixando sua filha Holly sob a responsabilidade do seu irmão, o solteiro convicto Mark. O tio Mark não se sentia muito preparado para cuidar da menina, mas assumiu o compromisso de devolver o sorriso aos seus lábios. No entanto, ele descon fia de que não esteja fazendo um bom trabalho, uma vez que Holly nunca mais falou desde que ficou órfã. Uma cartinha para o Papai Noel revela um desejo que pode ser a chave da felicidade de Holly: ela só quer ter uma mãe. Maggie perdeu o marido em uma batalha contra o câncer e não quer jamais - passar por tudo isso de novo. Por isso, ela fechou seu coração e prometeu a si mesma dedicar-se somente a sua nova loja de brinquedos em Friday Harbor, que permite às crianças viajar um pouco nas asas da imaginação. A amizade entre Maggie e Holly (que até passou a acreditar em fadas!) ao mesmo tempo comove e preocupa o tio Mark. Ele tem certeza de que a nova amiga fará bem a sua sobrinha, mas precisa decidir se a deixará entrar em sua própria vida... Nós também torcemos, do fundo do coração, para que Holly tenha uma linda noite de Natal.


Típico livro “fofinho”.

Uma Chance Para Recomeçar foi um daqueles raros casos no qual eu conheci (e assisti) primeiro ao filme e só depois fiquei sabendo do livro. O filme (cujo título me esqueci totalmente neste momento!) eu assisti por acaso, numa dessas zapeadas pela TV. Lembro que achei bonitinho, mas nada demais. Típico sessão da tarde. Contudo, quando vi que Novo Conceito estava lançando o livro fiquei curiosa pra ler- e, apesar dos dois (livro e filme) serem bem diferentes, a conclusão é a mesma: bonitinho, mas nada demais.

A primeira coisa que chama a atenção em Uma Chance Para Recomeçar é sua autora, Lisa Kleypas. Quem é fã de romances de época, obviamente sabe quem ela é: uma das melhores do gênero. Por isso, é sempre bom avisar que a Lisa dos romances históricos não é mesma Lisa deste romance contemporâneo. Aquela Lisa é bem melhor.

Como o próprio título já diz, Uma Chance Para Recomeçar fala sobre recomeços e, claro, segundas-chances. Novas expectativas. Maggie é uma jovem viúva que resolve recomeçar a vida abrindo uma loja de brinquedos numa pequena cidade litorânea. Tudo o que ela menos quer é se envolver com o outro homem. Obviamente, nem sempre as coisas acontecem conforme os planos. Mark é um solteirão que recebeu a guarda da sobrinha após a morte da irmã. Ele não sabe nada sobre crianças, muito menos meninas e, para complicar, a pequena não fala desde a morte da mãe. No ínicio, o rapaz não sabe o que fazer, mas ele começa logo a perceber a ligação da sobrinha com a jovem dona da loja de brinquedos local. Bem, bem, bem, já sabemos no que isso vai dar, né?

Cliquê? Com certeza, mas fofo também. Sabe aquela frase lugar comum “história de aquecer o coração”? Ela poderia facilmente ser uma descrição do livro. Uma Chance Para Recomeçar é daquelas histórias que fazem a gente se sentir melhor, mais otimista. Mark e Maggie são ótimos e Holly é uma graça de menina. O problema é que o livro, no geral, é muito fraquinho. A ideia está lá, os personagens também, mas falta algo. Por mais que seja tudo muito fofo, a falta de desenvolvimento da trama e dos personagens incomoda. Além disso, fiquei com a impressão de que estava lendo sobre uma historia e não a história em si. Por se tratar de Lisa Kleypas, é um pouco decepcionante.

De qualquer forma, é uma leitura agradável e simpática; ótima para levantar o astral.

Vale a pena a leitura.

PS:

Uma Chance Pra Recomeçar é o primeiro livro da série FRiday Harbor. Saiba mais sobre a série AQUI.

Título Original: Friday Harbor
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance Contemporâneo
Série:Christmas at Friday Harbor – Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Imperfeições, Viúva, Crianças, Segunda Chance
Período: Atual. EUA
Capa Original:



3.5/5

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terça-feira, maio 31, 2016

[Resenha] Ligeiramente Seduzidos, de Mary Balogh



Jovem, estonteante e nascida em berço de ouro. É apenas isso que Gervase Ashford, o conde de Rosthorn, enxerga em Morgan Bedwyn quando a conhece, num dos bailes da alta sociedade inglesa em Bruxelas.

Em circunstâncias normais, ele não olharia para ela duas vezes prefere mulheres mais velhas e experientes. Porém, ao saber que Morgan é irmã de Wulfric Bedwyn, a quem Gervase culpa pelos nove anos que passou longe da Inglaterra, decide que ela é o instrumento perfeito para satisfazer seu desejo de vingança.

Mas Morgan, apesar de jovem e inocente, também é independente e voluntariosa e, assim que entende as intenções do conde, se prepara para virar o jogo e deixar claro que não se deixará manipular por ninguém.

Em Ligeiramente Seduzidos, quarto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos brinda com mais uma história fascinante. Em uma trama repleta de traição e vingança, escândalo e sedução, ela mostra que o caminho para o amor pode ser difícil, mas que a recompensa faz cada passo valer a pena.





Ótimo como literatura, mas o romance...

Esta foi uma daquelas resenhas difíceis de se fazer; ao mesmo tempo que eu gostei do livro, achei que ele também deixou bastante a desejar.

Ligeiramente Seduzidos é quarto livro da deliciosa série Os Bedwyns e conta a história da mais nova da família, Morgan Bedwyn, a única que não herdou o característico nariz da trupe.

À primeira vista, o livro é sobre vingança, mas logo de início vamos percebendo que não é exatamente sobre isso. Apesar do tema estar sempre presente, é a questão da guerra (as perdas e os horrores) que mais está entremeada no decorrer da história. É mais a guerra- e suas consequências- e não a vingança que faz tudo se desenrolar.

Gervase Ashford passou nove anos longe da Inglaterra, em um exílio imposto por seu pai, amargurando a saudade de casa e nutrindo um ódio por Wulfric Bedwyn, quem ele julga ser responsável por sua infelicidade. Ele nunca havia pensado seriamente em se vingar do chefe da família Bedwyn, porém, quando, por acaso, na Bélgica, conhece a irmã mais nova dele, Morgan, a ideia de vingança tornar-se irresistível. Morgan é bonita, rica, voluntariosa, mas também tem somente 18 anos. Facilmente “seduzível”. Bem, fácil não é bem a palavra. Está certo, eles se tornam muito próximos, mas o que os aproxima não é somente uma questão de atração, mas uma amizade muito forte- uma amizade que começa a surgir quando a guerra e a morte chega mais perto do que eles poderiam imaginar.

Ligeiramente Seduzidos é muito bem escrito. A primeira parte, principalmente, é ao mesmo tempo cheia de nuances e cores fortes da dor e da morte dos soldados e daqueles que cuidam deles. A escrita aqui é primorosa e forma como a autora vai transformando aquela mocinha meio metida em alguém que literalmente põe na mão na massa é maravilhoso. No ponto mais triste do livro, é quase palpável a dor dela- e também a de Wulfric. Existe um momento específico que aquele homem aparentemente sem emoção se deixa entregar pela dor. Sem uma palavra ser dita.E é lindo.

O problema é que o livro é bom por causa disso e não devido ao casal. Nada contra Gervase e Morgan. Eu até gostei dos dois, mas faltou romance. Pura e simplesmente. Além disso, a questão da vingança acabou sendo mal aproveitada, a meu ver. Gervase me pareceu muito indeciso e esperava um pouco mais de ação- de drama!- nesse quesito. Até gostei de algumas soluções que a autora deu, colocando em pauta alguns assuntos tabus.

Apesar de ter me emocionado em alguns momentos, Ligeiramente Seduzidos não foi aquele tipo de livro que me fez suspirar- e isso eu acho um pouco triste, pois a série como um todo é deliciosa. Penso que o livro está mais para um drama bem feito do que para um romance arrebatador.

De qualquer forma, apesar de tudo, é uma leitura que faz pensar e que vale muito a pena conferir.


A série

Os Bedwyns é o spin-off de dois livros ainda não lançados no Brasil:
Livro 1- One Night For Love
Livro 2- A summer to Remember

Os Bedwyns

Livro 1-Ligeiramente Casados
Livro 2-Ligeiramente Maliciosos
Livro 3-Ligeiramente escandalosos
Livro 4- Ligeiramente Seduzidos
Livro 5- Ligeiramente Pecaminosos
Livro 6- Ligeiramente Perigosos


Título Original: Slightly Tempted
Autor: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Série:Bedwyns – Livro 4
Sub-Gênero/Assunto: Vingança, drama
Período: Regência. Inglaterra.

Outra Capa:



3.5/5
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quarta-feira, dezembro 09, 2015

[Resenha] O Céu Está Em Todo Lugar - Jandy Nelson

“Eu deveria estar de luto, não me apaixonando. Às vezes é preciso perder tudo, para encontrar a si mesmo... Lennie Walker, obcecada por livros e música, tocava clarinete e vivia de forma segura e feliz, à sombra de sua brilhante irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre de forma abrupta, Lennie é lançada ao centro de sua própria vida, e, apesar de não ter nenhum histórico com rapazes, ela se vê, subitamente, lutando para encontrar o equilíbrio entre dois: um deles a tira da tristeza, o outro a consola. O romance é uma celebração do amor, também um retrato da perda. A luta de Lennie, para encontrar sua própria melodia em meio ao ruído que a circunda, é sempre honesta, porém hilária e, sobretudo, inesquecível.”

Um bom YA,mas não um favorito.

Sabe aquele livro que todos falam bem, que tem uma capa linda e um ótimo trabalho gráfico mas que quando você finalmente o lê não se apaixona pela leitura como pensou que se apaixonaria?

Pois é, foi o meu caso com O Céu está em Todo Lugar. Eu ganhei o livro de presente há alguns anos e, honestamente, a única coisa que eu sabia (em termos de sinopse) é que falava sobre morte- ou a superação dela.
O primeiro grande problema que eu encontrei é que, sim, o livro fala sobre a tentativa de superar uma morte, mas também tem como tema um triângulo amoroso. Isso já me quebrou. Não curto o tema; pelo menos não desde que tinha uns 15, 16 anos de de idade. Mas tudo bem, resolvi seguir em frente. O fato é que, mesmo com uma história bonita, O Céu está em Todo Lugar não me conquistou.

Lennie Walker é uma adolescente de 17 anos que está tentando superar (não que isso seja totalmente possível) a morte inesperada da irmã mais velha. Ela quer apenas ficar em seu canto e lamber suas feridas, mas tudo muda com a chegada de um aluno novo, Joe Fontaine e a súbita atração que começa a sentir em relação ao namorado da irmã morta, Toby

Entããão... aí é que está o problema. A relação de Toby e Lennie foi, para dizer o mínimo, nada a ver. Tudo bem, os dois estavam de luto e tudo mais, porém não foi algo que me fizesse condoer da situação ou deles. E então tem esse Joe. Rapaz simpático, sem dúvida. Mas surgido do nada! As primeiras visitas dele à casa em que Lennie mora com o tio e a avó são, bem, bizarras. Pra mim, ele me pareceu mais uma cópia mal-feita do Ettiene St. Claire, de Anna e o Beijo Francês.

Mas sabe, mesmo assim, Toby e e Joe não são de todo mal. O grande problema foi mesmo Lennie. Não sei se era para sentir pena dela, porque se foi, não aconteceu comigo. Claro, a dor dela deve ter sido enorme, mas ela agia como se fosse a única a ter sofrido uma perda. Em um determinado momento, a avó a chama de egoísta. Nada mais justo. Ali, a personagem da avó excêntrica diz tudo o que eu, como leitora, estava sentindo.


Pode até estar parecendo que eu detestei o livro, mas não eu até que gostei. Bastante. Tirando Lennie, com quem eu realmente não me "conectei", eu gostei dos personagens. Até mesmo de Joe e de Toby. Além disso, a vovó e o tio são ótimos. Claro que eu não poderia deixar de mencionar- mais uma vez- a parte gráfica;mais do que simplesmente "embelezar" o livro, ela se mistura com a própria história. Cartas, mensagens, rabiscos, fazem com que a gente se conecte (nem que seja um pouco) com a protagonista. Acho que gostei mais- e entendi mais- Lennie nestes pequenos fragmentos no que no texto padrão do livro.


No geral, O Céu está em Todo Lugar é um belo livro; tem passagens lindíssimas e tocantes, mas me deixou com a impressão de que o mais bonito não era a história em si mas algumas cenas esparsas e os "recortes" presentes no livro.
Eu sei que muita gente ama- e vai amar o livro, por isso gosto sempre de salientar que o que eu escrevi aqui vem de uma opinião pessoal, gosto pessoal.


Mas, sabe, apesar de tudo, eu acho sim que vale a pena ler.

Sim, eu sou confusa. hehehe

Título Original: The Sky is Everywhere
Autor: Jandy Nelson
Editora: Novo Conceito
Gênero: Jovem Adulto (YA)
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Triângulo Amoroso
Período: Atual. EUA.
Outra capa:


3.5/5

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terça-feira, dezembro 01, 2015

[Resenha] Apenas Respire - Susan Wiggs



“A cartunista Sarah Moon procura driblar os problemas da vida em sua tirinha 'Apenas Respire'. Enquanto Shirl, personagem principal e alter ego de Sarah, se submete ao tratamento de inseminação artificial, a situação por ela vivida começa a refletir as dificuldades de sua criadora para conceber um bebê. Nesta obra, Susan Wiggs apresenta uma narrativa sobre os sonhos despedaçados de uma mulher e a descoberta de novas esperanças. ”


Um bom livro.

Segundas-chances e reencontros estão entre os meus temas (literários) favoritos. Eu adoro ler sobre pessoas que reinventam, que conseguem encontrar uma forma de dar a volta por, de serem felizes.

Apenas Respire é justamente sobre isso. Se reinventar. Começar de novo- e por que não rencontrar a paixonite da adolescência?

Sarah Moon é uma cartunista que está em tratamento de inseminação artificial após o marido ter passado por intenso tratamento contra um câncer nos testículos. Enquanto o marido esteve doente, Sarah deixou praticamente de existir par cuidar do marido. Um dia, após uma sessão na clínica de fertilidade, ela resolve ir ao trabalho dele e fazer uma surpresa- mas quem é surpreendida é ela: o safado estava no nheco-nheco com outra.

Ultrajada e ferida, Sarah larga tudo e resolve voltar para sua cidade natal, uma cidadezinha na costa da Califórnia. Ela não sabe o que vai fazer, mas simplesmente não pode mais ficar na mesma casa, na mesma cidade que aquele homem.

Obviamente, se apaixonar (ou simplesmente se envolver) por outro homem está completamente fora dos planos. Mas sabemos que não podemos controlar essas coisas, né? Sarah não pode. Ainda mais quando reencontra Will Bonner (só agora reparei no nome! O.o ), a paixão da adolescência. Anos atrás, Will é o garoto mais popular e Sarah, a esquisita. Hoje, ele é o chefe dos bombeiros e mora com a filha adolescente de sua ex-mulher.
É justamente Aurora, a filha de Will, quem acaba tendo um primeiro contato com Sarah. Amante das artes, a menina vê na mulher mais velha uma inspiração. Essa espécie de amizade acaba por juntar Sarah e Will. É justamente quando Sarah acha que sua vida está entrando nos eixos que ela tem um enorme surpresa.

Gostei bastante. Susan Wiggs consegue fazer de uma história que poderia ser triste e pesada e algo prazeroso e, em alguns momentos, até divertido. Sarah é uma mulher que deixou pensar em si mesma para cuidar do marido (o que acho não se pode estranhar, afinal ele estava com câncer) mas quando a traição aparece ela não dá ouvidos para discução. Ela sabe que precisa ir embora e, após muito tempo, pensar em si mesma. É á partir daí que ela começa a perceber que o casamento já estava no fim a muito tempo. A traição, por mais dura que tenha sido, foi apenas a cereja do bolo.

É bom ver uma mulher que quer seguir em frente, mas ao mesmo tempo tem os seus momentos de fraqueza e melancolia. Sarah não é uma super-heroína e Will tampouco é o herói perfeito, apesar de aparentar ser.

Eles nunca haviam sido amigos no passado mas é interessante ver como os anos e a maturidade podem mudar as pessoas. Will tinha um destino traçado quando era adolescente mas as coisas não saíram exatamente como planejado. O reencontro- e consequente amizade entre eles é mostrada de forma sensível.É um relacionamento que primeiro se estabelece atrás da confiança.

Vale também ressaltar que a história é intercalada por tirinhas de Shirl, a personagem alter-ego de Sarah e em cujas situações se espelham no que está acontecendo no livro.

Apenas Respire é um livro de ritmo constante, com uma escrita agradável. Muitas coisas acontecem no decorrer da trama e se, por um lado, isso enriqueceu a história, por outro, também foi o seu maior defeito. Achei que muitas situações passaram rápidas demais e faltou também profundidade em alguns momentos. Por mais de vez eu quis que a autora tivesse “demorado” um pouco mais em determinada situação.

De qualquer forma, Apenas Respireé aquele tipo de livro que faz a gente pensar um pouco e, mais importante, deixa o leitor satisfeito, feliz. É uma história sobre pessoas comuns mas especiais, a sua maneira. Se éque isso faz sentido.

Recomendo!

PS: detestei a capa!



Título Original: Just Breath
Autor: Susan Wiggs
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Gravidez, Segunda-Chance, Drama
Período: Atual. EUA.
Outra Capa:



4/5

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terça-feira, outubro 20, 2015

[Resenha] A Estrada do Mar - Barbara Delinsky


“Após dez anos de casamento, Rachel Keats e Jack McGill se divorciaram e seguiram caminhos separados. Jack permaneceu em San Francisco. Já Rachel mudou-se com suas as filhas pequenas para Big Sur.
Seis anos mais tarde, um alarmante telefonema no meio da noite, faz Jack pôr de lado a sua vida ocupada e a carreira como arquiteto chefe, para correr à cama de hospital onde sua ex-esposa está. Enquanto ela permanece em coma, Jack mantém-se em vigília constante, o que o faz conhecer Rachel melhor do que em todos os anos em que estiveram juntos - por meio de suas filhas, seus amigos, e, ainda mais, por meio de sua arte.

Enquanto isso, a beleza e a graça de Redwood canyon, onde ela fez seu lar, também exerce sua própria alquimia especial sobre Jack. Ele começa a ver Rachel, suas filhas, e a história de seu casamento com novos olhos.”



Um favorito.

Eu leio (não com tanta frequência, é verdade) YAs. Eu adoro os New Adults, e tenho toda uma simpatia pelos chick-lits. Adoro os romances água com açúcar com seus personagens que ainda estão para descobrir o amor. É bom ler sobre pessoas jovens- sobre o amor jovem.Porém, também é muito bom sair um pouco deste panorama e ler sobre personagens adultos, com uma vida adulta.

Um romance adulto. Uma história sobre reencontro e segundas-chances.

A estrada do mar é justamente sobre isso. Segunda-chance, e compreensão do passado.

Rachel e Jack estão divorciados à mais de 10 anos. O casamento de 5 anos acabou quando ela partiu de São Francisco para morar em uma pequena cidade no litoral da Califórnia. Os dois não ficaram totalmente sem contato, afinal, eles tinham duas filhas, uma de 13 e outra de 15 anos, mas os seus reencontros se resumiam às visitas de domingo que ele fazia.

Cada um tem sua nova vida, com seus projetos e ambições. Porém, quando Jack recebe um telefonema dizendo que a ex-esposa sofreu uma acidente de carro e está em coma, ele sabe que precisa ir até lá e tomar providências. Afinal, como ele mesmo costuma dizer, o divórcio foi da esposa e não das filhas.

O problema é que quando ele chega lá, Jack percebe que não pode ir embora. Ele não quer ir embora. E é nesta estada, nesta espera, que ele acaba descobrindo coisas sobre Rachel. Sobre a vida dela e sobre os motivos que a levaram a ir embora de São Francisco. Além, é claro, de conhecer melhor as duas filhas.

Eu amei. Fiquei completamente apaixonada por esse livro. À primeira vista, parece ser uma história parada sobre um homem velando uma mulher em coma, mas é muito mais do que isso. A Estrada do Mar fala sobre relações humanas, sobre erros e acertos. Jack e Raquel não se separaram por que deixaram de se amar,e aos poucos ele vai percebendo isso. Á medida que o tempo passa, e ela não acorda, Jack começa a ter consciência daquilo que deixou escapar e, principalmente, de que ainda a ama.
Ao mesmo tempo, ele também vai aprendendo como é ser par em tempo integral; como lidar com uma filha adolescente temperamental, e a outra, extremamente sensível, com uma gatinha doente.

Alternando o presente com flashbacks, a autora constrói uma trama sólida e cheia de significados. As histórias paralelas fazem sentido, é como se complementassem com a trama principal. E até mesmo o ambiente externo, o lugar e suas peculiaridades tem a sua importância.

À medida que eu fui lendo, eu fui me envolvendo, até ficar totalmente encantada pela história e seus personagens. Adorei que a autora não tratou ninguém como herói ou vilão. Todos ali tinham a sua parcela de culpa, ou acerto.
No livro não tem muito romance exatamente, mas a história de amor está ali, forte, em cada palavra e gesto.

Eu gosto muito da escrita da Barbara Delinsky. Ela sabe falar sobre as pequenas delicadezas humanas, os dramas, sem parecer piegas ou cansativa. É uma pena que seus livros, aqui no Brasil, sejam tão caros. Ainda mais se pensarmos que, além de tudo, tem páginas brancas!

A minha única crítica é em relação ao fina. Achei muito abrupto e , com certeza, faltou um epílogo. Mas, sabe, eu gostei tanto da história que não consegui dar menos que 5 estrelinhas (e olha que isso é difícil, hein?!).

Se eu recomendo?Claro que sim!


Título Original: Slightly Scandalous
Autor: Barbara Delinsky
Editora: Bertrand
Gênero: Drama
Sub-Gênero/Assunto: Romance, Doenças, Reencontro, Segunda Chance
Período: Final dos Anos 90. Litoral da Califórnia, EUA.

Outra Capa:



5/5

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quarta-feira, setembro 24, 2014

Desaparecida, de Catherine McKenzie


Quem nunca sonhou em recomeçar a própria vida do zero? A jovem advogada Emma Tupper se vê diante dessa oportunidade quando volta para casa, após passar seis meses desaparecida na África. Surpresa, constata que todos acreditam que ela estava... morta.

Emma descobre que sua antiga vida foi apagada. O apartamento onde vivia acaba de ser alugado para um novo inquilino, o misterioso fotógrafo Dominic. No escritório de advocacia no qual construía uma carreira brilhante com vistas ao cargo de sócia, sua rival Sophie se apossou não só de seus clientes e de sua sala, mas também de seu namorado, Craig.

Enquanto tenta resolver o caos em que se transformou seu mundo, Emma se questiona: ela era feliz antes de sua viagem à África? Tinha valido a pena se sacrificar tanto em nome do trabalho? Amava Craig de verdade? Queria mesmo ter aquela vida de volta?

Romântico e espirituoso, Desaparecida revela a envolvente trama de uma mulher à procura de si mesma.



Encantador.

Sempre que eu me deparo com um Chick-Lit, eu fico com um certo receio do que eu vou encontrar. Eu gosto do Gênero, gosto de ler um romance “adulto” mais leve e divertido, porém, muitas vezes me sinto frustrada com a forma como as “mocinhas” de chick-lit são representadas;quase que invariavelmente são mulheres de 30 e poucos anos, solteiras e que agem como idiotas.

Este não é o caso de Emma, a protagonista de Desaparecida. Ela é uma jovem advogada de 34 anos, com uma carreira promissora e um namorado que “está sempre lá”. Uma boa vida, cheia de possibilidades. Porém tudo começa a mudar quando sua mãe, e único parente vivo, morre e lhe deixa de “herança” uma passagem para a África e um pedido para que ela fique um mês lá. Aquele era um sonho da falecida e ela gostaria que fosse realizado, nem que fosse pela única filha. Claro que Emma fica um pouco insegura em aceitar, ou encarar este desafio, afinal, um mês longe de tudo e todos e muita coisa, ainda mais para quem está prestes a se tornar sócia da empresa de advocacia aonde trabalha. Todavia, ela vai e, como era de se esperar, nada acontece como o esperado.

Aquele um mês acabou se transformando em 6 meses. Emma ficara doente e, além disso, um terremoto tornou praticamente impossível o contato com o mundo exterior.

Quando Emma finalmente volta para casa, ela descobre que nada está como antes. Primeiro ela havia sido dada como desaparecida e, depois, finalmente, como morta. Sim, as pessoas acharam que ela tinha morrido naquele terremoto... e seguiram a vida. Seu emprego não estava mais tão “promissor”, o namorado fiel estava agora com sua rival da empresa e seu apartamento tinha um novo inquilino, um fotógrafo chamado Dominic.

Essa volta à realidade, ou à antiga vida, é um verdadeiro baque para Emma; não só os outros mudaram como, principalmente, ela mesma. Nem tudo o que era tão importante antes o é agora. Ela está em outro ritmo. Diferente. E aprendendo a se conhecer.

No decorrer do livro, vamos acompanhando essa jornada de Emma, esse “retorno” e como ela tenta se reintegrar à vida. Desaparecida não é um livro de romance rasgado, mas tem passagens extremamente doces e encantadoras. Em uma determinada e importante cena romântica, devo confessar que senti borboletinhas na barriga; um arrepio gostoso que me fez sorrir tolamente.

"E, Deus, como é bom poder se apoiar em um homem, sentir-se querida, presente, estar no centro dos pensamentos dele. Não importa que o motivo seja mera solidão, uma perda dolorosa ou uma mão esmagada contra um armário duro.Eu não me importo, não me importo. Não me importo mesmo."

Eu adorei a amizade de Emma com a amiga Stephanie e principalmente sua relação com Dominic. Ele é um homem misterioso e fechado mas que acaba fazendo parte da “turma”. A interação dos três é ótima (sim, dos três!) porém tem um momento que o rapaz me decepcionou. Achei o que ele fez de uma infantilidade tão grande! Aff

O livro apresenta elementos típicos do gênero “Chick-Lit” como a mocinha de trinta e poucos anos, a melhor amiga, a rival vagaranha e o mocinho que parece ser “perfeito”, mas o que eu gostei aqui é que Emma É e age como uma adulta. Claro que ela e Stephanie tem os seus momentos de tontice (mas quais amigas/mulheres não os tem?) Eu amei que em NENHUM momento eu senti vergonha alheia por ela.

Desaparecida é um livro encantador, divertido e romântico mas que também faz pensar. A autora conduz a história de maneira bem fluida e interessante, alternando cenas do presente e do passado de Emma na África, onde vamos descobrindo mais sobre o que aconteceu lá. Até mesmo uma subtrama sobre o roubo de uma obra de arte que, à primeira vista, parece ser algo sem importância, vai fazer sentido no final.

O final é uma graça, típico das mais doces Comédias Românticas do Cinema (eu na verdade, visualizei completamente a cena) e por mais que tenha acabado de modo perfeito, deixa aquele gostinho de quero mais.

Recomendo.


Título Original: Forgotten
Autor: Catherine McKenzie
Editora: Leya
Gênero: Chick-Lit
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Drama
Período: Atual. Canada.

Outras Capas:
Achei a capa brasileira a mais bonita.





Este Livro foi gentilmente cedido pela editora.


4/5

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