terça-feira, janeiro 05, 2021

Bridgerton, a série. #Netflix


Após um longo e tenebroso inverno período, estou de volta. Ainda devagarzinho, mas voltando.

E pra (re)iniciar, nada melhor que um bom romance de época, né. A série Bridgerton é a sensação do momento. De modo geral, eu gostei bastante, mas tenho algumas ressalvas.

A 1ª coisa para se aproveitar melhor a série é se esquecer dos livros. Ou pelo menos em parte. São duas mídias diferentes- e uma adaptação audiovisual nunca será igual ao produto original.




*Confesso que, de início, achei estranho o elenco multirracial, mas foi algo momentâneo. A pluralidade sempre faz bem. Sem contar, que estudos históricos apontam que a Rainha Carlota (ou Charlotte) tinha ascendência africana. Eu apenas não gostei da atriz. Aquela cara de que sempre estava de mau humor ou que algo estava fedendo me irritou. Não sei se era pra ser engraçado, mas não curti.

*Falando em elenco, no geral, achei os atores okay. Ninguém extraordinário mas também comprometeu o resultado final. Só não achei ninguém lindo de morrer. O Duque é extremamente sexy, mas o resto achei bem bleh.  Nenhuma beleza inconteste como descrito nos livros.

* Esperava uma Lady Danbury diferente. Achei a atriz muito jovem e nada daquilo que eu estava esperando. Faltou humor à personagem.

*Aliás, Humor é algo que eu senti falta na série. Uma das coisas que eu mais gosto nos livros da Julia Quinn é justamente o humor, a ironia fina.

*Eloise tá a cara da Bernadete de Chocolate com Pimenta.

* Se o Duque é o mais sexy, Penélope é a melhor personagem. E Marina, de longe, a pior.

*Aliás, por que enfiaram essa Marina na história? É a mudança mais evidente em relação ao livro e só serviu pra passar raiva. Além de uma sonsa, insuportável, mudou totalmente a personalidade do Colin.

*Adorei a cumplicidade de Eloise e Benedict (mais até do que Eloise e Penélope) e espero que não inventem moda em relação à ele. Acho o máximo ter um personagem LGBT+ em uma história de época, mas ele já tem dona!

* Esperava mais da "conversa" entre Daphne e Violet. No livro, a cena é hilária. Na série, passou batida. Nem emocionante foi.

*No inicio,  não estava gostando muito do Anthony mas com o passar dos episódios, ele foi me conquistando. Acho que foi o personagem que mais cresceu.

*E o que era aquela franja da Daphne? Ela cortou sozinha? Sem contar que estava torcendo mais pro Príncipe do que pro Duque. 

Ah, e episódios de quase 1 hora de duração... pra quê?!

Bridgerton é um grande romance água-com-açúcar e é ótimo no que se propõe. Diverte, distrai e emociona. 

Não é uma série perfeita, mas já estou na torcida por novas  temporadas!

(Ah, e não gostei que revelaram *o* segredo logo de cara.)





NOTA: 8/10




photo Thais1_zpssfusghrx.gif

terça-feira, abril 14, 2020

[Resenha] Segredos de um Coração Indomável - Flavia Cunha



“James Passero jurou que se vingaria dos culpados pelo assassinato dos seus pais. E ele gastou cada segundo da sua vida preparando-se para esse momento e tornando-se um campeão dos rodeios e um empresário bem sucedido. Agora, prestes a concluir sua vingança, James vê sua vida mudar ao se envolver com a advogada do seu maior inimigo.

Evie Larsson tem uma dívida de gratidão com Beau Keller e por isso aceita viajar para Springville e ser sua advogada. Mas, ela não sabe que faz parte de um plano para envolver e seduzir James Passero, um homem por quem ela está a um passo de se apaixonar.

Entre intrigas do presente e revelações do passado, pode o amor superar os obstáculos e desvendar os segredos de um coração indomável?”




Macho-Alfa sim. Ogro jamais!

Segredos de um Coração Indomável tem um início bem tradicional, com a história clássica de possíveis inimigos que se apaixonam perdidamente.

James Pasero é um belo homem, bem resolvido financeiramente, mas que nunca conseguiu superar a trágica morte de seus pais; seu objetivo de vida é justamente se vingar daquele que ele julga ser o culpado, seu próprio avô.

Ao voltar ao local de suas origens, James acaba se encantando por Evie Larsson, justamente a advogada daquele que ele tanto odeia.

A autora poderia conduzir a história como tantas outras do gênero onde os desentendimentos, as falsas acusações e brigas estão em primeiro plano. Mas eis que aí é que esta o diferencial desta história. James não é um ogro sem razão. Ele não se deixa enganar maquinações que querem destruir sua felicidade com Evie. E eu adorei isso! Nada mais frustrante quando o casal acredita em todo o tipo de mentira para separá-los. Sim, meus caros, James e Evie não são burros! E isso não quer dizer que falta drama ou emoção à história. Muito pelo contrário.

O romance está em todas as páginas- ele só não deixa a gente irritada.

James e Evie é aquele típico casal “gostável”, que a gente torce desde o primeiro momento. A masculinidade dele e o romantismo dela estão na medida certa. O machismo e a misoginia não têm vez. Tempos modernos, não é mesmo? Romântico não precisa ser ultrapassado.

Apenas primeiro beijo entre eles me decepcionou um pouco. Achei meio abatalhoado, apressado. Esperava algo mais Romântico, mais sexy mesmo.

De qualquer forma, Segredos de um Coração Indomável é uma história adorável, leve.

Do tipo que deixa a gente feliz.

Claro que recomendo!

(E detalhe: tem várias “participações especiais” do pessoal lá de Springville!)

Saiba Mais- AMAZON

Título Original: Segredos de um Coração Indomável
Autor: Flavia Cunha
Editora: Clube dos Autores
Série Faz parte do Universo de Springville
Gênero: Romance
Sub-Gênero/Assunto: Romance Nacional, Cowboys,
Período: Atual.



4/5
 photo Thais1_zpssfusghrx.gif

domingo, março 22, 2020

[Resenha] O Caso Saint-Fiacre, de Georges Simenon


“O comissário Maigret volta à sua cidade natal, onde ainda se mantém de pé o velho castelo em que seu pai trabalhou como administrador e onde ele, Maigret, passou toda a infância. Vai investigar a misteriosa morte da condessa de Saint-Fiacre, proprietária do castelo. Ao analisar o crime, cometido em plena missa de Finados, Maigret precisa encarar a decadência dos poderosos Saint-Fiacre e rever figuras que povoaram sua infância”



História clássica de detetive.

Apesar de amar a literatura de suspense e de meus avós terem alguns livros dele na estante, eu não me lembrava de ter lido algo de Simenon.
Ando muito sem tempo ( e paciência) ultimamente mas resolvi dar uma chance a uma edição de bolso que estava esquecida aqui em casa, atraindo poeira. Sabe, é bom, de vez em quando, pegar conhecer escritas novas.

Tudo se inicia quando o comissário de polícia, Maigret, recebe um bilhete dizendo que uma morte irá acontecer durante a missa de finados na igreja da pequena cidade de Saint-Fiacre. O bilhete em si já seria algo insólito, mas aquela não era uma cidadezinha qualquer; era a cidade natal do comissário e de onde ele não havia retornado fazia muito anos. Claro que ele vai à cidade; claro que uma morte acontece. E, em volta disso, muitos suspeitos, motivos e alguns fantasmas do passado.

O Caso Saint-Fiacre segue a cartilha dos romances policiais clássicos: uma morte, muitos suspeitos e um detetive/investigador atrás da verdade. O estilo de Simenon não tem a finesse de Conan Doyle nem a sagacidade de Agatha Christie, mas ele consegue manter até a última página o clima de mistério. Eu apenas me incomodei um pouco com o formato da prosa. Não sei se algo vindo do original, ou da tradução, mas por vezes, a escrita me pareceu confusa. Em alguns momentos, eu simplesmente não sabia quem era o interlocutor dos diálogos. Nada que realmente atrapalhasse a história, mas tornava sim, a leitura mais lenta.

Não espere nada extraordinário ou original, apenas uma boa história de mistério; uma cidadezinha cheia de segredos e um bando de personagens com muita coisa para esconder.

Uma boa pedida para passar o tempo!

Título Original: L'Affaire Saint-Fiacre
Autor: Georges Simenon
Editora: LM/Nova Fronteira
Série Maigret
Gênero: Suspense
Sub-Gênero/Assunto: Mistério, Crime, Detetive
Período: Anos 30. Bélgica.


3.5/5
 photo Thais1_zpssfusghrx.gif

terça-feira, janeiro 14, 2020

[RESENHA] Eu Sei Onde Você Está- Claire Kendal


“Rafe está em todos os lugares. E Clarissa vai encontrá-lo, mesmo sendo a última coisa que gostaria que acontecesse. Vai encontrá-lo na universidade onde ambos trabalham, na estação de trem, no portão do prédio onde mora. As mensagens do homem lotam a secretária eletrônica de Clarissa, os presentes dele abarrotam sua caixa de correio. Desde a noite traumática que passaram juntos alguns meses antes, ela se vê em uma armadilha da qual não consegue escapar. E ele se recusa a aceitar um não como resposta. A única saída de Clarissa para esse pesadelo angustiante são as sete semanas que passará em um tribunal, onde foi escalada para compor um júri popular. A vítima em questão viveu experiências que revelam uma similaridade macabra com a vida da jurada. Conforme o julgamento se desenrola, Clarissa percebe que, para sobreviver às investidas obcecadas de Rafe, será necessário se arriscar. Começa então a reunir evidências da insanidade do perseguidor para usá-las contra ele e relata todo o terror psicológico e físico a que é submetida, o que a obriga a reviver cada momento doloroso que vem tentando desesperadamente esquecer. Escrito de forma primorosa, Eu sei onde você está explora a tênue fronteira entre amor e compulsão, fantasia e realidade. Um retrato perturbador de uma mulher perseguida, determinada a sobreviver.”


Bom na ideia. Ruim na execução.

Muitas vezes uma ideia boa acaba se perdendo numa trama sem emoção.
É o caso de Eu Sei Onde Você.

Clarissa é uma mulher jovem, que trabalha numa universidade. Intimada para ser júri num caso de violência contra mulher, ela acaba usando o período em que precisa ficar “incomunicável” para ficar longe de Rafe, um ex-colega, que a persegue.
No decorrer do julgamento, Clarissa começa a ver semelhanças entre a vítima e ela mesma.

A violência contra mulher, o feminicídio, a perseguição e o abuso são temas fortes, (infelizmente) atuais e que merecem estar sem em foco e devem ser combatidos. A autora começa bem ao fazer uma “ligação” entre um caso de obsessão e perseguição que acontece em primeiro plano (Clarissa e Rafe) e uma trágica história de violência sexual (o julgamento), porém o que parece ser algo impactante acaba se tornando chato e sem interesse.

Eu sei onde você está tem uma protagonista insípida e pela qual a gente simplesmente não liga. O fato de ser narrado em primeira pessoa poderia tornar o drama de Clarissa mais próximo, mais real, porém, o fato é que eu realmente não dei a mínima para o que ela estava passando. E me senti péssima com isso.

Rafe é o vilão desprezível, facilmente odiavel, contudo, é tudo tão pasteurizado e sem graça que nem ele e suas maldades importam. Apesar da linguagem fácil e de um desenvolvimento adequado para a história, em certo momento eu percebi que qual que fosse o final, eu não mais me importaria. Não ligava mais. Mesmo.

O que foi ótimo. Sem expectativas, sem frustrações, né. Porque...eita finalzinho mal ajambrado.

No todo, foi uma leitura decepcionante na qual fiquei com a impressão que poderia ter sido muito melhor. Potencial tinha. Faltou potência.

Título Original: The Book Of You
Autor: Claire Kendal
Editora: Intrínseca
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Abuso, Suspense
Período: Atual. Inglaterra.

2/5

 photo Thais1_zpssfusghrx.gif

segunda-feira, dezembro 09, 2019

[Resenha] O Jardim de Elisabeth- Flavia Cunha


“Elisabeth Venice teve sua vida transformada após a morte de sua mãe. Sofreu nas mãos de um pai violento e o medo a transformou em uma criatura apática, sem vida, de emoções controladas. A única forma de penetrar nos sentimentos de Lisa, era ao conhecer o seu jardim cheio de vida, cor e um profundo sentimento de paz.

Raymond Venice sente-se culpado por todo o sofrimento que a irmã passou e para tentar ajudá-la conta com a ajuda de Richard Talbot um velho amigo que lhe deve um grande favor. Richard se apaixona por Lisa e tenta fazê-la desabrochar para a vida... mas será Lisa capaz de amá-lo?”




O chamado “romance de banca” sempre foi olhado com certa desconfiança por muita gente. Eu, inclusive.


“Tolo demais.”

“Açucarado demais.”

“Bobinho.”

Sim, o romance “de mulherzinha” é tudo isso. E muito mais. Ainda bem. Com a falência da Nova Cultural e os novos rumos da Halerquin acabamos perdendo um pouco daquele habito de procurar toda semana/quinzena uma nova história de amor nas bancas de jornal. É um tempo que não volta mais- e que eu tenho saudades. Isso quer dizer que o romance água com açúcar acabou? Muito pelo contrário! Só mudou a mídia.

E nessas novas mídias, Flavia Cunha é uma das rainhas do “novo” romance de banca. Não acredita? O Jardim de Elisabeth é a prova disso.

Herdeiro direto dos mais deliciosos romances água com açúcar, o primeiro livro da série Amor Eterno é um deleite para quem adora um bom romance com direito a mocinha sofredora, macho alfa, abuso e amor tórrido.

A história de amor entre Elisabeth, a jovem atormentada por um passado cheio de abusos, e Richard, um rico e alegre bom-vivand é cheia de altos e baixos que nos fazem ficar grudados na leitura, sempre ansiosos por um final feliz. Apesar de ser um romance contemporâneo, a trama poderia se passar tranquilamente num romance de época qualquer. Sabe aqueles romances atemporais? Pois é.

Além disso, apesar de toda a carga de drama, em nenhum momento o livro se torna enfadonho ou a mocinha mimizenta demais. A gente sofre por ela; quer dar um abraço bem forte. O abuso é um tema sempre complicado, e sempre existe o risco de se resvalar na pieguice ou no melodrama. Por isso foi muito bom ver a delicadeza com a qual a autora tratou o tema.

Bem, já viram que eu adorei o livro né?

Para dias tão difíceis como os que estamos vivendo, O Jardim de Elisabeth é o escape perfeito.

Claro que recomendo!

NA AMAZON

Título Original: O Jardim de Elisabeth
Autor: Flavia Cunha
Editora: Amazon
Série Amor Eterno- Livro 1
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Abuso
Período: Atual. Inglaterra.

5/5
 photo Thais1_zpssfusghrx.gif

terça-feira, dezembro 03, 2019

[Resenha] Ligeiramente Perigosos - Mary Balogh

“Aos 35 anos, Wulfric Bedwyn, o recluso e frio duque de Bewcastle, está ávido por encontrar uma nova amante. Quando chega a Londres, os boatos que correm são os de que ele é tão reservado que nem a maior beldade seria capaz de capturar sua atenção.

Durante o evento social mais badalado da temporada, uma dama desperta seu interesse: a única que não tinha essa intenção. Christine é impulsiva, independente e altiva – uma mulher totalmente inadequada para se tornar a companheira de um duque. Ao mesmo tempo, é linda e muito, muito atraente.

Mas ela rejeita os galanteios de todos os pretendentes, pois ainda sofre para superar as circunstâncias pavorosas da perda do marido. No entanto, quando o lobo solitário do clã Bedwyn jura seduzi-la, alguma coisa estranha e maravilhosa acontece. Enquanto a atração dela pelo sisudo duque começa a se revelar irresistível, Wulfric descobre que, ao contrário do que sempre pensou, pode ser capaz de deixar o coração ditar o rumo de sua vida.

Em Ligeiramente perigosos, o sexto e último livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh conclui a saga desta encantadora família em uma trama repleta de cenas sensuais, tiradas espirituosas e personagens à frente de seu tempo. Ao unir um homem e uma mulher tão diferentes, ela mostra que o resultado só poderia ser um par perfeito. ”


O melhor foi deixado para o melhor? Não exatamente, mas quase lá.

No sexto e último livro da série Bedwyn finalmente temos a história de Wulfric, o mais velho e mais “sombrio” irmão Bedwyn.

Por ser a história mais aguardada da série, eu esperava mais. Algo mais arrebatador. Não que o livro seja ruim, pelo contrário. Mas é simplesmente mais um simpático romance de época. Sem muitas novidades.

De um lado, temos o taciturno Wulf, que finalmente, decidiu se casar, e do outro, está Christine, a jovem sem traquejos sociais.

A atração- e a paixão- são inevitáveis.

Não espere nada além do básico em Ligeiramente Perigosos, mas também não espere nada enfadonho. O livro é um romance leve e divertido, com bastante humor, pitadas de maus-entendimentos, e romance. Wulfric, com certeza, é o melhor personagem da série e, apesar d’eu achar que ele merecia um livro mais envolvente, aqui ele mostra toda a sua presença.
Num história de opostos que se atraem, quem sai ganhando é o leitor.

Vale a Pena a Leitura!



A série

Os Bedwyns é o spin-off de dois livros ainda não lançados no Brasil:
Livro 1- One Night For Love
Livro 2- A summer to Remember

Os Bedwyns

Livro 1-Ligeiramente Casados
Livro 2-Ligeiramente Maliciosos
Livro 3-Ligeiramente escandalosos
Livro 4- Ligeiramente Seduzidos
Livro 5- Ligeiramente Pecaminosos
Livro 6- Ligeiramente Perigosos

Título Original: Slightly Dangerous
Autor: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Série Os Bedwyns- Livro 6
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Humor, Amor e Ódio
Período: Regência. Inglaterra.




 photo Thais1_zpssfusghrx.gif

terça-feira, agosto 13, 2019

[Resenha] A Garota No Gelo, de Robert Bryndza



“Seus olhos estão arregalados... Seus lábios estão entreabertos... Seu corpo está congelado... Mas ela não é a única. Quando um jovem rapaz encontra o corpo de uma mulher debaixo de uma grossa placa de gelo em um parque ao sul de Londres, a detetive Erika Foster é chamada para liderar a investigação de assassinato. A vítima, uma jovem e bela socialite, parecia ter a vida perfeita. Mas quando Erika começa a cavar mais fundo, vai ligando os pontos entre esse crime e a morte de três prostitutas, todas encontradas estranguladas, com as mãos amarradas, em águas geladas nos arredores de Londres. Que segredos obscuros a garota no gelo esconde? Quanto mais Erika está perto de descobrir a verdade, mais o assassino se aproxima dela. Com a carreira pendurada por um fio depois da morte de seu marido em sua última investigação, Erika deve agora confrontar seus próprios demônios, bem como um assassino mais letal do que qualquer outro que já enfrentou antes.

Suspense no estilo clássico.

Ultimamente tem surgido uma onda de livros de suspenses psicológicos, geralmente escritos numa primeira pessoa do sexo feminino e com narrativas não lineares. É um método narrativo interessante e válido. Porém, na busca de ser um/uma novo(a) Gillian Flynn (autora de Garota Exemplar, que eu detestei), autores vem cometendo excessos. O suspense muitas vezes é deixado de lado em prol de uma escrita “diferente”. Por isso, foi com ótimos olhos (e renovada esperança!) que comecei a leitura de A garota no gelo.

E não me decepcionei.


A garota no gelo é um suspense policial clássico, onde existe uma morte e uma detetive capaz de (quase) tudo para desvendá-la. Escrito de maneira linear, a história concentra-se na morte de uma jovem da alta sociedade londrina. Encarregada da investigação está a detetive Erika Foster.
Estrangeira e com seus próprios demônios para assombrá-la, a policial vê-se no meio de um mundo de aparências e politicagem e onde até a força policial parece estar contra ela.

Não se deve esperar nada muito original no decorrer da trama, mas isso foi uma das coisas que mais me agradaram. Claro, o psique da protagonista é posto em destaque várias vezes, mas o principal aqui é o mistério. É ele, o “quem matou” que permeia todo o livro e faz com que a leitura seja intensa e gratificante. É aquele tipo de livro que a gente lê “numa sentada só”.

E apesar do estilão clássico, o autor não apela para a obviedade. Os personagens são bem construídos e a história faz sentido. Tudo se encaixa.

Não é uma leitura inesquecível e, com certeza, não é meu romance de suspense favorito, mas, cumpre bem o seu papel: o de entreter.

Vale a Pena a Leitura!


Título Original: The girl in the ice
Autor: Robert Bryndza
Editora: Gutenberg
Série Erika Foster- Livro 1
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Detetives, Thriller
Período: Atual. Inglaterra.


4/5



 photo Thais1_zpssfusghrx.gif