quarta-feira, outubro 03, 2018

[Resenha] A Boa Filha, de Karin Slaughter

Quando eram adolescentes, a vida tranquila de Charlotte e Samantha Quinn foi destruída por um terrível ataque em sua casa. Sua mãe foi assassinada. Seu pai – um famoso advogado de defesa de Pikeville, Geórgia – ficou arrasado. E a família foi dividida por anos, para além de qualquer conserto, consumida pelos segredos daquela noite terrível. Vinte e oito anos depois, Charlie seguiu os passos de Rusty, seu pai, e se tornou advogada – mas está determinada a ser diferente dele. Quando outro caso de violência assombra Pikeville, Charlie acaba embarcando em um pesadelo que a obriga a olhar para trás e reviver o passado. Além de ser a primeira testemunha a chegar na cena, o caso também revela as memórias que ela passou tanto tempo tentando esconder. Agora, a verdade chocante sobre o crime que destruiu sua família há quase trinta anos não poderá mais permanecer enterrada e Charlotte precisa se reencontrar com Samantha, não apenas para lidar com o crime, mas também com o trauma vivido. A boa filha é mais uma obra-prima de Karin Slaughter, um enredo sólido, com caracterizações fortes e reviravoltas extraordinárias, um misto de drama e terror que faz arrepiar até os leitores mais corajosos.”


Avassalador.

A Boa Filha é mais uma prova de que Karin Slaughter é a melhor autora de suspense da atualidade. É impossível passar imune à qualquer história escrita por ela.
Este livro não poderia ser diferente.

O livro já começa arrebatador, com um prólogo de estremecer. Duas adolescentes, meninas, Charlie e Samantha passam pelo maior horror de suas vidas. É uma sequencia dura, triste. Diria até impiedosa. Sabe aquela leitura que deixa quase desconfortável? Pois então. A autora nos transforma numa testemunha, um cúmplice, incapaz de fazer qualquer coisa.

E foi apenas o prólogo! É de se pensar que o primeiro capítulo seja mais calmo. Ledo engano! 28 anos depois, somos levados a um tiroteio numa escola de ensino fundamental. Segurando a arma, uma adolescente com sério deficit de inteligencia.

Novamente envolvidas em um crime bárbaro, as irmãs precisam lidar com os acontecimentos recentes e, finalmente, encarar o que aconteceu anos atrás. As consequências foram tanto físicas quanto psicológicas e por mais que tentem esconder, o sentimento de culpa ainda é latente.

Dos livros que li da autora, este foi o que mais se aprofundou no aspecto dramático da trama. Tão importante quanto saber a verdade sobre o que aconteceu, a relação entre Sam e Charlie é parte crucial da história. São duas personagens fascinantes, diferentes entre si, mas que lutam muito para seguir em frente.

A Boa Filha é aquele tipo de livro que a gente simplesmente não consegue parar de ler. Envolvente e dinâmica. Eu só não dei 5 estrelinhas por que achei o final um pouco corrido e, devo dizer, uma certa solução um pouco forçada. De qualquer forma, é uma leitura mais do que recomendada. Gostando você de romances policias ou não.

Se for fã do gênero, então, não é só uma leitura recomendada. É obrigatória.



Título Original: The good daughtter
Autor: Kaarin Slaughter
Editora: Harper Collins Brasil
Gênero: Suspense
Sub-Gênero/Assunto: Imperfeições, Crime e Mistério
Período: 1989 e tempo atual. Georgia, EUA.
Outra Capa:



4.5/5
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segunda-feira, setembro 17, 2018

[Resenha] As Elizas - Sara Shepard


“Sara shepard, autora da série best-seller pretty little liars, deixa sua marca em mais uma história com uma narrativa hitchcockiana cheia de mentiras, memórias falsas e uma protagonista que precisa descobrir a verdade para sobreviver. quando a escritora estreante eliza fontaine é encontrada no fundo da piscina de um hotel, sua família acredita ter sido mais uma tentativa de suicídio fracassada. Mas eliza jura que foi empurrada, e sua única testemunha é quem a salvou. desesperada para encontrar o culpado, eliza toma para si a investigação do caso. Mas, conforme a data de lançamento do seu primeiro livro se aproxima, ela se vê com mais perguntas do que respostas. Por que a editora, agente e a família estão misturando os acontecimentos de sua vida com os de seu livro? ele não é totalmente ficcional?”


Intrigante.

As Elizas é um livro sobre a mente humana.

Tudo começa quando Eliza, uma jovem escritora, cai numa piscina. Os parentes e amigos acham que foi uma tentativa de suicídio, afinal, não teria sido a primeira vez. Eliza tem certeza de que foi empurrada. Mas empurrada por quem? E por qual motivo? Na sua busca por respostas, a jovem começa a perceber que não deve confiar em ninguém.

Nem nela mesma.

Muito menos nela.

E é aí que está a grande questão do livro. No que acreditar? Num primeiro momento, parece que estamos diante de uma história de mistério genérica: um crime (ou tentativa, no caso) e a tentativa de solucioná-lo. Sim, o mote inicial até pode ser esse, mas Eliza não é uma protagonista comum. Psicologicamente instável, ela sofre com lembranças que não parecem ser dela.

Ao mesmo tempo, conhecemos a história d´As Dots, o livro que Eliza está prestes a lançar, que fala da relação entre uma tia e sua sobrinha. No início, a trama das Dots parece completamente fora de lugar. Contudo, a medida que a história de Eliza e a trama fictícia dela vão sendo alternadas, é possível perceber que existe uma ligação ali. Mas o que seria?

Confesso que gostei mais desta “trama secundária” do que da principal; fiquei mais envolvida com as personagens e a forma de como tudo ia se encaminhando (tá certo que o fato de, enquanto eu lia o livro, tava passando uma série na HBO que tratava do mesmo assunto meio que estragou a surpresa). Foi muito interessante ver como a aumentava o grau de loucura e dependência naquela relação. Me vi, por várias vezes, querendo saber mais das Dots do que da própria Eliza.

Não que a chamada “trama base” fosse ruim, mas achei que faltaram personagens secundários mais fortes. No final, o que mais importou foi Eliza. Ela é o centro de tudo.

De modo geral, eu gostei bastante da escrita e da forma como tudo conduzido, apenas achei o final um pouco rocambolesco demais e com algumas soluções forçadas. Porém, foi ótimo ler um suspense diferente e despretensioso.

Vale a pena a leitura!


*este livro foi gentilmente cedido pela editora*



3.5/5



Título Original: The Elizas
Autor: Sara Shepard
Editora: Harper Collins Brasil
Gênero: thriller psicológico
Sub-Gênero/Assunto: Doenças, Suspense
Período: Atual. Palm Springs, EUA.

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domingo, agosto 19, 2018

[Resenha] O rei das Cinzas - Raymond E. Feist


“O mundo de Garn já foi composto de cinco grandes reinos, até que o rei da Itrácia foi derrotado e todos os membros de sua família foram executados por Lodavico, o implacável rei de Sandura, um homem com ambições de dominar o mundo. A família real de Itrácia eram os lendários Jubardentes, e representavam um grande perigo para os outros reis. Agora restam quatro grandes reinos, que estão à beira de uma guerra.

Mas há rumores de que o filho recém-nascido do último rei de Itrácia sobreviveu, levado durante a batalha e acolhido pelo Quelli Nacosti, uma sociedade secreta cujos membros são treinados para infiltrar e espionar os ricos e poderosos de Garn. Com medo de isso ser verdade, e a criança crescer com um coração cheio de desejo de vingança, os quatro reis oferecem uma enorme recompensa pela cabeça da criança.

Na pequena vila de Oncon, Declan é um aprendiz de ferreiro, aprendendo os segredos da produção do fabuloso aço do rei. Oncon está situada na Covenant, uma região neutra entre dois reinos. Desde que a área de Covenant foi declarada, a região existiu em paz, até a violência explodir com traficantes de escravos indo até a vila capturar jovens homens para serem soldados em Sandura. Declan precisa escapar, para levar seu conhecimento precioso para o barão Daylon Dumarch, comandante de Marquensas, talvez o único homem que pode derrotar Lodavico de Sandura, que agora se aliou à fanática Igreja do Deus Único e está marchando pelo continente, impondo sua forma extrema de religião sobre a população e queimando descrentes pelo caminho.

Enquanto isso, na ilha de Coaltachin, o domínio secreto da Quelli Nacosti, três amigos estão sendo instruídos nas artes mortais de espionagem e assassinato: Donte, filho de um dos mais poderosos mestres da ordem; Hava, uma menina séria com habilidades de luta que poderiam derrubar qualquer oponente; e Hatu, um rapaz estranho e conflituoso no qual fúria e calma lutam constantemente, e cujo cabelo é de um tom brilhante e ardente de vermelho. ”




Livros de fantasia são complicados. Se por um lado, as histórias (quase sempre) nos fascinam, por outro lado, os autores desse gênero tendem a ser muito prolixos e detalhistas, tornando suas obras quase...cansativas.
Por isso, quando peguei para ler O Rei da Cinzas, eu estava sentindo um misto de expectativa e apreensão. Pela sinopse, a história parecia ser ótima, mas e o medo de que tudo fosse uma enrolação sem fim?

Ainda bem que eu estava certa. E errada.

Por ser o primeiro livro de uma série (ou trilogia; os outros ainda não foram lançados) de fantasia, uma explicação sobre o mundo a ser apresentado se faria necessária. E ela existe mas não é de nenhum modo enfadonha. O autor se utiliza de um prólogo curto mais intenso e no decorrer na história vai nos mostrando mais sobre este “Mundo de Garn” e tudo o que envolve. Pra mim, isso tornou a leitura muito mais leve e interessante.

Partindo de uma história de traição, ocorrida 17 anos antes, O Rei da Cinzas nos conta duas histórias que parecem distintas: a do jovem ferreiro Declan e a do órfã Hatu. Contadas em separado, as vidas desses dois personagens seguem caminhos distintos, mas que, de certa forma, sabemos, que ocorrerá uma ligação no final. Só não sabemos como. Foi interessante ver como cada capítulo era dedicado a um deles, fazendo com que muitas vezes parecesse que estava lendo dois livros distintos.

O livro não se passa em um momento de guerra, mas também não é mais sobre uma época de paz. Toda a ação transcorre dentro de um ar de falsa calmaria, onde pequenos (e grandes) acontecimentos mostram que algo maior está por vir. As identidades de Hatu e Declan não são expostas mas, nós, os leitores, sabemos quem eles são. É como aquele segredo óbvio que não precisa ser dito.

Não conhecia o autor e gostei bastante do que encontrei. Os personagens são humanos e misteriosos na medida certa; o heroísmo está presente, mas não de maneira óbvia. Devo dizer que foi fácil torcer por Hatu e Declan. Porém, o que mais me chamou atenção no livro foi como o autor usou uma história de fantasia ´para falar de traição, machismo e, principalmente, religião. Não pude deixar de enxergar a “Igreja do Deus Único” como uma alegoria dos primeiros anos do Cristianismo, mais especificamente, da Igreja Católica. De maneira bem discreta, mas certeira, o autor, critica a intolerância.

Além disso, apesar dos protagonistas serem jovens, o livro não pode ser classificado como uma Fantasia Juvenil. Sim, questões da juventude e adolescência estão presentes, mas o tom adulto e sério se faz presente desde o início. Penso que este talvez seja o principal (se não único) defeito de O Rei das Cinzas: a seriedade, ou melhor dizendo, falta de humor. Não é um livro pesado, mas faltou um pouco de leveza em determinados momentos. Humor.

Apesar de ser um livro longo, O Rei das Cinzas é uma uma história bem estruturada, com bom ritmo e desenvolvimento. Foi certamente uma bela surpresa- com um final que a me deixou querendo muito mais!!

Claro que recomendo!

**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**


Título Original: King of ashes
Autor: Raymond E. Feist
Editora: Harper Collins Brasil
Série A Saga dos Jubardentes – Livro 1
Gênero: Fantasia
Sub-Gênero/Assunto: Aventura
Período:



4.5/5


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terça-feira, julho 17, 2018

[Resenha] Uma Noite Inesquecível - Lisa Kleypas

“O Natal está se aproximando e Rafe Bowman acaba de chegar a Londres para uma união arranjada com Natalie Blandford. Com sua beleza estonteante e o físico imponente, ele tem certeza de que a linda aristocrata logo cairá a seus pés.

No entanto, seus terríveis modos americanos e sua péssima reputação de farrista deixam Hannah, a prima da moça, chocada. Determinada a proteger Natalie, ela vai tornar a tarefa de cortejar a jovem muito mais difícil do que Rafe esperava.

Hannah, porém, logo começa a se importar mais do que gostaria com o rude pretendente da prima. Rafe, por sua vez, passa a apreciar um pouco demais a companhia de Hannah, uma mulher forte e pragmática com um coração doce e gentil. E quando Daisy, Lillian, Annabelle e Evie, quatro amigas inseparáveis que já conseguiram encontrar o homem de seus sonhos, decidem agir como cupidos, quem sabe o que pode acontecer?”


Para matar saudade.

Com Uma Noite Inesquecível, Lisa Kleypas faz um fan service para todos os que que sentem saudade e amam a série Wallflowers (As quatro estações do amor) juntando os personagens adoráveis dos livros anteriores para contar mais uma história de amor.

Sim, o livro, tecnicamente é a história de Rafe, irmão de Daisy e Lilian, e a paixão por Natalie, prima empobrecida e dama de companhia da jovem a quem ele deveria cortejar, porém, acho que o livro ´r um pouquinho mais que isso. É um reencontro de personagens maravilhosos.

A trama de amor proibido e paixão avassaladora é doce e interessante, mas confesso que o que eu adorei foi rever Evie, Annabelle e até mesmo Daisy e Lilian.

As poucas páginas do livos devem ser lidas, degustadas, com cuidado, para assim alongar e aproveitar ainda mais a história e seus personagens. Apesar, de não apresentar nada de novo no gênero, confesso, que me peguei querendo que o livro acabasse. É aquele tipo de leitura que deixa a gente mais leve, com um sorriso no rosto.

Claro que eu recomendo!



Série:

Livro 1- Segredos de uma Noite de Verão
Livro 2- Era Uma Vez no Outono
Livro 3- Pecados no Inverno
Livro 4- Escândalos na Primavera
Livro 4.5- Uma Noite Inesquecível

Wallflowers

Título Original: A Wallflower Christmas
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueirol
Série Wallflowers- Livro 5
Gênero: Romance de Época
Sub-Gênero/Assunto: Short Story, Amor Proibido
Período: Era Vitoriana. Inglaterra



4/5

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terça-feira, julho 03, 2018

[Resenha] Procurando Gobi- Dion Leonard

Procurando Gobi é o relato espetacular de Dion Leonard, um ultramaratonista experiente que se depara com uma cachorrinha perdida enquanto percorria os 250 quilômetros pelo Deserto de Gobi, enfrentando condições extremas. A adorável filhotinha, que mais tarde seria batizada de Gobi, correu lado a lado com ele pelas montanhas, enfrentou uma tempestade de areia, o sol escaldante, cruzou dunas imensas e vilarejos remotos. 
Vendo sua determinação e coragem, Dion apegou-se cada vez mais à sua companheira de corrida, inclusive fazendo planos de cuidar dela dali em diante. Porém, antes que pudesse levá-la para casa, Gobi some em uma cidade chinesa com milhões de habitantes, e Dion começa, então, uma corrida contra o tempo para tentar encontrar a cachorrinha mais uma vez. ”


Para aquecer o coração.

Quando eu terminei de ler Procurando Gobi, fiquei em dúvida em como deveria qualificar o livro. Auto-ajuda? Não. Biografia? Nãao exatamente. Memórias? Talvez.

Procuranddo Gobi é, sim, uma história de amor. O amor incondicional entre um homem e uma pequena cadela.

Ao contar a inusitada história do encontro (e reencontro) de um ultra-maratonista e uma cadelinha, o livro nos mostra o poder da transformação e como vidas podem mudar.

Narrado em primeira pessoa, conhecemos um pouco da vida de Dion Leonard, a difícil infância na Austrália e a descoberta das corridas. Até determinado momento, parecia até uma história igual a tantas outras. Bela, inspiradora, mas não totalmente original. Isso muda quando ele conhece Gobi, uma cadelinha que passa a acompanhá-lo na ultra maratona no Deserto de Gobi, na China.

Gobi acaba se transformando num divisor de águas. O que essa cadelinha passa a representar não só para Dion, mas para outras milhares de pessoas é incrível. Foi impossível não se emocionar com a corrente de solidariedade para que Dion e Gobi tivessem um final feliz, juntos, na Escócia, onde ele mora.

Numa mistura de memórias, aventura e um pouco de drama, a trama nos conduz para aquele lugar especial onde a esperança ainda existe- e talvez alguns anjos tenham quatro patas.

Gobi é realmente uma garota muito especial.

Claro que eu recomendo!


Título Original: Finding Gobi
Autor: Dion Leonard
Editora: Harper &Collins Brasil
Gênero: Não Ficção
Sub-Gênero/Assunto: História Real, Animais, Esportistas
Período: Atual. China, Austrália e Escócia.




4/5
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segunda-feira, junho 11, 2018

#Divulgação Lançamentos de Junho Flávia Cunha + Ebook Grátis

Breve Lançamento:

A última história da série Amor Eterno - Apostando no Amor.
                                                                 
Douglas Samuels já havia desistido de acreditar que um dia encontraria as irmãs, afinal era apenas um garotinho quando foram separados. Porém, uma notícia na televisão e uma aposta fazem com que ele vá em busca de seu passado e se depare com seu futuro!

Samantha Porter havia acabado de desmanchar um noivado e estava falida. Para sua sorte, uma amiga lhe ofereceu um emprego e uma chance de mudar de vida. E foi assim que ela encontrou o amor!

Para saber mais: siga a Flavinha no Facebook e no Instagram

E tem Ebooks grátis neste Dia dos Namorados!




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segunda-feira, junho 04, 2018

[Resenha] Uma Mentira Perfeita - Lisa Scottoline

“Chris Brennan acaba de se mudar para Central Valley, na Pensilvânia. Ele veio atrás de um emprego como professor substituto e treinador de beisebol na escola de ensino médio local, com um currículo impecável e boas maneiras que só um bom homem poderia ter. Mas tudo sobre ele é uma mentira. Seu nome é um pseudônimo, seu currículo é falso. E ele veio para a cidade com um plano, que a princípio é perfeito – e para cumpri-lo, precisa ficar de olho no time de beisebol.
Encontrar o que precisa para cumprir seus planos não deve ser tarefa difícil, e Chris foca sua busca em três meninos cujas vidas (e as de suas mães) giram em torno do time: Raz Sematov, o arremessador, um menino geralmente alegre e bem humorado que acabou de perder o pai; Evan Kostis, que é rico, mimado e problemático além de ser a sensação do time, e Jordan Larking, o novato, um garoto tímido e reservado.
Encantador e repleto de suspense, A mentira perfeita é um incrível thriller emocional, uma história criminal suburbana que prende os leitores até o final, com reviravoltas impressionantes e personagens que você não esquecerá facilmente. ”



Surpreendente.

Realmente surpreendente.

Quando comecei a ler Uma Mentira Perfeita, eu não sabia muito o que iria encontrar. A sinopse oficial não diz muita coisa, o que é ótimo.

Não há muito o que dizer sobre a trama em si, sem entregar muita coisa. Chris Brennan, o recém-chegado professor substituto e auxiliar do time de baseball de uma escola de ensino médio numa pequena cidade americana. Jovem, bonito, simpático. Chris logo conquista a todos. O problema é que ele não é exatamente quem diz.
Ele tem um plano. E três alunos, jogadores do time, são essenciais para que o que quer que Chris planeje.

O interessante é que, assim como os personagens não sabem sobre as verdadeiras motivações de Chris, nós, leitores, também não sabemos. Tudo, fica a cargo da suposição. De início, Uma Mentira Perfeita lembra muito tantos outros dramas famílias passados nos subúrbios americanos.

Ao detalhar o drama pessoal de cada um dos três alunos, a autora mostra que qualquer que sejam os planos de Chris ele afetará não somente a vida de três adolescentes mas também de suas famílias.

É uma interessante mistura de suspensa e drama familiar que faz com que a gente se sinta presa na leitura, louca para saber o que vai acontecer. Eu gostei muito que Chris é um personagem extremamente humano mas misterioso. Em determinado momento, eu não sabia se torcia por ele, ou o temia.

Herói ou Vilão?

Em sua primeira metade, como eu já havia mencionado, o equilíbrio entre drama e suspense ´é ótimo, porém, na parte final do livro, senti que o ritmo caiu um pouco. Não, melhor dizendo, o ritmo não caiu mas mudou um pouco de foco. Além disso, achei um pouco desnecessário o toque “romântico” (só pra lembrar, este não é um suspense romântico, tá?!).

De qualquer maneira, esta foi uma leitura incrível, cheia de mistérios e reviravoltas e personagens interessantes. Personagens sem papeis pré-definidos, humanos e misteriosos. Assim como Chris é fascinante, os três adolescentes, em momento algum são descritos de forma estereotipada. O mesmo vale para suas famílias, ou mães, que apresentam papéis que parecem já ser conhecidos em tantos outros dramas famílias, mas que aqui se apresentam de forma única. Mais do que simplesmente uma história de mistério, o drama humano se fez muito presente e isto fez toda a diferença.


Não conhecia a autora, mas é alguém para se ficar de olho. Definitivamente.

Claro que recomendo!

Título Original: One Perfect Lie
Autor: Lisa Scottoline
Editora: Harper &Collins Brasil
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Thriller, Suspense, Falsa Identidade, Homens da Lei
Período: Atual. EUA.
Capa Original:



4/5
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