terça-feira, janeiro 14, 2020

[RESENHA] Eu Sei Onde Você Está- Claire Kendal


“Rafe está em todos os lugares. E Clarissa vai encontrá-lo, mesmo sendo a última coisa que gostaria que acontecesse. Vai encontrá-lo na universidade onde ambos trabalham, na estação de trem, no portão do prédio onde mora. As mensagens do homem lotam a secretária eletrônica de Clarissa, os presentes dele abarrotam sua caixa de correio. Desde a noite traumática que passaram juntos alguns meses antes, ela se vê em uma armadilha da qual não consegue escapar. E ele se recusa a aceitar um não como resposta. A única saída de Clarissa para esse pesadelo angustiante são as sete semanas que passará em um tribunal, onde foi escalada para compor um júri popular. A vítima em questão viveu experiências que revelam uma similaridade macabra com a vida da jurada. Conforme o julgamento se desenrola, Clarissa percebe que, para sobreviver às investidas obcecadas de Rafe, será necessário se arriscar. Começa então a reunir evidências da insanidade do perseguidor para usá-las contra ele e relata todo o terror psicológico e físico a que é submetida, o que a obriga a reviver cada momento doloroso que vem tentando desesperadamente esquecer. Escrito de forma primorosa, Eu sei onde você está explora a tênue fronteira entre amor e compulsão, fantasia e realidade. Um retrato perturbador de uma mulher perseguida, determinada a sobreviver.”


Bom na ideia. Ruim na execução.

Muitas vezes uma ideia boa acaba se perdendo numa trama sem emoção.
É o caso de Eu Sei Onde Você.

Clarissa é uma mulher jovem, que trabalha numa universidade. Intimada para ser júri num caso de violência contra mulher, ela acaba usando o período em que precisa ficar “incomunicável” para ficar longe de Rafe, um ex-colega, que a persegue.
No decorrer do julgamento, Clarissa começa a ver semelhanças entre a vítima e ela mesma.

A violência contra mulher, o feminicídio, a perseguição e o abuso são temas fortes, (infelizmente) atuais e que merecem estar sem em foco e devem ser combatidos. A autora começa bem ao fazer uma “ligação” entre um caso de obsessão e perseguição que acontece em primeiro plano (Clarissa e Rafe) e uma trágica história de violência sexual (o julgamento), porém o que parece ser algo impactante acaba se tornando chato e sem interesse.

Eu sei onde você está tem uma protagonista insípida e pela qual a gente simplesmente não liga. O fato de ser narrado em primeira pessoa poderia tornar o drama de Clarissa mais próximo, mais real, porém, o fato é que eu realmente não dei a mínima para o que ela estava passando. E me senti péssima com isso.

Rafe é o vilão desprezível, facilmente odiavel, contudo, é tudo tão pasteurizado e sem graça que nem ele e suas maldades importam. Apesar da linguagem fácil e de um desenvolvimento adequado para a história, em certo momento eu percebi que qual que fosse o final, eu não mais me importaria. Não ligava mais. Mesmo.

O que foi ótimo. Sem expectativas, sem frustrações, né. Porque...eita finalzinho mal ajambrado.

No todo, foi uma leitura decepcionante na qual fiquei com a impressão que poderia ter sido muito melhor. Potencial tinha. Faltou potência.

Título Original: The Book Of You
Autor: Claire Kendal
Editora: Intrínseca
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Abuso, Suspense
Período: Atual. Inglaterra.

2/5

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segunda-feira, dezembro 09, 2019

[Resenha] O Jardim de Elisabeth- Flavia Cunha


“Elisabeth Venice teve sua vida transformada após a morte de sua mãe. Sofreu nas mãos de um pai violento e o medo a transformou em uma criatura apática, sem vida, de emoções controladas. A única forma de penetrar nos sentimentos de Lisa, era ao conhecer o seu jardim cheio de vida, cor e um profundo sentimento de paz.

Raymond Venice sente-se culpado por todo o sofrimento que a irmã passou e para tentar ajudá-la conta com a ajuda de Richard Talbot um velho amigo que lhe deve um grande favor. Richard se apaixona por Lisa e tenta fazê-la desabrochar para a vida... mas será Lisa capaz de amá-lo?”




O chamado “romance de banca” sempre foi olhado com certa desconfiança por muita gente. Eu, inclusive.


“Tolo demais.”

“Açucarado demais.”

“Bobinho.”

Sim, o romance “de mulherzinha” é tudo isso. E muito mais. Ainda bem. Com a falência da Nova Cultural e os novos rumos da Halerquin acabamos perdendo um pouco daquele habito de procurar toda semana/quinzena uma nova história de amor nas bancas de jornal. É um tempo que não volta mais- e que eu tenho saudades. Isso quer dizer que o romance água com açúcar acabou? Muito pelo contrário! Só mudou a mídia.

E nessas novas mídias, Flavia Cunha é uma das rainhas do “novo” romance de banca. Não acredita? O Jardim de Elisabeth é a prova disso.

Herdeiro direto dos mais deliciosos romances água com açúcar, o primeiro livro da série Amor Eterno é um deleite para quem adora um bom romance com direito a mocinha sofredora, macho alfa, abuso e amor tórrido.

A história de amor entre Elisabeth, a jovem atormentada por um passado cheio de abusos, e Richard, um rico e alegre bom-vivand é cheia de altos e baixos que nos fazem ficar grudados na leitura, sempre ansiosos por um final feliz. Apesar de ser um romance contemporâneo, a trama poderia se passar tranquilamente num romance de época qualquer. Sabe aqueles romances atemporais? Pois é.

Além disso, apesar de toda a carga de drama, em nenhum momento o livro se torna enfadonho ou a mocinha mimizenta demais. A gente sofre por ela; quer dar um abraço bem forte. O abuso é um tema sempre complicado, e sempre existe o risco de se resvalar na pieguice ou no melodrama. Por isso foi muito bom ver a delicadeza com a qual a autora tratou o tema.

Bem, já viram que eu adorei o livro né?

Para dias tão difíceis como os que estamos vivendo, O Jardim de Elisabeth é o escape perfeito.

Claro que recomendo!

NA AMAZON

Título Original: O Jardim de Elisabeth
Autor: Flavia Cunha
Editora: Amazon
Série Amor Eterno- Livro 1
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Abuso
Período: Atual. Inglaterra.

5/5
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terça-feira, dezembro 03, 2019

[Resenha] Ligeiramente Perigosos - Mary Balogh

“Aos 35 anos, Wulfric Bedwyn, o recluso e frio duque de Bewcastle, está ávido por encontrar uma nova amante. Quando chega a Londres, os boatos que correm são os de que ele é tão reservado que nem a maior beldade seria capaz de capturar sua atenção.

Durante o evento social mais badalado da temporada, uma dama desperta seu interesse: a única que não tinha essa intenção. Christine é impulsiva, independente e altiva – uma mulher totalmente inadequada para se tornar a companheira de um duque. Ao mesmo tempo, é linda e muito, muito atraente.

Mas ela rejeita os galanteios de todos os pretendentes, pois ainda sofre para superar as circunstâncias pavorosas da perda do marido. No entanto, quando o lobo solitário do clã Bedwyn jura seduzi-la, alguma coisa estranha e maravilhosa acontece. Enquanto a atração dela pelo sisudo duque começa a se revelar irresistível, Wulfric descobre que, ao contrário do que sempre pensou, pode ser capaz de deixar o coração ditar o rumo de sua vida.

Em Ligeiramente perigosos, o sexto e último livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh conclui a saga desta encantadora família em uma trama repleta de cenas sensuais, tiradas espirituosas e personagens à frente de seu tempo. Ao unir um homem e uma mulher tão diferentes, ela mostra que o resultado só poderia ser um par perfeito. ”


O melhor foi deixado para o melhor? Não exatamente, mas quase lá.

No sexto e último livro da série Bedwyn finalmente temos a história de Wulfric, o mais velho e mais “sombrio” irmão Bedwyn.

Por ser a história mais aguardada da série, eu esperava mais. Algo mais arrebatador. Não que o livro seja ruim, pelo contrário. Mas é simplesmente mais um simpático romance de época. Sem muitas novidades.

De um lado, temos o taciturno Wulf, que finalmente, decidiu se casar, e do outro, está Christine, a jovem sem traquejos sociais.

A atração- e a paixão- são inevitáveis.

Não espere nada além do básico em Ligeiramente Perigosos, mas também não espere nada enfadonho. O livro é um romance leve e divertido, com bastante humor, pitadas de maus-entendimentos, e romance. Wulfric, com certeza, é o melhor personagem da série e, apesar d’eu achar que ele merecia um livro mais envolvente, aqui ele mostra toda a sua presença.
Num história de opostos que se atraem, quem sai ganhando é o leitor.

Vale a Pena a Leitura!



A série

Os Bedwyns é o spin-off de dois livros ainda não lançados no Brasil:
Livro 1- One Night For Love
Livro 2- A summer to Remember

Os Bedwyns

Livro 1-Ligeiramente Casados
Livro 2-Ligeiramente Maliciosos
Livro 3-Ligeiramente escandalosos
Livro 4- Ligeiramente Seduzidos
Livro 5- Ligeiramente Pecaminosos
Livro 6- Ligeiramente Perigosos

Título Original: Slightly Dangerous
Autor: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Série Os Bedwyns- Livro 6
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Humor, Amor e Ódio
Período: Regência. Inglaterra.




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terça-feira, agosto 13, 2019

[Resenha] A Garota No Gelo, de Robert Bryndza



“Seus olhos estão arregalados... Seus lábios estão entreabertos... Seu corpo está congelado... Mas ela não é a única. Quando um jovem rapaz encontra o corpo de uma mulher debaixo de uma grossa placa de gelo em um parque ao sul de Londres, a detetive Erika Foster é chamada para liderar a investigação de assassinato. A vítima, uma jovem e bela socialite, parecia ter a vida perfeita. Mas quando Erika começa a cavar mais fundo, vai ligando os pontos entre esse crime e a morte de três prostitutas, todas encontradas estranguladas, com as mãos amarradas, em águas geladas nos arredores de Londres. Que segredos obscuros a garota no gelo esconde? Quanto mais Erika está perto de descobrir a verdade, mais o assassino se aproxima dela. Com a carreira pendurada por um fio depois da morte de seu marido em sua última investigação, Erika deve agora confrontar seus próprios demônios, bem como um assassino mais letal do que qualquer outro que já enfrentou antes.

Suspense no estilo clássico.

Ultimamente tem surgido uma onda de livros de suspenses psicológicos, geralmente escritos numa primeira pessoa do sexo feminino e com narrativas não lineares. É um método narrativo interessante e válido. Porém, na busca de ser um/uma novo(a) Gillian Flynn (autora de Garota Exemplar, que eu detestei), autores vem cometendo excessos. O suspense muitas vezes é deixado de lado em prol de uma escrita “diferente”. Por isso, foi com ótimos olhos (e renovada esperança!) que comecei a leitura de A garota no gelo.

E não me decepcionei.


A garota no gelo é um suspense policial clássico, onde existe uma morte e uma detetive capaz de (quase) tudo para desvendá-la. Escrito de maneira linear, a história concentra-se na morte de uma jovem da alta sociedade londrina. Encarregada da investigação está a detetive Erika Foster.
Estrangeira e com seus próprios demônios para assombrá-la, a policial vê-se no meio de um mundo de aparências e politicagem e onde até a força policial parece estar contra ela.

Não se deve esperar nada muito original no decorrer da trama, mas isso foi uma das coisas que mais me agradaram. Claro, o psique da protagonista é posto em destaque várias vezes, mas o principal aqui é o mistério. É ele, o “quem matou” que permeia todo o livro e faz com que a leitura seja intensa e gratificante. É aquele tipo de livro que a gente lê “numa sentada só”.

E apesar do estilão clássico, o autor não apela para a obviedade. Os personagens são bem construídos e a história faz sentido. Tudo se encaixa.

Não é uma leitura inesquecível e, com certeza, não é meu romance de suspense favorito, mas, cumpre bem o seu papel: o de entreter.

Vale a Pena a Leitura!


Título Original: The girl in the ice
Autor: Robert Bryndza
Editora: Gutenberg
Série Erika Foster- Livro 1
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Detetives, Thriller
Período: Atual. Inglaterra.


4/5



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sábado, junho 29, 2019

10 anos do blog + Sorteio



10 anos de blog.

DEZ ANOS. Quem diria. Ás vezes parece que foi ontem, ás vezes parece que estou tempo demais por aqui. Não me sinto mais tão presente, mas por incrível que pareça, aqui ainda é um dos meus lugares seguros. Meu cantinho especial.

Obrigada a todos pela companhia. Espero continuar por mais algum tempo.



***



E, pra comemorar, uma promo básica: sorteio de 1 (hum) exemplar do livro A Garota do Lago, de Charlie Donlea. O livro está, há semanas, na lista de mais vendidos da Revista VEJA.



Não dá pra perder né?

Para participar é fácil, é só seguir os passos no Rafflecopter. Lembrando que,

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A única opção obrigatória é ser seguidor do blog via GFC, okay?

Regrinhas básicas:

1) Ser seguidor do log Uma Conversa Sobre Livros
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4) O ganhador terá 3 dias para enviar um email para sweet.lemmon@yahoo.com.br fornecendo seus dados completos para envio.
5) O blog não se responsabiliza por problemas dos Correios.


O livro será enviado por mim em até 60 dias***



a Rafflecopter giveaway



BOA SORTE!

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sexta-feira, junho 28, 2019

[Resenha] A Força que nos atrai - Brittainy C. Cherry


“Romance da mesma autora de Sr. Daniels. Graham e Lucy não foram feitos um para o outro, mas é impossível resistir à atração que os une. Graham é um escritor atormentado, com o coração fechado para o mundo. Casado com Jane, em um relacionamento sem amor, ele vê sua vida virar de cabeça para baixo quando Talon, sua filha, nasce prematura e corre risco de morte. Abandonado pela esposa, ele agora precisa abrir seu frio coração para o desafio de ser pai solteiro. A única pessoa que se oferece para ajudá-lo é Lucy, a irmã quase desconhecida de Jane. Apaixonada pela vida, falante e intensa, ela é o completo oposto de Graham. Os cuidados com a bebê acabam aproximando os dois, e Lucy aos poucos consegue derreter o gelo no coração de Graham. Juntos, eles descobrirão o amor, mas os fantasmas do passado podem pôr tudo a perder. ”



Melodrama na medida certa.

Nos últimos tempos, Brittainy C. Cherry tem sido uma das minhas autoras favoritas no que se referem a histórias carregadas de drama; sem medo de carregar nas tintas, ela sempre conta histórias poderosas e dramáticas mas sempre no ponto certo. Drama sim, dramalhão jamais.
A premissa é conhecida dos leitores da autora: duas almas sofridas complicadas se encontram, mas o que pode parecer mais do mesmo, ela sempre consegue fazer algo diferente.

Por uma série de circunstâncias (que eu não vou falar, tá? A surpresa é bem melhor!) as vidas de Lucy, uma florista sonhadora e de bem com a vida e de Graham, um escritor famoso e desiludido, acabam se entrelaçando.

Mais do que uma simples situação de “opostos que se atraem” , A força que nos atrai é um romance sobre cumplicidade, aceitação das próprias fraquezas, mas, principalmente, sobre se deixar ter uma segunda chance.

Eu adoro romances sensuais, onde o sexo tem um grande papel na trama, mas a autora fez uma escolha acertada de colocar a relação física em segundo plano. Eu já mencionei a palavra cumplicidade, mas ela é realmente a força motriz desta história. Lucy e Graham se tornam verdadeiros companheiros, melhores amigos, mesmo que eles mesmos não consigam perceber.

Graham é um homem de personalidade forte. Beirando a “ogrice”, ele não é uma pessoa de meias palavras e pode muita vezes ser de uma sinceridade e secura quase cruel, mas em nenhum momento Graham menospreza Lucy ou exala machismo. Ele é o personagem mais interessante de toda a história- e apesar de, de modo geral, A força que nos atrai girar em torno de Lucy, é Graham que faz se tornar interessante e irresistível.

Aliás, o grande ponto fraco do livro é justamente sua protagonista. Lucy é simplesmente “solar” demais e isso acaba incomodando. Em determinado momento, me perguntei se ela gostava de ser feita de trouxa. Não estou dizendo que devemos guardar rancores, mas um pouco de autoestima é bom! Bem, talvez seja meu lado escorpiano falando mais alto.

Apesar de não ser o meu livro favorito da autora, A força que nos atrai me encantou profundamente. Com uma escrita precisa, mas leve e cheia de sentimentos, o livro nos mostra que sempre existe a oportunidade para uma segunda chance.





Claro que recomendo!


Título Original: The Gravity of Us
Autor: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Coleção: Elemments
Gênero: Romance
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Família
Período: Atual. EUA.


4/5

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segunda-feira, abril 22, 2019

[Resenha] Em Águas Sombrias, de Paula Hawkins


“Novo livro da autora do best-seller internacional A garota no trem. Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente. Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã, Jules, que não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre. Mas ela está com medo. De seu passado há muito enterrado e por saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos… ”




Confuso.

O Suspense/Policial é um dos meus gêneros literários favoritos, se não *o* favorito. E, por isso, talvez, eu seja exigente com essa literatura. Quando se lê muito de um gênero, a gente acaba por querer algo diferente de vez em quando- e “diferente” foi o que me atraiu no livro em primeiro lugar.

Diferente foi o que me prometeram. E até foi cumprido, mas não no bom sentido.
Em águas sombrias parte de um caso de afogamento. Acidente? Suicídio? Assassinato? Narrado por diversos pontos de vista, o mistério do livro parece não ter a menor a importância. Até aí tudo bem (ou quase). O problema é que os personagens, muitos e “desconectantes”, também não surtem qualquer tipo de interesse. É tudo extremamente monótono e sem graça. Como suspense psicológico é raso pois não se aprofunda em nada e como mistério simplesmente não prende a atenção.

Cansativo e repetitivo, o livro ainda apresenta alguns elementos “místicos” que não acrescentam nada e não fazem o menor sentido.

No final, a autora ainda tentou dar uma última cartada, surpresa da última linha (por isso, não vá bisbilhotar o final do livro, tá?) mas tudo foi tão sem emoção e blasé que nem isso causou qualquer impacto. Simplesmente, eu não dei a mínima. Só fiquei feliz por simplesmente, e finalmente, terminar a leitura.

O único ponto positivo, a meu ver, foi a ideia inicial do romance. Penso eu, que se tivesse sido mais bem executada teria produzido um livro muito mais interessante.

Decepção.

Título Original: Into the water
Autor: Paula Hawkins
Editora: Record
Gênero: Suspense Psicológico
Sub-Gênero/Assunto: Romance, Humor
Período: Atual. Inglaterra.


2/5

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