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quarta-feira, outubro 03, 2018

[Resenha] A Boa Filha, de Karin Slaughter

“Quando eram adolescentes, a vida tranquila de Charlotte e Samantha Quinn foi destruída por um terrível ataque em sua casa. Sua mãe foi assassinada. Seu pai – um famoso advogado de defesa de Pikeville, Geórgia – ficou arrasado. E a família foi dividida por anos, para além de qualquer conserto, consumida pelos segredos daquela noite terrível. Vinte e oito anos depois, Charlie seguiu os passos de Rusty, seu pai, e se tornou advogada – mas está determinada a ser diferente dele. Quando outro caso de violência assombra Pikeville, Charlie acaba embarcando em um pesadelo que a obriga a olhar para trás e reviver o passado. Além de ser a primeira testemunha a chegar na cena, o caso também revela as memórias que ela passou tanto tempo tentando esconder. Agora, a verdade chocante sobre o crime que destruiu sua família há quase trinta anos não poderá mais permanecer enterrada e Charlotte precisa se reencontrar com Samantha, não apenas para lidar com o crime, mas também com o trauma vivido. A boa filha é mais uma obra-prima de Karin Slaughter, um enredo sólido, com caracterizações fortes e reviravoltas extraordinárias, um misto de drama e terror que faz arrepiar até os leitores mais corajosos.”


Avassalador.

A Boa Filha é mais uma prova de que Karin Slaughter é a melhor autora de suspense da atualidade. É impossível passar imune à qualquer história escrita por ela.
Este livro não poderia ser diferente.

O livro já começa arrebatador, com um prólogo de estremecer. Duas adolescentes, meninas, Charlie e Samantha passam pelo maior horror de suas vidas. É uma sequencia dura, triste. Diria até impiedosa. Sabe aquela leitura que deixa quase desconfortável? Pois então. A autora nos transforma numa testemunha, um cúmplice, incapaz de fazer qualquer coisa.

E foi apenas o prólogo! É de se pensar que o primeiro capítulo seja mais calmo. Ledo engano! 28 anos depois, somos levados a um tiroteio numa escola de ensino fundamental. Segurando a arma, uma adolescente com sério deficit de inteligencia.

Novamente envolvidas em um crime bárbaro, as irmãs precisam lidar com os acontecimentos recentes e, finalmente, encarar o que aconteceu anos atrás. As consequências foram tanto físicas quanto psicológicas e por mais que tentem esconder, o sentimento de culpa ainda é latente.

Dos livros que li da autora, este foi o que mais se aprofundou no aspecto dramático da trama. Tão importante quanto saber a verdade sobre o que aconteceu, a relação entre Sam e Charlie é parte crucial da história. São duas personagens fascinantes, diferentes entre si, mas que lutam muito para seguir em frente.

A Boa Filha é aquele tipo de livro que a gente simplesmente não consegue parar de ler. Envolvente e dinâmica. Eu só não dei 5 estrelinhas por que achei o final um pouco corrido e, devo dizer, uma certa solução um pouco forçada. De qualquer forma, é uma leitura mais do que recomendada. Gostando você de romances policias ou não.

Se for fã do gênero, então, não é só uma leitura recomendada. É obrigatória.



Título Original: The good daughtter
Autor: Kaarin Slaughter
Editora: Harper Collins Brasil
Gênero: Suspense
Sub-Gênero/Assunto: Imperfeições, Crime e Mistério
Período: 1989 e tempo atual. Georgia, EUA.
Outra Capa:



4.5/5
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terça-feira, abril 17, 2018

[Resenha] Antes que a luz se apague - Flavia Cunha


“Amanda acabou de se formar na universidade e apesar de ainda não estar empregada, consegue trabalhar em sua profissão. Tem um noivo maravilhoso e juntos estão organizando o casamento e a casa nova. Sua família está sempre presente e ajudando nos momentos em que ela mais precisa. Sua vida está perfeita e ela poderia ser considerada a pessoa mais feliz do mundo.

Até que uma notícia inesperada destrói o seu mundo de sonhos e os seus projetos do futuro. Ela se afasta daqueles que ama e entra em desespero. Agora, toda sua vida depende de uma única resposta. Quanto tempo ela tem... Antes que a luz se apague? ”




Sentimentos bons.
Antes que a luz se apague... é uma história sobre esperança e como, mesmo sem milagres, podemos seguir em frente. Mesmo que isso posso parecer impossível.

Logo de início já sabemos que Amanda está ficando cega e como a vida parece ter perdido o sentido. A família amorosa, o casamento por vir com o homem que ela ama...tudo parece estar caindo aos pedaços. Nada faz mais sentido se “a luz está prestes a acabar.”.
Mas a esperança existe- e ela sempre está a espreita, mas talvez não do modo que a gente espera.

Esta não é uma história de amor. Romance. Apesar dele estar presente; nem mesmo de soluções mágicas.

Flavia Cunha é especialista em cowboys fortes, másculos e mocinhas decididas e isto é maravilhoso, mas aqui, o caminho foi diferente. Leonardo, o noivo de Amanda não é um herói de capa e espada (ou de chapéu e botas), mas sim um companheiro, no sentido mais específico da palavra. E quando todas as luzes parecem estar se apagando para Amanda (literal e figurativamente), é ele quem está ao seu lado.

Escrito de forma direta e simples, mas nunca simplória, Antes que a luz se apague mostra que a vida pode ser difícil mas há sempre lugar para a esperança e o amor (romântico, fraternal e familiar) é o que nós faz fortes. O livro é curto, pouco maior que um conto, mas sabe aquela leitura que te deixa leve, com um sorriso no rosto? Antes que a luz se apague é assim.

Nem sempre a gente precisa de romances arrebatadores para se sentir mais leve.

Claro que eu recomendo!


Título Original: Antes que a luz se apague
Autor: Flavia Cunha
Gênero: Romance
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Lit. Nacional, Doenças, Imperfeições
Período: .Curitiba. Atual.




4/5
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terça-feira, abril 25, 2017

[Resenha] Quando a Bela Domou a Fera - Eloisa James



“Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.

Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.

No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?”



Ah, a magia dos contos de fadas!

Como o próprio título já deixa bem claro, Quando a Bela Domou a Fera é uma releitura, muito bem humorada, do famo(zérrimo) conto de fadas, “A bela e a fera”. Passado no século 19, numa remota localidade no País de Gales, o livro mostra a história de amor, não muito ortodoxa, de Linnet e Piers.

A Bela e a Fera. Obviamente.

Linnet é uma jovem belíssima que, devido a uma “indiscrição” amorosa, teve sua vida social totalmente destruída. Ou seja, estava arruinada. O único jeito de reparar o erros seria casar-se. Mas casar-se com quem, já que sua reputação estava irremediavelmente arranhada?
É aí que entra a Fera. Ou melhor dizendo, Piers, o conde de Marchant. Um nobre médico que vive em um castelo isolado e que só tem tempo e disposição para seus doentes; bem, nem isso, o que importa mesmo, para ele, são as doenças.

Usando uma bengala e sentido dores excruciantes, Piers não é a mais simpática das criaturas. E a ideia de se casar realmente não está nos seus planos. Afinal,ele já havia dito a seu pai que não aceitaria uma noiva menos do que “perfeita”.

O problema é que Linnet realmente beirava a perfeição. E, apesar do rostinho bonito, não era de levar desaforo para casa.

Quando a Bela Domou a Fera é uma disputa de vontades, um amor à segunda vista, onde duas pessoas com gênios fortíssimos, precisam aprender um pouco mais sobre si mesmas.
O livro é uma delícia; super divertido e romântico, onde os embates verbais de Piers e Linnet são o ponto alto da narrativa. Os dois personagens são ótimos, dinâmicos e muito bem desenvolvidos. Eu adorei que a autora,apesar de tomar como base uma história conhecidíssima (e, porque não, clichê), fez uma trama cheia de pequenas surpresas, onde o mocinho não é somente um nobre, mas também médico e, melhor de tudo,não optou por um vilão fácil e caricato.

De leitura leve e rápida, Quando a Bela Domou a Fera é aquele tipo de livro que, com certeza, vai agradar em cheio quem gosta de romances divertidos, com uma pitada de sensualidade.

** O personagem principal foi inspirado no House, da série de TV.
** Este livro é o segundo de uma série de romances de época inspirados em contos de fadas. Cada livro tem uma história independente, sem nenhuma ligação com os demais.

Claro que recomendo!


Título Original: When beauty tamed the beast
Autor: Eloisa James
Editora: Arqueiro
Série Contos de Fadas-Livro 2
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Contos de fadas, imperfeições, Médicos
Período: Séc. 19. Inglaterra.

4/5

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terça-feira, fevereiro 21, 2017

[Resenha] À Sua Espera-Abbi Glines


“Mase sempre preferiu a vida simples em seu rancho no Texas à agitação do mundo do pai em Rosemary Beach. Na verdade, ele quase nunca visita o famoso astro do rock e Nan, sua meia-irmã mimada e egoísta. Mas tudo muda quando conhece uma das empregadas da casa, uma garota linda que, sem saber da presença dele, o desperta com seu canto desafinado.

Depois de anos sendo maltratada pela família e pelos colegas por causa de um distúrbio de aprendizagem, Reese conquistou sua liberdade e mora sozinha trabalhando como diarista para as famílias ricas da cidade. No entanto, seu sustento fica ameaçado quando ela causa um acidente na casa de Nan Dillon.

Ao ser salva por Mase, um rapaz atencioso e com charme de caubói, Reese fica surpresa pelo gesto dele e, depois, apavorada quando ele demonstra interesse nela. Nunca na vida Reese conheceu um homem em quem pudesse confiar. Será que Mase pode ser diferente?

Nessa ardente paixão que nasce entre a doce e batalhadora Reese e o centrado e sexy Mase, Abbi Glines mais uma vez mescla tristezas da vida real com amores de contos de fada e nos faz suspirar até a última página.”




Viciante, como sempre.

Mais uma vez, Abbi Glines nos brinda com um romance recheado de sensualidade e...drama! Ah, porque À sua espera é drama puro- e eu digo isso não de modo pejorativo. Muito pelo contrário. À sua espera é um melodrama puro. E maravilhoso.

Uma história de contos de fadas, onde Mase, irmão da irritante Nan e da boazinha Harlow, é o príncipe encantado, também conhecido como o Cowboy Tudi Bão!, e Reese é a Cinderella, ou simplesmente a faxineira que se apaixona pelo irmão da patroa.
Bem clichê...mas adoravelmente clichê.

O amor dos dois está lá, assim como as dificuldades. E não estou falando apenas das diferenças sociais e financeiras. Vítima de abuso e com problemas de aprendizagem (não entrarei em detalhes aqui, tá), Reese quer apenas se distanciar de seu passado e viver um dia de cada vez- e é aí que entra Mase, para lhe mostrar que a vida é muito mais que simplesmente “sobreviver”.
E é justamente esse Mase, que mostra que a vida pode ser muito mais, que a ajuda a lutar e lidar com suas dificuldades que está o melhor do livro. Analisando friamente, os temas abordados não são devidamente aprofundados, mas é bom ver uma autora de romances mais “lights” tratar de assuntos mais difíceis, mesmo que de forma superficial. Qualquer bandeira contra o abuso já é um ponto positivo- e o fato de Mase saber respeitar os limites de Reese me fez ter orgulho desse mocinho.

A relação entre os dois é algo que se fortalece página após página.
Sabe, este é um daqueles livros, dentro de seu gênero, que eu estava completamente disposta a dar 5 estrelinhas...até surgir um certo diálogo entre Mase e seu primo Major. Que decepção, Abbi! Estava tudo maravilhoso, precisava ter aquela conversinha extremamente machista e nojenta?

De qualquer forma, À  Sua Espera é mais um daqueles livros românticos e simpáticos que a gente não consegue parar de ler, mas que se diferenciam por, nem que levemente, mostrarem que a vida não é tão cor-de-rosa e existem batalhas que devem ser lutadas.

Vale muito a pena ler!

A Série
Mais uma chance faz parte da duologia Chance que, por sua vez,  faz parte do universo "Rosemary Beach", da qual a Trilogia Sem Limites também faz parte.

Trilogia Sem Limites
Livro 1- Paixão Sem Limites
Livro 2- Tentação Sem Limites
Livro 3-Amor Sem Limites
Livro 4- Rush Sem Limites

Perfeição
Livro 1 (Livro 5)-Estranha Perfeição
Livro 2-(Livro 6) Simples Perfeição

Chance
Livro 1 (Livro 7)- A primeira Chance
Livro 2 (Livro 8)- Mais uma chance

Livro 9- Pra Sempre Minha
Livro 9.5- Kiro's Emily (short Story)

Livro 10- A sua Espera

Livro 11- When You are bak
Livro 12-The Best GoodBye.
Livro 13 - Up in flames

Título Original: When I’m gone.
Autor: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Série Resemary Beach Livro 10
Gênero: Romance
Sub-Gênero/Assunto: Abuso, Imperfeições
Período: Atual. Litoral da Flórida, EUA


4.5/5

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quinta-feira, novembro 24, 2016

[Resenha] Ligeiramente Pecaminosos- Mary Balogh


“Em meio à Batalha de Waterloo, lorde Alleyne Bedwyn é ferido e dado como morto pela família. Ao acordar, ele se vê no quarto de um bordel sem lembrar quem é ou como foi parar ali. Sua única certeza é que deseja conquistar o coração do anjo que cuida dele todo dia.

Contudo, assim como ele, Rachel York não é quem parece. Depois de enfrentar uma situação difícil, que a levou a viver numa casa de pecados, agora a bela e inteligente jovem precisa recuperar seu dinheiro e as economias das amigas prostitutas, roubados por um falso clérigo. E o belo soldado de quem vem cuidando parece perfeito para se passar por seu marido e ajudá-la em seus planos.
Porém, apesar de ter perdido a memória, Alleyne não perdeu nada de sua sedução. De volta a Londres, os dois se envolvem em um escândalo pecaminoso e, a cada beijo, esquecem que seu relacionamento é apenas uma farsa e ficam mais perto de se entregar à paixão. .”



Antes de qualquer coisa é preciso dizer que apesar do livro poder ser lido separadamente, eu recomendo- e muito- que a série seja lida na ordem.

Pois bem, o que dizer de uma história que tinha tudo para te encantar: uma boa trama, bons personagens mas que simplesmente não rola, não te faz ficar apaixonada?
Eu já tinha gostado de Lorde Alleyne Bedwyn nos livros anteriores; era um personagem simpático, solar. E saber de um livro só dele me deixou empolgadinha, não vou negar. Ainda mais porque a trama parecia ter perda de memória, moçoila em perigo e um grupo de prostitutas de bom coração. Isso sem falar num ex-sargento caolho. Sim, a história de amor entre o desmemoriado Alleyne e a “falsa prostituta” Rachel York tinha tudo para ser incrível, mas faltou...liga.

É complicado falar sobre algo meramente subjetivo, mas o fato é que não consegui me empolgar com o casal, com a leitura. O interessante é que, de modo geral, eu gostei bastante do livro, mas, principalmente pela trama em si e os personagens secundários. Além do incrível senso de humor da autor. O romance é que, para mim, deixou a desejar. Faltou liga, química mesmo. Outro ponto que não gostei foi a demora para a situação de Alleyne se esclarecer e quando isso acontece é tão...broxante! Sério, o que deveria ter sido o clímax da história, é passado quase em branco. Fuéen!

O que foi uma pena porque o final é uma graça, extremamente fofo e feliz, daqueles que deixa a gente sorrindo feito bobo e querendo abraçar os personagens.
Claro, o livro, apesar de todo e qualquer defeito, ainda superior à muitos outros do g~enero que tem por aí, mas não pude deixar de me sentir um pouco decepcionada. Decepcionada, sim, mas ainda querendo mais. Para quem ama romances de época, Os Bedwyns é uma série que vale muito a pena e mal posso esperar para ler o livro de Wulfric!

A série

Os Bedwyns é o spin-off de dois livros ainda não lançados no Brasil:
Livro 1- One Night For Love
Livro 2- A summer to Remember

Os Bedwyns

Livro 1-Ligeiramente Casados
Livro 2-Ligeiramente Maliciosos
Livro 3-Ligeiramente escandalosos
Livro 4- Ligeiramente Seduzidos
Livro 5- Ligeiramente Pecaminosos
Livro 6- Ligeiramente Perigosos

Título Original: Slightly Sinful
Autor: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Série Bedwyns- livro 5
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Falsa Identidade, Imperfeições, Humor
Período: Regência. Inglaterra.



3.5/5
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sexta-feira, julho 29, 2016

[Resenha] O Bicho da Seda - Robert Galbraith


“Quando o escritor Owen Quine desaparece, a sua mulher contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike. De início pensa que o marido se ausentou por uns dias - como já acontecera anteriormente - e recorre a Strike para o encontrar e trazer de volta a casa.
No decorrer da investigação, torna-se claro que o desaparecimento do escritor esconde algo mais. Quine tinha acabado de escrever um romance onde caracterizava de forma perversa quase todas as pessoas que conhecia. Se o livro fosse publicado iria certamente arruinar algumas vidas - pelo que haveria várias pessoas interessadas em silenciá-lo.
E quando Quine é encontrado, brutalmente assassinado em circunstâncias estranhas, começa uma corrida contra o tempo para tentar perceber a motivação do cruel assassino, um assassino diferente de todos aqueles com quem Strike se tinha cruzado...
Um policial de leitura compulsiva com um enredo que não dá tréguas ao leitor, O Bicho-da-Seda é o segundo livro desta aclamada série protagonizada por Cormoran Strike e pela sua jovem e determinada assistente Robin Ellacott.”



Uma série cada vez melhor.

Eu já tinha gostado de O Chamado do Cuco, mas foi somente com O Bicho da Seda que eu posso dizer, com absoluta convicção, que a série com certeza me fisgou. Se o primeiro livro me deixou com algumas dúvidas, este foi paixão na certa.

Em O Bicho da Seda, o autor soube narrar e tecer os fatos muito bem, mesclando com maestria os dramas dos personagens, os horrores dos fatos e aquela pitada de mistério com ares de livros de outrora. Impossível não se lembrar dos grandes detetives da literatura como Poirot e Sherlock, enquanto testemunhamos as desventuras de Cormoran Strike pelo mundo dos editores, livros e escritores.

Sim, porque é o mundo literário um dos grandes protagonistas de O Bicho da Seda. E um protagonista que não foi pintado com cores muito favoráveis. A partir do desaparecimento de um escrito excêntrico porém medíocre, com mais inimigos do que amigos, somos apresentados ao universo cheio de rancores e futilidades, aonde o talento nem sempre é o mais importante, e amizades são facilmente desfeitas. Com a ajuda cada vez mais sagaz de assistente, Robin, Cormoran pouco a pouco vai descobrindo como um simples caso de desaparecimento se torna algo muito mais complexo.

O Bicho da Seda é narrado de forma linear, mas nada simplista ou óbvio. É uma trama de tensão crescente, no qual o mistério vai surgindo no decorrer das páginas. Apesar de uma forte inspiração na literatura de detive mais clássica, o autor não se deteve apenas no lado “detetivesco” da história; assim, também podemos descobrir um pouco mais de Cormoran como pessoa e, claro, a presença cada vez mais atuante de Robin. Foi ótimo ver como ela cresceu como personagem e não é apenas mais uma coadjuvante à sombra do patrão.

Apesar de ser mais pautado no trabalho de detetive, o livro apresentada algumas cenas bem grotescas, mas apesar de causarem ojeriza, elas são partes cabais da história e não estão ali somente para “chocar”o leitor. É essa percepção que faz a diferença.

O Bicho da Seda é um livro de diálogos e a descrições precisas mas bem desenvolvidas; não é um thriller de consumo rápido. Muito pelo contrário, é um livro de leitura densa mas mesmo assim altamente envolvente. Assim que a gente começa não consegue parar de ler.

Eu só não dei 5 estrelinhas devido à alguns errinhos de grafia e ortografia/gramática.

Recomendo.


Série:

Livro 1- O Chamado do Cuco
Livro 2- O Bicho da Seda
Livro 3- Vocação para o mal

Título Original: The Silkworm
Autor: Robert Galbraith, J.K. Rowling
Editora: Rocco
Gênero: Romance Policial
Série: Cormoran Strike- Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Imperfeições, Crime e Mistério, Detetives, Escritores
Período: Atual. Londres, Inglaterra.

Outra Capa:



4.5/5

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quarta-feira, julho 27, 2016

[Resenha] A Dama da Meia-Noite - Tessa Dare


“Pode um amor avassalador apagar as marcas de um passado sombrio?

Após anos lutando por sua vida, a doce professora de piano, Srta. Kate Taylor, encontrou um lar e amizades eternas em Spindle Cove. Mas seu coração nunca parou de buscar desesperadamente a verdade sobre o seu passado. Em seu rosto, uma mancha cor-de-vinho é a única marca que ela possui de seu nascimento. Não há documentos, pistas, e nem ao menos lembranças…

Depois de uma visita desanimadora para sua ex-professora, que se recusa a dizer qualquer coisa para Kate, ela conta apenas com a bondade de um morador de Spindle Cove, o misterioso, frio e brutalmente lindo, Cabo Thorne, para voltar para casa em segurança. Embora Kate inicialmente sinta-se intimidada por sua escolta, uma atração mútua faísca entre os dois durante a viagem. Ao chegar de volta à pensão onde mora, Kate fica surpresa ao encontrar um grupo de aristocratas que afirma ser sua família.

Extremamente desconfiado, Thorne propõe um noivado fictício à Kate, permitindo-lhe ficar ao seu lado para protegê-la e descobrir as reais intenções daquela família. Mas o noivado falso traz à tona sentimentos genuínos, assim como respostas às perguntas de Kate.

Acostumado com combates e campos de batalhas, Thorne se vê na pior guerra que poderia imaginar. Ele guarda um segredo sobre Kate e fará de tudo para protegê-la de qualquer mal que se atreva atravessar seu caminho, seja uma suposta família oportunista… ou até ele mesmo.”




Uma linda história de amor.

Spindle Cove é uma daquelas séries que vão te conquistando aos poucos. O primeiro livro foi bom mas não espetacular, o segundo eu amei, apesar da história não apresentar muitas surpresas e este...este tem um casal e uma história de amor incríveis. Particularmente, acho que Uma Semana Para se perder o meu favorito, mas foi impossível não se emocionar com a história de A Dama da Meia-Noite.

A Srta Kate Taylor é uma das residentes e a professora de música de Spindle Cove. Kate morou desde os 5 anos de idade em um orfanato e nunca soube (nem conseguiu) se lembrar de sua vida anterior. Com uma marca de nascença no rosto, ela vive uma vida contente na pequena comunidade de mulheres, porém espera mais. Ela quer saber sobre seu passado. Ter uma família. E isso pode finalmente se tornar realidade quando uma excêntrica família aristocrática surge afirmando ser aquilo que ela mais deseja.

Para Kate aquilo era um sonho se tornando realidade, quase que como um conto-de-fadas, porém nem todos estão contentes. Principalmente Cabo Thorne, o frio soldado da milícia do lugar. Ao contrário o que se poderia parecer, através da aparente indiferença dele, existe ali um sentimento de adoração e zelo. Mas mais do isso, ele sabe muito mais do passado de Kate do que ela poderia imaginar.

Awww, tão lindo! Sei que existem milhares de histórias sobre pessoas machucadas, traumatizas mas que encontram a redenção através do amor, mas A Dama da Meia-Noite trata de desses valores por vezes tão clichês de forma sensível e adorável. Kate e Thorne tiveram uma vida de sofrimento e percalços. Thorne não é nem nunca será um homem elegante, da sociedade. Ele não é da aristocracia, mas é nobre. No sentido mais amplo da palavra. O que ele faz- fez- por Kate faz o coração da gente “borbulhar”. É lindo.

Mas também doloroso, porque, assim como tantos outros romances de amor, esses dois sofrem. Ah, como sofrem. Tudo parece ir contra. Até eles mesmos. Eu gostei que Kate não é uma mocinha frágil, que vive se lamentando. Claro que ela
quer uma mudança na vida, mas ela não deixa de viver por causa disso.

O livro fala como o passado não pode ser apagado ou reescrito. De uma forma ou de outra ele continua lá, presente, assim como a mancha que Kate tenta tanto esconder. A questão é enfrentá-lo. E saber conviver com ele.

A Dama da Meia-Noite é uma história de amor em sua plenitude e essência. Bela e forte.

Impossível não se apaixonar.

Recomendo.


Título Original: A Lady By Midnight
Autor: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
Gênero: Romance Histórico
Série: Spindle Cove- Livro 3
Sub-Gênero/Assunto: Thriller, Suspense, Homens da Lei, Médicos
Período: Regência, Inglaterra

Série:
Livro 1- Uma Noite Para se entregar
Livro 1,5- Once Upon a Winter's Eve (short Story)- pode ser baixada grátis (em inglês) na Amazon.BR
Livro 2- Uma Semana Para se perder
Livro 3- A Dama da Noite
Livro 3.5-A bela e o ferreiro
Livro 4-Any Duchess Will Do
Livro 4.5-Lord Dashwood Missed
Livro 5-Do You Want to Start a Scandal


Outra Capa:



4.5/5
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quinta-feira, julho 21, 2016

[Resenha] The Year We Fell Down - Sarina Bowen

“Ela deveria começar na faculdade Harkness como uma jogadora de hóquei no gelo do colégio. Mas um grave acidente, levou Corey Callahan a começar na escola em uma cadeira de rodas em vez disso. No final do corredor, no outro dormitório acessível a pessoas com deficiência, vive o também delicioso Adam Hartley, outra estrela do hóquei que tinha a perna quebrada em dois lugares. Ele é muita areia pro caminhão de Corey. No entanto, uma improvável amizade floresce entre Corey e Hartley no "gueto gimp" de McHerrin Hall. Sobre tequila, perigosamente equilibrada bandejas de sala de jantar e jogos de vídeo, os dois lidam com decepções que ninguém mais entende. Eles são só amigos, é claro, até que uma noite, quando as coisas caem distante. Ou, caiem juntos. Tudo que Corey sabe é que ela está caindo. Difícil. Mas será que Hartley deixará sua garota troféu, para amar alguém tão quebrada quanto Corey? ” (Peguei a sinopse em PT no blog Leituras e Devaneios.com ;)



Uma adorável surpresa.

Eu já comentei por aqui como eu adoro ficar fuçando na Amazon em busca de novidades e livros interessantes, e foi numa dessas “buscas” que eu encontrei The Year We Fell Down. Vi que tinha boas notas no Goodreads, mas fora isso sabia muito pouco, porém a história me chamou a atenção e resolvi arriscar. Ainda bem.

Que história linda! É um New Adult com elementos conhecidos como a garota nova se apaixonando pelo garoto popular mas com detalhes novos que fizeram toda a diferença.

Casey é uma jogadora de Hockey que tinha todo o seu futuro programado: iria entrar para a faculdade e seguir uma carreira de esportista. Porém, um grave acidente em quadra interrompe tudo isso. Ela vai sim à Universidade, mas agora em uma cadeira de rodas. Hockey, nunca mais.

Na universidade, na ala dos dormitórios “acessíveis” e especiais para pessoas com necessidades, ela conhece Hartley, também jogador de Hockey e que quebrou a perna. A empatia entre os dois é quase que imediata. Com o Hockey como primeiro interesse em comum, os dois vão criando uma amizade das mais fortes.

Hartley tem uma namorada; uma dessas garotas lindas, ricas e...intragáveis. Porém, ela está longe, fazendo um intercâmbio na Europa e a sua ausência acaba por unir ainda mais os dois amigos.

Amizade. Foi isso que mais me chamou a atenção no livro. Claro, é óbvio que um romance iria acontecer, mas a forma como eles realmente ficam amigos foi o que eu mais gostei. Hartley vê em Casey alguém muito além de uma garota em uma cadeira de rodas. Contudo, a deficiência dela não é em momento algum deixada de lado. É o que ela é e precisará conviver para o resto da vida. Gostei muito que a autora não faz com que a gente sinta pena da personagem, mas orgulho.

Mais do que a impossibilidade de jogar, Casey teme também ter perdido a sensibilidade como mulher. E com quem conversar sobre algo tão íntimo? A autora soube tratar com profunda delicadeza essa questão. Hartley provavelmente foi um dos mocinhos mais delicados e amorosos que eu já encontrei. Sim, teve um momento *ódio ao mocinho* mas eu superei!

The Year We Fell Down é uma história bonita e tocante que fala sobre amor, amizade e diferenças. As dificuldade de Casey são diárias mas elas não a impedem de seguir em frente. Claro, o livro tem alguns defeitinhos mas nada muito grave e o romance entre os dois e realmente lindo. Vai muito além das aparências.

Fica a dica para alguma editora lançar por aqui.


Recomendo.


Título Original: The Year We Fell Down
Autor: Sarina Bowen
Editora: Importado
Gênero: New Adult
Série: The Ivy Years
Sub-Gênero/Assunto: Esportistas, Amizade, Imperfeições
Período: Contemporâneo. EUA.


A Série 
Livro 1 - The Year We Fell Down
Livro 2 - The Year We Hid Away
Livro 2,5 - Blonde Date
Livro 3 - The Understatement of the Year
Livro 4 - The Shameless Hour
Livro 5 - The Fifteenth Minute


Outra Capa:

4.5/5

terça-feira, junho 07, 2016

[Resenha] Uma Chance Para Recomeçar - Lisa Kleypas


Victoria morreu em um trágico acidente, deixando sua filha Holly sob a responsabilidade do seu irmão, o solteiro convicto Mark. O tio Mark não se sentia muito preparado para cuidar da menina, mas assumiu o compromisso de devolver o sorriso aos seus lábios. No entanto, ele descon fia de que não esteja fazendo um bom trabalho, uma vez que Holly nunca mais falou desde que ficou órfã. Uma cartinha para o Papai Noel revela um desejo que pode ser a chave da felicidade de Holly: ela só quer ter uma mãe. Maggie perdeu o marido em uma batalha contra o câncer e não quer jamais - passar por tudo isso de novo. Por isso, ela fechou seu coração e prometeu a si mesma dedicar-se somente a sua nova loja de brinquedos em Friday Harbor, que permite às crianças viajar um pouco nas asas da imaginação. A amizade entre Maggie e Holly (que até passou a acreditar em fadas!) ao mesmo tempo comove e preocupa o tio Mark. Ele tem certeza de que a nova amiga fará bem a sua sobrinha, mas precisa decidir se a deixará entrar em sua própria vida... Nós também torcemos, do fundo do coração, para que Holly tenha uma linda noite de Natal.


Típico livro “fofinho”.

Uma Chance Para Recomeçar foi um daqueles raros casos no qual eu conheci (e assisti) primeiro ao filme e só depois fiquei sabendo do livro. O filme (cujo título me esqueci totalmente neste momento!) eu assisti por acaso, numa dessas zapeadas pela TV. Lembro que achei bonitinho, mas nada demais. Típico sessão da tarde. Contudo, quando vi que Novo Conceito estava lançando o livro fiquei curiosa pra ler- e, apesar dos dois (livro e filme) serem bem diferentes, a conclusão é a mesma: bonitinho, mas nada demais.

A primeira coisa que chama a atenção em Uma Chance Para Recomeçar é sua autora, Lisa Kleypas. Quem é fã de romances de época, obviamente sabe quem ela é: uma das melhores do gênero. Por isso, é sempre bom avisar que a Lisa dos romances históricos não é mesma Lisa deste romance contemporâneo. Aquela Lisa é bem melhor.

Como o próprio título já diz, Uma Chance Para Recomeçar fala sobre recomeços e, claro, segundas-chances. Novas expectativas. Maggie é uma jovem viúva que resolve recomeçar a vida abrindo uma loja de brinquedos numa pequena cidade litorânea. Tudo o que ela menos quer é se envolver com o outro homem. Obviamente, nem sempre as coisas acontecem conforme os planos. Mark é um solteirão que recebeu a guarda da sobrinha após a morte da irmã. Ele não sabe nada sobre crianças, muito menos meninas e, para complicar, a pequena não fala desde a morte da mãe. No ínicio, o rapaz não sabe o que fazer, mas ele começa logo a perceber a ligação da sobrinha com a jovem dona da loja de brinquedos local. Bem, bem, bem, já sabemos no que isso vai dar, né?

Cliquê? Com certeza, mas fofo também. Sabe aquela frase lugar comum “história de aquecer o coração”? Ela poderia facilmente ser uma descrição do livro. Uma Chance Para Recomeçar é daquelas histórias que fazem a gente se sentir melhor, mais otimista. Mark e Maggie são ótimos e Holly é uma graça de menina. O problema é que o livro, no geral, é muito fraquinho. A ideia está lá, os personagens também, mas falta algo. Por mais que seja tudo muito fofo, a falta de desenvolvimento da trama e dos personagens incomoda. Além disso, fiquei com a impressão de que estava lendo sobre uma historia e não a história em si. Por se tratar de Lisa Kleypas, é um pouco decepcionante.

De qualquer forma, é uma leitura agradável e simpática; ótima para levantar o astral.

Vale a pena a leitura.

PS:

Uma Chance Pra Recomeçar é o primeiro livro da série FRiday Harbor. Saiba mais sobre a série AQUI.

Título Original: Friday Harbor
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance Contemporâneo
Série:Christmas at Friday Harbor – Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Imperfeições, Viúva, Crianças, Segunda Chance
Período: Atual. EUA
Capa Original:



3.5/5

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quinta-feira, abril 21, 2016

[Resenha] Nove regras a ignorar antes de se apaixonar - Sarah MacLean


“Nove regras para romper e conquistar um libertino…
Uma das regras sociais mais conhecidos diz que uma jovem de boa família nunca deveria ir à casa de um marquês de má reputação e lhe pedir um beijo apaixonado.
Entretanto, para conquistar este libertino, Lady Calpurnia Hartwell deverá romper todas as regras…
1. Beijar alguém… apaixonadamente.
2. Fumar charutos e beber uísque.
3. Montar com as pernas abertas.
4. Praticar esgrima.
5. Assistir a um duelo.
6. Disparar uma pistola.
7. Jogar cartas (em um clube de cavalheiros).
8. Dançar todos os bailes em uma festa.
9. Ser considerada bonita. Uma só vez. ”


Lindinho, lindinho!

Não vou dizer que fazia tempo que eu não lia um romance de época tão gostosinho, mas 9 regras a  ignorar antes de se apaixonar foi uma leitura deliciosamente prazerosa. Com uma pitadinha de crítica de costumes, o romance é tudo o que um fã de histórias de amor está procurando.

Lady Calpurnia ‘Callie’ Hartwell não é exatamente uma beldade; um pouco “cheinha” demais e definitivamente velha demais- aos 28 anos- para se casar, a jovem sempre foi um modelo de virtude e modéstia. Acostumada a não ser o centro das atenções, Callie, já se conformou em ficar para titia. Mas, ah, será que a vida de solteirona tinha que ser tão enfadonha? Será que ela teria que passar a vida sem ao menos experimentar- nem que fosse por uma só vez- um pouco de emoção?

É aí que entra em cena Gabriel St. John, marquês de Ralston. Um típico libertino- e a melhor companhia para ajudá-la a quebrar algumas regrinhas...
Nem é preciso dizer que isso não dará muito certo, né?

Gabriel e Callie são como fogo e gasolina- instáveis e maravilhosos juntos. Garantia de divertimento total. Mais do que só um romance de amor entre a menina sem graça e o moço bonito, 9 regras tem muito humor e diálogos inspirados. Isso sem nunca deixar de lado a crítica a respeito do que é belo e do que é “aceitável” pela sociedade.

À primeira vista,o livro se parece bastante com Os Segredos de Colin Bridgerton, com Callie no lugar de Penélope (especialmente sua relação com a mãe), mas este livro acaba por se mostrar diferente. Apesar das semelhanças. De qualquer modo, tanto Penélope quanto Callie são personagens fantásticas- e Gabriel não fica atrás.

Eu ri e me emocionei. 9 Regras a ignorar antes de se apaixonar é quase como uma catarse nestes tempos tão difíceis. É para isso (também) que serve a literatura: fazer a gente mais feliz.

Recomendo!

**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**


Série

Livro 1-Nove Regras a ignorar antes de se ignorar
Livro 2- Dez formas de fazer um coração se derreter
Livro 3-Onze leis a cumprir na hora de seduzir

Título Original: Nine Rules to Break When Romancing a Rake
Autor: Sarah MacLean
Editora: Arqueiro
Série Númerosdo amor- livro 1
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Humor, Imperfeições
Período: Regência. Inglaterra.

Outra Capa:





5/5

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terça-feira, setembro 29, 2015

[Resenha] A Voz do Arqueiro - Mia Sheridan


“Bree Prescott quer deixar para trás seu passado de sofrimentos e precisa de um lugar para recomeçar. Quando chega à pequena Pelion, no estado do Maine, ela se encanta pela cidade e decide ficar.

Logo seu caminho se cruza com o de Archer Hale, um rapaz mudo, de olhos profundos e músculos bem definidos, que se esconde atrás de uma aparência selvagem e parece invisível para todos do lugar. Intrigada pelo jovem, Bree se empenha em romper seu mundo de silêncio para descobrir quem ele é e que mistérios esconde.

Alternando o ponto de vista dos dois personagens, Mia Sheridan fala de um amor que incendeia e transforma vidas. De um lado, a história de uma
mulher presa à lembrança de uma noite terrível. Do outro, a trajetória de
um homem que convive silenciosamente com uma ferida profunda.

Archer pode ser a chave para a libertação de Bree e ela, a mulher que o ajudará a encontrar a própria voz. Juntos, os dois lutam para esquecer as marcas da violência e compreender muito mais do que as palavras poderiam expressar. ”



Uma bela história.
A Voz do Arqueiro fala sobre ir além das aparências e se permitir uma segunda-chance.

Após sofrer uma tragédia pessoal, Bree , uma jovem de 21 anos, resolve sair de sua cidade...e cair na estrada. Ela precisa de ar, de tentar seguir em frente. Quando ela chega à pequena Pelion, sua intenção é apenas ficar algumas semanas, nada muito mais do que isso. Uma casinha alugada e um emprego temporário. Aquilo parecia ser o suficiente.

Porém, Bree não esperava conhecer Archer, um jovem solitário e mudo. Vestindo roupas velhas, com cabelos um pouco longo demais e uma barba mal-ajambrada, Archer não era aquele tipo de pessoa que alguém olharia duas vezes. Ou se importasse. Mas Bree olha e mais importante...se importa.

Tanto Bree quanto Archer tem seus segredos, sua barreiras e, mais importante seus medos. A vontade de mudar o outro é enorme, torná-lo mais “sociável”, mas Bree começa a perceber que algumas mudanças vão muito além das aparências ou do uso da linguagem de sinais. Desde os sete anos, Archer vivia em um mundo á parte, isolado- e encarar a vida fora das cercas nunca é fácil.

Como quase todo conto romântico, A Voz do Arqueiro também fala sobre o poder transformador do amor, como esse sentimento pode mudar vidas, mas também fala como pode ser sufocante e difícil de se controlar.

Desde o princípio sabemos que tanto Bree quanto Archer são imperfeitos, humanos, mas além disso, eles tem medo. Principalmente Archer.
Ele é um personagem lindo- e não estou falando de sua forma física. Existe uma delicadeza, uma ternura em seus gestos e palavras, que fazem a gente sorrir. Me fez querer abraçá-lo, confortá-lo.

Ele e Bree se completam, precisam um do outro. É uma cura mutua.

Narrado em primeira pessoa, sob os pontos de vista de Bree e Archer, A Voz do Arqueiro é um livro intenso e arrebatador. Com uma linguagem simples e precisa, autora conduz com perfeição um história cheia de sutilezas e significados. Em nenhum momento ela abusa do melodrama ou das palavras de impacto. È tudo na medida certa. Até mesmo as cenas sexo são um complemento à trama, nunca se fazem desnecessárias ou vulgares.

Eu quase dei 5 estrelinhas para o livro, mas (vocês já sabiam que vinha um “mas” por aí, né? ;), apesar de ter achado a história linda e muito bem escrita, achei as soluções finais muito simplistas e apressadas. Me pareceu que, de repente, tudo ficou bem rápido demais- e honestamente, teria mudado (um pouco) o fim/destino de alguns personagens.

De qualquer forma, A Voz do Arqueiro é um livro belíssimo, que aborda com delicadeza os assuntos tratados; é que aquele tipo de leitura que faz a gente pensar, se sentir mais leve. Mostra que a vida não é fácil, mas, apesar de tudo, vale a pena e, mais importante de tudo, devemos ir além das aparências. Ou Dificuldades.

Recomendo!

*** O Livro faz parte da Série “Signos Do Amor”, mas é um stand-alone. Cada livro da série é baseado em um signo do Zoodiaco.

***Este Livro foi gentilmente cedido pela Editora***


Título Original: Arche’s Voice
Autor: Mia Sheridan
Editora: Arqueiro
Série Signos do Amor -
Gênero: New Adult
Sub-Gênero/Assunto: Imperfeições, Segunda-Chance, hot
Período: Atual. EUA.



4.5/5

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