terça-feira, novembro 02, 2021

#Resenha O Chamado de Cthulhu - HP Lovecraft


O Chamado de Cthulhu é um conto do norte-americano H.P. Lovecraft que logo se tornou um clássico do terror. Foi escrito em 1926 e publicado pela primeira vez na revista estadunidense Weird Tales em fevereiro de 1928. 
Cthulhu é um deus que nas primeiras páginas do conto aparece como um ídolo de argila quase indescritível, possuindo um culto multimilenar dedicado a trazê-lo de volta, o seu retorno desencadearia o fim da humanidade.













Não sei muito bem o que dizer sobre O Chamado de Cthulhu . Por um lado, achei uma leitura diferente, bem interessante. Por outro, teve momentos cansativos e “sem rumo”.

O livro contém uma série de (não tão pequenos) contos que têm como principal mote o terror e seres alienígenas. H.P. Lovecraft é um dos precursores, se não “O” precursor da ficção científica de horror. Todo o universo criado por ele (o nome da cidade de Arkham) apareceria em muitas outras obras, como Batman, por exemplo.

Porém apesar de ter criado um universo e seres monstruosos (estamos falando do início do séc.20), a narrativa se repete em praticamente em todos os contos. Em diversos momentos, senti como se estivesse lendo a mesma história repetidamente, apenas com alguns elementos diferentes. Tudo muito igual e, pior, sem continuidade. Foi como se o autor tivesse usado toda a sua criatividade para criar os universos mas não para finalizá-los.

Os contos Os Ratos nas Paredes e Os Gatos de Ulthar são as grandes exceções. Bem mais curtos que os outros contos, essas duas histórias saem do lugar comum do “monstro alienígena ataca”. São duas pequenas histórias de horror (especialmente Os Ratos nas Paredes) que prendem a atenção do início ao fim; simples e diretos, mas extremamente perturbadores.

No todo, achei O Chamado de Cthulhu uma leitura irregular mas, mesmo assim, interessante. Os fãs de sci-fi de horror devem curtir.




Título Original: The Call of Cthulhu and Other Weird Stories
Autor: H.P. Lovecraft
Editora: Principis
Gênero: Terror
Sub-Gênero/Assunto: Contos, Ficção Científica
Período: Primeira metade do Séc. 20



3/5
 
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terça-feira, maio 11, 2021

[RESENHA] David- Flávia Cunha



David Bennett já foi um ás do rodeio e agora era um excelente treinador de cavalos no rancho da família. 

David se negava a falar sobre o passado e as coisas que havia deixado para trás, mas o destino tinha outros planos. 

 Mary Cardwell veio a procura de seu passado e de um homem chamado David. Porém, quando finalmente o encontrou foi tomada pelo pânico. 

E se David não quisesse vê-la? E se ele não se importasse com o seus motivos para procurá-lo? Quão difícil seria laçar esse cowboy?




Ah, esses cowboys! 

Segundo livro da Trilogia Irmãos Bennett, David fala sobre amor, superação e reencontro da felicidade.  

David e Mary tiveram o que pode se chamar de Paixão Fulminante. Um encontro ao acaso, uma troca de olhares, uma noite (noites!) de sexo maravilhosos. Foi aquele tipo de encontro que poderia ter sido facilmente descrito como algo do momento, passageiro. Aqueles casos de desejo avassalador mas que logo se dissolve no ar, deixando apenas uma lembrança boa. 

À primeira vista,  os dois, vindos de mundos diferentes (Ele, o cowboy herói dos rodeios, e ela, uma jovem tímida, quase ingênua demais) pareciam não ter nada em comum e o sexo tinha sido apenas isso: sexo. Uma semana de paixão. Porém, com David e Mary não foi assim. Os dois sabiam que tinha sido muito mais que isso. A Paixão era amor. Todavia, como todo bom romance que se prese, o destino resolveu brincar e Mary sofre um terrível acidente.

Destruído pela dor da perda daquele amor tão breve mas tão forte, David tenta seguir em frente. Mais eis que ele, o menino Destino, resolve atacar novamente e Mary reaparece. E ela não está só. A jovem carrega nos braços uma linda bebêzinha.
E agora?

Ah, existe a felicidade do reencontro, mas também são tantas perguntas que precisam ser respondidas! 

Mesclando muito bem o drama do presente com flashbacks dos momentos de paixão, o livro prende o leitor com uma história sensual mas também extremamente sentimental. Pequenos detalhes vão sendo incorporados ao drama, o que torna tudo mais interessante. 

O livro tem muitos momentos especiais, mas o que mais me encantou na leitura foi a forma como a personalidade de David, o cowboy aparentemente machão , vai se desenvolvendo no decorrer da trama. è lindo ver o amor dele por Mary e sua relação com a pequenina Lily. São pequenos momentos cheios de amor e afeição que , desculpem o clichê, mas aquecem por demais o coração. 

David tem uma mistura perfeita de romance, momentos hot e fofos, drama e , claro, um cowboy muito do gostoso simpático!

Tá afim de um romance leve e despretencioso que vai te fazer suspirar e esquecer dos problemas por alguns momentos? David é mais do que indicado!

Título Original: David
Autor: Flavia Cunha
Editora: Independente
Série Irmãos Bennett
Gênero: Romance
Sub-Gênero/Assunto: Cowboys, Romance Contemporâneo, Amnésia, Reencontro, Crianças , HOT
Período: EUA. Atual

4/5






TRILOGIA IRMÃOS BENNETT:

2- DAVID
3-LUCAS




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domingo, março 28, 2021

#RESENHA Tarzan- Edgar Rice Burroughs

  • “Nascido na floresta, órfão com apenas um ano de idade, o pequeno lorde Greystoke é adotado e criado por uma antropoide, que o transforma em Tarzan - o homem-macaco, ágil, forte, poderoso guerreiro, líder de seu bando e rei da selva. Mas tendo contato com a espécie humana, sobretudo com membros de uma expedição americana, dentre eles a bela Jane, o herói se transforma. Será que o amor e suas origens como lorde Greystoke irão sobrepujar uma vida inteira como Tarzan? Pode um homem selvagem resistir ao chamado da floresta?”

Quanto tempo, não é mesmo? Não sei quanto à vocês, mas essa pandemia está afetando demais s minhas leituras. 



Eu simplesmente não consigo me concentrar. O que seria uma leitura rápida de, no máximo, 1 ou 2 dias, tem levado semanas. E foi justamente esse o caso de Tarzan. Uma história que, em condições normais de temperatura e pressão, eu teria lido de uma sentada só. Pois bem, acho que praticamente todo mundo conhece a história de Tarzan, o lorde inglês criado por macacos e sua amada Jane. 

 Primeiro livro de uma série, Tarzan conta a origem do “herói” e seu primeiro encontro com Jane. Escrevendo de forma simples e bem popular, o autor mostra um protagonista quase super-humano, capaz das maiores façanhas; desde habilidades extraordinárias para a caça e luta quanto incrível inteligência intelectual (ele aprende a ler e escrever sozinho!). 

 O modo como tudo é descrito e apresentado me lembrou dos chamados “romances de banca”. E não só como Tarzan é descrito (lindo, inteligente e forte!), mas também no encontro dele com Jane.

 Confesso que, em certos momentos, tive vontade de rir com a paixão avassaladora ali presente. 

 Vale também ressaltar a incrível edição da Zahar: cheia de ilustrações, notas da edição interessantíssimas e uma introdução que coloca toda a obra em contexto. Só esses “ a mais” já valem a leitura. 

Tarzan é uma aventura divertida e envolvente. Lendo com olhos dos século XXI, podemos ver vários problemas de caracterização e preconceito. Principalmente no que se dizia respeito aos nativos negros e a suposta “ superioridade” branca. São passagens que devem ser lidas com olhar crítico, levando em conta o momento em foram escritas, mas que não devem ser repetidas. 

Título Original: Tarzan of the apes
Autor: Edgar Rice Burroughs. Ilustracões de Hal Foster
Editora: Zahar Coleção: Clássicos Zahar
Série Tarzan Gênero: Aventura
Sub-Gênero/Assunto: Romance,
Período: Africa, EUA, Inglaterra. Séc 19







 Vale a Pena a Leitura!


  3.5/5
 

terça-feira, janeiro 05, 2021

Bridgerton, a série. #Netflix


Após um longo e tenebroso inverno período, estou de volta. Ainda devagarzinho, mas voltando.

E pra (re)iniciar, nada melhor que um bom romance de época, né. A série Bridgerton é a sensação do momento. De modo geral, eu gostei bastante, mas tenho algumas ressalvas.

A 1ª coisa para se aproveitar melhor a série é se esquecer dos livros. Ou pelo menos em parte. São duas mídias diferentes- e uma adaptação audiovisual nunca será igual ao produto original.




*Confesso que, de início, achei estranho o elenco multirracial, mas foi algo momentâneo. A pluralidade sempre faz bem. Sem contar, que estudos históricos apontam que a Rainha Carlota (ou Charlotte) tinha ascendência africana. Eu apenas não gostei da atriz. Aquela cara de que sempre estava de mau humor ou que algo estava fedendo me irritou. Não sei se era pra ser engraçado, mas não curti.

*Falando em elenco, no geral, achei os atores okay. Ninguém extraordinário mas também comprometeu o resultado final. Só não achei ninguém lindo de morrer. O Duque é extremamente sexy, mas o resto achei bem bleh.  Nenhuma beleza inconteste como descrito nos livros.

* Esperava uma Lady Danbury diferente. Achei a atriz muito jovem e nada daquilo que eu estava esperando. Faltou humor à personagem.

*Aliás, Humor é algo que eu senti falta na série. Uma das coisas que eu mais gosto nos livros da Julia Quinn é justamente o humor, a ironia fina.

*Eloise tá a cara da Bernadete de Chocolate com Pimenta.

* Se o Duque é o mais sexy, Penélope é a melhor personagem. E Marina, de longe, a pior.

*Aliás, por que enfiaram essa Marina na história? É a mudança mais evidente em relação ao livro e só serviu pra passar raiva. Além de uma sonsa, insuportável, mudou totalmente a personalidade do Colin.

*Adorei a cumplicidade de Eloise e Benedict (mais até do que Eloise e Penélope) e espero que não inventem moda em relação à ele. Acho o máximo ter um personagem LGBT+ em uma história de época, mas ele já tem dona!

* Esperava mais da "conversa" entre Daphne e Violet. No livro, a cena é hilária. Na série, passou batida. Nem emocionante foi.

*No inicio,  não estava gostando muito do Anthony mas com o passar dos episódios, ele foi me conquistando. Acho que foi o personagem que mais cresceu.

*E o que era aquela franja da Daphne? Ela cortou sozinha? Sem contar que estava torcendo mais pro Príncipe do que pro Duque. 

Ah, e episódios de quase 1 hora de duração... pra quê?!

Bridgerton é um grande romance água-com-açúcar e é ótimo no que se propõe. Diverte, distrai e emociona. 

Não é uma série perfeita, mas já estou na torcida por novas  temporadas!

(Ah, e não gostei que revelaram *o* segredo logo de cara.)





NOTA: 8/10




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terça-feira, abril 14, 2020

[Resenha] Segredos de um Coração Indomável - Flavia Cunha



“James Passero jurou que se vingaria dos culpados pelo assassinato dos seus pais. E ele gastou cada segundo da sua vida preparando-se para esse momento e tornando-se um campeão dos rodeios e um empresário bem sucedido. Agora, prestes a concluir sua vingança, James vê sua vida mudar ao se envolver com a advogada do seu maior inimigo.

Evie Larsson tem uma dívida de gratidão com Beau Keller e por isso aceita viajar para Springville e ser sua advogada. Mas, ela não sabe que faz parte de um plano para envolver e seduzir James Passero, um homem por quem ela está a um passo de se apaixonar.

Entre intrigas do presente e revelações do passado, pode o amor superar os obstáculos e desvendar os segredos de um coração indomável?”




Macho-Alfa sim. Ogro jamais!

Segredos de um Coração Indomável tem um início bem tradicional, com a história clássica de possíveis inimigos que se apaixonam perdidamente.

James Pasero é um belo homem, bem resolvido financeiramente, mas que nunca conseguiu superar a trágica morte de seus pais; seu objetivo de vida é justamente se vingar daquele que ele julga ser o culpado, seu próprio avô.

Ao voltar ao local de suas origens, James acaba se encantando por Evie Larsson, justamente a advogada daquele que ele tanto odeia.

A autora poderia conduzir a história como tantas outras do gênero onde os desentendimentos, as falsas acusações e brigas estão em primeiro plano. Mas eis que aí é que esta o diferencial desta história. James não é um ogro sem razão. Ele não se deixa enganar maquinações que querem destruir sua felicidade com Evie. E eu adorei isso! Nada mais frustrante quando o casal acredita em todo o tipo de mentira para separá-los. Sim, meus caros, James e Evie não são burros! E isso não quer dizer que falta drama ou emoção à história. Muito pelo contrário.

O romance está em todas as páginas- ele só não deixa a gente irritada.

James e Evie é aquele típico casal “gostável”, que a gente torce desde o primeiro momento. A masculinidade dele e o romantismo dela estão na medida certa. O machismo e a misoginia não têm vez. Tempos modernos, não é mesmo? Romântico não precisa ser ultrapassado.

Apenas primeiro beijo entre eles me decepcionou um pouco. Achei meio abatalhoado, apressado. Esperava algo mais Romântico, mais sexy mesmo.

De qualquer forma, Segredos de um Coração Indomável é uma história adorável, leve.

Do tipo que deixa a gente feliz.

Claro que recomendo!

(E detalhe: tem várias “participações especiais” do pessoal lá de Springville!)

Saiba Mais- AMAZON

Título Original: Segredos de um Coração Indomável
Autor: Flavia Cunha
Editora: Clube dos Autores
Série Faz parte do Universo de Springville
Gênero: Romance
Sub-Gênero/Assunto: Romance Nacional, Cowboys,
Período: Atual.



4/5
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domingo, março 22, 2020

[Resenha] O Caso Saint-Fiacre, de Georges Simenon


“O comissário Maigret volta à sua cidade natal, onde ainda se mantém de pé o velho castelo em que seu pai trabalhou como administrador e onde ele, Maigret, passou toda a infância. Vai investigar a misteriosa morte da condessa de Saint-Fiacre, proprietária do castelo. Ao analisar o crime, cometido em plena missa de Finados, Maigret precisa encarar a decadência dos poderosos Saint-Fiacre e rever figuras que povoaram sua infância”



História clássica de detetive.

Apesar de amar a literatura de suspense e de meus avós terem alguns livros dele na estante, eu não me lembrava de ter lido algo de Simenon.
Ando muito sem tempo ( e paciência) ultimamente mas resolvi dar uma chance a uma edição de bolso que estava esquecida aqui em casa, atraindo poeira. Sabe, é bom, de vez em quando, pegar conhecer escritas novas.

Tudo se inicia quando o comissário de polícia, Maigret, recebe um bilhete dizendo que uma morte irá acontecer durante a missa de finados na igreja da pequena cidade de Saint-Fiacre. O bilhete em si já seria algo insólito, mas aquela não era uma cidadezinha qualquer; era a cidade natal do comissário e de onde ele não havia retornado fazia muito anos. Claro que ele vai à cidade; claro que uma morte acontece. E, em volta disso, muitos suspeitos, motivos e alguns fantasmas do passado.

O Caso Saint-Fiacre segue a cartilha dos romances policiais clássicos: uma morte, muitos suspeitos e um detetive/investigador atrás da verdade. O estilo de Simenon não tem a finesse de Conan Doyle nem a sagacidade de Agatha Christie, mas ele consegue manter até a última página o clima de mistério. Eu apenas me incomodei um pouco com o formato da prosa. Não sei se algo vindo do original, ou da tradução, mas por vezes, a escrita me pareceu confusa. Em alguns momentos, eu simplesmente não sabia quem era o interlocutor dos diálogos. Nada que realmente atrapalhasse a história, mas tornava sim, a leitura mais lenta.

Não espere nada extraordinário ou original, apenas uma boa história de mistério; uma cidadezinha cheia de segredos e um bando de personagens com muita coisa para esconder.

Uma boa pedida para passar o tempo!

Título Original: L'Affaire Saint-Fiacre
Autor: Georges Simenon
Editora: LM/Nova Fronteira
Série Maigret
Gênero: Suspense
Sub-Gênero/Assunto: Mistério, Crime, Detetive
Período: Anos 30. Bélgica.


3.5/5
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terça-feira, janeiro 14, 2020

[RESENHA] Eu Sei Onde Você Está- Claire Kendal


“Rafe está em todos os lugares. E Clarissa vai encontrá-lo, mesmo sendo a última coisa que gostaria que acontecesse. Vai encontrá-lo na universidade onde ambos trabalham, na estação de trem, no portão do prédio onde mora. As mensagens do homem lotam a secretária eletrônica de Clarissa, os presentes dele abarrotam sua caixa de correio. Desde a noite traumática que passaram juntos alguns meses antes, ela se vê em uma armadilha da qual não consegue escapar. E ele se recusa a aceitar um não como resposta. A única saída de Clarissa para esse pesadelo angustiante são as sete semanas que passará em um tribunal, onde foi escalada para compor um júri popular. A vítima em questão viveu experiências que revelam uma similaridade macabra com a vida da jurada. Conforme o julgamento se desenrola, Clarissa percebe que, para sobreviver às investidas obcecadas de Rafe, será necessário se arriscar. Começa então a reunir evidências da insanidade do perseguidor para usá-las contra ele e relata todo o terror psicológico e físico a que é submetida, o que a obriga a reviver cada momento doloroso que vem tentando desesperadamente esquecer. Escrito de forma primorosa, Eu sei onde você está explora a tênue fronteira entre amor e compulsão, fantasia e realidade. Um retrato perturbador de uma mulher perseguida, determinada a sobreviver.”


Bom na ideia. Ruim na execução.

Muitas vezes uma ideia boa acaba se perdendo numa trama sem emoção.
É o caso de Eu Sei Onde Você.

Clarissa é uma mulher jovem, que trabalha numa universidade. Intimada para ser júri num caso de violência contra mulher, ela acaba usando o período em que precisa ficar “incomunicável” para ficar longe de Rafe, um ex-colega, que a persegue.
No decorrer do julgamento, Clarissa começa a ver semelhanças entre a vítima e ela mesma.

A violência contra mulher, o feminicídio, a perseguição e o abuso são temas fortes, (infelizmente) atuais e que merecem estar sem em foco e devem ser combatidos. A autora começa bem ao fazer uma “ligação” entre um caso de obsessão e perseguição que acontece em primeiro plano (Clarissa e Rafe) e uma trágica história de violência sexual (o julgamento), porém o que parece ser algo impactante acaba se tornando chato e sem interesse.

Eu sei onde você está tem uma protagonista insípida e pela qual a gente simplesmente não liga. O fato de ser narrado em primeira pessoa poderia tornar o drama de Clarissa mais próximo, mais real, porém, o fato é que eu realmente não dei a mínima para o que ela estava passando. E me senti péssima com isso.

Rafe é o vilão desprezível, facilmente odiavel, contudo, é tudo tão pasteurizado e sem graça que nem ele e suas maldades importam. Apesar da linguagem fácil e de um desenvolvimento adequado para a história, em certo momento eu percebi que qual que fosse o final, eu não mais me importaria. Não ligava mais. Mesmo.

O que foi ótimo. Sem expectativas, sem frustrações, né. Porque...eita finalzinho mal ajambrado.

No todo, foi uma leitura decepcionante na qual fiquei com a impressão que poderia ter sido muito melhor. Potencial tinha. Faltou potência.

Título Original: The Book Of You
Autor: Claire Kendal
Editora: Intrínseca
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Abuso, Suspense
Período: Atual. Inglaterra.

2/5

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