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terça-feira, maio 17, 2016

[Resenha] A Mancha de Sangue - Asa Larsson

Dezoito meses após os acontecimentos descritos em Aurora Boreal, a advogada Rebecka Martinson ainda sofre com o trauma causado pela última investigação de assassinato. Porém, o escritório no qual trabalha recebe a missão de investigar a morte de uma pastora de uma igreja local e ela e seu colega Thorsten Karlsson partem para a cidadezinha. Chegando lá, porém, eles logo percebem que a líder religiosa foi brutalmente assassinada e a polícia local não consegue encontrar o criminoso. Mistérios, segredos e religião em uma trama reveladora e capaz de prender o leitor até a última página.



Não sei ao certo se gostei do livro ou se fiquei decepcionada. Provavelmente os dois.

Bem, antes de mais nada, é preciso voltar no tempo. Melhor dizendo, voltar ao primeiro livro da série, Aurora Boreal. Não, não vou soltar spoilers aqui, mas é bom dizer que é imprescindível ler o primeiro livro antes deste aqui. Não que as duas histórias- ou os dois mistérios- sejam continuação, mas o estado psicológico de Rebecka Martinson é. Tudo o que ela é, ou tudo o que ela está sentindo, é uma consequência do que aconteceu no primeiro livro.

A questão é que Rebecka NÃO é a personagem principal de A Mancha de Sangue. Sim, ela tem um papel essencial, mas na maioria do tempo é apenas uma espectadora. Anna-Maria, a investigadora, é quem conduz a trama, porém, o livro é mesmo da vítima, a pastora Mildred Nilsson. É ela quem vai pautar as ações, pensamentos e acontecimentos do livro. Tudo gira em torno dela.

O livro já começa com a morte de Mildred e logo vamos descobrindo que, apesar de ser uma pastora, ela não era a mais amada das pessoas. Nem a mais fácil. Como todo romance policial que se preze, todos parecem que tinham algo contra ela. Até mesmo quem gostava dela.

Assim como no primeiro livro (tem o link da minha resenha no final do post), senti dificuldade em ter empatia pelos personagens. Eu gostei que Rebecka não foi retratada como aquele tipo de heroína que passa por um trauma e nada sente, mas a melancolia dela começou a me irritar- e a Mildred, affe! Até eu fiquei com vontade de dar uns tapas na mulher.

Ao contrário de muitos livros do gênero, A Mancha de Sangue evolui de modo lento, com vários pontos de vista-e até mesmo a história de uma loba, que apesar de ter sido interessante, me pareceu mal aproveitada.
O que mais me chamou a atenção mesmo foi o personagem Nalle, um deficiente mental que passa a ter uma espécie de relação de amizade com Rebecka. É ali que está a beleza do livro, onde, pouco a pouco, o rapaz consegue “curar” a moça. Isto aliado à temas controversos como homossexualidade, religião e perda tornaram a trama bem interessante- mas mais no sentido de literatura dramática do que policial.

Em relação ao mistério em si, não foi algo totalmente desprovido nem surpreendente, mas o resultado foi lógico e foi de encontro com o que foi apresentado. O problema- o GRANDE- problema foi o final. Ou a falta dele. Sério, WTF foi aquilo?!

Em suma, A Mancha de Sangue foi uma leitura interessante, mas sem grandes brilhantismos e um final decepcionante. Não é um livro para todos os gostos, porém quem está a fim de ler algo diferente dos romances policiais usais é uma boa pedida.




A Série
Rebecka Martinsson
Livro 1- Aurora Boreal - editado pela Planeta
Livro 2- A Mancha de Sangue - editado pela Planeta
Livro 3- Svart Stig (The Black Path)Inédito no Brasil
Livro 4-Till dess din vrede upphör (Until Thy Wrath Be Past ) -Inédito no Brasil
Livro 5-Till offer åt Molok Inédito no Brasil e sem tradução em Inglês


Título Original: Till dess din vrede upphör
Autor: Asa Larsson
Editora: Planeta
Gênero: Romance Policial
Série:- Rebecka Martinson
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Homossexualidade, Homens da Lei
Período: Contemporâneo. Suécia.


Outra Capa:


3.5/5
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domingo, outubro 04, 2015

[Resenha] Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry



“Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings é enviada pela mãe descompensada para a casa do pai, com quem mal conviveu até então. Devastada, Ashlyn viaja de trem para Edgewood carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã. Na estação, Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil. A atração é imediata, e, depois de um encontro romântico, os dois descobrem que compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare, mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. O único problema é que, quando Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor, descobre que Daniel é o Sr. Daniels, seu professor de inglês, com quem não pode de jeito algum ter um relacionamento amoroso. Desorientados, os dois precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, ainda precisam tentar de todas as formas superar problemas do passado e sobreviver a alguns conflitos inesperados e dramáticos que a vida apresenta – e que poderiam separá-los para sempre. ”


Simplesmente lindo.

Uma das coisas que mais gosto de fazer é me perder nas Livrarias, me aventurar por pilhas e estantes sem muito rumo ou objetivos. Foi numa nessas “aventuras” que eu descobri Sr.Daniels. Até aquele momento não tinha lido nenhum comentário sobre o livro, mas simplesmente resolvi me arriscar.

Ainda bem que fiz isso.

Poucas vezes um livro me tocou tanto. Foi simplesmente uma leitura inesquecível.
Normalmente eu inicio uma resenha com uma espécie de resumo da história, uma breve sinopse, mas achei que aqui isso não faz necessário. A sinopse oficial já suficiente e, honestamente, isto não importa. Sim, Sr. Daniels é sobre um amor proibido entre professor e aluna, mas, ao mesmo tempo é sobre muito mais.
Sr. Daniels é sobre a morte- e sobre a vida. É sobre como convivemos com a perda, e como podemos seguir em frente.

Ashlyn, a aluna nova, e Daniel, o Sr. Daniels, professor de Inglês Avançado, são duas pessoas marcadas pela dor da perda. Da perda recente e sem sentido. Quando os dois se apaixonam é algo forte e inesperado. Avassalador. E mesmo sendo aquele tipo de amor proibido, improvável, é também uma forma de cura.
Eu não sou de chorar em livros ou filmes (posso contar nos dedos as vezes em que isso aconteceu) e, honestamente, eu não chorei aqui, mas em muitos momentos eu senti meu coração sangrar. O livro mosta, de forma extremamente tocante, que a vida não perfeita, que o ser humano não e perfeito. A dor da perda e a necessidade está presente, mas também está presente a necessidade de ser aceito.

Além de tocar na questão da perda e do amor proibido, a autora também nos brinda com a questão da aceitação- e do perdão. Nunca havia lido nada dela e me maravilhei com sua escrita. É meio clichê falar isso, mas a sua prosa é quase poética. Toca fundo.
Sr. Daniels mais do que simplesmente me emocionar, me fez pensar, refletir. O romance apresentado é daqueles fortes, viscerais , que fazem a gente sonhar, suspirar.


   "Tenho pensado que devíamos fazer algo,
Devíamos nos apaixonar lá pelas duas.
E assim que der quatro horas,
Infinitas vezes mais eu vou te amar. "



Não existem vilões nessa história, apenas circunstâncias- e incompreensão. Bullying, homossexualidade, incompreensão- está tudo presente, mas, em nenhum momento, a trama se transforma em uma miscelânea de temas polêmicos. Nem se resvala no melodrama barato e "feito pra chorar".

Eu achei o final um pouco corrido, mas isso não foi o suficiente para estragar a leitura.

Sr. Daniels foi uma leitura linda e especial.

Ah, e, sim, eu quero um Daniel Daniels pra mim. ^.^

Recomendo!


Título Original: Loving Mr. Daniels
Autor: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Gênero: Jovem Adulto (YA)
Sub-Gênero/Assunto: Doenças, Amor Proibido, Superação, Professores
Período: Atual. EUA.

Capa Original:



5/5

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terça-feira, abril 07, 2015

[Resenha] Amante Finalmente - J.R. Ward

“Qhuinn está acostumado à solidão. Repudiado por sua linhagem e evitado pela aristocracia, ele finalmente encontrou uma identidade como um dos lutadores mais brutais na guerra contra a Sociedade Redutora. Mas sua vida não está completa. Mesmo que a perspectiva de ter uma família esteja ao seu alcance, ele está vazio por dentro, com o coração entregue a outra pessoa...
Blay, depois de anos de amor não correspondido, acredita já ter superado Qhuinn. E já era hora: o homem parece ter encontrado o seu par ideal em uma fêmea Escolhida, e eles terão um filho, exatamente como Qhuinn sempre quis. O destino parece ter levado a vida desses vampiros soldados em direções diferentes...
Mas a batalha pela liderança da raça se intensifica, e os novos jogadores na cena de Caldwell estão criando um perigo mortal para a Irmandade. Qhuinn finalmente descobre a verdadeira definição de coragem, e os dois corações que estão destinados a ficar juntos... finalmente se tornam um.”



Eu não sou uma leitora de literatura homoafetiva. Assim como romances indianistas, ou ambientados no oriente, o romance gay não está no rol dos meus temas favoritos. É simplesmente uma questão de gosto ( e não de preconceito, antes que alguém comece a gritar). Como diria minha mãe, “não vejo graça”. E é por isso que, ao contrário de muita gente eu não estava esperando ansiosamente para ler este décimo-primeiro volume da série IAN. Tinha curiosidade, sim, mas mais pela série em geral do que necessariamente pelo casal.

Para mim- estou sendo bem sincera aqui- Blay e Qhuinn sempre foram dois coadjuvantes simpáticos. Nada muito além disso. Não gostava, nem desgostava. Tudo bem, sempre achei o Blay um pouco melancólico demais pro meu gosto mas nada demais. Claro, eles eram muuuito melhores que a chatex da Xhex, mas isso não quer dizer muita coisa, né?
Mas não é que eu realmente comecei a gostar deles depois deste livro? Na verdade, meu olhar sobre os dois começou a mudar depois de Amante Meu, mas verdadeiramente depois de Amante Renascido. Comecei a ver uma verdadeira possibilidade, um romance real. Um caso de amor.

E é disso que se trata Amante Finalmente. Amor. Puro e simples. Não importa se os dois são dois “meninos”; o amor ali e a dificuldade de realizá-lo e aceitá-lo é que é o mais importante.

Blay e Qhuinn provaram ser dois personagens adoráveis, e fortes. Principalmente Qhuinn. Sim, ele já havia provado seu valor no livro anterior, mas neste o rapaz foi phoda! rs

O fato d'eu não ser uma leitora de literatura gay, não significa que nunca tenha lido algum romance do gênero, e apesar da minha pouca experiência, achei que a autora cometeu algumas falhas no quesito sexual da união. Como romance está ótimo, mas certas questões... Não há dúvida que o livro é caliente, mas menos do que se poderia esperar.

Além disso, senti que a tendência de colocar muitas subtramas dispersou um pouco a história principal. Personagens demais, e alguns, honestamente, eu não dei a mínima. O livro apresenta várias questões que serão levantadas nos volumes seguintes- algumas bem interessantes e importantes- mas foi um pouco demais. Eu queria mais Blay e Qhuinn.

Amante Finalmente não é um livro perfeito, longe disso, mas só por ter apresentado um casal gay, coeso, e sem grandes clichês ao grande público, mainstream, já merece os parabéns.

E que venha O Rei!
Recomendo!


Só não esqueça de ler os livros na ordem certa!

A Série
Livro 1- Amante Sombrio (Dark Lover)
Livro 2- Amante Eterno (Lover Eternal )
Livro 3- Amante Desperto(Lover Awakened )
Livro 4- Amante Revelado(Lover Revealed )
Livro 5- Amante Liberto (Lover Unbound )
Livro 6- Amante Consagrado ( Lover Enshrined)
Livro 6.5- Father Mine: Zsadist and Bella's Story - Publicada no Guia Oficial como “faixa bônus” .
Livro 7- Amante Vingado (Lover Avenged )
Livro 8- Amante Meu (Lover Mine)
Livro 9- Amante Libertada Lover Unleashed
Livro 10- Amante Renascido (Lover Reborn) -
Livro 11- Amante Finalmente (Lover at Last)
Livro 12- O Rei (The King)
Livro 13- The Shadows

A série ainda conta com um Guia Oficial, escrito pela própria autora.




Título Original: Lover At Last
Autor: J.R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Série: Irmandade da Adaga Negra- Livro 11
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: fantasia, Homosexualidade, Vampiros, Hot, Gravidez
Período: Atual.

Outras Capas
Nada contra a capa brasileira, mas gostei mais dessas aqui.

3.5/5

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