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terça-feira, março 28, 2017

[Resenha] A Rainha das Trevas- Anne Bishop


“Jaenelle Angelline é a feiticeira da profecia e rainha de Ebon Askavi. Agora, o reino das sombras está sob sua proteção. No entanto, membros corruptos dos Sangue continuam à espreita e, em um jogo perverso de política e intriga, pretendem destruir todos aqueles que ficaram do seu lado. Enquanto isso, depois de ter escapado da loucura do reino distorcido, Daemon Sadi finalmente chega a Kaeleer, onde o destino o levará a se reencontrar com Lucivar, Saetan... e Jaenelle. Mesmo após tanto tempo, seu amor continua inabalável. E, sendo consorte prometido da rainha, o poder de sua joia estará a serviço dela, caso Jaenelle assim o deseje. Entretanto, isso pode não ser suficiente para evitar o terrível plano que está prestes a ser executado. Uma guerra está a caminho. E, quando ela chegar, apenas um grande sacrifício poderá salvar o reino.”

Um ótimo final de trilogia.

Esta resenha não contém spoilers dos livros anteriores. Hum, talvez um pouquinho, mas nada muito grande, eu juro!

Depois de um segundo livro que deixou um pouco a desejar, Anne Bishop fecha com (quase total) maestria a série Jóias Negras. Jaenelle já é uma adulta.Rainha e Feiticeira. Daemon veste o anel de consorte. Estão todos finalmente vivendo seus “felizes para sempre?”.
Muito pelo contrário.
Passado alguns anos após o final do livro 2, A Rainha das Trevas inicia já mostrando que a paz é apenas ilusória. Querem a guera, querem derrotar a nova Rainha. E ao mesmo tempo que Jaenelle precisa lidar com uma guerra iminente, ela também precisa entender sua relação com Daemon. De alguma forma, salvá-la, antes que seja tarde de mais. Os traumas pelos quais os dois passaram foram fortes e horríveis demais- e o medo de machucar, acabou por separar os dois.

Ah, que livro!

Não vou mentir, o começo é um pouco chatinho; muiyto voltado para a parte política da história e como já fazia um tempinho que tinha lido o último livro, demorei um pouco para me situar, me lembrar completamnete dos personagens e daquele fantástico. Porém, quando finalmente surgiram Saetan, Lucivar e Daemon eu me lembrei como- e porquê- eu adorava tanto essa série.

E seus personagens.

Sim, porque é impossível não se apaixonar pelo trio que eu mencionei. Os parentes. Surreal. Presas Cinzas. Até mesmo os vilões (apesar de asquerosos) tinham o seu charme.

Como eu mencionei, o início é um pouco tedioso, mas com o desenvolver da leitura, percebemos que foi totalmente necessário. Usando uma palavra muito usada na história, a autora tece várias histórias que vão se convergindo em uma só. Tudo se caminha para um fim.
Mas não pense que o livro é só sobre batalhas e guerras, o amor está presente sim. O amor fraternal e, claro, amor de Daemon e Jaenelle. É um amor forte, por vezes sofrido, nos qual, os dois não sabem lidar direito. Não há nada de melodramático aqui, mas senti um aperto no coração pelo Daemon diversas vezes.

Em um primeiro momento, A rainha das trevas parece uma leitura pesada, mas essa sensação logo se dissipa com o desenrolar da história. A autora soube mesclar muito bem as questões políticas e as relações amorosas-familiares. Além disso, um humor quase involuntário por parte de alguns personagens (como Surreal, por exemplo) deu uma leveza essencial à trama e andamento do leitura.

A rainha das Trevas é um leitura única e surpreendente, um final quase perfeito (faltou um epílogo!) para uma série fantástica que, pode causar alguma estranheza no início mas que vale muito a pena ser conhecida- e lida!

Recomendo!

A trilogia principal se encerra aqui, mas a série continua. Acho que a Arqueiro não irá publicar os outros livros, mas penso que seria interessante se eles publicassem nem que fosse só em ebook. #Ficaadica



Série:
Livro 1- A Filha do Sangue
Livro 2- A Herdeira das sombras-
Livro 3- A Rainha das Trevas

*** A autora ainda escreveu uma série de novellas/pequenas histórias ambientadas no mesmo universo de A Filha do Sangue. A lista completa completa pode ser vista AQUI



Título Original: Queen of the darkness
Autor: Anne Bishop
Editora: Arqueiro
Série As Joias Negras- Livro 3
Gênero: Fantasia
Sub-Gênero/Assunto: Aventura
Período: Indefinido (há muuuito tempo atrás?).
Outra Capa:


4.5/5
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quinta-feira, dezembro 10, 2015

[Resenha] Magia do Sangue - Nora Roberts


“Há muitos anos, Branna O’Dwyer entregou seu amor a Finbar Burke. No entanto, o romance durou pouco. Uma maldição ligada ao sangue de suas famílias os proibiu de ficar juntos. Branna tentou preencher esse vazio com amigos e familiares, mas sabe que, sem Fin, sua vida nunca estará completa. Ele, por sua vez, passou os últimos doze anos viajando pelo mundo, focado exclusivamente no trabalho. Atormentados pela forte atração que nem a distância pôde aplacar, nenhum dos dois acha que um dia se entregará de novo ao amor. Entretanto, em meio às sombras que ameaçam destruir tudo o que eles consideram mais precioso, esse relacionamento sem futuro pode ser também a última esperança que lhes resta. ”

Blé.

Serei sincera, os dois primeiros livros da Trilogia Primos O’Dwyer não tinham me empolgado, mas tampouco havia achado eles ruins. Apenas sem graça, ou mais do mesmo. Todavia, eu estava curiosa em saber como a história iria terminar e o livro de Fin e Branna tinha tudo para ser o mais intenso, dramático. Enfim, mais interessante mesmo. Tá certo que eu achava a Branna Control Freak ao extremo mas a trajetória dela e de Fin, sem dúvidas, era a mais interessante de todas.

Os dois tinham um passado- e um amor mal resolvido. Quase que um Romeu e Julieta Paranormal, onde ele tem o sangue (e a marca!) daquele que Branna deve derrotar. Sem contar que Fin era um dos personagens favoritos da trilogia. Fin é um mocinho, sem dúvidas, mas desde o primeiro livro havia esse toque meio trágico nele, um desespero por amor quem não pode, mas principalmente por temer sucumbir ao mal.

Pois bem.

Magia do Sangue tinha tudo para ser *o* livro, certo? Fechar com chave de ouro. Derrotar o mal e ter um belo felizes para sempre. Ah, foi tudo menos isso. Na verdade, nem tenho muito o que contar- e sabe por que? Porque NÃO ACONTECE NADA durante o livro inteiro!

Magia do Sangue se resumiu à: Branna Cozinha. Branna Conversa. Branna Limpa. Pausa para Cahban espreitando. ,i>Então... Branna Cozinha. Branna Conversa. Branna Limpa. Pausa para Cahban espreitando. Então... Branna Coz....

O livro é um louping tedioso e sem fim. É tanta repetição que até as supostas cenas de romance ficam perdidas. Em determinado momento eu estava fazendo leitura dinâmica para terminar logo. Honestamente, estava beirando o insuportável de tão chato.
Tudo era tão monótono e repetitivo que nem o grande climax foi emocionante. Blé. Blé é a palavra.

Não há dúvidas que Nora Roberts é uma escritora de grande talento, mas por vezes eu percebo que ela se repete demais; usando e abusando da mesma fórmula incontáveis vezes. Aqui eu tive a nítida impressão de que ela simplesmente não sabia o que escrever. Uma pena pois, ao contrário dos livros anteriores, este último livro tinha um material vastíssimo para ser desenvolvido.

Eu recomendaria a série para quem gosta da autora, à titulo de curiosidade. Para quem nunca leu Nora Roberts, existem livros muito melhores.

Uma pena.

E aí, alguém já leu? O que achou?

Título Original: Blood Magik
Autor: Nora Roberts
Editora: Arqueiro
Série Primos O'Dwyer
Gênero: Fantasia
Sub-Gênero/Assunto: Amor Proibido, Bruxas, Paranormal,
Período: Atual e Séc 13. Irlanda.
Outra Capa:




2/5

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sábado, outubro 31, 2015

[RESENHA] A Cruz de Morrigan - Nora Roberts

“Extravasando seu sofrimento à tempestade, Hoyt Mac Cionaoith esbraveja contra a força do mal que o separou do irmão gêmeo. Essa força se chama Lilith, uma vampira demoníaca. Nascida há milhares de anos, ela atrai um número incontável de homens, devastando-lhes a alma com seu beijo maligno. Poderá Lilith ser detida antes que finalmente consiga dominar o mundo?

Hoyt não é páreo para a ninfa do mal. Mas seus poderes vêm da deusa Morrigan, e através dela terá sua grande chance de vingança. Sob o comando de Morrigan, ele deverá reunir cinco outros para formar um círculo de força poderoso o bastante para derrotar Lilith.

Um círculo de seis: ele próprio, a bruxa, a guerreira, a erudita, aquele de múltiplas formas e aquele que ele perdeu. E será com esse círculo, centenas de anos no futuro, que perceberá como seu espírito assim como seu coração se tornaram...”



Um dos livros da Nora Roberts que eu mais gostei.

Quando eu ganhei de presente A Cruz de Morrigan confesso que não fiquei muito empolgada. Parecia ser mais um daqueles livros de fantasia lançados na esteira da modinha dos vampiros. É, realmente não me entusiasmei. E talvez- principalmente- por isso demorei tanto para “criar coragem” e finalmente ler o livro.

Ah, por que demorei tanto? A Cruz de Morrigan é muito bom! Fantasia de altíssima qualidade. Aquele tipo de livro que não se atem apenas ao lado romântico da história mas também à aventura e ao suspense.

Primeiro livro da Trilogia do Círculo fala de um grupo de pessoas “especiais” que tem um objeto em comum: derrotar Lilith, uma vampira do mal. Eu até poderia falar um pouco mais sobre a história em si, mas quer saber? Isso isso ia acabar com a graça.
A figura principal do livro é Hoyt, um feiticeiro do século 12 que acaba indo parar...no Séc. 21. Sim, também temos viagem do tempo!No futuro, ele reencontra seu irmão gêmeo Cian. Mas Cian não é mais aquele de antes. Bem, nem poderia ser já que... ops! Sem spoilers! :P

À partir desse reencontro, é ação ininterrupta. A Cruz de Morrigan abusa da magia e dos poderes de feitiçaria, mas nada parece forçado ou fora do lugar. A história, apesar de puramente fantástica, nunca parece ser tola ou sem sentido. Existe uma lógica nos acontecimentos.

Como se trata de Nora Roberts, é claro que tem romance, mas a verdade é que a história em si é tão interessante e bem desenvolvida que isso é relegado para o segundo plano. Mas não fiquem preocupados: o romance é bom.
Glenna é uma típica personagem “Noradiana”: uma mulher moderna, de “fibra” e que sabe lutar por aquilo que quer! Ai, assim ela tá parecendo uma chato, né? Mas não. Moira pode não ser aquela mocinha inesquecível mas a sua química com Hoyt é muito boa. Eu apenas achei que o “arco” da história de amor dos dois poderia ter sido encerrado nos livros seguintes. Foi tudo muito rápido.

Além disso, apesar das questões de “magia” serem muito bem descritas, algumas coisinhas neste quesito (coisinhas mundanas) ficaram um pouco ridículas. Todavia, isso não atrapalha em nada a leitura. Além de uma trama de tirar o fôlego, os personagens são muito bons. E aqui não estou falando sobre o casal principal. Ou não somente dele.

Com passagens espirituosas e dialogos inspirados, A Cruz de Morrigan é um livro que vai agradar não só aos fãs da autora, como também os amantes do gênero fantasia.

Recomendo!

Ficou com vontade ler? Que tal ter a chance de ganhar um exemplar deste super livro? É participar do SORTEIO AQUI. Corre lá!

A Série
A Cruz de Morrigan
O Baile dos Deuses
O vale do Silêncio
Título Original: Morrigan’s Cross
Autor: Nora Roberts
Editora: Bertrand
Série Trilogia do Círculo
Gênero: Fantasia
Sub-Gênero/Assunto: Vampiros, Bruxas, Paranormal, magia, aventura
Período: Século 12 e dias atuais. Irlanda e EUA.
Outras Capas

4.5/5

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segunda-feira, agosto 24, 2015

[RESENHA] O Feitiço da Sombra - Nora Roberts

“Com as lendas e tradições da Irlanda correndo em seu sangue, Connor O’Dwyer se orgulha de chamar o Condado de Mayo de seu lar. É lá que Branna, sua irmã, mora e trabalha e onde Iona, sua prima, encontrou o verdadeiro amor. Foi nessa terra que seus parentes e amigos formaram um círculo de proteção que nunca poderá ser rompido...Até que um beijo põe em risco a segurança de todos. Depois de um breve encontro com a morte, Connor e a melhor amiga de sua irmã se entregam um ao outro. Muitas mulheres passaram pela cama de Connor, mas nenhuma havia descoberto o caminho para seu coração. Meara tem olhos escuros, pele morena – herança do lado cigano de sua família – e corpo de deusa. Os rumos dela e os de Connor se cruzam diariamente. Ele leva turistas em caminhadas para observar falcões. Ela os guia em cavalgadas pelo campo. Eles se dão bem desde a infância e, depois do tórrido encontro, o rapaz tem esperança de que esse relacionamento evolua. Para frustração dele, no entanto, Meara se contenta apenas com o prazer do momento, temendo se perder – e perder a amizade dele. Essa mudança em sua relação pode abalar o círculo e permitir que uma perigosa ameaça ressurja aos poucos, como uma névoa. Para detê-la, Connor precisará novamente da família e dos amigos para despertar a força e a fúria que correm em seu sangue. Quem sabe pela última vez”


Bom romance, porém esperava um pouco mais.
Quando se pega para ler um Romance de Nora Roberts, se sabe mais ou menos o que vai encontrar- e isto é bom, mas também pode ser ruim. O que é o caso de Feitiço da Sombra.

O segundo livro da série Primos O’Dwyer segue os caminhos traçados pelo primeiro livro, com o “círculo dos 6” tentando derrotar o “Bruxo do mal” Cabhan. O casal da vez é o extrovertido e amoroso Connor e sua amiga Meara, que acredita em qualquer coisa menos no amor.

Pois então, Nora Roberts é, sem sombra de dúvidas, uma mestre das palavras e do romantismo, mas a sua repetição de fórmulas por vezes cansa. A primeira vista, tem-se a impressão de que Feitiço da Sombra irá nos mostrar algo diferente, mas no decorrer da leitura, nada mais é do que mais do mesmo. Não só em relação ao livro anterior, mas à outros livros da própria autora. Apesar de várias cenas interessante, senti como se tivesse lendo momentos reciclados da própria Nora.

Por exemplo, tem uma determinada cena que me pareceu MUITO parecida com outra cena de A Cruz de Morrigan. Aliás, toda a ideia geral desta série é bem similar com a da Trilogia do Círculo. Além disso, a relação de Meara e Connor me lembrou muito a do casal de Albúm de Casamento, onde a mocinha TAMBÉM tinha receios em relação ao amor devido principalmente a (não) relação de seus pais.

Não estou dizendo com isso que Feitiço da Sombra é uma leitura ruim ou enfadonha; como já mencionei, Nora Roberts sabe trabalhar com as palavras, porém a sensação de falta de originalidade e de antever, de certa maneira, o que está por vir, ofusca um pouco a leitura.

O conceito da trama, na série como um todo, é bem interessante e divertido. A magia e fantasia sempre é um diferencial a mais, mas a magia por magia acaba tornando um pouco vazio. Eles são bruxos e tem poderes especiais, mas como de fato isto funciona? Cabhan é um espectro ou ele tem carne e osso?

No geral, eu gostei da história. Connor e Meara fazem um bom casal- até porque o fato deles sempre se conhecerem (e se amarem) faz da história de amor algo mais interessante e palpável. A química está lá e ela faz toda a diferença. Além disso, não posso negar que estou bem curiosa para saber como tudo irá terminar, e quero muito ler o livro do Fin (acho a Branna um pouco irritante, mas gosto dele).

Fãs ardorosos de Nora vão se deleitar com Feitiço da Sombra, os outros, como eu, irão gostar da leitura, mas gostariam que esta tivesse um temperinho a mais.

Vale a Pena a Leitura.


Título Original: Shadow Spell
Autor: Nora Roberts
Editora: Arqueiro
Série Primos O’Dwyer
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Fantasia, Paranormal, Bruxas, Amizade
Período: Atual. Irlanda. -

Série:

Livro 1- Bruxa da Noite
Livro 2- Feitiço da Sombra
Livro 3- Blood Magick


***Este Livro foi Gentilmente Cedido Pela Editora***


Outras Capas





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Cotação:
3.5/5

quarta-feira, abril 29, 2015

[RESENHA] Bruxa da Noite - Nora Roberts


“Com pais indiferentes, Iona Sheehan cresceu ansiando por carinho e aceitação. Com a avó materna, descobriu onde encontrar as duas coisas: numa terra de florestas exuberantes, lagos deslumbrantes e lendas centenárias – a Irlanda.

Mais precisamente no Condado de Mayo, onde o sangue e a magia de seus ancestrais atravessam gerações – e onde seu destino a espera.
Iona chega à Irlanda sem nada além das orientações da avó, um otimismo sem fim e um talento inato para lidar com cavalos. Perto do encantador castelo onde ficará hospedada por uma semana, encontra a casa de seus primos Branna e Connor O’Dwyer, que a recebem de braços abertos em sua vida e em seu lar.

Quando arruma emprego nos estábulos locais, Iona conhece o dono do lugar, Boyle McGrath. Uma mistura de caubói, pirata e cavaleiro tribal, ele reúne três de suas maiores fantasias num único pacote.
Iona logo percebe que ali pode construir seu lar e ter a vida que sempre quis, mesmo que isso implique se apaixonar perdidamente pelo chefe. Mas as coisas não são tão perfeitas quanto parecem. Um antigo demônio que há muitos séculos ronda a família de Iona precisa ser derrotado.

Agora parentes e amigos vão brigar uns com os outros – e uns pelos outros – para manter viva a chama da esperança e do amor.”




Gostei bastante.

Eu tinha gostado da última série que li da Nora Roberts, Quarteto das Noivas, mas fiquei com uma certa sensação de decepção, esperava mais. Achei tudo meio insosso, a meu ver faltou drama, emoção.

Mas Nora é Nora, e mesmo que ela que se repita (e sim, ela se repete várias vezes), não há como negar que a danada tem um borogodó só dela. E em Bruxa da Noite esse “borogodó” estava a mil!

Eita livrinho danado de bom!

O livro começa nos idos do século XIII, no interior da Irlanda, aonde vive Sorcha, a “Bruxa da Noite”, uma bruxa “boa” que tenta defender a si próprio e seus três pequenos filhos de um Bruxo do mal chamado Cabhan. Cabhan é uma espécie de demônio que quer subjugar Sorcha e absorver os poderes da bruxa.
De alguma maneira ela consegue derrotá-lo, mas não completamente, e parte dele acaba sobrevivendo- e esta parte jura se vingar (lembrei muito do “conceito” de Harry Potter aqui!) dos descendes de Sorcha.

E é claro que para derrotá-lo, é preciso que os descendentes “certos” dela estejam juntos e formem um círculo de poder. Bem, basicamente isso, rs

Iona Sheehan é uma descendente de Sorcha e, apesar de ter a magia correndo nas veias, sempre viveu longe desse “meio”. Ignorada pelos pais, ela resolveu abandonar os EUA e começar uma vida na Irlanda ao lado dos primos.
Era o Círculo se encontrando para finalmente – tentar- exterminar Cabhan. Claro que Iona vai ter que ter umas aulinhas de magia antes, né?
Mas espera, cadê o romance?! Não poderia deixar de faltar! E ele está na figura de um típico (?) cowboy irlandês, Boyle McGrath, o dono do estábulo aonde ela vai trabalhar.

Eu gostei de Iona. De modo geral. Ela fala muuuuito. E se fosse uma pessoa real, iria me irritar, mas é uma boa pessoa, foi atrás dos seus sonhos, essas coisas, mas nada se compara à Boyle. Tudo bem, ele dá uma mancadinha em determinado momento, mas eu nem posso culpar muito o rapaz, viu.O casal, junto, é muito bom, e tem a química ideal- apesar de, honestamente, eu ter achado que ela foi um pouquinho inconveniente em alguns momentos.

Sabe, pra falar a verdade, eu gostei mesmo foi dos personagens masculinos. Todos são super interessantes; até mesmo o vilãozão. Já as mulheres... Branna, a prima que dá as “aulas” à Ilona tinha tudo para ser uma personagem fantástica, mas ô mulherzinha cricri! Só reclamava. Por outro lado gostei da Meara. Mais “livre, leve e solta.”

Neste livro, Nora trabalha com aqueles clichês de sempre; quem lê os livros dela já sabe o que esperar. Algumas vezes pode ser frustrante, mas neste caso não é. O romance “Noralico” básico combina muito bem com a trama de fundo de magia. É tudo muito bem desenvolvido e as relações de amor, amizade e parentesco são muito bem delineadas.



É uma leitura agradável, rápida, mas não foi o tipo de leitura “de uma sentada só”. Eu precisei de “pausas”; em alguns momentos o texto me cansava, apesar de estar me divertindo.
 


De qualquer maneira, Um ótimo livro para quem gosta de romance, com uma pitada de magia.

Recomendo!

Série:

Livro 1- Bruxa da Noite
Livro 2- Feitiço da Sombra
Livro 3- Blood Magick


***Este Livro foi Gentilmente Cedido Pela Editora***

Título Original: Dark Witch
Autor: Nora Roberts
Editora: Arqueiro

Série: Primos O’Dwyer – Livro 1
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Fantasia, Magia, Paranormal, Família
Período: Atual. Irlanda


4/5

quarta-feira, abril 22, 2015

[Resenha] A Herdeira das Sombras - Anne Bishop


“Há 700 anos, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros
súditos, uma profetisa viu na sua teia de sonhos e visões a chegada de uma poderosa Rainha. Jaenelle é essa Rainha. Mas mesmo a proteção dos Senhores da Guerra não impediu que os seus inimigos quase a destruíssem. Agora é necessário protegê-la até as últimas consequências.

Três homens estão dispostos a dar a vida por Jaenelle. Mas há quem esteja disposto a tudo para controlar ou destruir a Rainha. Conseguirá ela cumprir o seu destino como detentora do maior poder que o mundo jamais conheceu?”



Sabem o que dizem sobre as expectativas, não?

Pois é.

Eu tinha gostado muito de A Filha do Sangue; foi um livro diferente, intrigante. Polêmico, com uma história instigante e personagens incríveis. Uma das melhores leituras do ano passado. Dito isso, claro, claro que a expectiva para o segundo livro da série não poderia ser muito pequena.
Eu simplesmente precisava saber o que tinha acontecido (não, não soltarei spoilers aqui.)

Pois então. As expectativas. Elas não corresponderam. Não sei se autora se resolveu colocar um freio nas polêmicas (valeu Bruna Britti pelo Insite!) ou se ela ... pisou no tomate mesmo. O que eu sei que a história fantástica presente no primeiro livro não estava mais aqui.

herdeira das Sombras é um livro bom, não resta dúvidas, mas está muito aquém do que poderia ter sido. Pequenos (e grandes) detalhes no decorrer da trama que acabaram por (quase) minar a história. Penso que a minha maior decepção foi o completo desaparecimento de Daemon. Quem leu o primeiro livro sabe a importância do personanagem- e aqui temos apenas uma sombra dele. É frustrante. Eu adoro o Saetan; e com certeza ele salvou muito da leitura, mas DAEMON CADÊ VOCÊ?!

O mesmo eu digo de Lucivar. Este eu tive uma relação relação conflituosa. Achei-o muito cheio de não me toques no começo, mas depois, já no final do livro, o personagem mostrou a sua força.
Força também é a palavra para descrever Janealle. A força da chatice da adolescência. Tá bom, ela não ficou chaaata, mas também esteve longe de ser aquela menina especial do primeiro livro. Não sei explicar, mas senti que faltou magia. A opção da autora de fazer grandes saltos no tempo também não me agradou muito, achei que tudo ficou muito corrido, apressado.

Está até parecendo que eu odiei o livro, mas isto não é verdade. Como já comentei, Saetan é um dos meus personagens favoritos, e eu adoro o mundo criado pela autora (apesar de achá-lo um pouco confuso, algumas vezes, rs). Herdeira das Sombras apresenta alguns novos elementos interessantes, como os familiares de Janealle. Meu coração partiu em determinada cena (*unicórnios*).

Este é um livro que prende a atenção e que, apesar de alguns problemas (especialmente se compararmos com o livro anterior) tem uma trama atraente e dinâmica, sem furos ou discrepâncias.

Não sei se esta é uma série para todos os gostos, mas se você gosta de arriscar, vale MUITO A PENA.

E que venha o terceiro livro!


Série:
Livro 1- A Filha do Sangue
Livro 2- A Herdeira das sombras-
Livro 3- A Rainha das Trevas

*** A autora ainda escreveu uma série de novellas/pequenas histórias ambientadas no mesmo universo de A Filha do Sangue. A lista completa completa pode ser vista AQUI

Título Original: Heir to the Shadows
Autor: Anne bishop
Editora: Saída de Emergência
Coleção:
Série: Joias Negras – Livro 2
Gênero: Fantasia
Sub-Gênero/Assunto: Paranormal, Magia, Demônios
Período: 700 atrás.
Outra Capa:



3.5/5

quarta-feira, abril 08, 2015

[Resenha] Sangue Mágico - Ilona Andrews


“Se não fosse pela magia, Atlanta seria uma boa cidade para viver. No momento em que a magia domina, os carros param e as armas falham.
Quando a tecnologia assume, os feitiços de proteção já não protegem sua casa dos monstros. Aqui, os arranha-céus são derrubados pelo ataque da magia; homens-lobo e homens-hiena rondam as ruas arruinadas; e os Mestres dos Mortos, necromantes impulsionados pela fome de poder, comandam vampiros com suas mentes.
Neste mundo, vive Kate Daniels. Kate gosta um um pouco demais de usar a sua espada e tem dificuldade de ficar calada. A magia em seu sangue a torna um alvo, e ela passa a maior parte da vida se escondendo no meio da multidão.

Mas quando o guardião de Kate é assassinado, ela deve optar entre não fazer nada e manter-se segura… ou perseguir o assassino sobrenatural. Esconder-se é fácil, mas a escolha certa nunca o é...”


Muito bom!
Sangue Mágico é um Urban Fantasy que se passa em uma Atlanta pós-moderna, destruída pela magia. No mundo criado por Ilana Andrews (que na verdade são duas pessoas, um casal), em um futuro não definido, a magia “retornou” ao mundo, destruindo construções e inviabilizando a tecnologia. Além disso, a magia trouxe consigo seres fantásticos como monstros, metamorfos, vampiros e outros seres simpáticos. Porém a magia não tomou conta “por completo” deste novo mundo, ela vem em “ondas” e estas “ondas” acabam afetando tudo que é mecânico, tecnológico (como luz elétrica, carros).
São tempos perigosos.
E é nesse mundo perigoso que vive Katie Andrews, uma jovem mercenária. Katie é uma solitária, vivendo apenas de pequenos (ou não tão pequenos) serviços de combate,abate e proteção. Sua única companhia é A Matadora, sua espada. Katie não quer parceiros, nem chefes. Além disso, por ter magia no sangue, é mais prudente que ela se mantenha low profile. Sua vida está boa do jeito que está. Todavia, isso muda quando seu guardião, e pessoa mais próxima dela, é assassinado.

É neste momento que Katie percebe que precisa da ajuda do Sistema. Da Ordem
Encarregada de uma investigação oficial, Katie precisa aprender a não trabalhar sozinha- e contar com o apoio (será?) de outros seres, entre eles Curran, o Senhor das Feras, um metamorfo muito do metido!

Ah, Curran, Curran! O chefe das feras é o tipo de “homem” que não leva desaforo pra casa, nem mesmo de uma menina metida a guerreira como Katie. A relação dos dois beira o amor e ódio, mas no fundo, ambos se admiram muito. Curran transforma-se em um grande leão cinzento e um dos seres mais poderosos de sua espécie- além de ser o melhor do livro. Só por ele, Sangue Azul já vale a pena. É macho-alfa, sim!Mas sem ogrisses. Bem, não muitas, pelo menos! rs

Apesar de narrado em primeira pessoa, por katie, não sabemos muito sobre a personagem, e acho que isto incomoda um pouco. Senti falta de um background, saber mais sobre ela e seu passado. Eu gostei de Katie. Apesar de ter um jeito de meio “phodona”, ela não é aquele tipo de personagem que se acha demais, nem quer “mais um dos rapazes”. Ela é simpática, mas faltou algo com que eu pudesse me conectar melhor com a personagem. Penso eu que este é o maior problema do livro. Foi a única coisa que verdadeiramente me incomodou.

Fora isso, Sangue Mágico é uma aventura intensa, com um ótimo humor irônico. As interações entre Katie e Curran são deliciosas. Além disso, em nenhum momento a trama se mostra cansativa ou aborrecida. Os autores mostraram coerência no mundo criado por eles, sem apresentar elementos que parecessem saídos do nada.

Sangue Mágico, como já foi mencionado, é uma Urban Fantasy, porém, sua essência é de um romance de mistério, com direito a crime, investigações e suspeitos; é uma din|âmica diferente de apenas se ver o “mocinha” contra o ser que quer dominar/destruir o mundo. Ao mesmo tempo que a gente quer saber mais sobre este mundo diferente e fantástico, queremos também saber quem é o culpado. Fantasia e mistério não se anulam.

Sangue Mágico é um Urban Fantasy cheio de surpresas e muita emoção e que ainda conta com personagens cativantes e inesquecíveis. #VemNiMimCurran Para quem é fã do gênero, ou está o experimentando agora, é leitura mais do que recomendada!

Aventure-se!

Recomendo!



Título Original: Magic Bittes
Autor: Ilona Andrews
Editora: Saída de Emergência
Série: Kate Daniels – Livro 1
Gênero: Urban Fantasy
Sub-Gênero/Assunto: Fantasia, Magia, Metamorfos, Crime e Mistério, Paranormal
Período: Um futuro indefinido. Atlanta, EUA

Capa original:

4.5/5

segunda-feira, junho 02, 2014

A Filha do Sangue, de Anne Bishop

O Reino Distorcido se prepara para o cumprimento de uma antiga profecia: a chegada de uma nova Rainha, a Feiticeira que tem mais poder que o próprio Senhor do Inferno. Mas ela ainda é jovem, e por isso pode ser influencidade e corrompida. Quem a controlar terá domínio sobre o mundo. Três homens poderosos, inimigos viscerais - sabem disso. Saetan, Lucivar e Daemon logo percebem o poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. Assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, no qual as armas são o ódio e o amor. E cujo preço pode ser terrível e inimimaginável.


Impactante.

O que falar sobre este livro? O que falar?!

Não seria imprudente dizer que A Filha do Sangue é uma livro que deveria com alguns “avisos”. Independentemente do que a capa fofa possa parecer, este livro está longe de ser uma fantasia YA cor-de-rosa , água com açúcar. Além disso, A Filho do Sangue não é para todos. Existem questões fortes e delicadas e nem todo mundo é capaz de se despir de qualquer tipo de barreira e encarar a leitura.

Eu mesma tive que colocar um aviso na mente e me condicionar ao fato de que se tratava de uma fantasia, um mundo fantástico. Mas, mesmo assim, muitas vezes...

É estranho, sabe, mas por muitas vezes meus sentimentos ficaram confusos, divididos com que eu lia. Era- é- estranho ver um homem adulto Daemon, apaixonado, desejoso de uma menina de 12 anos, Jaenelle. É moralmente inaceitável, porém, por mais que absurdo que fosse o sentimento Daemon, este era verdadeiro. E Jaenelle é muito mais que uma “simples” menininha de 12 anos. Parece difícil explicar- e é- mas, de certa forma, é aceitável. Há um paradoxo em toda a relação. Apesar do desejo carnal de Daemon, o amor dele é puro.

Assim como a sua amizade.

E mais do que o desejo sexual, ou a paixão avassaladora, a amizade da pequena Jaenelle e do sexy Daemon é o que realmente conduz a trama. Antes de qualquer coisa, eles são amigos. Companheiros. Personagens incríveis. Intensos e inesquecíveis.

Jaenelle é doce , arteira e levemente perversa como toda criança. Ela é a Feiticeira, a nova Rainha; tem mais poder do que qualquer outro- apesar de ainda não ter completo controle sobre esse poder. Ou, pelo menos, não tem a consciência desse poder.

Até conhecer Jaenelle, ódio era provavelmente o único sentimento de Daemon. Afinal, era escravo sexual desde a adolescência. Daemon é aquele tipo de personagem apaixonante, inquietante, impossível de se resistir.

Ele controla o livro. Isto é fato.

Porém, devo dizer que o meu favorito é Saeton,justamente o pai de Daemon e “mentor” de Jaenelle. Os embates do velho Senhor com a menina com hilários, dando uma providencial leveza ao livro.

O sexo é parte indissociável de A Filha do Sangue. Mas não se engane pensando que se trata de sexo hot, sensual. Aqui, o sexo é moeda de troca e controle; de forma alguma é um ato de amor. O mundo de A Filha do Sangue é corrompido e sujo; não há beleza nem compaixão e a única esperança é justamente Jaenelle.

Como vocês podem ter notado, eu nem me atrevi a escrevi muito sobre o que é a história de A Filha do Sangue. Acreditem em mim, nada o que eu escreva será o suficiente. Cada página do livro é uma aventura, uma surpresa.

Anne Bishop criou um mundo intrincado e fascinante. A história em si é maravilhosa porém, não pude deixar de notar alguns problemas de estrutura na narrativa. Algumas cenas me pareceram truncadas e muitas vezes me pareceu faltar a ligação entre uma cena e outra. Além, disso, por se tratar de um universo novo, desconhecido e altamente complexo, senti falta de um mapa do Reino Distorcido e de um Glossário de Personagens mais completo. Confesso que até agora não entendi muito bem a geografia do lugar.

De qualquer forma, A Filha do Sangue é um livro incrível; forte, violento, e tocante- e que merece ser lido. Basta ter a mente (bem) aberta e embarcar na fantasia.

Super Recomendo!

** Não posso deixar de comentar sobre o lindíssimo trabalho gráfico da editora. A capa esta um arraso. O texto em si tem alguns pequenos erros de grafia, mas nada que prejudique a leitura.




Título Original: Daughter of the Blood
Autor: Anne Bishop
Editora: Saída de Emergência
Gênero: Fantasia
Coleção: Bang!
Série: Joias Negras-Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Demônios, Paranormal, Bruxas
Período: Sabe-se lá...


Série:
Livro 1- A Filha do Sangue
Livro 2- A Herdeira das sombras-
Livro 3- Queen of Darkness- ainda inédito no Brasil

*** A autora ainda escreveu uma série de novellas/pequenas histórias ambientadas no mesmo universo de A Filha do Sangue. A lista completa completa pode ser vista AQUI


Outras Capas:


Este livro foi gentilmente cedido pela editora.


4.5/5

OBS: qualquer erro por favor avisar para que eu possa corrigir!;)

quinta-feira, julho 26, 2012

Sob Encanto do Amor, de Ruth Langan [Maratona de Banca]


Título Original: Highland Sword
Autor: Ruth Langan
Editora: Nova Cultural
Coleção: Clássicos Históricos 267
Série:Irmãs Drummond 1
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Romance de Banca, Espiões
Período: Medieval. Escócia, 1559

Uma bela feiticeira, um nobre guerreiro e a vastidão bravia da Escócia!

Escócia, 1559.

Merrick MacAndrew sabia que era uma busca baseada apenas em lenda, mas sentia-se disposto a arriscar tudo para salvar o filho que estava morrendo... até raptar Allegra Drummond, cujos místicos talentos de cura se igualavam a seu poder de deixar o coração dele ardendo de paixão!

Que encantamento era aquele? Um lorde forte e intimidante das Terras Altas havia tirado Allegra Drummond de seu idílico isolamento para fazê-la obedecer-lhe! Não importava que os motivos dele fossem louváveis e despertassem a compaixão e a preocupação dela. Merrick MacAndrew usara uma magia própria de transformação de vida para uni-la a ele para sempre... de coração, corpo e alma!.





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