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quinta-feira, agosto 11, 2011

Eu não quero suavizações.


Eu não quero fazer um post panfletário. Acho que este é um post 'exemplificação'. Um pequeno exemplo de uma mania abominável de editoras brasileiras em 'suavizarem' certos livros.

Eu não sou contra versões 'suavizadas' de estórias. Não, acho até interessante para quem não gosta de ler erótica e /ou violência. Porém, acho que se uma versão for 'suavizada' isso deve ser exposto ao leitor na capa do livro (como naquelas versões infantis de clássicos, onde vemos 'baseado em tal livro'). É mais justo e, principalmente, mais honesto. Mas, além disso, penso que a versão ORIGINAL e SEM CORTES da obra também deva ser lançada.

Eu tenho o DIREITO de ler uma versão sem cortes. Eu sou maior de idade e se eu quiser ler erótica em português eu deveria ter acesso a isso. Claro, muita gente não gosta de uma estória mais apimentada- mas isso quer dizer que, por que muita gente não gosta EU também sou obrigada a não gostar?


Eu quero não ter que apelar para pockets (ou até mesmo versões portuguesas e espanholas) para poder ler um livro na íntegra.


Eu não estou só falando de cenas eróticas e/ou violência- alguns livros têm cenas 'comuns' retiradas em suas versões brasileiras. Os livros Avassalador e Fora da Lei, ambos da Diana Palmer são dois exemplos desta 'prática'.  Quem leu Avassalador no original (ou no EB traduzido por fãs) com certeza se espantou ao perceber que a cena do supermercado em que aparece Cash Grier foi simplesmente cortada na versão 'oficial' brasileira. E depois reclamam dos ebooks, das traduções por fãs. 

Eu quero livros sem cortes. Sem suavizações. Com as cenas de sexo, violência e palavrões. Do jeito que o autor originalmente escreveu.

Isso é querer demais?

Abaixo um exemplo de cena HOT (primeiro, na versão original e depois na versão brasileira).
ATENÇÃO: trecho com conteúdo sexual/erótico.

domingo, julho 24, 2011

A Questão das Séries.

Existe uma expressão em inglês chamada ‘personal pet peeve’ ou simplesmente, pet peeve. Não há exatamente uma tradução para o português, mas é algo próximo do ‘birra pessoal’. Um dos meus maiores pet peeves, ou birra pessoal, é ler livros de uma série fora da ordem. Se um escritor escreveu determinados livros em uma certa ordem, eu quero- e me vejo no direito de- os ler na ordem pretendida pelo autor (ou autores, dependendo do tipo de série).

O que eu não entendo, portando, é por que as editoras brasileiras insistem em lançar livros fora da ordem estipulada pelo autor/editora original. Muitas séries são lançadas aqui de modo aleatório, fora da ordem e, pior, com volumes (livros) faltando.

Quantas séries literárias de quatro, cinco livros em que apenas os livros dois e três são lançados no país, nós não nos deparamos? E as editoras muitas vezes nem se preocupam em dizer que este ou aquele livro faz parte de uma série!

Não estou aqui para apontar esta ou aquela editora. Não. Acredito que praticamente todas as editoras tenham certa ‘culpa no cartório’.

Penso que o mundo editorial brasileiro cresceu, mudou- e sim, por que não?- melhorou muito nos últimos tempos. Mais pessoas estão lendo, mais livros estão sendo lançados, muitas vezes não precisamos esperar anos para vermos no país uma obra recém-lançada no exterior. Claro, também que muita coisa precisa ser melhorada como a qualidade das revisões e traduções, o fim da ‘suavização’ de estórias/trechos mais adultos, ampliação do público alvo (nem todos são adolescentes que gostam de YA com temática sobrenatural), etc. Além, obviamente, e voltando ao tema em discussão, da questão das séries incompletas e fora de ordem.


(Ocorre também de certos livros serem lançados na ordem correta porém entre um volume e outro, demora-se anos para o lançamento aqui em Terras Brasilis.)


Eu me considero uma privilegiada por saber ler em inglês e ter condições de comprar um livro importado a fim de ‘cobrir’as lacunas de uma série. Mas, nem todos sabem Inglês ou podem importar um livro- o que estas pessoas, leitores, devem fazer? Tentar adivinhar o que o autor escreveu no livro não lançado no Brasil?


O leitor é um cliente, um consumidor. E como tal, merece respeito.




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