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segunda-feira, dezembro 30, 2013

Noite Feliz, de Mary Higgins Clark

Noite feliz reúne amor, fé, coragem, determinação e muito mistério, tendo como pano de fundo a charmosa cidade de Nova York, com suas vitrines decoradas e árvores especialmente iluminadas para a passagem do Natal. Mary Higgins Clark relata a história de Brian, um menino de 6 anos disposto a superar seus próprios limites para salvar a vida do pai, Tom Dornan, que sofre de leucemia. Brian está em Nova York com a mãe, Catherine, e seu irmão de 10 anos, Michael.

Véspera de Natal em Manhattan, Nova York. A partir deste tema, proposto por seus editores, a autora elaborou uma história em que o amor, a coragem de uma criança e a fé são postos à prova, num grande suspense.




Um simpático suspense Natalino.

Noite Feliz é uma curtinha, mas singela história que, através de um pouco de suspense, trás uma simpática mensagem de esperança. Uma simples história natalina, sim, mas bem agradável.

É época de Natal, mas Catherine Dornan não está sentindo nenhum pouco no espírito natalino. Ela está em Nova Iorque, com os dois filhos pequenos, visitando o marido, que está internado em um hospital da cidade, tratando da Leucemia. É uma situação estressante e difícil e para piorar , Brian, o filho menor, de 6 anos, desaparece enquanto Catherine e os filhos estavam olhando a árvore de Natal do Rockfeller Center.

Brian saiu atrás de uma mulher que pegou a carteira que Catherine havia deixado cair no chão. A carteira em si não era o problema, mas dentro dela estava uma medalhinha de São Cristóvão, a qual o pequeno acredita ter poderes para curar de seu pai.
O problema é que ao seguir a mulher, em busca da medalinha, Brian acaba se encontrando em uma situação bem perigosa.

Noite Feliz acompanha os passos do pequeno Brian, da mulher a quem ele segue e da polícia, que junto a uma desesperada Catherine, tenta encontrá-lo. Como, apesar de tudo, este é sim um livro de suspense, não vou dizer muito o que acontece, mas sim, a busca de Brian o põe em perigo.

Descobri o livro em um saldão da Bienal e confesso que comprei só por causa da autora e do preço (5 reais!) mas fiquei positivamente surpresa .

Como toda história natalina, Noite Feliz tem a sua dose de “mensagem de amor, paz e esperança” mas isso é esperado; porém, a trama também tem o seu quinhão de realidade, onde existem sim pessoas ruins e que nem todos se redimem.

O livro fala sobre fé, esperança e vontade de ter uma chance. Recomeçar.

Eu ri e me emocionei com a coragem do pequeno Brian.

É uma leitura simples, fácil, sem grandes momentos dramáticos, nem mesmo um suspense de “de arrepiar”, mas é o tipo de história agradável, que te prende, ideal para uma tarde chuvosa. A escrita de Mary Higgins é agradável e dinâmica e ela soube enquadrar perfeitamente a história nas poucas páginas do livro.

Uma bela história.

Vale a pena a leitura.



Título Original: Silent Night
Autor: Mary Higgins Clark
Editora: Rocco
Gênero: Romance Contemporâneo
Coleção:
Série:
Sub-Gênero/Assunto: Crianças, Sequestro, Suspense
Período: Atual. Nova Iorque.

Minha leitura de Dezembro para o Desafio Literário 2013. O tema era Natal.




Outras Capas:



4/5

quarta-feira, outubro 30, 2013

Desperte Comigo, de Linda Howard



O acidente que deixou Blake temporariamente sem sentir as pernas também havia roubado sua vontade de viver. Seria necessário uma mulher cuja alma estivesse tão paralisada quanto a dele para trazê-lo de volta à vida. Dione Kelley era sua última chance... Ela sabia disso, e entendia o desafio que o caso dele apresentava.No entanto, o que ela não imaginava era que, ajudando Blake a superar a desilusão e recuperar as forças, ela pudesse expor as próprias dores e despertar a cura de si mesma…




Depois da bomba que foi o último livro que li de Linda Howard, eu precisava de algo que me deixasse passar a má impressão. E este Desperte Comigo cumpriu bem o seu papel. Não achei o livro maravilhoso, mas achei a história, num todo, bonita e sensível.

Dione Kelley é uma fisioterapeuta contratada para cuidar de Blake Remington, um homem até então cheio de vida e ativo que perdeu os movimentos das pernas após um grave acidente. A condição de Blake não é definitiva mas é preciso muita fisioterapia e, principalmente, força de vontade, para que ele volta a andar. O problema é Blake desistiu de tudo e não acredita que possa haver uma recuperação. Para ele, a vida simplesmente acabou e não é uma “simples” terapeuta que irá mudar isso.

Porém, assim como Blake parece ter desistido de si mesmo, Dione luta com unhas e dentes por seu paciente.

O livro é basicamente sobre a relação de Dione e Blake, uma relação que começa aos trancos e barrancos. Ele é um homem difícil, desesperançado; ela é uma mulher que fez da profissão a sua vida. Dione vive em função de seus clientes/pacientes. Porém, aos poucos, aquela conflituosa relação terapeuta-paciente vai se transformando em algo a mais.

Desperte Comigo fala sobre duas pessoas que sofreram traumas fortíssimos; é sobre processo de cura, não apenas físico como psicológico. Assim como Dione trata dos danos físicos sofridos por Blake, ele, pouco a pouco a ajuda curar velhas feridas e traumas.

Eu achei o livro muito bonito, com belíssimas passagens, porém, confesso que eu o achei chato em algumas partes. A autora se alongou muito em algumas descrições e pensamentos. Além disso, senti falta de algo “a mais” na trama. O fato de ser praticamente todo centrado na relação entre Blake e Dione (tirando breves momentos com a irmã dele e o marido desta) deixou a trama monótona.

De qualquer forma, é uma história sobre superação e recomeço. Bem escrita e delicada, provavelmente arrancará lágrimas de muitos.

Vale a Pena a Leitura.

Título Original: Come lie with me
Autor: Linda Howard
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Contemporâneo
Coleção: Rainhas do Romance 67
Série: -
Sub-Gênero/Assunto: Romance de Banca, Imperfeições, Amor e Ódio, Segunda Chance
Período: Anos 80. EUA.


                         Como o livro também fala sobre Superação, inclui ele no Desafio Literário deste mês.

Outras Capas:

A capa da edição espanhola parece ser de livro Espírita/Espiritualista; a capa francesa é típica das capas breguinhas dos anos 80. Ainda assim, é melhor que a brasileira. O beijo tá todo errado e o homem tem um nariz que parece uma batata gigante! 



3/5

terça-feira, agosto 20, 2013

Obsessão, de Erica Spindler (Thriller)



Kate e Richard formam o casal perfeito, a não ser pelo fato de não poderem ter filhos. A adoção é considerada a solução ideal para a realização do sonho. Mas eles acabam abrindo caminho para o pior pesadelo de suas vidas. Julianna, a mãe biológica do bebê adotado, está decidida a eliminar Kate e se tomar a esposa de Richard. E isso não é tudo: no rastro de Julianna há um assassino profissional, e ele deseja acertar contas do passado com ela a qualquer custo.

Eu não sei se amei ou odiei esse livro. Tudo bem, eu não odiei- mas também não amei. Honestamente, não sei o que pensar. Eu adorei a agilidade da trama, a escrita e, de certa forma, gostei da história, ou deveria dizer, da trama de modo geral. Porém, foram exatamente aspectos dessa “trama” que me fizeram não gostar do livro.

Ai, confusão!

Confusão. A preimeira confusão à respeito de Obsessão vem justamente da editora que o publicou aqui no Brasil, a Harlequin. Quando vimos que um livro é lançado pela Harlequin, logo pensamos que se trata de um romance romântico, não? Ou neste caso, de um Suspense Romântico. Pois é. Obsessão não é um romance romântico e muito menos um suspense romântico. Este livro é um policial, um thriller. Eu leio muitos livros policiais sem romance e esse detalhe não me desagradou mas não há como negar que, ao pegar um livro da Harlequin para ler a gente meio que espera uma história de amor.

Obsessão é tudo menos uma história de amor. Tudo bem, se você forçar beeeem a barra tem uma vírgula de romance mas,... nah.

Eu gosto bastante da autora, Erica Spindler. Ou ao menos eu gostei bastante dos dois livros que li dela, Vertigem e Amigas Inseparáveis. Foram duas leituras incríveis, porém, Obsessão não me caiu tão bem. A força da escrita continua, fazendo com que a gente não consiga parar de ler (eu xingava e continua lendo!) mas certos aspectos da história me incomodavam. É algo extremamente pessoal, mas essa é a palavra. Incômodo.

Obsessão é dividido basicamente em três partes e como todo livro policial, quanto menos se falar melhor. No início temos esse casal perfeito, Kate e Richard que resolve adotar uma criança recém-nascida. O que eles não sabem é que a mãe biológica da criança, Julianna criou uma obsessão doentia por Richard e quer tornar-se sua mulher. Por sua vez, John Powers, o pai biológico, está disposto a acertar as contas com Julianna . John não queria que Julianna tivesse a criança e sua primeira meta é eliminar o bebê e acertar as contas com quem o traiu.

A primeira parte do livro é bem envolvente, intercalando os mundos de Richard e Kate, Julianna e John. É quase uma preparação para a história e digo isso de maneira bem positiva. A parte final do livro também é ótima; é onde a ação realmente acontece- e todas as ações começam a ter consequências. Sabe quando você simplesmente não consegue parar de ler até chegar a linha final? Foi assim comigo.

Se o livro fosse apenas com a primeira e última parte, eu não teria dúvida em dizer: nossa, que livro! Amei. O problema é o meio. Odiei o meio do livro. E o pior é u nem poder dizer aqui porque odiei. Odiei por questões pessoais e porque eu teria dado um fim diferente à certo personagem. Tudo bem que isso iria mudar totalmente a dinâmica do livro. Vamos dizer assim, eu gostaria muito que certa pessoa percebesse a idiotice que fez.

Outro problema que eu tive com o livro foi a minha "não concordância" com os personagens. Eu não queria dizer que odiei todos eles, mas tá difícil. Odiei Julianna por ser uma vaca. Tá certo, ela sofreu muito e com certezava precisa de apoio e de um bom psiquiatra, mas não deixou de ser uma vaca. Muita gente sofreu tramas e não se transformou numa vaca; Odiei Richard por ser um bocó, infantil e idiota; e odiei Kate por ter sido tão passiva, tão acomodada. Ela sabia que algo estava errado, mas simplesmente estava “cansada demais” para lutar. Não a estou culpando, longe disso, mas ela poderia ter sido mais incisiva.

O personagem que eu mais gostei foi Luke Dallas, o amigo escritor. É um personagem que começa pequeno mas que vai crescendo com o decorrer da trama. Foi o único que eu senti que não era acomodado.

O fato é, Obsessão foi um livro que me deixou sem saber o que pensar. Racionalmente, eu achei o livro ótimo. Ele possui uma trama consistente e tem o que eu gosto de chamar de “equilíbrio perfeito” entre ação e descrição. Porém, quando *eu* leio um livro, eu não leio apenas com olhos racionais- as emoções que o livro me provoca também são fundamentais para o meu gostar ou não. E esse livro mexeu com conceitos morais particulares meus. Foi uma leitura que eu simplesmente não posso dizerNão Leia porque eu não concordei com isso ou aquilo.

Em suma, Obsessão é um bom livro. Bem escrito. Só não sei se foi o *meu* número.


Título Original: In bed with the Devil
Autor: Erica Spindler
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Policial / Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Adultério, Crianças, Suspense
Período: Contemporâneo. EUA.


***

                         Como o livro também fala sobre vingança, inclui ele no Desafio Literário deste mês.

Outras Capas:


3/5

(mas poderiam ter sido 3,5. Ou 4)

segunda-feira, julho 29, 2013

A Dama Azul, de Javier Sierra


O autor Javier Sierra nos oferece um fantástico romance de mistério e intriga sobre uma das lendas mais antigas e estranhas da América? A Dama Azul.

Em Los Angeles, Jennifer Narody, antiga espiã do Departamento de Defesa, sonha repetidamente com uma fantasmagórica mulher vestida de azul. Jennifer não sabe, mas esse mesmo espírito apareceu, mais de três séculos antes, para os chefes de uma tribo indígena do Novo México. Ao que tudo indica, a verdadeira responsável por aqueles acontecimentos foi uma freira espanhola que podia ?bilocar? ? isto é, tinha a habilidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo. Enquanto isso, na Espanha, uma tempestade de neve deixa o jornalista Carlos Albert isolado no distante povoado de Ágreda. Lá, ele conhece o convento fundado no século xvii por aquela mulher de hábito azul. Intrigado com seus poderes, decide investigar. Esses fios, unidos pelo suposto suicídio de um sacerdote em Roma, levarão Carlos até Los Angeles, onde os pesadelos de Jennifer Narody guardam a chave de um mistério que a Igreja católica, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e outras misteriosas forças ? das quais é melhor não falar ? estão empenhados em ocultar. O segredo das bilocações da dama azul está em jogo.


A primeira coisa quando se lê a respeito de A Dama Azul ou até mesmo quando se começa a ler o livro é, de alguma forma, associá-lo ao Código Da Vinci. Nada mais justo. À princípio. Tramas internacionais e mistérios da Igreja Católica parecem sempre nos fazer lembrar de Dan Brown, pelo menos de alguns anos para cá. A semelhança com Dan Brown está justamente niss: uma trama com mistério e “assuntos da igreja”. Porém em A Dama Azul existe um toque de misticismo, quase fantasia, que não está tão presente nas obras do autor norte-americano.

Este é o típico livro difícil de se resenhar. Não há muito o que se dizer sem falar sobre a história e quanto menos se falar sobre esta, melhor. É como um ciclo vicioso. A trama conta com histórias aparentemente distintas, ocorrendo em lugares e datas diferentes (como a Itália dos Anos 90 e o Novo México do Séc. 17) que, pouco a pouco, vamos aprendendo a corelacionar. São “pontas soltas” cujo denominador comum é A Dama Azul; Irmã Maria de Jesus de Ágreda, uma freira espanhola do século 17 que, supostamente teria o poder de bilocar-se.

A irmã Maria de Jesus, assim como outros personagens do livro foram pessoas reais o que torna a leitura bem mais interessante e instigante. Mesclando fatos históricos e uma boa dose de fantasia, o autor nos leva para aquele mundo mágico das suposições.

O livro, é claro, também fala sobre a fé, a falta desta e sobre as coincidências; sobre propósitos. E é interessante ver que, embora o autor critique a Igreja em si ele nunca desrespeita a fé.

Eu adoro História e, apesar de, em alguns momentos, achar que o autor tenha viajado um pouco, A Dama Azul é o tipo de leitura que sempre me atrai. Mesmo sendo um livro ficcional, adoro poder conhecer mais sobre os personagens reais que aparecem na trama.

A Dama Azul não é um livro de leitura rápida. Pelo menos não foi comigo. Em nenhum momento o livro foi maçante ou algo do gênero, porém, são tantas informações e fatos acontecendo que o ritmo da leitura acaba por tornar-se mais lento. Além disso, são citados inúmeros nomes e lugares que até mesmo o menos curioso dos mortais de vê compelido a dar nem que seja uma única “espiadela” no Google.

Os grandes trunfos do autor foi fazer com que soasse minimamente crível uma história um tanto mirabolante e juntar as ‘pontas soltas’ para de modo que estas fizessem sentido. Contudo, este ponto positivo, também o que deixou a desejar no livro; apesar de tudo estar claramente interligado, senti falta de uma ligação mais concreta entre estas “pontas”. Talvez ligação não seja a palavra certa, e é difícil conseguir me expressar sem soltar spoilers mas, digamos assim que senti falta de um “arremate final”.

De qualquer forma, A Dama Azul é uma leitura instigante e que merece ser conhecida por quem gosta de livros do gênero.


Recomendo!
***
Este livro foi a minha segunda leitura neste mês para o Desafio Literário. O tema era "Cor ou cores no título".


Título Original: La Dama Azul
Autor: Javier Sierra
Editora: Planeta
Gênero: Romance* (no sentido de prosa ficcional, hein!)
Sub-Gênero/Assunto: Religião, Mistério, Paranormal , Romance Contemporâneo, Romance Histórico, anjos
Período: Novo México e Espanha, Séc. 17. Espanha, EUA e Itália, anos 90, séc. 20.

Outras Capas:

4/5

sexta-feira, julho 19, 2013

Black Hills, de Nora Roberts

Passar o verão no Rancho de seus avós não era a ideia de diversão de Cooper Sullivan, aos 11 anos de idade. As coisas se tornam um pouco mais suportáveis quando ele conhece a vizinha, Lil Chance e sua “gaiola de rebatidas” para beisebol. Mesmo passeios a cavalo acabam não sendo tão terríveis como Coop achava que seriam. A visita anual de verão da Coop, a amizade se aprofunda a partir de jogos inocentes a beijos roubados, mas há uma experiência compartilhada que irá assombrá-los para sempre: a terrível descoberta do corpo de um andarilho.

As estações mudam e os anos passam, e Lil permanece firme com seus sonhos de se tornar uma bióloga e proteger as terras de sua família, enquanto Coop luta contra a demanda de seu pai para que ele estudar direito e entre na empresa da família. Doze anos após a última vez caminharam juntos de mãos dadas, o destino trouxe-os de volta para o Black Hills, quando as coisas e pessoas que lhe são mais caras e preciosas precisam deles.

Um investigador em Nova York, Coop recentemente deixou sua vida agitada para cuidar de seus avós e doo rancho a que ele veio chamar de lar. Embora a memória de seu toque ainda a assombre, Lil deixou nunca deixou para trás  seu sonho de abrir a Wildlife Refuge, mas alguma coisa. . . ou alguém. . . vem mantendo uma vigilância cerrada. Quando pequenas brincadeiras e atos de destruição começam a escalar para o assassinato cruel do amado puma de Lil, recordações de um assassinato não solucionado nessas mesmas colinas trazem Coop à ação para manter Lil segura.


(Esta é uma versão resumida da sinopse. A Sinopse Original e completa em Inglês está AQUI)




Um típico caso de livro com início ótimo, mas que o desenvolvimento deixou muito a desejar. Tá certo que a Nora é mais especialista em relacionamentos do que tramas policiais, mas podia ter caprichado um pouco mais, né?

O início de Black Hills é muito bom, fofo demais. Contado sob o ponto de vista de do mocinho, Cooper ‘Coop’ Sullivan , aos 11 anos, sendo “obrigado” a passar as férias de verão no Rancho dos avós . Não é um prospecto muito bom, ainda mais para um garoto tipicamente novaiorquino e que não era muito afeito à vida no campo. Mas é justamente no campo, e aos 11 anos, que ele conhece seu melhor amigo, ou amiga, Lilian ‘Lil’ Chance, uma garota de 9 anos filha dos vizinhos de seus avós. O tempo passa e a amizade entre Coop e Lil, como era de se esperar transforma-se em algo a mais.

Como eu disse, esse início é ótimo. Lindinho mesmo. Desde os dois crianças até a descoberta da sexualidade, a primeira vez juntos. É tudo descrito de forma simples e incrivelmente delicada e se o livro fosse só sobre isso eu já ficaria feliz. Sabe aquelas cenas que te deixam com um sorriso bobo no rosto? Pois é.

Mas o tempo passa, e o livro continua. E circunstâncias fazem com que Coop e Lil se separem voltando a se encontrar 12 anos depois (ela tinha 17 anos na época) quando Coop precisa voltar ao Rancho para os avós, quando o avó sofre um acidente. É claro que como todo reencontro, este não será fácil, até porque a separação não foi fácil.
‘Ah, e a parte policial?’, vocês devem estar se perguntando. Pois é, neste meio tempo um doido começa a “perturbar” Lil e aos animais que ela cuida no Abrigo de Vida Selvagem no qual é dona. E esta parta “policial” é fraca demais, prejudicando bastante o livro. Não só a trama “de mistério” é sem graça como o desenvolvimento é tolo e muito previsível.

Honestamente, foi um aspecto da história que poderia muito bem ter sido eliminado sem dano nenhum ao livro. Foi tudo muito blá.

O que acabou sendo uma pena porque os personagens e casal protagonista, principalmente, eram interessantes. Não digo que Coop e Lil formavam o casal mais fantástico que já li, mas a interação dos dois era agradável de se ler- apesar dos momentos “vamos ser cabeça dura”. Mas isso é básico, né? rs Gosto muito desta questão de reencontros e de, no caso de Coop, tomar uma nova direção na própria vida.

O livro mostra que mudanças, rompimentos, podem ser dolorosos mas também dar forças e, de certa maneira, ser necessários, para poder seguir em frente. Ou voltar.


Uma mocinha que não é chata e nem cheia de “não me toques” sempre ganha pontos comigo e Lil é ótima nesse aspecto. Ela até analisa e “psicologiza” menos as coisas do que outras mocinhas da Nora, o que eu achei ótimo. O único problema, a meu ver, é essa necessidade de na hora do pega pra capar é a eterna necessidade do “herói salvador”.

Além disso, particularmente, eu não sou muito fã do assunto “ecologia/ biologia” e Nora fez a lição de casa. Eu até gosto o Encantador de Cães no Animal Planet, mas ler sobre tigres e afins... enfim, é um aspecto do livro que é simplesmente uma questão de gosto.

No todo, eu gostei sim da leitura. Eu gostei simplesmente porque simpatizei com Coop e Lil e adorei a primeira parte.

Black Hills foi uma leitura agradável, não perfeita, mas que irá agradar aos fãs da autora. Uma boa diversão.

Vale a pena a leitura.



Título Original: Black Hills
Autor: Nora Roberts
Editora: Jove (importado)
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Animais, Serial Killer, Amizade, Reencontro
Período: Anos 2000. Dakota do Sul, EUA.


Este livro foi a minha leitura deste mês para o Desafio Literário. O tema era "Cor ou cores no título".





Outras Capas:


3.5/5

sexta-feira, junho 28, 2013

A Doença de Haggard, de Patrick McGrath


Na Inglaterra pré Segunda Guerra, um médico apaixona-se pela mulher de um de seus chefes, cultivando um desejo obsessivo. Enquanto toma doses de morfina para aplacar seu amor, o leitor o acompanha os desenlaces de sua paixão.




“Minha vida continha dois tipos de momento, o tempo com ela e o tempo sem ela: um paraíso e um inferno..”


Forte, diferente e perturbador. Talvez esses sejam os primeiros adjetivos que me venham à mente ao falar de A Doença de Haggard. Porém, o livro é mais do que “apenas” esses três adjetivos.

Honestamente, não sei ao certo o que dizer sobre o livro. Talvez a história não tenha sido o mais importante mas a forma como ela é conduzida. Mentira. A história também faz toda a diferença. A história e o modo como é contada. Aliás, o como é contada é que faz toda a diferença.

A Doença de Haggard é um relato, em primeira pessoa. No início da Segunda Guerra, o jovem médico . Edward Haggard conta a sua história de paixão e loucura com a esposa de um de seus superiores. É um caso intenso- que trás sequelas psicológicas e físicas. Mas até aí, tudo bem. Não existe nada de “diferente” nisso, eu suponho. A questão é que Haggard é um viciado em Morfina e ao decorrer de seu relato, vamos notando como a visão dele pode estar distorcida.

“E eu me lembro de ter pensado, não, eu não serei solitário. Não me permitirei ser sufocado por saudades impossíveis de algo que deixara de ser real.”


É uma leitura estranha, mas extremamente fascinante, que deixa a gente completamente mergulhada naquele mundo. Por muitas vezes eu senti repulsa e também pena do protagonista. Ele é um apaixonado, no sentido mais patológico da palavra.

A Doença de Haggard me lembrou muito a escrita dos autores românticos do século XIX , principalmente Alvarez de Azevedo. É um livro sobre o amor e suas consequências. Incomoda. Quem já se apaixonou alguma vez, irá se sentir estranhamente próximo de Haggard.

“Pois , afinal, o que é o sexo a não ser um partir-se e fundir-se? A transformação de dois em um, a recuperação da unidade perdida, e foi isso o que vi naquela noite, que ela e eu éramos- somos- parte de um único todo.”

Eu nunca tinha lido nada desse autor, mas gostei bastante de seu estilo e a forma como ele conduz os acontecimentos. É uma leitura de vocabulário fácil, mas não simplista e apesar das poucas páginas, 211, não é um livro que se leia com rapidez, mas, sim pouco a pouco; como se a gente precisasse “digerir” os acontecimentos, ou melhor dizendo, a mente do protagonista- narrador.

Particularmente, eu gostei muito do livro. Principalmente por ter sido uma leitura diferente do que eu ando lendo ultimamente. Normalmente, eu não sou muito fã de livros que falam sobre adultério, porém, além de querer sair um pouco da minha zona de conforto, percebi que o livro não é exatamente sobre isso. O único senão talvez fique por conta do final. Achei um pouco abrupto, mas, pensando bem, acho que fez todo o sentido. E combinou com o clima gótico da obra.

A Doença de Haggard não é um livro para todos os gostos e públicos, mas eu acho que se você estiver disposto a ler algo, diferente, instigante, vale muito a pena a leitura.

Recomendo!


A Edição
A edição está bem cuidada, sem erros de revisão, pelo menos que eu pudesse notar. A minha única crítica é a capa. Se olharmos bem, dá para perceber que a figura está distorcida, o que faz todo sentido para quem leu o livro, porém ela pode dar uma impressão errada sobre o quê é o livro.

Título Original: Dr. Haggard’s disease
Autor: Patrik McGrath
Editora: Cia das Letras
Gênero: Romance Psicológico
Sub-Gênero/Assunto: Adultério, Médicos, Amor Proibido
Período: . Final dos anos 30, início da II GM. Inglaterra.

Este livro foi a minha leitura deste mês para o Desafio Literário. O tema era "Romance Psicológico".



Outras Capas:

4/5

quarta-feira, abril 03, 2013

Ardente como o verão, de Linda Lael Miller


Lar, doce lar? Para curar feridas deixadas por um casamento infeliz e a morte de um enteado, Libby Kincaid retornou ao rancho onde fora criada. Porém, ao invés de solidão, ela encontrou Jess Barlowe, sexy, sedutor e louco como ninguém! Durante anos Libby e Jess tiveram uma disputa, e agora boatos sobre a reputação dela pareciam enfurecê-lo ainda mais. Não demora muito para que tantos atritos gerem fagulhas que acendem o fogo de uma forte paixão. Jess não desistiria enquanto Libby não aceitasse ser sua noiva. Infelizmente, Libby sabia muito bem que casamentos não dava garantia de que seu homen fosse confiável... ou que lhe tivesse amor.



Estaria Linda Lael Miller sob efeitos de uma poção Palmeriana quando escreveu este livro? Sério, por muitas vezes me perguntei se não tinham errado o nome da autora.

Eu gosto muito do estilo da autora, porém, neste livro ela me pareceu um pouco “diferente”; imatura, talvez. Ardente como o verão está entre os antiguinhos dela e, apesar de não ser um livro ruim, percebe-se que é uma leitura mais fraca, principalmente se compararmos com os livros mais novos.

Jess Barlowe é um típico mocinho anos 80. Grosso até dizer chega. O típico ogro. (Seria ele de Jacobsville?). A mocinha, Libby Kincaid, coitada, é a sofredora e vítima de mal-entendidos e patadas do nosso herói.

Leitura péssima? Não, na verdade, o livro é bem divertido, mas tem que estar no “espírito” e entrar na fantasia. Eu teria dado um sai prá lá no mocinho faz tempo, mas, aí não teria livro, né?

É complicado aceitar que a Linda Lael tenha escrito um mocinho tão péssimo- e olha que eu adoro os cowboys dela. Até os bad-boys são gente boa! Jess viaja tanto na maionese que a gente não sabe se ri ou bate nele.
“Não pela primeira vez, Ken Kincaid sentiu um profundo desejo de pegar os dois pelos cabelos e bater suas cabeças.”

O que eu gostei no livro foi que, junto com a história de Jess e Libby, são também contadas as desventuras de um outro casal, Stace e Cathy, irmão de Jess e a melhor amiga de Cathy. Eu gostei da dinâmica deste “casal secundário” paesar de ter achado o Stace um idiota (talvez seja um problema de família, vai saber!) Na minha modesta opinião, a Cathy, foi a melhor personagem. Talvez por ela ser muda e isso saia um pouco da mesmice – o fato é que achei que ele tinha muito mais gana que a mocinha “oficial”.

Muito lesa essa Libby!

De modo geral, o livro não é ruim, mas, está longe de ser dos melhores. É uma leitura rápida- e esquecível. Se você é fã da autora, vale a título de curiosidade. Se nunca a leu, não comece por aqui.


***Leitura deste mês para o Desafio Literário 2013, cujo tema de Abril é “Estação do Ano no Título”.

Título Original: Parto f the bargain
Autor: Linda Lael Miller
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Contemporâneo
Coleção: Primeiros Sucessos 30
Sub-Gênero/Assunto: romance de banca, cowboys, amor e ódio , reencontro
Período: Anos 80. EUA

Outras Capas:


A capa da versão Momentos Íntimos  é Uó de tão brega, né? rs Não sei porque mas o moço da capa americana (e anova versão brasileira) me lembra o Nick de Grimm. :)


3/5

quinta-feira, março 28, 2013

Dewey- um gato entre livros, de Vicki Myron


A rotina da pacata cidade de Spencer, Iowa, Estados Unidos, se transforma após Dewey, um gato, ser encontrado na Biblioteca Pública. A diretora da Biblioteca, que achou o gatinho na caixa de devolução, resolve contar a história e lança o livro, Dewey, um gato entre livros. O livro escrito por Vicki Myron, com colaboração de Bret Witter é a história real de um gato que fez da biblioteca - e da cidade de Spencer- sua casa e de seus habitantes, os melhores amigos.










Eu sempre fui mais uma pessoa de cachorros. Contudo não pude deixar de me emocionar com a história de Dewey ReadMore Books, ou simplesmente, Dewey,  um gato ruivo, morador da Biblioteca Pública da Cidade de Spencer, nos Estados Unidos.


Dewey, um gato entre livros não é a biografia de um gato muito especial. Ou talvez não seja só isso. O livro conta não só a vida de Dewey, mas principalmente como ele tocou a vida de outras pessoas, como ele, de certa maneira, mudou uma biblioteca, uma cidade.

É engraçado isso de “favorito”. Acredito que nem sempre o nosso favorito particular seja o mais perfeito, mesmo para gente. Para mim, o que faz de um livro, filme, “favorito” é a capacidade que ele teve de me emocionar, me tocar. Sempre achei um pouco brega quando dizem que tal livro, filme, o que seja “toca o coração”, mas aqui eu não posso me desviar do lugar comum. Dewey me tocou.
Algumas partes são um pouco enfadonhas, como, por exemplo, a questão da crise agrícola. Eu até me interesso sobre crise econômicas e assuntos do tipo mas não era algo que eu estava a fim de ler em um livro como Dewey, nem mesmo as implementações e melhorias da Biblioteca. Além disso, achei um pouco irritante como a Vicki, a autora e narradora da história, “endeusa” a cidade de Spencer. É muita perfeição para pouca cidade. Duvido que a cidade seja realmente tão acolhedora e perfeita assim. Porém, esses pequenos defeitos são muito poucos para tirar o charme do livro. De Dewey.

Apaixonei-me por esse gato cheio de personalidade.

[Pobre Vicki, a vida dela parece uma tragédia grega. Vou te falar!]

Não sou de chorar com livros. Não mesmo. Já me emocionei várias vezes, mas chorar- chorar mesmo, acho que a última vez foi quando li Harry Potter e o Cálice de Fogo . E eu chorei com Dewey. Começou com um aperto na garganta e quando dei por mim, as lágrimas já estavam caindo.

Desde o início sabemos qual será o final da história- não é algo surpreendente ou fora de propósito, mas nem por isso menos...difícil. 
(breve comentário "escondidinho" caso alguém ache que é um spoiler.)

Eu ri, chorei e me emocionei com esse gato pra lá de especial.


Resenha curtinha, eu sei! Mas, algumas vezes- quanto menos se falar, melhor. Nah, balela! Eu simplesmente não consegui encontrar palavras suficientes para demonstrar o quanto esse livro me emocionou.



Recomendo!

O P.S: Spencer tem 11 mil e poucos habitantes e tem uma Biblioteca municipal. Razoavelmente grande. Quantas cidades brasileiras podem dizer isso? Em São Vicente, nem sei se tem Biblioteca (acho que funciona uma “pseudo-biblioteca” no Instituto Histórico-Geográfico.). Em Santos, a Biblioteca Municipal “grande” está fechada e só funciona uma pequena num posto da praia. Uma vergonha.

Título Original: Dewey- the small-town library cat Who touched the world
Autor: Vicki Myron
Editora: Globo
Gênero: Biografia
Sub-Gênero/Assunto: Humor, Drama, Animais, Inspiracional
Período: Final dos Anos 80-meados dos anos 2000. Spencer, Iowa, EUA.


Um Vídeo com imagens reais de Dewey. É parte de uma reportagem que uma emissora de TV fez- e que é comentada no livro.


Não é um charme só? Como não se apaixonar?

Capa Original:



4/5

quinta-feira, março 21, 2013

O Gato Que Conhecia Shakespeare, de Lilian Jackson Braun


Tem alguma coisa de podre na pequena cidade de Pickax... pelo menos para o faro sensível do milionário jornalista Qwilleran e seus dois gatos siameses, Koko e Yum Yum.
Enquanto Koko passa horas na estante, entre livros de Shakespeare, uma viúva da cidade parece escandalosamente alegre, e alguém, em algum lugar, não ama com sensatez mas excessivamente.
Foi um acidente de carro que tirou a vida do editor do jornal local... ou um assassinato?




Agatha Christie com Coleção Vaga-Lume.

O Gato Que Conhecia Shakespeare é uma divertida história que segue os passos dos romances de mistério clássicos. Apesar de ser uma leitura leve e despretensiosa, não é um livro infantil.

Na pequena e gelada Pickax, o jornalista e milionário Qwilleran desconfia que a morte acidental do editor do jornal local não tenha sido tão acidental, ao mesmo tempo em que vai percebendo que algumas coisas parecem definitivamente erradas com a cidade e os seus moradores. A história poderia parar por aí , mas Qwill, como é chamado, conta com um “auxílio luxuoso”: seu casal de gatos de siameses, Koko e Yum Yum.

Os dois gatos são o melhor do livro. Principalmente, Koko, um gatinho de atitude e que “ajuda” Qwill derrubando livros de Shakespeare da estante. E não são quaisquer livros, não. As histórias sempre tem algo a ver com o que está se passando. “A Tempestade” veio ao chão? Certeza de temporal se aproximando- e nem sempre, literalmente.

É um livro bem divertido com alta dose de humor e um mistério mas não espere a complexidade dos livros policiais atuais. Tudo é mostrado de forma leve, quase como uma anedota. E eu acho que aí é que está a graça da leitura, esse “jeitão” de mistério clássico.

O que não me agradou foi o final, não a solução em si, mas, a forma como foi conduzido. Achei tudo muito “simples”.

Além disso, O Gato que Conhecia Shakespeare é o sétimo livro de uma série (enorme!) e, apesar de conter uma história com começo, meio e fim, eu senti falta de ter um maior background à respeito de personagens e situações. Era como se todos se conhecessem, menos eu. Dando uma olhada em algumas das sinopses dos outros livros, percebi que as histórias e os acontecimentos tem uma certa sequencia.

Nunca havia lido nada na autora (falecida em 2011, aos 97 anos de idade) mas gostei de seu estilo. É leve e bem irônico. As passagens da previsão do tempo, que permeiam o livro, são muito divertidas.

Não espere em O Gato Que Conhecia Shakespeare um romance policial forte e denso. A proposta nem é essa. Este é um livro para se ler sem grandes expectativas, apenas por pura e total diversão. Um ótimo passatempo.

Vale a Leitura.

Título Original: The Cat Who Knew Shakespeare
Autor: Lilian Jackson Braun
Editora: Jove (Importado)/ Marco Zero
Gênero: Romance Policial
Série: The Cat Who- Livro 7
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Animais, Jornalistas
Período: Norte dos EUA. Final dos anos 80.


****
A Edição

A Edição que eu li foi a original em Inglês, que estava há séculos na estante pedindo pra ser lida. Foi preparando esta resenha que eu descobri que o livro já tinha sido lançado no Brasil.


Minha Leitura para Desafio Literário 2013, cujo tema do mês de março é "Animais Protagonistas"


A Série

Livro 1- The Cat Who Could Read Backwards (Inédito no Brasil)
Livro 2- The Cat Who Ate Danish Modern (Inédito no Brasil)
Livro 3- The Cat Who Turned On and Off (Inédito no Brasil)
Livro 4- The Cat Who Saw Red (Inédito no Brasil)
Livro 5- O Gato Que Tocava Brahms
Livro 6- The Cat Who Played Post Office (Inédito no Brasil)
Livro 7- O Gato Que Conhecia Shakespeare
Livro 8- The Cat Who Sniffed Glue (Inédito no Brasil)
Livro 9- The Cat Who Went Underground (Inédito no Brasil)
Livro 10- O Gato Que falava com fantasmas
Livro 11- The Cat Who Lived High (Inédito no Brasil)
Livro 12- O Gato Que Conhecia Um Cardeal
Livro 13- The Cat Who Moved a Mountain (Inédito no Brasil)
Livro 14- The Cat Who Wasn’t There (Inédito no Brasil)
Livro 15- The Cat Who Went Into the Closet (Inédito no Brasil)
Livro 16- The Cat Who Came to Breakfast (Inédito no Brasil)
Livro 17- The Cat Who Blew the Whistle (Inédito no Brasil)
Livro 18- The Cat Who Said Cheese (Inédito no Brasil)
Livro 19- O Gato Que Pegou um Ladrão (Seleções)
Livro 20- The Cat Who Sang For the Birds
Livro 21- The Cat Who Saw Stars (Inédito no Brasil)
Livro 22- The Cat Who Robbed a Bank (Inédito no Brasil)
Livro 23- The Cat Who Smelled a Rat (Inédito no Brasil)
Livro 24- The Cat Who Went Up the Creek (Inédito no Brasil)
Livro 25- The Cat Who Brought Down the House (Inédito no Brasil)
Livro 26- The Cat Who Talked Turkey (Inédito no Brasil)
Livro 27- The Cat Who Went Bananas (Inédito no Brasil)
Livro 28- The Cat Who dropped a bombshell (Inédito no Brasil)
Livro 29- The Cat Who Had 14 tales (Inédito no Brasil)
Livro 30- The Cat Who Who Had 60 Whiskers (Inédito no Brasil)


Outras Capas:


3.5/5

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