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terça-feira, novembro 26, 2013

Coração Selvagem, de Diana Palmer



Tess Meredith e Matt Davis cresceram nas belas planícies de Montana. Mas uma ameaça pairava sobre a forte amizade que os unia: o preconceito pelo sangue Sioux de Matt. Ao buscar a sorte em Chicago, com muito esforço ele conseguiu construir uma nova vida, ainda que atormentado pelo remorso de ter abandonado o amor de uma encantadora menina. Até que um dia Tess tem questões a resolver em Chicago. E mais uma vez ela fará parte do mundo de Matt, trazendo de volta o passado que ele tentara por diversas vezes enterrar. Assim como Matt, ela carregava as marcas do tempo. Tornara-se uma mulher madura, decidida a lutar por seus direitos na sociedade. Mas, acima de tudo, disposta a enfrentar qualquer tipo de hostilidade para ficar ao lado do homem cujo coração selvagem a conquistara…


Um Titia Palmeirão que nem parece Titia Palmeirão.

Tá certo que temos um mocinho alpha e mocinha jovem e ingênua que o ama desde sempre – e só isso é “básico” em romances Palmerianos. E fala isso com certo conhecimento de causa, pois eu *gosto* da Titia, apesar de muuuitas vezes sentir muita raivinha. A diferença aqui é que se trata de um romance histórico.
E um romance histórico muito bom, por sinal.

Eu já tinha lido alguns outros romances históricos da autora e, honestamente, não havia ficado impressionada. Com Coração Selvagem foi diferente. Em vários sentidos. Primeiro, a história é bem escrita e, segundo, é ambientada em um período pouco explorado nos romances de época: o início do século XX.

Tendo como pano de fundo as mudanças do início do século e o movimento sufragista , Diana Palmer apresenta uma bela história de amor entre uma jovem branca idealista e um índio que faz de tudo para esconder suas origens a fim de ser aceito na sociedade de então.

O que mais me chamou a atenção no livro, o que eu mais gostei, não foi a relação de amor de Tess e Matt- que sim, é linda- mas a questão do preconceito. Não só o preconceito externo mas o preconceito interior. Matt, muitas vezes dava a entender que tinha vergonha das próprias origens. Será?
Coração Selvagem poderia muito bem ser um daqueles romances de banca que se dariam muito bem em uma versão “livraria”. Poderia. O problema é que apesar da história ser bem conduzida e narrada, o final é muito corrido e algumas soluções são muito rápidas. Eu achei que seria necessário um pouco mais de “verniz” para uma versão “livraria” mas a base está ali e ela é ótima.

Um belo livro, que vale apena leitura. Até para quem não é muito fã da autora.

Recomendo!
**
Apesar de este livro ser um stand alone, ou seja, não fazer parte de nenhuma série, parece que tem ligação com o livro Magnolia, pois Matt aparece naquele livro.

Título Original: The Savage Heart
Autor: Diana Palmer
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Histórico
Coleção: Rainhas do Romance 72
Sub-Gênero/Assunto: Romance de Banca, Índios , Amor Impossível, Racismo e Preconceito, Falsa Identidade
Período: Início do Séc XX. EUA.





*** Este foi a minha leitura para o mês de mês na Maratona de Banca. O tema é Diana Palmer.

Outra Capa:


4/5

segunda-feira, novembro 11, 2013

Sedução ao Amanhecer, de Lisa Kleypas

O cigano Kev Merripen é apaixonado pela bela e bem-educada Win Hathaway desde que a família dela o salvou da morte e o acolheu, quando era apenas um menino. Com o tempo, Kev se tornou um homem forte e atraente, mas ainda se recusa a assumir seus sentimentos por medo de que sua origem obscura e seus instintos selvagens prejudiquem a delicada Win. Ela tem a saúde fragilizada desde que contraiu escarlatina, num surto que varreu a cidade. Sua única chance de recuperação é ir à Franca, para um tratamento com o famoso e bem-sucedido Dr. Harrow. Enquanto Win está fora, Kev se dedica a coordenar os trabalhos de reconstrução da propriedade da família, em Hampshire, transformando-se num respeitável administrador, mas também num homem ainda mais contido e severo. Anos depois, Win retorna, restabelecida, mais bonita do que nunca... e acompanhada por seu médico, um cavalheiro sedutor que demonstra um óbvio interesse por ela e desperta o ciúme arrebatado de Kev. Será que Win conseguirá enxergar por baixo da couraça de Kev o homem que um dia conheceu e tanto admirou? E será que o teimoso cigano terá coragem de confrontar um perigoso segredo do passado para não perder a mulher da sua vida?



Lindo, Lindo, Lindo.

Um Segundo livro de uma série ser melhor que o primeiro não é algo muito raro. Porém, quando o tal primeiro livro é uma leitura 5 estrelas, isso já é muita coisa. E foi o caso de Sedução ao Amanhecer. Por incrível que pareça, o livro consegue ser ainda melhor que o seu antecessor.

A história começa quase que imediatamente ao final do primeiro livro ( o que ressalta ainda mais a necessidade de ler os livros na sequência!), quando a mais doce e sensível Hathaway é enviada a França para tratar da saúde. É a única chance dela de tentar se curar e, quem sabe, ter uma vida normal. Apesar da saudade, todos concordam com a partida. Bem, todos menos Kev, o cigano que mora com a família Hathaway desde que era criança. Ele não quer ver o grande amor de sua vida partir. Ele sabe que quando ela voltar, nada será mais o mesmo.

E ele estava certo.

Quando Win retorna, além de saudável, ela está mais forte como pessoa e disposta a amar- e ser amada. Ela ama Kev e sabe que ele a ama, porém as reticências dele são fortes demais e a jovem simplesmente se sente cansada por esperar por um amor que talvez nunca se concretize.

Talvez fosse a hora de seguir em frente.


“Kev a amava. Não como descreviam os romancistas e poetas. Nada tão domesticado.”

Sedução ao Amanhecer é uma linda história de amor; um amor forte, intenso. E proibido. O amor de Kev e Win não é só impossível devido as questões morais e éticas da sociedade de então- afinal ele é um cigano e ela uma jovem branca e de boa família- mas, também as barreiras que o próprio Kev impõe. Ele não se sente digno dela. Normalmente, este é um tipo de atitude que me incomoda em heróis românticos, mas é tudo tão bem arquitetado e descrito que me vi impossibilitada de não sofrer junto com Kev.

Ele é forte, bruto, incrivelmente mal humorado, mas no fundo é um sofredor. Kev é capaz de acabar com a própria vida em nome a felicidade e segurança de Win. Ele vive por ela.

“-Todos os fogos do inferno poderiam arder por mil anos e não se igualariam ao ardor do que sinto por você em um minuto do dia. Eu a amo tanto que não há prazer nisso. Nada além de tormento. Porque se eu pudesse diluir o que sinto por você a uma milionésima parte, o resultado ainda seria suficiente para matá-la. E, mesmo que me leve a loucura, prefiro vê-la viva nos braços daquele canalha frio e sem alma d que morta em meus braços.”

Dizer que eu gostei de Sedução ao Amanhecer seria pouco. Eu simplesmente me apaixonei pela história e seus personagens. Muitas vezes uma história de amor forte, carregada de emoções, corre o risco de parecer um pouco “brega” ou “intensa” demais, resvalando no ridículo. Porém, isso não ocorre aqui. E o grande mérito é de Lisa Kleypas. Ela consegue fazer uma história incrivelmente romântica sem abusar de mais do açúcar. Junto com a história de amor, temos também a leve crítica social, o que torna tudo muito mais interessante.

Honestamente, não sei muito mais o que dizer. Acho que vocês já perceberam o quanto gostei do livro, não? Acho que a única coisa que me resta a falar é: Leiam!

Se você gosta de uma bela história de amor, com personagens fortes e cativantes, Sedução ao Amanhecer é leitura obrigatória.

Recomendo!

Título Original: Seduce me At Sunrise
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Série: -Os Hathaways- Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Ciganos, Família, Amor Proibido, Reencontro
Período: Era Vitoriana. Inglaterra.

A Série
Apesar de ser o primeiro livro de uma série, Os Hathaways, Desejo à Meia-Noite faz parte do mesmo “universo” da série Wallflowers , uma série nunca publicada no Brasil mas conhecida das meninas que compram na Wook. Desejo à Meia Noite passa-se, mais ou menos, 4 anos após os eventos da outra série. Não é necessário ler a “pré-série” mas quem já leu, irá reconhecer alguns personagens.

Livro 1- Desejo à Meia-Noite [RESENHA]
Livro 2- Sedução ao Amanhecer – [Resenha]
Livro 2.5- A Hathaway Wedding- não sei se a editora pretende lançar essa pequena história/conto
Livro 3-Tentação ao Pôr-do –Sol –
Livro 4- Married by Morning – sem título em Português
Livro 5- Love in the Afternoon- sem título em Português

Outras Capas:
Reparem como nas duas capas, as modelos são LOIRAS. A capa brasileira é linda, mas a moça é RUIVA! E Win é LOIRA! LOIRA! O povo que faz capa poderia prestar mais atenção, né?!


5/5

quinta-feira, junho 27, 2013

Desejo à Meia-Noite, de Lisa Kleypas


Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos – uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos.
Quando se muda com a família para a propriedade recém-herdada em Hampshire, Amelia acredita que esse pode ser o início de uma vida melhor para os Hathaways. Mas não faz ideia de quantas dificuldades estão a sua espera. E a maior delas é o reencontro com o sedutor Rohan, que parece determinado a ajudá-la a resolver seus problemas. Agora a independente Amelia se verá dividida entre o orgulho e seus sentimentos.
Será que Rohan, um cigano que preza sua liberdade acima de tudo, estará disposto a abrir mão de suas raízes e se curvar à maior instituição de todos os tempos: o casamento?




Eu simplesmente amei Desejo à Meia-Noite. Histórias com ciganos não estão entre as minhas favoritas, mas foi simplesmente impossível não se sentir completamente enfeitiçada pelo mestiço Rohan e querer ter um cigano daqueles em casa. E não somente isso, a história, apesar de simples, prende a atenção e me deixou leve, feliz.

Amelia Hathaway , é uma jovem responsável por manter a família unida e minimamente funcional. Ela não é a filha mais velha, mas o irmão e detentor de um título de nobreza que deveria ser o responsável por ela e por mais três irmãs menores, parece ter caído num vale de depressão e autodestruição. Amelia é uma mulher prática, objetiva e que há muito já deixou de acreditar em romance e “bobagens” do tipo.
Ela vive para a família.

E é guiada pela razão, acima de tudo. Todavia, seu mundo, não tão certo, irá ser abalado quando conhece Rohan, um homem encantador e enigmático, filho de mãe cigana e pai Irlandês. Se Amelia é a razão, Rohan é a pura emoção. Ele vive entre os gadjes, os não ciganos, mas a sua alma é livre, sempre atenta às impossibilidades.

Rohan e Amelia são dois opostos. Ele acredita em destino. Ela nem admite tal possibilidade.

O amor dos dois é forte e intenso mas a verdade é que nunca veriam com bons olhos uma jovem dama se envolvendo com um cigano. A presença de Rohan na sociedade era “aceitável” mas só até um determinado ponto. Amélia não se importa dele ser quem é. Não o compreende totalmente, mas o ama. Porém, ela sabe que qualquer envolvimento com ele pode estar colocando em risco não só a própria reputação como a de suas irmãs.

E a família sempre vinha em primeiro lugar.

Aliado à uma bela história de amor e paixão, o livro ainda conta com leves toques de fantasia/paranormalidade. Nada que possa classificar o livro como tal, mas que dão um sabor especial à trama e condizem com a natureza livre de nosso herói.

Com uma escrita segura, mas descontraída, a autora nos leva por uma trama leve e romântica, mas sempre levando em conta toque de crítica social, o preconceito e a difícil tarefa de aceitar o diferente.

Eu poderia ficar falando mais e mais sobre Desejo à Meia-Noite! Acho que um dos grandes valores de um livro é o quanto ele nos agradou, quanto fez daquelas horas de leituras serem especiais. Às vezes nem é tanto, ou somente, a qualidade “literária” que torna, para mim, um livro favorito, mas se- e como- ele conseguiu me tocar.

Um livro realmente encantador.

Recomendo!

A Edição
Eu gostei bastante da capa, apesar de achar que a modelo parece ser um pouco velha. No geral, a edição está boa. Porém, não pude deixar de notar alguns erros de grafia (espero que não tenha sido concordância verbal!) . Nada que atrapalhasse a leitura, mas ...

Título Original: Mine Till Midnight
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Série: Os Hathaways- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Ciganos, Amor Proibido
Período: Período Vitoriano. Inglaterra.



A Série
Apesar de ser o primeiro livro de uma série, Os Hathaways, Desejo à Meia-Noite faz parte do mesmo “universo” da série Wallflowers , uma série nunca publicada no Brasil mas conhecida das meninas que compram na Wook. Desejo à Meia Noite passa-se, mais ou menos, 4 anos após os eventos da outra série. Não é necessário ler a “pré-série” mas quem já leu, irá reconhecer alguns personagens.

Livro 1- Desejo à Meia-Noite [RESENHA]
Livro 2- Sedução ao Amanhecer – a ser lançado pela Arqueiro
Livro 2.5- A Hathaway Wedding- não sei se a editora pretende lançar essa pequena história/conto
Livro 3-Tentação ao Pôr-do –Sol – a ser lançado pela Arqueiro
Livro 4- Married by Morning – sem título em Português
Livro 5- Love in the Afternoon- sem título em Português

Outras Capas:


5/5

quarta-feira, abril 10, 2013

Anjos da Neve, de James Thompson


Em uma pequena cidade do extremo norte da Finlândia, uma jovem somali é encontrada morta e mutilada. Decidido a encontrar o culpado pelo crime horrendo antes que o caos e a indignação tomem conta do país, o inspetor Kari Vaara precisa investigar a vida de cada morador local para chegar ao cerne do crime. Porém, a busca pela verdade no gélido clima ártico envolve pessoas que ele conhece muito bem, e o culpado pode estar mais perto do que ele imagina.



Assim como Tríptico, descobri Anjos da Neve “sem querer”, olhando as prateleiras de uma livraria. A sinopse e a capa me conquistaram logo de cara. Por isso que eu gosto tanto das livrarias físicas, para se ter essa oportunidade de descobrir coisas novas, por acaso. No caso, Anjos da Neve é até um lançamento da editora Record, porém, por ser um policial não é aquele lançamento “com alarde” como tantos outros.
Comprei por impulso (tem desconto pra quem tem Saraiva Plus #dica) e não me arrependi. Muito pelo contrário.

A história começa, há poucas semanas do Natal, quando o corpo de uma bela Somali, uma atriz de segundo escalão é encontrado brutalmente assassino. O policial encarregado de conduzir as investigações é o Inspetor Kari Vaara, que à princípio pensa estar frente a um caso de rápida solução. Porém, obviamente, nada será tão fácil assim. E o suspeito “óbvio” pode não ser tão óbvio assim. Como é sempre bom salientar, em se tratando de livros de suspense/policiais , quanto menos se souber , melhor.

Situado na Finlândia, mais especificamente ao norte do país, em uma pequena cidade da Lapônia (sim, aterra de papai Noel), Anjos da Neve tem a geografia e o clima um elemento marcante na condução da trama. Tudo, pelo menos à primeira vista parece inóspito e extremamente frio (40 graus abaixo de zero! Não consigo nem imaginar. Aliás, imagino e minha imaginação congela de frio, rs)

Americano de nascimento, mas radicado há anos na Finlândia, o autor faz uma descrição crua e, ao mesmo tempo, pitoresca da vida naquele país e de seus habitantes. Ou pelo menos, na vida na região da Lapônia. Honestamente, não me deixou com vontade de conhecer o país- apesar de querer, um dia, presenciar a Aurora Boreal. Eu lembrei de quando li, há muito tempo, nos idos da minha adolescência, Os Pássaros Feridos. Amei o livro mas criei certa “relutância” por assim dizer, em relação à Austrália. Claro que essa percepção mudou com o passar dos anos e hoje o país dos cangurus está na minha lista de “desejados”. Talvez um dia isso aconteça em relação à Finlândia.


“Não falamos sobre ódio; odiamos em silêncio. É assim que somos. Fazemos tudo na surdina.”


Narrado em primeira pessoa, o livro mostra a ponto de vista do finlandês Kari em contrapartida da visão “estrangeira” de sua esposa americana daquela sociedade fechada e fria. O autor apresenta uma Finlândia que tenta parecer simpática e amigável, mas que aos poucos vamos percebendo um forte sentimento xenólito e racista. Sufia, a vítima, logo passa a ser vista como a “negra estrangeira”, como se ela deixasse de ser “gente”. Até certo ponto, as ações dos personagens advêm da aquela máxima de “o meio faz o homem” e neste caso, não só a frieza e o jeito taciturno como reflexos de um clima inóspito mas também a religião. Não é um conceito de religiosidade ferrenha como é muitas vezes apresentado em livros com cristãos neopetencostais mas uma religiosidade quase “histórica” e diversas vezes, castradora. Eu fui batizada na igreja luterana e confesso que nunca havia lido nenhum livro em que o luteranismo e suas ramificações fossem tão presentes em uma trama. Foi bem interessante.

Eu gostei muito do modo como Kari Vaara, o protagonista, é construído. A sua visão crítica de seus conterrâneos mas ao mesmo tempo, possuidor dos mesmos “defeitos”. O interessante é que Kari não é o típico herói genial e infalível. Muito contrário. Sua opinião muitas vezes “estreita” pode por tudo a perder. Ele acha que tudo será fácil demais e ali está seu primeiro erro. No decorrer das investigações, a situação vai tomando proporções maiores e inesperadas.

Gostaria de poder dizer mais, não só da trama, mas também dos outros personagens, porém qualquer coisa que eu diga poderá estragar a leitura. Na surpresa e na formação de teorias estão uma das maiores graças na leitura.


Uma das poucas coisas que eu não gostei no livro foi a forma como este é narrado, em primeira pessoa e no tempo presente. Nunca gostei de livros narrados no tempo presente; causam-me estranheza. Porém, apesar disso, a leitura flui tão bem que este “pequeno desconforto” acabou sendo deixado de lado.

Apesar de não ser especificamente gráfica, a linguagem empregada é bem direta e por vezes crua. Não vou negar que algumas passagens causam desconforto mas estão dentro de um contexto.

Anjos da Neve não está entre os meus livros policias favoritos, porém, foi sim uma leitura interessante e instigante, que me prendeu até a última linha e me deixou com vontade imensa de ler os outros livros da série.

Recomendo.

Título Original: Snow Angels
Autor: James Thompson
Editora: Record
Gênero: Romance Policial
Série: Inspetor Kari Vaara
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Racismo e Preconceito
Período: Atual. Lapônia, Finlândia.


Edição:

Com uma capa que eu , particularmente, acho belíssima, Anjos da Neve tem uma edição bem acabada. O único erro mais  perceptível que eu encontrei foi com o nome Sufia, grafado como Sofia, em algumas passagens. Além disso, senti falta de Notas do Tradutor em algumas passagens. Santo Google!


A Série

Livro 1-Anjos da Neve
Livro 2- Lucifer’s Tears –ainda inédito no Brasil
Livro 3-Helsinki White-ainda inédito no Brasil
Livro 4- Helsinki Blood-ainda inédito no Brasil

Outras Capas:

Além de extremo mal gosto, a capa da edição turca é "nada a ver". Sufia era negra, além de outros detalhes que estão errados. Affe.

4/5

terça-feira, março 19, 2013

Bruno, Chefe de Polícia, de Martin Walker


Capitão Bruno Courrèges responde pelo pomposo título de chefe de polícia, apesar de ser o único policial da pequena cidade de St. Denis, no sudoeste da França. Ele tem uma arma, mas nunca a porta; tem o poder de prender, mas espera jamais ter de usá-lo. Quando o velho chefe de uma família de imigrantes do Norte da África é encontrado morto, as marcas em seu corpo apontam para um crime racista, e as suspeitas recaem sobre um rapaz encontrado com objetos nazistas. Bruno não está convencido, ele suspeita que o crime pode ter raízes no período mais sofrido da história da França – a Segunda Guerra Mundial.



Uma leitura que me tirou um pouco do lugar comum. Pelo menos do que eu vinha lendo ultimamente (por ultimamente, entenda-se os últimos anos). Bruno, Chefe de Polícia é aquele tipo de livro difícil de classificar, de colocá-lo sob um determinado gênero. Pode-se dizer que é um livro policial, de mistério, mas, eu diria que é um pouco mais de do que isso. Bruno é quase uma crônica, um relato sobre a vida em uma pequena cidade francesa, sob o ponto de vista do único policial da cidade.

Benöit Courrèges, conhecido como Bruno é o chefe de polícia de St. Denis, uma minúscula cidade no interior da França. Na verdade, ele não só é o chefe de polícia como o único policial da cidade. E não se incomoda muito com isso. Com trinta e poucos anos e veterano da Guerra da Bósnia, o trabalho de Bruno resume-se, basicamente à apartar pequenas brigas e despistar os agentes sanitários das feiras livras da cidade.

A vida dele, assim como a vida de todos na pequena St. Denis, é calma e simples, até que, um crime hediondo com detalhes de tortura e nazismo acontece e a aquela aparente paz começa a desmoronar. Os simpáticos moradores de St. Denis já não são mais tão inocentes e simpáticos assim e Bruno, apesar das aparências, não é um tolo policial do interior.

O assassinato de um velho árabe é o que conduz a história do livro, mas , mais do que descobrir a identidade do culpado, a intenção do autor é mostrar a vida naquela pequena cidade e como pequenas verdades veem à tona depois de algo tão impactante.


Até aquela morte, todos pareciam despidos de preconceitos e unidos por uma amizade sólida, mas de repente, Hamid, a vítima deixa de ser apenas um velho da comunidade que vivia isolado para se transformar em “o árabe”. E, ao mesmo tempo, percebe-se, como a segunda-guerra mundial, apesar de encerrada há tempos, continua presente.


Bruno, chefe de Polícia é uma leitura diferente, quase como um painel de acontecimentos, uma crônica de costumes. Em determinado momento, eu comecei a perceber que a identidade do assassino não exatamente o ponto principal da história mas sim os porques .


A pequena St.Denis é um personagem em si própria e grande destaque do livro, mas o melhor é mesmo Bruno, com jeitão aparentemente calmo e pacato mas muito mais esperto do que muitos supõem. A personalidade dele vai sendo delineada aos poucos, de certa forma enganando ao próprio leitor. Todavia, senti que ela, a personalidade de Bruno, não foi completamente desvendada. Talvez isso aconteça nos outros livros da série que, é claro, NÃO foram lançados no Brasil.

Este não é um livro de leitura rápida, não que seja arrastado, pelo contrário, mas o excesso de palavras francesas atrapalha um pouco a leitura. Não sou contra estrangeirismos, mas usar expressões em Francês para palavras que tem relativos em Português é algo sem sentido, pelo menos, para mim. Como, por exemplo, Police Municipale. Por que não dizer Guarda Municipal ou até mesmo Policia Municipal? Soou pedante, o que de forma alguma o livro é. Não sei explicar muito bem, mas é um tipo de escrita para se ler saboreando as palavras e situações. Apesar de não ser um livro cômico, um leve toque de humor e ironia está bem presente. E apesar dos temas sérios que aborda, tudo é exposto de maneira bem leve, mas não superficial, ou levianas, eu diria.

“A arma de Bruno (...) estava trancada no cofre do seu escritório na Mairie, de onde saía uma vez por ano para treinamento no estante de tiro (...). Ele a portara a serviço em três ocasiões, em seus oito anos na Police Municipale. A primeira foi quando um cão raivoso fora localizado em uma comunidade vizinha e a polícia foi posta de sobreaviso. A segunda foi quando o presidente da França tinha passado pela comuna de St. Denis (...). A terceira foi quando o canguru boxeador fugiu do circo que estava no local, mas isso era outra história.”


O livro tem ainda um pouco de romance, mas, não espere uma história de amor. Bruno, Chefe de Polícia não é um livro romântico.

Esta foi uma leitura agradável e que me tirou um pouco da minha mesmice literária , porém, não sei se este é o tipo de livro que agradaria a todos. Se você estiver disposto a ler algo diferente dos YA’s, eróticos e outros sucessos do momento, dê ao livro uma chance. Quem sabe você não acaba gostando?

Eu gostei.

Recomendo.

Título Original: Bruno, Chief of Police
Autor: Martin Walker
Editora: Record
Gênero: Romance Policial
Série: Bruno- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Racismo e Preconceito, Homens da Lei, Romance Contemporâneo
Período: Anos 2000. Interior da França

Série

Livro 1- Bruno, chefe de polícia
Livro 2- The Dark Vineyard - Inédito do Brasil
Livro 3- Black Diamond Inédito do Brasil
Livro 4- The Crowed Grave Inédito do Brasil
Livro 5- The Devil's Cave Inédito do Brasil
Book 6- The Resistance Man (Expectativa de publicação: 2013

Outras Capas:

4/5

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Cotoco, de John van de Ruit


África do Sul, 1990. Dois grandes eventos estão prestes a acontecer: a libertação de Nelson Mandela e, o que para o garoto John Milton é ainda mais importante, o início das aulas no internato. Cercado por pais no mínimo lunáticos, uma avó gagá e colegas de dormitório para lá de estranhos (com apelidos do tipo Lagartixa, Rambo, Rain Man e Cachorro Doido), John (que graças a suas partes íntimas pouco desenvolvidas é debochadamente apelidado de Cotoco) faz o que pode para se adaptar - e tudo indica que não será fácil. Munido apenas da própria perspicácia e de um diário, Cotoco vive uma série de situações bizarras e divertidas: de mergulhos proibidos no meio da madrugada a acirrados campeonatos de críquete, passando pela caça ao fantasma de um professor e por catastróficas férias em família. E é nas páginas de seu diário que acompanhamos o peculiar - e sobretudo engraçadíssimo - funcionamento da mente de um garoto de 13 anos ao descobrir a vida, a amizade... e a pluralidade da fauna humana.



Segundo livro que eu leio esse mês para o Desafio Literário, Cotoco, está bem dentro do tema proposto pelo desafio: Livros que façam rir. Eu não sou uma pessoa que gosta muito de livros cômicos (curto mais um humor mais sutil), mas é impossível não rir das aventuras e desventuras do jovem John Milton em um colégio interno na África do Sul de 1990.

Escrito sob a forma de diário, Cotoco mostra a vida de John Milton, um garoto de 13 anos, em um colégio interno na África do sul de 1990. Bolsista, ele encontra no renomado colégio uma tradução ideal para a famosa frase: “De perto Ninguém é normal.”

Quando o livro foi lançado, confesso que não me interessei muito. Não é ótimo quando um livro te surpreende positivamente?

Cotoco é um livro muitíssimo divertido, a começar pelo título, apelido que John ganha devido ao pouco desenvolvimento de suas “partes” íntimas. No colégio, todos paressem ser malucos, a começar pelos seus sete companheiros de dormitório. Para se ter uma idéia, a turma é chamada de “Os Oito Loucos”. Barril , Cachorro Louco, Rain Man são só alguns desses “anjinhos”. E a turminha é do barulho! As aventuras vão desde a busca de um fantasma até estabelecer o recorde de peido mais longo (sim, você leu isso certo, rs)
Durante a leitura nós vamos conhecendo mais da vida do jovem John no colégio e também em sua casa. A família do garoto é uma caso à parte! O pai dele é uma figura, totalmente paranoico com as mudanças políticas na Africa do Sul e adora uma boa birita. Além de detestar a sogra, é claro. Aliás, a avó materna de Wombat foi, para mim, a personagem mais engraçada do livro! A velhinha é completamente maluca- e não estou falando em sentido figurado.

Apesar do tom obviamente leve, o autor mescla à história um pouco do que acontecia na África do Sul do início da décade de 1990. Para quem não sabe, ou não lembra, 1990 foi o ano da libertação de Nelson Mandela e o início do fim do regime de Apartheid.

Eu gostei bastante do livro e acho que isso é devido, em grande parte, além do humor, ao fato de me identificar com John. Eu tinha quase a mesma idade que ele em 1990, adorava livros e filmes (várias referências durante a leitura) e me sentia super esperta por gostar de política. Isso sem contar os primeiros amores. Ah, os jovens...

Apesar de muitíssimo divertido, Cotoco não é um livro perfeito. Seu maior defeito, a meu ver,é o tamanho. É um pouco longo demais para esse tipo de história. Acho que se tivesse umas 80 páginas a menos, seria perfieto. Além disso, apesar do autor falar sobre as mudanças políticas na África do Suol e da conturbada relação entre brancos e negros, pouco é dito sobre o fato de John ser um bolsista num colégio de garotos ricos. É como se o fato dele não ter dinheiro não tivesse importância, mas sabemos que isso não é verdade, especialmente em ambientes como aquele. Outra coisa que me incomodou foi o fato de que nenhuma mulher no livro é normal. Tudo bem, que para um garoto de 13 anos, todas nós parecemos incompreensíveis mas mesmo assim, né? *Thaís feminista falando*

No livro também são mencionados várias vezes o Críquete e o Rúgbi. Confesso que não sei NADA sobre esses esportes.

Eu particularmente gostei do fato de John não ser o coitadinho traumatizado nem o gênio ou astro dos esportes. Ele é um garoto normal . Comum. E isso faz com a gente se identifique ainda mais com ele.

Com algumas subtramas livro deixadas em aberto , Cotoco é apenas o primeiro de uma série de quatro livros. Me pergunto se a Intrínsica pretende lançar os outros livros.


Eu me diverti muito , apesar de terminar livro com um certo sabor agridoce na boca. É, nem tudo é felicidade e certas coisas fazem parte do amuderecimento de uma pessoa.

Em suma, Cotoco é uma ótima e divertida  leitura.  

Recomendo!

Ah! E sim, acho a capa PAVOROSA!



***
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Título Original: Spud
Autor: John van de Ruit
Editora: Intrínseca
Gênero: Jovem Adulto
Série: Spud-Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Humor, Escolas, Racismo e Preconceito (Apartheid), História, diário
Período: 1990. África do Sul.


Série
Livro 1- Cotoco (Spud)
Livro 2- Spud: The Madness Continues - inédito no Brasil
Livro 3 Spud: Learning to Fly - inédito no Brasil
Livro 4- Spud: Exit, Pursued by a Bear - inédito no Brasil



Outras Capas:

4/5

quinta-feira, dezembro 06, 2012

[Resenha] Desejo Subtil (Segredos de Uma Noite de Verão) - Lisa Kleypas

Desesperada, só pedia que ele não a tocasse que mantivesse a promessa de não a seduzir. Porque, caso contrário… não estava nada certa de conseguir resistir.
Quatro jovens da sociedade elegante de Londres partilham um objetivo comum: usar os seus encantos femininos para arranjarem marido. E assim nasce um ousado esquema de sedução e conquista.

A delicada aristocrata Annabelle Peyton, determinada a salvar a família da desgraça, decide usar a sua beleza e inteligência para seduzir um nobre endinheirado. Mas o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle – o plebeu arrogante e ambicioso Simon Hunt – deixa bem claro que tenciona arruinar-lhe os planos, iniciando-a nos mais escandalosos prazeres da carne.
Annabelle está decidida a resistir, mas a tarefa parece impossível perante uma sedução tão implacável… e o desejo descontrolado que desde logo a incendeia.
Por fim, numa noite escaldante de verão, Annabelle sucumbe aos beijos tentadores de Simon, descobrindo que, afinal, o amor é o jogo mais perigoso de todos. .




Primeiramente, antes de mais nada, é preciso dizer que o título em Português, refere-se à edição portuguesa do livro (eu li no original). Sim, isso quer dizer que o livro não foi lançado em terras brasileiras. Outro ponto é que justamente a edição portuguesa, ou melhor dizendo, o título e a capa da edição Portuguesa dão uma ideia errada sobre o livro. Desejo Subtil não é um livro erótico, nem mesmo fortemente sensual. Sim, a temperatura sobe em alguns momentos não o suficiente para classificar a obra desse modo.

De qualquer forma- e o mais importa- é que o livro é muito bom. Uma delícia de leitura.

O livro é o primeiro da série Wallflower (À flor da pele, em Portugal. Mais uma vez um nome que dá uma impressão errônea). A série fala sobre quatro amigas “encalhadas”( Wallflowers, em uma interpretação livre) que estão –loucamente- a procura de um bom partido.

Desejo Subtil conta a estória de Annabelle Peyton, uma jovem aristocrata falida que precisa desesperadamente se casar para conseguir sanar as dívidas da família. Annabelle, apesar de estar “matando cachorro a grito” quer alguém não só com dinheiro mas sim de seu meio (um também aristocrata). O problema é que o único que parece se interessar por ela (e ela por ele, sejamos sinceros!) é o intempestivo e sedutor Simon, um “simples” investidor, filho de um açougueiro. Simon tem muito mais dinheiro que muito duque e marquês, porém não tem “sangue azul”. E para Annabelle isso é imperdoável.

Como vocês podem ter percebido, nas entrelinhas, Annabelle não é uma pessoa fácil. Mesquinha e mimada, apesar dela se dar conta da situação em que se encontra, é uma pessoa tão preconceituosa e orgulhosa que não consegue enxergar além do próprio mundinho. Para ela, Simon é errado simplesmente por não ter nascido na família certa. O caráter parece não ter muito valia para ela, mas sim a posição social.

Sim, ela é uma personagem difícil. Pelo menos na primeira metade do livro. Porém, algo que eu gostei muito na leitura é que Annabelle cresce no decorrer da leitura; é possível notar claramente o desenvolvimento da menina mimada e chata pra mulher adulta. Por outro lado, Simon é um personagem fascinante desde o início. Não, ele não é aquele tolo herói romântico. Pelo contrário, assim como Annabelle, o rapaz é uma pessoa de opinião – e opiniões muito fortes e , por vezes, tem a tendência de tirar conclusões erradas (e quão mocinho romântico não as tira, hein?) porém, em nenhum momento ele é preconceituoso ou desdenha de alguém devido a sua origem. Ao contrário de tantos heróis marqueses e duques, Simon é quase um homem comum, uma pessoa que lutou para chegar onde chegou.

Na primeira metade do livro, a personalidade de Annabelle me atrapalhou um pouco a leitura. Não sei quanto a vocês, mas quando a protagonista é chata e mesquinha, fica difícil gostar do livro. O que salvava era Simon. Porém, como eu disse, Annabelle cresce e isso faz toda a diferença.

O livro ainda apresenta personagens coadjuvantes bem cativantes, como as amigas “encalhadas” de Annabelle. Gostei bastante da tímida mas os que mais se destacam são mesmo Marcus, o melhor amigo de Simon, e uma das amigas de Annabelle, Lilian. Os dois se “odeiam” mas já sabem, né? Achei a Lilian um porre (detesto gente mandona) mas Marcus é aquele ranzinza adorável. Super preconceituoso e cabeça-dura, mas adorei! Fazer o quê? :D

Desejo Subtil é um livro que vai te conquistando aos poucos. No início eu não tava dando muita bola pra estória mas quando me dei por mim, estava totalmente fisgada. A estória tem a aquela combinação perfeita de romance, drama e pitadas de humor. E o melhor, os personagens não são estáticos, unilaterais.

Além disso, a parte romântica está ótima. Por mais que briguem e sejam opostos em muitas maneiras, Simon e Annabelle foram feito para o outro.

Recomendo!

ETA: \o/ A editora Arqueiro acaba (julho de 2015) de lançar o primeiro livro da série Wallflowers (As Quatro Estações da Amor). Este primeiro livro saiu com o título Segredos de uma noite de verão. :)

Aqui está a capa brasileira:



Título Original: Secrets of a Summer Night
Autor: Lisa Kleypas
Editora: 5 Sentidos (Portugal)
Gênero: Romance Histórico
Série: Wallflowers (à Flora da Pele)- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Casamento de Conveniência, Amor e Ódio
Período: Era Vitoriana. Inglaterra.



A Série*

Livro 0.5- Again the Magic
Livro 1- Desejo Subtil
Livro 2- Sedução Intensa (It Happened One Autumn)
Livro 3- Devil in Winter
Livro 4- Scandal in Spring
Livro 5- A Wallflower Christmas

*os títulos em Português referem-se à edições portuguesas.


Outras Capas:

Cotação:

4/5

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Um Drink Antes da Guerra, de Dennis Lehane [Kenzie & Gennaro 1]


Título Original: A Drink Before the War
Autor: Dennis Lehane
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Romance Policial
Série: Kenzie & Gennaro- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Suspense, Crime & Mistério, Detetives, Abuso, Racismo
Período/Local: Contemporâneo. Distrito de Dorchester, Boston, EUA.
Dennis Lehane estreou no gênero policial com Um drink antes da guerra, romance em que os leitores são apresentados a uma formidável dupla de detetives: Patrick Kenzie e Angie Gennaro, versão mais neurótica do par Nick & Nora, de Dashiell Hammet, de quem Lehane herdou a agilidade para narrar cenas de ação e a crítica aguda às imbricações entre crime e poder. 

Nesta história, Kenzie e Gennaro são contratados para descobrir o paradeiro de Jenna Angeline, faxineira do gabinete de um senador. Jenna teria roubado certos documentos que conteriam subsídios importantes para um projeto de lei polêmico, segundo o qual as gangues seriam qualificadas como "terrorismo de rua" - verdadeiro rastilho de pólvora para as relações raciais tensas de Boston. Ao descobrir que a faxineira tem ligações com os líderes de grupos rivais no gueto negro, Kenzie e Gennaro serão atirados no fogo cruzado de uma violenta guerra urbana. E, entre conflitos raciais, escândalos sexuais, tráfico de drogas e práticas políticas mais que duvidosas, terão de descobrir o que fazer com sua relação intensa de amizade e paixão.



quinta-feira, fevereiro 17, 2011

A Resposta, de Kathryn Stockett

Uma história emocionante e estarrecedora onde a cor da pele das pessoas determina toda a sua vida.
Título Original: The Help
Autor: Kathryn Stockett
Editora: Bertrand
Gênero: Drama
Sub-Gênero/Assunto: Romance Histórico, Racismo & Preconceito,
Período: Anos 60. Mississipi, EUA.

Mais de 80 semanas na lista do New York Times. Mais de 70 semanas na lista da Publishers Weekly. Mais de cinco milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Considerado por Oprah Winfrey como um dos melhores livros de 2009. Livro favorito dos atores de Hollywood em 2009 e 2010. Estreia marcada no cinema no primeiro semestre do próximo ano. Esse é A Resposta, sucesso de Kathryn Stockett .
Eugenia Skeeter Phelan terminou a faculdade e está ansiosa para tornar-se escritora. Após um emprego como colunista do jornal local, ela tem uma ideia brilhante, mas perigosa: escrever um livro em que empregadas domésticas negras relatam o seu relacionamento com patroas brancas do Mississipi na década de 60. Mesmo com receio de prováveis retaliações, ela consegue a ajuda de Aibeleen, a empregada doméstica que criou 17 crianças brancas, e Minny, que, por não levar desaforo para casa, já esteve por diversas vezes desempregada após bater boca com suas patroas. Uma história emocionante e estarrecedora onde a cor da pele das pessoas determina toda a sua vida.


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