segunda-feira, junho 28, 2010

Desafio Literário Junho: Dez (Quase) Amores, de Claudia Tajes


DEZ (QUASE) AMORES



DESAFIO LITERÁRIO 2010 | JUNHO : AUTORA NACIONAL –
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Título Original: Dez (quase) Amores
Autor: Claudia Tajes
Editora: L&PM
Colecão: L&PM Pocket.
Série: _
Gênero: Crônicas, Contos, Romance
Sub-Gênero/Assunto: -
Período: Déc 80-90, séc. 20
Sinopse:

"O homem dos seus sonhos não cometeria a deselegância de se chamar Dejair ou usar alpargatas. Você morreria antes de pensar em ser infiel. Não passa pela sua cabeça namorar alguém que você não goste. E homem casado, nem pintado de ouro. Mais baixeza que isso, só participar de suruba.

Bem-vinda ao clube das mulheres que só estão esperando uma boa oportunidade para mandar suas teorias às favas e passar a viver a vida como ela se oferece. Maria Ana, personagem do livro de estréia da Claudia Tajes, também sonha com o príncipe encantado, mas não é fanática por contos de fadas: enquanto não pinta o homem certo, ela vai se divertindo com os errados.

Dez (quase) amores narra os en¬con¬tros e desencontros de uma legítima 'mulher solteira procura', papel que todas nós já pro¬tagonizamos um dia. É divertidíssimo. Tem tira¬das impa¬gáveis. Puro entretenimento. Um livro reconfortante para quem acha que é o único ser humano do planeta que está sem programa pro sábado. Duvido que seja seu caso, mas se for, o exemplar que você tem em mãos está aí mesmo pra lhe fazer companhia".
Martha Medeiros


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O desfio deste mês foi bem difícil, não? Pelo menos para mim.
Vou admitir, não sou muito fã de autoras brasileiras. Obviamente, também admito que não conheço muito, mas do (pouco) que já li, pouco ou quase nada me ‘cativou’. Não estou falando aqui da literatura infanto-juvenil. Não, o problema (talvez, *meu* problema) está na chamada literatura *adulta*.

Obviamente existem bons livros de autoras brasileiras como Dinah silveira de queiroz (de Sinhá Moça, A Muralha), Zélia Gattai (recomendo -e muito- Anarquistas graças à Deus), Maria José Dupré (Luz e Sombra (ótimo romance histórico!), Éramos Seis...) Claro, não podemos deixar de citar Clarice Lispector e Raquel de Queiroz. Contudo, serei sincera: não sou fã nem de Clarice nem de Raquel. Claro, o estilo literário das duas é magnífico, porém, a *temática* de seus livros não me atraem (A Paixão Segundo GH foi uma das piores experiências literárias da minha vida).

Mas, mesmo se eu fosse uma fã incondicional de todas as autoras citadas previamente, permanece um detalhe que não deve ser ignorado: todas elas já estão mortas. E então, alguém pode perguntar: E as novas escritoras? É, pois é. E as novas escritoras? Sem querer ser arrogante, mas do pouco que eu li, achei-as muito chatas. Sinto falta de um estilo próprio, uma força literária, sabe? Mesmo não sendo apreciadora de Raquel ou Clarice, não há como negar que suas obras *tinham* impacto, força. Algo que, infelizmente, não consigo detectar nas novas gerações .

Tudo me parece meio igual, massificado. E, honestamente, muitos dos livros me parecem/pareceram livros de auto-ajuda disfarçados - além do que, muitos livros nacionais (aqui também incluo os autores do sexo masculino) parecem mais propensos a querer ganhar prêmios e boas críticas do que necessariamente leitores. Em suma, tudo muito *acadêmico*. Chato.

Bem, foi pensando em tudo isso que comecei a procurar o livro que eu leria para este desafio. E desafio é a palavra chave aqui. Meus gêneros favoritos são o romance policial e o romance histórico. Não encontrei nada que agradasse. Talvez, um chick-lit, quem sabe? Se alguém conhece um chick-lit nacional (e que não se pareça com auto-ajuda ou tenha estória sobre mulher mal-amada, discussão de problemas femininos, por favor, me avise.)

Sério, eu só queria um livro divertido, leve. Light Reading, sabe? Mas que dificuldade! Foi então que eu me deparei com este Dez (quase) amores . Como eu disse anteriormente, não conheço muitas autoras nacionais e este Dez (Quase) amores me pareceu ser interessante (apesar de eu não ter o costume de ler contos).

Dez (quase) amores conta a peregrinação da protagonista em busca do amor verdadeiro. São dez pequenas (em alguns casos, minúsculas, estórias de *quase-amor*). É um livro okay. Não é péssimo nem ótimo. Apenas okay. Algumas partes com certeza são engraçadíssimas mas ao final do livro tem se a uma sensação amarga, sabe? É um livro engraçado mas eu não diria que é um livro feliz.

A escrita é interessante-ágil, principalmente- mas é muuuito similar com aquelas Crônicas de jornal e/ou revistas. Pessoalmente, prefiro um estilo mais *literário* mas este Dez (Quas)e Amores não decepciona.  Algumas piadas (boas, por sinal) talvez só sejam *compreendidas* por quem tem mais de trinta anos.
Ainda assim, acho que vale uma conferida.
Nem que seja para dar umas boas risadas (e algumas vezes de nós mesmas:)

Leia Trecho: Quase Amor 1
Cotação:

3/5

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