quarta-feira, abril 18, 2012

De Roma ao Reino Dos Livros: Um Relato :)

Pois então. Eis aqui um post-relato. Ou post paralelo. Um Papo Paralelo. Seja já como quiserem chamar, rs!

Ontem eu finalmente eu conheci um daqueles lugares de que sempre tive vontade, de que sempre ouvi falar: a Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Para quem não sabe, esta livraria, localizada na Avenida Paulista, é a maior Livraria da América Latina em Área Construída. Mas vamos por partes...
Como alguns de vocês já sabem, eu sou da Baixada Santista (e não eu NÃO torço pro Santos!) e eu resolvi ver a exposição sobre Roma no MASP. E Como o Conjunto Nacional é poucas quadras Dalí resolvi finalmente unir o útil ao agradável.




Sobre a Exposição, ela é ótima. Muito bem explicativa e cheia de objetos e artefatos. Eu, particularmente, adoro História, então, posso dizer que gostei muito. Apenas dois porém’s (de sempre): a ETERNA falta de sinalização do MASP (PQP, hein, curadores?!) e a proibição de tirar fotos. Sério, por que nos museus brasileiros existe esta frescura de não poder tirar foto? Até entendo não poder flash, mas foto “simples”?! Em qualquer museu que se preze do mundo, o visitante pode tirar fotos! Não quero parecer metida, mas, no Louvre-LOUVRE- eu tirei umas trocentas fotos da Monalisa e não posso tirar uma fotinho no MASP? Faça-me o favor! E na FAAP, então, que, na exposição sobre a Grace Kelly, não podia tirar fotos do prédio??? Do Prédio!!!


Roma
Mas Thaís tirou essa fotinha heroica antes de ser “interceptada”pelos HOMENS DE PRETO!!!


De qualquer forma... como eu disse a Exposição foi ótima e depois disso eu segui em direção ao paraíso Conjunto Nacional, mas antes fui almoçar e dar aquela paradinha básica na Starbucks do meu Coração :)

E Cheguei na Livravria Cultura...


E a bichinha é grande...
Fonte: livroslivrariaselivreiros





De belezura-BELEZURA- a El Atheneo de Buenos Aires ganha, mas em quantidade... OMG quantos livros! Tudo bem caro, é verdade, mas a variedade é ENORME.

Agora, por mais que todos esses livros me chamassem atenção o que eu queria saber mesmo era da seção de importados e... ARGH! Por que eu fui lá no final de mês? Por que estou tão sem $$$$ ??? Ó, vida! Ó, céus!

Beeem, eu tive que compra alguns. Mas só 5 mesmo. Queria muito ter comprado mais mas a gente tem que ter consciência quando não pode. A situação não está fácil- e querendo ou não, perto de outras coisas, livro *é* supérfluo* - e o custo de vida aqui na Baixada é muito caro. A seção Históricos, eu mal olhei- só procurei mesmo pelo da Julia Quinn. O que os olhos não veem o coração não sente, né? :/




*Death Echo, de Elizabeth Lowell [St.Kilda #5]
*Original Sin , de Allison Brennan [Seven Deadly Sins #1]
* Carnal Sin, de Allison Brennan [Seven Deadly Sins #2]
*Moon Burning, de Lucy Monroe [Children of the Moon #3]
*Just Like Heaven, de Julia Quinn [Smythe-Smith Quartet #1]

Tudo série. Eu sei !  mas a série a St. Kilda eu já acompanho... E a Moon Burning... bem não tinha como NÃO comprar um livro sobre um espadão que também é lobisomem, né?! :D


Pois é, a visita à Livraria Cultura foi ótima- o acervo da loja é espetacular, porém...
porém...

em muitas maneiras eu prefiro a Saraiva. Ou a Fnac e até mesmo a Livraria da Vila. Primeiramente, apesar de todo o seu aspecto “espetaculoso” achei a Livraria Cultura “fria”. Não me senti “acolhida” lá como quando vou à Saraiva* ou à Fnac. Eu não gosto de vendedor grudento, na verdade, detesto, mas um mínimo, de atenção, é sempre bem vinda como o clássico “ Meu nome tal, está precisando de algo?” . Nem um único vendedor, ou livreiro, veio me abordar e quando eu fui perguntar onde ficava a seção de importados, a resposta foi super seca, quase mal educada.

Aliás, localização foi outro ponto falho. A loja é enorme. E as placas são minúsculas. Na Saraiva e na Fnac, existem várias poltronas e sofás espalhados pelo ambiente- senti falta disso na Cultura, especialmente devido ao seu tamanho. Sim, eu sei que lá tem grandes puffs espalhados, mas pessoas idosas, como minha mãe, não conseguem sentar-e levantar de puffs! E a quantidade de poltronas é muito pouca.

Todavia, mais do que puffs e sinalizações o que “pegou” mesmo para mim foi o atendimento. Ou a falta dele. Senti um certo ar de soberba, e não só comigo, mas com os outros clientes em geral. Na Saraiva, na Fnac, é comum eu ver vendedores conversando com clientes sobre livros, séries, filmes. Isso não aconteceu na Cultura. Achei estranho. E triste, pra ser sincera.

Pretendo voltar lá, obviamente. Afinal, o acervo é incrível- mas o que lhes sobra em livros, falta em calor humano.



*Saraivas de São Paulo Capital!

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