terça-feira, maio 08, 2012

50 Tons de Cinza (Fifty Shades of Grey) , de E.L. James


Título Original: Fifty Shades of Grey
Autor: E.L. james
Editora: Intrinsica
Gênero: Romance Contemporâneo
Série: - 50 Shades
Sub-Gênero/Assunto: Erótica, HOT, BDSM, Milionários
Período: Dias Atuais. EUA
Quando a estudante de literatura Anastasia Steele é convocada para entrevistar o jovem empresário bem sucedido Christian Grey para a revista de sua faculdade, ela o acha atraente, enigmático e intimidador. Convencida de que seu encontro correu mal, ela tenta tirar Grey de sua cabeça – até que ele acaba aparecendo na loja de informática material de construção que ela trabalha em meio período.

Não acreditando, a inocente Ana fica chocada quando percebe que ela quer aquele homem, e quando ele a avisa para manter distância só faz com que ela fique mais desesperada para se aproximar dele. Incapaz de resistir o espírito lindo, sagaz e independente de Ana, Grey admite que ele a quer – mas em seus próprios termos.

Chocada mas ainda sim entusiasmada pelos gostos eróticos singulares de Grey, Ana hesita. Apesar de todos os sinais de sucesso – suas empresas multinacionais, a sua grande riqueza, sua amorosa família adotiva – Grey é um homem atormentado por demônios e consumido pela necessidade de controle. Quando o casal embarca em caso ousado, físico e apaixonado, Ana aprende mais sobre seus próprios desejos obscuros, assim como o Christian Grey escondido do olhar público.

Será que o relacionamento deles pode transcender sua relação de paixão física? Ana vai encontrar em sí mesma a submissão ao Mestre auto-indulgente? E se ela encontrar, será que ela ainda vai amar o que descobrir?

Erótico, divertido e profundamente comovente a trilogia Fifty Shades é um conto que vai te deixar obscecado, vai possuí-lo, e ficar com você para sempre.










: Esta resenha se refere ao livro escrito no original, em Inglês:

HOT!Pois é. Fifty Shades of Grey. A grande sensação. Mommy Porn ou simplesmente romance erótico para mulheres. Um surpreendente sucesso editorial.

Um livro muito mal escrito.

BDSM não é uma preferência minha, porém eu hei de concordar que existem BDSM’s *e* BDSM’s. Eu acho que, sendo de comum acordo e prazeroso o que acontece entre quatro paredes só interessa ao casal (ou trio ou...bem, vocês entenderam). O meu maior problema com a submissão é a submissão “fora do quarto”. Eu, Thaís, não conseguiria viver- sobreviver- em uma relação assim. Todavia, não foram os aspectos do BDSM e da submissão que me que fizeram não gostar do livro. Foi como a autora os desenvolveu. Ou melhor dizendo, não os desenvolveu.

50 shades parte de um ponto interessante: uma jovem ‘inocente’ mergulha no mundo de submissão e de sexo sadomasoquista. E.L. James tinha nessa premissa e na sua mocinha , Anastasia ‘Ana’ Steele, uma bela oportunidade de desenvolver uma ótima estória e construir bons e instigantes personagens- mas isto não acontece. Tanto Ana, quanto Christian Grey, o mocinho bilionário dominador, são personagens vazios e unilaterais.

Esta estória “nasceu” como uma fanfic da Saga Crepúsculo e a autora apenas ‘transportou’ a trama para personagens originais. Eu não tenho nada contra fanfics, longe disso. Aliás, até já escrevi muitas fics HP e se tem uma coisa que possa dizer a favor de E.L. James é que ela não negou esse “passado” de sua estória (o mesmo que não pode ser dito à respeito de Dona Cassanda Clare, né?) . Porém, se a autora já tinha o “esqueleto” da estória na fanfic por que não trabalhou mais no desenvolvimento dos personagens?

Eu não tenho nada contra PWP, estórias puramente eróticas- pornôs mesmo- onde quase não existe uma estória, mas apenas uma sucessão de cenas de sexo. Muitas dessas estórias são divertidas e o que menos importa é o desenvolvimento das tramas ou a “profundidade” dos personagens. A gente quer mesmo é ler a sacanagem (sejamos sinceros!rs) Porém, 50 shades não foi concebido para ser um PWP. Este é um livro adulto, de ficção contemporânea com alto teor erótico. Por que então não fazer deste um bom texto? Por que deixar tudo tão raso, tão superficial que em determinado momento até o sexo se torna insosso?

Não vou negar que as cenas de sexo são boas, quentes e muito descritivas, mas nada realmente “inovador” se você leu algum tipo de romance mais sensual com pegada masô.  Eu acho que o livro vale somente por isso: o sexo. A autora é um pouco repetitiva em alguns momentos, mas as cenas eróticas são muito boas, não há dúvidas. O sexo pode as vezes parecer um pouco “didático” demais mas é HOT e, honestamente, dá muito bem pra ler só as partes eróticas e ignorar o resto.

Livros em primeira pessoa correm o risco dos leitores amarem ou odiarem os seus protagonistas. Bella, por exemplo, foi o principal motivo por eu ter abandonado a leitura de Crepúsculo. Aqui, isto não ocorre, simplesmente por que não senti nenhuma empatia pela protagonista. Nem por ela, nem por Christian. Supostamente, ele deveria ser um TDB mas não consegui sentir nada. Okay, ele é bom de cama. MUITO bom. E só. E daí?  Quem já leu minhas resenhas sabe que eu gosto muito de falar sobre a química do casal. Considero este um ponto crucial em um romance romântico. Christian e Ana têm química sim. Sexual. Eles fodem.

Eu senti falta de emoção (não estou falando dos momentos de sexo, mas às vezes até mesmo nesses momentos) e principalmente um pouco de humor. O livro é totalmente desprovido de humor. O pior é que eu tive vontade de rir quando Ana começa a ler o “contrato”. É tão ridículo. E tão “fiz uma pesquisa no Google” ...

Repetição é outro problema na estória. Muitas vezes eu achei que estava na página errada, que já tinha lido aquilo ou algo parecido. Em determinado momento eu não estava aguentando mais as menções aos “Gray Eyes” ou “Gray Gaze”.

Não estou dizendo que o livro seja péssimo, porém, ele não merece esse status que está ganhando. Fifity Shades of Grey nada mais é do um Jéssica , com mais páginas, mal escrito e cheio de cenas de sexo. [E olha, apesar de não gostar particularmente de Jéssicas, eu gosto de romances de bancas.  Honestamente, já me diverti muito mais lendo esses "livrinhos" do que 50 shades. ]

No quarto final, o livro dá uma boa melhorada- até mesmo por que o sexo é mais intenso ali e a estória em si fica mais interessante, todavia , à parte do sexo, ainda falta algo. O que não deixa de ser irônico-ou premonitório- porque quando o livro finalmente parece estar criando alguma vida, ele simplesmente acaba.

Eu não serei hipócrita: quero os dois outros títulos da trilogia até porque 50 Shades não termina exatamente- e eu detesto finais em aberto.

Leiam e tirem vocês mesmos as suas próprias conclusões. É a literatura erótica chegando ao Mainstreaming. Apenas acho que, nós mulheres, melhor dizendo, nós LEITORES, merecíamos algo melhor.

No Brasil, os direitos foram comprados pela editora Intrínseca e apesar da pouca qualidade da obra- o seu sucesso talvez possa significar a vinda de mais livros de cunho mais erótico para terras tupiniquins.

Curiosidade: Em determinada cena, Christian escuta As Bachianas Brasileiras, de Heitor Villa-Lobos. Sim, no Girl From Ipanema nem nada do Gênero!




A Trilogia

Fifty Shades of Grey
Fifty Shades Darker
Fifty Shades Freed

EXTRAS
Site do Autor: http://www.eljamesauthor.com/
Twitter: https://twitter.com/#!/e_l_james
YouTube: AQUI



Cotação:

2/5

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