terça-feira, dezembro 09, 2014

Minha Doce Annie, de Cheryl St. John


Annie não era como as outras jovens.

Colorado, América do Norte, 1878.

Para a família, Annie era como uma boneca de porcelana. Luke Carpenter era a única pessoa que a via exatamente como ela era: uma mulher adulta, cheia de sonhos, desejos e esperanças para o futuro... ao lado dele!

Para Luke, ela era a doce Annie, uma mulher com incríveis talentos e um coração tão aberto quanto o amplo céu do Oeste. Não houvera nem um momento sequer em que ele tivesse deixado de amá-la. Luke arriscaria tudo para torná-la sua esposa, mesmo contra tudo e contra todos!


Lindo.

Muitas vezes os romances de banca são desprezados, até mesmo por fãs de romances românticos. Seja devido à algumas capas ou títulos um tanto quanto “bregonildos”, o fato é que muitas leitoras (e leitores!) se afastam dos livrinhos. Contudo, esse preconceito boba acaba por deixar escapar pequenas joias. É o caso de Minha Doce Annie, um livro lindo e muito especial

Em uma pequena cidade no Colorado, no século XIX, vive a jovem Annie. Apesar de bela, inteligente e esperta, ela não é uma moça comum. Annie nasceu com uma deficiência no quadril (ou seja, ela é manca) e por isso, vive em uma cadeira de rodas. Annie tem sede de viver e conhecer o mundo, fazer amigos, porém, os pais e o irmão mais velho a tratam como uma bonequinha de porcelana.

Os tios e a prima de Annie até tentam tratá-la como igual, tentando “libertá-la” da prisão de preocupação que é a casa dos seus pais, mas é um auxílio muito pequeno para o que ela realmente deseja e necessita.

O único que verdadeiramente consegue vê-la como ela realmente é, é Luke Carpenter, um jovem trabalhador, sobrinho de um rancheiro vizinho e porque, no aniversário de 10 anos de Annie, a levou para andar de cavalo, não é bem visto pela família da moça.

Mais do que uma relação de amor (proibido), Luke e Annie cultivam uma amizade profunda; os dois se respeitam. Ela sabe que ele não é rico como seu pai, mas é um homem trabalhador; assim como Luke sabe que Annie sempre terá um físico frágil, mas isso não significa que ela não possa conhecer mais da vida, do mundo.
Minha Doce Annie me tocou desde as primeiras páginas. Além da história em si ser muito bonita, o livro traz personagens fortes e cativantes. É impossível não se emocionar e torcer por Annie; o mesmo pode ser dito à respeito de Luke. O livro não possui vilões, exatamente, mas personagens humanos que sentem uma enorme dificuldade de ver além das próprias crenças.

A escrita de Cheryl St. John é uma delícia; leve e descontraída, mas, ao mesmo tempo, carregada de emoção, porém sem nunca resvalar no sentimentalismo barato.
Annie quer, antes de tudo, apesar das dificuldades, ser normal. Ser tratada como tal. A autora mostra que o caminho para conseguir realizar esse desejo não é fácil e mesmo quando tudo o final feliz pode ter os seus percalços e até mesmo a mais otimista das pessoas pode cair na auto-comiseração.

O único defeito do livro, a meu ver, foi o final um tanto quanto corrido, mas não é nada que atrapalhe a leitura.
Uma bela história.
Recomendo!


Título Original: Sweet Annie
Autor: Cheryl St. John
Editora: Nova Cultural
Gênero: Romance Histórico
Coleção: Clássicos Históricos- 207
Série:-The Copper Creek Brides-Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Amizade, Imperfeições, Amor Proibido
Período: 1878. Colorado, EUA

Capa Original:

5/5

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