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terça-feira, maio 24, 2016

[Resenha] De Menina a Mulher - Carolyn Davidson

Montana, 1897.

Quando o doutor McPherson pediu-a em casamento, mesmo sabendo que ela esperava um filho de outro homem, Cassandra Mitchum ficou atônita. Afinal, como poderia ser o tipo de mulher de que ele precisava - e merecia?

Phillippe McPherson sabia que Cassandra era a resposta a suas preces. Sua vida precisava de um toque feminino; e ela precisava de um homem que a protegesse. Parecia ser uma troca perfeita. Mas quando o pai verdadeiro do filho de Cassandra retornou, Phillippe percebeu que "casamento" é uma coisa séria, mesmo que tenha sido realizado por conveniência.




Livrinho fofo e delicado.

Nos tempos da falecida editora Nova Cultural, uma das minhas autoras favoritas era Carolyn Davidson. Suas histórias normalmente se passavam no Velho Oeste americano ( ou adjacências) e traziam como protagonistas um herói valoroso e uma mocinha ingênua e de bom coração. Eram histórias água-com-açucar, sim, mas incrivelmente deliciosas de serem lidas. De Menina a mulher não fica a trás. Uma pena que, aparentemente, a autora deixou de publicar/escrever.

Mas vamos ao livro! Cassandra Mitchum é uma jovem de 18 anos inocente ao extremo. Tão inocente que pensa que está com um tumor quando na verdade está é grávida de 3 meses (afinal ela só poderia estar com um doença fatal pra barriga começar a crescer, né?!) Ela é órfã de mãe e tem um pai que não é dos melhores. Ah, o pai da criança? Melhor nem contar com ele. É aí que aparece o Dr. Phillipe McPherson, o médico da cidade. Com pena da moça (afinal, o que seria dela, solteira, grávida e provavelmente expulsa de casa) ele resolve contratá-la como uma espécie de governanta. Tudo perfeito não? Ah, o doutor tinha uma ideia melhor: casar-se com ela! Afinal ele precisa de alguém para cuidar da casa (os mais cínicos diriam que estava procurando uma empregada sem remuneração) e Cassandra precisava de um pai para seu filho.

E assim fez-se mais um casamento por conveniência de romance de época! Tá bom, sei que alguns de vocês já devem estar torcendo o nariz. Afinal, nem a mais absurda das novelas mexicanas (ou da Glória Perez) teria um início assim, mas, sabe, não é que tudo- na forma que é apresentado- faz sentido.

Assim, quando menos esperamos já estamos torcendo por Phillipe e Cassandra. O bonito é que a autora fez questão de mostrar não só o amor nascendo entre eles como também o respeito e a amizade. Phillipe é daqueles mocinhos que a gente quer levar pra casa; fofo e romântico, mas que na hora do aperto sabe ser firme e decidido.

De Menina a mulher é daquelas histórias que fazem a gente esquecer por alguns momentos os nossos problemas. Em tempos tão conturbados, não há nada melhor. O livro faz a gente rir, se emocionar e torcer pelos personagens. Sempre com um sorriso no rosto. É uma história sobre ingenuidade, amor e confiança. Não existe aqui uma grande paixão avassaladora mas um amor que vai crescendo aos poucos.

Eu apenas não dei 5 estrelinhas por causa do final. Sem revelar nada, direi apenas que foi desnecessário. Nada a ver.

De qualquer forma, De Menina a Mulher é uma leitura leve e romântica, ótima pra deixar o coração mais leve.

Recomendo.


Faz parte de uma série Multi-Autoras: https://www.goodreads.com/series/67938-montana-mavericks-historicals



Título Original: A Convenient Wife
Autor: Carolyn Davidson
Editora: Nova Cultural
Gênero: Romance Histórico
Coleção: CHE 143
Série:Montana Mavericks
Sub-Gênero/Assunto: Gravidez, Médicos, Casamento por Conveniência
Período: Velho Oeste. Montana, 1897.
Capa Original:



4/5
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terça-feira, janeiro 05, 2016

[Resenha] Suave é a Noite - Jo Goodman


“Desde criança, Kenna sempre acreditou que Rhys Canning fosse o responsável pela morte de seu pai. Em busca de vingança, ela está determinda a forçá-lo a confessar a verdade. Entretanto, no momento em que se depara com Rhys, depois de tantos anos, Kenna fica sem ação, fascinada diante daquele homem atraente e carismático, de olhar penetrante e sedutor.... E tudo o que ela consegue fazer é entregar apaixonadamente seu coração... Seria melhor Rhys não ter reencontrado aquela jovem tão linda e provocante. Durante anos ela povoou seus sonhos e pensamentos, e agora é chegada a hora de compensar isso. Ele já esperou tempo demais para deixar escapar a oportunidade de tê-la em seus braços, e esta será a noite perfeita para realizar um desejo há muito adormecido.... Mas ele não pode revelar a verdade a Kenna sem por em risco sua importante missão...”


Um livro especial.

A resenha de hoje sobre um livro muito especial para mim; na verdade, é uma releitura mas eu queria ter no blog uma resenha dele. Suave é a Noite foi o primeiro livro de banca que eu comprei- e li! Foi na Bienal do Livro de SP, em 2008. Naquele ano, a falecida Nova Cultural tinha um stand lindo. Eu sei amei ler, mas a minha praia era a dos romances policiais. Até tinha lido alguns romances românticos mas do tipo água com açúcar muuuito poucos. Romance de banca? Nem pensar. Sim, eu era um pouco preconceituosa, admito! E as capas e títulos breguíssimos também não não ajudavam. Mas eis então que surgiu a Bienal de 2008, e tinha este Stand...só com Romances de Banca! Suave é a Noite chamou logo a minha atenção. O título era bonito e capa não era brega. Resolvi arriscar.

Pode-se dizer que foi um divisor de águas na vida como leitora. Me fez olhar além. Eu descobri que romances de banca não eram apenas sobre sexo e romances açucarados, podia ter também muita aventura e suspense. Eu tive bastante sorte neste meu debut.
Falando sobre o livro em si, Suave é a Noite é um romance histórico com uma pitada de mistério.

Até os treze anos, Kenna Dunne adorava Rhys Canning , o melhor amigo de seu irmão mais velho, Nick. Nascido nos EUA, mas criado desde muito jovem na Inglaterra, Rhys considerava a família de Kenna como a sua própria. Para Kenna, ele era como seu irmão: um verdadeiro herói. Contudo, tudo muda quando, numa festa à fantasia, o pai de Kenna é assassinado e ela passa a acreditar que Rhys é o seu responsável.

Anos se passam e, apesar de Nick e Rhys continuarem grandes amigos, Kenna não suporta nem ouvir falar do seu antigo herói de infância. Aos 23 anos, e ainda solteira, ela sofre com horríveis pesadelos. Kenna não se lembra muito bem o que aconteceu naquela fatídica noite, tantos anos atrás, mas, a cada sonho ruim, mais uma peça perece ir se encaixando- e cada vez mais a culpa de Rhys parece ser evidente.

O problema é que sempre que ela tem um pesadelo, na manhã seguinte, a jovem acaba sofrendo algum tipo de acidente. Quando Rhys reaparece, ele está mais do que certo de que aqueles acidentes não são meros acidentes (nem precisa ser muito esperto para deduzir isso, né?!) . Ele percebe que, mesmo inconscientemente, Kenna sabe demais. A questão é que Rhys também tem seus próprios segredos.
Uma história de tirar oi fôlego. Suave é a Noite é daqueles livros que não se contentam com apenas um plano de ação; quando você pensa que a história está tomando um rumo: tudo muda!

Obviamente sabemos que, desde o início, a história é sobre Rhys e Kenna, mas o livro não é somente sobre uma historia de amor cheia de percalços, mas também sobre segredos, espionagem e outras cositas más. O legal é que com o desenrolar da trama, a autora desenvolve muito bem a relação dos personagens com os acontecimentos. Claro, eles mantém suas características, porém, também crescem e mudam suas opiniões e pensamentos.

É até complicado falar sobre a história pois, apesar de ser essencialmente um romance, a parte do mistério não pode ser desconsiderada. E eu gostei muito que a autora fez questão de fechar todas as pontas soltas.

Não vou negar que o "mistério" não é assim tão difícil de descobrir mas a forma como a autora conduz esta parte da trama é o que importa. Não foi algo deixado de lado, apenas para margear a história de amor principal; existe um cuidado com a acuidade e a lógica.

Rhys e Kenna são ótimos juntos; ele é um típico herói romântico, com seus traumas particulares e seu amor inabalável. Kenna, no início, se mostra um pouco intolerante demais mas aí que entra aquele fator que eu mencionei: o desenvolver do personagem. Ela cresce. (apesar de quê achei que ela foi muito inocente, condescendente, em relação à uma certa pessoa!)

Eu acho ótimo quando o casal já se conhece e tem, apesar de qualquer coisa, aquele tipo de intimidade amiga, que os “amores instantâneos” não possuem. Não é um amor que aconteceu do nada.

Suave é a Noite tem passagens lindas. Eu torci e senti pelos personagens.
Claro por se tratar de um romance de banca- e publicado pela Nova Cultural- as chances deste livro ter sido editado existem. Infelizmente, eu não li a versão original para comparar.
Suave é a Noite é um romance de amor forte e irresistível.

Recomendo!


Título Original: Velvet Night
Autor: Jo Goodman
Editora: Nova cultural
Coleção: Bestseller
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Amor e Ódio
Período: Regência. Inglaterra e EUA
Capa Original:



5/5

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segunda-feira, dezembro 28, 2015

[Resenha] Prontos Para o Amor - Robyn Grady


“Apesar de ser um bem-sucedido criador de ovelhas, Jack Prescott não estava pronto para ser pai em tempo integral. Ele cumpriria seu dever e cuidaria do sobrinho órfão, mas em seu coração não havia lugar para um bebê... ou para Madison Tyler, a outra tutora e a mulher que teimava em perturbar sua vida. Jack não podia ignorar a atração que sentia por ela, apesar de o caso entre eles ter sido curto, problemático e repleto de más lembranças. Agora, Madison estava de volta à fazenda de Jack, sendo que ele tinha de dar atenção ao menino. De que forma ambos poderiam desejar mais tempo juntos quando nenhum dos dois estava preparado para um compromisso?”


Bonitinho, mas esquecível.

Este é mais um daqueles livrinhos fofinhos, agradáveis de ler, mas que não acrescentam nada realmente; são bem esquecíveis.

A história é simples- e talvez a simplicidade dela é que seja seu grande triunfo- e fala sobre duas pessoas pessoas que se encontram (e passam a se relacionar) a partir do relacionamento com uma criança. Jack é, por assim dizer, um cowboy australiano, um daqueles heróis fortes e de bom coração mas que se recusam a se intregar a um amor. Madison é a mocinha determinada e sem meias palavras. Entre eles está Beau, um bebê, filho da irmã falecida de Jack e tutelado de Madison.

Nem é preciso dizer muito para se saber o que irá acontecer a seguir, né? Bebê fofo + cowboy lindo +...mocinha irritante! Pois é, a história até é bonitinha e tudo mais (adoro um bebê- e com um cowboy, então!) mas Madison era muito cheia de si demais. Chatinha mesmo.

E Jack... meu gódi! Ele podia ser um tudi bão, mas como sofreu o coitado! Só tragédia. Novela mexicana iria parecer comédia pastelão perto do acontece com o moço. É aquele personagem pra abraçar apertado e dizer que tudo vai acabar bem.

Não foi uma leitura espetacular mas, no geral, é agradável e prende a atenção. Se você gosta de histórias com crianças, essa com certeza poderá agradar.

Prontos Para o Amor é mais um daqueles livros sem grandes atributos mas que são ótimos para se passar em companhia numa tarde tediosa de domingo.

Título Original: Bargaining for the baby
Autor: Robyn Grady
Editora: Harlequin
Coleção: HQ Desejo
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Romance de banca, crianças
Período: Atual. Australia
Capa Original:


3.5/5

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sexta-feira, dezembro 11, 2015

[Resenha] Sonho Realizado - Jackie Braun

“Quando Lauren Seville descobriu que estava grávida, soube imediatamente que sua vida mudara… pois seu maior sonho havia se realizado. Ao encontrar o lugar perfeito para ser o lar de sua pequena família, logo se deu conta de que se sentia atraída por Gavin O’Donnell, o dono do chalé para o qual se mudara. A mera presença de Lauren era capaz de estimular nele os instintos protetores mais ferozes. E, à medida que a data do parto se aproximava, a independente futura mamãe despertou algo mais no magnata do mercado imobiliário: seu desejo de ser pai. ”


Cuti-Cuti!

Sabe aqueles livrinhos fofinhos, que dão vontade de apertar? Sonho Realizado é um desses livros. A história é simples, singela e, sim, se resvala em vários clichês mas é tão gostosa de se ler que, honestamente, isso pouca importa.

Mesmo tendo problema de fertilidade, Lauren consegue engravidar. Porém, em vez do cretino marido ficar feliz com a notícia, ele exige que ela aborte! Claro que ela não faz isso; Não! Ela dá um chega pra lá no idiota e sai em busca de um lugar melhor para ela e seu futuro bebê.

É neste momento que aparece o mocinho da história. Gavin, um construtor lindo e sexy (não poderia deixar de ser, né?) . Lauren se muda justamente para uma casa, a qual ele é o dono.

Sabe, acho que eu nem preciso falar muito mais sobre o que é a história pois, de uma forma ou de outra, sabemos como ela irá terminar- mas a forma como a autora conduz essa trama aparentemente óbvia é que faz tudo ficar melhor.

Apesar de ser um livro curtinho, o amor não apare de forma instantânea e loucamente sexual. Antes de mais nada, eles se tornam companheiros, amantes. Ao contrário de tantos outros heróis românticos que após meia dúzia de páginas, já querem estar de nheco-nheco com a mocinha, Gavin realmente se preocupa com Lauren. É tão fofo ele dando todo o apoio que ela precisa durante a gravidez, isso sem contar com questão do divórcio.

Claro que nem tudo é perfeito. Apesar de um ótimo começo, senti que a autora correu com o final do livro e algumas questões não foram bem solucionadas. Uma pena.

Mas de qualquer forma, Sonho realizado é um livro fofo, que faz a gente sorrir.

(E fala sério, como não amar essa capa?!)

Recomendo!



Título Original: Expecting a Miracle
Autor: Jackie Braun
Editora: Harlequin
Coleção: Baby On Board 39
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Gravidez
Período: Atual. EUA.

Capa Original:






4/5

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sábado, dezembro 05, 2015

[Resenha] Um Lar para Amar - Barbara McMahon

“Quando Zack Morgan descobre que é pai e que seu filho foi encaminhado para a adoção, decide encontrá-lo a todo custo, pois precisa ter certeza de que ele está bem. Para Susan Johnson, sobreviver é uma batalha, mas nem por isso deixa de amar ser a mãe do pequeno Danny. O mundo deles se ilumina quando Zack entra inesperadamente em suas vidas. No entanto, Zack pretende manter-se a distância, pois sabe que encontrou a família de seus sonhos. E Susan, por sua vez, não faz ideia de quem ele realmente é… ”


Das Coleções da Harlequin, a Baby On Board é (ou era, já que faz algum tempo que não compro nada da editora. Tenho andado decepcionada. Anyways...) uma da minhas favoritas. Tirando raras exceções adoro histórias com crianças e/ou bebês. Bem, Um Lar Para Amar é uma dessas exceções.

A história é simples: Zac Morgan, um milionário (não poderia deixar de ser, né?) descobre que tem um filho, mas que o menino foi encaminhado para a adoção. Susan Johnson é a jovem mulher com problemas financeiros que adotou a criança. O que Zac faz então? Se você disse se aproximou da mãe para alcançar o filho acertou!

Tá, tá. Bem clichê, eu sei. Mas a graça dos livros da baby On Board é que apesar dos clichês faziam a gente suspirar, se emocionar mesmo. Infelizmente isso não acontece aqui. A história é bonitinha e mas apesar da autora ter um modo simpático de escrever, faltou uma lapidação melhor dos personagens. Susan é a “moça pobre batalhadora” de sempre. Não atrapalha mas também não contribui. Zac...bem, pra mim, Zac é o grande problema. Primeiramente acho que foi um erro fazê-lo ser um milionário. Ficou algo muito parecido com todos os Paixões e Jessicas da vida. Porém, o maior problema é que eu não não “senti” que ele a amava. Queria ter sabido mais dos sentimentos dele. Para mim, deu a impressão de que ele apenas gostava não a amava realmente. Isso acabou por deixar o casal sem química, sem aquele “tempero” de emoção que faz a gente torcer pelo final feliz.

No geral, não é um livro ruim, tem alguns momentos fofos , mas deixou um gosto de que poderia ter sido melhor.

Alguém já leu? O que achou?

Título Original: Adopted: Family in a million
Autor: Barbara McMahon
Editora: Harlequin
Coleção: Baby on Board
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Crianças, Milionários
Período: Atual. EUA.
Capa Original:


 
2.5/5

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quarta-feira, agosto 26, 2015

[Resenha] Corações Indômitos - Ruth Langan


“Kitty Conover era uma jovem bem diferente das que moravam em Misery. Sempre vestida com trajes masculinos de pele de gamo e com os cabelos loiros e encaracolados presos sob um chapéu de aba larga, ela era conhecida por sua tenacidade em perseguir, por semanas a fio, os rastros de cavalos selvagens.

Dormia tão bem ao relento, sob as estrelas, quanto no calor de uma cama. Distinguia as rochas pelo formato, conhecia os picos das montanhas um por um e cada curva das trilhas. Acima de tudo, ela aprendera a esperar o inesperado e a resolver qualquer contratempo.

Mas Bo Chandler foi uma surpresa que pegou Kitty desprevenida. Depois de salvar a vida de Bo, ela começou a sentir os primeiros e inegáveis sintomas do verdadeiro amor. E não ficou nem um pouco satisfeita com isso! Ela entendia de cavalos, mas os homens eram uma espécie bem mais complicada. Kitty não estava disposta a confiar seu coração a um desconhecido que acendia nela faíscas mais eletrizantes do que os relâmpagos de uma tempestade de verão!”



Fofo, fofo, fofo!

Ai que livrinho mais fofo e gostoso de ler. Por mais que eu goste de livros com pegada mais sensual, é muito bom ler uma história mais leve, tolamente romântica e ingênua.

Último livro da trilogia Badlands, Corações Indômitos fecha com chave de ouro um série muito especial (ao final da resenha tem os links com as resenhas dos livros anteriores).

O livro conta a história de Kitty Conover, a mais jovem de três irmãos que, após perderem a mãe quando eram ainda crianças, tiveram que sair pelo mundo...e sobreviver.

Como tantas outras mocinhas de romances água com açúcar, Kitty é uma jovem que não tem consciência da beleza que tem. Ela vive com o velho senhor que ajudou a ela e seus irmãos quando eram pequenos, e a sua vida se resume a domar cavalos selvagens. Aliás, os cavalos são a sua vida. Ela vive uma vida calma e sem muitas aspirações;

Porém tudo começa a mudar quando ela salva a vida de um estranho, Bo Chandler. Bo é um advogado da “cidade grande” que tem a vida totalmente mudada após uma tentativa de assalto- e ser salvo por uma jovem vestida em roupas masculinas.

Bo e Kitty são completamente diferentes; ela é simples, tacanha até, e ele é o refinamento em pessoa. Os dois logo se sentem atraídos um pelo outro, mas ao invés de se iniciar um caso de amor, o surgir, primeiramente é uma espécie de amizade e cumplicidade.

Bo é um herói romântico em sua plenitude; másculo, bondoso e honesto. Apesar da simplicidade, Kitty é inteligente e cheia de vontade de aprender, conhecer coisas novas, porém ela também é incrivelmente ingênua e ignorante quando se trata de “amor” e “coisas carnais”.
Ela é realmente uma graça, tola e forte- se isso faz sentido. Muitas vezes eu me irrito quando vejo uma mocinha absurdamente inocente quando se trata de sexo, mas aqui fez todo o sentido. O que poderia saber sobre sexo uma jovem no meio-oeste americano, em meados do século 19? E Bo é tão sensível e compreensível.

Sou suspeita, pois adoro livrinhos ambientados no velho Oeste americano, mas este aqui conquistou ainda mais meu coração. Me deixou mais leve. Contente.

Não é uma leitura de grandes emoções ou dramas; além disso, a história é curto e senti que, infelizmente, algumas “edições” devem ter sido feitas pela falecida Nova Cultural. Mesmo assim, é um livro adorável, que deixa a gente com aquele sorrisinho tolo no canto dos lábios.

** A série deve ser lida na ordem correta**


Recomendo!


A série:

A trilogia Badlands foi publicada no Brasil pela falecida editora Nova Cultural. Bem que alguma editora podia reeditá-la #FicaAdica

Livro 1- Direito à Esperança
Livro 2- Jogador Apaixonado
Livro 3- Corações Indômitos

Título Original: Badlands Heart
Autor: Ruth Langan
Editora: Nova Cultural
Coleção: Clássicos Histórico 258
Série Badlands
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Cowboys
Período: Velho Oeste Americano-

Capa original:




4.5/5

quinta-feira, julho 16, 2015

[Resenha] Pequenos Cupidos - Debbie Macomber

“Desde que ficara viúva, Dori Robertson criava seu filho sozinha. Agora, o menino de 11 anos começou a pressioná-la para encontrar um marido. E ele até já escolheu o pretendente: o ex-jogador Gavin Parker. A filha de Gavin também quer que ele se case de novo. Quando as crianças unem forças, Gavin sugere que ele e Dori comecem a sair juntos, apenas com o intuito de deixar os pequenos cupidos felizes. Ela não vê problema algum nisso, até sentir o calor do beijo dele...”


Esperava mais.
Eu geralmente adoro histórias com crianças; é bem simples: tem criança, grávida e/ou animais, a Thaís já logo se interessa. É por isso que quando li a sinopse de Pequenos Cupidos já sabia que queria ler o livro, ainda mais que a autora é muito bem recomendada.

Ah, a frustração. Tão grande quanto a expectativa. Não que o livro seja ruim, ou algo do tipo, mas simplesmente não me cativou. O principal motivo? Justamente as crianças! Insuportáveis demais. Em determinado momento eu estava torcendo CONTRA o casal só por ser o oposto do que esses pirralhos queriam.

A história em si é bem bonitinha, lembrando muito aqueles filmes da Disney de uns 15, 20 anos atrás ( hoje em dia é tudo sobre adolescentes cantantes!). Doris é uma viúva mãe de um garoto de 11 que vive pressionando-a para que se case novamente. O candidato “perfeito” é o ex-jogador de futebol Gavin, pai de uma menina que também quer ele se case. As crianças então resolvem unir forças para juntar os pais.

Bonitinho, né? Pois eu também achei. Que pena que tudo é chaaaato demais. O casal até que é legalzinho mas nada muito digno de nota- e as crianças...! Meu Gódi, infanticídio ainda é crime? Claro que eu não esperava ver crianças perfeitas e lindinhas (até porque isso também é chato) mas dois pirralhos se metendo na vida dos outros foi muito pra mim. O que era pra ser “bonitinho” acabou me irritando demais.
É, acho que “irritar” é o verbo adequado para descrever esse livro.

Obviamente, cada um tem seu gosto, e penso que muitos podem até acabar gostando da obra. Afinal, apesar de tudo, a escrita da autora *é* interessante e fluida.

Pra mim, não valeu meu tempo perdido e os 9,50 reais gastos.


Título Original: Matchmakers
Autor: Debbie Macomber
Editora: Harlequin
Coleção: HQ Special 80
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Romance de banca, crianças, segunda chance
Período: Anos 80. EUA.

Outras Capas


2/5

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quinta-feira, julho 09, 2015

[Resenha] Um Jogador Apaixonado - Ruth Langan


“Yale adorava as emoções do jogo. Apesr disso, nunca se considerara um proscrito, embora zombasse da lei dos homens. Preferia rotular-se como um indivíduo que vivia segundo as próprias leis.

Quis o destino que Yale, movido por seu alto senso de justiça, decidisse ajudar uma viúva e seus dois filhos a escapar de um bando de criminosos. E, para sua surpresa ela era Caroline McKinnon, a jovem que fora obrigado a abandonar. Caroline, que se tornara uma mulher cativante e corajosa, o fez ansiar por um lar e pelo amor de uma boa esposa, objetivos que ele sempre descartara. Mas o amor reacendido sobreviveria a uma escalada de perigos?”



Adorável.

Um Jogador Apaixonado é a continuação de Direito à Esperança e conta a história de Yale , o irmão rebelde dos Connover; aquele que nunca gostou muito de regras ou de obrigações.

Yale é um homem que diz menosprezar as regras e os ditames sociais, mas no fundo não deixa de ser um calheiro. Um herói em cavalo branco. Como acontece com tantos heróis romãnticos, uma decepção no passado acabou por moldar seu caráter, fazendo com que ele se afastasse da família- e mesmo se não tivesse entrado para a vida do crime, o jogo virou seu trabalho.

Mas quem nasceu para ser heroi...

Apésar de todo o seu desprezo pelas regras, Yale não consegue deixar de ajudar uma jovem viùva e seus filhos em apuros. Seria algo sem consequencias; apenas uma boa ação. Todavia, Caroline McKinnon não é uma estranha. Muito pelo contrário. Eles sabem que tem muita coisa para ser dita, ser passada a limpo- e Yale percebe que talvez seja a hora de voltar para casa.

Um Jogador Apaixonado é basicamente um “road-book” sobre as surpresas que a vida preserva, sobre segundas-chances. Tanto Caroline quanto Yale são sobreviventes à suas maneiras; ele sempre lutou contra tudo, ela sempre foi a favor das regras. Nenhum dos dois foi verdadeiramente feliz.

O livro mostra que nem sempre as escolhas são erradas ou certas para aquele determinado momento: são as únicas possíveis. Em determinado momento senti um pouco de raiva de Caroline, mas depois, pensando bem, o que ela poderia dizer? Fazer? Uma mulher, no interior dos EUA, em meados do século 19.

Ruth Langan tem um jeito muito especial de escrever, quase poético. A história em si não apresenta muitas novidades mas o que chama a atenção é o desenvolvimento dos personagens. Yale é interessante e complexo, cheio de pequenas nuances. Particularmente eu gostei mais do primeiro livro, mas acho que os personagens deste segundo são mais bem acabados.

Badlands é um série antiguinha da falecida Nova Cultural que merece ser descoberta ou redescoberta por todos aqueles que gostam de romances doces e bem escritos.

Um Jogador Apaixonado é um romance leve e ligeiro, daqueles que deixam a gente com um sorriso tolo no rosto.

Recomendo.


A série:

A trilogia Badlands foi publicada no Brasil pela falecida editora Nova Cultural. Bem que alguma editora podia reeditá-la #FicaAdica

Livro 1- Direito à Esperança
Livro 2- Jogador Apaixonado
Livro 3- Corações Indômitos

Título Original: Badlands Legend
Autor: Ruth Langan
Editora: Nova Cultural
Coleção: CHE 169
Série Badlands- Livro 2
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Velho Oeste, Cowboys, reencontro, Segunda-Chance, Viúva, Crianças
Período: Século 19. Dakota, EUA.

Capa original:


4/5

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domingo, junho 21, 2015

[RESENHA] Corações Laçados - Diana Palmer


“Como um perfeito caubói, o rancheiro Mallory Kirk sabe muito bem o que é trabalho árduo. Mas sua nova vaqueira vai conseguir suportar a pressão? Ele tem dúvidas sobre a capacidade física dela, ainda que a delicada jovem demonstre muita disposição. Conforme surgem problemas no presente, vêm à tona manchas do passado, e as esperanças de um futuro melhor se tornam distantes. Mas o desejo, cada vez mais forte, faz com que Mallory note um brilho diferente em Morie. Será que um caubói durão como ele estaria preparado para o amor?”


A minha (e a de muita gente, eu aposto) relação com Diana Palmer é de amor e ódio. Eu adoro seus livros, mas também, muitas vezes, tenho vontade de jogá-los contra a parede tamanha a frustação (e ódio!) que sinto. Mas o fato é que reclamo, reclamo mas acabo sempre querendo ler o próximo livro, reler algum antigo... sou fã dessa mulher! Vá entender.

Eu tenho “fases” Titia Palmeirão- e acho que acabei de entrar em mais um desses momentos. O eleito da vez foi Corações Laçados, primeiro livro da série Homens de Wyoming. O livro não faz parte da famosíssima Homens do Texas, mas como não poderia deixar de ser, personagens que andaram por Jacobsville e arredores marcam presença- nem que seja em comentários.

Corações Laçados tem basicamente o universo de sempre da autor: cowboy-ogro e mocinha inocente, mas aqui as algumas mudanças ocorrem nessa “receita”- e são mudanças muito bem-vindas.

Edith Danielle Morena “Morie” Brannt é uma jovem rica, filha de um poderoso fazendeiro que está cansada de atrair pretendentes que só estão de olho na conta bancária de seu pai; o que Morie mais gostaria é poder trabalhar como vaqueira, ajudar no trabalho duro da fazenda, porém seu pai acha a ideia péssima e a proíbe de fazer qualquer coisa do gênero. Ela era- e deveria viver- como uma verdadeira “princesa”.
É por isso que Morie acaba saindo de casa e indo trabalhar no rancho de Mallory Kirk; sem dizer sua verdadeira identidade, ela acha que esta é a melhor maneira de aprender o trabalho no campo- e não correr o risco de ser assediada. Afinal, quem se interessaria por uma vaqueira pobre e mulambenta? Bem, Mallory se interessa- e muito. Mas claro, ele tem uma (espécie) de namorada da pior espécie e, bem, para controlar o próprio desejo quase sempre é grosso com Morie.

E dá-lhe coices!

Pois é, estamos beeem no terreno Titia Palmeirão: nada como um homem demonstrar seu amor sendo extremamente irritante e grosseiro. Porém, dessa vez, Morie não é a songa-monga de sempre. ALELUIA! Essa mocinha não tem papas na língua, nem sangue de barata. Ela enfrenta Mallory sem se acovardar. Poucas vezes gostei tanto de uma mocinha DP: ela se manteve firme, mas nunca negando seu amor por ele. Porém, não era proque o amava que deixaria que ele a humilhasse. Não mesmo.

Honestamente eu cheguei até a ter um pouco de pena de Mallory. Sua cabeça-durice é tão grande que beira a burrice. O interessante é que ele é descrito como um homem feio; mais uma mudança sutil na caracterização de personagens que fez muito bem à trama.

Corações Laçados não é um livro inesquecível nem o melhor da autora, porém é uma leitura agradável e prazerosa.

Vale a Pena a Leitura.

A Série:

Livro 1- Corações Laçados (Wyoming Tough) -
Livro 2- Corações Em Fúria (Wyoming Fierce)
Livro 3-Corações Ousados (Wyoming Bold)
Livro 4- Wyoming Rugged (24 Novembro 2015) - ainda inédito no Brasil


Menções, Inter- Relações e Outros ’detalhezinhos’ :

Morie Brannt é filha de Shelby Kane e King Brannt, que são os protagonistas de "To Love and Cherish".


Heather e Cole Everett: Heather's Song [Série Big Spur, Texas 01]

Cane Kirk: Corações Em Fúria [Série Homens de Wyoming 02]

Cort Brannt: irmão de Morie: The Rancher

Dalton Kirk: Corações Ousados [Série Homens de Wyoming 03];

Dane Lassiter: Sempre Te Amei [Série Most Wanted 01]

Philippe Sabon: Lorde do Deserto [Série Hutton & Co 03]

Cord Romero: Agonia e Êxtase [Série Hutton & Co 05]

Gracie Pendleton: Sem Coração [Homens do Texas 33a]

Rick Marquez: True Blue [Homens do Texas 38]

Winslow Grange: Valente [Homens do Texas 39]

A banda Desperado também é mencionada.


Ordem de Leitura das Obras de Diana Palmer (Universo Homens do Texas)





Título Original: Wyoming Tough
Autor: Diana Palmer
Editora: Harlequin
Coleção: Rainhas do Romance 74
Série: Homens de Wyoming– livro 1
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Romance debanca, cowboys, falsa identidade, amor & ódio
Período: Atual. EUA.

3.5/5

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