sexta-feira, novembro 09, 2012

Dália Azul, de Nora Roberts [Trilogia das Flores 1]



Stella Rothchild tem compulsão por planejar tudo em sua vida, o que, segundo ela própria, a mantém longe de imprevistos. Quando se apaixona perdidamente, o leitor verá a luta dela para evitar ir contra tudo que sempre defendeu. O livro começa com a morte repentina do marido da protagonista e sua mudança, com os dois filhos, de Michigan para Memphis. Ela vai morar na misteriosa Harper House onde trabalhará como responsável pelo famoso e enorme viveiro de plantas. Na mansão centenária, mora a severa Roz Harper e também a assombração da Noiva Harper, que anda pelos corredores cantando canções de ninar. Depois de um período de luto, Stella reencontra a felicidade em sua nova casa e seu trabalho, e descobre em Roz uma ótima amiga. Quem também fará parte de sua vida é o designer Logan Kitridge, que ela odeia no primeiro momento, pois é a sua antítese: vive no caos, é impulsivo e não planeja o futuro. Com o tempo, a tensão torna-se admiração e amor. O único problema: a Noiva Harper não suporta a felicidade alheia. Dália Azul traz um mistério bem-elaborado, aliado a personagens que agradarão demais os leitores. Ao longo da trama, apenas pequenos detalhes da Noiva Harper são divulgados, deixando a história ainda mais instigante.


Quando eu digo que não sou fã de Nora Roberts, isso não quer dizer que eu não goste da autora. Eu apenas não sou aquela leitora costumas que tem por hábito comprar e ler todos os livros que ela lança. Eu compro aqueles cujas tramas/ sinopses me pareceram interessantes. Alguns eu gostei. Outros, nem tanto.

Por muitas vezes, devo confessar, acho a escrita dela um pouco enfadonha (*desviando das pedradas*) mas também, já li alguns livros da autora que me deixaram acordada a noite inteira, lendo. Eu descobri que o meu principal problema com Nora são os livros puramente Românticos, sem nenhum tipo de trama paralela de suspense ou o que seja. Acho-os chatos.

Dalia Azul, primeiro livro da Trilogia das Flores, quase entrou para essa categoria. A dos chatos.

Eu disse quase.

O livro tem um bom começo, com um prólogo instigante e um primeiro capítulo triste e comovente. Sim, eu estava gostando bastante das primeiras páginas do livro até que me pareceu que a autora caiu numa espécie de mesmice. Nada realmente acontecia e apesar d’eu gostar das personagens estava achando tudo meio blé. Até mesmo o suposto “atrito romântico” entre Stella e Logan parecia não me animar. Aliás, não estava animando nem à eles, na boa.

Mas ei que , de repente, não mais que repente, tudo começou a mudar para melhor. Não sei a autora começou a perceber que estava muito parado (chato mesmo!) e principiou a adicionar fatos à tramas, como “apimentar” os já existentes. A relação de Stella e Logan ficou bem mais interessante e a questão da Noiva Harper tornou-se mais pertinente à estória, construindo uma interessante trama paralela.

Com seus erros e acertos, uma das coisas que mais me agradaram em Dalia Azul foi que os personagens são pessoas maduras, vividas. Gostei muito de Roz Harper, a chefe de Stella eprotagonista do segundo livr a série, Rosa Negra. Será bem interessante ler um romance protagonizado por “maiores de 40” .

O livro fala principalmente de segundas-chances e da oportunidade de encontrar a felicidade. Novamente.

Stella sofreu sim com a morte repentina do marido, porém, agora, anos depois, ela percebe que está viva. Que existe a possibilidade de recomeços. Eu gostei muito por ser dito que Stella amava o marido e que ele era um bom marido e ótimo pai. Acho que seria muito fácil fazer dele um calhorda, como acontece em muitos romances. Ele era apenas um bom homem que morreu cedo demais.
Stella não é uma mulher fácil. Ela é controladora a sua maneira e tem suas “manias” mas desde o início podemos ver nela a disposição por mudança. A sua atração por Logan é imediata, sexual. Porém, ela deixa claro que os filhos sempre ficariam em primeiro lugar.

Logan é o típico adorável irritadiço. Se Stella é organizada e controladora, poderia dizer que ele é “puro relaxamento”. É uma relação de contrastes. E esse jeitão meio relaxado de Logan pode dar uma impressão errônea sobre o seu caráter.

Ah, não posso deixar de dizer que ele é tudi bão. ^.^

Como eu comentei anteriormente, o livro melhora consideravelmente quando a questão da Noiva Harper, um misterioso fantasma, que assombra a casa torna-se mais evidente. Algumas pessoas podem torcer o nariz para o fato de aparecer um fantasma num livro de romance, mas garanto que até mesmo quem não gosta de estórias paranormais não irá se importar. A ideia do fantasma não é forçada nem adicionada de maneira caricata. Ela dá uma pimenta, um suspense, um toque especial à trama.

Como um todo, eu gostei bastante do livro. Se o começo me foi difícil, os últimos capítulos passaram rápido demais (no bom sentido). Senti, ao final da leitura, aquela melancolia agridoce do querer mais.


Recomendo.

E o P.S: A questão que não quer calar, o filho de Roz chama-se Harper Harper?! O.o

Título Original: Blue Dahlia
Autor: Nora Roberts
Editora: Bertrand
Gênero: Romance Contemporâneo
Série: Trilogia das Flores- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Romance, Fantasmas, Viúva, Segunda Chance, Amor e Ódio
Período: Atual. EUA.


A Edição

A capa é realmente linda, porém dois pontos na edição me incomodaram bastante. Um diz respeito à cor das páginas e a font empregada. O branco total agride e cansa os olhos. Além disso, em relação à font, algumas letras , como os a’s e os e’s pareciam “borrados”, como se tivessem sido “batidos” em uma antiga máquina de escrever.

O outro ponto que me incomodou foi em relação à tradução. Por muitas vezes, os personagens se tratavam de maneira muito formal, inclusive utilizando-se de pronomes oblíquos. Tal tratamento me pareceu não condizente com o livro e a trama. Por exemplo, acho irreal um personagem jovem e contemporâneo dizer, “Vemo-nos às sete.” .


Outras Capas:

Site da Autora: http://www.noraroberts.com/
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Cotação:

4/5

Reações: