segunda-feira, setembro 23, 2013

A Dama da Ilha, de Patricia Cabot


O Marquês de Stillworth, Reilly Stanton, quer reconstruir o seu orgulho ferido comprovando para todos e para si mesmo que é um verdadeiro herói e não um bêdado inútil como afirmou sua ex-noiva.
Ignorando todos os conselhos sensatos que recebeu, o londrino Stanton assume um posto médico na remota Ilha de Skye convencido de que pode conviver com as condições de vida, digamos... primitivas. É aí que conhece a senhora Brenna Donnegal, e por mais que tentasse, Stanton não consegue ignorar aquela bela mulher.
Ela ocupou o antigo papel do pai como médica local da Ilha, e está mais do que irritada por encontrar Dr. Stanton assumindo seu trabalho e a casa de campo de seu pai. Por bem ou por mal, ela dará o castigo merecido ao usurpador. Mas o que começa como uma faísca de um cabo de guerra entre dois corações orgulhosos logo inflama no fogo ardente da paixão.




Muitas vezes um livro não precisa ser perfeito, literalmente falando, para nos conquistar. Este foi, comigo, o caso de A Dama da Ilha. Racionalmente falando, este é sim um livro fraco, até mesmo se compararmos com outros livros da autora, como Rosa do Inverno, mas eu simplesmente me “diverti a valer” durante a leitura.

Eu me diverti, pura e simplesmente. Apesar de qualquer defeito que o livro possa ter.

O que me fez gostar do livro, principalmente, foi o grande senso de humor da autora e a “química” dos personagens principais. Eu comecei a ler e logo percebi que Reilly e Brenna eram feitos um para o outro. É aquele tipo de interação, de “entendimento”, a química mesmo, que faz toda a diferença em uma história de amor.

Ele algumas críticas, resenhas, dizendo que o livro é fraco. Não discordo, mas de alguma forma isso não pesou no fato de eu ter adorado a leitura. Foi daqueles livros de “ler de uma sentada só”, sabe? O engraçado é que na mesma época, eu li outro romance histórico que, objetivamente, era sim muito melhor escrito mas que não me cativou (Regras da Sedução). Isso acontece.

Parece até que eu estou desmerecendo o livro. Não quero passar essa impressão. Apesar da situação clichê do forasteiro que se vê numa cidadezinha minúscula e começa a ter uma relação de “amor e ódio” com a mulher que ele a roubou ao função, o livro apresenta alguns aspectos que diferenciam um pouco dos outros romances de época. Ou pelo menos, nos oferece um cenário diferente.

Reilly é um marquês sim, um nobre, como tantos heróis românticos, mas antes de tudo ele é um médico que ama e se dedica com afinco à própria profissão. Tudo bem que os motivos que os levaram à pequena ilha forma tolos, mas ele não deixou de ser menos profissional por causa disso. Brenna é como muitas mocinhas, inteligente, sagaz e muito cabeça dura,mas, como Reilly, ela ama a medicina. Mesmo que isso não seja “apropriado”para uma dama.

O livro ainda apresenta outros personagens fascinantes, como Lorde Glandenning (adorei ele, eu confesso!), o típico brutamontes escocês.

A Dama da Ilha me lembrou aqueles antigos romances de banca da falecida Nova Cultural. Leve e despretensioso. Sem grandes ambições. Senti falta de um maior aprofundamento dos personagens e algumas soluções foram fáceis demias, é verdade. Além disso, me incomoda como,  muitas vezes em Romances Históricos, a mocinha se "entrega" tão facilmente mocinho (se fosse num contemporâneo não acharia nada de mais, mas em histórico?), porém, mas nada me impediu de me deparar rindo sozinha várias vezes durante a leitura.

A Dama da Ilha foi um livro que deixou mais leve, com um sorriso de contentamento no rosto. Só por isso já valeu a pena.

Recomendo.

Título Original: Lady of Skye
Autor: Patricia Cabot
Editora: Essência
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Médicos, Humor, Amor e Ódio
Período: Regência. Litoral da Escócia.

Outra Capa:




4/5

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