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quinta-feira, maio 18, 2017

[Resenha] Os Tambores do Outono: Parte 2- Diana Gabaldon


“Depois de voltar no tempo à Escócia do século XVIII e reencontrar Jamie Fraser, o amor de sua vida, Claire Randall seguiu com ele para o Novo Mundo. Agora eles moram na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e Jamie, com o auxílio da misteriosa e autoritária Jocasta Cameron, conseguiu tornar-se uma pessoa influente. As coisas finalmente parecem estar entrando nos eixos.

Duzentos anos à frente, a filha dos dois, Brianna, encontra um recorte de jornal antigo e descobre que Claire e Jamie morrerão em um incêndio. Isso, somado à sua curiosidade em relação ao pai biológico e à saudade que sente da mãe, faz com que deixe o namorado para trás e se lance através do círculo de pedras em uma aterrorizante jornada rumo ao desconhecido. Para salvar a vida daqueles que ama, ela tentará mudar o passado, mesmo que isso signifique colocar em risco o próprio futuro.

Assim que fica sabendo o que a namorada fez, Roger Wakefield abandona seu emprego de professor e decide segui-la. Mais uma vez, a força do amor ultrapassa obstáculos, vencendo tempo e espaço, e dá início a uma nova e fantástica fase nesta saga antológica.

Na segunda parte de Os tambores do outono, Diana Gabaldon conta as aventuras de uma jovem destemida no atribulado século XVIII. Unindo sentimentos atemporais como culpa, raiva e amor a uma cuidadosa pesquisa histórica, a autora constrói uma trama inesquecível, com reencontros de tirar o fôlego e um desfecho emocionante.”



Agora posso dizer, com certeza, que Outlander finalmente me conquistou. Demorou um pouco. Pensei em desistir, principalmente após o segundo livro, mas com Os Tambores do Tempo tudo mudou.
Eu já tinha gostado bastante da primeira parte do livro- e este “gostar”se solidificou ainda mais com esta segunda parte.

Diana Gabaldon ainda gosta de uma boa descrição, do uso das palavras, mas percebi que ela deu uma maneirada. Porém, mas do que isso, achei que a história em si começou a se tornar mais interessante. Claro que existe a questão do gosto pessoal, mas ao transferir a ação para América do Norte pré-revolução tornou tudo muito mais interessante.

Não posso negar, também, que o fato de grande parte da narrativa ser feita em terceira pessoa (e não só sob a ótica de Claire) melhorou EM MUITO a narrativa. Finalmente eu me senti “dentro” da ação e torcendo pelos personagens e me interessando por suas vidas.

Os Tambores do Tempo: Parte 2 é, a grosso modo, sobre a ida de Brianna e Roger ao passado e como nem tudo pode sair como previsto. Brianna continua chatinha (teve a quem puxar, né?) mas eu adoro Roger; É daqueles personagens que não parecem ter muita importância mais que, pouco a pouco, vão conquistando o leitor.

A história é muito bem amarrada e conduzida e, embora eu tenha discordado de algumas soluções (ou diria, reviravoltas) dramáticas, elas fizeram sentido- e se amarraram bem.

Analisando as partes 1 e 2 como um todo, vejo em Os Tambores do Tempo uma maior maturidade na autora, onde a verborragia deu lugar a uma trama mais consistente. E envolvente.

Vale muito a pena embarcar nessa aventura.


Recomendo.


Título Original: Drums of Autumn- Parte 2
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Série Outlander- Livro 4:Parte 2
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Viagem no Tempo, Aventura, Médicos, Gravidez
Período: Séc. 18. Escócia e EUA.
Capa da outra edição:


4.5/5


A Série

Livro 1- A Viajante no Tempo- Resenha
Livro 2- A Libélula no Âmbar- [Resenha]
Livro 3-  Resgate no Mar- Parte 1-[Resenha]
Livro 3- Resgate no Mar-Parte 2-[Resenha]
Livro 4- Os Tambores do Outono- Parte 1
Livro 4- Os Tambores do Outono- Parte 2
Livro 5- A Cruz de Fogo- Parte 1
Livro 5- A Cruz de Fogo- Parte 2
Saiba Mais AQUI




terça-feira, abril 25, 2017

[Resenha] Quando a Bela Domou a Fera - Eloisa James



“Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.

Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.

No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?”



Ah, a magia dos contos de fadas!

Como o próprio título já deixa bem claro, Quando a Bela Domou a Fera é uma releitura, muito bem humorada, do famo(zérrimo) conto de fadas, “A bela e a fera”. Passado no século 19, numa remota localidade no País de Gales, o livro mostra a história de amor, não muito ortodoxa, de Linnet e Piers.

A Bela e a Fera. Obviamente.

Linnet é uma jovem belíssima que, devido a uma “indiscrição” amorosa, teve sua vida social totalmente destruída. Ou seja, estava arruinada. O único jeito de reparar o erros seria casar-se. Mas casar-se com quem, já que sua reputação estava irremediavelmente arranhada?
É aí que entra a Fera. Ou melhor dizendo, Piers, o conde de Marchant. Um nobre médico que vive em um castelo isolado e que só tem tempo e disposição para seus doentes; bem, nem isso, o que importa mesmo, para ele, são as doenças.

Usando uma bengala e sentido dores excruciantes, Piers não é a mais simpática das criaturas. E a ideia de se casar realmente não está nos seus planos. Afinal,ele já havia dito a seu pai que não aceitaria uma noiva menos do que “perfeita”.

O problema é que Linnet realmente beirava a perfeição. E, apesar do rostinho bonito, não era de levar desaforo para casa.

Quando a Bela Domou a Fera é uma disputa de vontades, um amor à segunda vista, onde duas pessoas com gênios fortíssimos, precisam aprender um pouco mais sobre si mesmas.
O livro é uma delícia; super divertido e romântico, onde os embates verbais de Piers e Linnet são o ponto alto da narrativa. Os dois personagens são ótimos, dinâmicos e muito bem desenvolvidos. Eu adorei que a autora,apesar de tomar como base uma história conhecidíssima (e, porque não, clichê), fez uma trama cheia de pequenas surpresas, onde o mocinho não é somente um nobre, mas também médico e, melhor de tudo,não optou por um vilão fácil e caricato.

De leitura leve e rápida, Quando a Bela Domou a Fera é aquele tipo de livro que, com certeza, vai agradar em cheio quem gosta de romances divertidos, com uma pitada de sensualidade.

** O personagem principal foi inspirado no House, da série de TV.
** Este livro é o segundo de uma série de romances de época inspirados em contos de fadas. Cada livro tem uma história independente, sem nenhuma ligação com os demais.

Claro que recomendo!


Título Original: When beauty tamed the beast
Autor: Eloisa James
Editora: Arqueiro
Série Contos de Fadas-Livro 2
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Contos de fadas, imperfeições, Médicos
Período: Séc. 19. Inglaterra.

4/5

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quarta-feira, outubro 05, 2016

[Resenha] A Farsa - Christopher Reich @editoraarqueiro


“Durante uma escalada nos Alpes suíços, o cirurgião Jonathan Ransom e sua bela esposa, Emma, são surpreendidos por uma avalanche. Na tentativa de buscar abrigo contra uma tempestade iminente, ela fratura a perna, cai em uma greta e morre.
Vinte e quatro horas depois, Jonathan recebe um misterioso envelope endereçado à mulher contendo dois recibos de bagagem de uma longínqua estação de trem. Ao resgatar as malas, ele é surpreendido por dois homens que tentam tirá-las de suas mãos. Durante a briga, o médico acaba matando um deles e deixando o outro gravemente ferido - e só então descobre que eram policiais.
No meio desse turbilhão de acontecimentos, ele jamais poderia imaginar que a situação ficaria ainda pior. Ao abrir as malas, Jonathan descobre estranhos objetos que revelam a verdadeira identidade de Emma: uma agente secreta envolvida em atos terroristas e espionagem internacional.
Procurando desesperadamente compreender os fatos e salvar a própria vida, ele se torna alvo de uma perseguição implacável, tomando parte em uma conspiração que coloca em risco a humanidade.
Sua chance de sobreviver é descobrir a realidade por trás da enigmática Emma, que, sob a fachada de enfermeira da ONG Médicos Sem Fronteiras, tinha ligações com terrorismo, manipulação de urânio e tentativas de destruição de Israel.
Aclamado pelos críticos como um novo mestre do suspense, Christopher Reich mescla personagens e fatos surpreendentes nesta trama de espionagem cheia de reviravoltas, aventuras e intrigas.”


EU VOLTEEEI!!!!

Após um longo e tenebroso inverno, estou de volta! Setembro foi um mês de muito trabalho, sem finais de semana e feriados, mas agora as coisas estão voltando ao normal.

Vamos então falar de livros? Não li muito; simplesmente não tive tempo e o único livro que consegui finalizar (que vergonha!) foi... bem, vamos dizer assim, O livro Errado Na Hora Errada. Sim, A Farsa, primeiro livro de uma série de thrillers, foi aquele tipo de livro “legal” mas que demandava mais atenção do que aquela que eu estava propícia a dar.

Jonathan Ransom é um médico da Médicos Sem Fronteiras que após perder a esposa em um trágico acidente durante a escalada descobre que nada era o que parecia; principalmente sua esposa. Jonathan parte então em busca de respostas, ao mesmo tempo em que uma trama de morte e espionagem acontece e ele se vê completamente envolvido- e perseguido.

Para quem gosta de livros de ação e suspense, A Farsa é um prato cheio. Desde as primeiras frases, o autor nos envolve em uma trama de ritmo frenético, com muitos acontecimentos e desdobramentos. Este é o grande trunfo do livro, mas, para mim, também o grande problema.

 A farsa é daqueles livros em que não podemos desviar a atenção um só segundo, qualquer semi-informação é importante para trama e, honestamente, eu não estava no clima para um livro assim. O fato é, eu não consegui aproveitar a leitura. Eu sabia que o livro era interessante e queria muito saber como tudo iria se resolver, mas a leitura simplesmente não conseguiu me prender. O interessante é que eu realmente gostei do protagonista, um homem “quase” comum, sem a pretensão de ser um super-herói ou algo do tipo. Ao mesmo tempo em que Jonathan é muita emoção, ele sabe ser frio quando é necessário. Além disso, gostei também do fato da narrativa ser feita sob vários pontos-de-vista; o autor nos dá pistas e respostas durante toda a leitura, mas sem entregar totalmente as surpresas.


É por isso que eu não pude dar uma nota para o livro: não seria justo. Eu teria aproveitado muito mais a leitura se tivesse lido em outro momento.

A Farsa é uma leitura interessante, que demanda atenção- e que deve agradar muito aos fãs do gênero.


Título Original: Rules of Deception
Autor: Christopher Reich
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller
Série: Jonathan Ransom – Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Falsa Identidade, Médicos, Suspense
Período: Atual. Suiça.
Outra Capa:


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segunda-feira, julho 25, 2016

[Resenha] Obsessão - Sandra Brown



“O telefone toca na casa do cirurgião Lee Howell em plena madrugada, após uma festa. Sua presença é requisitada após um grave acidente na estrada, com dezenas de feridos. O que acontece com ele logo em seguida, no estacionamento do Hospital Geral de Fort Worth, no Texas, dá início a uma trama repleta de suspense, violência e algumas generosas doses de erotismo. Rennie Newton, a cirurgiã que substitui o Dr. Howell num cargo de chefia no hospital, é vista como suspeita, embora nada se prove contra ela. Excelente profissional, atenciosa e responsável, a médica, no entanto, tem um passado que revela uma adolescência complicada. A autora mantém o passado da Dra. Newton como uma mancha em seu caráter por todo o livro, mas no final começa a revelar o que se esconde neste mistério tão bem guardado.”


Bom, mas poderia ser melhor. Bem melhor.

Sandra Brown é uma das poucas autoras que eu compro/leio um livros sem antes ler a sinopse mentira, eu sempre leio a sinopse antes, mas no caso dela, mesmo se sinopse não chamar muito a minha atenção, eu quero ler mesmo assim.) Por isso, mesmo com a medonha capa brasileira eu queria ler Obsessão. O livro tem aquela boa mistura de romance e suspense, mas deixou um leve sabor de decepção.

Como o próprio título já diz, Obsessão fala da fixação de Lozada, um assassino de aluguel, por Rennie Newton, uma jovem e bela médica. Rennie havia sido jurada em um julgado no qual Lozada era réu- e saiu livre. De uma forma um pouco (bastante) perturbada, ele passou a acreditar que os dois estavam destinados um ao outro. E ele faria tudo por ela. Até mesmo matar um rival do trabalho.

Wick Threadgill é um policial afastado da corporação que fez da missão de sua vida capturar o homem que matou seu irmão. Lozada. E a bela doutora é o melhor meio para esse fim.

Sabe aquele livro que tem bons elementos mas não consegue te prender? Foi o meu caso com Obsessão. Além da história em si não ter me prendido, achei o vilão muito ruim, beirando o ridículo, o que acabou por prejudicar o clima de tensão do livro. Lozada é descrito alguém desequilibrado, mal como o pica-pau, mas, pra mim, ele mais pareceu um vilãozinho barato de filme B. Não me causou tensão nem ódio- e a coleção de escorpiões vivos dele foi um toque no mínimo risível. Sorry, Sra. Brown, mas dessa vez não deu.

Eu até consegui suportar a mocinha, um tanto quanto chatinha pois o Wick é sim um herói romântico que se presa. Ogro com açúcar, sabem como é? O que eu gosto nos livros da Sandra Brown é que, apesar de qualquer defeito, ele nunca deixa o suspense de lado. E aqui não foi diferente. O romance de Wick e Rennie vai crescendo pouco a pouco, primeiro cercado de desconfianças e, depois, de tensão. Porém, em nenhum momento, a trama policial é deixa de lado. É ela a razão de ser do livro. E é por isso que eu gosto tanto da autora. Mesmo em livros não tão bons ela ainda consegue me cativar e ficar morrendo de curiosidade para saber como tudo vai acabar.

Apesar dos defeitos óbvios, a trama é bem construída. A autora soube usar bem o fato de já sabermos quem é o vilão e ir construindo o suspense- e a tensão a partir daí.

Se você nunca leu a autora, talvez esse não seja o melhor livro para se começar, porém, Sandra Brown é sempre recomendável. Romance e suspense na medida certa.



Título Original: The Crush
Autor: Sandra Brown
Editora: Rocco
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Thriller, Suspense, Homens da Lei, Médicos
Período: Atual. Texas, EUA.
Capa Original:



3.5/5

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terça-feira, maio 24, 2016

[Resenha] De Menina a Mulher - Carolyn Davidson

Montana, 1897.

Quando o doutor McPherson pediu-a em casamento, mesmo sabendo que ela esperava um filho de outro homem, Cassandra Mitchum ficou atônita. Afinal, como poderia ser o tipo de mulher de que ele precisava - e merecia?

Phillippe McPherson sabia que Cassandra era a resposta a suas preces. Sua vida precisava de um toque feminino; e ela precisava de um homem que a protegesse. Parecia ser uma troca perfeita. Mas quando o pai verdadeiro do filho de Cassandra retornou, Phillippe percebeu que "casamento" é uma coisa séria, mesmo que tenha sido realizado por conveniência.




Livrinho fofo e delicado.

Nos tempos da falecida editora Nova Cultural, uma das minhas autoras favoritas era Carolyn Davidson. Suas histórias normalmente se passavam no Velho Oeste americano ( ou adjacências) e traziam como protagonistas um herói valoroso e uma mocinha ingênua e de bom coração. Eram histórias água-com-açucar, sim, mas incrivelmente deliciosas de serem lidas. De Menina a mulher não fica a trás. Uma pena que, aparentemente, a autora deixou de publicar/escrever.

Mas vamos ao livro! Cassandra Mitchum é uma jovem de 18 anos inocente ao extremo. Tão inocente que pensa que está com um tumor quando na verdade está é grávida de 3 meses (afinal ela só poderia estar com um doença fatal pra barriga começar a crescer, né?!) Ela é órfã de mãe e tem um pai que não é dos melhores. Ah, o pai da criança? Melhor nem contar com ele. É aí que aparece o Dr. Phillipe McPherson, o médico da cidade. Com pena da moça (afinal, o que seria dela, solteira, grávida e provavelmente expulsa de casa) ele resolve contratá-la como uma espécie de governanta. Tudo perfeito não? Ah, o doutor tinha uma ideia melhor: casar-se com ela! Afinal ele precisa de alguém para cuidar da casa (os mais cínicos diriam que estava procurando uma empregada sem remuneração) e Cassandra precisava de um pai para seu filho.

E assim fez-se mais um casamento por conveniência de romance de época! Tá bom, sei que alguns de vocês já devem estar torcendo o nariz. Afinal, nem a mais absurda das novelas mexicanas (ou da Glória Perez) teria um início assim, mas, sabe, não é que tudo- na forma que é apresentado- faz sentido.

Assim, quando menos esperamos já estamos torcendo por Phillipe e Cassandra. O bonito é que a autora fez questão de mostrar não só o amor nascendo entre eles como também o respeito e a amizade. Phillipe é daqueles mocinhos que a gente quer levar pra casa; fofo e romântico, mas que na hora do aperto sabe ser firme e decidido.

De Menina a mulher é daquelas histórias que fazem a gente esquecer por alguns momentos os nossos problemas. Em tempos tão conturbados, não há nada melhor. O livro faz a gente rir, se emocionar e torcer pelos personagens. Sempre com um sorriso no rosto. É uma história sobre ingenuidade, amor e confiança. Não existe aqui uma grande paixão avassaladora mas um amor que vai crescendo aos poucos.

Eu apenas não dei 5 estrelinhas por causa do final. Sem revelar nada, direi apenas que foi desnecessário. Nada a ver.

De qualquer forma, De Menina a Mulher é uma leitura leve e romântica, ótima pra deixar o coração mais leve.

Recomendo.


Faz parte de uma série Multi-Autoras: https://www.goodreads.com/series/67938-montana-mavericks-historicals



Título Original: A Convenient Wife
Autor: Carolyn Davidson
Editora: Nova Cultural
Gênero: Romance Histórico
Coleção: CHE 143
Série:Montana Mavericks
Sub-Gênero/Assunto: Gravidez, Médicos, Casamento por Conveniência
Período: Velho Oeste. Montana, 1897.
Capa Original:



4/5
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terça-feira, outubro 27, 2015

[Resenha] Em um instante...tudo pode mudar- L.M. Gomes

“Monique não tinha do que reclamar... sua vida era totalmente o que ela sonhou. Aos 23 anos, prestes a concluir sua tão sonhada faculdade, seu namorado era um príncipe, amigas e amigos incríveis. Ela era dona do seu destino. Até que viu sua vida nas mãos de um estranho. 

Rafael era um cara normal, com sua vida planejada e previsível. Prestes a ficar noivo, aos 28 anos ele já tinha seu destino todo traçado. Mas quem era ele para subestimar o quanto o mundo pode girar?

Ele passava naquele momento, naquele lugar, mas sabia que não podia virar as costas para aquela estranha, uma mulher que virou seu mundo de cabeça para baixo no instante que entrou nele. ”



Uma grata surpresa.

Quando eu peguei este livro lá no estande da Qualis na Bienal (parceiros podiam retirar um livro para resenhar, à sua escolha) eu não esperava muito bem o que encontrar. Obviamente algo me atraiu- no caso, foi a sinopse- mas fora isso embarquei nesta literatura sem expectativas.

Em Um Instante... conta a historia de amor de Monique, uma estudante universitária, e Rafael, um jovem médico pediatra. O primeiro encontro dos dois é inusitado: acontece durante um assalto e, apesar dos dois já serem comprometidos, a atração é quase que instantânea.

A história em si não apresenta muitas novidades, mas a autora nos fornece uma trama singela e gostosa de se ler. O livro sofre daquele mal da “paixão instantânea” mas em seu favor estão uma história bem amarrada e personagens interessantes. Rafael e Monique tem, juntos, um charme bem especial. Eu gostei que, apesar da paixão, ela não deixa de dar atenção à melhor amiga. Não é aquele tipo de personagem inesquecível, mas é uma boa mocinha. Porém, o que mais se destaca é mesmo o Rafael. Este é pra casar, meninas! Do tipo doce e tudo de bão.

Foi interessante ver não só a relação dele com Monique mas também a sua amizade com o irmão mais novo. Estas interações dos protagonistas com outros personagens tira um pouco o foco do romance e dinamizam a história. Existem alguns fatos bem clichês, principalmente no que se refere ao “vilão”, mas, honestamente, não é algo que atrapalhe.

Os personagens não possuem uma alta complexidade dramática, mas eles foram bem delineados e desenvolvidos. Mais do que apenas um humanismo romântico, eles não são unilaterais. Isso parece ser um pequeno detalhe mais faz bastante diferença.

Não vou mentir, se o livro for analisando profundamente, ele contém sim alguns probleminhas pontuais. Porém, aqui, o importante acaba sendo a satisfação que ele proporciona após a leitura. A gente se sente feliz.


Com uma escrita simples, mas correta, Em Um Instante... apresenta uma história de amor sem muitos floreios ou dramas profundos, porém gostosa de se ler. É aquele tipo de livro que te deixa mais leve, com um sorriso bobo no rosto. Ideal para se ler durante uma tarde chuvosa.

Recomendo!

Série:
Livro 1: Em Um Instante...tudo pode mudar
Livro 2; Doce Imperfeição

Título Original: Em Um Instante...tudo pode mudar.
Autor: L.M. Gomes
Editora: Qualis
Série Irmãos castro – Livro 1
Gênero: New Adult
Sub-Gênero/Assunto: Romance nacional, Romance Contemporâneo, Médicos, Gravidez
Período: Atual. Brasil.

4/5

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domingo, agosto 02, 2015

A reprise de ER: Plantão Médico #PapoParalelo




O post de hoje será um pouco diferente. Não falarei sobre um livro, ou sobre um autor, mas sim sobre uma série de televisão. ER. Plantão Médico, que está sendo reprisada pelo canal Warner.

Ah, que bela surpresa. Que nostalgia me deu quando vi que Doug, Mark, Carter, Carol e tantos outros estavam de volta à minha telinha.

O Elenco Original


Para muita gente, especialmente os mais novos, ER pode ser mais uma série médica que passou pela tv. Ledo engano. ER foi “a” série médica- e muito do que vemos hoje na telinha deve-se à este drama médico de mais de 20 anos.

Sério, sté hoje me impressiono com o realismo de algumas cenas, e a caracterização dos personagens. Talvez hoje em dia seja comum encontrar, mocinhos e mocinhas “falíveis” mas epnse que estávamos em 1994 e os heróis deveriam ser perfeitos, sem falhas. Os finais felizes eram imprescindíveis. Com ER não era assim, e por isso era fantástico. E triste. E angustiante.

Morte, dependência química, abuso, AIDS, homosexualismo, adultério, racismo e dezenas de outros temas imporstantes e pertinentes foram tratados e discutidos na série. Hoje em dia, isso pode até parecer banal, mas pense em quão inovador era em meados dos anos 90. Assim como CSI revolucionou as séries policiais, penso que ER e Law & Order também fizeram história nesse quesito.



Muitos personagens e tramas e subtramas aconteceram em 15 temporadas (não era para menos!) mas acho que foi este primeiro grupo de médicos que “deu o tom”. Como não querer ser amigo de Mark, ou suspirar por Doug Ross, o pediatra bonitão e mulherengo (George Clooney novinho!), sentir raiva de Benton, o residente da cirurgia talentoso mas tremendamente arrogante, ou rir e querer abraçar Carter, o estudante de medicina atrapalhado mas adorável?

Carter, aliás, é o meu personagem preferido. Sem dúvidas. Está certo que adorei muitos outros como o Mark e o Luka e até mesmo a Abby (estes aparecerão em temporadas mais à frente), mas Carter sempre terá um lugarzinho em meu coração. Foi incrível assistir como o personagem cresceu, evoluiu, não só como médico, mas principalmente como ser humano. Olhando pra trás, penso que, na realidade, ER era sobre Carter. A história dele.


Carter, o meu queridinho.

Em compensação, se eu adorava o Carter, alguns personagens, eu odiava com todo o meu ser! Sendo Robert Romano e Kerry Weaver os primeiros da lista.

ER falava dos dramas médicos, dos médicos e também das enfermeiras, como Carol e sua paixão mal resolvida por Doug. Por falar em paixões, foi ER que me ensinou a não shippar em seriados. ER e Barrados no Baile, destruindo as esperanças e sonhos da adolescente Thaís , rs !

Foram episódios incríveis; muitos deles inesquecíveis.

Como (quase) toda série grande, ER também teve seus altos e baixos e, talvez, devesse ter terminado mais cedo; ou, não devesse ter ficado tão “melodramática”. A saída de Clooney foi um baque, mas acho que foi quando Mark Greene se despediu é que a série realmente se perdeu. Uma pena.

De qualquer forma, uma série que havia sido produzida por Steven Spielberg e escrita por Michael Crichton nunca poderia ser chamada de algo “qualquer”.
ER fez muito sucesso. Muito mesmo. As pessoas ansiavam pelo próximo episódio. Plantão Médico, domingo à noite depois do Fantástico. Era o assunto da segunda. E isso numa época em que TV Paga estava só começando. Internet, nem pensar.

Bem-Vinda de volta. ER.

Curiosidades:

* Foi o mais longo drama médico da TV americana;

* ER foi, primeiramente, planejado para ser um filme, mas Michael Crichton, o criador achou que daria uma série;

* O elenco original de atores : Anthony Edwards (Dr. Mark Greene), George Clooney (Dr. Doug Ross), Sherry Stringfield (Dra. Susan Lewis), Noah Wyle (o estudante de medicina John Carter) e Eriq La Salle (Dr. Peter Benton). Julianna Margulies fez uma participação especial no primeiro episódio como a Enfermeira Carol Hathaway e depois virou parte do elenco regular.

*ER foi a série mais indicada ao EMMY (mais de 120 vezes!), sendo que ganhou 22 estatuetas ao longo dos anos;

*Ganhou também o People's Choice Award por "Série de Televisão Dramática Favorita" todo ano, de 1995 até 2002.

Fonte: wikipedia

*** A Warner está no início da segunda temporada; para quem não pegou do começo a primeira temporada pode ser baixada na web. :)

*** Eu tenho muitos episódios favoritos, especialmente nas primeiras temporadas, como Love`s Labor Lost (fantástico!), Welcome Back, Carter (Tenso e muito divertido!) e o clássico episódio em que Doug salva um menino na chuva. Porém, meu favorito sem sombra de dúvidas é "All in the Family" (S06Ep14). Posso assistir quantas vezes quiser e sempre me emociono. Perfeito.

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quinta-feira, março 05, 2015

[Resenha] Amante Libertada- J.R. Ward


"Payne, irmã gêmea do guerreiro Vishous, é finalmente libertada de sua mãe (a Virgem Escriba) e se revelará uma lutadora por natureza, descobrindo sua verdadeira essência. Ao sofrer uma lesão que a paralisa, o cirurgião Manny Manello é chamado para curá-la. Embora nunca tenha acreditado em vampiros, ele será logo sugado para o secreto e perigoso mundo da Irmandade dos vampiros-assassinos e seduzido por esta misteriosa mulher que precisa salvar. À medida que Payne e Manny descobrem que têm mais do que uma ligação erótica, eles precisam enfrentar o choque entre os mundos e uma dívida de séculos atrás que será cobrada de Payne e colocará tanto seu amor como sua vida em perigo. Uma paixão arrebatadora que promete ser quente... Essa ligação erótica entre os dois universos poderá se concretizar? "



NÃO CONTÉM SPOILERS DESTE LIVRO ESPECIFICAMENTE, MAS É BOM TER LIDO AO MENOS ATÉ AMANTE LIBERTO (LIVRO DO VISHOUS), POIS TEM MENÇÕES À FATOS DESTE LIVRO.

Adorei!

O livro anterior, Amante Meu não foi uma leitura fantástica, mas devo dizer que gostei muito mais do que eu pensei que fosse gostar, porém, este Amante Libertada verdadeiramente caiu nas minhas graças.

Depois de um longo tempo, J.R. Ward finalmente fez um livro “focado” na história principal, sem um dilúvio de subtramas e personagens sem interesse e razão de ser.
Como todos os outros livros, Amante Libertada é uma história sexy e sobre vampiros, mas mais do que isso, é uma bela história de amor- e, talvez, com exceção do livro do Rhage, é a mais romântica da série até este momento.
Amante Libertada fala de um amor proibido entre a irmã de Vishous, Payne, e o médico humano chamado para tratá-la, Manny. Não é nem uma questão dos dois viverem em mundos diferentes; eles tem biologias diferentes. É um amor fadado ao fracasso.

Ao mesmo tempo que este amor acontece, Payne precisa também encontrar forças para viver. A vontade de desistir é muito grande, mesmo que isso leve dor àqueles que a amam, como seu irmão.

Vishous é um elemento importantíssimo nessa história; aqui, temos mais dele e de suas angústias, sua relação com Jane e, principalmente, sua relação com Butch. Mais do que qualquer viés homossexual, a amizade dos dois atingi um patamar muito difícil de ser alcançado. Jane, para mim, sempre foi “não fede nem cheira” mas eu criei uma nova simpatia e respeito por ela aqui.
Payne foi uma grata surpresa. Ela é uma personagem forte, decidida mas que, de repente, se vê sem escolhas, sem motivos para seguir em frente. Pode até parecer um pouco melodramático- e talvez até seja- mas em determinado momento, não sei seu *eu* mesma não teria tido os mesmos pensamentos que a personagem.

Apesar do livro ser bastante focado na história de Payne e Manny, claro que tem aquela “pitada” de vilania- e, após os acontecimentos do último livro, novos vilões são apresentados. Bem mais interessantes, é verdade, mas ainda acho que falta algo neste quesito.

Amante Libertada teria facilmente recebido 5 estrelinhas se não fosse o final, assim como em Amante Liberto (seria mal de família?) , a solução dada foi bem acochambrada. Mandrake demais!

De qualquer forma, foi uma leitura maravilhosa e que me fez lembrar porque me apaixonei por essa série.
Claro que Recomendo!
(mas tem que ler na ordem, hein!)



A Série
Livro 1- Amante Sombrio (Dark Lover)
Livro 2- Amante Eterno (Lover Eternal )
Livro 3- Amante Desperto(Lover Awakened )
Livro 4- Amante Revelado(Lover Revealed )
Livro 5- Amante Liberto (Lover Unbound )
Livro 6- Amante Consagrado ( Lover Enshrined)
Livro 6.5- Father Mine: Zsadist and Bella's Story - Publicada no Guia Oficial como “faixa bônus” .
Livro 7- Amante Vingado (Lover Avenged )
Livro 8- Amante Meu (Lover Mine)
Livro 9- Amante Libertada Lover Unleashed
Livro 10- Amante Renascido (Lover Reborn) -
Livro 11- Amante Finalmente (Lover at Last)
Livro 12- O Rei (The King)
Livro 13- The Shadows

A série ainda conta com um Guia Oficial, escrito pela própria autora.



Título Original: Lover Unleashed
Autor: J.R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Série: Irmandade da Adaga Negra- Livro 9
Gênero: Fantasia
Sub-Gênero/Assunto: Vampiros, Amor Impossível, Hot, Médicos, Doenças
Período: Atual. Caldwell, EUA.

Outras Capas




4.5/5

terça-feira, novembro 11, 2014

Par Perfeito, de Katie Ashley


Depois que seu ex-namorado a deixou grávida e sozinha, Megan McKenzie desiste de encontrar um novo homem para sua vida. Ela passou os últimos dezoito meses focada exclusivamente em seu filho, Mason, e em terminar a escola de enfermagem como a primeira da classe. Embora ela não esteja pronta para complicar sua vida com um relacionamento de longo prazo, um sexo sem compromisso é exatamente o que ela precisa.
No batismo de seu afilhado, ela encontra o candidato perfeito, o padrinho, Pesh Nadeen. Mas depois de beber muito, a noite não acaba do jeito que ela pensava que seria. Forçada a deixar a casa, morta de vergonha, Megan espera nunca mais vê-lo novamente.

Para Pesh Nadeen, o próprio jeito de Megan o deixa em um túnel emocional. Como ela lembra muito a esposa que ele perdeu, ele começa a evitar novos encontros... no primeiro momento. Mas quanto mais ele passa a conhecê-la, percebe que há algo sobre a loira que faz com que o seu lado protetor se exceda, e ele se vê querendo saber mais sobre ela.
Quando Megan é designada para trabalhar no mesmo hospital que Pesh para completar o seu estágio de enfermagem, ele vê isso como obra do destino, mas ela não vê nada disso. Ela quer apenas um relacionamento físico, e ele quer muito mais.


Par Perfeito é um daqueles românticos e sensuais, simpáticos eu diria, que apesar de serem uma boa diversão deixam a sensação de que faltou algo.
O livro é um spin-off da duologia (existe essa palavra?!) A Prosposta/O Pedido e conta a relação entre Pesh Nadeen , o médico-magya que teve um pseudo teretetê com a Emma, mocinha dos livros anteriores, e Megan McKenzie, sobrinha de Aidan, o mocinho dos outros livros.
Pesh é tudo o que uma mulher pode querer; lindo, rico e extremamnete carinhoso, ele vive para a medicina. Após a morte da esposa, ele sente como se o seu coração estivesse fechado para um novo amor. Isto começou a mudar quando ele se interessou por Megan, mas como já se era de se esperar (afinal ela era a mocinha de outro, né?!) o quase-romance nunca foi para frente.
Megan também sofreu uma perda amorosa, mas de forma diferente. Depois de ter sido engravida e abandonada pelo ex-namorado, ela decide focar somente na criação do filho e no seu futuro profissional como Enfermeira.

O primeiro encontro dos dois é no batizado do filho de Megan e Aidan. Este encontro não termina exatamente como o combinado, muito pelo contrário. O que acontece faz Megan ficar morta de vergonha e rezar para que nunca mais tenha que encontrar Peesh na vida.
Claro que isso não acontece, pois na semana seguinte, quando ela vai iniciar seu estágio em um Hospital, adivinha quem é o Médico-Chefe???

Começa então um jogo de olhares e sedução que acaba culminando em uma tentativa de relação casual, apenas sexual. Pesh até quer tentar algo mais, um relacionamento, mas Megan é terminantemente contra. Um relacionamento com o médico-chefe colocaria em risco seu estágio e, principalmente, ela não estava disposta a abrir seu coração mais uma vez. Acima de tudo, mesmo que não admitisse, Megan tinha medo de sofrer novamente.
É estranho eu falar deste livro de forma negativa, pois, de maneira geral, eu achei a trama- apesar de clichê- bonitinha, e os personagens são cativantes. Todavia, eu tive a sensação de que faltou algo, um pouco mais de drama, um conflito maior. A história gira em torno quase que exclusivamente da relação dos dois e da dificuldade de Megan em aceitar a situação. Não existe um contraponto, um elemento extra que “dificulte” as coisas e faz com que tudo fique mais interessante.

A autora até oferece algumas opções nesse sentido, mas é tudo facilmente solucionado; uma possível rival ( e vilã ) é facilmente eliminada e a questão da diferença étnica entre Megan e Peesh é male-mal mencionada. Eu achei que ali tinha um ótimo campo para ser trabalhado, especialmente, no que tange a diferença de culturas mas passou batido. Uma pena.

Megan é uma mocinha simpática. Eu não diria que está entre as favoritas, mas mesmo tendo alguns medos irracionais, a gente consegue compreender o lado dela e a sua dificuladade de aceitar um novo amor. O que eu mais gostei nela é que apesar de tudo, ela não é daquelas que ficam reclamando da vida.

Peesh, ah, Peesh, o que dizer do Indiano-Magya, além dele ser PURA MAGYA? Sério, o cidadão é quase irreal d etão perfeito. Além de ser um perfeito cavalheiro com Megan (mas bem safadinho naqueles momentos! Hehehe), ele é um amor com o filhinho de Megan. As cenas dos dois são a coisa mais fofolete do mundo.

De maneira geral, Par Perfeito é uma leitura agradável, com boas cenas eróticas, não desnecessárias ou vulgares, e romance. Porém, não foi um livro que tenha me cativado. Como eu disse anteriormente, achei que faltou algo.
De qualquer forma, vale a pena a leitura. Além disso, a série, como um todo é uma graça e deve agradar quem fã do Gênero.

PS: Não esqueçam de ler os dois primeiros livros ANTES, tá?


A Série

Livro 0.5- A festa- conta sobre a festa que é mencionada no livro
Livro 1- A Proposta
Livro 2- O Pedido -
Livro 3- Par Perfeito

Título Original: The Pairing
Autor: Katie Ashley
Editora: Pandorga
Gênero: New Adult
Série:A Proposta - Livro 03
Sub-Gênero/Assunto: Médicos, Crianças, Hot
Período: Atual. Atlanta, EUA
Capa Original:



3.5/5

quarta-feira, dezembro 18, 2013

Conspiração Mortal, de J.D. Robb (Nora Roberts)


Com a precisão de um cirurgião, um serial killer escolhe as pessoas mais vulneráveis pelas ruas das grandes cidades do mundo. Os crimes não deixam sinais de luta – apenas um buraco feito a laser, com bordas perfeitas e o tamanho de um punho, no lugar do coração da vítima. Quem recebe a missão de investigar o caso é a detetive Eve Dallas, que se vê obrigada a colocar a ética profissional acima de qualquer relação emocional. Porém, em pleno jogo de gato e rato com o assassino, o trabalho da detetive Dallas subitamente a coloca em perigo mortal.



Oitavo livro da Série Mortal e, na minha opinião, bem melhor que o seu antecessor.

Eve, aqui, está um pouco menos chata. E isso, meus caros, faz toda a diferença.

Nora Roberts soube conciliar muito bem uma interessante trama de mistério e morte com a vida pessoal da Tenente Dallas. Mais do que tudo, senti, aqui, que Dallas estava mais humana. Quase agradável.

O fio condutor do livro é uma série de assassinatos, envolvendo roubo de órgãos e poderosas sociedades médicas. É um caso difícil, não só porque as vítimas eram o que se pode chamar “escória”, sem-tetos, prostitutas, como os principais suspeitos são renomados nomes da medicina. Além disso, durante as investigações, Eve acaba “batendo de frente” com uma outra policial e , digamos assim, a situação começa se complicar. Ao mesmo tempo, nossa brava tenente começa a ter flashes de seu passado.

Conspiração Mortal é quase como se fossem três histórias que se cruzassem. Não que essas “histórias”sejam separadas, não. Elas estão interligadas, numa cadeia de quase cause e efeito. Eu sei que parece estranho falando assim, mas garanto que o livro todo faz muito sentido. Eve, aqui, precisa passar por uma “provação”- e neste momento difícil, ela mostra que é humana, não somente uma chata insuportável que só reclama.

Não vou dizer que passei a amar a personagem, mas gostei de conhecê-la melhor, de saber mais sobre o seu passado. E, principalmente, de saber que ela tem sentimentos. Em certos momentos, cheguei a sentir pena de Eve, apesar de achar que ela forçou bastante a barra em determinados momentos.

Se tivesse sido mais diplomática...

Mais uma vez conseguimos ver como Roarke faz toda a diferença na vida de Eve- e como ele é o melhor personagem dessa série. Ele é o seu porto seguro e quem a impede de desabar. Por mais que eu tenha críticas em relação à ela, a interação entre eles é fantástica.

Conspiração Mortal é um bom Suspense Romântico. A trama é interessante e é coerente, mantendo o interesse desde o início. Eu apenas achei que a história se alongou um pouco demais. A meu ver poderia ter sido mais curta. Mas isso é apenas um detalhe que não estraga em nada a leitura. Afinal, temos muito Roarke neste oitavo livro. Já estava sentindo falta dele (afinal Natal Mortal foi uma pobreza em termos de Irlandês TBD, né? :D)

Recomendo!

Título Original: Conspiracy In Death
Autor: J.D. Robb (Nora Roberts)
Editora: Bertrand/BestBolso
Gênero: Suspense Romântico
Série: Sério Mortal- Livro 8
Sub-Gênero/Assunto: Serial Killer, Crime e Mistério, Sci-Fi
Período: Nova York, 2059Futuro.


A Série
Conspiração Mortal faz parte da série Mortal, a qual Nora Roberts escreve sob o pseudônimo de J.D. Robb.

A série tem como personagens principais a detetive Eva Dallas e o milionário Roarke. A ação se passa em uma Nova York futurista, no ano de 2058. É imprescindível que os livros sejam lidos na ordem.

No Brasil, já foram lançados 21 livros, todos editados pela Editora Bertrand e  que estão sendo, pouco a pouco,  reeditados pela BestBolso na Colação Vira-Vira Saraiva. infelizmente parece que não vão ser reeditados mais. UMA PENA!!

Livro 1- Nudez Mortal [RESENHA]
Livro 2- Glória Mortal [RESENHA]
Livro 3- Eternidade Mortal [RESENHA]
Livro 4- Êxtase Mortal [RESENHA]
Livro 5- Cerimônia Mortal -[RESENHA]
Livro 6-Vingança Mortal [Resenha]
Livro 7-Natal Mortal [RESENHA]
Livro 7.5- Midnight in Death
Livro 8-Conspiração Mortal[RESENHA]
Livro 9-Lealdade Mortal
Livro 10-Testemunha Mortal
Livro 11-Julgamento Mortal
Livro 12-Traição Mortal
Livro 12.5- Interlude in Death
Livro 13-Sedução Mortal
Livro 14-Reencontro Mortal
Livro 15-Pureza Mortal
Livro 16- Retrato Mortal
Livro 17- Imitação Mortal
Livro 17.5- Naquele Tempo (Remember When)- Lançado em Portugal*
Livro 17.5- Big Jack
Livro 18- Dilema Mortal
Livro 19- Visão Mortal
Livro 20- Sobrevivente Mortal
Livro 21- Origem Mortal
Livro 22- Memory in Death
Livro 22.5- Haunted in Death
Livro 23- Born in Death
Livro 24- Innocent in Death
Livro 24.5 Eternity in Death
Livro 25- Creation in Death
Livro 26- Strangers in Death
Livro 27- Salvation in Death
Livro 27.5- Ritual in Death
Livro 28- Promises in Death
Livro 29-Kindred in Death
Livro 29.5- Missing in Death (está no Livro The Lost)
Livro 30-Fantasy in Death
Livro 31- Indulgence in Death
Livro 31.5- Possession in Death – está no livro The Other Side ( livro com várias estórias, de autoras diversas)
Livro 32- Treachery in Death
Livro 33- New York to Dallas
Livro 33.5- The Unquiet-
Livro 34: Celebrity in Death –
Livro 35-Delusion in Death
Livro 36-Calculated in Death
Livro 37- Thankless In Death

Atente para o fato de que alguns livros são considerados .5 São estórias menores (novellas). Algumas dessas estórias aparecem em livros com diversas histórias.


Minha segunda resenha para a Maratona Nora Roberts- Série Mortal (Minha Lista)

Outras Capas:
4/5

quinta-feira, outubro 31, 2013

O Testamento, de Julie Garwood

Quando o respeitado procurador Theo Buchanan do Departamento de Justiça passa, mal eum um baile de gala em Nova Orleans, a Dra. Michelle Renard age rapidamente para salvar sua vida. Logo Theo se vê em uma roda viva para salvá-la, quando Michelle vira alvo de uma quadrilha mortífera. Eles se denominam o Clube dos Semeadores, quatro elementos deletérios guiados pela ambição de acumular milhões em uma conta bancária secreta. Agora eles estão dispostos a silenciar Michelle para sempre, pois ela pode conhecer o segredo por trás da morte piedosa da esposa de um deles. Escapando por entre um homem da mais alta classe e um bando de criminosos astuciosos, Michelle e Theo caminham na corda bamba entre a paixão e a sobrevivência.






Segundo livro da série Buchanan/Renard, O Testamento é inferior ao seu antecessor, mas mesmo assim ainda é uma ótima leitura. Para dizer a verdade, na primeira vez que eu li este livro, há uns 3 anos atrás, eu não gostei muito. Mentira, gostei, mas não me apaixonei pela leitura. Achei que havia faltado algo. Agora, nesta releitura para o Desafio Realmente Desafiante, me descobri gostando muito mais do livro.

A segunda vez foi melhor. Muito melhor.

Eu geralmente gosto de fazer uma breve introdução sobre do que se trata o livro, contudo, como todo livro de suspense, acredito que quanto menos se souber, melhor. Sem contar que a sinopse oficial, está aí, né?

Não existe em O Testamento um mistério propriamente dito, desde o começo sabemos quem é o vilão. E como está agindo. Ou pelo menos, sabemos grande parte. Narrado sob o ponto de vista tanto dos mocinhos e dos vilões, o livro mostra uma visão mais ampla de toda a história, contudo, a autora não entrega “tudo” tão facilmente. Existem pequenas armadilhas e surpresas que vão ocorrendo. Julie Garwood nos ilude com algumas certezas que pensamos ter durante a leitura. São pequenos detalhes que fazem com que nem tudo pareça tão óbvio. Eu diria que é um “temperinho” da autora.

Muitas vezes, neste tipo de livro, onde o casal luta contra “forças ocultas”- ocultas, para eles, pelo menos- tem-se a típica relação de amor e ódio entre os protagonistas. Aqui isso não acontece. Theo e Michelle são muito parecidos, apesar não parecer, ao menos no início. Mais do que isso, eles “combinam”. Sem contar que a autora não perde tempo com traumas e dramas desnecessários. São um homem e uma mulher que se sentem atraídos um pelo outro e se veem diante de uma situação inacreditável. Os dois criam um vinculo e se veem tentando lutar contra algo que não sabem o quê é, nem mesmo o porquê. Mike, como Michelle é chamada, tornou-se um alvo. Mas de quê? O interessante é que nós, leitores, já sabemos do que se trata. A autora nos coloca um passo à frente de seus mocinhos.

O Testamento é um livro de suspense crescente, que foi me envolvendo completamente. Um dos pontos altos do livro, para não dizer *o* ponto alto, foi os personagens coadjuvantes. Não que Michelle e Theo tenham sido desinteressantes, mas perto de John Paul, o irmão “misteriosos e selvagem” de Mike, e Noah Clayborne, agente do FBI, amigo de Theo, os dois perdem pontos. John é simplesmente o máximo e Noah...ah, Noah é o Noah, né? #piriguetagemModeOn


Como eu já mencionei, O Testamento na comparação com o livro anterior, A Confissão , mas ainda assim é um ótimo exemplar de Suspense Romântico (a série, no geral, aliás). Não se deve esperar desse livro grandes momentos de tensão ou violência. O livro não é sobre isso; é sim um intrincado jogo de gato e rato.

Eu não saberia dizer ao certo quais são os pontos fracos do livro. O Testamento é um bom livro, um bom 4 estrelas, mas não um 5 estrelas. Acho que, apesar de ser uma leitura envolvente, faltou-lhe um pouco de ritmo e o casal protagonista, apesar de ótimo, não é inesquecível. Eu gostei muito de Mike e Theo, mas comparando-os com os coadjuvantes, eles saem perdendo.

De qualquer forma, para quem gosta de Suspense com uma boa porção de romance, O Testamento é uma ótima pedida.

Recomendo.

O P.S:

- É recomendável ler a série na ordem correta, principalmente O Testamento e o livro seguinte, Prazer de Matar. Digamos assim, O Testamento deixa uma certa ponta solta...



Título Original: Mercy
Autor: Julie Garwood
Editora: Landscape
Gênero: Suspense Romântico
Série: -Buchanan/Renard- Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Suspense, Médicos, Advogados
Período: Contemporâneo. Sul dos EUA.




Este livro foi minha leitura para o tema 16 do Desafio Realmente Desafiante-
16. Re-ler e resenhar um livro que leu a muito tempo e nunca resenhou!


A Série:

Tragédia, este é o teu nome. A série Buchanan/Renard estava sendo lindamente publicada pela Editora Landscape, porém, oh, porém, a editora MORREU. FALIU. Pois é. Espero sinceramente que outra editora passe a publicar não somente esta série mas também os outros livros da autora. De qualquer forma, ainda vale MUITO a pena ler os livros lançados no Brasil. Afinal, temos o Noah...

Buchanan-Renard


1. Heartbreaker (2000) - A Confissão.
2. Mercy (2001) O Testamento
3. Killjoy (2002) – O Prazer de Matar
4. Murder List (2004) - A Próxima Vítima.
5. Slow Burn (2005) - Marcada para Morrer.
6. Shadow Dance (2006) - A Dança das Sombras.
7. Fire and Ice (2008) - Fogo e Gelo.
8. Sizzle (2009) - Ainda não publicado no Brasil.
9. The Ideal Man (2011)- Ainda não publicado no Brasil.
10.Sweet Talk (2012)- Ainda não publicado no Brasil.
11.Hot Shot (2013)- Ainda não publicado no Brasil.
12.Fast Track

Outras Capas:



4/5

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