terça-feira, outubro 02, 2012

Waking Up With The Duke, de Lorraine Heath


"Famoso por suas proezas na cama, Ransom Seymour, o Duque de Ainsley, tem uma dívida a um amigo. Mas o pagamento esperado é o mais chocante, até mesmo para um libertino como ele: Ainsley está sendo solicitado a dar à esposa de seu amigo o que ela mais cobiça: uma criança.
Vivendo para o prazer, eles vão darão os seus corações. . .
Lady Jayne Seymour, Marquesa de Walfort, está furiosa com esse acordo escandaloso. Se ela consente, deve haver regras: não beijar. . . e, certamente, nenhum prazer. Até que o amor toma-os de surpresa. "




Sinopse no Original: AQUI



Livro lindo. Simplesmente lindo. Terceiro livro de uma série, da qual não é necessária a leitura dos anteriores (de verdade! Vocês sabem como eu sou chata com isso), Waking Up With The Duke é o livro ideal para quem gosta de um bom romance histórico, mas que também quer algo algo “além”da mesmice. É um "romanção" na sua total plenitude. Daqueles que emocionam de verdade.

Eu fiquei simplesmente tocada não somente com a história mas com a maneira com que a autora a conduziu.

A trama toda pode parecer um pouco improvável à princípio, mas pouco a pouco nos vemos tão envolvidos na história e com os personagens que tudo faz sentido.

Tudo começa quando Ransom Seymour, o Duke de Ainsley recebe um pedido impossível de seu melhor amigo, Walfort, e primo: este quer que Ainsley engravide sua esposa, Lady Jayne Seymour, marquesa de Walfort. Seria um pedido absurdo (e é) e impossível se Ainsley não tivesse uma dívida para com o amigo; ele foi, de certa forma responsável pelo acidente no qual o outro ficou paralitico. E não só paralítico, mas também impotente. Para adicionar mais drama, Jayne estava grávida à época e perdeu o bebê.

É um pedido ultrajante, sim, ainda mais que Jayne sente um rancor profundo por Ainsley, mas todos sabem que esta é a única maneira dela realizar seu maior sonho: ser mãe.

O plano é que os dois devem ficar juntos durante um mês. E é esse mês que toma a maior parte do romance. São cenas lindas. A primeira vez deles é tão seca que dói. Jayne quer tanto que tudo seja totalmente “desprovido de emoção” que isso acaba sendo impossível. O mês junto serve não só para eles “cumprirem o trato”, mas também, e principalmente, para se conhecerem melhor. Pouco a pouco vai surgindo uma amizade entre eles e, é claro, um amor. É situação difícil, impossível , em que todos sabem não haverá vencedores.

As cenas de amor e sexo que começam, como eu mencionei, de forma crua, seca, aos poucos vão criando uma força e uma dimensão enormes. Ainsley ensina Jayne a amar e, mais importante, a se amar; A se conhecer como mulher. Algo muitas vezes improvável naqueles tempos de moralismo vitoriano.

Ainsley é o primeiro a admitir que a ama mas ele sabe que este é um sentimento em vão e mais do que tudo, proibido. Aquele mês não era para ser algo romântico. Ele inadvertidamente se entrega à uma relação que sabe não ter futuro.

“He wanted to tell her how beautiful she was, how much He adored her smile, how desperately he wanted to hear her laugh. He wanted to confess that he’d do anything to ensure her happiness. But just as he had last night, he kept the words locket deeply inside, where they could not be mocked, could not bring pain to either of them.”


Já Jayne demora em se entregar. Ela viveu a maior parte de sua vida adulta em função do marido e mesmo que não houvesse uma paixão entre eles, sempre houve respeito e companheirismo. Ela sempre culpou Ainsley pelo acidente, mas talvez as coisas não sejam tão simples, principalmente quando sentimentos mais profundos vão surgindo. É muito interessante e bonito ver como ela vai descobrindo o que é a paixão, o que é ser amada; é a descoberta do amor e do sexo. Para se ter uma ideia, de início ela não aceita nem beijos durante o “ato”.

O livro não tem vilões e este foi um dos motivos que eu mais gostei da leitura. Todos são vítimas das circunstâncias e de seus próprios sentimentos. Seria muito fácil a autora ter descrito um casamento horrível entre Walfort e Jayne, mas nada é tão simples.

Ainsley e Jayne- e até mesmo Walfort, afinal ele faz parte desse drama, são personagens fortes e imperfeitos. Por muitas vezes eu senti tristeza, amor e raiva com eles.

Eu geralmente não gosto de livros que falem sobre adultério (este, em última instância também é sobre isso), mas, aqui, meu habitual desconforto com o tema foi suplantado pela beleza do texto. É lindo.

O único defeito, penso eu, foi o final. Achei as soluções apresentadas pela autora muito rápidas e “saídas da cartola”. Entendo que foi a necessidade de um final feliz, mas mesmo assim me desagradou um pouco. Perdeu meia estrelinha porque eu sou bem exigente em relação à 5 estrelas.

De qualquer forma, este é um livro maravilhoso.

Recomendo muito.


***

Título Original: Waking Up With The Duke
Autor: Lorraine Heath
Editora: Avon
Gênero: Romance Histórico
Série: London's Greatest Lovers 3/3
Sub-Gênero/Assunto: Amor Proibido
Período: Inglaterra. Era Vitoriana


A Série

London's Greatest Lovers

Livro 1-Passions of a Wicked Earl
Livro 2- Pleasures of a Notorious Gentleman
Livro 3- Waking Up With The Duke

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Cotação:
4.5/5

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