quarta-feira, julho 17, 2013

A Mulher do Senador, de Karen Roberts


Ronnie Honnecker é a esposa do senador. Quando se apaixonou pelo político arrojado os fortes sentimentos a impediram de ver os defeitos no homem. E quando ela descobriu a constante necessidade que ele tinha de procurar outras mulheres, já era tarde demais. Agora, todo o glamour da política não pode compensar a solidão de Ronnie, ou os casos extraconjugais do marido. Especialmente um desses casos, que acaba por explodir na mídia como um escândalo sexual. Perseguida por repórteres, Ronnie deixa o estrategista político, Tom Quinlan, cuidar da situação. Relutantemente, acaba concordando em ficar ao lado do marido até a próxima eleição. Porém, entre quatro paredes, Ronnie está passando por um profundo estado de agitação e apaixonando-se por Tom. Mas enquanto Tom e Ronnie estão buscando apoio um no outro, o inesperado acontece: a morte violenta do senador a coloca de novo sob os holofotes, mas desta vez como a principal suspeita do assassinato do senador. Agora, apenas uma única coisa pode provar a inocência de Ronnie: toda a chocante verdade...




Regular.

Não saberia dizer muito mais sobre este livro, além de ter sido uma leitura “regular”. Não foi aquele livro que eu diga, ‘nossa, que péssimo!’ mas tampouco foi uma leitura inesquecível. Acho que a questão aqui é que tiveram mais coisas de que eu não gostei do que de fato gostei na leitura.

Geralmente, eu não costumo ler livros sobre ou com adultério. Não é um tema “proibido”pra mim, mas eu tenho as minhas ressalvas, porém, ao ler a sinopse deste livro, eu imaginei algo diferente. Eu sabia que era um suspense romântico e o “adultério” me pareceu, pela sinopse apenas um flerte, um início para algo diferente. Ledo engano.

O meu problema não é com exatamente com o tema adultério em si, mas como os personagens agem diante dele. Todos somos humanos. Passíveis de erros. Mas trair sem nenhum tipo de consciência moral ou mesmo ética , eu não considero errado. Acho que é um daqueles momentos em que a Thaís ‘leitura’ entra em conflito com a Thaís ‘pessoa’.

E por que estou dizendo isso? Porque um dos principais motivos de eu ter rotulado A mulher do Senador como “regular” foi a personagem principal, Ronnie e a total falta de moral, ou dor na consciência, por assim dizer em trair o marido. E não só isso, Ronnie é uma vaca nojenta e se ao menos eu percebesse que ela sentia alguma coisa por seu objeto do desejo, Tom , eu até começasse a gostar um pouco dela.

Gostar. Amar. Este foi outro ponto. A Mulher do Senador é um suspense romântico e com isso se pressupõe crime e... envolvimento romântico. O que eu li foi um envolvimento sexual. Nada contra. Mas o livro não deveria ser sobre isso. Os sentimentos de Tom poderiam até ser românticos, mas o de Ronnie... não vi onde. O que ela queria era ir pra cama com seu estrategista político. Era um capricho, pura e simplesmente.

O fato de eu ter desprezado a protagonista fez com que eu não me entregasse totalmente à história que, apesar de tudo, prendeu a minha a atenção. Nunca havia lido nada dessa mas gostei de seu estilo. A Mulher do Senador foi um daqueles livros que, como que por um estranho fenômeno a gente simplesmente não consegue parar de ler. É incrível, até porque a grande reviravolta acontece depois da metade do mesmo.

A trama começa com o assassinato de uma garota de programa e depois segue partir dos pontos de vista de Ronnie, a jovem esposa de um Senador que se prepara para a reeleição e seu relacionamento com o assessor, e de uma jovem prostituta, amiga da morta. Um dos trunfos da autora é justamente fazer com a gente queira saber a ligação entre esses pontos. Como eu disse, apesar do meu desprezo pela protagonista, eu não conseguia parar de ler. E sério, ela ERA INSUPORTÁVEL, além de Jezebel (eu tinha que dizer isso, rs!) ela era metida, chata e- horror!- não gostava de cachorro!

Eu só não detestei TOTALMENTE a dita porque no momento em que a situação realmente aperta, ela sabe se virar sozinha. Sem ajuda de nenhum “macho salvador”. Devo confessar que gostei disso.

A grande questão do livro, ao meu ver, nem era o mistério policial mas o que seria mais importante , o amor, ser amada, ou o dinheiro e o status social? É uma questão interessante porém teria sido ainda melhor se eu tivesse sentido que a protagonista realmente ficou dividida entre o amor por Tom e a posição social. Bem, sim, ela ficou dividida, mas não vi amor ali.

Voltando ao lado policial da história, por incrível que pareça, quando este torna-se mais forte e, sim, muito mais interessante, a autora pareceu que tomou o chá dos apressadinhos. Até certo ponto, o ritmo do livro estava ótimo. Os capítulos eram do tamanho certo, nem curtíssimos nem longos demais. Havia todas as descrições necessárias, sem em nenhum momento tornar o texto maçante. Muito pelo contrário.

Mas aí Karen Roberts tomou o tal chá e tudo virou uma correria só. Os parágrafos parecem ter de repente ter saído de livros do James Paterson e tudo, eu disse tudo, simplesmente foi resolvido do nada! Até a pessoa culpada foi revelada durante um telefonema! Fala sério, né? Eu quase perdi. Foi uma revelação de uma linha e só! Não sei se a autora tinha uma dead line e estava atrasadíssima ou se tinha um número máximo de páginas, mas a correria final me incomodou muito.

Apesar de não ter me agradado totalmente, A Mulher do Senador não foi , no seu todo, uma leitura ruim. Serviu para passar o tempo e me deixou curiosa para ler outros livros da autora.


Título Original: The Senator’s Wife
Autor: Karen Roberts
Editora: Landscape
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Romance Contemporâneo, Adultério, Políticos
Período: Anos 90. EUA.

A Edição

Capa feia demais, hein? De qualquer forma, uma pena que a Editora Landscape não exista mais.



Este livro foi minha leitura para o tema 15 do Desafio Realmente Desafiante-
15. Ler um livro com a capa feia.
Essa capa é simplesmente medonha. Total anos 90 e sem qualquer charme ou senso de estética.



Capa Original:



Cotação:

2.5/5

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