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quarta-feira, janeiro 15, 2014

Os Contos de Beedle, o Bardo - J.K. Rowling


Os contos de Beedle, o Bardo são cinco histórias de fadas diferentes entre si. Cada uma delas é dotada de um caráter mágico próprio e proporcionarão, a seu turno, prazer, riso e a emoção do perigo mortal.

Trouxas e bruxos vão apreciar os comentários de autoria do professor Alvo Dumbledore, nos quais ele reflete sobre a moral ilustrada pelos contos e dá breves notícias sobre a vida em Hogwarts.

Um volume singularmente mágico, ilustrado pela autora, J.K. Rowling, e que ficará guardado na lembrança por muitos anos.(less)


Quem leu o último livro da série Harry Potter, ou até mesmo só assistiu os dois últimos filmes (POSER!! ^.^) sabe da importância de Contos de Beedle, o Brado para a história. O livro, na história, é uma compilação de Contos de Fadas para crianças bruxas. É um livro dentro do livro.
E “este” Contos de Beedle é o livro “real”, por assim. Uma verdadeira jogada de mestre (ótimo marketing!) de J.K. Rowling. Assim, como Quadribol através dos Séculos e Animais Fantásticos & Ondem Habitam, este livro é uma espécie de metalinguagem literária.

A primeira que deve dizer sobre o livro em si é, “não julgue pelo tamanho”. Contos de Beedle é sim um livro pequeno, de 103 páginas, composto de 5 contos curtos. Já sabem o que dizem sobre perfumes e frascos pequenos, não? Pois é. Contos de Beedle, o Brado é uma graça de livro! Uma delícia de leitura.

Quem nunca leu Harry Potter ou desconhece o Universo Mágico criado por J.K. Rowling pode sim ler o livro e seus contos, mas devo dizer que irá perder grande parte da magia (ou devo dizer referências?)

Os contos se passam durante a Idade Média europeia e apresentam histórias com vieses diferentes como amor, esperteza, sabedoria e morte- mas todas elas eu senti a questão do preconceito. Cada conto é comentado por Dumbledore, o que dá um charme mais especial ainda a história, apesar de quê, mesmo sem os comentários do Grande Diretor de Hogwarts, o livro ainda seria muito legal.

Não vou fazer uma análise sobre cada conto do livro, até porque penso que isso seria desnecessário, mas eu “tenho” que nomear o meu favorito, né? É o conto da Fonte da Sorte, sobre três Bruxas e um soldado Trouxa* em busca de uma fonte que traria sorte à quem a encontrasse. O conto é uma graça. Leve, romântico e com um toque de humor.

Os contos, em si, são bem parecidos com os Contos de Fadas “comuns”, mas com um pouco mais de nonsense. E aqui, bruxas e bruxos são os heróis da história.

O meu único porém fica por conta justamente dos comentários de Dumbledore e as notas de rodapé. SE por um lado, é bem legal; por outro, achei a linguagem intrincada demais para um livro infantil. Mas, tirando isso, e analisando apenas os contos em si, Os Contos de Beedle é um deleite.

Contos de Beedle, o Bardo é um livro divertido, rápido de se ler e que, com certeza irá agradar crianças e adultos que gostam de magia.




*Pessoa sem poderes mágicos, não bruxa.




Título Original: Tales of Beedle the Bard
Autor: J.K. Rowling
Editora: Rocco
Gênero: Infantil
Série: Harry Potter (Companion Book)
Sub-Gênero/Assunto: Contos de Fadas, Bruxas, Fantasia
Período: Idade Média. Europa.


Outras Capas:
4/5

quinta-feira, outubro 31, 2013

O Testamento, de Julie Garwood

Quando o respeitado procurador Theo Buchanan do Departamento de Justiça passa, mal eum um baile de gala em Nova Orleans, a Dra. Michelle Renard age rapidamente para salvar sua vida. Logo Theo se vê em uma roda viva para salvá-la, quando Michelle vira alvo de uma quadrilha mortífera. Eles se denominam o Clube dos Semeadores, quatro elementos deletérios guiados pela ambição de acumular milhões em uma conta bancária secreta. Agora eles estão dispostos a silenciar Michelle para sempre, pois ela pode conhecer o segredo por trás da morte piedosa da esposa de um deles. Escapando por entre um homem da mais alta classe e um bando de criminosos astuciosos, Michelle e Theo caminham na corda bamba entre a paixão e a sobrevivência.






Segundo livro da série Buchanan/Renard, O Testamento é inferior ao seu antecessor, mas mesmo assim ainda é uma ótima leitura. Para dizer a verdade, na primeira vez que eu li este livro, há uns 3 anos atrás, eu não gostei muito. Mentira, gostei, mas não me apaixonei pela leitura. Achei que havia faltado algo. Agora, nesta releitura para o Desafio Realmente Desafiante, me descobri gostando muito mais do livro.

A segunda vez foi melhor. Muito melhor.

Eu geralmente gosto de fazer uma breve introdução sobre do que se trata o livro, contudo, como todo livro de suspense, acredito que quanto menos se souber, melhor. Sem contar que a sinopse oficial, está aí, né?

Não existe em O Testamento um mistério propriamente dito, desde o começo sabemos quem é o vilão. E como está agindo. Ou pelo menos, sabemos grande parte. Narrado sob o ponto de vista tanto dos mocinhos e dos vilões, o livro mostra uma visão mais ampla de toda a história, contudo, a autora não entrega “tudo” tão facilmente. Existem pequenas armadilhas e surpresas que vão ocorrendo. Julie Garwood nos ilude com algumas certezas que pensamos ter durante a leitura. São pequenos detalhes que fazem com que nem tudo pareça tão óbvio. Eu diria que é um “temperinho” da autora.

Muitas vezes, neste tipo de livro, onde o casal luta contra “forças ocultas”- ocultas, para eles, pelo menos- tem-se a típica relação de amor e ódio entre os protagonistas. Aqui isso não acontece. Theo e Michelle são muito parecidos, apesar não parecer, ao menos no início. Mais do que isso, eles “combinam”. Sem contar que a autora não perde tempo com traumas e dramas desnecessários. São um homem e uma mulher que se sentem atraídos um pelo outro e se veem diante de uma situação inacreditável. Os dois criam um vinculo e se veem tentando lutar contra algo que não sabem o quê é, nem mesmo o porquê. Mike, como Michelle é chamada, tornou-se um alvo. Mas de quê? O interessante é que nós, leitores, já sabemos do que se trata. A autora nos coloca um passo à frente de seus mocinhos.

O Testamento é um livro de suspense crescente, que foi me envolvendo completamente. Um dos pontos altos do livro, para não dizer *o* ponto alto, foi os personagens coadjuvantes. Não que Michelle e Theo tenham sido desinteressantes, mas perto de John Paul, o irmão “misteriosos e selvagem” de Mike, e Noah Clayborne, agente do FBI, amigo de Theo, os dois perdem pontos. John é simplesmente o máximo e Noah...ah, Noah é o Noah, né? #piriguetagemModeOn


Como eu já mencionei, O Testamento na comparação com o livro anterior, A Confissão , mas ainda assim é um ótimo exemplar de Suspense Romântico (a série, no geral, aliás). Não se deve esperar desse livro grandes momentos de tensão ou violência. O livro não é sobre isso; é sim um intrincado jogo de gato e rato.

Eu não saberia dizer ao certo quais são os pontos fracos do livro. O Testamento é um bom livro, um bom 4 estrelas, mas não um 5 estrelas. Acho que, apesar de ser uma leitura envolvente, faltou-lhe um pouco de ritmo e o casal protagonista, apesar de ótimo, não é inesquecível. Eu gostei muito de Mike e Theo, mas comparando-os com os coadjuvantes, eles saem perdendo.

De qualquer forma, para quem gosta de Suspense com uma boa porção de romance, O Testamento é uma ótima pedida.

Recomendo.

O P.S:

- É recomendável ler a série na ordem correta, principalmente O Testamento e o livro seguinte, Prazer de Matar. Digamos assim, O Testamento deixa uma certa ponta solta...



Título Original: Mercy
Autor: Julie Garwood
Editora: Landscape
Gênero: Suspense Romântico
Série: -Buchanan/Renard- Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Suspense, Médicos, Advogados
Período: Contemporâneo. Sul dos EUA.




Este livro foi minha leitura para o tema 16 do Desafio Realmente Desafiante-
16. Re-ler e resenhar um livro que leu a muito tempo e nunca resenhou!


A Série:

Tragédia, este é o teu nome. A série Buchanan/Renard estava sendo lindamente publicada pela Editora Landscape, porém, oh, porém, a editora MORREU. FALIU. Pois é. Espero sinceramente que outra editora passe a publicar não somente esta série mas também os outros livros da autora. De qualquer forma, ainda vale MUITO a pena ler os livros lançados no Brasil. Afinal, temos o Noah...

Buchanan-Renard


1. Heartbreaker (2000) - A Confissão.
2. Mercy (2001) O Testamento
3. Killjoy (2002) – O Prazer de Matar
4. Murder List (2004) - A Próxima Vítima.
5. Slow Burn (2005) - Marcada para Morrer.
6. Shadow Dance (2006) - A Dança das Sombras.
7. Fire and Ice (2008) - Fogo e Gelo.
8. Sizzle (2009) - Ainda não publicado no Brasil.
9. The Ideal Man (2011)- Ainda não publicado no Brasil.
10.Sweet Talk (2012)- Ainda não publicado no Brasil.
11.Hot Shot (2013)- Ainda não publicado no Brasil.
12.Fast Track

Outras Capas:



4/5

segunda-feira, setembro 30, 2013

Call Me Irresistible, de Susan Elizabeth Phillips



Meg Koranda es la mejor amiga de Lucy Jorik, que esta a punto de casarse con Ted Beudine. Ted es la clase de hombre por quien toda mujer suspira, al que todo los padres adoran, y cuya vida quisiera tener cualquier hombre. Es el tipo perfecto para cualquier mujer, salvo para Lucy. Meg consigue convencer a su amiga de que con Ted no va a encontrar la felicidad. Una vez que se suspende la boda, Meg es quien carga con las culpas de haber destruido los suenos romanticos de Ted. Y para complicar aun mas las cosas, Meg se queda tirada con el coche en la ciudad natal de Ted, sin dinero y con un novio muy disgustado, pero esta segura de que puede sobrevivir con su ingenio. Que es lo peor que puede pasarle? Perder el corazon por el mismisimo don Irresistible? (Sinopse da edição espanhola)



Chick-Lit agradável e sem muitas pretensões, Call Me Irresistible é daquelas leituras de “uma tarde”; ótima para passar o tempo em um domingo chuvoso.

Eu não sou a mais entusiasta do gênero, mas isso não quer dizer que eu não me arrisque de vez em quando. E essa foi uma “arriscada” que deu certo. Eu comprei o livro simplesmente porque gostei da capa, eu confesso, mas felizmente não me arrependi. Talvez não tivesse comprado se soubesse que este era o sexto (!!) livro de uma série de 7.

Pois é, Call Me Irresistible faz parte de uma série e eu não sabia disso. Quem me conhece sabe que eu odeio ler livros de uma série fora da ordem mas, desta vez, resolvi tentar. Serei honesta, pra ler e entender este livro sem ter lido os anteriores. A história principal é bem “compreensível”, porém não vou negar que muitas vezes me senti como se tivesse ouvindo uma piada interna, da qual não fazia parte. O livro tem várias referências à acontecimentos e casais de livros anteriores mas nada que não dê para ir “levando”.

Call Me Irresistible começa quando Meg Koranda, uma mimada filha de famosos de Hollywood, vinte e muitos anos, chega à Wynette, uma pequena cidade do Texas, para o casamento de sua melhor amiga, Lucy. Lucy é filha de uma ex-presidente dos Estados Unidos e seu noivo, Ted Beaudine é o filho preferido da pequena cidade. Lindo, rico e carismático.
É o casamento perfeito. Menos para Meg. Ela acha que os dois não combinam- e deixa a sua opinião clara para a sua amiga.
O que acontece a seguir é que, de certa forma, influenciada pela amiga, Lucy larga o noivo no altar e foge da cidade.

A noiva foge, mas Meg acaba ficando e é logo chamada de traidora pra baixo pelos moradores do lugar. O pior de tudo é, decido à uma série de infortúnios ela é obrigada a ficar na cidade e aguentar não só a raiva dos moradores mas principalmente o ódio de Ted, o noivo abandonado.

É claro que este ódio toda vai acabar se transformando em paixão, né? Ao mesmo tempo em que Meg percebe que já está na hora de crescer.

Eu não simpatizei com Meg logo de cara. Na verdade, a achei uma verdadeira bitchie. Sério, se ela achava que a amiga não combinava com o noivo, então falasse antes e não no dia do casamento, né? Depois, o fato da pessoa viajar só com cartões de crédito e sem nenhum dinheiro vivo. Na boa, é muita estupidez! Mas, eu não fui com a cara dela, especialmente, por ser muito mimada e chatinha mesmo.

Contudo, ainda bem, essa má impressão foi logo se diluindo. Meg cresce. E eu adoro ver personagens que evoluem, se desenvolvem, no decorrer da leitura. De garota mimada, “filha de Hollywood”, Meg se torna uma mulher mais forte, sabendo mais o que quer da vida e do futuro.

Meg sofre muito na cidade. Todos a odeiam e em vários momentos eu senti um misto de angústia e sofrimento por ela.

Ted, o noivo abandonado, à princípio,parece ser mais um daqueles machos-alfa, ogro-like. O que ele mais quer é humilhar Meg e a gente sente uma raivinha dele, mas aos poucos, o homem seco e, aparentemente, desprovido de paixão e sentimentos, começa a mostrar sua verdadeira face. É um personagem interessante e que mostra que não é preciso chorar e expor a própria dor para provar que tem sentimentos, que está sofrendo.

Ele e Meg tem um começo intempestivo e não é um casal que a gente torce de imediato, mas pouco a pouco, é impossível imaginar um sem o outro.


Call Me Irresistible foi uma leitura interessante, com um começo um pouco claudicante (eu queria muito usar essa palavra, rs!) mas que, pouco a pouco, foi me conquistando. Meu lado escorpiana-vingativa, ficou um pouco decepcionada, mas como um romance leve e divertido, o livro é uma ótima pedida.

Recomendo.

Título Original: Call Me Irresistible
Autor: Susan Elizabeth Phillips
Editora: Avon (Importado)
Gênero: Chick-Lit
Série:Wynette, Texas- Livro 6/7
Sub-Gênero/Assunto: Amor e Ódio, Romance Contemporâneo
Período: Contemporâneo. Wynette, Texas.

A Série
Infelizmente essa série não foi lançada no Brasil. A lista com os livro está Aqui.

Outras Capas:


***



Este livro foi minha leitura para o tema 18 do Desafio Realmente Desafiante-
18. Ler um livro com a capa com letras amarelas.




3.5/5 (um 3,75, na verdade)

segunda-feira, agosto 26, 2013

Procura-se um marido, de Carina Rissi


Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada. Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel. Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou. Cheio de humor, aventura, paixão e emoções intensas, Procura-se um marido vai fisgar você até a última linha.

Procura-se um Marido foi o primeiro livro que eu li da Carina Rissi e foi uma leitura muito agradável e divertida. Eu ganhei este livro da Solange no amigo secreto da Solange no último amigo secreto das blogueiras. Procura-se era um dos livros na minha listinha e fiquei muito feliz por ela ter escolhido me dar ele.

Antes de qualquer coisa, eu quero dizer que a minha vontade de ler esse livro vem da sinopse, que eu achei interessante, somada com críticas positivas; criticas positivas de pessoas cujas opiniões eu confio. O fato de ser um livro nacional, honestamente, foi irrelevante. Já disse isso e repito, não me importa se o livro é brasileiro, inglês ou jamaicano. Se a história despertar o meu interesse, eu vou querer ler.

Querer, forçar , ler um livro somente porque é nacional é desvalorizar o livro e a literatura nacional.

Isso dito, Procura-se um Marido é diversão das boas!

Não, o livro não é perfeito, mas cumpre bem o seu papel de entreter e prender o leitor com uma história simples mas cativante e bem divertida. Sim, acho que “diversão” é a palavra chave aqui. Procura-se um Marido é aquele tipo de livro que te deixa com um sorriso no rosto. Te deixa feliz. Não é um livro engraçado, no sentido literal da palavra, ou pelo menos eu não achei; eu não dei risadas ou gargalhadas mas- eis aqui aquela palavra de novo- me diverti.

A história é simples, clichê até. Temos a menina rica e mimada, um casamento de conveniência e um amor à segunda vista. Não é difícil adivinhar o final, mas isso pouco importa. O que queremos é ler mais sobre Alicia e Max.

Alicia me irritou um pouco no inicio, mas aos poucos, eu fui gostando da personagem. Mais importante, Alicia, cresce durante a leitura. É um personagem que desenvolveu, amadureceu, mas não perdeu todas as suas características. Max, bem, Max foi meio favorito. Um pseudo-alfa mas com muito amor, rs. Ele, a meu ver, foi a força motriz de Alicia. O falecido avô da jovem foi sua base, mas foi Max quem lhe deu forças para mudar.

A relação dos dois, de início em estilo gato e rato, passando por complacente, chegando à quase amor impossível é forte e intensa. Eles são ótimos juntos. Talvez eu tivesse adicionado um pouco mais de tempo à chegada da conclusão do “estou amando”. Não acho que isso seja um problema deste livro em particular, mas sim dos romances românticos em geral: as pessoas se apaixonam muito rapidamente nos livros! Obviamente, Max e Alicia tem química e intensidade e tudo mais... Porém, ainda acho que era muito cedo para se chegar à conclusão de que estava apaixonada. Ou, pelo menos, ter plena consciência disso.

Outro ponto, menor, mas que eu gostaria de mencionar, é sobre onde a história se passa. Tem-se a impressão de que é São Paulo, mas a cidade nunca é mencionada. Sei lá, mas eu gosto de saber onde se passam as histórias que eu leio, é uma forma de eu me situar, me ambientar. É apenas um pequeno detalhe, mas que, para mim, faz diferença.

Escrito de maneira despretensiosa, mas segura, Procura-se um Marido não apresenta situações linguísticas que parecem “forçadas”. O estilo é coloquial e fluido, aproximando bem o leitor da obra. Gostei disso. É o simples sem ser simplista. E foi esse estilo suave e “simples” que me cativou. Mesmo se teve algo aqui ou acolá que eu não tenha gostado a escrita de Carina me envolveu de uma maneira que eu simplesmente me vi impossibilitada de parar de ler!

Procura-se um Marido é romance puro, leve e divertido; Daqueles para se passar o dia inteiro lendo e sentir na última página aquela ponta de tristeza por ter chegado ao final.


Super Recomendo!

A Edição
A edição está bem caprichada e a capa está muito bonita, apesar de eu achar a modelo muito jovem. Porém, a semelhança com a capa de Perdida , o outro livro da autora, é grande demais. Por mais de uma vez já vi pessoas na livraria reclamando

Título Original: Procura-se um marido
Autor: Carina Rissi
Editora: Verus
Gênero: Romance Contemporâneo/Chick-Lit
Sub-Gênero/Assunto: Literatura Nacional,Casamento por conveniência
Período: Dias Atuais, Brasil.



Este livro foi minha leitura para o tema 11 do Desafio Realmente Desafiante-
11. Ler um livro Nacional.




4/5

quarta-feira, agosto 07, 2013

Desaparecidas, de Chris Mooney


Quando Darby McCormick era jovem, conseguiu escapar de um assassino, mas duas de suas amigas não tiveram a mesma sorte. Agora, ela trabalha como investigadora no Departamento de Polícia de Boston, vasculhando cenas de crimes em busca de detalhes sutis que possam ajudar na captura dos assassinos mais procurados. Talvez um trabalho na retaguarda fosse mais seguro, mas Darby não consegue controlar seu desejo de ir a campo….
Em Desaparecidas, o primeiro livro da série policial protagonizada por Darby McCormick, a investigação do sequestro de uma moça leva a pistas sobre o paradeiro de outras mulheres, de quem nunca mais se soubera. Tudo parece ser obra de um mesmo psicopata, apelidado de O Viajante. E Darby, ainda com pesadelos do passado vivos na memória, poderá ter um papel decisivo na captura do Viajante e, 25 anos depois, pôr uma pedra sobre o trauma de sua juventude.

- esta é a sinopse que está na contra-capa do livro. NÃO LEIA a que está na orelha- e que é a mesma do Skoob e em diversos outros sites (como Submarino).



Uma da minhas leituras para a Maratona Literária (e um dos temas para o Desafio Realmente Desafiante), Desaparecidas foi uma boa surpresa.

Eu nunca havia lido nada desse autor e, de forma geral, gostei bastante de seu estilo. Digo “de forma geral”, pois, por muitas vezes, tudo me pareceu esquematizado demais, como se fosse um script de cinema. Ou melhor dizendo um script para um episódio de CSI ou Criminal Minds. Eu adoro essas séries, mas quando estou lendo gosto de me deparar com algo diferente. Mas, se por um lado esse aspecto quase que “comercial” me incomodou um pouco, por outro, a escrita de Chris Mooney é bem envolvente e tem aquela combinação (quase!) perfeita de dinamismo e descrição.

Uma das coisas que mais detesto em James Paterson, por exemplo, é como os capítulos são ridiculamente curtos. Porém, sei que quando os capítulos e parágrafos se alongam demais acabam por tornar a história morosa, o que é péssimo para um livro, principalmente um livro policial. E isso não acontece com Desaparecidas.

Chris Mooney tem uma escrita segura que segura o leitor até o fim. Não é o tipo de suspenso do “quem matou” , pelo menos não totalmente, mas do “quando e se o vilão será pego”. Sim, nós, os leitores conhecemos o lado do assassino. Ou quase todo o lado- e confesso que dá uma agonia ver “os mocinhos” atrás de tanta pista falsa!

Desaparecidas é o primeiro livro da série Darby McCormick (três vivas pra Suma por ter publicado este primeiro livro!) e tem como personagem principal uma CSI que dá nome à série. Em 1984, aos 15 anos de idade, Darby conseguiu escapar de um assassino brutal, sorte que não teve suas duas melhores amigas. O tempo passa mas Darby mas não consegui “seguir em frente”totalmente. Um sentimento de culpa sem a ronda. Somente 25 anos, quando uma jovem é sequestrada é que Darby vê-se diante da chance de fazer as pazes com seu passado.

Em termos de mistério e suspense, Desaparecidas é um livro cativante e que prende a atenção, porém não é nada de extraordinário- até por quê não existem grandes surpresas. Tudo bem, tem uma revelação no final que me pegou desprevenida, mas foi isso. A “outra” revelação era beeeem óbvia!
O que mais me cativou no livro foi justamente a parte dramática da trama; a relação de Darby com seu passado e , principalmente, sua relação com a mãe com câncer terminal. As cenas dela com a mãe foram simples mas extremamente belas e tocantes. Sem contar a sua angústia em perceber que o tempo da matriarca estava se esvaecendo.

Como um todo, Desaparecidas foi uma leitura que eu gostei bastante. Não digo que foi perfeita, extraordinária, mas muito boa- apenas um pequeno detalhe no final me desagradou. Não a ponto de estragar a leitura ou algo assim, mas... gosto de todos os pingos nos is, sabe? Confesso que fiquei um pouco irritada com o autor por causa disso, rs

De qualquer forma, Desaparecidas é uma leitura que vale a pena e deve agradar quem gosta de livros do gênero.

Recomendo!


Título Original: The Missing
Autor: Chris Mooney
Editora: Suma de Letras
Gênero: Romance Policial
Série: Darby McCormick- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Sequestro, Serial Killer, Segunda Chance, Homens da Lei
Período: Dias Atuais. Região de Boston, EUA



Este livro foi minha leitura para o tema 10 do Desafio Realmente Desafiante-
10. Ler um livro que tenha entre 300 e 350 páginas.
Desaparecidas tem 308 páginas.


A Série
Livro 1- Desaparecidas- publicado pela Suma de Letras
Livro 2- O Amigo Secreto - publicado pela Mill Books (confesso que nunca ouvi falar dessa editora)
Livro 3- The Dead Room - inédito no Brasil
Livro 4- The Soul Collectors - inédito no Brasil

Outras Capas:

4/5

quarta-feira, julho 17, 2013

A Mulher do Senador, de Karen Roberts


Ronnie Honnecker é a esposa do senador. Quando se apaixonou pelo político arrojado os fortes sentimentos a impediram de ver os defeitos no homem. E quando ela descobriu a constante necessidade que ele tinha de procurar outras mulheres, já era tarde demais. Agora, todo o glamour da política não pode compensar a solidão de Ronnie, ou os casos extraconjugais do marido. Especialmente um desses casos, que acaba por explodir na mídia como um escândalo sexual. Perseguida por repórteres, Ronnie deixa o estrategista político, Tom Quinlan, cuidar da situação. Relutantemente, acaba concordando em ficar ao lado do marido até a próxima eleição. Porém, entre quatro paredes, Ronnie está passando por um profundo estado de agitação e apaixonando-se por Tom. Mas enquanto Tom e Ronnie estão buscando apoio um no outro, o inesperado acontece: a morte violenta do senador a coloca de novo sob os holofotes, mas desta vez como a principal suspeita do assassinato do senador. Agora, apenas uma única coisa pode provar a inocência de Ronnie: toda a chocante verdade...




Regular.

Não saberia dizer muito mais sobre este livro, além de ter sido uma leitura “regular”. Não foi aquele livro que eu diga, ‘nossa, que péssimo!’ mas tampouco foi uma leitura inesquecível. Acho que a questão aqui é que tiveram mais coisas de que eu não gostei do que de fato gostei na leitura.

Geralmente, eu não costumo ler livros sobre ou com adultério. Não é um tema “proibido”pra mim, mas eu tenho as minhas ressalvas, porém, ao ler a sinopse deste livro, eu imaginei algo diferente. Eu sabia que era um suspense romântico e o “adultério” me pareceu, pela sinopse apenas um flerte, um início para algo diferente. Ledo engano.

O meu problema não é com exatamente com o tema adultério em si, mas como os personagens agem diante dele. Todos somos humanos. Passíveis de erros. Mas trair sem nenhum tipo de consciência moral ou mesmo ética , eu não considero errado. Acho que é um daqueles momentos em que a Thaís ‘leitura’ entra em conflito com a Thaís ‘pessoa’.

E por que estou dizendo isso? Porque um dos principais motivos de eu ter rotulado A mulher do Senador como “regular” foi a personagem principal, Ronnie e a total falta de moral, ou dor na consciência, por assim dizer em trair o marido. E não só isso, Ronnie é uma vaca nojenta e se ao menos eu percebesse que ela sentia alguma coisa por seu objeto do desejo, Tom , eu até começasse a gostar um pouco dela.

Gostar. Amar. Este foi outro ponto. A Mulher do Senador é um suspense romântico e com isso se pressupõe crime e... envolvimento romântico. O que eu li foi um envolvimento sexual. Nada contra. Mas o livro não deveria ser sobre isso. Os sentimentos de Tom poderiam até ser românticos, mas o de Ronnie... não vi onde. O que ela queria era ir pra cama com seu estrategista político. Era um capricho, pura e simplesmente.

O fato de eu ter desprezado a protagonista fez com que eu não me entregasse totalmente à história que, apesar de tudo, prendeu a minha a atenção. Nunca havia lido nada dessa mas gostei de seu estilo. A Mulher do Senador foi um daqueles livros que, como que por um estranho fenômeno a gente simplesmente não consegue parar de ler. É incrível, até porque a grande reviravolta acontece depois da metade do mesmo.

A trama começa com o assassinato de uma garota de programa e depois segue partir dos pontos de vista de Ronnie, a jovem esposa de um Senador que se prepara para a reeleição e seu relacionamento com o assessor, e de uma jovem prostituta, amiga da morta. Um dos trunfos da autora é justamente fazer com a gente queira saber a ligação entre esses pontos. Como eu disse, apesar do meu desprezo pela protagonista, eu não conseguia parar de ler. E sério, ela ERA INSUPORTÁVEL, além de Jezebel (eu tinha que dizer isso, rs!) ela era metida, chata e- horror!- não gostava de cachorro!

Eu só não detestei TOTALMENTE a dita porque no momento em que a situação realmente aperta, ela sabe se virar sozinha. Sem ajuda de nenhum “macho salvador”. Devo confessar que gostei disso.

A grande questão do livro, ao meu ver, nem era o mistério policial mas o que seria mais importante , o amor, ser amada, ou o dinheiro e o status social? É uma questão interessante porém teria sido ainda melhor se eu tivesse sentido que a protagonista realmente ficou dividida entre o amor por Tom e a posição social. Bem, sim, ela ficou dividida, mas não vi amor ali.

Voltando ao lado policial da história, por incrível que pareça, quando este torna-se mais forte e, sim, muito mais interessante, a autora pareceu que tomou o chá dos apressadinhos. Até certo ponto, o ritmo do livro estava ótimo. Os capítulos eram do tamanho certo, nem curtíssimos nem longos demais. Havia todas as descrições necessárias, sem em nenhum momento tornar o texto maçante. Muito pelo contrário.

Mas aí Karen Roberts tomou o tal chá e tudo virou uma correria só. Os parágrafos parecem ter de repente ter saído de livros do James Paterson e tudo, eu disse tudo, simplesmente foi resolvido do nada! Até a pessoa culpada foi revelada durante um telefonema! Fala sério, né? Eu quase perdi. Foi uma revelação de uma linha e só! Não sei se a autora tinha uma dead line e estava atrasadíssima ou se tinha um número máximo de páginas, mas a correria final me incomodou muito.

Apesar de não ter me agradado totalmente, A Mulher do Senador não foi , no seu todo, uma leitura ruim. Serviu para passar o tempo e me deixou curiosa para ler outros livros da autora.


Título Original: The Senator’s Wife
Autor: Karen Roberts
Editora: Landscape
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Romance Contemporâneo, Adultério, Políticos
Período: Anos 90. EUA.

A Edição

Capa feia demais, hein? De qualquer forma, uma pena que a Editora Landscape não exista mais.



Este livro foi minha leitura para o tema 15 do Desafio Realmente Desafiante-
15. Ler um livro com a capa feia.
Essa capa é simplesmente medonha. Total anos 90 e sem qualquer charme ou senso de estética.



Capa Original:



Cotação:

2.5/5

quinta-feira, julho 04, 2013

Supostamente Culpada, de Tess Gerritsen


Quando Miranda Wood chega em seu chalé frio e sombrio, encontra um homem na cama morto a facadas. Ela se torna a principal suspeita, e parece ainda mais culpada quando sua fiança é paga por um doador anônimo. Enquanto luta para limpar o nome, Miranda desencava uma história de chantagem, corrupção e escândalo. E, ao se aproximar da verdade, fica óbvio que alguém tem a intenção de matá-la. Uma pessoa com fortes razões para tirá-la de seu caminho…




Eu ganhei Supostamente Culpada da Sabrina Pepe no Amigo Secreto das Blogueiras de 2011 (!!) e só agora tive oportunidade de ler. Sempre aparecia uma ou outra leitura que “passava na frente”.

Este livro faz parte da fase suspense romântico de Tess GuériGuéri , ops!, Gerritsen e quem conhece a autora por seus Thrillers médicos, principalmente a série Rizzoli & Isles, irá estranhar um pouco. Tess já era uma escritora talentosa, mas ainda era bem “crua” por assim dizer. Na verdade, o estilo dela neste livro me lembrou um pouco uma Sandra Brown pouco elaborada.

Supostamente Inocente fala sobre a clássica histórica do inocente que se vê, de repente, diante de uma situação, que parece sem saída- e que todas as provas parecem apontar contra ele. Ou ela, no caso.

Miranda Wood é uma jornalista, relativamente nova em uma pequena cidade dos EUA, que, de repente se vê acusada de ter matado seu Ex-chefe e ex- amante, Richard, um homem proveniente de uma das mais importantes famílias da cidade. E não ajuda nada, um doador anônimo ter pagado sua milionária fiança. Teria Miranda outros amantes? E o fato de alguém aparentemente estar tentando matá-la parece ser apenas um detalhe.

Ninguém acredita em sua inocência, a não ser seu velho vizinho, a simpática Sra. St. John (eu adorei ela!), um senhora com com ares de Miss Marple e, bem, Chase.

Não, Chase não acredita nela, à princípio. Ou simplesmente não quer acreditar. O fato de ele ser irmão de Richard prejudica bastante seu julgamento- e a crescente atração pela principal suspeita não ajuda em nada as coisas, né?

Por ser um suspense romântico, não espere uma trama policial especialmente elaborada. Todavia, isso não quer dizer que o aspecto “policialesco” tenha sido deixado de fora. Pelo contrário. O romance é forte, obviamente, mas já podemos sentir mesmo neste trabalho que Tess prezava por uma trama bem acabada e coerente. Não vou mentir, eu descobri quem era a pessoa culpada logo no início do livro, mas, sem falsa modéstia, não é algo tão óbvio, nem “tirado da cartola”. O fato é, quando se lê muitos livros policiais, a gente acaba ficando boa em “descobrir assassinos” rs

Supostamente Culpada é um livro sem grandes surpresas ou diferenciais mas é uma leitura que te prende do início ao fim. Quando você se dá por si, já são quase 4 da madrugada e você simplesmente não consegue largar o livro. É o tipo de coisa viciante. Muitos pontos pra Tess por isso.


“Finais felizes não são automáticos. (...) Às vezes, é preciso correr atrás deles.”


Quem já é familiarizado com literatura policial pode achar o livro um pouco leve demais, até ingênuo, mas nunca chato ou não divertido. Pessoalmente, acho que é uma ótima pedida para quem não conhece o gênero e quer começar com algo um pouco mais “solto”.


Recomendo!

Ah, eu aconselho a não ler a orelha do livro. Não que tenha algum spoiler mas muita coisa escrita- e mistério é algo importante em livro de suspense, né?


Título Original: Presumed Guilty
Autor: Tess Gerritsen
Editora: Harlequin
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Romance Contemporâneo
Período: Anos 90. EUA.



Este livro foi minha leitura para o tema 5 do Desafio Realmente Desafiante-
Ler um livro que o autor tenha a mesma inicial que a sua.
Caso vocês não saibam: Thaís Gisele= Tess Gerritsen ^.^


Outras Capas:


4/5

segunda-feira, junho 24, 2013

Toda a Verdade, de David Baldacci



Shaw trabalha para uma agência secreta de inteligência e sua vida se resume a viajar pelo mundo à caça de bandidos perigosos. Abandonado ainda bebê, sem laços afetivos e nem mesmo um nome próprio, ele nunca se importou com o fato de não saber se chegaria vivo ao fim do dia. Até agora. 

Ao ver seus lucros diminuírem a cada mês, Nicholas Creel, dono da maior fornecedora de armamento militar do mundo, decide que é hora de provocar uma guerra. Para isso, contrata um especialista em manipular fatos e “criar a verdade”. Juntos, eles lançam uma campanha de difamação contra o governo russo, cujos efeitos são bombásticos. 

Em meio a tudo isso, Katie James, uma jornalista premiada que caiu em desgraça por causa do alcoolismo, tem acesso ao único sobrevivente do Massacre de Londres que pode lhe dar o furo capaz de mudar sua vida.


Enquanto as peças desse quebra-cabeça se juntam, Shaw parece ter pouco tempo para desarticular essa rede de intrigas e impedir que tenha início um conflito capaz de acabar com o mundo como o conhecemos.




Alguns livros parecem que foram feitos para serem transformados em filmes. Toda a Verdade é um desses livros e, ironicamente, até aonde eu sei, nunca fui adaptado para o cinema. O problema é que Toda a Verdade é o tipo da história, ou narrativa, que ficaria melhor somente nas telas do cinema.

Não foi um livro que me desagradou por completo, mas, sim, esperava muito mais.

A questão central do livro é muito boa; a ideia de simplesmente criar uma guerra para se tirar proveitos mercantis causa não só asco, mas um também um pouco de medo. Toda a Verdade mostra como todos nós podemos ser facilmente manipulados. As pessoas muitas vezes tendem a acusar as mídias “tradicionais” de serem manipuladas (vide os últimos acontecimentos em nosso país), mas não parecem perceber o quão fáceis podem ser manipuladas/manipuláveis pela internet.

O grande problema é a demora em “iniciar” a ação. A história mesmo só começa quase na metade do livro e até ali, apesar dos parágrafos curtos e de uma falsa sensação de “coisas acontecendo” , eu já estava me sentindo cansada da leitura.

Nesta primeira parte, o autor apresenta os fatos, um falso vídeo na internet que acaba causando uma crise internacional que pode culminar na terceira guerra mundial, e três personagens centrais Shaw, uma espécie de agente secreto, Nicholas Creel, dono de uma fornecedora de armamento militar e Katie James, uma repórter alcoólatra e em decadência.

É uma primeira parte que parece não terminar nunca; afinal esse era um thriller, um livro de ação... e aonde estava a ação? As colocações iniciais eram pertinentes mas se estenderam muito. Quando o *fato* acontece, confesso que parte de mim até ficou feliz. O livro finalmente tinha começado!
E quando começa, começa mesmo! A história parada do começo toma outros contornos. O ritmo fica completamente frenético e impossível de largar a leitura. É o típico caso do “fim que salva o começo.”

David Baldacci cria uma história bem amarrada e com personagens interessantes mas não inesquecíveis. Senti que ele resvalou um pouco em personagens clichês de thrillers. Nicholas Creel é o clichê ambulante de um super vilão de filmes do James Bond. Ou de qualquer desenho ou quadrinho do Batman. Ricão e Mauzão. Tinha até um submarino! Só faltava um dente de ouro! É uma da daquelas situações em que no somente no cinema, aquilo ficaria minimamente plausível. Ou menos risível. Na tela grande, com os efeitos e tudo mais, a gente muitas vezes passar passar a absurdidade da situação, mas lendo... o vilão torna-se ridículo.

Shaw, o herói, é um personagem interessante, sem nome, praticamente “programado para matar” e “preparado para morrer”. Eu me simpatizei com ele, sim, mas o achei muuuito parecido com o G. Callen do seriado NCIS-LA.

Os melhores personagens, sem dúvida, foram Katie e Frank, o chefe de Shaw. Katie foi ,a meu ver, a personagem que mais cresce na trama. Ela não é uma super-heroína, mas apesar de todas as falhas consegue lutar, apesar de algumas- muitas- quedas no caminho. Frank, eu ainda não sei se odiei muito ou só um pouco.

Em Suma, Toda a Verdade , apesar do começo morno e de algumas imperfeições da trama, é uma leitura que entretém, e de certa maneira, faz pensar. Só por isso, acho que já vale a pena. Fãs do gênero devem gostar.

Acima da média.


A Edição
Infelizmente, a edição deixou bastante a desejar. Além de vários problemas de grafia e concordância verbal, em algumas passagens os nomes dos personagens eram trocados, causando confusão. Além disso, eu não aconselho a ler a sinopse oficial (quarta capa e, principalmente, a orelha do livro). Achei que a editora revela DEMAIS. Na sinopse que coloquei nesta resenha, eu fiz alguns *cortes*.


Título Original: The Whole Truth
Autor: David Baldacci
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller
Série: Shaw- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Espionagem, Jornalistas
Período: Nova York EUA, dias atuais.
A Série

Livro 1- Toda a Verdade
Livro 2- Deliver Us From Evil- honestamente, não sei se já foi lançado no Brasil

Outras Capas:






Este livro foi minha leitura para o tema 2 do Desafio Realmente Desafiante-
Indicação de um amigo. 


3.5/5