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segunda-feira, outubro 13, 2014

[Resenha] Outlander- A Viajante do Tempo, de Diana Gabaldon


Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?(less)


Um bom livro.
Porém eu esperava mais, bem mais.
Outlander foi aquele tipo de livro cercado de apreensão e expectativas. Algumas entrevistas infelizes da autoras e os preços praticados pela antiga editora, a Rocco, sempre me afastaram da leitura, mas eis que finalmente resolvi me aventurar na leitura.
Não me arrependi, mas também não me apaixonei. Para mim, foi uma leitura regular.
A história é bem conhecida: no ano de 1945, logo após o final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira inglesa Claire acaba fazendo uma viagem no tempo e sendo “transportada” para a Escócia de 1743, onde conhece um mundo de guerra e clãs e, principalmente um jovem e galante escocês chamado Jamie.

Pois bem. A ideia inicial do livro não é das mais originais mas é bem interessante e se podemos fazer um elogia à obra é a qualidade da escrita. Tecnicamente, o livro é bem escrito; a autora tem um ótimo domínio da palavras. Todavia, ter domínio das palavras não é tudo.

Faltou um editor. Menos é mais, isso é algo a ser aprendido e respeitado. Por mais que a escrita fosse precisa, ela era tremendamente enfadonha. Como a autora enrola! Até a metade do livro, eu tive a impressão que nada acontecia. A não ser, é clara, as menções de que Jamie tinha sido surrado. Ou seria surrado. Ou era surrado. Serio, não tem UM capítulo que uma surra não tenha sido mencionada! È algum fetiche da Dona Gabaldon, porque né...?

Demorar até a metade para o livro “engrenar” pode não parecer muito, mas quando se trata de um livro de 800 páginas, é! Honestamente, por várias eu quase abandonei a leitura.

Porém, não foi a “chatice” que mais me incomodou mas sim a personagem principal, Claire. Senti uma total falta de empatia pela personagem. Aliás, o grande problema foi que *ela* não tinha empatia nenhuma. Coisas horríveis ocorrem, coisas extraordinárias também, e ela nem se abala.

Ela já casada, mas parece se esquecer totalmente do marido, como num passe de mágica! Sério mesmo? Sei que muitos suspiram pelo romance dela com Jamie, mas não senti nada ali. Ele é realmente o melhor do livro, mas muitas vezes me pareceu mais um adolescente inquieto do que um herói romântico. Sem contar, que merecia algo muito melhor que uma mosca morta como ela.

Não posso negar que o livro melhora MUITO depois da metade; a trama fica mais interessante e até mesmo a relação entre Jamie e Claire não é mais tão enfadonha, apesar de não ter sido algo que me fez suspirar.

O que mais me prendeu nesta segunda parte do livro, ou até mesmo no livro inteiro, foi o lado aventuresco da história e , principalmente, a relação de Jamie com a família (adorei a irmã dele!)

Esta foi uma leitura interessante, que me deixou curiosa pelo o que está por vir. Eu apenas não elevarei as minhas expectativas.

De quaqluer forma, vale a pena a leitura.

Título Original: Outlander
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Saída de Emergência
Gênero: Romance Histórico
Série: Outlander-Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Viagem no Tempo, Aventura, Adultério
Período: Escócia. 1945 e 1793.

Outras Capas:



3.5/5

terça-feira, agosto 20, 2013

Obsessão, de Erica Spindler (Thriller)



Kate e Richard formam o casal perfeito, a não ser pelo fato de não poderem ter filhos. A adoção é considerada a solução ideal para a realização do sonho. Mas eles acabam abrindo caminho para o pior pesadelo de suas vidas. Julianna, a mãe biológica do bebê adotado, está decidida a eliminar Kate e se tomar a esposa de Richard. E isso não é tudo: no rastro de Julianna há um assassino profissional, e ele deseja acertar contas do passado com ela a qualquer custo.

Eu não sei se amei ou odiei esse livro. Tudo bem, eu não odiei- mas também não amei. Honestamente, não sei o que pensar. Eu adorei a agilidade da trama, a escrita e, de certa forma, gostei da história, ou deveria dizer, da trama de modo geral. Porém, foram exatamente aspectos dessa “trama” que me fizeram não gostar do livro.

Ai, confusão!

Confusão. A preimeira confusão à respeito de Obsessão vem justamente da editora que o publicou aqui no Brasil, a Harlequin. Quando vimos que um livro é lançado pela Harlequin, logo pensamos que se trata de um romance romântico, não? Ou neste caso, de um Suspense Romântico. Pois é. Obsessão não é um romance romântico e muito menos um suspense romântico. Este livro é um policial, um thriller. Eu leio muitos livros policiais sem romance e esse detalhe não me desagradou mas não há como negar que, ao pegar um livro da Harlequin para ler a gente meio que espera uma história de amor.

Obsessão é tudo menos uma história de amor. Tudo bem, se você forçar beeeem a barra tem uma vírgula de romance mas,... nah.

Eu gosto bastante da autora, Erica Spindler. Ou ao menos eu gostei bastante dos dois livros que li dela, Vertigem e Amigas Inseparáveis. Foram duas leituras incríveis, porém, Obsessão não me caiu tão bem. A força da escrita continua, fazendo com que a gente não consiga parar de ler (eu xingava e continua lendo!) mas certos aspectos da história me incomodavam. É algo extremamente pessoal, mas essa é a palavra. Incômodo.

Obsessão é dividido basicamente em três partes e como todo livro policial, quanto menos se falar melhor. No início temos esse casal perfeito, Kate e Richard que resolve adotar uma criança recém-nascida. O que eles não sabem é que a mãe biológica da criança, Julianna criou uma obsessão doentia por Richard e quer tornar-se sua mulher. Por sua vez, John Powers, o pai biológico, está disposto a acertar as contas com Julianna . John não queria que Julianna tivesse a criança e sua primeira meta é eliminar o bebê e acertar as contas com quem o traiu.

A primeira parte do livro é bem envolvente, intercalando os mundos de Richard e Kate, Julianna e John. É quase uma preparação para a história e digo isso de maneira bem positiva. A parte final do livro também é ótima; é onde a ação realmente acontece- e todas as ações começam a ter consequências. Sabe quando você simplesmente não consegue parar de ler até chegar a linha final? Foi assim comigo.

Se o livro fosse apenas com a primeira e última parte, eu não teria dúvida em dizer: nossa, que livro! Amei. O problema é o meio. Odiei o meio do livro. E o pior é u nem poder dizer aqui porque odiei. Odiei por questões pessoais e porque eu teria dado um fim diferente à certo personagem. Tudo bem que isso iria mudar totalmente a dinâmica do livro. Vamos dizer assim, eu gostaria muito que certa pessoa percebesse a idiotice que fez.

Outro problema que eu tive com o livro foi a minha "não concordância" com os personagens. Eu não queria dizer que odiei todos eles, mas tá difícil. Odiei Julianna por ser uma vaca. Tá certo, ela sofreu muito e com certezava precisa de apoio e de um bom psiquiatra, mas não deixou de ser uma vaca. Muita gente sofreu tramas e não se transformou numa vaca; Odiei Richard por ser um bocó, infantil e idiota; e odiei Kate por ter sido tão passiva, tão acomodada. Ela sabia que algo estava errado, mas simplesmente estava “cansada demais” para lutar. Não a estou culpando, longe disso, mas ela poderia ter sido mais incisiva.

O personagem que eu mais gostei foi Luke Dallas, o amigo escritor. É um personagem que começa pequeno mas que vai crescendo com o decorrer da trama. Foi o único que eu senti que não era acomodado.

O fato é, Obsessão foi um livro que me deixou sem saber o que pensar. Racionalmente, eu achei o livro ótimo. Ele possui uma trama consistente e tem o que eu gosto de chamar de “equilíbrio perfeito” entre ação e descrição. Porém, quando *eu* leio um livro, eu não leio apenas com olhos racionais- as emoções que o livro me provoca também são fundamentais para o meu gostar ou não. E esse livro mexeu com conceitos morais particulares meus. Foi uma leitura que eu simplesmente não posso dizerNão Leia porque eu não concordei com isso ou aquilo.

Em suma, Obsessão é um bom livro. Bem escrito. Só não sei se foi o *meu* número.


Título Original: In bed with the Devil
Autor: Erica Spindler
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Policial / Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Adultério, Crianças, Suspense
Período: Contemporâneo. EUA.


***

                         Como o livro também fala sobre vingança, inclui ele no Desafio Literário deste mês.

Outras Capas:


3/5

(mas poderiam ter sido 3,5. Ou 4)

quarta-feira, julho 17, 2013

A Mulher do Senador, de Karen Roberts


Ronnie Honnecker é a esposa do senador. Quando se apaixonou pelo político arrojado os fortes sentimentos a impediram de ver os defeitos no homem. E quando ela descobriu a constante necessidade que ele tinha de procurar outras mulheres, já era tarde demais. Agora, todo o glamour da política não pode compensar a solidão de Ronnie, ou os casos extraconjugais do marido. Especialmente um desses casos, que acaba por explodir na mídia como um escândalo sexual. Perseguida por repórteres, Ronnie deixa o estrategista político, Tom Quinlan, cuidar da situação. Relutantemente, acaba concordando em ficar ao lado do marido até a próxima eleição. Porém, entre quatro paredes, Ronnie está passando por um profundo estado de agitação e apaixonando-se por Tom. Mas enquanto Tom e Ronnie estão buscando apoio um no outro, o inesperado acontece: a morte violenta do senador a coloca de novo sob os holofotes, mas desta vez como a principal suspeita do assassinato do senador. Agora, apenas uma única coisa pode provar a inocência de Ronnie: toda a chocante verdade...




Regular.

Não saberia dizer muito mais sobre este livro, além de ter sido uma leitura “regular”. Não foi aquele livro que eu diga, ‘nossa, que péssimo!’ mas tampouco foi uma leitura inesquecível. Acho que a questão aqui é que tiveram mais coisas de que eu não gostei do que de fato gostei na leitura.

Geralmente, eu não costumo ler livros sobre ou com adultério. Não é um tema “proibido”pra mim, mas eu tenho as minhas ressalvas, porém, ao ler a sinopse deste livro, eu imaginei algo diferente. Eu sabia que era um suspense romântico e o “adultério” me pareceu, pela sinopse apenas um flerte, um início para algo diferente. Ledo engano.

O meu problema não é com exatamente com o tema adultério em si, mas como os personagens agem diante dele. Todos somos humanos. Passíveis de erros. Mas trair sem nenhum tipo de consciência moral ou mesmo ética , eu não considero errado. Acho que é um daqueles momentos em que a Thaís ‘leitura’ entra em conflito com a Thaís ‘pessoa’.

E por que estou dizendo isso? Porque um dos principais motivos de eu ter rotulado A mulher do Senador como “regular” foi a personagem principal, Ronnie e a total falta de moral, ou dor na consciência, por assim dizer em trair o marido. E não só isso, Ronnie é uma vaca nojenta e se ao menos eu percebesse que ela sentia alguma coisa por seu objeto do desejo, Tom , eu até começasse a gostar um pouco dela.

Gostar. Amar. Este foi outro ponto. A Mulher do Senador é um suspense romântico e com isso se pressupõe crime e... envolvimento romântico. O que eu li foi um envolvimento sexual. Nada contra. Mas o livro não deveria ser sobre isso. Os sentimentos de Tom poderiam até ser românticos, mas o de Ronnie... não vi onde. O que ela queria era ir pra cama com seu estrategista político. Era um capricho, pura e simplesmente.

O fato de eu ter desprezado a protagonista fez com que eu não me entregasse totalmente à história que, apesar de tudo, prendeu a minha a atenção. Nunca havia lido nada dessa mas gostei de seu estilo. A Mulher do Senador foi um daqueles livros que, como que por um estranho fenômeno a gente simplesmente não consegue parar de ler. É incrível, até porque a grande reviravolta acontece depois da metade do mesmo.

A trama começa com o assassinato de uma garota de programa e depois segue partir dos pontos de vista de Ronnie, a jovem esposa de um Senador que se prepara para a reeleição e seu relacionamento com o assessor, e de uma jovem prostituta, amiga da morta. Um dos trunfos da autora é justamente fazer com a gente queira saber a ligação entre esses pontos. Como eu disse, apesar do meu desprezo pela protagonista, eu não conseguia parar de ler. E sério, ela ERA INSUPORTÁVEL, além de Jezebel (eu tinha que dizer isso, rs!) ela era metida, chata e- horror!- não gostava de cachorro!

Eu só não detestei TOTALMENTE a dita porque no momento em que a situação realmente aperta, ela sabe se virar sozinha. Sem ajuda de nenhum “macho salvador”. Devo confessar que gostei disso.

A grande questão do livro, ao meu ver, nem era o mistério policial mas o que seria mais importante , o amor, ser amada, ou o dinheiro e o status social? É uma questão interessante porém teria sido ainda melhor se eu tivesse sentido que a protagonista realmente ficou dividida entre o amor por Tom e a posição social. Bem, sim, ela ficou dividida, mas não vi amor ali.

Voltando ao lado policial da história, por incrível que pareça, quando este torna-se mais forte e, sim, muito mais interessante, a autora pareceu que tomou o chá dos apressadinhos. Até certo ponto, o ritmo do livro estava ótimo. Os capítulos eram do tamanho certo, nem curtíssimos nem longos demais. Havia todas as descrições necessárias, sem em nenhum momento tornar o texto maçante. Muito pelo contrário.

Mas aí Karen Roberts tomou o tal chá e tudo virou uma correria só. Os parágrafos parecem ter de repente ter saído de livros do James Paterson e tudo, eu disse tudo, simplesmente foi resolvido do nada! Até a pessoa culpada foi revelada durante um telefonema! Fala sério, né? Eu quase perdi. Foi uma revelação de uma linha e só! Não sei se a autora tinha uma dead line e estava atrasadíssima ou se tinha um número máximo de páginas, mas a correria final me incomodou muito.

Apesar de não ter me agradado totalmente, A Mulher do Senador não foi , no seu todo, uma leitura ruim. Serviu para passar o tempo e me deixou curiosa para ler outros livros da autora.


Título Original: The Senator’s Wife
Autor: Karen Roberts
Editora: Landscape
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Romance Contemporâneo, Adultério, Políticos
Período: Anos 90. EUA.

A Edição

Capa feia demais, hein? De qualquer forma, uma pena que a Editora Landscape não exista mais.



Este livro foi minha leitura para o tema 15 do Desafio Realmente Desafiante-
15. Ler um livro com a capa feia.
Essa capa é simplesmente medonha. Total anos 90 e sem qualquer charme ou senso de estética.



Capa Original:



Cotação:

2.5/5

sexta-feira, junho 28, 2013

A Doença de Haggard, de Patrick McGrath


Na Inglaterra pré Segunda Guerra, um médico apaixona-se pela mulher de um de seus chefes, cultivando um desejo obsessivo. Enquanto toma doses de morfina para aplacar seu amor, o leitor o acompanha os desenlaces de sua paixão.




“Minha vida continha dois tipos de momento, o tempo com ela e o tempo sem ela: um paraíso e um inferno..”


Forte, diferente e perturbador. Talvez esses sejam os primeiros adjetivos que me venham à mente ao falar de A Doença de Haggard. Porém, o livro é mais do que “apenas” esses três adjetivos.

Honestamente, não sei ao certo o que dizer sobre o livro. Talvez a história não tenha sido o mais importante mas a forma como ela é conduzida. Mentira. A história também faz toda a diferença. A história e o modo como é contada. Aliás, o como é contada é que faz toda a diferença.

A Doença de Haggard é um relato, em primeira pessoa. No início da Segunda Guerra, o jovem médico . Edward Haggard conta a sua história de paixão e loucura com a esposa de um de seus superiores. É um caso intenso- que trás sequelas psicológicas e físicas. Mas até aí, tudo bem. Não existe nada de “diferente” nisso, eu suponho. A questão é que Haggard é um viciado em Morfina e ao decorrer de seu relato, vamos notando como a visão dele pode estar distorcida.

“E eu me lembro de ter pensado, não, eu não serei solitário. Não me permitirei ser sufocado por saudades impossíveis de algo que deixara de ser real.”


É uma leitura estranha, mas extremamente fascinante, que deixa a gente completamente mergulhada naquele mundo. Por muitas vezes eu senti repulsa e também pena do protagonista. Ele é um apaixonado, no sentido mais patológico da palavra.

A Doença de Haggard me lembrou muito a escrita dos autores românticos do século XIX , principalmente Alvarez de Azevedo. É um livro sobre o amor e suas consequências. Incomoda. Quem já se apaixonou alguma vez, irá se sentir estranhamente próximo de Haggard.

“Pois , afinal, o que é o sexo a não ser um partir-se e fundir-se? A transformação de dois em um, a recuperação da unidade perdida, e foi isso o que vi naquela noite, que ela e eu éramos- somos- parte de um único todo.”

Eu nunca tinha lido nada desse autor, mas gostei bastante de seu estilo e a forma como ele conduz os acontecimentos. É uma leitura de vocabulário fácil, mas não simplista e apesar das poucas páginas, 211, não é um livro que se leia com rapidez, mas, sim pouco a pouco; como se a gente precisasse “digerir” os acontecimentos, ou melhor dizendo, a mente do protagonista- narrador.

Particularmente, eu gostei muito do livro. Principalmente por ter sido uma leitura diferente do que eu ando lendo ultimamente. Normalmente, eu não sou muito fã de livros que falam sobre adultério, porém, além de querer sair um pouco da minha zona de conforto, percebi que o livro não é exatamente sobre isso. O único senão talvez fique por conta do final. Achei um pouco abrupto, mas, pensando bem, acho que fez todo o sentido. E combinou com o clima gótico da obra.

A Doença de Haggard não é um livro para todos os gostos e públicos, mas eu acho que se você estiver disposto a ler algo, diferente, instigante, vale muito a pena a leitura.

Recomendo!


A Edição
A edição está bem cuidada, sem erros de revisão, pelo menos que eu pudesse notar. A minha única crítica é a capa. Se olharmos bem, dá para perceber que a figura está distorcida, o que faz todo sentido para quem leu o livro, porém ela pode dar uma impressão errada sobre o quê é o livro.

Título Original: Dr. Haggard’s disease
Autor: Patrik McGrath
Editora: Cia das Letras
Gênero: Romance Psicológico
Sub-Gênero/Assunto: Adultério, Médicos, Amor Proibido
Período: . Final dos anos 30, início da II GM. Inglaterra.

Este livro foi a minha leitura deste mês para o Desafio Literário. O tema era "Romance Psicológico".



Outras Capas:

4/5

sexta-feira, maio 31, 2013

A Falta Que Você Faz, de Michelle Reid


Rachel e Daniel tinham três filhos adoráveis e um casamento sólido o; pelo menos, Rachel sempre acreditara nisso. Mas sua feliz existência foi destruída quando lhe contaram que Daniel tivera um caso amoroso. Então, ela percebeu que eles estiveram distantes durante vários anos. Rachel queria salvar seu casamento, mas não seria tarde demais Será que ela conseguiria perdoar Daniel, apesar de ele ter cometido, a pior traição?

Uma maravilhosa surpresa. Fazia tempo que eu não me envolvia me deparava com um livrinho de banca tão bem escrito e de tema tão forte, ainda mais um contemporâneo. E um Bianca!

O tema “traição” não está entre os meus favoritos, muito pelo contrário, mas eu quis contra as minhas próprias limitações ao ler A Falta Que Você Faz, e não me arrependi.
O livro começa aonde tantos outros já terminaram faz tempo: sete anos depois do “E foram felizes para sempre”. Rachel e Daniel estão casados, tem dinheiro, status, três filhos lindos e vivem o que todos podem chamar de “casamento perfeito” até Rachel descobrir que Daniel a traiu.

Talvez a vida perfeita deles não fosse tão perfeita.

A minha primeira reação, acho, se eu fosse Rachel, e descobrisse algo assim , seria pegar meus filhos e sair de casar. Ou forçar a saída do safado traidor. Mas nada é tão simples. As pessoas não deixam de amar simplesmente por que foram traídas- e, por pior que seja admitir , talvez tenhamos uma parcela de culpa nessa traição.
Esquecer e perdoar? Ficar e transformar o casamento num inferno por nunca conseguir se livrar daquele “fantasma”?
Este é um livro que faz pensar e mostra que não existem soluções fáceis. Nem soluções “certas” ou “erradas”

Rachel engravidou aos dezessete anos e apesar de se considerar “contente” sempre viveu em uma redoma de vidro e a traição de Daniel irá evidenciar isso ainda mais. Ela se anulou. Deixou os próprios sonhos para lá. Daniel tinha parte da culpa, mas ela também era a grande culpada pela a mesmice em que se tornou sua vida. O fato é Rachel se acomodou. Ela gostava do sonho de ser a princesa vivendo protegida em um castelo. Eu não concordei com a personagem, mas a entendi e acho que aí é que está o talento da autora.

A traição de Daniel serve para fazer Rachel acordar. Não só em relação ao casamento, mas em relação à ela mesma; ao que ela fez da própria vida.

A traição de Daniel é difícil de ser perdoada, mas é impossível não se sentir tocada pela dor, pelo desespero dele. Ele errou e sabe disso e faz de tudo para reconquistar a própria esposa, a própria mulher. Honestamente, fiquei dividida. Sou um pouco talibã em relação à adultério mas a pessoa merece ser condenada a prisão perpétua por um erro?

A Falta que você faz é um belo livro, muito bem escrito, que mostra como uma traição machuca a todos os envolvidos: a traída, o traidor e os filhos, principalmente.

Apesar de ter sido escrito em 1996, o livro não parece datado, tirando, é claro, algumas expressões e o fato dela usar calça “fusô” , rs

As únicas falhas, a meu ver, foram o livro ser curto demais e a falta de um epílogo (amo epílogos!), mas mesmo assim, A Falta Que Você Faz está à anos luz de muitos livros do gênero. É bom ver um livro, um romance romântico, com personagens e dramas reais.

Mais que recomendo!

O PS: E o melhor, o livro não está “editado”! Tá certo, uma frase ou outra me pareceu “diminuída” mas o livro está inteirinho. E isso é incrível em se tratando da falecida NC, né?

O P.S 2: Eu não li a outra história do livro (é um Bianca Dupla) , A Futura Esposa, de Jessica Hart.

O P.S 3: Bem que Harlequin podia relançar!

Título Original: The Ultimate Betrayal
Autor: Michelle Reid
Editora: Nova Cultural
Coleção: Bianca Dupla 625
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Romance de Banca, Drama, Casados, Crianças, Infidelidade,
Período: Anos 90. Londres, Inglaterra.




*** Este foi a minha leitura para o mês de mês na Maratona de Banca. O tema é Michelle Reid.
Minha Lista: 


Capa Original:


4.5/5

terça-feira, agosto 14, 2012

Sonhos Perdidos, de Fiona Hood-Stewart [Maratona de Banca]



Título Original: The Lost Dreams
Autor: Fiona Hood-Stewart
Editora: Nova Cultural
Coleção: BestSeller
Gênero: Romance Contemporêneo
Sub-Gênero/Assunto: Romance de Banca, Abuso, Família, Segunda Chance, Amor Proibido
Período: Contemporâneo. Nova York e Escócia.
Poderia aquela mulher recuperar seus sonhos perdidos?

Após uma devastadora tragédia, Charlotte MacLeod chega ao castelo de Strathaird, na etérea ilha de Skye, na Escócia. Atormentada pela culpa e pela dor, continua determinada a proteger sua filha de verdades que ela própria não consegue enfrentar. Mas a chegada de Bradley Harcourt abala a fragilidade de sua paz. O belo americano por quem Charlotte nutria profunda amizade – quase uma paixão – é o novo herdeiro do castelo e das terras. Mas também um homem atormentado pela dúvida entre administrar um império e a vontade cada vez maior de retornar à terra de seus antepassados.

A chegada dele mudará a vida de todos, principalmente a de Charlotte, pois os segredos que tanto assombraram o castelo de Strathaird reservam para ela um novo e glorioso destino, no qual estará finalmente livre para amar. Mas para ter direito à felicidade que por tanto tempo lhe foi negada, Charlotte terá de lutar, com uma força inabalável, contra o passado e contra os obstáculos do presente!



terça-feira, maio 22, 2012

A Mulher de Pilatos, de Antoinette May [Desafio Literário]


Título Original: Pilate’s Wife
Autor: Antoinette May
Editora: Sextante
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Amor Proibido, Mitologia, Adultério
Período: Roma e Judéia- Primeiras Décadas da Era Comum. 
Em pleno Império Romano, Cláudia Purcula convive com personalidades como o imperador Tibério e a imperatriz Lívia, Pôncio Pilatos, Calígula, Herodes, incluindo até Jesus de Nazaré. Ela se encanta e se casa com o ambicioso Pilatos. Entretanto, é Holtan, um poderoso gladiador, que vem a se tornar seu verdadeiro amor. Cláudia passa a viver sufocada por esta paixão e, por conta de seu dom da vidência, atormentada por visões de terríveis acontecimentos. Quando Miriam de Magdala, sua amiga, confessa seu amor por Jesus de Nazaré, ela prevê revoluções, injustiças, açoitamento, crucificação de Jesus e, embora faça tudo para evitar que Pilatos o condene, acaba por assistir ao inexorável curso da história. Mesclando história e ficção, Antoinette May descreve detalhes das personalidades e do contexto da época.

quarta-feira, julho 13, 2011

Post 200: Jogue Sujo, de Sandra Brown. [Romance Policial]

Este é o post 200 do Blog! Para 'comemorar'nada melhorar que a resenha de um livro de uma das minhas autoras favoritas! :)
Título Original: Play Dirty
Autor: Sandra Brown
Editora: Rocco
Gênero: Suspense Romântico
Temas: Crime e Mistério, Adultério
Período: EUA. Atual
Griff Burkett é um apostador compulsivo e ex-atleta de futebol americano que, ao deixar a prisão, recebe uma proposta irrecusável. Um bilionário paralítico lhe oferece 100 mil dólares para engravidar sua esposa, 500 mil quando ela engravidasse e mais um milhão a cada aniversário da criança. Uma chance de ouro se o vingativo Stanley Rodarte não estivesse disposto a acertar contas com ele.A situação fica insustentável quando Rodarte descobre que Burkett está saindo com a esposa do bilionário paralítico. À medida que o relacionamento de Burkett e Laura deixa de ser meramente profissional, Rodarte aperta o cerco ao ex-jogador e a trama de Sandra Brown fica ainda mais instigante.


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