quinta-feira, novembro 06, 2014

Direito à esperança, de Ruth Langan

Ele era sério demais. Ela era enlouquecedora!

América do Norte, 1885. Qualquer que fosse o problema naquela cidade, todos se apressavam em chamar o xerife Gabe Conover. Não fora somente a habilidade de ser um bom atirador que lhe garantira a notoriedade de xerife mais respeitado da região. Fora sobretudo a fama de ser um homem consciente, dedicado, honesto e respeitador da lei, que não fazia nenhuma concessão. Mandara mais bandidos para julgamento do que qualquer outro xerife do Território de Dakota; Gabe reconhecia uma situação difícil de longe. E Billie Calley era um problema, e dos grandes. As complicações começaram no momento em que ela chegou à cidade...



Que graça de livro!

Direito à Esperança é um daqueles livros que entram na categoria de “livro gracinha”, aquele tipo de livro que te deixa mais leve, com um sorriso feliz no rosto.
Este é o primeiro livro da trilogia Badlands que conta a história de três irmãos, Gabe, Yale e Kitty, no Velho Oeste Norte Americano. Os três enfrentaram muita coisa desde pequenos e a cada livro, vamos conhecendo mais sobre suas vidas e, claro, suas paixões.

Gabe Conover, o herói de Direito à Esperança, sempre teve o gene de “protetor” desde quando ele e os irmãos menores viajaram sozinhos em uma carroça quando eram pequenos. Xerife, do tipo “durão e bom-caráter”, gabe gosta das coisas certinhas e não admite nada que seja remotamente imoral ou fora da lei. Obviamente, como já era de se esperar, estas convicções vão por água abaixo quando Gabe conhece “um certo alguém”.

Este “certo alguém” atende pelo nome de Billie Calley. Billie é uma jovem forasteira e “sinônimo” de confusão. Além de não dizer de onde veio ( o que já é bem suspeito, né?) ela no Saloon local. Não é exatamente a figura feminina que Gabe buscava para a futura mãe de seus filhos.

Ah, mas nós sabemos como são as coisas do coração, né? E o homem durão e a mocinha espevitada, mesmo tão diferentes tinham tudo para serem o par perfeito.
Direito à Esperança me lembrou um pouco os livros de outra autora que eu adoro, Carolyn Davidson; assim como nos livros deCarolyn, este livro fala de heróis de coração puro, mocinhas sofridas mas “com atitude”, que não se deixam abater pelas interpéries. Eu acho que estes foi um dos principais fatores para eu ter adorado esse livro. Claro, a história *é* clichê, mas tudo é tão bem amarradinho e bem contado que o “fator clichê” nem é tão importante assim.

Gabe é um “semi-ogro”; ele tem os rompantes e alguns momentos de cavalgadura, mas nenhum momento é grosseiro ou petulante. Cabeça-dura, com certeza, mas nunca cruel. Billie, ao contrário do que possa parecer a primeira vista, é a típica mocinha ingênua (e sofredora) dos romances água-com-açucar, porém ela vai atrás do que quer e se eu fosse descrevê-la em uma palavra seria “batalhadora”.

Billie e Gabe tem uma relação tumultuada, mas que não está totalmente focada no desejo ou na atração física. Apesar das diferenças, os dois, de certa maneira, acabam se tornando amigos, o que torna tudo mais agradável e, por que não, encantador.

Direito à Esperança foi uma leitura divertida e rápida, que me fez sentir mais leve. As liçoes de vida apresentadas no livro não me soaram em nenhum momento moralistas ou enfadonhas. Eu me envolvi com a trama e seus personagens, torci por Gabe e Billie.

Para quem gosta de um romance bem levinho, do tipo água com açucar, mas que não vai te deixar diabético, Direito à Esperança é uma ótima leitura; nos leva à um mundo aonde o bem vence o mal e a bondade e o amor não estão fora de moda.

Recomendo!

A série:

A trilogia Badlands foi publicada no Brasil pela falecida editora Nova Cultural. Bem que alguma editora podia reeditá-la #FicaAdica

Livro 1- Direito à Esperança
Livro 2- Jogador Apaixonado
Livro 3- Corações Indômitos




Título Original: Badlands Law
Autor: Ruth Langan
Editora: Nova Cultural
Gênero: Romance Histórico
Coleção: Clássicos Históricos Especial 173
Série:Badlands - Livro 01
Sub-Gênero/Assunto: Cowboys, Homens da Lei
Período: Velho Oeste. EUA.


4.5/5

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