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quarta-feira, agosto 26, 2015

[Resenha] Corações Indômitos - Ruth Langan


“Kitty Conover era uma jovem bem diferente das que moravam em Misery. Sempre vestida com trajes masculinos de pele de gamo e com os cabelos loiros e encaracolados presos sob um chapéu de aba larga, ela era conhecida por sua tenacidade em perseguir, por semanas a fio, os rastros de cavalos selvagens.

Dormia tão bem ao relento, sob as estrelas, quanto no calor de uma cama. Distinguia as rochas pelo formato, conhecia os picos das montanhas um por um e cada curva das trilhas. Acima de tudo, ela aprendera a esperar o inesperado e a resolver qualquer contratempo.

Mas Bo Chandler foi uma surpresa que pegou Kitty desprevenida. Depois de salvar a vida de Bo, ela começou a sentir os primeiros e inegáveis sintomas do verdadeiro amor. E não ficou nem um pouco satisfeita com isso! Ela entendia de cavalos, mas os homens eram uma espécie bem mais complicada. Kitty não estava disposta a confiar seu coração a um desconhecido que acendia nela faíscas mais eletrizantes do que os relâmpagos de uma tempestade de verão!”



Fofo, fofo, fofo!

Ai que livrinho mais fofo e gostoso de ler. Por mais que eu goste de livros com pegada mais sensual, é muito bom ler uma história mais leve, tolamente romântica e ingênua.

Último livro da trilogia Badlands, Corações Indômitos fecha com chave de ouro um série muito especial (ao final da resenha tem os links com as resenhas dos livros anteriores).

O livro conta a história de Kitty Conover, a mais jovem de três irmãos que, após perderem a mãe quando eram ainda crianças, tiveram que sair pelo mundo...e sobreviver.

Como tantas outras mocinhas de romances água com açúcar, Kitty é uma jovem que não tem consciência da beleza que tem. Ela vive com o velho senhor que ajudou a ela e seus irmãos quando eram pequenos, e a sua vida se resume a domar cavalos selvagens. Aliás, os cavalos são a sua vida. Ela vive uma vida calma e sem muitas aspirações;

Porém tudo começa a mudar quando ela salva a vida de um estranho, Bo Chandler. Bo é um advogado da “cidade grande” que tem a vida totalmente mudada após uma tentativa de assalto- e ser salvo por uma jovem vestida em roupas masculinas.

Bo e Kitty são completamente diferentes; ela é simples, tacanha até, e ele é o refinamento em pessoa. Os dois logo se sentem atraídos um pelo outro, mas ao invés de se iniciar um caso de amor, o surgir, primeiramente é uma espécie de amizade e cumplicidade.

Bo é um herói romântico em sua plenitude; másculo, bondoso e honesto. Apesar da simplicidade, Kitty é inteligente e cheia de vontade de aprender, conhecer coisas novas, porém ela também é incrivelmente ingênua e ignorante quando se trata de “amor” e “coisas carnais”.
Ela é realmente uma graça, tola e forte- se isso faz sentido. Muitas vezes eu me irrito quando vejo uma mocinha absurdamente inocente quando se trata de sexo, mas aqui fez todo o sentido. O que poderia saber sobre sexo uma jovem no meio-oeste americano, em meados do século 19? E Bo é tão sensível e compreensível.

Sou suspeita, pois adoro livrinhos ambientados no velho Oeste americano, mas este aqui conquistou ainda mais meu coração. Me deixou mais leve. Contente.

Não é uma leitura de grandes emoções ou dramas; além disso, a história é curto e senti que, infelizmente, algumas “edições” devem ter sido feitas pela falecida Nova Cultural. Mesmo assim, é um livro adorável, que deixa a gente com aquele sorrisinho tolo no canto dos lábios.

** A série deve ser lida na ordem correta**


Recomendo!


A série:

A trilogia Badlands foi publicada no Brasil pela falecida editora Nova Cultural. Bem que alguma editora podia reeditá-la #FicaAdica

Livro 1- Direito à Esperança
Livro 2- Jogador Apaixonado
Livro 3- Corações Indômitos

Título Original: Badlands Heart
Autor: Ruth Langan
Editora: Nova Cultural
Coleção: Clássicos Histórico 258
Série Badlands
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Cowboys
Período: Velho Oeste Americano-

Capa original:




4.5/5

quinta-feira, julho 09, 2015

[Resenha] Um Jogador Apaixonado - Ruth Langan


“Yale adorava as emoções do jogo. Apesr disso, nunca se considerara um proscrito, embora zombasse da lei dos homens. Preferia rotular-se como um indivíduo que vivia segundo as próprias leis.

Quis o destino que Yale, movido por seu alto senso de justiça, decidisse ajudar uma viúva e seus dois filhos a escapar de um bando de criminosos. E, para sua surpresa ela era Caroline McKinnon, a jovem que fora obrigado a abandonar. Caroline, que se tornara uma mulher cativante e corajosa, o fez ansiar por um lar e pelo amor de uma boa esposa, objetivos que ele sempre descartara. Mas o amor reacendido sobreviveria a uma escalada de perigos?”



Adorável.

Um Jogador Apaixonado é a continuação de Direito à Esperança e conta a história de Yale , o irmão rebelde dos Connover; aquele que nunca gostou muito de regras ou de obrigações.

Yale é um homem que diz menosprezar as regras e os ditames sociais, mas no fundo não deixa de ser um calheiro. Um herói em cavalo branco. Como acontece com tantos heróis romãnticos, uma decepção no passado acabou por moldar seu caráter, fazendo com que ele se afastasse da família- e mesmo se não tivesse entrado para a vida do crime, o jogo virou seu trabalho.

Mas quem nasceu para ser heroi...

Apésar de todo o seu desprezo pelas regras, Yale não consegue deixar de ajudar uma jovem viùva e seus filhos em apuros. Seria algo sem consequencias; apenas uma boa ação. Todavia, Caroline McKinnon não é uma estranha. Muito pelo contrário. Eles sabem que tem muita coisa para ser dita, ser passada a limpo- e Yale percebe que talvez seja a hora de voltar para casa.

Um Jogador Apaixonado é basicamente um “road-book” sobre as surpresas que a vida preserva, sobre segundas-chances. Tanto Caroline quanto Yale são sobreviventes à suas maneiras; ele sempre lutou contra tudo, ela sempre foi a favor das regras. Nenhum dos dois foi verdadeiramente feliz.

O livro mostra que nem sempre as escolhas são erradas ou certas para aquele determinado momento: são as únicas possíveis. Em determinado momento senti um pouco de raiva de Caroline, mas depois, pensando bem, o que ela poderia dizer? Fazer? Uma mulher, no interior dos EUA, em meados do século 19.

Ruth Langan tem um jeito muito especial de escrever, quase poético. A história em si não apresenta muitas novidades mas o que chama a atenção é o desenvolvimento dos personagens. Yale é interessante e complexo, cheio de pequenas nuances. Particularmente eu gostei mais do primeiro livro, mas acho que os personagens deste segundo são mais bem acabados.

Badlands é um série antiguinha da falecida Nova Cultural que merece ser descoberta ou redescoberta por todos aqueles que gostam de romances doces e bem escritos.

Um Jogador Apaixonado é um romance leve e ligeiro, daqueles que deixam a gente com um sorriso tolo no rosto.

Recomendo.


A série:

A trilogia Badlands foi publicada no Brasil pela falecida editora Nova Cultural. Bem que alguma editora podia reeditá-la #FicaAdica

Livro 1- Direito à Esperança
Livro 2- Jogador Apaixonado
Livro 3- Corações Indômitos

Título Original: Badlands Legend
Autor: Ruth Langan
Editora: Nova Cultural
Coleção: CHE 169
Série Badlands- Livro 2
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Velho Oeste, Cowboys, reencontro, Segunda-Chance, Viúva, Crianças
Período: Século 19. Dakota, EUA.

Capa original:


4/5

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quinta-feira, novembro 06, 2014

Direito à esperança, de Ruth Langan

Ele era sério demais. Ela era enlouquecedora!

América do Norte, 1885. Qualquer que fosse o problema naquela cidade, todos se apressavam em chamar o xerife Gabe Conover. Não fora somente a habilidade de ser um bom atirador que lhe garantira a notoriedade de xerife mais respeitado da região. Fora sobretudo a fama de ser um homem consciente, dedicado, honesto e respeitador da lei, que não fazia nenhuma concessão. Mandara mais bandidos para julgamento do que qualquer outro xerife do Território de Dakota; Gabe reconhecia uma situação difícil de longe. E Billie Calley era um problema, e dos grandes. As complicações começaram no momento em que ela chegou à cidade...



Que graça de livro!

Direito à Esperança é um daqueles livros que entram na categoria de “livro gracinha”, aquele tipo de livro que te deixa mais leve, com um sorriso feliz no rosto.
Este é o primeiro livro da trilogia Badlands que conta a história de três irmãos, Gabe, Yale e Kitty, no Velho Oeste Norte Americano. Os três enfrentaram muita coisa desde pequenos e a cada livro, vamos conhecendo mais sobre suas vidas e, claro, suas paixões.

Gabe Conover, o herói de Direito à Esperança, sempre teve o gene de “protetor” desde quando ele e os irmãos menores viajaram sozinhos em uma carroça quando eram pequenos. Xerife, do tipo “durão e bom-caráter”, gabe gosta das coisas certinhas e não admite nada que seja remotamente imoral ou fora da lei. Obviamente, como já era de se esperar, estas convicções vão por água abaixo quando Gabe conhece “um certo alguém”.

Este “certo alguém” atende pelo nome de Billie Calley. Billie é uma jovem forasteira e “sinônimo” de confusão. Além de não dizer de onde veio ( o que já é bem suspeito, né?) ela no Saloon local. Não é exatamente a figura feminina que Gabe buscava para a futura mãe de seus filhos.

Ah, mas nós sabemos como são as coisas do coração, né? E o homem durão e a mocinha espevitada, mesmo tão diferentes tinham tudo para serem o par perfeito.
Direito à Esperança me lembrou um pouco os livros de outra autora que eu adoro, Carolyn Davidson; assim como nos livros deCarolyn, este livro fala de heróis de coração puro, mocinhas sofridas mas “com atitude”, que não se deixam abater pelas interpéries. Eu acho que estes foi um dos principais fatores para eu ter adorado esse livro. Claro, a história *é* clichê, mas tudo é tão bem amarradinho e bem contado que o “fator clichê” nem é tão importante assim.

Gabe é um “semi-ogro”; ele tem os rompantes e alguns momentos de cavalgadura, mas nenhum momento é grosseiro ou petulante. Cabeça-dura, com certeza, mas nunca cruel. Billie, ao contrário do que possa parecer a primeira vista, é a típica mocinha ingênua (e sofredora) dos romances água-com-açucar, porém ela vai atrás do que quer e se eu fosse descrevê-la em uma palavra seria “batalhadora”.

Billie e Gabe tem uma relação tumultuada, mas que não está totalmente focada no desejo ou na atração física. Apesar das diferenças, os dois, de certa maneira, acabam se tornando amigos, o que torna tudo mais agradável e, por que não, encantador.

Direito à Esperança foi uma leitura divertida e rápida, que me fez sentir mais leve. As liçoes de vida apresentadas no livro não me soaram em nenhum momento moralistas ou enfadonhas. Eu me envolvi com a trama e seus personagens, torci por Gabe e Billie.

Para quem gosta de um romance bem levinho, do tipo água com açucar, mas que não vai te deixar diabético, Direito à Esperança é uma ótima leitura; nos leva à um mundo aonde o bem vence o mal e a bondade e o amor não estão fora de moda.

Recomendo!

A série:

A trilogia Badlands foi publicada no Brasil pela falecida editora Nova Cultural. Bem que alguma editora podia reeditá-la #FicaAdica

Livro 1- Direito à Esperança
Livro 2- Jogador Apaixonado
Livro 3- Corações Indômitos




Título Original: Badlands Law
Autor: Ruth Langan
Editora: Nova Cultural
Gênero: Romance Histórico
Coleção: Clássicos Históricos Especial 173
Série:Badlands - Livro 01
Sub-Gênero/Assunto: Cowboys, Homens da Lei
Período: Velho Oeste. EUA.


4.5/5