terça-feira, novembro 01, 2011

A Rosa do Inverno, de Patricia Cabot

Título Original: Where Roses Grow Wild
Autor: Patricia Cabot
Editora: Essência/ Planeta
Série: Rawlings- livro 1
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Romance
Período: Período Vitoriano
Quando o dever se converte em prazer...
Edward Rawlings faria qualquer coisa para não assumir o título de duque e ter de passar seus dias cumprindo as obrigações burocráticas do cargo. Por isso, não pensa duas vezes antes de viajar para a Escócia e encontrar a única pessoa que poderia substituí-lo: o sobrinho Jeremy, o menino de dez anos que era o verdadeiro herdeiro do título.
Órfão, o pequeno Jeremy vive num casebre com a tia Pegeen, uma mulher com opiniões demais para a época. Ela não quer que Jeremy cresça mimado e rodeado de riqueza. Mas sabe que Edward pode oferecer ao menino oportunidades de que ela jamais seria capaz e aceita mudar-se para a propriedade dos Rawlings, na Inglaterra.
Acostumado a conseguir qualquer mulher, Lord Edward enlouquece com a sensualidade e os olhos verdes de Pegeen, que estava longe de ser a tia solteirona que ele havia imaginado. Mas Pegeen não está disposta a fazer mais concessões.
No entanto, ao chegar à mansão, ela logo percebe o risco que corre. Sempre movida pela razão, Pegeen sente que dessa vez seu coração está tomando as rédeas. Ela pode resistir ao dinheiro e ao status, mas conseguirá resistir a Edward?





Um ótimo romance histórico.

A estória não é exatamente original, assim como os personagens não são únicos,  mas a forma como Patricia Cabot conduz a trama é que torna tudo deliciosamente divertido e interessante. Aqui temos a conhecida mocinha com tendências socialistas e sem papas na língua e o herói meio malandro, meio fanfarrão mas de bom coração. Temos o melhor amigo, a invejosa amante, as brigas e é claro, o romance. Além das pitadas certas de humor e drama.


 Edward Rawlings é o segundo filho do falecido Duque de Rawlings e tudo o que ele menos quer na vida é assumir o título. Seu irmão mais velho, John, estava morto e o herdeiro do ducado era o jovem filho deste, Jeremy, um endiabrado garoto de 10 anos. O problema é que Jeremy vivia na Escócia com a tia, Pegeen e só se mudaria para a Inglaterra se estafosse junto. Edward pensa que tem diante de si uma tarefa fácil. Afinal, a tal tia deveria ser uma velha solteirona  e. E qual não seria a surpresa dele ao se deparar com uma jovem belíssima, com vinte anos incompletos e de muita opinião!



Diferentemente de Pode Beijar a Noiva, o último livro da autora que li , aqui a estória é muito bem construída e os protagonistas têm um maior detalhamento, um maior aprofundamento psicológico. Os personagens têm consciência, passado, tornando mais fácil nos conectarmos com eles.

Apesar de ser um livro de ,sim, leitura rápida, as situações não são 'jogadas' sem explicações. E ao mesmo tempo em que o narrador é onipresente, a autora nos reserva pequenas (ou não pequenas) surpresas no decorrer da leitura.

Edward, que tinha estado com, literalmente, centenas de mulheres na vida, e que sempre tivera controle perfeito sobre os seus instintos, foi tomado por um súbito impulso de dar um beijo naqueles lábios úmidos, abertos e convidativamente vermelhos. Sem levar em consideração que beijar uma concunhada era algo muito imprudente em qualquer circunstância e, naquela, absolutamente desastroso. Sem levar em consideração que era uma década mais velho que ela e provavelmente já tivesse comprometido a reputação da moça só por estarem os dois desacompanhados, na mesma casa. Sem levar em consideração que ela estava sozinha no mundo e que apenas um cafajeste tiraria vantagem de uma mulher na situação econômica em que ela se encontrava, sem falar no estado emocional. Ele sentiu um desejo de beijá-la que era mais forte do que qualquer compulsão que já tivesse tido e, sem pensar mais, obedeceu a esse desejo.
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O livro também apresenta uma boa constituição histórica, com boa descrição dos atos e costumes da sociedade vitoriana. Não posso deixar de mencionar a descrição apurada dos vestidos de Pegeen. Tais descrições do vestiário contribuíram em muito para as cenas, principalmente para as cenas de romance e sedução.


Outro ponto positivo que deve ser destacado é a afinidade entre o casal protagonista. Eles são simplesmente perfeitos um para o outro. A relação dos dois é muito bem descrita com romance e drama nas doses certas, além de um inegável toque de humor. Pegeen tem uma mão, digamos, ‘pesada’ com relação aos avanços de Edward. Não que ela não se deixasse beijar ( e outras coisitas más!) . Eu simpelsmente adorei Pegeen. Ela é aquele tipo de personagem que tem pernalidade, tem atitude sem se tornar chata ou irritante; e Edward e típico malandro na 'dose certa': libertino, sim, mas não cafajeste. E é claro que ele não faz idéia do que fazer com Pegeen...

 A Rosa do Inverno contém também uma boa dose de sensualidade mas sem nunca parecer grosseiro ou piegas. As cenas de sexo e sedução são de muito bom gosto; extremamente sensuais mas ainda assim carregadas de romantismo.

"Como você poderia?", gritou ela, fora de si. "Como você poderia fazer uma coisa tão odiosa?"
Edward, protegendo o seu plexo solar, respirava com dificuldade. Ele se esquecera de como o gancho direito dela era forte.(...) "Oh, que homem mais arrogante! E não sabe por que não quero me casar com você!"


Então, antes de ele ter recuperado o fôlego, ela atacou. Edward nunca tinha sido agredido a socos por uma mulher e não sabia como reagir. Um minuto ela estava chorando e, logo em seguida, estava montada nele, socando-o com punhos inusitadamente fortes. Edward, consciente do leve peso dela sobre as suas coxas, ficou deitado quieto, atordoado, por um momento ou dois, olhando aquela megera furiosa sobre ele, os olhos verdes lampejando, o longo cabelo escuro solto e caído para a frente.


Um segundo depois, ele pegou aqueles dois pulsos que o golpeavam e segurou-os firmemente. Rosnando como uma tigresa, Pegeen lutava contra os braços que a dominavam, até que Edward a imobilizou contra o colchão com o peso do seu corpo, mantendo os braços dela levantados sobre a cabeça.


"Fique quieta!", rosnou.


Com o peito arfando e tentando recuperar o fôlego, Pegeen fitou-o, o ódio brilhando nos olhos.
"Me solte", disse ela, furiosa. "Me solte ou eu grito, juro que grito."


Mas o corpo de Edward já o traía, lembrando-se de uma outra vez em que essa mesma figura macia estivera debaixo do corpo dele, sem resistência e dócil. Sentindo a firmeza dos mamilos de Pegeen através do tecido leve, Edward gemeu, sentindo que estava ficando teso contra o ventre bem definido dela.
Pegeen também sentiu e os olhos com que o fitou já não era mais de raiva, mas de súplica.


"Não", implorou ela. "Me solte. Por favor, Edward. Me solte antes que as coisas vão longe demais…"


Mas já era tarde demais.



A Rosa do Inverno é uma leitura leve, romântica e divertida. Sim, tem os seus clichês do gênero, mas, e daí? É o tipo de livro que te deixa com um sorriso ao final da última página.

Recomendo.


A Série

Série Rawlings
Livro 1- A Rosa do Inverno (Where Roses Grow Wild)
Livro2- Retrato do Meu Coração (Portrait of my heart)- Publicado pela Ed. Record

A Edição:


Além da belíssima capa, a edição brasileira está correta e bem feita. Sem erros (pelo menos, eu não os encontrei) e com pequenas notas explicativas do tradutor. Tais notas enriquecem muito a leitura.


Outras Capas:


EXTRAS

Site da Autora: AQUI
Esta a página da ‘patricia’ no site da Meg Cabot. Segundo o site, Meg Cabot aposentou o pseudônimo e agora só escreve usando o seu nome verdadeiro (Meg)
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Cotação:
5/5

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