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quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Promessas de Amor, de Sherry Thomas


Elissande Edgerton é uma mulher desesperada, uma prisioneira na casa do tio tirano. Apenas através do casamento pode ela reivindicar a liberdade por que anseia. Mas como encontrar o homem perfeito? Lorde Vere está habituado a armadilhas irresistíveis. Como agente secreto do governo, localizou alguns dos criminosos mais tortuosos em Londres, enquanto mantém a sua fachada de solteirão idiota e inofensivo. Mas nada pode prepará-lo para o escândalo de ser apanhado por Elissande. Forçados a um casamento de conveniência, Elissande e Vere estão prestes a descobrir que não são os únicos com planos secretos. Com a sedução como única arma - e um segredo obscuro do passado a pôr em risco as vidas de ambos - poderão eles aprender a confiar um no outro, mesmo enquanto se entregam a uma paixão que não pode ser negada?



Uma leve decepção.

Promessas de Amor foi o terceiro livro da Sherry Thomas que eu li e como eu amei os outros dois (Not Quite a Husband e Um Amor Quase Perfeito), devo dizer que as minhas expectativas eram bem altas. Terminada a leitura, não posso falar que foi um livro ruim, mas, sim, bem abaixo do esperado. Do que eu esperava. Uma pena.


Lord Vere e Elissandre Edgerton são dois fingidores. Ele é conhecido por ser um idiota, um paspalho mesmo e, ela... ela está sempre com um sorriso no rosto; o contentamento em pessoa. Todavia, as coisas não são como parecem. Lord Vere é, na realidade, um agente secreto do governo e usa da sua pretensa idiotice para fazer-se muitas vezes de espião. Elissandre é tudo menos contente, vivendo um verdadeiro inferno na casa do tio, tudo o que ela quer é fugir- e o melhor jeito de fazer isso é casando-se. Com um homem rico.

Forçando uma situação comprometedora, Elissandre faz com que Vere se sinta obrigado a ser casar com ela. Porém, é claro, que nada será tão fácil. Afinal, apesar das aparências, Vere é tudo menos um idiota e não gostará nada de ter caído na situação (ou armadilha) forjada por Elissandre.

O grande problema, para mim, do livro foi a falta de um maior elemento humano, a falta de um foco maior no casamento dos protagonistas. Senti como se toda a história não tivesse ficado “nem cá nem lá”, não era exatamente uma trama de mistério, mas também teve drama ou romance suficiente. Eu estava esperando um destaque maior para a vida intima, cotidiana dos dois e isto não aconteceu. Nos dois outros livros que li da autora, eu me surpreendi pela forma realista e por vezes até crua de suas cenas; era algo impactante, tocante. Aqui, o estilo realista ainda está presente, mas faltou impacto.

Eu não posso dizer que desgostei dos personagens, porém não me apaixonei por eles. Acho que me envolvi mais com a história do irmão de Vere do que do próprio. Senti no Vere uma certa indefinição da autora, como se ela não soubesse se queria ter um toque cômico ou não.

Promessas de Amor foi aquele tipo de leitura difícil de definir. Eu gostei da história como um todo, mas não foi algo que me empolgou. O livro se sustenta pela ótima escrita e a forma como a autora encaixa tudo perfeitamente na trama. A ideia toda do livro é um pouco fantástica demais (Vere é o que pode-se chamar de “vergonha alheira ambulante”) porém tudo é tão bem amarrado que a gente acaba por acreditar em tudo o que está lendo. Como eu mencionei anteriormente, Sherry Thomas tem um estilo mais realista, cru, e isso fez toda a diferença aqui. Mesmo não sendo um favorito, é interessante ver como o drama se desenvolve. O casamento dos dois é baseado em mentiras, porém o desejo insiste em surgir. Vere e Lissandre são imperfeitos, tomam atitudes questionáveis mas compreensíveis. Ele é muito duro em alguns momentos, quase cruel e eu senti por Lissandre, porém, ao mesmo tempo, ele tinha a sua dose de razão. Particularmente, eu gosto desta dualidade.

De modo geral, Promessas de Amor é um livro interessante e bem escrito. Sem contar que apresenta de uma forma bem mais original o batido mote do casamento por conveniência. Promessas de Amor é um daqueles casos em que uma boa autora faz toda a diferença; mesmo não sendo uma obra-prima, ainda assim é acima da média.

Honestamente, eu não recomendaria este livro para quem nunca leu Sherry Thomas; penso que Not Quite a Husband ou Um Amor Quase Perfeito são opções melhores para uma “primeira leitura”, porém para quem já conhece o trabalho dela, Promessas de Amor é uma opção de leitura bem interessante.

De qualquer forma, vale a pena a leitura.


***
Este livro não foi publicado o Brasil. A edição que eu li foi a de Portugal.

***

Leitura para o Desafio Realmente Desafiante 2014.
Tema 8: Detalhes em dourado na capa..
MINHA LISTA


Título Original: His at night
Autor: Sherry Thomas
Editora: Quinta Essência (Portugal/Wook)
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Casamento de Conveniência, Espiões, Casados
Período: Inglaterra. Período Vitoriano
Outras Capas:



3.5/5

segunda-feira, março 25, 2013

Um Amor Quase Perfeito, de Sherry Thomas


O amor tem desígnios próprios. Para toda a sociedade de Londres, Lorde e Lady Tremaine tinham a situação ideal: um casamento assente na educação, cortesia e liberdade¿ sob todos os pontos de vista, um casamento perfeito. A razão? Durante os últimos dez anos, marido e mulher residiram em continentes separados. Mas por uma vez, as coisas para os Tremaine alteraram-se. Quando Gigi Rowland pôs pela primeira vez os olhos em Camden Saybrook, a atracção foi imediata e avassaladora. Mas o que começou com uma faísca de paixão terminou em traição na manhã a seguir ao casamento, e agora, Gigi quer ser livre para casar de novo. Quando Camden regressa da América com uma exigência chocante em troca da sua liberdade, a decisão de Gigi terá consequências que ela nunca imaginara, à medida que os segredos se revelam e o desejo se reacende, um dos casais mais admirados de Londres terá de se apaixonar de novo, ou separar-se para sempre.



“A vida já é suficientemente difícil por si só. Não se atormente mais com ses.”


Não sei ao certo o que escrever. Juro. Eu amei o livro. Odiei a protagonista. Geralmente, quando eu não gosto de uma protagonista, a leitura, para mim, perde um pouco do valor. Uma boa mocinha, heroína, dá um gás especial à (quase) qualquer trama.

Eu não gostei de Gigi, Lady Tremaine. Porém, devo explicar, não gostei dela como pessoa e não como personagem. Se isso faz algum sentido.

Um Amor Quase Perfeito , apesar de ser o primeiro livro escrito por Sherry Thomas, foi o segundo dela que eu li e a semelhança da trama com a de Not Quite a Husband me causaram sentimentos contraditórios. As histórias não são iguais mas têm os mesmos elementos: o casal que se separa logo após a noite de núpcias e que se reencontra depois de anos, quando um divórcio é solicitado.

“E, quando já estivessem casados, ela observaria o seu corpo adormecido, deslumbrar-se-ia coma sua boa fortuna imensa e ignoraria a permanente intromissão do medo que manchava a sua alma."”

Esta semelhança, não negar, causou-me um certo incomodo no início. Eu já não li isso antes?, mas foi algo que lentamente foi se dissipando com o decorrer da leitura. E que leitura.

Um Amor Quase Perfeito não é uma história de amor. Okay, talvez seja também uma história de amor, mas é mais um drama romântico sobre duas pessoas em busca de redenção, amor e perdão.


É uma história agridoce que fala sobre pessoas humanas e, por isso, imperfeitas. Houve um erro, sim, mas também ocorreu um excesso de orgulho que simplesmente impediu Tremaine de perdoar a mulher que amava e, assim, não só a fazer infeliz como a si próprio.

No passado, as atitudes de Gigi seriam muito bem cabíveis à vilãs de livros do gênero. O que ela faz é infantil e errado. Porém, apesar de ter desaprovado muito o que ela fez, não foi isso – ou somente isso- que me fez desgostar da personagem. O que me incomodou foram as atitudes de Gigi no presente. Apesar de tudo, senti que ela não cresceu. E o modo como ela “prendia” e, sim, enganava o jovem Lorde Frederick não foi certo. A omissão, muitas vezes, pode ser tão grave quanto uma mentira. Como todo ser humano (ou quase todo, pelo menos), ela também tem seu lado bom e caridoso mas este lado não conseguiu suplantar o seu lado infantil e egoísta. Eu simplesmente não consegui gostar de Gigi.

“(...) amar alguém não te dá a mínima desculpa para seres menos do que honrada.”


Lorde Frederick, por outro lado, foi um personagem que me surpreendeu. Ele é aquele “tolo” que de repende, percebemos é muito mais do que aparenta.

A proposta de Tremaine de só aceitar o divórcio após o nascimento de um herdeiro é insultante. E mostras-se algo difícil para os dois. Debaixo de toda a mágoa, rancor, decepção, ainda existe um sentimento forte que os une- e também os afasta.
É complicado se permitir uma segunda chance. Perdoar.

As relações- amorosas ou não- são algo complexo e Sherry Thomas fala sobre isso muito bem. É fácil demais culpar Gigi por tudo às vezes a gente precisa dar o primeiro passo, conversar.

Um Amor Quase Perfeito é uma história de heróis imperfeitos e pode parecer estranho que tenha gostado tanto do livro apesar do meu desgostar pela protagonista. Ou talvez tenha sido justamente por isso. A autora constrói uma trama segura e emotiva na medida certa, sem se deixar descambar para o dramalhão barato.

“Mas o seu bom senso não era adversário à altura da lancinante dor no seu coração, da esmagadora necessidade que sentia dele.”


Até mesmo a trama paralela da mãe de Gigi, Victória, é muito bem inserida e conduzida.

Um Amor Quase Perfeito é uma história que toca e nos faz pensar em nossas próprias atitudes, de como muitas vezes podemos ser os vilões de nossa própria vida.

Um livro maravilhoso. Para se ler com calma, saboreando cada palavra e mergulhar lentamente numa linda história.


Mais que Recomendo!
****



Título Original: Private Arrangements
Autor: Sherry Thomas
Editora: Quinta Essência (Portugal- Wook)
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Casados, Segunda-Chance, Reencontro, Drama
Período: Era Vitoriana. Inglaterra.


A Edição
A Edição que eu li foi a Portuguesa, comprada na Wook. Eu continuo achando o Português de Portugal estranho , não somente no vocabulário mas principalmente na “ordem”das palavras nas orações e o uso de alguns pronomes como o si/se em vez de ti/te.

A edição está bonita, com uma bela capa porém a modelo da capa está usando uma roupa moderna (é uma saia longa, sim, mas contemporânea). Esse tipo de “erro” me incomoda um pouco. Sou chata, eu sei. rs
Todavia, o que mais me incomodou foram algumas frases e palavras apagadas e/ou borradas. Pelo preço do livro, a impressão deveria estar perfeita.

O fato é, apesar das capas caprichadas e dos ótimos títulos, pra mim, o custo-benefício de importar da Wook não vale. À não ser com frete grátis e olhe lá. O outro livro que eu tenho da Sherry Thomas é uma edição americana, que tem brilhinho na capa e que eu li sem problemas e custou metade do preço.
Mas, se , para mim, não vale a pena, sou super a favor das pessoas continuarem a importar da Wook. Quem sabe as editoras brasileiras não percebem o que estão perdendo?


Outras Capas:


4.5/5

quarta-feira, abril 11, 2012

Not Quite a Husband, de Sherry Thomas


Título Original: Not Quite a Husband
Autor: Sherry Thomas
Editora: Bantam
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Casamento, Viagem, Segunda Chance, Mocinha mais Velha
Período: Final do Séc. 19. Índia e Inglaterra
A powerful story of a remarkable woman and the love she thought she'd never find - with the man she thought she'd lost forever..

Their marriage lasted only slightly longer than the honeymoon - to no one's surprise, not even Bryony Asquith's. A man as talented, handsome, and sought after by society as Leo Marsden couldn't possibly want to spend his entire life with a woman who rebelled against propriety by becoming a doctor. Why, then, three years after their annulment and half a world away, does he track her down at her clinic in the remotest corner of India?

Leo has no reason to think Bryony could ever forgive him for the way he treated her, but he won't rest until he's delivered an urgent message from her sister - and fulfilled his duty by escorting her safely back to England. But as they risk their lives for each other on the journey home, will the biggest danger be the treacherous war around them - or their rekindling passion?