terça-feira, maio 28, 2013

Dama de Copas, de Carole Mortimer


“Cavalheiros, cantando para o deleite de todos esta noite, a srta. Caro Morton!” Com o coração batendo forte sob as luzes brilhantes do cassino mais elegante de Londres, lady Caroline Copeland surge de trás das cortinas... Passando os olhos pelo público, ela é atraída por um homem de aparência diabólica encarando-a do fundo do salão. A intensidade do olhar incendiava o corpo de Caro, fazendo sua garganta secar e seu rosto corar. Ela havia arriscado a reputação para estar ali, e não podia deixar que ninguém se aproximasse o suficiente para revelar seu segredo… Ainda que seu corpo implorasse o contrário!


Eu conhecia Carole Mortimer dos livros estilo Paixão que ela escrevia e posso dizer, honestamente, que não era muito impressionada com o talento da autora no campo dos contemporâneos. Não posso dizer que Dama de Copas seja um livro maravilhoso, longe disso, mas Carole se dá muito melhor na seara dos Históricos.

Dama de Copas tem uma história interessante e devo dizer que, em última instância, ou em única instância pra ser ser sincera, foi o que salvou o livro. A história da mocinha inocente que foge de casa a fim de não ter a chance de ter que se casar com seu guardião e que vai parar nos palcos de uma casa de jogos de Londres sai um pouco da mesmice dos romances históricos passados na Regência. Ela cair nas graças do dono da tal casa e, devido à uma série de fatores, tornar-se sua protegeé é aquele toque de clique que todos nós conhecemos e até certo ponto já esperamos.

O meu problema com Dama de Copas foi que , apesar d’eu estar gostando da trama em si, eu não consegui sentir simpatia, empatia alguma pelo casal protagonista. “Sem sal” nem chega perto do que eu achei deles. E olhe que, tecnicamente, eles tinham bastante “tempero” mas... sei lá, não rolou. Pelo menos não para mim.

Dominic Vaughn era até um personagem interessante mas achei que lhe faltou um pouco de força, um quê a mais. Ele ficou muito entre o homem alfa e o amante doce e preocupado, não sabendo ao certo qual era o seu papel . Mas não sejamos tão cruéis com ele. Dominic foi sim um bom mocinho. Tinha até até uma cicatriz no rosto!
 Já Caro Morton, Caroline Copeland,... affe! Eu até consigo aguentar uma mocinha chata, metida ou até mesmo do tipo lesa mas BURRA não dá! E Caro era burra demais... além das outras “qualidades” já citadas.

Não vou negar, eu estava bastante inclinada a dar três estrelinhas a este livro, não só pelo casal decepcionante, mas também por que algumas passagens me pareceram apressadas demais (a questão do vilão é resolvida é menos de três linhas!!!). Porém, no geral, eu posso dizer que me diverti com a leitura... apesar de tudo. Parece estranho, mas é a pura verdade, rs

Apesar de eu não ter gostado tanto assim deste primeiro livro da trilogia, estou lendo acbei de ler o segundo e adorei (eles devem ser lidos na ordem certa!) e por isso eu indico a leitura!

Título Original: The Lady Gambles
Autor: Carole Mortimer
Editora: Harlequin
Coleção: Harlequin Históricos 96
Série: Irmãs Copeland- Livro 1/3
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Romance de Banca , Falsa Identidade, Imperfeições
Período: Regência.





*** Este foi a minha leitura para o mês de mês na Maratona de Banca. Na verdade, é o tema “reserva”, Carole Mortimer.
MINHA LISTA



Série

Irmão Copeland
Livro 1- Dama de Copas
Livro 2- Dama de Ouros
Livros 3- Dama de Espadas

Capa Original:

3/5

Reações: