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terça-feira, dezembro 03, 2019

[Resenha] Ligeiramente Perigosos - Mary Balogh

“Aos 35 anos, Wulfric Bedwyn, o recluso e frio duque de Bewcastle, está ávido por encontrar uma nova amante. Quando chega a Londres, os boatos que correm são os de que ele é tão reservado que nem a maior beldade seria capaz de capturar sua atenção.

Durante o evento social mais badalado da temporada, uma dama desperta seu interesse: a única que não tinha essa intenção. Christine é impulsiva, independente e altiva – uma mulher totalmente inadequada para se tornar a companheira de um duque. Ao mesmo tempo, é linda e muito, muito atraente.

Mas ela rejeita os galanteios de todos os pretendentes, pois ainda sofre para superar as circunstâncias pavorosas da perda do marido. No entanto, quando o lobo solitário do clã Bedwyn jura seduzi-la, alguma coisa estranha e maravilhosa acontece. Enquanto a atração dela pelo sisudo duque começa a se revelar irresistível, Wulfric descobre que, ao contrário do que sempre pensou, pode ser capaz de deixar o coração ditar o rumo de sua vida.

Em Ligeiramente perigosos, o sexto e último livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh conclui a saga desta encantadora família em uma trama repleta de cenas sensuais, tiradas espirituosas e personagens à frente de seu tempo. Ao unir um homem e uma mulher tão diferentes, ela mostra que o resultado só poderia ser um par perfeito. ”


O melhor foi deixado para o melhor? Não exatamente, mas quase lá.

No sexto e último livro da série Bedwyn finalmente temos a história de Wulfric, o mais velho e mais “sombrio” irmão Bedwyn.

Por ser a história mais aguardada da série, eu esperava mais. Algo mais arrebatador. Não que o livro seja ruim, pelo contrário. Mas é simplesmente mais um simpático romance de época. Sem muitas novidades.

De um lado, temos o taciturno Wulf, que finalmente, decidiu se casar, e do outro, está Christine, a jovem sem traquejos sociais.

A atração- e a paixão- são inevitáveis.

Não espere nada além do básico em Ligeiramente Perigosos, mas também não espere nada enfadonho. O livro é um romance leve e divertido, com bastante humor, pitadas de maus-entendimentos, e romance. Wulfric, com certeza, é o melhor personagem da série e, apesar d’eu achar que ele merecia um livro mais envolvente, aqui ele mostra toda a sua presença.
Num história de opostos que se atraem, quem sai ganhando é o leitor.

Vale a Pena a Leitura!



A série

Os Bedwyns é o spin-off de dois livros ainda não lançados no Brasil:
Livro 1- One Night For Love
Livro 2- A summer to Remember

Os Bedwyns

Livro 1-Ligeiramente Casados
Livro 2-Ligeiramente Maliciosos
Livro 3-Ligeiramente escandalosos
Livro 4- Ligeiramente Seduzidos
Livro 5- Ligeiramente Pecaminosos
Livro 6- Ligeiramente Perigosos

Título Original: Slightly Dangerous
Autor: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Série Os Bedwyns- Livro 6
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Humor, Amor e Ódio
Período: Regência. Inglaterra.




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segunda-feira, fevereiro 11, 2019

[RESENHA] Edenbrooke, de Julianne Donaldson


“Marianne Daventry fará qualquer coisa para escapar do tédio de Bath e das atenções amorosas de um pretendente indesejado. Então, quando chega um convite de sua irmã gêmea, Cecily, para se juntar a ela em uma enorme casa de campo, ela agarra a chance na hora. Pensando que vai poder relaxar e desfrutar de seu amado interior inglês enquanto sua irmã tenta fisgar o belo herdeiro de Edenbrooke, Marianne descobre que até mesmo os melhores planos dão errado. De um aterrorizante encontro com um salteador a um aparentemente inofensivo flerte, a jovem se encontra envolvida em uma aventura inesperada e cheia de romance e intrigas, suficientes para manter sua mente agitada. Ela será capaz de controlar seu coração traidor, ou um estranho misterioso irá arrebatá-lo? O destino estava pensando em algo diferente de um verão relaxante quando mandou Marianne para Edenbrooke .”

Uma grata surpresa.

Sou apaixonada por bienais. Frequento a Bienal de São Paulo desde o distante de 1992, quando a mesma ainda era no Ibirapuera. Uma das coisas que mais gosto em Bienais (e eventos do gênero) é descobrir pequenos tesouros escondidos. Claro, os lançamentos estão por todo lado, com suas capas brilhantes e enormes posters, mas, ah, como é bom se deparar com aquele título estranho, mas atraente, e uma sinopse promissora!
Foi assim com com Edenbrooke. Bastou as palavras “romance de época” na capa e o preço mais do que convidativo para que eu o levasse para casa.

Que livro delicioso!

Demorei um pouco para finalmente lê-lo (2018 não foi uma nao fácil), mas a espera valeu a pena. Edenbrooke conta a história de Marianne, uma jovem que não tem muitas ambições na vida, mas que está cansada de morar com a avó em Bath. Além de ser um lugar tedioso, um certo pretendente aprece não se tocar que ela simplesmente o acha asqueroso. Quando surge a oportunidade de passar uma temprada em Edenbrooke, uma grandiosa propriedade rural, ela aceita o convite sem pensar muito.

A vida de Marianne já começa a mudar logo no caminho, quando ela conhece um exasperante, mas muito bonito cavalheiro.
Com uma escrita que lembra muito Georgette Heyer, o livro mostra a mudança na vida da jovem Marianne. Aos 17 anos, ela tem roupantes adolescentes, mas também é muito pouco consciente do próprio valor e beleza. Diferentemente de muitos romances de época atuais (que eu adora também), o sexo e a sedução não saõ o ponto central da trama. Sim, Edenbrooke é uma história de amor, mas principalmente da uma amizade de um homem e uma mulher.

Não se deve esperar grandes reviravoltas, mas sim uma sensação de acalentamente ao ler o livro. Com um humor sutil e personagens bem desenvolvidos, Edenbrooke é uma leitura ideal para uma tarde de sábado.

É um livro que deixa o leitor feliz.

Título Original: Edenbrooke
Autor: Julianne Donaldson
Editora: Universo dos Livros
Série - Edenbrooke – Livro 1
Gênero: Romance de Época
Sub-Gênero/Assunto: Romance, Humor
Período:. Regência. Inglaterra.

4/5


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terça-feira, janeiro 24, 2017

[Resenha] A bela e o ferreiro - Tessa Dare

“Diana Highwood estava destinada a ter um casamento perfeito, digno de flores, seda, ouro e, no mínimo, com um duque ou um marquês. Isso era o que sua mãe, a Sra. Highwood, declarava, planejando toda a vida da filha com base na certeza de que ela conquistaria o coração de um nobre.

Entretanto, o amor encontra Diana no local mais inesperado. Não nos bailes de debute em Londres, ou em carruagens, castelos e vales verdejantes O homem por quem ela se apaixona é forte como ferro, belo como ouro e quente como brasa. E está em uma ferraria

Envolvida em uma paixão proibida, a doce e frágil Diana está disposta a abandonar todas as suas chances de um casamento aristocrático para viver esse grande amor com Aaron Dawes e, finalmente, ter uma vida livre! Livre para fazer suas próprias escolhas e parar de viver sob a sombra dos desejos de sua mãe. Há, enfim, uma fagulha de esperança para uma vida plena e feliz.

Mas serão um pobre ferreiro e sua forja o felizes para sempre de uma mulher que poderia ter qualquer coisa? Será que ambos estarão dispostos a arriscar tudo pelo amor e o desejo?”



Um conto de amor.

A bela e o ferreiro é uma simpática e curtinha história de amor sobre uma mocinha sensível (e todos os sentidos) e um trabalhador braçal.
Amor proibido. E daqueles lindinhos.

A primeira vista, Diana Highwood e Aaron Dawes eram completos opostos. De saúde fraca, ela vivia sob forte influência da mãe que tinha grandes esperanças de casá-la com um nobre. Aaron era o ferreiro da cidade e, embora não fosse pobre, era, bem, plebe. Totalmente inadequado para se dizer o mínimo.

O início do relacionamento se baseia em uma forte atração física, mas depois, mais do que o amor que aflora entre eles, a relação entre os dois é um vislumbre de liberdade na vida de Diana. Ela queria ser livre...e feliz.

O fato do livro ter poucas páginas, ser somente um pouco mais longo que um conto, é um dos seus pontos mais positivos. Sem tempo para subtramas e desenvolvimentos desnecessários, autor se foca no casal e no drama vivido por eles. No amor deles. Não existe barriga ou enrolação e isso foi ótimo.Nada como uma leitura leve, mas enxuta, para aproveitarmos melhor a história de amor. Não havia necessidade de mais.

A bela e o ferreiro é um leitura leve e simpática, sem grandes dramas, mas incrivelmente emotiva. Apesar de suas poucas páginas, eu torci pelo casal desde o princípio. Como todo bom romance de amor, este é daqueles que faz a gente sorrir sonhadora.

Recomendo!

Série:
Livro 1- Uma Noite Para se entregar
Livro 1,5- Once Upon a Winter's Eve (short Story)- pode ser baixada grátis (em inglês) na Amazon.BR
Livro 2- Uma Semana Para se perder
Livro 3- A Dama da Noite
Livro 3.5-A bela e o ferreiro
Livro 4-Any Duchess Will Do
Livro 4.5-Lord Dashwood Missed
Livro 5-Do You Want to Start a Scandal

Título Original: Beauty and the Blacksmith
Autor: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
Série Spindle Cove- Livro 3.5
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Família, Gravidez
Período: Regência. Inglaterra


4/5
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quinta-feira, novembro 24, 2016

[Resenha] Ligeiramente Pecaminosos- Mary Balogh


“Em meio à Batalha de Waterloo, lorde Alleyne Bedwyn é ferido e dado como morto pela família. Ao acordar, ele se vê no quarto de um bordel sem lembrar quem é ou como foi parar ali. Sua única certeza é que deseja conquistar o coração do anjo que cuida dele todo dia.

Contudo, assim como ele, Rachel York não é quem parece. Depois de enfrentar uma situação difícil, que a levou a viver numa casa de pecados, agora a bela e inteligente jovem precisa recuperar seu dinheiro e as economias das amigas prostitutas, roubados por um falso clérigo. E o belo soldado de quem vem cuidando parece perfeito para se passar por seu marido e ajudá-la em seus planos.
Porém, apesar de ter perdido a memória, Alleyne não perdeu nada de sua sedução. De volta a Londres, os dois se envolvem em um escândalo pecaminoso e, a cada beijo, esquecem que seu relacionamento é apenas uma farsa e ficam mais perto de se entregar à paixão. .”



Antes de qualquer coisa é preciso dizer que apesar do livro poder ser lido separadamente, eu recomendo- e muito- que a série seja lida na ordem.

Pois bem, o que dizer de uma história que tinha tudo para te encantar: uma boa trama, bons personagens mas que simplesmente não rola, não te faz ficar apaixonada?
Eu já tinha gostado de Lorde Alleyne Bedwyn nos livros anteriores; era um personagem simpático, solar. E saber de um livro só dele me deixou empolgadinha, não vou negar. Ainda mais porque a trama parecia ter perda de memória, moçoila em perigo e um grupo de prostitutas de bom coração. Isso sem falar num ex-sargento caolho. Sim, a história de amor entre o desmemoriado Alleyne e a “falsa prostituta” Rachel York tinha tudo para ser incrível, mas faltou...liga.

É complicado falar sobre algo meramente subjetivo, mas o fato é que não consegui me empolgar com o casal, com a leitura. O interessante é que, de modo geral, eu gostei bastante do livro, mas, principalmente pela trama em si e os personagens secundários. Além do incrível senso de humor da autor. O romance é que, para mim, deixou a desejar. Faltou liga, química mesmo. Outro ponto que não gostei foi a demora para a situação de Alleyne se esclarecer e quando isso acontece é tão...broxante! Sério, o que deveria ter sido o clímax da história, é passado quase em branco. Fuéen!

O que foi uma pena porque o final é uma graça, extremamente fofo e feliz, daqueles que deixa a gente sorrindo feito bobo e querendo abraçar os personagens.
Claro, o livro, apesar de todo e qualquer defeito, ainda superior à muitos outros do g~enero que tem por aí, mas não pude deixar de me sentir um pouco decepcionada. Decepcionada, sim, mas ainda querendo mais. Para quem ama romances de época, Os Bedwyns é uma série que vale muito a pena e mal posso esperar para ler o livro de Wulfric!

A série

Os Bedwyns é o spin-off de dois livros ainda não lançados no Brasil:
Livro 1- One Night For Love
Livro 2- A summer to Remember

Os Bedwyns

Livro 1-Ligeiramente Casados
Livro 2-Ligeiramente Maliciosos
Livro 3-Ligeiramente escandalosos
Livro 4- Ligeiramente Seduzidos
Livro 5- Ligeiramente Pecaminosos
Livro 6- Ligeiramente Perigosos

Título Original: Slightly Sinful
Autor: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Série Bedwyns- livro 5
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Falsa Identidade, Imperfeições, Humor
Período: Regência. Inglaterra.



3.5/5
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quinta-feira, novembro 03, 2016

[Resenha] Dez Formas de Fazer um Coração se Derreter - Sarah MacLean


“Desde que foi nomeado em Londres como o "Lorde das terras" pela revista mais popular entre as senhoras, Nicholas St. John foi implacavelmente perseguido por toneladas de cada espírito feminino do matrimônio. Então, quando uma oportunidade de escapar da sociedade moderna se apresenta, ele ansiosamente salta para o caminho e, um dos mais determinados solteiros, se depara com uma terrivelmente deliciosa mulher que ele jamais conheceu!

A filha de um perdulário, intitulada Lady Isabel Townsend tem muitos segredos e muito pouco dinheiro. Embora usado para cuidar de si mesma com bastante facilidade, o recente falecimento de seu pai deixou Isabel no mar e na necessidade de ajuda externa para proteger o direito de primogenitura de seu jovem irmão. O pecaminosamente bonito, eminentemente qualificado Lord Nicholas poderia ser a salvação que ela procura.

Mas a senhora deve ser cautelosa e não fazer nada imprudente... como cair loucamente, apaixonadamente no amor.”



Mais um romance de época fofinho mas que, honestamente, não acrescenta, muita coisa ao gênero. Não que o livro seja ruim- muito pelo contrário-mas, se comparado ao livro anterior, deixa bastante a desejar. Ou talvez, simplesmente por “Nove Regras” ter sido tão lega existe sempre aquela expectiva...vocês sabem, né?

Em Dez Formas de fazer um coração se derreter temos Nicholas St. John, o irmão gêmeo (mais novo!) do Marquês de Ralston. Nicholas tem uma preocupação na vida: fazer com que sua meia-irmã seja bem aceita na Sociedade. Bem, ele tinha apenas uma preocupação: após ser eleito um dos solteiros mais cobiçados do país, as moçoilas casadoiras não o deixam em paz. É por isso que quando um velho amigo dos tempos de escola vem lhe pedir ajuda para encontrar a irmã que desapareceu ele não pensa duas vezes. Ainda mais quando a “pista” mais recente diz que a jovem Georgianna estaria lá para os lados de Yorkshire. Ou seja, bem longe de Londres.

Acompanhado pelo melhor amigo, um turco chamado Rock, St. John parte em busca da jovem. É quando ele conhece Isabel Townsend, uma jovem lady e empobrecida- e senhora de uma casa um tanto quanto peculiar.

Solteira, sem dinheiro e filha de um conde conhecido como o “Conde Perdulário”, Lady Isabel precisa urgentemente de dinheiro. Primeiro, para seu irmão mais novo, de anos, e herdeiro do título, e também para...bem, para outras “coisinhas”. Não entraremos em detalhes, okay? Quando ela encontra Nicholas, vê nele uma grande chance. Não, não para casar (sei muito bem que vocês estavam pensando que era isso, né?) mas para que ele avalie uma série de estátuas gregas que ela tem e que pretende vender.

Ufa! Quanta coisa né? E ainda tem Georgianna. Mas não temam, o livro não é nenhum pouco confuso ou cheio de sub-sub-sub-tramas. Apenas existe toda uma “condição” para se “entrar” na história principal. E esta história é legal, com personagens interessantes e uma história de amor bem amarrada. O problema foi que não me “fisgou”. Não consegui me apaixonar pelo casal, apesar de ter adorado St.John e de Isabel ser uma mocinha muito digna.

Se eu fosse apontar algo específico, o que mais me incomodou foi a parte “sensual” do livro. Nada contra cenas de sexo mas, aqui, achei-as desnecessárias. Não contribuíram em nada pra trama e, honestamente, me deram tédio.

Além disso, eu me vi o tempo todo querendo saber mais sobre Georgianna. Eu já li o livro que conta a história dela (ver a listagem ao final da legenda) e eu adoro a personagem. Isso, não posso negar, acabou me tirando o foco.


Além do fator “Georgianna”, o que mais me agradou no livro foram justamente os personagens.Não estou falando do casal protagonista, mas principalmente daqueles que o rodiavam. Os já citados Rock, James, irmão de Isabel, e Lara, prima desta, são os maiores exemplos. Apesar de alguns clichês compreensíveis, os personagens são incrivelmente originais e, diria eu, humanos.


Dez Formas de fazer um coração se derreter é um daqueles livros de leitura rápida, com algumas belas passagens românticas e toques de humor mas que estão longe de ser inesquecíveis. Mesmo assim, foi, acima de tudo uma leitura prazerosa que deixa a gente com um sorrizinho feliz no rosto.

Vale a Pena a Leitura.

Ah, e só para constar, não curti muito o título nacional.

**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**



Série:

Livro 1-Nove Regras a ignorar antes de se ignorar
Livro 2- Dez formas de fazer um coração se derreter
Livro 3-Onze leis a cumprir na hora de seduzir

O Spin-Off:


Livro 1-Entre o Amor e a Vingança
Livro 2-Entre a Culpa e o Desejo
Livro 3-Entre a Ruína e a Paixão
Livro 4-Nunca Julgue uma Dama pela aparência

O último livro conta justamente a história de Georgianna.

Título Original: Ten Ways to Be Adored When Landing a Lord
Autor: Sarah MacLean
Editora: Arqueiro
Série Os Número do amor- livro 2
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Gêmeos
Período: Regência. Yorkshire, Inglaterra.


4/5

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quarta-feira, setembro 14, 2016

[Resenha] Nunca Julgue uma dama pela aparência- Sarah Maclean


“Duncan West, assim como todos os homens, enxerga apenas o que quer…
Mas ele estava prestes a ver o que não queria.

Para a aristocracia, Lady Georgiana é a pobre irmã de um duque, rejeitada pela família após ter sido arruinada no pior tipo de escândalo possível: uma mulher que fez escolhas infelizes ao entregar-se de corpo e alma para um rapaz que todos desconhecem.

Mas a verdade é sempre muito mais chocante! 

 Brilhante, inteligente e bonito como o pecado, o jornalista Duncan West está intrigado com a linda mulher – que de alguma forma está ligada a um mundo de trevas e perdição. Ele sabe que Georgiana é muito mais do que parece e promete desvendar todos os seus segredos, expondo seu passado, ameaçando seu presente e arriscando tudo o que ela tem de mais precioso. Inclusive seu coração.


Esta resenha não tem spoilers deste ou dos livros anteriores, MAS se você ainda não leu a série, NÃO leia sinopse!

Ah, não dá uma tristezinha quando uma série que a gente gosta chega ao fim? Tudo bem que tem a spin-off, Irmãs Talbot, mas não é a mesma coisa. O Clube dos Canalhas foi uma leitura que eu comecei sem grandes expectativas mas que acabou se tornando uma grata e deliciosa surpresa.

Em Nunca Julgue uma dama pela aparência, o último livro da série, temos a história de Lady Giorgiana que, apesar de ser irmã de um duque, é uma pária na rígida sociedade inglesa do séc. 19: ela é mãe solteira . Um escândalo! Giorgiana, apesar de sentir falta de bailes e festas, não vê muito problema de viver à margem, porém, ela começa perceber que precisa voltar aos bons olhos da sociedade e arrumar um bom partido, pois só assim sua filha terá alguma chance na sociedade. Sangue nobre ou não, a menina é uma bastarda. E ser mulher e bastarda não era algo muito positivo.

Para alcançar seu intento, Giorgiana recebe a ajuda de Duncan West, o mais importante jornalista da cidade. O problema é que tanto ela quanto ele tem segredos inconfessáveis e que pode por tudo a perder. E a paixão que vai surgindo entre os dois não irá ajudar em nada.

Ah, que delícia de livro! Claro que o ponto principal eu não posso comentar aqui, mas a autora soube conduzir muito bem os livros anteriores até este momento. Tudo se encaixa muito bem- e Giorgiana é uma personagem fantástica. Não somente original, se formos pensar em outras mocinhas de romances de época, mas corajosa e cheia de atitude. Ela e Duncan são perfeitos juntos. Apesar, claro, de termos vontade, em alguns momentos, de chacoalhar a cabeça dos dois para deixarem de ser tão obtusos. O vilão talvez deixe um pouco a desejar, um pouco caricato demais, mas a filhinha dela e o pessoal do Clube, são coadjuvantes fantásticos; dão um tom todo especial à história.

Nunca Julgue uma dama pela aparência e uma ótima mistura de tudo que agrada num bom romance: drama, humor, mistério e, claro, uma bela história de amor.

Série fechada com chave de ouro. E se você ainda não começou a ler, o que está esperando?!

Recomendo.





Título Original: Never Judge a Lady by Her Cover
Autor: Sarah MacLean
Editora: Gutenberg
Gênero: Romance Histórico
Série: Clube dos Canalhas – Livro 4
Sub-Gênero/Assunto: Falsa Identidade, Jornalistas
Período: Regência. Inglaterra

Série:

O Clube dos Canalhas é um spin-off da série "Números do Amor"(que está sendo publicada pela Arqueiro). Por sua vez, a série Irmãs Talbot é um spin-off do Clube', e está sendo publicada pela Gutenberg.

Livro 1-Entre o Amor e a Vingança
Livro 2-Entre a Culpa e o Desejo
Livro 3-Entre a Ruína e a Paixão
Livro 4-Nunca Julgue uma Dama pela aparência




4.5/5



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quarta-feira, agosto 24, 2016

[Resenha] Entre a Ruína e a Paixão - Sarah MacLean

“Uma noiva desaparecida na véspera de seu casamento. Um poderoso duque acusado de assassinato. Uma noite que mudou duas vidas para sempre. Temple viu seu mundo desmoronar quando acordou completamente nu e desmemoriado em uma cama repleta de sangue. Destituído de seu título e acusado de assassinato, o jovem duque foi banido da sociedade. Doze anos depois, recuperado em sua fortuna e seu poder como um dos sócios do cassino mais famoso de Londres, sua redenção surge quando a única pessoa que poderia provar sua inocência ressurge do mundo dos mortos. Após doze anos desaparecida, Mara Lowe se vê obrigada a reaparecer quando seu irmão perde toda a fortuna da família nas mesas do cassino do homem cuja vida ela arruinou. Temple quer provar a todos que é inocente e, sobretudo, se vingar e destruir a vida daquela mulher, enquanto Mara precisa enfrentar o passado para recuperar seu dinheiro. Assim, os dois firmam um acordo obsceno que os une em um jogo de poder e sedução. Mas ambos descobrem que a realidade esconde muito mais do que as aparências revelam e eles se veem em uma encruzilhada na qual precisam escolher entre lavar a honra do passado e garantir o futuro ou ceder ao desejo de se entregarem de vez à irresistível atração que sentem um pelo outro, mas que pode arruiná-los para sempre. ”


Pela sinopse e até mesmo pelo o que já havia sido apresentado nos livros anteriores da série (lembrando que é aconselhável ler na ordem certa!) eu imaginava uma história diferente mas mesmo assim gostei muito do que li.

Em uma manhã fatídica,o jovem nobre Willian Harrow viu seu mundo de privilégios ruir: ele acorda nu e coberto de sangue. Pior, ele está nu e coberto de sangue na cama da futura esposa de seu pai, Mara Lowe. Não existe um corpo, mas isso não importa. O jovem Willian está acabado. Ele é agora o “Duque Assassino”. Um pária.

Doze anos se passam e Willian é agora Temple, um dos sócios do mais importante clube de cavalheiros de Londres e um imbatível lutador de boxe. Temple não busca perdão nem nada disso; o que ele gostaria realmente era saber o que aconteceu 12 anos atrás. Afinal, ele não lembra de nada. Mas sente-se culpado. Porém, tudo muda quando Mara reaparece. Viva. E precisando da ajuda de Temple.

Com um enredo bem armado e desenvolvido, Entre a ruína e a paixão é um romance de época que prende a atenção desde a primeira página. Apesar de não ser exatamente uma história de mistério, é inegável que a autora deixa o leitor completamente à mercê e ávido por respostas. Temple é um personagem maravilhoso. Vítima sim de uma grande injustiça mas que também fez seus próprios erros. De modo algum ele é um coitado que precisa de redenção. Ou perdão. E isso que faz ele ser tão especial. É interessante notar que mais do que ódio, ele, sente mágoa de Mara. Há uma incompreensão do por quê tudo aquilo aconteceu.

É neste momento que está a grande falha do livro, a meu ver: os motivos de Mara. Eu entendi porque ela fez o que fez, mas mesmo assim achei que foi extremamente cruel o que ela fez. Por mais desesperada que tivesse, nada justifica arruinar a vida de outra pessoa- e só reaparecer DOZE ANOS DEPOIS. Eu até gostei da personagem e do modo como ela passou a viver, seus dramas e tal, mas confesso que fiquei com uma magoazinha dela, rs. Até porque Temple é daqueles mocinhos que se fazem de durões mas na verdade precisam de muito colo e carinho.

Repleto de personagens interessantes (tirando o irmão de Mara, que eu detestei!), o livro mostra uma Londres dos subúrbios e da jogatina. O lado feio da nobreza e da ganância. Com um estilo bem descontraído, a autora está se tornando uma das minhas favoritas.

Uma história muito boa, cheia de nuances, dramas e amores. E no final tem uma revelação bem interessante à respeito do próximo livro.


Recomendo.



Série:

Livro 1-Entre o Amor e a Vingança
Livro 2-Entre a Culpa e o Desejo
Livro 3-Entre a Ruína e a Paixão
Livro 4-Nunca Julgue uma Dama pela aparência

Título Original: No Good Duke Goes Unpunished
Autor: Sarah MacLean
Editora: Gutenberg
Gênero: Romance Histórico
Série: Clube dos Canalhas – Livro 3
Sub-Gênero/Assunto: Segunda Chance, Falsa Identidade
Período: Regência. Inglaterra.
Outra Capa:



4/5
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quarta-feira, julho 27, 2016

[Resenha] A Dama da Meia-Noite - Tessa Dare


“Pode um amor avassalador apagar as marcas de um passado sombrio?

Após anos lutando por sua vida, a doce professora de piano, Srta. Kate Taylor, encontrou um lar e amizades eternas em Spindle Cove. Mas seu coração nunca parou de buscar desesperadamente a verdade sobre o seu passado. Em seu rosto, uma mancha cor-de-vinho é a única marca que ela possui de seu nascimento. Não há documentos, pistas, e nem ao menos lembranças…

Depois de uma visita desanimadora para sua ex-professora, que se recusa a dizer qualquer coisa para Kate, ela conta apenas com a bondade de um morador de Spindle Cove, o misterioso, frio e brutalmente lindo, Cabo Thorne, para voltar para casa em segurança. Embora Kate inicialmente sinta-se intimidada por sua escolta, uma atração mútua faísca entre os dois durante a viagem. Ao chegar de volta à pensão onde mora, Kate fica surpresa ao encontrar um grupo de aristocratas que afirma ser sua família.

Extremamente desconfiado, Thorne propõe um noivado fictício à Kate, permitindo-lhe ficar ao seu lado para protegê-la e descobrir as reais intenções daquela família. Mas o noivado falso traz à tona sentimentos genuínos, assim como respostas às perguntas de Kate.

Acostumado com combates e campos de batalhas, Thorne se vê na pior guerra que poderia imaginar. Ele guarda um segredo sobre Kate e fará de tudo para protegê-la de qualquer mal que se atreva atravessar seu caminho, seja uma suposta família oportunista… ou até ele mesmo.”




Uma linda história de amor.

Spindle Cove é uma daquelas séries que vão te conquistando aos poucos. O primeiro livro foi bom mas não espetacular, o segundo eu amei, apesar da história não apresentar muitas surpresas e este...este tem um casal e uma história de amor incríveis. Particularmente, acho que Uma Semana Para se perder o meu favorito, mas foi impossível não se emocionar com a história de A Dama da Meia-Noite.

A Srta Kate Taylor é uma das residentes e a professora de música de Spindle Cove. Kate morou desde os 5 anos de idade em um orfanato e nunca soube (nem conseguiu) se lembrar de sua vida anterior. Com uma marca de nascença no rosto, ela vive uma vida contente na pequena comunidade de mulheres, porém espera mais. Ela quer saber sobre seu passado. Ter uma família. E isso pode finalmente se tornar realidade quando uma excêntrica família aristocrática surge afirmando ser aquilo que ela mais deseja.

Para Kate aquilo era um sonho se tornando realidade, quase que como um conto-de-fadas, porém nem todos estão contentes. Principalmente Cabo Thorne, o frio soldado da milícia do lugar. Ao contrário o que se poderia parecer, através da aparente indiferença dele, existe ali um sentimento de adoração e zelo. Mas mais do isso, ele sabe muito mais do passado de Kate do que ela poderia imaginar.

Awww, tão lindo! Sei que existem milhares de histórias sobre pessoas machucadas, traumatizas mas que encontram a redenção através do amor, mas A Dama da Meia-Noite trata de desses valores por vezes tão clichês de forma sensível e adorável. Kate e Thorne tiveram uma vida de sofrimento e percalços. Thorne não é nem nunca será um homem elegante, da sociedade. Ele não é da aristocracia, mas é nobre. No sentido mais amplo da palavra. O que ele faz- fez- por Kate faz o coração da gente “borbulhar”. É lindo.

Mas também doloroso, porque, assim como tantos outros romances de amor, esses dois sofrem. Ah, como sofrem. Tudo parece ir contra. Até eles mesmos. Eu gostei que Kate não é uma mocinha frágil, que vive se lamentando. Claro que ela
quer uma mudança na vida, mas ela não deixa de viver por causa disso.

O livro fala como o passado não pode ser apagado ou reescrito. De uma forma ou de outra ele continua lá, presente, assim como a mancha que Kate tenta tanto esconder. A questão é enfrentá-lo. E saber conviver com ele.

A Dama da Meia-Noite é uma história de amor em sua plenitude e essência. Bela e forte.

Impossível não se apaixonar.

Recomendo.


Título Original: A Lady By Midnight
Autor: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
Gênero: Romance Histórico
Série: Spindle Cove- Livro 3
Sub-Gênero/Assunto: Thriller, Suspense, Homens da Lei, Médicos
Período: Regência, Inglaterra

Série:
Livro 1- Uma Noite Para se entregar
Livro 1,5- Once Upon a Winter's Eve (short Story)- pode ser baixada grátis (em inglês) na Amazon.BR
Livro 2- Uma Semana Para se perder
Livro 3- A Dama da Noite
Livro 3.5-A bela e o ferreiro
Livro 4-Any Duchess Will Do
Livro 4.5-Lord Dashwood Missed
Livro 5-Do You Want to Start a Scandal


Outra Capa:



4.5/5
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quinta-feira, julho 14, 2016

[Resenha] A Caminho do Altar - Julia Quinn



“Ao contrário da maioria de seus amigos, Gregory Bridgerton sempre acreditou no amor. Não podia ser diferente: seus pais se adoravam e seus sete irmãos se casaram apaixonados. Por isso, o jovem tem certeza de que também encontrará a mulher que foi feita para ele e que a reconhecerá assim que a vir. E é exatamente isso que acontece.

O problema é que Hermione Watson está encantada por outro homem e não lhe dá a menor atenção. Para sorte de Gregory, porém, Lucinda Abernathy considera o pretendente da melhor amiga um péssimo partido e se oferece para ajudar o romântico Bridgerton a conquistá-la.

Mas tudo começa a mudar quando quem se apaixona por ele é Lucy, que já foi prometida pelo tio a um homem que mal conhece. Agora, será que Gregory perceberá a tempo que ela, com seu humor inteligente e seu sorriso luminoso, é a mulher ideal para ele?

A caminho do altar, oitavo livro da série Os Bridgertons, é uma história sobre encontros, desencontros e esperança no amor. De forma leve e revigorante, Julia Quinn nos mostra que tudo o que imaginamos sobre paixão à primeira vista é verdade – só precisamos saber onde buscá-la.”




Esta resenha, penso eu, tem muita similaridade com a que fiz sobre o livro Because of Miss Bridgerton. Esperava mais. Na verdade, esta é a minha segunda leitura de A Caminho do Altar; a única diferença é que a primeira vez que li a história do Bridgerton “que faltava”foi no original. Porém, devo dizer, até com certo pesar, que minha opinião não mudou.

Gostei, mas esperava mais. Ter expectativas é algo complicado, que deve ser evitado, mas como não as ter com o último livro de uma série que a gente ama?! O grande problema, aliás, é a série. Por ter livros tão incríveis, acabei por esperar algo arrebatador, o que não aconteceu. Se fosse um stand alone, de outra autora qualquer, provavelmente eu teria sido menos crítica. Gostaria de não ter que admitir isso, mas é a pura verdade.

Mas o fato é que, apesar de tudo, A Caminho do Altar é sim uma história divertida e romântica, onde Gregory Bridgerton, o último filho solteiro de Lady Violet, descobre que o amor à segunda vista pode ser o que realmente importa. De início, ele pensa estar loucamente apaixonado por Hermione Watson (nem precisa perguntar em quem a autora se inspirou, né?) porém, Hermione já está apaixonada...por outro. Outro totalmente inadequado. É aí que entra Lucy Albernathy, melhor amiga de Hermione, e que pensa que Gregory é muito melhor partido para a amiga. Era quase que uma “obrigação” de Lucy juntar os dois. Bem, claro que nada será como o planejado.

Junte à isso alguns segredos de família, um noivado arranjado e amores inesperados e temos A Caminho do Altar. Hermione é a mais bela de todas, mas aos poucos Gregory vai percebendo como a aparentemente apagada Lucy pode ser muito mais interessante.

Eu gostei bastante da mocinha prática e não muito chegada às grandes paixões, muito diferente de Gregory, um romântico assumido. Essa diferença entre os dois é justamente o que faz o casal ter uma química boa. Gregory é quase um tolo, mas aos poucos é possível perceber que ele é mais do que ser somente o Bridgerton número 7.

O livro tem ótimas passagens e a escrita leve, recheada de ironia, com certeza é o diferencial. Porém, por mais que eu tenha gostado dos personagens e da história, no geral, achei que faltou paixão. Não aquele livro que me fez suspirar, me apaixonar.

Mas Julia Quinn é sempre Julia Quinn, e como diria a Cris Paiva, um livro mediano dela sempre será melhor que muita coisa por aí.

Sempre vale a pena ler.


Série:
Livro 1- O Duque e Eu
Livro 2- O Visconde Que me Amava
Livro 3- Um Perfeito Cavalheiro
Livro 4- Os Segredos de Colin Bridgerton
Livro 5- Para Sir Phillip, com Amor
Livro 6- O Conde Enfeitiçado
Livro 7- Um Beijo Inesquecível
Livro 8- A Caminho do Altar

Os Epílogos: E Viveram Felizes Para Sempre

A série ainda tem "Segundos Epílogos". (Ver a lista completa AQUI)


Título Original: O the way to the wedding
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Série: Bridgertons- Livro 8
Sub-Gênero/Assunto: Romance, Humor
Período: Regência. Inglaterra.
Capa da Edição Portuguesa:


3.5/5
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terça-feira, junho 21, 2016

[Resenha] Sedução da Seda - Loretta Chase


Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon.

Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna.
O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas.
Primeiro livro da série As Modistas, Sedução da seda é como um vestido minuciosamente desenhado por Loretta Chase: de cores suaves e românticas em alguns trechos, mas adornado com os detalhes perfeitos para seduzir.



Romântico, sexy, e com toques de originalidade.

Esqueça a mocinha virginal e pura. Marcelline Noirot pode ser várias coisas, menos isso. Dona, junto com suas duas irmãs, de ateliê de moda, Marcelline sabe que tem bom gosto e talento. O que lhe falta apenas é o reconhecimento público; mais especificamente falta aquela cliente especial que lhe trará fama e prestígio. Além de dinheiro, é claro. Numa sociedade onde é muito difícil as damas da sociedade mudarem seus hábitos, a única chance dela parece ser a jovem- e mal vestida- Lady Clara. O problema é que para isso, a modista precisa convencer Cleverdon,o prometido da moça , a transformá-la em sua cliente. E para esse “lobby”vale, digamos, praticamente tudo.

Marcelline não é nenhuma mocinha indefesa e Cleverdon não é nenhum santo- e um pouco de charme e tensão sexual nunca fizeram mal a ninguém, né?

A primeira vista podemos ter uma visão errada de Marcelline, como se ela fosse aquele tipo de mulher capaz de “tudo” por dinheiro, mas aos poucos vamos percebendo que não é bem assim. Ela sabe que é talentosa e o fato de ter tido uma vida difícil, quase miserável, a faz ter uma relação com o dinheiro, com o material, muito diferente dos nobres como Cleverdon. Ela sabe como o dinheiro, principalmente a falta dele, faz diferença. Porém, para ela, ele não é tudo. A família virá sempre em primeiro lugar. Ela é capaz de qualquer coisa pelas irmãs e pela pequena Lucie, sua filhinha de 6 anos. Eu acho que é o modo como ela encara as dificuldades que a faz uma personagem fascinante. Cleverdon é um típico herói romântico: aparentemente calhorda mas no fundo um herói de bom coração. Não existem grandes novidades em relação ao seu caráter- o que torna o casal “singular” é o fato dela ser uma burguesa.

Por que é isso que Marcelinne é: uma comerciante, uma burguesa. E naquela época, para a classe dominante ser burguês era ser de uma categoria inferior. Todavia, ela não se importa com isso. Ela não quer se casar com um príncipe. O que ela quer é que seu ateliê seja um sucesso. Ela quer trabalhar. Quanta diferença de tantas outras mocinhas!

E é esta diferença, essa “originalidade” que esta a grande sacada do livro, a sua grande diferença. Foi isso que me fisgou na história porque, devo confessar, o casal não me cativou. Não. Eu simplesmente não me apaixonei por eles. Nada exatamente contra, mas achei todo o resto, toda a ambientação muito melhor que a história de amor em si.

De qualquer forma, Sedução da Seda é uma leitura envolvente e cheia de pequenos nuances. A autora soube pontuar a história com crítica social sem parecer panfletária ou professoral. Com personagens fascinantes (a filhinha de Marcelline é uma fofura só!) e originais, é um livro que captura nossa atenção da primeira à última página.

E deixa a gente morrendo de vontade para ler os próximos livros da série.


Recomendo.

A Série:

Livro 1- Sedução da Seda
Livro 2- Escândalo de Cetim
Livro 3- Volúpia de veludo
Livro 4- Romance entre rendas

Capa da Edição Portuguesa:




Título Original: Silk is for seduction
Autor: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Série: As Modistas- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Crianças, Amor Proibido, Viúva
Período: Regência. Paris e Londres.


4/5

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terça-feira, maio 31, 2016

[Resenha] Ligeiramente Seduzidos, de Mary Balogh



Jovem, estonteante e nascida em berço de ouro. É apenas isso que Gervase Ashford, o conde de Rosthorn, enxerga em Morgan Bedwyn quando a conhece, num dos bailes da alta sociedade inglesa em Bruxelas.

Em circunstâncias normais, ele não olharia para ela duas vezes prefere mulheres mais velhas e experientes. Porém, ao saber que Morgan é irmã de Wulfric Bedwyn, a quem Gervase culpa pelos nove anos que passou longe da Inglaterra, decide que ela é o instrumento perfeito para satisfazer seu desejo de vingança.

Mas Morgan, apesar de jovem e inocente, também é independente e voluntariosa e, assim que entende as intenções do conde, se prepara para virar o jogo e deixar claro que não se deixará manipular por ninguém.

Em Ligeiramente Seduzidos, quarto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos brinda com mais uma história fascinante. Em uma trama repleta de traição e vingança, escândalo e sedução, ela mostra que o caminho para o amor pode ser difícil, mas que a recompensa faz cada passo valer a pena.





Ótimo como literatura, mas o romance...

Esta foi uma daquelas resenhas difíceis de se fazer; ao mesmo tempo que eu gostei do livro, achei que ele também deixou bastante a desejar.

Ligeiramente Seduzidos é quarto livro da deliciosa série Os Bedwyns e conta a história da mais nova da família, Morgan Bedwyn, a única que não herdou o característico nariz da trupe.

À primeira vista, o livro é sobre vingança, mas logo de início vamos percebendo que não é exatamente sobre isso. Apesar do tema estar sempre presente, é a questão da guerra (as perdas e os horrores) que mais está entremeada no decorrer da história. É mais a guerra- e suas consequências- e não a vingança que faz tudo se desenrolar.

Gervase Ashford passou nove anos longe da Inglaterra, em um exílio imposto por seu pai, amargurando a saudade de casa e nutrindo um ódio por Wulfric Bedwyn, quem ele julga ser responsável por sua infelicidade. Ele nunca havia pensado seriamente em se vingar do chefe da família Bedwyn, porém, quando, por acaso, na Bélgica, conhece a irmã mais nova dele, Morgan, a ideia de vingança tornar-se irresistível. Morgan é bonita, rica, voluntariosa, mas também tem somente 18 anos. Facilmente “seduzível”. Bem, fácil não é bem a palavra. Está certo, eles se tornam muito próximos, mas o que os aproxima não é somente uma questão de atração, mas uma amizade muito forte- uma amizade que começa a surgir quando a guerra e a morte chega mais perto do que eles poderiam imaginar.

Ligeiramente Seduzidos é muito bem escrito. A primeira parte, principalmente, é ao mesmo tempo cheia de nuances e cores fortes da dor e da morte dos soldados e daqueles que cuidam deles. A escrita aqui é primorosa e forma como a autora vai transformando aquela mocinha meio metida em alguém que literalmente põe na mão na massa é maravilhoso. No ponto mais triste do livro, é quase palpável a dor dela- e também a de Wulfric. Existe um momento específico que aquele homem aparentemente sem emoção se deixa entregar pela dor. Sem uma palavra ser dita.E é lindo.

O problema é que o livro é bom por causa disso e não devido ao casal. Nada contra Gervase e Morgan. Eu até gostei dos dois, mas faltou romance. Pura e simplesmente. Além disso, a questão da vingança acabou sendo mal aproveitada, a meu ver. Gervase me pareceu muito indeciso e esperava um pouco mais de ação- de drama!- nesse quesito. Até gostei de algumas soluções que a autora deu, colocando em pauta alguns assuntos tabus.

Apesar de ter me emocionado em alguns momentos, Ligeiramente Seduzidos não foi aquele tipo de livro que me fez suspirar- e isso eu acho um pouco triste, pois a série como um todo é deliciosa. Penso que o livro está mais para um drama bem feito do que para um romance arrebatador.

De qualquer forma, apesar de tudo, é uma leitura que faz pensar e que vale muito a pena conferir.


A série

Os Bedwyns é o spin-off de dois livros ainda não lançados no Brasil:
Livro 1- One Night For Love
Livro 2- A summer to Remember

Os Bedwyns

Livro 1-Ligeiramente Casados
Livro 2-Ligeiramente Maliciosos
Livro 3-Ligeiramente escandalosos
Livro 4- Ligeiramente Seduzidos
Livro 5- Ligeiramente Pecaminosos
Livro 6- Ligeiramente Perigosos


Título Original: Slightly Tempted
Autor: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Série:Bedwyns – Livro 4
Sub-Gênero/Assunto: Vingança, drama
Período: Regência. Inglaterra.

Outra Capa:



3.5/5
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