segunda-feira, dezembro 02, 2013

Victoria e o Charlatão, de Meg Cabot



Lady Victoria Arbuthnot, jovem bonita e rica, cresceu na Índia. Ao completar 16 anos, os seus tutores decidiram que deveria viajar para Londres e debutar a alta sociedade. No entanto, na viagem de navio, a jovem conhece Hugo Rothschild e a sua vida mudará para sempre. Hugo Rothschild, nono conde de Malfrey, é tudo o que uma jovem pode desejar - lindo de morrer, romântico e rico! 




Um romance histórico YA. Sim, apesar da capa “nada a ver” da edição Portuguesa (infelizmente, o livro não foi lançado no Brasil), o livro se passa na Inglaterra dos tempos da Regência e não nos tempos atuais.

Meg Cabot escreveu muitos romances históricos adultos sob o pseudônimo de Patricia Cabot e eu li e gostei muito desses livros. Não é a minha autora favorita do gênero mas, no geral, os livros dela são sempre uma boa diversão. Este livro foi o primeiro histórico dela que sob seu nome real e apesar de não ser um livro extraordinário, foi uma leitura agradável.

O livro começa com a volta de Lady Victoria Arbuthnot para a Inglaterra, após viver a maior parte de sua vida na índia com tutores. Com 16 anos , órfã e muito rica, ela deve morar com seus tios em Londres e arrumar um marido. Um marido “aceitável”, é claro. Na viagem de navio, entre Índia e Inglaterra, Victoria pensa ter conhecido este homem: Hugo Rothschild, conde de Malfrey. Ele parece ser o homem perfeito e Victoria não hesita em aceitar sua proposta de casamento. O problema é Jacob Carstairs. o charmoso capitão do navio, que parece querer tirar Victoria do sério. E pior, quando Victoria chega a Londres, descobre que Jacob não só é muito amigo de seus tios (que o tem em alta estima) como também que ele detesta Malfrey e faz questão de mostrar que acha que ela está fazendo um grande erro.

Não é preciso ser um gênio para saber aonde isso irá acabar, né? Típica história de amor e ódio.

Lady Victoria gosta das coisas do seu jeito, criada como a “senhora da casa” na India, ela se vê em uma situação diferente quando vai morar com os tios e primos. Não que a tratem mal, longe disso. Mas ela não é mas a “senhora”. Confesso que a personagem me irritou um pouco com sua mania de querer sempre “consertar” o que achava ser errado. Victoria é extremamente infantil e suas ações acabam trazendo problemas. Ela não é uma má pessoa, nem exatamente mimada, mas sim inconsequente. E muitas vezes suas ações, por mais irritantes tenham sido os meios, acabam resultando em algo bom. Victoria tem 16, ou seja, é ainda uma adolescente e quando *eu* me dei conta disso, comecei a entender mais a personagem. Na verdade, ela me lembrou um pouco a protagonista de Casamento de Conveniência, de Georgette Heyer.

O grande defeito de Victoria, entretanto, era a incapacidade de admitir um erro. E ela sabia que o noivado com o Conde Malfrey era um erro. Pior, a felicidade e amor estavam bem ali ao lado, na figura do Capitão Jacob.

Ah, Jacob Carstairs, esse sim o melhor personagem do livro! De início, ele dá a entender que Victoria simplesmente o irrita mas aos poucos vamos percebendo que ele simplesmente adora viver tirando-a das confusões em que ela se mete. E também percebemos que animosidade com Malfrey não é motivada somente pelo ciúme. É algo da trama que lembra um pouco Orgulho e Preconceito. Aliás, é bem visível que Meg Cabot se inspirou no clássico de Jane Austen. E não, as histórias não se assemelham, mas alguns elementos estão lá.

E Jacob, levando em conta as devidas e óbvias diferenças, é o Mr. Darcy de Victoria. Eu adorei Jacob e seu jeito irritadiço mas ao mesmo tempo extremamente gentil e amável. Ele é o contraponto, a razão, à intempestividade de Victoria.

Ou seja, eles são perfeitos um para o outro.

De um modo geral, eu gostei do livro, apesar de em alguns momentos o achar um pouco “tolo” demais. Porém, talvez tenha sido a intenção da autora. As emoções e desenvolvimento dos personagens são um pouco superficiais, mas não chegam a comprometer totalmente a leitura, desde que você não seja extremamente exigente. Mas também, se for, este não é o seu tipo certo de leitura, né?

O importante, acho, neste tipo de leitura é o leitor se envolver com a leitura- e eu me envolvi. Ri e suspirei. Muitas vezes isso é o que importa.

Victória e o Charlatão é uma leitura leve, sem grandes elementos dramáticos, mas que diverte e faz sorrir.

Vale a pena a leitura.



***


A Edição

Eu li a edição em Inglês, por isso não saberia dizer sobre a “condição”da edição portuguesa. Além da capa, é claro, que é totalmente equivocada. Além disso, o título português não me agradou muito. O título está absolutamente correto, mas sei lá, acostumei-me a “traduzir” rogue como libertino ou algo do gênero. Porém, devo admitir que, neste livro, Charlatão faz mais sentido. Só não gosto da palavra.




Título Original: Victoria and the Rogue
Autor: Meg Cabot
Editora: Importado
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Jovem Adulto , Amor e Ódio
Período: Regência. Inglaterra.


Outras Capas:


3.5/5

--> E já sabem, né? Qualquer erro favor avisar para que eu possa corrigir!<--

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