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quinta-feira, outubro 27, 2016

[Resenha] O Coração da Esfinge - Colleen Houck


“Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.

Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.

Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.

Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.

Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas..”



Um livro de transição.
O Coração de Esfinge é daqueles livros que podem parecer um pouco frustrantes para quem os lê- como se nada fosse efetivamente solucionado ou respondido- mas que possuem extrema importância para a série. Não sobre fatos em si, mas sim sobre o caminho que a protagonista Lily tem que percorrer para alcançar o seu objeto e, bem, ter um final feliz. Oremos.

A história se inicia praticamente do ponto onde O Despertar do Príncipe terminar. Lily está tentando seguir em frente. Fazer o que se espera dela. O que os pais dela esperam e preparam para ela. Porém, como já se era de imaginar, as coisas mudam. Anúbis reaparece e Lily precisa voltar ao Egito. O Egito dos deuses e deusas. Amon precisa de ajuda e, não só ele. A ligação entre os dois pode ser a chave para salvar o Cosmo. O problema é onde Amon está. E aí se inicia a jornada de Lily.

E como toda jornada, a jovem não iria terminá-la do jeito começou.
Antes do início da “caminhada” algo (que eu não vou dizer o que é, tá?) acontece que muda tudo. Lily não é mais Lily. Ou não somente ela. E essa mudança trará dádivas e problemas.

Lily é uma personagem interessante e carismática. Ao mesmo tempo que é forte e guerreira, tem dúvidas e medos. Ela enfrenta os desafios de cabeça erguida, mas em determinado momento, os sentimentos começam a ficar confusos. É aí que a autora sobre muito bem mexer com as emoções de não só seus personagens mas seus leitores.

O mundo criado, apesar de fantástico (no sentido de fantasia), consegue ser absurdamente real. É algo difícil de ser descrito,mas a sensação que tive ao ler O Coração da Esfinge era como se aquela terra e aquele mundo realmente existissem.
Como não poderia deixar de ser, Lily é o destaque da trama, assim como Amon é o fio-condutor, mas, existe uma personagem, que fez toda a diferença. É o ponto de desequilíbrio e, bem, um certo alívio cômico. Tia, a leoa. Infelizmente não posso dizer muito sobre ela, mas que personagem fantástico!

Apesar do amor ser algo extremamente importante para todo o andamento da história, não espere um livro sobre beijos e fortes emoções. Como eu disse, este é um livro de transição- e antes de tudo, é um livro de aventura. Todo o ritmo e desenvolvimento é de de um livro de aventura e, por isso, achei que os capítulos um tanto longo demais, acabaram tornando a leitura um pouco cansativa em alguns momentos.

O fato de ser narrado em primeira pessoa não me incomodou, mas, pessoalmente, em função a alguns aspectos da trama, penso que teria sido melhor um narrador em terceira voz.

O Coração da Esfinge é uma história vibrante, inquieta e cheia de energia. É impossível não se deixar seduzir pela mitologia egípcia e pelo mundo criado (e forjado) por Colleen Houck Com um enredo criativo e bem desenvolvido deixa um gostinho de quero mais. Muito mais.

Recomendo!

**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**



Série:
Livro 1: O Despertar do príncipe [Resenha]
Livro 2: O Coração da Esfinge
Livro 3: Reunited : expectativa de publicação em 2017.


Título Original:Recreated
Autor: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Série Deuses do Egito-Livro 2
Gênero: Fantasia
Sub-Gênero/Assunto: YA, Aventura
Período: Atual. Egito.


Capa Original:


4/5

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quinta-feira, junho 23, 2016

[Resenha] Trilogia Breathing - Rebbeca Donovan


“Na cidade de Weslyn, Connecticut, onda a maioria das pessoas se preocupa em ver e ser vista, Emma Thomas preferia não ser percebida de forma alguma. Ela está mais preocupada em fingir perfeição enquanto puxa as mangas da blusa para baixo para esconder as marcas roxas, não querendo que ninguém perceba quão longe da perfeição ela realmente está. Sem esperar, ela encontra o amor. O amor a desafia a reconhecer seu valor, mas correndo o risco de revelar o terrível segredo que esconde.”


Hoje a resenha será um pouco diferente. Em vez de postar separadamente as resenhas dos três livros da série Breathing, resolvi colocar tudo numa resenha só. Por ser tratarem de sequências e estarem inteiramente interligados, não fazia sentido três posts separados- até porque o terceiro livro (e resenha) acabaria por revelar spoilers dos livros anteriores, né?

Mas deixemos de enrolação! O fato é que eu não saberia escrever três textos diferentes sobre Breathing. A história contada é forte, triste mas esperançosa. Iniciando como um Young Adult e concluindo tudo como um New Adult, a série fala sobre dor, abuso e a dificuldade de seguir em frente.

Emily “Emma” Thomas vive uma vida de horror e sofrimento. Aos dezesseis anos, tudo o que ela quer é terminar o ensino médio e sair de casa. Sofrendo abuso e humilhações quase diárias, ela sabe que a faculdade é a única chance de saída. Emma não quer ser ‘salva’, quer apenas escapar. Existe muito em jogo e para isso ela tem que se passar como invisível. Porém, claro, nem sempre é fácil. Ou possível.

Apesar do esforço que faz para esconder seu inferno pessoal, Emma não consegue esconder totalmente a verdade. Principalmente de sua única e melhor amiga, Sara. O problema é que Sara também é uma adolescente e não sabe lidar direito com aquele. É somente com a chegada de Evan, um novo aluno, que Emma começa a perceber que tem o direito a viver.

O que dizer? O que dizer? A violência doméstica é um assunto difícil, forte e delicado. Não existem concessões- e a autora não as faz. Ao mostrar tanto a violência física quanto a psicológica, o livro nos faz perceber como a violência acaba destruindo não só o físico como o psicológico da vítima. Pouco a pouco, Emma vai se anulando. Não vou mentir, no início, achei a personagem um pouco chata. Entendo (e sofri) com o que ela passava mas a forma como ela vai afastando aqueles que a amam é tão...argh! Além disso, Sara, por ser a melhor amiga (e filha de um juiz!) deveria ter contado tudo pra um adulto né?!

Ah, mas são detalhes. O trio principal é ótimo. Existe uma verdadeira amizade entre os três- sem contar que Sean é quase uma encarnação da perfeição. Que garoto fofo! Tá bom, algumas vezes ele é perfeito demais e parecia ser um pouco adulto demais para idade, mas quem liga?!

Obviamente a trilogia não é só sobre esse mar de sofrimento. Bem, quase. Se o primeiro livro é bem específico sobre o tema, as continuações são sobre as consequências e como é difícil a “vida que segue”. Não entrarei em detalhes, pois acho que é preciso ir descobrindo, desvendando, a história aos poucos, mas no decorrer da trama nos deparamos com outros personagens. Personagens fortes mas também caídos, além de quê fica perceptível que todos podem errar.

Usando uma linguagem precisa mas altamente emotiva, a autora constrói uma bela história de altos e baixos, no qual o final feliz nunca será certo nem garantido- assim como qualquer forma de abuso é inaceitável.

Nos dois primeiros livros, o texto é narrado em primeira pessoa por Emma. Normalmente não gosto deste tipo de narrativa, mas para este caso específico foi uma escolha bem acertada pois assim deu para sentir de perto a angústia e dor da personagem. Já no terceiro livro, essa narrativa em primeira pessoa é intercalada entre Emma e Evan e, apesar de gostar de múltiplos pontos de vista, achei que ficou confuso, com vários narradores numa mesma página.

A trilogia Breathing me tocou profundamente. Me emocionou e me fez pensar. Uma história forte e com personagens fortes. O única ponto realmente negativo foi que a autora pareceu se esquecer de alguns personagens que apareceram- e desapareceram- pelo caminho.

De todo modo, mesmo se você não seja fã de YAs e NAs- e, principalmente, se você for- Breathing é aquela série que precisa ser lida.


OBS: Eu coloquei apenas a sinopse do LIVRO UM. Se você quer evitar spoiler, NÃO LEIA as sinopses dos outros livros!

Recomendo.


A Trilogia


Livro 1- Uma Razão Para Respirar
Livro 2- Quase sem respirar
Livro 3- Eu escolhi respirar


Título Original: Reason to breath/ Barely breathing / Out of Breath
Autor: Rebbeca Donavan
Editora: Pandorga
Gênero: YA / New Adult
Série: Breathing
Sub-Gênero/Assunto: Abuso, Alccol e Drogas
Período: Atual. EUA.
Capas Originais:



4.5/5

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sexta-feira, dezembro 18, 2015

[Resenha] Isla e o Final Feliz - Stephanie Perkins


“Tímida e romântica, Isla tem uma queda pelo introspectivo Josh desde o primeiro ano na SOAP, uma escola americana em Paris. Mas sua timidez nunca permitiu que ela trocasse mais do que uma ou duas palavras com ele, quando muito.Depois de um encontro inesperado em Nova York durante as férias, envolvendo sisos retirados e uma quantidade considerável de analgésicos, os dois se aproximam, e o sonho de Isla finalmente se torna realidade. Prestes a se formarem no ensino médio, agora eles terão que enfrentar muitos desafios se quiserem continuar juntos, incluindo dramas familiares, dúvidas quanto ao futuro e a possibilidade cada vez maior de seguirem caminhos diferentes.Com participações de Anna, Étienne, Lola e Cricket, personagens mais do que queridos pelo público apresentados em livros anteriores da autora, Isla e o final feliz é uma história de amor delicada, apaixonante e sedutora, um desfecho que vai fazer os fãs de Stephanie Perkins suspirarem ainda mais”



Lindinho!

Ai, genten, eu amei Isla e o Final Feliz! Tá certo eu já tinha amado os dois livros anteriores, mas sempre ocorre aquele medinho de o último livro não ser tão bom,né? Ah, mas Stephanie Perkins sabe o que faz! Dentre as autoras de YA, eu acho ela uma das melhores, com histórias sem muitas firulas e personagens carismáticos, nem um pouco irritantes.


Confesso que nem lembrava da Isla e o Josh, pra mim, era aquele melhor amigo do St. Clair e que tinha uma namorada chatinha (sim, eu não gostava da Sashimi, ou sei lá como era o nome! :P )... ah, mas isso pouco importa pois em apenas alguns parágrafos de Isla e o Final Feliz Josh e Isla já tinham me conquistado completamente.

Isla e o Final Feliz é uma história de amor adolescente, mas também é sobre amadurecimento e descobertas; não existem grandes dramas ou uma enorme tragédia. Tudo bem, Josh e Isla não são exatamente pobres- muito pelo contrário- e estudar em Paris não é como fazer supletivo à noite numa escola pública, mas os dois são duas pessoas normais, que estão em uma idade difícil e que precisam fazer escolhas. O amor é lindo, claro, mas existe ainda o resto da vida para considerar.

Apesar de todos os problemas que Josh possa ter com os pais, ele tem um foco, um rumo; sabe o que quer. Isla é o contrário. É estranho dizer isso, mas é possível se identificar com os dois.

Isla é incrível, não tem nada daquelas mimimizices de tantas mocinhas de YA. Não, ela não sabe tudo mas existe um carisma na personagem que é difícil de se ignorar. Josh, algumas vezes, me deu vontade de chamá-lo para uma conversa. Aliás, os dois precisariam de uma boa conversa. Quantos erros tolos!

A história tem um ritmo dinâmico e suave e a autora ainda nos brinda com participações especiais dos casais dos livros anteriores -Ah,St. Clair, você tem a minha altura mas ainda assim te amo! :D- além de um ótimo passeio por Paris, Barcelona e, claro, Nova Iorque.

Além disso, nunca é demais repetir como é bom ver um romance sem amor instantâneo. Isla e Josh poderiam não ser próximos antes, mas ela sempre gostou dele.

Dos três livros, eu não saberia dizer qual eu gostei mais. Acho que o primeiro pois, bem, foi o primeiro e, claro!, tinha o St. Claire, mas eu também a adorei a Lola. E agora, a Isla e... ah, difícil isso!

Isla e o Final Feliz foi uma leitura rápida e descompromissada; este é literalmente um daqueles livros que deixam a gente feliz mas também um pouquinho triste quando se chega à última página. Queremos mais!

Este é um daqueles livros que poderia considerar quase perfeitos (não acho que exista algum livro realmente “perfeito”) mas, como sempre (vocês me conhecem!) teve um detalhezinho que faltou: UM EPÍLOGO! Era o último livro, como a autora fez isso?! Eu precisava de um epílogo! Fez tanta falta...

Ah,tanto faz! Isla e o Final Feliz é incrível e todos deveriam ler. Até mesmo quem não curte muito YA (o/) .

Bom demais!

Recomendo!



Título Original: Isla and the happy end
Autor: Stephanie Perkins
Editora: Intrinseca
Série Anna e o beijo francês
Gênero: Jovem Adulto (YA)
Sub-Gênero/Assunto: Romance
Período: Atual. Nova Iorque e Paris
Outra Capa:


4.5/5

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quarta-feira, dezembro 09, 2015

[Resenha] O Céu Está Em Todo Lugar - Jandy Nelson

“Eu deveria estar de luto, não me apaixonando. Às vezes é preciso perder tudo, para encontrar a si mesmo... Lennie Walker, obcecada por livros e música, tocava clarinete e vivia de forma segura e feliz, à sombra de sua brilhante irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre de forma abrupta, Lennie é lançada ao centro de sua própria vida, e, apesar de não ter nenhum histórico com rapazes, ela se vê, subitamente, lutando para encontrar o equilíbrio entre dois: um deles a tira da tristeza, o outro a consola. O romance é uma celebração do amor, também um retrato da perda. A luta de Lennie, para encontrar sua própria melodia em meio ao ruído que a circunda, é sempre honesta, porém hilária e, sobretudo, inesquecível.”

Um bom YA,mas não um favorito.

Sabe aquele livro que todos falam bem, que tem uma capa linda e um ótimo trabalho gráfico mas que quando você finalmente o lê não se apaixona pela leitura como pensou que se apaixonaria?

Pois é, foi o meu caso com O Céu está em Todo Lugar. Eu ganhei o livro de presente há alguns anos e, honestamente, a única coisa que eu sabia (em termos de sinopse) é que falava sobre morte- ou a superação dela.
O primeiro grande problema que eu encontrei é que, sim, o livro fala sobre a tentativa de superar uma morte, mas também tem como tema um triângulo amoroso. Isso já me quebrou. Não curto o tema; pelo menos não desde que tinha uns 15, 16 anos de de idade. Mas tudo bem, resolvi seguir em frente. O fato é que, mesmo com uma história bonita, O Céu está em Todo Lugar não me conquistou.

Lennie Walker é uma adolescente de 17 anos que está tentando superar (não que isso seja totalmente possível) a morte inesperada da irmã mais velha. Ela quer apenas ficar em seu canto e lamber suas feridas, mas tudo muda com a chegada de um aluno novo, Joe Fontaine e a súbita atração que começa a sentir em relação ao namorado da irmã morta, Toby

Entããão... aí é que está o problema. A relação de Toby e Lennie foi, para dizer o mínimo, nada a ver. Tudo bem, os dois estavam de luto e tudo mais, porém não foi algo que me fizesse condoer da situação ou deles. E então tem esse Joe. Rapaz simpático, sem dúvida. Mas surgido do nada! As primeiras visitas dele à casa em que Lennie mora com o tio e a avó são, bem, bizarras. Pra mim, ele me pareceu mais uma cópia mal-feita do Ettiene St. Claire, de Anna e o Beijo Francês.

Mas sabe, mesmo assim, Toby e e Joe não são de todo mal. O grande problema foi mesmo Lennie. Não sei se era para sentir pena dela, porque se foi, não aconteceu comigo. Claro, a dor dela deve ter sido enorme, mas ela agia como se fosse a única a ter sofrido uma perda. Em um determinado momento, a avó a chama de egoísta. Nada mais justo. Ali, a personagem da avó excêntrica diz tudo o que eu, como leitora, estava sentindo.


Pode até estar parecendo que eu detestei o livro, mas não eu até que gostei. Bastante. Tirando Lennie, com quem eu realmente não me "conectei", eu gostei dos personagens. Até mesmo de Joe e de Toby. Além disso, a vovó e o tio são ótimos. Claro que eu não poderia deixar de mencionar- mais uma vez- a parte gráfica;mais do que simplesmente "embelezar" o livro, ela se mistura com a própria história. Cartas, mensagens, rabiscos, fazem com que a gente se conecte (nem que seja um pouco) com a protagonista. Acho que gostei mais- e entendi mais- Lennie nestes pequenos fragmentos no que no texto padrão do livro.


No geral, O Céu está em Todo Lugar é um belo livro; tem passagens lindíssimas e tocantes, mas me deixou com a impressão de que o mais bonito não era a história em si mas algumas cenas esparsas e os "recortes" presentes no livro.
Eu sei que muita gente ama- e vai amar o livro, por isso gosto sempre de salientar que o que eu escrevi aqui vem de uma opinião pessoal, gosto pessoal.


Mas, sabe, apesar de tudo, eu acho sim que vale a pena ler.

Sim, eu sou confusa. hehehe

Título Original: The Sky is Everywhere
Autor: Jandy Nelson
Editora: Novo Conceito
Gênero: Jovem Adulto (YA)
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Triângulo Amoroso
Período: Atual. EUA.
Outra capa:


3.5/5

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sexta-feira, outubro 30, 2015

[Resenha] O despertar do príncipe - Colleen Houck

“Aos 17 anos, Liliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade.

Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem.

Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos.

A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth.

Em O despertar do príncipe , Colleen Houck apresenta uma narrativa inteligente, cheia de humor e ironia. Este é o primeiro volume da aguardada série Deuses do Egito, uma aventura fascinante que vai nos transportar para cenários extraordinários e nos apresentar a criaturas fantásticas da rica mitologia egípcia.”



Um divertido livro de fantasia e aventura.

Liliana Young é uma jovem de 17 anos cuja maior preocupação é conseguir cursar a faculdade que deseja e não aquela que seus pais escolheram. Apesar de bastante rica, o que ela gosta mesmo é de ir ao MET (Metropolitam Museu of Art) e ficar observando as pessoas. É justamente durante uma dessas visitas ao museu que a vida dela muda completamente. Na seção egípcia do museu ela acaba conhecendo uma...múmia. Isso mesmo, uma múmia. Mas esta múmia não tem nada de aterrorizante ou fantasmagórica. Amon é um jovem (bem, “jovem” é modo de dizer, né?) príncipe egípcio que acabou de acordar de um sono de 1000 anos. Ele precisa encontrar seus dois irmãos- que também estão prestes a acordar- e lutar contra o Deus Seth. O problema é que ele esperava acordar em seu país, o Egito, e não naquela estranha e desconhecida cidade chamada Nova Iorque. Além disso, ele estava sofrendo com alguns problemas referentes à...energia Vital e era ali que Lily entrava. Se tornava imprescindível.

Este foi o primeiro livro de Colleen Houck que eu li. Sim, eu nunca li aquela série do tigre. Nem tive muita vontade, pra ser sincera (sorry, mundo!) mas assim que dei uma olhada na sinopse deste aqui já me interessei. Eu sou bem seletiva em relação à Yas de fantasia. À Yas em geral. Mas quando eu vi que era sobre mitologia egípcia, já sabia que queria ler. Eu adoro mitologia e quando tenho a oportunidade de ler algo sobre, já aproveito. Ainda mais uma mitologia que eu conheço muito pouco, só o básico
mesmo.

Pois bem, eu gostei do livro. Ponto. Acho que esta é a primeira coisa a ser dita e, no geral, talvez seja a mais importante. Gostei bastante da história do livro e, principalmente, da escrita. O problema de livros de fantasia é que muitas vezes eles tendem a ser cansativos. Na ânsia de explicar o “mundo criado” por eles, os autores tendem a ser muito minuciosos e descritivos. Isso, ainda bem, não ocorreu em O Despertar do Príncipe. Claro, tem sim uma parte um pouco didática, até porque nem todo mundo sabe sobre a mitologia egípcia, porém as explicações são muito bem inseridas no contexto, tornando-se bem naturais e sem afetações.

O Despertar do Príncipe é basicamente um livro de aventura, por isso, se alguém começar a lê-lo esperando encontrar uma empolgante história de amor irá se decepcionar. Até existe um lado romântico na história, mas ele fica mais no campo da sutileza e da intenção. Se bem que...ah, ‘ceis tem que ler pra saber!

Não teve nada no livro que eu realmente não tenha gostado. A história, como eu já havia mencionado, é bem interessante. Tem muita ação e um bom desenvolvimento. Tudo acontece num bom ritmo e, mais importante, dentro de uma lógica. O maior problema, a meu ver, foi justamente Lily, a protagonista. Ela não é chata ou irritante, mas também não incrível ou divertida. Ela é...blé. Totalmente desprovida de qualquer charme. Insonsa demais. Mas sejamos justos, pelo menos a Lily não é uma daquelas adolescentes que só sabem gritar e se por em perigo. Ela só é sem-graça. Amon, ao contrário, é um personagem solar, vivo (por mais que este adjetivo possa parecer estranho.) Amon tem um jeitão meio grosseirão, mas na verdade é um fofo, isso sim! :) E, além de Amon, o livro apresenta outros personagens bem interessantes.

O Despertar do Príncipe foi uma leitura rápida e gostosa. Tem aquele gostinho dos filmes de aventura da Sessão da Tarde nos quais a gente tem uma ideia de como vai terminar mas não consegue despregar os olhos da telinha.

Aventura, mistério e mitologia. Tudo junto e misturado. Muito bem misturado.

Recomendo!

Série:
Livro 1: O Despertar do príncipe [Resenha]
Livro 2: O Coração da Esfinge
Livro 3: Reunited : expectativa de publicação em 2017.


Título Original: Reawakened
Autor: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Série Deuses do Egito – Livro 1
Gênero: Fantasia
Sub-Gênero/Assunto: Jovem Adulto (YA), Mitologia, Aventura, Suspense
Período: Atual. EUA e Egito
Capa Original:



4/5

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domingo, outubro 04, 2015

[Resenha] Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry



“Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings é enviada pela mãe descompensada para a casa do pai, com quem mal conviveu até então. Devastada, Ashlyn viaja de trem para Edgewood carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã. Na estação, Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil. A atração é imediata, e, depois de um encontro romântico, os dois descobrem que compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare, mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. O único problema é que, quando Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor, descobre que Daniel é o Sr. Daniels, seu professor de inglês, com quem não pode de jeito algum ter um relacionamento amoroso. Desorientados, os dois precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, ainda precisam tentar de todas as formas superar problemas do passado e sobreviver a alguns conflitos inesperados e dramáticos que a vida apresenta – e que poderiam separá-los para sempre. ”


Simplesmente lindo.

Uma das coisas que mais gosto de fazer é me perder nas Livrarias, me aventurar por pilhas e estantes sem muito rumo ou objetivos. Foi numa nessas “aventuras” que eu descobri Sr.Daniels. Até aquele momento não tinha lido nenhum comentário sobre o livro, mas simplesmente resolvi me arriscar.

Ainda bem que fiz isso.

Poucas vezes um livro me tocou tanto. Foi simplesmente uma leitura inesquecível.
Normalmente eu inicio uma resenha com uma espécie de resumo da história, uma breve sinopse, mas achei que aqui isso não faz necessário. A sinopse oficial já suficiente e, honestamente, isto não importa. Sim, Sr. Daniels é sobre um amor proibido entre professor e aluna, mas, ao mesmo tempo é sobre muito mais.
Sr. Daniels é sobre a morte- e sobre a vida. É sobre como convivemos com a perda, e como podemos seguir em frente.

Ashlyn, a aluna nova, e Daniel, o Sr. Daniels, professor de Inglês Avançado, são duas pessoas marcadas pela dor da perda. Da perda recente e sem sentido. Quando os dois se apaixonam é algo forte e inesperado. Avassalador. E mesmo sendo aquele tipo de amor proibido, improvável, é também uma forma de cura.
Eu não sou de chorar em livros ou filmes (posso contar nos dedos as vezes em que isso aconteceu) e, honestamente, eu não chorei aqui, mas em muitos momentos eu senti meu coração sangrar. O livro mosta, de forma extremamente tocante, que a vida não perfeita, que o ser humano não e perfeito. A dor da perda e a necessidade está presente, mas também está presente a necessidade de ser aceito.

Além de tocar na questão da perda e do amor proibido, a autora também nos brinda com a questão da aceitação- e do perdão. Nunca havia lido nada dela e me maravilhei com sua escrita. É meio clichê falar isso, mas a sua prosa é quase poética. Toca fundo.
Sr. Daniels mais do que simplesmente me emocionar, me fez pensar, refletir. O romance apresentado é daqueles fortes, viscerais , que fazem a gente sonhar, suspirar.


   "Tenho pensado que devíamos fazer algo,
Devíamos nos apaixonar lá pelas duas.
E assim que der quatro horas,
Infinitas vezes mais eu vou te amar. "



Não existem vilões nessa história, apenas circunstâncias- e incompreensão. Bullying, homossexualidade, incompreensão- está tudo presente, mas, em nenhum momento, a trama se transforma em uma miscelânea de temas polêmicos. Nem se resvala no melodrama barato e "feito pra chorar".

Eu achei o final um pouco corrido, mas isso não foi o suficiente para estragar a leitura.

Sr. Daniels foi uma leitura linda e especial.

Ah, e, sim, eu quero um Daniel Daniels pra mim. ^.^

Recomendo!


Título Original: Loving Mr. Daniels
Autor: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Gênero: Jovem Adulto (YA)
Sub-Gênero/Assunto: Doenças, Amor Proibido, Superação, Professores
Período: Atual. EUA.

Capa Original:



5/5

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quinta-feira, junho 25, 2015

[RESENHA] A Playlist de Hayden - Michelle Falkoff

“Meus amigos do Facebook, hoje é o dia de Maria Passa na Frente...para quem acredita no poder da oração !! Quando receber esta mensagem reze uma Ave Maria e faça seu pedido especial. Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, nasceu Jesus. Santa Maria mãe de Jesus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte, Amém! (Faça seu pedido especial) Por favor não quebre esta novena, copie e cole na hora. Não é para compartilhar, é para copiar e colar no seu mural! E amanhã, eu creio, ela já passou na frente do meu problema e já deu tudo certo!!!! Assim seja... Amém”


Sabe aquele livro que começa super bem, mas depois não se sustenta? Pois é, este é o caso de A Playlist de Hayden.

A Playlist de Hayden fala de temas complicados como o suicídio e o bullying, mas principalmente sobre a questão da perda. Sam é um adolescente comum, meio geek, sem muitos atrativos, viciado em vídeo games, cujo melhor amigo, Hayden, comete suicídio. Apesar do amigo sempre ser um introvertido e ter sido vítima de bullying e humilhações, principalmente por parte do próprio irmão e seus amigos, Sam não consegue entender porque Hayden tomou uma atitude tão extrema- e sem volta. A resposta talvez esteja numa playlist que este deixou como “herança” para o amigo.
Forte; é assim o início de A Playlist de Hayden. Narrado em primeira pessoa, com a história se iniciando logo após a morte de Hayden, já nos deparamos com um adolescente fragilizado e completamente destruído pela morte do melhor amigo.

Mais do seguir em frente, Sam quer respostas- e talvez a única forma de conseguí-las é através da playlist. Os primeiros capítulos do livro são ótimos; com uma escrita forte, vamos acompanhando Sam em sua missão, ao mesmo tempo em que um mistério surge no ar. Neste momento no livro, drama e mistério são muito bem conduzidos, porém, não sei o que acontece, a autora parece que se perde.

Eu tive a impressão que o livro perdeu o foco- nem era sobre bullying, nem suicídio, tão pouco sobre superação. Foi como se tivesse tentado falar de tudo, mas acabou não falando sobre nada. Bullying e suicídio são temas difíceis, complicados- especialmente este último, e eu esperava que, se tratando de um livro voltado para o público adolescente, o tema fosse melhor explorado. O suicídio aqui me pareceu apenas um “meio” para morrer; nunca é realmente discutido as terríveis consequências. E até mesmo na questão do bullying, as soluções me pareceram muito fáceis.

Normalmente eu não gosto de livros narrados em primeira pessoa, principalmente YAs, mas A Playlist de Hayden tem a seu favor um ótimo protagonista. Sam tem carisma, e possui todas as dúvidas e anseios da idade. Ele é que move o livro. É tocando ver como ao mesmo tempo ele quer ser fiel ao amigo morto, ele também quer viver.

No geral, A Playlist de Hayden é um livro interessante porém ao final da leitura fica-se com a impressão de que faltou-lhe algo, que os temas poderiam ter sido melhor explorados.

***Este livro foi gentilmente cedido pela editora***

Título Original: The Playlist for the dead
Autor: Michelle Falkoff
Editora: Novo Conceito
Gênero: YA
Sub-Gênero/Assunto: Mistério, Superação
Período: Atual. Iowa, EUA.
Capa Original:

3/5

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quarta-feira, outubro 29, 2014

Horizonte, de Alyson Nöel


O destino os uniu – e os separou. Agora Daire e Dace enfrentam a batalha que selará seus destinos. Não pode perca o último volume da série “The soul seekers” O que você sacrificaria por amor? E para cumprir seu dever? Esse é o dilema que Daire Santos precisa enfrentar. Para provar ser digna de sua herança ancestral e honrar a linhagem de Buscadores que a precede, ela será obrigada a abrir mão da vida ao lado de seu amado Dace? Em Horizonte, último volume da série Soul Seekers, Daire e Dace se preparam para enfrentar os Richter de uma vez por todas mas, para isso, precisam descobrir o que o futuro reserva para eles. São realmente predestinados a ficarem juntos? Ou outro destino muito mais sombrio os aguarda? Nesta empreitada, Daire não pode mais contar com a preciosa orientação de sua avó, Paloma. Mas ela e Dace terão a ajuda de seus amigos, Xotichl, Auden, Lita e Axel, e dos anciãos Pé Esquerdo, Cree, Chay e Chepi. A energia da juventude e a sabedoria dos anciãos serão as melhores armas que eles terão na luta para tentar salvar os três mundos da destruição do Coiote. 


Muito bom!

O YA fantasia nunca foi o meu gênero favorito, mas, de vez em quando eu sou surpreendida por um livro, série, do gênero que me conquista por completo.
Foi o caso de Soul Seekers. O primeiro livro, Sonhos, foi uma leitura agradável que me deixou muito curiosa para saber o que aconteceria depois. Os livros seguintes, bem, os livros seguintes me tomaram “de jeito”.

Como tudo o que se torna favorito, eu esperei ansiosamente, pela conclusão da série. E todos sabem o que a ansiedade literária acarreta, certo? EXPECTATIVAS! E muitas vezes altas expectativas são frustradas.

E vejam,só! Esse não foi o caso de Horizonte. Sim, meus caros, eu não me decepcionei. Muito pelo contrário. Alyson Noel fechou (?) com chave de ouro sua série.

*** NÃO CONTÉM SPOILERS DOS LIVROS ANTERIORES***

Horizonte começa devagar; depois de “tudo” o que acontece no livro anterior, Daire, Dace e os amigos parecem estar vivendo um breve período de calmaria e expectativa para o que está por vir- porque eles sabem que algo está para acontecer. O amor está lindo e as amizades mais fortes. Tudo parece estar dentro de uma suposta normalidade.

Não vou negar que o início do livro me “preocupou” um pouco: tudo estava tão parado, nada iria acontecer! Aonde estava a emoção dos livros anteriores. Sim, já estava começando a achar que a autora iria me decepcionar. Ah,ledo engano! Quando a gente menos espera a ação começa- e que ação!

Como sempre acontece, aquilo que parecia ser uma calmaria, acaba se revelando uma grande farsa. Daire sabe que tem que cumprir seu destino- e papel- de Buscadora e isso pode por em xeque sua relação com Dace. Infelizmente chega um momento em que ela tem que escolher. O amor dos dois é cada vez mais forte, mas “circunstâncias” (olha o SPOILER!) fazem com que tudo se torne muito mais complicado, impossível até.

O meu principal “problema” com os livros Yas é que as protagonistas parecem ser sempre umas adolescentes chatinhas e insuportáveis, infantis demais, ou então adultas demais. Daire é, em todos os aspectos, uma adolescente comum, bem, “comum” até onde isso é possível. O fato é que Daire entende o seu papel e não fica cheia de nhe-nhe-nhe. Eu gostei de praticamente de todos os personagens, especialmente Lita. Ela é a minha favorita,com certeza. Sua transformação durante a série é incrível, além dela ser um ótimo alívio cômico.

Ah, como é difícil falar de uma história sem contar os detalhes! Apenas tenho que dizer que a leitura vale muito- MUITO- a pena. Eu senti verdadeiramente medo pelos personagens; por muitas vezes me vi querendo “entrar” no livro e fazer com que alguns deles não cometessem erros que poderiam ser irreversíveis.

Usando vários narradores, a autora faz com que a gente tenha uma visão mais ampla do que está acontecendo e não fique presa apenas no que diz respeito à Daire, sua ações e reações.
Que tensão!

E o que dizer do final? Perfeito, posso apenas dizer isso. Quando você acha que... Alyson Noel, sua danada! Adorei o toque no final.

Horizonteé um livro dinâmico e envolvente que fecha com chave de ouro uma série incrível. A autora soube muito bem criar um universo só dela e se manter fiel e coerente à ele.
Recomendo!
(Os livros precisam ser lidos na ordem, tá?)

Este livro foi gentilmente cedido pela editora.

Título Original: Horizon
Autor: Alyson Noel
Editora: Leya
Gênero: Fantasia
Série: Soul Seekers- Livro 4
Sub-Gênero/Assunto: Amor Proibido, Jovem Adulto, Paranormal, Demônios
Período: Atual. EUA.

A Série:
Livro 1- Sonhos
Livrro 2- Eco
Livro 3- Místico
Livro 4- Horizonte

 Outra Capa:


5/5

quarta-feira, maio 14, 2014

Eco, de Alyson Noel

No segundo volume da série The Soulseekers, Daire Santos está de volta para continuar com sua missão de buscadora. A garota acaba de salvar a vida de sua avó, mas há um custo. Os Richter, perversa família de feiticeiros, foram soltos no Mundo Inferior. Daire e seu namorado, Dace, devem voltar a trabalhar juntos para encontrá-los antes que eles perturbem o equilíbrio entre o bem e o mal, e destruam não só a sua pequena cidade no Novo México, mas o mundo inteiro. À medida que a relação entre Daire e Dace se aprofunda, Cade vai ficando mais forte do que nunca, construindo seu poder e forçando Daire a enfrentar a terrível profecia que envolve todos eles, e que a deixará sem escolha além de reivindicar seu destino como buscadora, às custas de um sacrifício inimaginável para o bem maior de todos. Com profecias, demônios e mortos-vivos, 'Eco' revela uma trama intrigante e cheia de surpresas.

*NAO LEIA A SINOPSE SE VOCÊ NÃO LEU O LIVRO ANTERIOR!*


Muito Bom!

Neste segundo livro da série Soul Seekers começamos a perceber como vale a pena continuar a leitura dessa quadrilogia (existe essa palavra?!). Eu tentei fazer uma resenha “spoiler-free” mas foi difícil viu?!

Depois de tudo o que aconteceu no final do primeiro livro, encontramos em Eco uma Daire Santos mais ciente -ou seria consciente de sua importância e de seu destino. É interessante ver como ela cresceu como pessoa entre um livro e outro. Todavia, não é um “crescimento” do nada. Afinal de contas, ela ainda *é* uma adolescente e tem várias questões da idade, como- e principalmente- a questão do amor.

Aqui a questão do amor proibido entra com muito mais força. O relação dela com Dace fica mais intensa e também mais complicada. Daire não me conquistou totalmente ainda neste livro, mas esse crescimento dela me atrai e agrada. Para uma adolescente, ela  é até que bem centrada, viu.

Agora, o que me irrita é essa história de verdades veladas ou “verdades pela metade”. Por que não contam logo tudo de uma vez, ficam fazendo doce... Sempre dá meleca esse tipo de atitude, né? Sem contar que atiça a curiosidade!

Se o primeiro livro foi, em alguns momentos, um pouco moroso e difícil de engatar (mas também quando engatou...!) , o mesmo não pode-se dizer de Eco. A ação vai do início ao fim. O interessante, nesse livro, é que o narrador deixa de ser apenas Daire mas também Dace. É muito bom poder ver a ação e seu desenrolar e consequências sob vários pontos de vista. Parece confuso, mas não é.

YA Sobrenatural não é exatamente a minha primeira escolha quando estou procurando um livro para ler; confesso que comecei a ler a série porque fiquei curiosa- e porque sou parceira, não nego! Porém, fui pega de jeito. E sabe, é muito bom ser surpreendida. Obviamente, existem algumas falhas no livro, como a caracterização dos Demônios (achei muito supérfluo) e uma certa queda de ritmo no meio do livro, contudo, isso deixa de ter importância se eu considerar apenas como eu diverti durante a leitura. ~

Não só a história em si me agradou mas também os personagens. Adorei a Lita, não vou negar! E até mesmo o máster vilão Cade é beeem interessante. O rapaz é mau como o pica-pau, hein! O pior (ou seria melhor?)de tudo é que ele é mau e esperto.

Claro que eu não poderia deixar de mencionar o final ACACHAPANTE. Na resenha de Sonhos eu disse que o final daquele livro era OH MEU GÓDI, né? Pois é. Multiplique isso por 100 e insira vários palavrões. Affe. Autora má, muito má!

Em Suma, Eco é emoção garantida. Com uma escrita leve e precisa, Alyson Noël nos conduz por mundo cheio de magia, demônios, mas também amizade e, claro, romance.


Ah, e continua o aviso: não leia as sinopses!



Recomendo!



Título Original: Echo
Autor: Alyson Noel
Editora: Leya
Gênero: Fantasia
Série:Soul Seekers-Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Jovem Adulto, Paranormal, Demônios, Amor Proibido
Período: Atual. Novo México, EUA.

A Série:
Livro 1- Sonhos
Livrro 2- Eco
Livro 3- Místico
Livro 4- Horizon ainda inédito no Brasil (tô morrendo aqui!)


Outras Capas:


4/5

segunda-feira, maio 12, 2014

Sonhos, de Alyson Noël

Daire Santos é uma adolescente de 16 anos, filha de uma maquiadora de Hollywood, que namora estrelas de cinema e viaja com a mãe por todo o mundo. Até que coisas estranhas começam a acontecer com ela: visões com corvos e pessoas brilhantes, o tempo que para de andar, sonhos com um belo menino de olhos azuis-gelo.
Os médicos acham que se trata de um caso psiquiátrico. Sua avó, curandeira respeitada na pequena cidade de Encantamento, Novo México, afirma que pode curá-la com suas ervas e poções. Sem alternativa, Daire vai para uma cidade perdida no meio do nada, longe da mãe, e com a avó que até então não conhecia.
O que parecia ser o fim, no entanto, revela-se o início de uma grande aventura: guiada pela avó, Daire descobre ser uma Buscadora de Almas, descendente de uma linhagem poderosa que, através dos tempos, vem garantindo o equilíbrio entre o bem e o mal tanto no nosso mundo quanto em outros mundos e outras dimensões.




Uma introdução.

Sonhos, primeiro livro da série Soul Seekers, é, antes de qualquer coisa, uma grande introdução à Série. ; ao universo e aos personagens que habitam esta série. Como tantos outros livros e séries de fantasia, Soul Seekers tem sua própria mitologia e universo. Sendo assim, alguma apresentação sempre é necessária. Muitas vezes eu noto, em livros do gênero, que as situações simplesmente começam a acontecer, sem maiores explicações e isso sempre me incomodou.
Sonhos é esta explicação, ou melhor dizendo, é uma preparação do terreno, do que está por vir.

Daire Santos é uma adolescente “normal” que vive uma vida comum, ao lado mãe. Bem, comum em termos, já que a mãe de Daire é uma maquiadora de Hollywood e as duas vivem viajando pelo mundo. De qualquer maneira, viagens, sets de filmagem e badalação são coisas do dia-a-dia de Daire e ela se sente okay com tudo. Porém, tudo muda quando ela começa a ter estranhas visões e “acessos”. Incapaz de achar uma “cura”para a filha, após ter consultado vários médicos, a mãe de Daire a leva para a única pessoa que parece saber o que está acontecendo coma jovem: Paloma, a mãe do falecido pai de Daire.
Paloma não é uma mulher comum. Uma mística, ela mora em pequena cidade chamada Encantamento, no interior do estado do Novo México. É claro que Daire não fica muito feliz em abandonar a vida que sempre conheceu mas as visões estão ficando cada vez piores e algo precisa ser feito. É claro que nada vai ser tão fácil- e como já era pra se supor, Daire não é uma jovem qualquer.

A primeira coisa que me chamou a atenção em Sonhos, na série como um todo, foi o universo criado pela autora. Ao contrário de tantos outros livros de fantasia, ainda mais YA, neste aqui não nos deparamos com Vampiros e/ou Lobisomens. É um universo completamente novo, com direito a demônios e entidades animais, com um toque de mística indígena. É uma mitologia bem diferente das quais eu li até hoje- e devo dizer, bem interessante. Original.

Como eu falei no início desta resenha, este livro é basicamente uma introdução ao que está por vir; conhecemos Daire, o que ela é e temos uma certa noção do que ela vai enfrentar. Não, a autora não conta tudo de uma vez, bem longe disso! Porém, ela nos dá diretrizes. O livro é contado em primeira pessoa e, ao contrário de tantos outros YA’s narrados dessa forma, este não me incomodou, até porque Daire não é uma personagem do tipo insuportável, rsrs Para falar a verdade, eu senti pouca conexão com a personagem; é como se neste primeiro livro, estivéssemos apenas começando a nos conhecer ( o que não deixa de se verdade, né?).

Daire não é necessariamente imatura, mas receosa. Porém, se pensarmos bem, ela tem um pouco de razão em o ser. Eu não mencionei romance, né? Mas tem romance sim, tá! E do tipo romance proibido, quer coisa melhor? Mas não temam, Daire é adolescente mas está bem longe de ser uma Bella da vida. #ThankGódi

Quem está esperando uma aventura rápida e cheia de ação, pode se decepcionar um pouco. Este primeiro livro não é sobre ação. Porém, eu digo, não se abata se achar Sonhos um pouco moroso, especialmente na primeira metade. Aguente firme. Quando menos se espera, a autora dá uma rasteira na gente e....WOW.
Sério, essa Alyson é muito má. Má demais. Se eu não tivesse o segundo livro, nem sei como aguentaria. Sabe aqueles finais que a gente pensa “como assim?!” Pois é.

Eu escrevi esta resenha após acabar de ler o terceiro livro, Místico, (são quatro, no total) e digo com toda a honestidade: vale MUITO a pena ler a série. Eu apenas deixo uma advertência: não leia as sinopses dos outros livros!


Recomendo!


A Série:
Livro 1- Sonhos
Livrro 2- Eco
Livro 3- Místico
Livro 4- Horizon ainda inédito no Brasil (tô morrendo aqui!)


Título Original: Fated
Autor: Alyson Noel
Editora: Leya
Gênero: Fantasia
Série:The Soul Seekers- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Jovem Adulto, Paranormal
Período: Atual. Novo México, Eua.



Outras Capas:



3.5/5

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