segunda-feira, outubro 13, 2014

[Resenha] Outlander- A Viajante do Tempo, de Diana Gabaldon


Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?(less)


Um bom livro.
Porém eu esperava mais, bem mais.
Outlander foi aquele tipo de livro cercado de apreensão e expectativas. Algumas entrevistas infelizes da autoras e os preços praticados pela antiga editora, a Rocco, sempre me afastaram da leitura, mas eis que finalmente resolvi me aventurar na leitura.
Não me arrependi, mas também não me apaixonei. Para mim, foi uma leitura regular.
A história é bem conhecida: no ano de 1945, logo após o final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira inglesa Claire acaba fazendo uma viagem no tempo e sendo “transportada” para a Escócia de 1743, onde conhece um mundo de guerra e clãs e, principalmente um jovem e galante escocês chamado Jamie.

Pois bem. A ideia inicial do livro não é das mais originais mas é bem interessante e se podemos fazer um elogia à obra é a qualidade da escrita. Tecnicamente, o livro é bem escrito; a autora tem um ótimo domínio da palavras. Todavia, ter domínio das palavras não é tudo.

Faltou um editor. Menos é mais, isso é algo a ser aprendido e respeitado. Por mais que a escrita fosse precisa, ela era tremendamente enfadonha. Como a autora enrola! Até a metade do livro, eu tive a impressão que nada acontecia. A não ser, é clara, as menções de que Jamie tinha sido surrado. Ou seria surrado. Ou era surrado. Serio, não tem UM capítulo que uma surra não tenha sido mencionada! È algum fetiche da Dona Gabaldon, porque né...?

Demorar até a metade para o livro “engrenar” pode não parecer muito, mas quando se trata de um livro de 800 páginas, é! Honestamente, por várias eu quase abandonei a leitura.

Porém, não foi a “chatice” que mais me incomodou mas sim a personagem principal, Claire. Senti uma total falta de empatia pela personagem. Aliás, o grande problema foi que *ela* não tinha empatia nenhuma. Coisas horríveis ocorrem, coisas extraordinárias também, e ela nem se abala.

Ela já casada, mas parece se esquecer totalmente do marido, como num passe de mágica! Sério mesmo? Sei que muitos suspiram pelo romance dela com Jamie, mas não senti nada ali. Ele é realmente o melhor do livro, mas muitas vezes me pareceu mais um adolescente inquieto do que um herói romântico. Sem contar, que merecia algo muito melhor que uma mosca morta como ela.

Não posso negar que o livro melhora MUITO depois da metade; a trama fica mais interessante e até mesmo a relação entre Jamie e Claire não é mais tão enfadonha, apesar de não ter sido algo que me fez suspirar.

O que mais me prendeu nesta segunda parte do livro, ou até mesmo no livro inteiro, foi o lado aventuresco da história e , principalmente, a relação de Jamie com a família (adorei a irmã dele!)

Esta foi uma leitura interessante, que me deixou curiosa pelo o que está por vir. Eu apenas não elevarei as minhas expectativas.

De quaqluer forma, vale a pena a leitura.

Título Original: Outlander
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Saída de Emergência
Gênero: Romance Histórico
Série: Outlander-Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Viagem no Tempo, Aventura, Adultério
Período: Escócia. 1945 e 1793.

Outras Capas:



3.5/5

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