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quinta-feira, maio 18, 2017

[Resenha] Os Tambores do Outono: Parte 2- Diana Gabaldon


“Depois de voltar no tempo à Escócia do século XVIII e reencontrar Jamie Fraser, o amor de sua vida, Claire Randall seguiu com ele para o Novo Mundo. Agora eles moram na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e Jamie, com o auxílio da misteriosa e autoritária Jocasta Cameron, conseguiu tornar-se uma pessoa influente. As coisas finalmente parecem estar entrando nos eixos.

Duzentos anos à frente, a filha dos dois, Brianna, encontra um recorte de jornal antigo e descobre que Claire e Jamie morrerão em um incêndio. Isso, somado à sua curiosidade em relação ao pai biológico e à saudade que sente da mãe, faz com que deixe o namorado para trás e se lance através do círculo de pedras em uma aterrorizante jornada rumo ao desconhecido. Para salvar a vida daqueles que ama, ela tentará mudar o passado, mesmo que isso signifique colocar em risco o próprio futuro.

Assim que fica sabendo o que a namorada fez, Roger Wakefield abandona seu emprego de professor e decide segui-la. Mais uma vez, a força do amor ultrapassa obstáculos, vencendo tempo e espaço, e dá início a uma nova e fantástica fase nesta saga antológica.

Na segunda parte de Os tambores do outono, Diana Gabaldon conta as aventuras de uma jovem destemida no atribulado século XVIII. Unindo sentimentos atemporais como culpa, raiva e amor a uma cuidadosa pesquisa histórica, a autora constrói uma trama inesquecível, com reencontros de tirar o fôlego e um desfecho emocionante.”



Agora posso dizer, com certeza, que Outlander finalmente me conquistou. Demorou um pouco. Pensei em desistir, principalmente após o segundo livro, mas com Os Tambores do Tempo tudo mudou.
Eu já tinha gostado bastante da primeira parte do livro- e este “gostar”se solidificou ainda mais com esta segunda parte.

Diana Gabaldon ainda gosta de uma boa descrição, do uso das palavras, mas percebi que ela deu uma maneirada. Porém, mas do que isso, achei que a história em si começou a se tornar mais interessante. Claro que existe a questão do gosto pessoal, mas ao transferir a ação para América do Norte pré-revolução tornou tudo muito mais interessante.

Não posso negar, também, que o fato de grande parte da narrativa ser feita em terceira pessoa (e não só sob a ótica de Claire) melhorou EM MUITO a narrativa. Finalmente eu me senti “dentro” da ação e torcendo pelos personagens e me interessando por suas vidas.

Os Tambores do Tempo: Parte 2 é, a grosso modo, sobre a ida de Brianna e Roger ao passado e como nem tudo pode sair como previsto. Brianna continua chatinha (teve a quem puxar, né?) mas eu adoro Roger; É daqueles personagens que não parecem ter muita importância mais que, pouco a pouco, vão conquistando o leitor.

A história é muito bem amarrada e conduzida e, embora eu tenha discordado de algumas soluções (ou diria, reviravoltas) dramáticas, elas fizeram sentido- e se amarraram bem.

Analisando as partes 1 e 2 como um todo, vejo em Os Tambores do Tempo uma maior maturidade na autora, onde a verborragia deu lugar a uma trama mais consistente. E envolvente.

Vale muito a pena embarcar nessa aventura.


Recomendo.


Título Original: Drums of Autumn- Parte 2
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Série Outlander- Livro 4:Parte 2
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Viagem no Tempo, Aventura, Médicos, Gravidez
Período: Séc. 18. Escócia e EUA.
Capa da outra edição:


4.5/5


A Série

Livro 1- A Viajante no Tempo- Resenha
Livro 2- A Libélula no Âmbar- [Resenha]
Livro 3-  Resgate no Mar- Parte 1-[Resenha]
Livro 3- Resgate no Mar-Parte 2-[Resenha]
Livro 4- Os Tambores do Outono- Parte 1
Livro 4- Os Tambores do Outono- Parte 2
Livro 5- A Cruz de Fogo- Parte 1
Livro 5- A Cruz de Fogo- Parte 2
Saiba Mais AQUI




terça-feira, julho 05, 2016

[Resenha] Os Tambores do Outono: Parte 1 - Diana Gabaldon


“Será possível alterar o passado?

Após tomar a difícil decisão de deixar a filha no século XX e viajar no tempo novamente para reencontrar seu grande amor, Claire Randall tem mais um desafio: criar raízes na América colonial do século XVIII ao lado de Jamie Fraser. Eles partem rumo à Carolina do Norte para encontrar um novo lar e contam com a ajuda de Jocasta Cameron, tia de Jamie e dona de uma propriedade na região.

Enquanto isso, em 1969, Brianna Randall se une a Roger Wakefield, professor de história e descendente do clã dos MacKenzie, para encontrar as respostas sobre as próprias origens e sobre Jamie, o pai biológico que nunca conheceu.

Em meio às buscas, ambos encontram indícios de um incêndio fatal envolvendo os pais de Brianna. Mas Roger não pode lhe contar isso, porque sabe que a namorada tentaria voltar no tempo e salvá-los. Por outro lado, Brianna também não compartilha sua descoberta, pois tem certeza de que Roger tentaria impedi-la.”




E eu finalmente me rendi à Outlander.

Pois é, após alguns percalços e uma quase desistência posso dizer que a série me pegou de jeito. Finalmente. Ainda tenho alguns senões a serem considerados mas com esse quarto livro (ou melhor dizendo, primeira parte do quarto livro) consegui ficar suficientemente fascinada com a história.

Eu já tinha gostado do livro anterior, mas Os Tambores do Outono foi uma leitura que verdadeiramente apreciei. Devo já ter dito isso na resenha anterior (preguiça de ir lá conferir, rs) mas a partir do momento em que desencanei de considerar a série como um romance de amor e encará-la puramente como aventura, tudo mudou. Diferentemente de muitos, o casal não me interessa, mas sim o quê acontece com eles. A jornada.

E a jornada aqui é intensa e cheia de pequenas e deliciosas surpresas. Em vez da Escócia em guerra, Jamie e Claire estão na América pré revolução, tentando iniciar uma nova vida. Ao mesmo tempo, no tempo presente (bem, no final dos anos 60 do séc. 20), Brianna, a filha dos dois tenta seguir em frente, com Roger sempre ao seu lado.

Eu adoro Jamie e Roger. Apesar de diferentes em suas ações e características físicas, são dois homens honrados e, mais do que tudo, apaixonados. E acho que foi justamente essa última característica que me faz desgostar ainda mais de Claire. E Brianna. Não consigo enxergar em Claire uma mulher apaixonada. Ela sempre me dá a impressão de soberba, de sempre saber mais que Jamie. Até mesmo a volta dela ao passado me pareceu mais algo de curiosidade científica do que amor a Jamie. #polêmica O mesmo vale para Brianna. Chatinha demais. Se eu fosse o Roger partia pra outra.

O que me encantou mesmo foi o aspecto de aventura da trama; a questão dos escravos e dos índios. A dureza da nova terra. Infelizmente, a autora não deixou de lado sua verborragia, o que torna a leitura um pouco longa demais mas sem causar aquela monotonia dos livros anteriores. O que me causou estranheza, contudo, foi o destino de Fergus. Não, isso não é um spoiler, mas quem leu o livro pode me explicar o que aconteceu com ele? Sumiu o rapaz! O.o

De qualquer forma, apesar de tudo, Os Tambores do Outono:Parte 1 foi uma leitura que me tomou de assalto, me cativando completamente. Jamie, Ian e Roger são personagens favoritos a partir de agora.

E que venha a parte 2!


Recomendo.


**Este Livro foi gentilmente cedido pela editora**


A Série

Livro 1- A Viajante no Tempo- Resenha
Livro 2- A Libélula no Âmbar- [Resenha]
Livro 3-  Resgate no Mar- Parte 1-[Resenha]
Livro 3- Resgate no Mar-Parte 2-[Resenha]
Livro 4- Os Tambores do Outono- Parte 1
Livro 4- Os Tambores do Outono- Parte 2
Livro 5- A Cruz de Fogo- Parte 1
Livro 5- A Cruz de Fogo- Parte 2
Saiba Mais AQUI


Título Original: Drums of Autumn
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Série: Outlander– Livro 4: Parte 1
Sub-Gênero/Assunto: Viagem no Tempo, Aventura
Período: Anos 60/70 e séc. 18. EUA e Grã-Bretanha.
Outra Capa:


4.5/5

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segunda-feira, abril 11, 2016

[Resenha] Resgate No Mar: Parte 2 - Diana Gabaldon


“Claire Randall finalmente conseguiu voltar no tempo e reencontrar Jamie Fraser na Escócia do século XVIII, mas sua história está longe do final feliz. O casal terá que superar muitos obstáculos, de fantasmas a perseguições marítimas, mas o principal deles são os vinte anos que se passaram em suas respectivas épocas desde a última vez que se viram.

Se a intensa paixão e o desejo entre eles não parecem ter diminuído nem um pouco, o mesmo não se pode dizer sobre a confiança. Jamie agora é um homem endurecido pelo que aconteceu após a Batalha de Culloden. Claire, por sua vez, precisa lidar com o segundo casamento de seu amado e suportar a saudade de Brianna, que ficou sozinha no ano de 1968.

A união dos dois será posta à prova quando o sobrinho de Jamie for sequestrado. Juntos, eles precisarão singrar pelos mares e cruzar as Índias Ocidentais para resgatá-lo, provando mais uma vez que nada é capaz de deter uma história de amor que vence as fronteiras do tempo e do espaço.”


E eu gostei deste livro!

Sim, os anjos já podem cantar “aleluia”. Eu finalmente posso dizer que realmente gostei de um livro da série Outlander (tá certo, tecnicamente, é “meio” livro, mas vocês entenderam, né?!). Serei honesta, não foi a leitura mais incrível que li mas, no geral, gostei bastante. Mais que bastante até.

Penso que dois pontos cruciais serviram de base para eu gostar a leitura: Claire não me pareceu tão chata e, PRINCIPALMENTE, a autora enrola um pouco menos aqui. Claro, a verborragia ainda está presente mas ela me pareceu bem mais diluída no decorrer da trama.

Ah, sim, existe uma trama. E é uma trama de aventura- e aí é que está o segredo de apreciar a leitura; esqueça a suposta história de amor (sinto muito, mas Jamie e Claire não me convencem como casal) e embarque numa emocionante aventura que começa na Escócia e atravessa os mares. Devo admitir que a mania e descrição da autora até que foi bem-vinda; fez tudo parecer mais real. Intenso.

Resgate no Mar: Parte 2 é uma aventura apaixonante, disfarçada de romance, mas ainda assim apaixonante. Jamie é um personagem incrível, aventuresco e é muito difícil não se apaixonar por ele. Claro, a série até poderia já ter terminado (Outlander parece até novela bíblica da Record: esticando até não poder mais) mas com este livro, a história toda vai tomando uma nova- e interessante- diversão.

Eu quero ver o que está por vir.

Recomendo!

**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**

A Série

Livro 1- A Viajante no Tempo- Resenha
Livro 2- A Libélula no Âmbar- [Resenha]
Livro 3-  Resgate no Mar- Parte 1-[Resenha]
Livro 3- Resgate no Mar-Parte 2-[Resenha]
Livro 4- Os Tambores do Outono- Parte 1
Livro 4- Os Tambores do Outono- Parte 2
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Título Original: Voyager
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Série Outander. Livro 3-Parte 2
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Aventura, Viagem no tempo
Período: Século 18. Escócia e Ìndias Ocidentais.

Outra Capa:


Achei essa capa (Edição Portuguesa) linda!



4/5
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terça-feira, novembro 24, 2015

[Resenha] O resgate no mar: Parte 1 - Diana Gabaldon


“Há vinte anos Claire Randall voltou no tempo e encontrou o amor de sua vida – Jamie Fraser, um escocês do século XVIII. Mas, desde que retornou à sua própria época, ela sempre pensou que ele tinha sido morto na Batalha de Culloden.
Agora, em 1968, Claire descobre, com a ajuda de Roger Wakefield, evidências de que seu amado pode estar vivo. A lembrança do guerreiro escocês não a abandona… seu corpo e sua alma clamam por ele em seus sonhos. Claire terá que fazer uma escolha: voltar para Jamie ou ficar com Brianna, a filha dos dois.
Jamie, por sua vez, está perdido. Os ingleses se recusaram a matá-lo depois de sufocarem a revolta de que ele fazia parte. Longe de sua amada e em meio a um país devastado pela guerra e pela fome, o rapaz precisa retomar sua vida.
As intrigas ficam cada vez mais perigosas e, à medida que tempo e espaço se misturam, Claire e Jamie têm que encontrar a força e a coragem necessárias para enfrentar o desconhecido. Nesta viagem audaciosa, será que eles vão conseguir se reencontrar? ”



Ás vezes eu penso que devo ser uma espécie de masoquista literária. Veja por exemplo a minha relação de amor e ódio com a série Outlander: o primeiro livro eu gostei, mas não achei aquela coisa toda. O segundo, eu achei péssimo. Chato demais. Estava decidida a abandonar a série, mas o final me deixou curiosa. Ai, aí se iniciou aquela dúvida cruel: ler o não o terceiro livro? E tinha um agravante: o terceiro livro estava dividido em DUAS PARTES! E duas partes ENORMES!

Uma pessoa sensata talvez tivesse deixado pra lá.

Eu?
A curiosidade venceu.


E sabe? Até que valeu a pena eu ter insistido.

Sim, meus caros, eu gostei de O resgaste no mar. Pelo menos da primeira parte. Ainda não é um livro que eu possa dizer que seja um favorito, mas a história melhorou muito em relação ao segundo livro. Não só a história mas o jeito que ela foi contada.
Penso que o grande triunfo deste terceiro livro é o fato de que grande parte da história ser contada em terceira pessoa. Claire, a chata, estava lá, é claro, mas ela já não era mais tão presente. A maior parte desta “Parte 1” concentra-se em Jamie e, honestamente, ele é muito melhor personagem que ela.

A história é dividida em dois polos: Jamie, no séc 18, e as consequências da batalha e Claire, juntamente com sua filha Brianna e Roger, em 1968, tentando descobrir o que aconteceu com Jamie. Devido uma participação mais “diluída” da mocinha, achei que a ação se tornou mais palatável por assim dizer.

Este poderia até ser um livro 4 estrelas mas eis que vem aí o mas: a enrolação da autora. Analisando friamente, existe pouquíssima história. A maior parte da ação são situações esparsas e muita-MUITA- descrição. E muita coisa inútil. Esta primeira parte poderia muito bem ser contada em 200 páginas em vez das 587. A autora se aprofunda em situações e assuntos que não fazem a menor diferença e, pior, cansam o leitor.

Tem uma passagem em que se é comentado sobre livros “enormes” e há uma espécie de “defesa” deles; aquilo me pareceu como se a autora tivesse se justificando. Escrever por escrever não significa nada. Muitas vezes a concisão é uma arte!

No geral, eu gostei da história; Foi realmente um alento em relação ao livro anterior. Porém, ainda estou com aquela sensação de que o livro poderia ter sido muito melhor. O problema é a autora.

De qualquer forma, O resgaste no mar-parte 1. Me deu (bastante) ânimo para continuar nesta aventura.


**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**
A Série

Livro 1- A Viajante no Tempo- Resenha
Livro 2- A Libélula no Âmbar- [Resenha]
Livro 3-  Resgate no Mar- Parte 1-[Resenha]
Livro 3- Resgaste no Mar-Parte 2-
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Título Original: Voyager
Autor: Diana Gabaldan
Editora: Saída de Emergência
Série Outlander- Livro 3- Parte 1
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Viagem no Tempo, Aventura, fantasia, reencontro
Período: 1968, Escócia e EUA. Séc. 18, Escócia.
Outra Capa:



3.5/5

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terça-feira, fevereiro 10, 2015

[Resenha] A Libélula No Âmbar- Diana Gabaldon

"Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo… e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII.
O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Com tudo o que conhece sobre o futuro, será que ela conseguirá salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?"


Não foi uma questão de expectativas, até porque eu não tinha me encantando com a leitura de A Viajante No tempo, o primeiro livro da série Outlander, porém, não posso negar que esperava mais. Bem mais.

O começo até que me agradou, talvez (talvez, não, com certeza) por ser narrado em terceira pessoa e estamos diante de uma Claire Randall vinte anos mais velha, mãe de um uma jovem, Brianna. Este inicio não apresenta muito de novo mas de não tê-la como foco único da narrativa já me agradou.
Porém, nada dura para sempre e voltamos ao século XVIII e à narração em primeira pessoa.

E uma enrolação sem fim. A primeira coisa a ser dita é que A Libélula no Âmbar não é um romance e sim uma aventura, tendo isso em mente, a leitura torna-se um pouco mais fácil. Um pouco. Não vou mentir, desgosto do personagem da Claire desde o primeiro livro, mas nutria uma certa simpatia por Jamie, porém, aqui, até ele conseguiu ficar enfadonho. Tudo é enfadonho.

A autora tem um sério problema de falta de coesão e uma necessidade quase patológica de mostrar que conhece História (conhece mesmo?); assuntos completamente sem importância são esmiuçados e outros, importantíssimos para trama passam quase despercebidos. Qual foi o critério? As descrições são longas e chatas, assim como os diálogos.

Eu me via simplesmente querendo terminar o livro. Outro fato que me incomodou profundamente foi a “relação” de Claire com Frank, seu marido. No primeiro livro, o coitado foi praticamente esquecido. Em A Libélula no Âmbar, a autora parece que “se lembrou” do cidadão e de repente Claire passa a ter consciência da existência do ser.

Obviamente nem tudo foi péssimo, algumas passagens foram sim interessantes (particularmente gosto bastante da irmã e cunhado de Jamie) foram muito poucas e muito rápidas. Assim como em A Viajante no Tempo, o livro melhora um pouco no final, mas foi muito pouco e muito tarde. E este final me deixou curiosa em relação ao terceiro livro. Eu sei, é estranho, mas é a verdade. Acho que este é o maior elogio que posso dar à A Libélula no Âmbar

Esta foi a minha opinião. Leia e me diga o você achou.




A Série

Livro 1- A Viajante no Tempo- Resenha
Livro 2- A Libélula no Âmbar- [Resenha]
Livro 3-  Resgate no Mar- Parte 1-
Livro 3- Resgaste no Mar-Parte 2-
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Título Original: Dragonfly in amber
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Saída de Emergência
Série: Outlander- Livro 2
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Aventura, Viagem no Tempo, guerra,
Período: 1968 e 1745. Escócia.
Capa original:

2.5/5

segunda-feira, outubro 13, 2014

[Resenha] Outlander- A Viajante do Tempo, de Diana Gabaldon


Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?(less)


Um bom livro.
Porém eu esperava mais, bem mais.
Outlander foi aquele tipo de livro cercado de apreensão e expectativas. Algumas entrevistas infelizes da autoras e os preços praticados pela antiga editora, a Rocco, sempre me afastaram da leitura, mas eis que finalmente resolvi me aventurar na leitura.
Não me arrependi, mas também não me apaixonei. Para mim, foi uma leitura regular.
A história é bem conhecida: no ano de 1945, logo após o final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira inglesa Claire acaba fazendo uma viagem no tempo e sendo “transportada” para a Escócia de 1743, onde conhece um mundo de guerra e clãs e, principalmente um jovem e galante escocês chamado Jamie.

Pois bem. A ideia inicial do livro não é das mais originais mas é bem interessante e se podemos fazer um elogia à obra é a qualidade da escrita. Tecnicamente, o livro é bem escrito; a autora tem um ótimo domínio da palavras. Todavia, ter domínio das palavras não é tudo.

Faltou um editor. Menos é mais, isso é algo a ser aprendido e respeitado. Por mais que a escrita fosse precisa, ela era tremendamente enfadonha. Como a autora enrola! Até a metade do livro, eu tive a impressão que nada acontecia. A não ser, é clara, as menções de que Jamie tinha sido surrado. Ou seria surrado. Ou era surrado. Serio, não tem UM capítulo que uma surra não tenha sido mencionada! È algum fetiche da Dona Gabaldon, porque né...?

Demorar até a metade para o livro “engrenar” pode não parecer muito, mas quando se trata de um livro de 800 páginas, é! Honestamente, por várias eu quase abandonei a leitura.

Porém, não foi a “chatice” que mais me incomodou mas sim a personagem principal, Claire. Senti uma total falta de empatia pela personagem. Aliás, o grande problema foi que *ela* não tinha empatia nenhuma. Coisas horríveis ocorrem, coisas extraordinárias também, e ela nem se abala.

Ela já casada, mas parece se esquecer totalmente do marido, como num passe de mágica! Sério mesmo? Sei que muitos suspiram pelo romance dela com Jamie, mas não senti nada ali. Ele é realmente o melhor do livro, mas muitas vezes me pareceu mais um adolescente inquieto do que um herói romântico. Sem contar, que merecia algo muito melhor que uma mosca morta como ela.

Não posso negar que o livro melhora MUITO depois da metade; a trama fica mais interessante e até mesmo a relação entre Jamie e Claire não é mais tão enfadonha, apesar de não ter sido algo que me fez suspirar.

O que mais me prendeu nesta segunda parte do livro, ou até mesmo no livro inteiro, foi o lado aventuresco da história e , principalmente, a relação de Jamie com a família (adorei a irmã dele!)

Esta foi uma leitura interessante, que me deixou curiosa pelo o que está por vir. Eu apenas não elevarei as minhas expectativas.

De quaqluer forma, vale a pena a leitura.

Título Original: Outlander
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Saída de Emergência
Gênero: Romance Histórico
Série: Outlander-Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Viagem no Tempo, Aventura, Adultério
Período: Escócia. 1945 e 1793.

Outras Capas:



3.5/5

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