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terça-feira, novembro 24, 2015

[Resenha] O resgate no mar: Parte 1 - Diana Gabaldon


“Há vinte anos Claire Randall voltou no tempo e encontrou o amor de sua vida – Jamie Fraser, um escocês do século XVIII. Mas, desde que retornou à sua própria época, ela sempre pensou que ele tinha sido morto na Batalha de Culloden.
Agora, em 1968, Claire descobre, com a ajuda de Roger Wakefield, evidências de que seu amado pode estar vivo. A lembrança do guerreiro escocês não a abandona… seu corpo e sua alma clamam por ele em seus sonhos. Claire terá que fazer uma escolha: voltar para Jamie ou ficar com Brianna, a filha dos dois.
Jamie, por sua vez, está perdido. Os ingleses se recusaram a matá-lo depois de sufocarem a revolta de que ele fazia parte. Longe de sua amada e em meio a um país devastado pela guerra e pela fome, o rapaz precisa retomar sua vida.
As intrigas ficam cada vez mais perigosas e, à medida que tempo e espaço se misturam, Claire e Jamie têm que encontrar a força e a coragem necessárias para enfrentar o desconhecido. Nesta viagem audaciosa, será que eles vão conseguir se reencontrar? ”



Ás vezes eu penso que devo ser uma espécie de masoquista literária. Veja por exemplo a minha relação de amor e ódio com a série Outlander: o primeiro livro eu gostei, mas não achei aquela coisa toda. O segundo, eu achei péssimo. Chato demais. Estava decidida a abandonar a série, mas o final me deixou curiosa. Ai, aí se iniciou aquela dúvida cruel: ler o não o terceiro livro? E tinha um agravante: o terceiro livro estava dividido em DUAS PARTES! E duas partes ENORMES!

Uma pessoa sensata talvez tivesse deixado pra lá.

Eu?
A curiosidade venceu.


E sabe? Até que valeu a pena eu ter insistido.

Sim, meus caros, eu gostei de O resgaste no mar. Pelo menos da primeira parte. Ainda não é um livro que eu possa dizer que seja um favorito, mas a história melhorou muito em relação ao segundo livro. Não só a história mas o jeito que ela foi contada.
Penso que o grande triunfo deste terceiro livro é o fato de que grande parte da história ser contada em terceira pessoa. Claire, a chata, estava lá, é claro, mas ela já não era mais tão presente. A maior parte desta “Parte 1” concentra-se em Jamie e, honestamente, ele é muito melhor personagem que ela.

A história é dividida em dois polos: Jamie, no séc 18, e as consequências da batalha e Claire, juntamente com sua filha Brianna e Roger, em 1968, tentando descobrir o que aconteceu com Jamie. Devido uma participação mais “diluída” da mocinha, achei que a ação se tornou mais palatável por assim dizer.

Este poderia até ser um livro 4 estrelas mas eis que vem aí o mas: a enrolação da autora. Analisando friamente, existe pouquíssima história. A maior parte da ação são situações esparsas e muita-MUITA- descrição. E muita coisa inútil. Esta primeira parte poderia muito bem ser contada em 200 páginas em vez das 587. A autora se aprofunda em situações e assuntos que não fazem a menor diferença e, pior, cansam o leitor.

Tem uma passagem em que se é comentado sobre livros “enormes” e há uma espécie de “defesa” deles; aquilo me pareceu como se a autora tivesse se justificando. Escrever por escrever não significa nada. Muitas vezes a concisão é uma arte!

No geral, eu gostei da história; Foi realmente um alento em relação ao livro anterior. Porém, ainda estou com aquela sensação de que o livro poderia ter sido muito melhor. O problema é a autora.

De qualquer forma, O resgaste no mar-parte 1. Me deu (bastante) ânimo para continuar nesta aventura.


**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**
A Série

Livro 1- A Viajante no Tempo- Resenha
Livro 2- A Libélula no Âmbar- [Resenha]
Livro 3-  Resgate no Mar- Parte 1-[Resenha]
Livro 3- Resgaste no Mar-Parte 2-
Saiba Mais AQUI


Título Original: Voyager
Autor: Diana Gabaldan
Editora: Saída de Emergência
Série Outlander- Livro 3- Parte 1
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Viagem no Tempo, Aventura, fantasia, reencontro
Período: 1968, Escócia e EUA. Séc. 18, Escócia.
Outra Capa:



3.5/5

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quarta-feira, abril 22, 2015

[Resenha] A Herdeira das Sombras - Anne Bishop


“Há 700 anos, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros
súditos, uma profetisa viu na sua teia de sonhos e visões a chegada de uma poderosa Rainha. Jaenelle é essa Rainha. Mas mesmo a proteção dos Senhores da Guerra não impediu que os seus inimigos quase a destruíssem. Agora é necessário protegê-la até as últimas consequências.

Três homens estão dispostos a dar a vida por Jaenelle. Mas há quem esteja disposto a tudo para controlar ou destruir a Rainha. Conseguirá ela cumprir o seu destino como detentora do maior poder que o mundo jamais conheceu?”



Sabem o que dizem sobre as expectativas, não?

Pois é.

Eu tinha gostado muito de A Filha do Sangue; foi um livro diferente, intrigante. Polêmico, com uma história instigante e personagens incríveis. Uma das melhores leituras do ano passado. Dito isso, claro, claro que a expectiva para o segundo livro da série não poderia ser muito pequena.
Eu simplesmente precisava saber o que tinha acontecido (não, não soltarei spoilers aqui.)

Pois então. As expectativas. Elas não corresponderam. Não sei se autora se resolveu colocar um freio nas polêmicas (valeu Bruna Britti pelo Insite!) ou se ela ... pisou no tomate mesmo. O que eu sei que a história fantástica presente no primeiro livro não estava mais aqui.

herdeira das Sombras é um livro bom, não resta dúvidas, mas está muito aquém do que poderia ter sido. Pequenos (e grandes) detalhes no decorrer da trama que acabaram por (quase) minar a história. Penso que a minha maior decepção foi o completo desaparecimento de Daemon. Quem leu o primeiro livro sabe a importância do personanagem- e aqui temos apenas uma sombra dele. É frustrante. Eu adoro o Saetan; e com certeza ele salvou muito da leitura, mas DAEMON CADÊ VOCÊ?!

O mesmo eu digo de Lucivar. Este eu tive uma relação relação conflituosa. Achei-o muito cheio de não me toques no começo, mas depois, já no final do livro, o personagem mostrou a sua força.
Força também é a palavra para descrever Janealle. A força da chatice da adolescência. Tá bom, ela não ficou chaaata, mas também esteve longe de ser aquela menina especial do primeiro livro. Não sei explicar, mas senti que faltou magia. A opção da autora de fazer grandes saltos no tempo também não me agradou muito, achei que tudo ficou muito corrido, apressado.

Está até parecendo que eu odiei o livro, mas isto não é verdade. Como já comentei, Saetan é um dos meus personagens favoritos, e eu adoro o mundo criado pela autora (apesar de achá-lo um pouco confuso, algumas vezes, rs). Herdeira das Sombras apresenta alguns novos elementos interessantes, como os familiares de Janealle. Meu coração partiu em determinada cena (*unicórnios*).

Este é um livro que prende a atenção e que, apesar de alguns problemas (especialmente se compararmos com o livro anterior) tem uma trama atraente e dinâmica, sem furos ou discrepâncias.

Não sei se esta é uma série para todos os gostos, mas se você gosta de arriscar, vale MUITO A PENA.

E que venha o terceiro livro!


Série:
Livro 1- A Filha do Sangue
Livro 2- A Herdeira das sombras-
Livro 3- A Rainha das Trevas

*** A autora ainda escreveu uma série de novellas/pequenas histórias ambientadas no mesmo universo de A Filha do Sangue. A lista completa completa pode ser vista AQUI

Título Original: Heir to the Shadows
Autor: Anne bishop
Editora: Saída de Emergência
Coleção:
Série: Joias Negras – Livro 2
Gênero: Fantasia
Sub-Gênero/Assunto: Paranormal, Magia, Demônios
Período: 700 atrás.
Outra Capa:



3.5/5

quarta-feira, abril 08, 2015

[Resenha] Sangue Mágico - Ilona Andrews


“Se não fosse pela magia, Atlanta seria uma boa cidade para viver. No momento em que a magia domina, os carros param e as armas falham.
Quando a tecnologia assume, os feitiços de proteção já não protegem sua casa dos monstros. Aqui, os arranha-céus são derrubados pelo ataque da magia; homens-lobo e homens-hiena rondam as ruas arruinadas; e os Mestres dos Mortos, necromantes impulsionados pela fome de poder, comandam vampiros com suas mentes.
Neste mundo, vive Kate Daniels. Kate gosta um um pouco demais de usar a sua espada e tem dificuldade de ficar calada. A magia em seu sangue a torna um alvo, e ela passa a maior parte da vida se escondendo no meio da multidão.

Mas quando o guardião de Kate é assassinado, ela deve optar entre não fazer nada e manter-se segura… ou perseguir o assassino sobrenatural. Esconder-se é fácil, mas a escolha certa nunca o é...”


Muito bom!
Sangue Mágico é um Urban Fantasy que se passa em uma Atlanta pós-moderna, destruída pela magia. No mundo criado por Ilana Andrews (que na verdade são duas pessoas, um casal), em um futuro não definido, a magia “retornou” ao mundo, destruindo construções e inviabilizando a tecnologia. Além disso, a magia trouxe consigo seres fantásticos como monstros, metamorfos, vampiros e outros seres simpáticos. Porém a magia não tomou conta “por completo” deste novo mundo, ela vem em “ondas” e estas “ondas” acabam afetando tudo que é mecânico, tecnológico (como luz elétrica, carros).
São tempos perigosos.
E é nesse mundo perigoso que vive Katie Andrews, uma jovem mercenária. Katie é uma solitária, vivendo apenas de pequenos (ou não tão pequenos) serviços de combate,abate e proteção. Sua única companhia é A Matadora, sua espada. Katie não quer parceiros, nem chefes. Além disso, por ter magia no sangue, é mais prudente que ela se mantenha low profile. Sua vida está boa do jeito que está. Todavia, isso muda quando seu guardião, e pessoa mais próxima dela, é assassinado.

É neste momento que Katie percebe que precisa da ajuda do Sistema. Da Ordem
Encarregada de uma investigação oficial, Katie precisa aprender a não trabalhar sozinha- e contar com o apoio (será?) de outros seres, entre eles Curran, o Senhor das Feras, um metamorfo muito do metido!

Ah, Curran, Curran! O chefe das feras é o tipo de “homem” que não leva desaforo pra casa, nem mesmo de uma menina metida a guerreira como Katie. A relação dos dois beira o amor e ódio, mas no fundo, ambos se admiram muito. Curran transforma-se em um grande leão cinzento e um dos seres mais poderosos de sua espécie- além de ser o melhor do livro. Só por ele, Sangue Azul já vale a pena. É macho-alfa, sim!Mas sem ogrisses. Bem, não muitas, pelo menos! rs

Apesar de narrado em primeira pessoa, por katie, não sabemos muito sobre a personagem, e acho que isto incomoda um pouco. Senti falta de um background, saber mais sobre ela e seu passado. Eu gostei de Katie. Apesar de ter um jeito de meio “phodona”, ela não é aquele tipo de personagem que se acha demais, nem quer “mais um dos rapazes”. Ela é simpática, mas faltou algo com que eu pudesse me conectar melhor com a personagem. Penso eu que este é o maior problema do livro. Foi a única coisa que verdadeiramente me incomodou.

Fora isso, Sangue Mágico é uma aventura intensa, com um ótimo humor irônico. As interações entre Katie e Curran são deliciosas. Além disso, em nenhum momento a trama se mostra cansativa ou aborrecida. Os autores mostraram coerência no mundo criado por eles, sem apresentar elementos que parecessem saídos do nada.

Sangue Mágico, como já foi mencionado, é uma Urban Fantasy, porém, sua essência é de um romance de mistério, com direito a crime, investigações e suspeitos; é uma din|âmica diferente de apenas se ver o “mocinha” contra o ser que quer dominar/destruir o mundo. Ao mesmo tempo que a gente quer saber mais sobre este mundo diferente e fantástico, queremos também saber quem é o culpado. Fantasia e mistério não se anulam.

Sangue Mágico é um Urban Fantasy cheio de surpresas e muita emoção e que ainda conta com personagens cativantes e inesquecíveis. #VemNiMimCurran Para quem é fã do gênero, ou está o experimentando agora, é leitura mais do que recomendada!

Aventure-se!

Recomendo!



Título Original: Magic Bittes
Autor: Ilona Andrews
Editora: Saída de Emergência
Série: Kate Daniels – Livro 1
Gênero: Urban Fantasy
Sub-Gênero/Assunto: Fantasia, Magia, Metamorfos, Crime e Mistério, Paranormal
Período: Um futuro indefinido. Atlanta, EUA

Capa original:

4.5/5

terça-feira, fevereiro 10, 2015

[Resenha] A Libélula No Âmbar- Diana Gabaldon

"Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo… e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII.
O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Com tudo o que conhece sobre o futuro, será que ela conseguirá salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?"


Não foi uma questão de expectativas, até porque eu não tinha me encantando com a leitura de A Viajante No tempo, o primeiro livro da série Outlander, porém, não posso negar que esperava mais. Bem mais.

O começo até que me agradou, talvez (talvez, não, com certeza) por ser narrado em terceira pessoa e estamos diante de uma Claire Randall vinte anos mais velha, mãe de um uma jovem, Brianna. Este inicio não apresenta muito de novo mas de não tê-la como foco único da narrativa já me agradou.
Porém, nada dura para sempre e voltamos ao século XVIII e à narração em primeira pessoa.

E uma enrolação sem fim. A primeira coisa a ser dita é que A Libélula no Âmbar não é um romance e sim uma aventura, tendo isso em mente, a leitura torna-se um pouco mais fácil. Um pouco. Não vou mentir, desgosto do personagem da Claire desde o primeiro livro, mas nutria uma certa simpatia por Jamie, porém, aqui, até ele conseguiu ficar enfadonho. Tudo é enfadonho.

A autora tem um sério problema de falta de coesão e uma necessidade quase patológica de mostrar que conhece História (conhece mesmo?); assuntos completamente sem importância são esmiuçados e outros, importantíssimos para trama passam quase despercebidos. Qual foi o critério? As descrições são longas e chatas, assim como os diálogos.

Eu me via simplesmente querendo terminar o livro. Outro fato que me incomodou profundamente foi a “relação” de Claire com Frank, seu marido. No primeiro livro, o coitado foi praticamente esquecido. Em A Libélula no Âmbar, a autora parece que “se lembrou” do cidadão e de repente Claire passa a ter consciência da existência do ser.

Obviamente nem tudo foi péssimo, algumas passagens foram sim interessantes (particularmente gosto bastante da irmã e cunhado de Jamie) foram muito poucas e muito rápidas. Assim como em A Viajante no Tempo, o livro melhora um pouco no final, mas foi muito pouco e muito tarde. E este final me deixou curiosa em relação ao terceiro livro. Eu sei, é estranho, mas é a verdade. Acho que este é o maior elogio que posso dar à A Libélula no Âmbar

Esta foi a minha opinião. Leia e me diga o você achou.




A Série

Livro 1- A Viajante no Tempo- Resenha
Livro 2- A Libélula no Âmbar- [Resenha]
Livro 3-  Resgate no Mar- Parte 1-
Livro 3- Resgaste no Mar-Parte 2-
Saiba Mais AQUI


Título Original: Dragonfly in amber
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Saída de Emergência
Série: Outlander- Livro 2
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Aventura, Viagem no Tempo, guerra,
Período: 1968 e 1745. Escócia.
Capa original:

2.5/5

segunda-feira, outubro 13, 2014

[Resenha] Outlander- A Viajante do Tempo, de Diana Gabaldon


Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?(less)


Um bom livro.
Porém eu esperava mais, bem mais.
Outlander foi aquele tipo de livro cercado de apreensão e expectativas. Algumas entrevistas infelizes da autoras e os preços praticados pela antiga editora, a Rocco, sempre me afastaram da leitura, mas eis que finalmente resolvi me aventurar na leitura.
Não me arrependi, mas também não me apaixonei. Para mim, foi uma leitura regular.
A história é bem conhecida: no ano de 1945, logo após o final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira inglesa Claire acaba fazendo uma viagem no tempo e sendo “transportada” para a Escócia de 1743, onde conhece um mundo de guerra e clãs e, principalmente um jovem e galante escocês chamado Jamie.

Pois bem. A ideia inicial do livro não é das mais originais mas é bem interessante e se podemos fazer um elogia à obra é a qualidade da escrita. Tecnicamente, o livro é bem escrito; a autora tem um ótimo domínio da palavras. Todavia, ter domínio das palavras não é tudo.

Faltou um editor. Menos é mais, isso é algo a ser aprendido e respeitado. Por mais que a escrita fosse precisa, ela era tremendamente enfadonha. Como a autora enrola! Até a metade do livro, eu tive a impressão que nada acontecia. A não ser, é clara, as menções de que Jamie tinha sido surrado. Ou seria surrado. Ou era surrado. Serio, não tem UM capítulo que uma surra não tenha sido mencionada! È algum fetiche da Dona Gabaldon, porque né...?

Demorar até a metade para o livro “engrenar” pode não parecer muito, mas quando se trata de um livro de 800 páginas, é! Honestamente, por várias eu quase abandonei a leitura.

Porém, não foi a “chatice” que mais me incomodou mas sim a personagem principal, Claire. Senti uma total falta de empatia pela personagem. Aliás, o grande problema foi que *ela* não tinha empatia nenhuma. Coisas horríveis ocorrem, coisas extraordinárias também, e ela nem se abala.

Ela já casada, mas parece se esquecer totalmente do marido, como num passe de mágica! Sério mesmo? Sei que muitos suspiram pelo romance dela com Jamie, mas não senti nada ali. Ele é realmente o melhor do livro, mas muitas vezes me pareceu mais um adolescente inquieto do que um herói romântico. Sem contar, que merecia algo muito melhor que uma mosca morta como ela.

Não posso negar que o livro melhora MUITO depois da metade; a trama fica mais interessante e até mesmo a relação entre Jamie e Claire não é mais tão enfadonha, apesar de não ter sido algo que me fez suspirar.

O que mais me prendeu nesta segunda parte do livro, ou até mesmo no livro inteiro, foi o lado aventuresco da história e , principalmente, a relação de Jamie com a família (adorei a irmã dele!)

Esta foi uma leitura interessante, que me deixou curiosa pelo o que está por vir. Eu apenas não elevarei as minhas expectativas.

De quaqluer forma, vale a pena a leitura.

Título Original: Outlander
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Saída de Emergência
Gênero: Romance Histórico
Série: Outlander-Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Viagem no Tempo, Aventura, Adultério
Período: Escócia. 1945 e 1793.

Outras Capas:



3.5/5

quarta-feira, julho 23, 2014

[Novidades] Outlander- A Viajante do Tempo

 A Editora Saída de Emergência está lançando (ou seria relançando?) um dos mais famosos e queridos livros românticos sobre Viagem no Tempo!

Nem preciso dizer nada, né? ^.~








Outlander, a Viajante do Tempo
E se o seu futuro fosse o passado?

Diana Cabaldon


LANÇAMENTO: 6 de agosto




Sinpse:

Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?


“Intrigante… profundamente satisfatório…

Quando se chega à última página, é difícil

conseguir se separar dos personagens.”

– DAILY PRESS






Sobre a autora:

Diana Gabaldon cresceu no Arizona, EUA, e é de ascendência mexicana-americana e inglesa. Tem formação em Zoologia, Biologia Marinha e Ecologia. Foi professora universitária durante mais de doze anos antes de se dedicar à escrita em tempo integral.

Outlander, a Viajante do Tempo é o primeiro volume da sua série de enorme sucesso mundial, adaptada para a TV em 2014. Vive atualmente em Scottsdale, no Arizona.




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segunda-feira, junho 02, 2014

A Filha do Sangue, de Anne Bishop

O Reino Distorcido se prepara para o cumprimento de uma antiga profecia: a chegada de uma nova Rainha, a Feiticeira que tem mais poder que o próprio Senhor do Inferno. Mas ela ainda é jovem, e por isso pode ser influencidade e corrompida. Quem a controlar terá domínio sobre o mundo. Três homens poderosos, inimigos viscerais - sabem disso. Saetan, Lucivar e Daemon logo percebem o poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. Assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, no qual as armas são o ódio e o amor. E cujo preço pode ser terrível e inimimaginável.


Impactante.

O que falar sobre este livro? O que falar?!

Não seria imprudente dizer que A Filha do Sangue é uma livro que deveria com alguns “avisos”. Independentemente do que a capa fofa possa parecer, este livro está longe de ser uma fantasia YA cor-de-rosa , água com açúcar. Além disso, A Filho do Sangue não é para todos. Existem questões fortes e delicadas e nem todo mundo é capaz de se despir de qualquer tipo de barreira e encarar a leitura.

Eu mesma tive que colocar um aviso na mente e me condicionar ao fato de que se tratava de uma fantasia, um mundo fantástico. Mas, mesmo assim, muitas vezes...

É estranho, sabe, mas por muitas vezes meus sentimentos ficaram confusos, divididos com que eu lia. Era- é- estranho ver um homem adulto Daemon, apaixonado, desejoso de uma menina de 12 anos, Jaenelle. É moralmente inaceitável, porém, por mais que absurdo que fosse o sentimento Daemon, este era verdadeiro. E Jaenelle é muito mais que uma “simples” menininha de 12 anos. Parece difícil explicar- e é- mas, de certa forma, é aceitável. Há um paradoxo em toda a relação. Apesar do desejo carnal de Daemon, o amor dele é puro.

Assim como a sua amizade.

E mais do que o desejo sexual, ou a paixão avassaladora, a amizade da pequena Jaenelle e do sexy Daemon é o que realmente conduz a trama. Antes de qualquer coisa, eles são amigos. Companheiros. Personagens incríveis. Intensos e inesquecíveis.

Jaenelle é doce , arteira e levemente perversa como toda criança. Ela é a Feiticeira, a nova Rainha; tem mais poder do que qualquer outro- apesar de ainda não ter completo controle sobre esse poder. Ou, pelo menos, não tem a consciência desse poder.

Até conhecer Jaenelle, ódio era provavelmente o único sentimento de Daemon. Afinal, era escravo sexual desde a adolescência. Daemon é aquele tipo de personagem apaixonante, inquietante, impossível de se resistir.

Ele controla o livro. Isto é fato.

Porém, devo dizer que o meu favorito é Saeton,justamente o pai de Daemon e “mentor” de Jaenelle. Os embates do velho Senhor com a menina com hilários, dando uma providencial leveza ao livro.

O sexo é parte indissociável de A Filha do Sangue. Mas não se engane pensando que se trata de sexo hot, sensual. Aqui, o sexo é moeda de troca e controle; de forma alguma é um ato de amor. O mundo de A Filha do Sangue é corrompido e sujo; não há beleza nem compaixão e a única esperança é justamente Jaenelle.

Como vocês podem ter notado, eu nem me atrevi a escrevi muito sobre o que é a história de A Filha do Sangue. Acreditem em mim, nada o que eu escreva será o suficiente. Cada página do livro é uma aventura, uma surpresa.

Anne Bishop criou um mundo intrincado e fascinante. A história em si é maravilhosa porém, não pude deixar de notar alguns problemas de estrutura na narrativa. Algumas cenas me pareceram truncadas e muitas vezes me pareceu faltar a ligação entre uma cena e outra. Além, disso, por se tratar de um universo novo, desconhecido e altamente complexo, senti falta de um mapa do Reino Distorcido e de um Glossário de Personagens mais completo. Confesso que até agora não entendi muito bem a geografia do lugar.

De qualquer forma, A Filha do Sangue é um livro incrível; forte, violento, e tocante- e que merece ser lido. Basta ter a mente (bem) aberta e embarcar na fantasia.

Super Recomendo!

** Não posso deixar de comentar sobre o lindíssimo trabalho gráfico da editora. A capa esta um arraso. O texto em si tem alguns pequenos erros de grafia, mas nada que prejudique a leitura.




Título Original: Daughter of the Blood
Autor: Anne Bishop
Editora: Saída de Emergência
Gênero: Fantasia
Coleção: Bang!
Série: Joias Negras-Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Demônios, Paranormal, Bruxas
Período: Sabe-se lá...


Série:
Livro 1- A Filha do Sangue
Livro 2- A Herdeira das sombras-
Livro 3- Queen of Darkness- ainda inédito no Brasil

*** A autora ainda escreveu uma série de novellas/pequenas histórias ambientadas no mesmo universo de A Filha do Sangue. A lista completa completa pode ser vista AQUI


Outras Capas:


Este livro foi gentilmente cedido pela editora.


4.5/5

OBS: qualquer erro por favor avisar para que eu possa corrigir!;)

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