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quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Cotoco, de John van de Ruit


África do Sul, 1990. Dois grandes eventos estão prestes a acontecer: a libertação de Nelson Mandela e, o que para o garoto John Milton é ainda mais importante, o início das aulas no internato. Cercado por pais no mínimo lunáticos, uma avó gagá e colegas de dormitório para lá de estranhos (com apelidos do tipo Lagartixa, Rambo, Rain Man e Cachorro Doido), John (que graças a suas partes íntimas pouco desenvolvidas é debochadamente apelidado de Cotoco) faz o que pode para se adaptar - e tudo indica que não será fácil. Munido apenas da própria perspicácia e de um diário, Cotoco vive uma série de situações bizarras e divertidas: de mergulhos proibidos no meio da madrugada a acirrados campeonatos de críquete, passando pela caça ao fantasma de um professor e por catastróficas férias em família. E é nas páginas de seu diário que acompanhamos o peculiar - e sobretudo engraçadíssimo - funcionamento da mente de um garoto de 13 anos ao descobrir a vida, a amizade... e a pluralidade da fauna humana.



Segundo livro que eu leio esse mês para o Desafio Literário, Cotoco, está bem dentro do tema proposto pelo desafio: Livros que façam rir. Eu não sou uma pessoa que gosta muito de livros cômicos (curto mais um humor mais sutil), mas é impossível não rir das aventuras e desventuras do jovem John Milton em um colégio interno na África do Sul de 1990.

Escrito sob a forma de diário, Cotoco mostra a vida de John Milton, um garoto de 13 anos, em um colégio interno na África do sul de 1990. Bolsista, ele encontra no renomado colégio uma tradução ideal para a famosa frase: “De perto Ninguém é normal.”

Quando o livro foi lançado, confesso que não me interessei muito. Não é ótimo quando um livro te surpreende positivamente?

Cotoco é um livro muitíssimo divertido, a começar pelo título, apelido que John ganha devido ao pouco desenvolvimento de suas “partes” íntimas. No colégio, todos paressem ser malucos, a começar pelos seus sete companheiros de dormitório. Para se ter uma idéia, a turma é chamada de “Os Oito Loucos”. Barril , Cachorro Louco, Rain Man são só alguns desses “anjinhos”. E a turminha é do barulho! As aventuras vão desde a busca de um fantasma até estabelecer o recorde de peido mais longo (sim, você leu isso certo, rs)
Durante a leitura nós vamos conhecendo mais da vida do jovem John no colégio e também em sua casa. A família do garoto é uma caso à parte! O pai dele é uma figura, totalmente paranoico com as mudanças políticas na Africa do Sul e adora uma boa birita. Além de detestar a sogra, é claro. Aliás, a avó materna de Wombat foi, para mim, a personagem mais engraçada do livro! A velhinha é completamente maluca- e não estou falando em sentido figurado.

Apesar do tom obviamente leve, o autor mescla à história um pouco do que acontecia na África do Sul do início da décade de 1990. Para quem não sabe, ou não lembra, 1990 foi o ano da libertação de Nelson Mandela e o início do fim do regime de Apartheid.

Eu gostei bastante do livro e acho que isso é devido, em grande parte, além do humor, ao fato de me identificar com John. Eu tinha quase a mesma idade que ele em 1990, adorava livros e filmes (várias referências durante a leitura) e me sentia super esperta por gostar de política. Isso sem contar os primeiros amores. Ah, os jovens...

Apesar de muitíssimo divertido, Cotoco não é um livro perfeito. Seu maior defeito, a meu ver,é o tamanho. É um pouco longo demais para esse tipo de história. Acho que se tivesse umas 80 páginas a menos, seria perfieto. Além disso, apesar do autor falar sobre as mudanças políticas na África do Suol e da conturbada relação entre brancos e negros, pouco é dito sobre o fato de John ser um bolsista num colégio de garotos ricos. É como se o fato dele não ter dinheiro não tivesse importância, mas sabemos que isso não é verdade, especialmente em ambientes como aquele. Outra coisa que me incomodou foi o fato de que nenhuma mulher no livro é normal. Tudo bem, que para um garoto de 13 anos, todas nós parecemos incompreensíveis mas mesmo assim, né? *Thaís feminista falando*

No livro também são mencionados várias vezes o Críquete e o Rúgbi. Confesso que não sei NADA sobre esses esportes.

Eu particularmente gostei do fato de John não ser o coitadinho traumatizado nem o gênio ou astro dos esportes. Ele é um garoto normal . Comum. E isso faz com a gente se identifique ainda mais com ele.

Com algumas subtramas livro deixadas em aberto , Cotoco é apenas o primeiro de uma série de quatro livros. Me pergunto se a Intrínsica pretende lançar os outros livros.


Eu me diverti muito , apesar de terminar livro com um certo sabor agridoce na boca. É, nem tudo é felicidade e certas coisas fazem parte do amuderecimento de uma pessoa.

Em suma, Cotoco é uma ótima e divertida  leitura.  

Recomendo!

Ah! E sim, acho a capa PAVOROSA!



***
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Título Original: Spud
Autor: John van de Ruit
Editora: Intrínseca
Gênero: Jovem Adulto
Série: Spud-Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Humor, Escolas, Racismo e Preconceito (Apartheid), História, diário
Período: 1990. África do Sul.


Série
Livro 1- Cotoco (Spud)
Livro 2- Spud: The Madness Continues - inédito no Brasil
Livro 3 Spud: Learning to Fly - inédito no Brasil
Livro 4- Spud: Exit, Pursued by a Bear - inédito no Brasil



Outras Capas:

4/5

segunda-feira, agosto 27, 2012

O Historiador, de Elizabeth Kostova


Título Original: The Historian
Autor: Elizabeth Kostova
Editora: Suma de Letras
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto:  Vampiros, História, Aventura, Suspense, Terror
Período: Anos 50 e Anos 70. Guerra Fria. Europa.
Certa noite bem tarde, ao explorar a biblioteca do pai, uma jovem encontra um livro antigo e um maço de cartas amareladas. As cartas estão todas endereçadas a "Meu caro e desventurado sucessor", e fazem mergulhar em um mundo com o qual ela nunca sonhou - um labirinto onde os segredos do passado de seu pai e o misterioso destino de sua mãe convergem para um mal inconcebível escondido nas profundezas da história.
As cartas fazem alusão a um dos poderes mais maléficos que a humanidade jamais conheceu, e a uma busca secular pela origem desse mal e sua erradicação. É uma caça à verdade sobre Vlad, o Empalador, o governante medieval cujo bárbaro reinado gerou a lenda de Drácula. Gerações de historiadores arriscaram reputação, sanidade, e até mesmo as próprias vidas para conhecer essa verdade. Agora, uma jovem precisa decidir continuar ou não essa busca - e seguir seu pai em uma caçada que quase o levou à ruína anos antes, quando ele era um estudante universitário cheio de energia e sua mãe ainda era viva.

quarta-feira, janeiro 18, 2012

No Coração do Mar, de Nathaniel Philbrick

A história real que inspirou Melville a escrever Moby Dick. Um livro fantástico.

Em 1820, o baleeiro Essex foi atacado por um cachalote enfurecido e afundou rapidamente. Nunca se imaginara que uma baleia pudesse reagir aos pescadores que a perseguiam. O que se seguiu ao naufrágio foi uma longa provação pelas águas do Pacífico: amontoados em três botes, os marujos navegaram durante três meses, experimentando os horrores da inanição e da desidratação, da doença, da loucura e da morte, chegando à prática do canibalismo. 

O episódio, que inspirou Herman Melville a escrever Moby Dick, ficou registrado em relatos feitos pelos sobreviventes. Baseado em ampla pesquisa e fontes inéditas, o historiador Nathaniel Philbrick reconstitui todos os detalhes da tragédia, dando vida aos testemunhos com seu vasto conhecimento em assuntos marítimos. Dos meandros da economia baleeira às técnicas de navegação a vela e o comportamento das baleias, No coração do mar reúne informações minuciosas sobre cada aspecto da história. Uma aventura que desafia o leitor a refletir sobre os limites da capacidade de sobrevivência humana.